Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Douglas

Olhe pra cima, Santos!

Desde as priscas eras Santos e Grêmio fazem bons jogos em Porto Alegre, e o Alvinegro Praiano, volta e meia, consegue uma boa vitória contra o tricolor gaúcho. Hoje os dois times voltam a se encontrar, às 19h30, e a vitória pode levar o Santos para a liderança do Campeonato Brasileiro. O time está jogando bem, motivado, e tem condições de conseguir os três pontos. Só não deve se contentar com o empate e ficar tocando a bola de lado. Pode até ser mais defensivo, às vezes, mas com uma mentalidade ofensiva.

O Grêmio vai atacar, correr, entrar decidido nas divididas e tentar encher a área santista de cruzamentos. Esse é o jogo do time do Sul. Não tem criatividade e nem craques, mas se entrega à partida com ardor. Sabendo usar os espaços que surgirão, o Santos pode repetir o que fez o Vitória e voltar de Porto Alegre com um triunfo fundamental para a busca do título. Vale a pena acreditar nisso.

O técnico Dorival Junior poderá repetir o time que fez boa partida contra o São Paulo: Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Gabriel e Rodrigão. Trata-se de um bom time, com problemas nas bolas altas cruzadas na área, mas com um ataque perigoso e um meio de campo acima da média, que fica ainda melhor com a entrada de Yuri.

O jogo do Grêmio é organizado pelo veterano Douglas, um jogador com ótimo passe, mas com pouca mobilidade. Acho que o Santos tem de ser humilde e marcá-lo em cima. Dele saem a maioria das jogadas de ataque do tricolor. O técnico, Roger Machado, deverá escalar seu time com Marcelo Grohe, Edílson, Fred, Rafael Thyere e Marcelo Oliveira; Walace, Jaílson, Giuliano, Douglas e Éverton; Luan.

Não gosto de falar de arbitragem, ainda mais antes da partida, mas em jogos no Sul é preciso tomar cuidado com o excesso de entusiasmo dos gremistas, que costumam chegar forte demais em algumas jogadas. O jogo será arbitrado por Eduardo Tomaz de Aquino Valadão (GO-ASP-FIFA), auxiliado por Alessandro A Rocha de Matos (BA-FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO-FIFA). Boa sorte para eles. Que vença o melhor!

As sugestões dadas no post anterior serão selecionadas e enviadas à Auditoria do Santos com a recomendação deste blogueiro. Agradeço a todos que participaram.

Promoção Time dos Sonhos em julho!
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
Estou pensando em uma promoção sensacional do livro Time dos Sonhos em julho, mês de aniversário da santista que eu mais amo no mundo, a Suzana, claro. Por isso, se quiser comprar o livro hoje, ou amanhã, aconselho-o a esperar mais dois dias. Na sexta-feira o seu suado dinheirinho valerá mais na compra de um exemplar de Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista.

Guarche ensinando os meninos
O amigo Guilherme Gomez Guarche, responsável pelo departamento de memória e estatística do Santos, envia e-mail, com fotos, informando que dá aulas de história do Santos para os meninos das equipes Sub-11 e Sub-13. Ótima iniciativa, que deve ser estendida a todas as categorias e cujas aulas/palestras devem ser ministradas, obrigatoriamente, para todos dos times e das comissões técnicas do clube.
guarche ensinando aos meninos

E você, acha que o Santos pode vencer o Grêmio?


Santos merecia perder de mais. Cruzeiro ganhou sem fazer força

ricardo saibun
Geuvânio entrou no final e acertou o único chute perigoso no gol do Cruzeiro (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Mais organizado, com toque de bola mais preciso, defesa mais eficiente e ataque que criou mais chances para marcar, o Cruzeiro mereceu amplamente a vitória de 1 a 0 sobre o Santos, na Vila Belmiro, e já é o campeão virtual deste Brasileiro. O gol, muito bonito, foi de Everton Ribeiro, aos 9 minutos do segundo tempo, depois de driblar Mena e Alison. Como a maioria dos leitores deste blog previa, o ataque santista, com Everton Costa e Willian José, nada produziu. Ambos foram substituídos por Geuvânio e Victor Andrade, mas não houve grandes melhoras. Ao menos Geuvânio deu o único chute perigoso ao gol de Fábio. 9.460 pessoas pagaram para ver o jogo, proporcionando renda de R$ 278.156,00. Com a derrota o Santos permanece com 44 pontos e ainda precisa de no mínimo mais seis pontos para afastar qualquer possibilidade de rebaixamento. O próximo jogo será contra o desesperado Vasco, em São Januário.

