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Tag: Dunga me escuta

Nós já sabíamos…

Dunga, por que você não me escutou?

Eu sempre disse que o futebol é uma prova de que a voz do povo é a voz de Deus. Assim, o que aconteceu ontem em Nova Jersey, com o show da Nova Seleção Brasileira sobre os Estados Unidos, não me surpreendeu nem um pouco. As ótimas exibições dos Meninos da Vila Paulo Henrique Ganso, Robinho e Neymar apenas repetiram o que eles têm jogado no Santos.

Dunga disse que não levou Ganso e Neymar para a Copa porque eles nunca tinham sido testados antes na Seleção Brasileira principal. Pois espero que ele tenha visto o jogo de ontem e percebido a burrada que fez. Não acho que ele seja o tipo de sujeito que irá admitir um erro, pois é preciso ser muito sábio e ter muita personalidade para reconhecer isso. Uma pena. Como eu disse no sambinha “Dunga me escuta”, que compus e está no Youtube, “Dunga, a Seleção Brasileira não é só sua, meu irmão”.

Ouvi de alguns companheiros de imprensa a crítica de que apoiei com tanto entusiasmo as convocações de Ganso e Neymar para a Copa apenas porque sou santista. Ora, é uma maneira terrivelmente simplista de ver as coisas. Até porque já acompanho Copas do Mundo, como jornalista, desde 1978, e jamais fiz campanha para ninguém ser convocado. Fiz desta vez, ao lado dos amigos do twitter, porque realmente vi nos dois garotos, principalmente em Ganso, uma clarividência aguda para o futebol, um talento extraordinário.

Arrisco dizer que Paulo Henrique Ganso caminha para se tornar o maior jogador de meio-campo na história do futebol brasileiro – pela visão, pela habilidade, pela inteligência e pela personalidade. Talvez, só mesmo Gérson, Falcão e Ademir da Guia – dos que eu vi jogar – poderão ser comparados a ele no futuro, mas Ganso tem apenas 20 anos e ainda está em evolução. Se bem que, sinceramente, eu não consiga ver o que mais ele precise aprimorar.

Para não dizer que não me surpreendi com nada, farei apenas uma ressalva quanto a Neymar. Não imaginei que o garoto já estreasse tão à vontade com a amarelinha. Mas, como eu também imaginava, confirmou-se que é menos difícil enfrentar uma equipe anglo-saxônica que marca duro, mas sem maldade, do que encarar os beques brasileiros que batem por trás, dão carrinho, cotovelada, ameaçam e depois pedem cartão para o atacante dizendo que este simula faltas.

Sobre isso, abro um parêntese para lembrar uma frase de Mano Menezes na entrevista após a partida: “Personalidade não se dá a ninguém. Ou se tem, ou não se tem”. E Ganso e Neymar provaram que têm de sobra.

Neymar jogou como um craque maduro e foi premiado com o gol, em um ótimo cruzamento de André Santos – outro que deveria estar na Copa, pois é o lateral-esquerdo brasileiro com mais habilidade e o que melhor bate na bola.

Robinho voltou a jogar como nos bons tempos, e o ataque com ele, Neymar e Pato está perfeito. Claro que torci muito para André, mas admito que Pato está um pouco à frente do ex-santista como centroavante desta Nova Seleção.

2 a 0 foi pouco. Robinho merecia um gol, assim como Ganso, que acertaram o mesmo pé esquerdo da trave norte-americana. O Brasil colocou a emergente Seleção dos Estados Unidos na roda. Um show. A melhor exibição da Seleção Brasileira dos últimos cinco, seis anos.

Reconheço que Mano Menezes foi muito feliz na convocação, na escalação do time e na decisão de dar aos titulares tempo suficiente para mostrar seu futebol. O ex-técnico corintiano deve ter aprendido hoje que contra-ataque, sua tática preferida, só é a melhor opção quando não se tem jogadores tão habilidosos, que mantêm a posse de bola o tempo todo.

O Brasil tocou a bola no campo dos Estados Unidos e mesmo assim ficou com ela cerca de 80% do tempo. Após os 10 minutos iniciais, os norte-americanos não conseguiram nada no ataque. Mal passaram do meio-campo, aliás.