Veja os melhores lances da partida:

Enquete para escolher o técnico de 2014 continua

O post muda, pois temos de falar do jogão deste domingo – o primeiro que, ao lado de meu irmão Marcos, assisti em um estádio, há 45 anos –, mas a enquete para escolher o técnico do Santos em 2014 continua. Se ainda não votou, ela está à sua direita. Vote lá!

montillo chuta
Montillo enfrenta seu ex-time tentando, mais uma vez, corresponder às expectativas dos santistas (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

O Cruzeiro vai ser campeão, mas neste domingo tem de dar Santos

Ninguém tira o título do Cruzeiro este ano e a conquista é realmente justa. Em meio a um campeonato bagunçado e de baixo nível técnico, a Raposa sobrou em regularidade e competência. Mas neste domingo a motivação maior deve e precisa estar do lado do Santos, pois os três pontos são muito mais importantes para o Alvinegro Praiano, que precisa ganhar no mínimo cinco dos sete jogos que faltam para brigar por uma vaga na Copa Libertadores.

Com 12 pontos e quatro vitórias a mais do que os segundos colocados Botafogo e Grêmio, o Cruzeiro caminha tranqüilamente para o seu terceiro título brasileiro. A dianteira é tão grande, que mesmo com a derrota neste domingo, a partir das 17 horas, na Vila Belmiro, ainda assim sua conquista não correrá maiores perigos. Ao nosso Santos, porém, que tem 44 pontos e está em nono lugar, só a vitória interessa.

O técnico Claudinei Oliveira ao menos tem sido coerente. O time será o mesmo que vem sendo escalado nos últimos jogos, com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Gustavo Henrique e Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Everton Costa e Willian José.

Cicinho e Cícero estavam ligeiramente contundidos, mas treinaram normalmente na sexta-feira e devem jogar. Claudinei continua mantendo o contestado Everton Costa no ataque. A única dúvida do técnico era entre Willian José e Victor Andrade, mas como Willian treinou bem e marcou os três gols na vitória sobre os reservas por 3 a 0, será o escalado. Victor só entra se o Santos estiver perdendo e o estádio inteiro gritar seu nome.

O Cruzeiro, que desta vez não terá o atacante Willian, com estafa muscular, deverá ser escalado por Marcelo Oliveira com Fábio, Ceará, Dedé, Léo e Egídio; Nilton, Lucas Silva, Éverton Ribeiro e Ricardo Goulart;Dagoberto e Borges. A arbitragem será de Marcelo de Lima Henrique (RJ), auxiliado por Bruno Boschilia (PR) e Neuza Ines Back (SC).

O Santos costuma se dar bem contra o Cruzeiro e algo me diz que isso ocorrerá novamente neste domingo. Porém, será essencial que os laterais apóiem e que os meias Montillo e Cícero também se aproximem mais do ataque. Não dá para esperar que Willian José e Everton Costa resolvam as coisas sozinhos lá na frente.

Na minha primeira vez, Pelé versus Tostão

Eu tinha 16 anos e 26 dias quando fui ao estádio pela primeira vez, com meu irmão Marcos, três anos mais novo. E vimos, no ainda inacabado Morumbi, justamente o jogo que reunia as melhores equipes daquela era de ouro do futebol brasileiro: o Santos de Pelé e o Cruzeiro de Tostão.

Treinado pelo técnico Antoninho, o Santos tinha Cláudio, Carlos Alberto Torres, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Clodoaldo e Negreiros; Toninho Guerreiro, Douglas (depois Edu), Pelé e Abel.

O Cruzeiro, de Orlando Fantoni, tinha naquele domingo alguns jogadores de extrema categoria, como Tostão, Dirceu Lopes, Natal, Piazza, Procópio, Evaldo, Zé Carlos… Era um timaço, que dois anos antes tinha sido campeão brasileiro ao vencer o Santos na final da Taça Brasil por 6 a 2 e 3 a 2.

Perceba que o narrador, Fernando Solera, diz, antes do primeiro gol, que aqueles eram os dois melhores times do Brasil – justamente na era de ouro do futebol brasileiro, em que três Copas do Mundo foram conquistadas em 12 anos, de 1958 a 1970, com todos os jogadores em atividade no Brasil.

Perceba, ainda, que entre esses jogadores nada menos do que cinco seriam titulares da Seleção Brasileira na Copa de 1970: Carlos Alberto Torres, Piazza, Clodoaldo, Tostão e Pelé. Sem contar Edu, que também atuou no Mundial do México.

Eu e meu irmão Marcos estávamos atrás do gol do Cruzeiro no primeiro tempo, éramos dois dos 29.469 pagantes daquela partida. A geral é mostrada depois do gol de Pelé, aos quatro minutos de partida, após jogada magistral de Douglas, que passou por quatro jogadores adversários. De onde estávamos achamos o gol de Pelé muito fácil, pois ele só teve o trabalho de se esticar e chutar a bola, depois que Douglas limpou o lance com espantosa habilidade.

No segundo tempo, Toninho, aos 41 minutos, completou o marcador após boa jogada de Abel. Um pouco antes Procópio tinha saída de campo com o tendão rompido, depois de choque com Pelé. Enfim, recordações de 45 anos atrás que parecem brotar com frescor e clareza na memória. Quantos garotos têm a felicidade de, na sua primeira vez em um estádio, assistir a um jogo assim?

Bem, já escrevi demais, Reveja os gols de Santos 2, Cruzeiro 0, de 13 de outubro de 1968, válido pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata, competição que acabaria dando ao Santos o seu sexto título brasileiro:

E pra você, o Santos vencerá o Cruzeiro neste domingo? Como?


Zé deve vir, por bem menos do que um milhão. E quem mais virá?

No Interior, os caras postam “um milhão”. Quem perde vai ao milharal, pega uma espiga desse tamanho e dá pro vencedor. Acho que eu mereço essa espiga por ter levado em consideração a notícia que li em um portal conhecido. Leio com alívio, aqui no blog do amigo Ademir Quintino, que o presidente Luis Álvaro Ribeiro desmentiu enfáticamente a notícia de que pagará salário de um milhão (de reais, não de espigas) para ter de novo Zé Roberto na Vila Belmiro. Mas, pegando esse gancho, pensei em outros jogadores que poderiam desembarcar lá no CT Rei Pelé. Vejamos:

Alex e Renato, campeões de 2002, já estão em outros clubes. E não despertam grandes paixões.

Diego? Não, Diego, não. Esnobou o Santos algumas vezes e saiu meio brigado. Teria de ser feito um bom trabalho de relações públicas antes de poder voltar. E o garoto – e seu pai – teriam de reduzir os pedidos de salário.

Robinho? Ainda está em alta na Itália. Voltará ao Santos mais velho, para tocar a bola pelo meio.

André e Wesley? Algo me diz que só jogaram muito porque tinham Neymar e Ganso do lado. Assim, até eu…

Eu gosto do Douglas, do Grêmio, que agora foi pro Corinthians. Cairia bem no meio-campo. Se o Santos tentou trocar Elano por ele, tentou bem. Pena que não deu certo.

Madson de volta? Quem sabe. É um ótimo reserva. Bem melhor do que o Tiago Alves.

E o Fábio Costa, hein? Já que está recebendo salário, por que não colocá-lo para jogar no Campeonato Paulista? Vai que fechasse o gol em algum jogo e poderia ser vendido ou trocado. Receber para tirar férias é demais…

OLha, estou aqui pensando e não vem ninguém à minha mente que já não tenha sido sondado, que não seja caro ou velho demais. Mas, como vocês, meus companheiros de blog, sempre sabem mais do que eu, pergunto: Quem o Santos pode tentar trazer para este sagrado ano do Centenário?


Cada time deu show em um tempo, mas o Grêmio levou: 4 a 3, que jogaço!

Minha mulher é testemunha. Preveni que ao contrário do Grêmio, era o Santos que deveria se empenhar mais quando vencia por 2 a 0, pois um gol incendiaria o Olímpico e fatalmente mudaria o jogo. De um time que fez um primeiro tempo maravilhoso, o Santos mal tocou na bola até que o Grêmio virasse para 3 a 2, em uma reação que é típica do time gaúcho.

Com Jonas em grande fase, Douglas armando o jogo com a categoria de sempre e as presenças de Borges e Hugo, o Grêmio dominou totalmente a segunda etapa até chegar a 4 a 2. Naquela altura, não seria surpresa de o campeão do Sul fizesse mais dois ou três gols, tamanha sua superioridade e facilidade para entrar na defesa santista.