Este estilo de jogo já é uma clara influência da Copa, em que os dois finalistas – Espanha e Holanda – jogavam assim, priorizando a posse de bola. A diferença é que o Brasil parece tocar tão bem como os espanhóis, mas tem mais opções para chegar ao gol adversário.

Enfim, ontem se viveu mais uma noite de sonho para o futebol brasileiro no geral e para os santistas em particular. Uma noite tão boa que há torcedor alvinegro certo de que Wesley e Arouca serão os novos convocados de Mano Menezes. Ouvi até quem, diante das inseguranças de Daniel Alves, tenha pedido Pará na lateral-direita. Bem, não duvido mais de nada…

O único lado preocupante é que com Neymar e Ganso jogando assim, as ofertas pelos garotos chegarão à Vila Belmiro na mesma proporção das cartas dos fãs. Que grande clube do mundo não gostaria de ter dois craques como eles? Bem, que fiquem querendo. Os dois Meninos são da Vila.

O que você achou das estreias de Ganso e Neymar na Seleção Brasileira? Acha que o Santos conseguirá resistir às propostas dos clubes europeus que querem contrata-los? Tem mais algum Menino da Vila que merece ser chamado para a Nova Seleção Brasileira?


Depois de conversar com Dunga, saí com a certeza de que Ganso está na lista. Neymar é dúvida…

Dunga: "Mas o Neymar não é franzino?"

Já tinha visitado minha mãe e minha sogra. Estava assistindo a Ceará e Fluminense quando minha mulher trouxe o telefone sem fio. “Quer falar com você. Jorge”. Jorge? Pensei em um velho amigo professor de tênis e atendi animado – Jorjão!”. Mas a voz do outro lado era desconhecida, baixa e quase formal. “Você é o jornalista Odir Cunha?”. Imaginei um editor me oferecendo um frila, ou um alguém querendo agendar uma palestra, ou pedindo um livro autografado. Mas o assunto era bem diferente…

“Aqui é o Jorginho, da comissão técnica da Seleção Brasileira. Estamos em São Paulo e o Dunga queria falar com você. Já jantou?”. Engoli em seco. Será que nas minhas críticas tinha atravessado o sinal e ofendido o técnico da Seleção Brasileira, que queria me processar? Rememorei meus artigos e constatei que não havia nada de ofensivo demais neles. “Ah, já comi uma pizza na casa da sogra…”, tentei descontrair. “Então vem tomar um café com a gente”, ele insistiu.

Ambos estavam em um hotel da Rua Augusta. Tinham assistido, disfarçados, ao jogo do Corinthians. Acho que queriam tirar as últimas dúvidas antes da divulgação da lista para a Copa, amanhã. Claro que fiquei honrado com a lembrança. Respondi que em meia hora estaria lá.

Conheci Dunga quando ele jogou no Santos, em 1986. Até ali tinha a fama de jogador medíocre, volante só de destruição. Mas nos demos bem. Também pelo fato de ele ser da mesma cidade de Ijuí, onde nasceu o grande tenista e meu amigo Marcos Hocevar, cinco anos mais velho do que Dunga.

Por falar em idade, fiz as contas e vi que em 1986, quando o conheci, Dunga tinha apenas 22 anos – era um garotão, enquanto eu, com 33, já cobria futebol há sete anos. Talvez pela minha mania de dar conselhos aos mais jovens a gente tenha se aproximado. Não sei, só sei que enquanto dirigia para o nosso encontro, tive a sensação de que não havia e nem haveria qualquer problema entre nós.

“Agora também é compositor, é?”

Dunga e Jorginho eram os únicos clientes no restaurante e ocupavam uma mesa no fundo, em um canto propositalmente escuro. Jorginho foi o primeiro a se erguer e me cumprimentar. Apertei sua mão e depois abracei Dunga. Sorrimos. Ele quebrou o gelo:

“Agora também é compositor, é? Que pagodinho sem vergonha é esse?” (referia-se ao sambinha que compus “Dunga me escuta”, que está no youtube na interpretação dos irmãos Claudio e Fernando).

“Uma brincadeira bem-humorada. Mas que diz uma grande verdade”, respondi.

“Não precisa de uma música para eu te escutar. É só me procurar…”.