Mas depois o Grêmio deve ter cansado, ou achou que o resultado já garantia uma boa vantagem no jogo de volta. Foi um erro. Como aconteceu em Belo Horizonte, Paulo Henrique Ganso enfiou um passe espetacular para Robinho, que matou no peito e fez o gol mais bonito da partida.

Os 4 a 3 foram muito comemorados pelos gremistas, mas nem tanto. Eles sabem que segurar o empate na Vila Belmiro será uma tarefa árdua. Mas os santistas também ficaram com a pulga atrás da orelha. De um jogo que ao final do primeiro tempo parecia caminhar para uma vitória tranqüila, veio a derrota e agora a necessidade de vencer na próxima quarta-feira.

Com a volta de Neymar, o Santos fatalmente criará muitas chances de gol na Vila e poderá vencer, claro, mas este Grêmio também tem um bom poder ofensivo e não deverá só se defender no jogo de volta. Enfim, a classificação está em aberto.

10 lições do jogo

1 – Como mostrou no primeiro tempo, o Santos atinge todo o seu potencial quando faz marcação por pressão, na saída de bola do adversário, e consegue o domínio da mesma. Porém, torna-se uma equipe vulnerável quando é marcada das mesma maneira. E se estiver ganhando o jogo, então, entrega-se mais facilmente à marcação adversária, o que sempre acaba sendo fatal.

2 – Espero que Dunga tenha visto o jogo, pois a partida mostrou que nem sempre um time se torna mais protegido na defesa com a entrada de um volante. Marquinhos, mesmo cansado, sabe segurar a bola, erra poucos passes e dá uma tranqüilidade ao meio-campo do Santos que impede o avanço do adversário. Rodrigo Mancha foi um verdadeiro desastre. Culpado direto nos dois primeiros gols do Grêmio, e substituído logo depois, não deve mais atuar no Santos. Ele destoa muito dos outros jogadores do meio para a frente.

3 – Silas é mesmo um grande técnico. Mudou o jogo do primeiro para o segundo tempo. Com os “paulistas” Hugo, Borges, Jonas e Douglas criou um esquema que camufla as fraquezas do time e o torna muito perigoso, principalmente quando joga em casa. Seu teste de fogo será a partida de volta, na Vila Belmiro.

4 – Não tem jeito. O Santos para quando tem uma boa vantagem. Depois dos 2 a 0 o time perdeu gols, jogou com certa displicência e permitiu ao Grêmio, como se diz “gostar” do jogo. Tudo bem que Rodrigo Mancha deu uma baita mão ao adversário, mas a verdade é que o Santos já não estava bem quando ele entrou.

5 – Já estamos quase no meio do ano e Dorval e Edu Dracena parece que ainda não se entrosaram direito. De repente aparece um atacante na cara do gol, livre. Assim fica difícil manter o resultado.

6 – Ganso não mostrou nenhum abalo com a não-convocação, mas o mesmo não se pode dizer do goleiro Victor, do Grêmio. Hoje não foi o mesmo dos seus melhores dias.

7 – Felipe fez um primeiro tempo maravilhoso. Os melhores 45 minutos que já tinha jogado pelo Santos. Mas na segunda etapa não pegou mais nenhuma bola.

8 – Robinho não estava bem. Pode-se dizer que tinha sumido em campo no segundo tempo. Mas o golaço que fez pode ter sido decisivo, pois agora na Vila o Santos se classificará com vitórias 1 a 0, 2 a 1 e 3 a 2.

9 – Dorival Junior tem demorado para fazer algumas substituições. Léo estava cansado e não conseguia mais acompanhar os atacantes do Grêmio pelo seu setor. Só depois que o Grêmio fez o gol de empate por ali é que ele substituiu o veterano lateral.

10 – Como eu disse no post de ontem, o Santos deveria jogar em Porto Alegre como se fosse o jogo único e decisivo. O receio de todo santista era de que o time cochilasse, como faz às vezes, o que infelizmente aconteceu. Credito à imaturidade da equipe, além, é claro, do poderio do Grêmio, esta virada histórica conseguida pelos gaúchos. Que fique a lição e que na Vila Belmiro o Santos seja um time tão raçudo como foi o Grêmio no Olímpico.

E você, querido leitor e leitora deste blog, o que achou da partida e dos jogadores? Queremos conhecer sua opinião.


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