“Hoje você é o técnico da Seleção Brasileira, um dos caras mais importantes do Brasil…”.

“Sem essa… Fica com meu e-mail. Jorge, depois dá meu e-mail e telefone pro Odir”.

Enquanto Jorginho se apressava em anotar em um papel o e-mail e o celular pessoais de Dunga, este, sempre muito objetivo, foi direto ao ponto:

“Você é santista pra caralho… nem sei se deveria te ouvir. Mas confio nos teus critérios. Diz pra gente por que eu deveria convocar o Paulo Henrique e o Neymar. E anda logo que a gente já tem vôo marcado…”.

Ganso, um maestro precoce

“O fato de ser santista e de acompanhar esses garotos desde as divisões de base é uma vantagem, ou não?”, retruquei. “Conheço os dois, sei do que são capazes, por isso não tenho nenhum receio de afirmar que deveriam ir pra Copa…”.

“Mas por que devem ir?”, Jorginho interrompeu.

“É, tu fala de um primeiro e depois do outro”, reforçou Dunga.

“Está bem. Vamos lá: primeiro, Paulo Henrique Ganso. Dá assistências como nenhum outro jogador brasileiro, dentro ou fora do País. Bola no pé dele tem destino certo. O jogo está aquele bate e rebate, de repente a bola cai no pé do Ganso e a gente já espera que ele coloque alguém na cara do gol, ou limpe a jogada. Tem uma visão de jogo impressionante, descobre espaços que nem você assistindo à tevê consegue enxergar…”.

Percebi que Jorginho olhou para Dunga e ambos sorriram discretamente. Prossegui, mais empolgado: “Nota máxima em habilidade. Dribla no chão ou pelo alto, se vira bem nos menores espaços e se tiver de segurar a bola, então, ninguém tira dele”. Neste momento percebi que Dunga ficou mais interessado. Acho que ele imaginou um jogo duro, em que o Brasil terá de prender a bola nos últimos minutos. Há um cara melhor do que o Ganso para isso?

“E o detalhe mais importante: tem só 20 anos, fará 21 em outubro, mas já é maduro. Viram como ele jogou na final do Campeonato Paulista? Enquanto os veteranos Léo, Marquinhos e Roberto Brum foram expulsos, ele fez questão de ficar em campo, pôs a bola embaixo dos asas e garantiu o título…”.

“Outra coisa: tem um bom porte físico: 1,84m e está mais forte. Também é uma opção em bola alta e já fez gols de cabeça pelo Santos…”.

“Mas ele saber marcar?”, interrompeu Jorginho, provavelmente antecipando-se a uma pergunta de Dunga.

“Olha, tem marcado melhor”, respondi. “Não é um marcador nato, mas cerca bem e já está conseguindo roubar algumas bolas. E marca sem fazer falta escandalosa. É inteligente até nisso… Mas sobre isso tenho uma opinião: é mais fácil você fazer um craque ajudar na marcação do que um marcador virar craque. Ou não?”.

Jorginho e Dunga olharam-se significativamente. Completei as informações sobre Paulo Henrique dizendo que era canhoto (os canhotos costumam ter algo especial no futebol) e que seria o reserva ideal do Kaká, apesar de considerá-lo, hoje, melhor do que o titular da Seleção.

Neymar, aquele que vai pra cima

Percebi que não havia mais nada de essencial a falar sobre Ganso e tratei de dar minha opinião sobre Neymar. Destaquei, em primeiro lugar, sua inteligência. Sem ela, qualquer jogador profissional sabe, não se obtém sucesso no futebol…

“Na primeira vez que pegou na bola como profissional, há mais de um ano, pelo Campeonato Paulista, ele recebeu na lateral direita, driblou o zagueiro com uma facilidade espantosa e tocou de cobertura, quase sem ângulo”, comecei.

“Gol?”, quis saber Jorginho. “Não, travessão”, respondi, “mas sabe aquele lance que já deixa em todos a certeza de que se está diante de um cara iluminado?”

“Vocês dizem que estou pedindo pelos dois na Seleção porque sou santista”, retruquei, “mas o fato de torcer para um time não muda meus conceitos sobre o futebol. E eu digo que se fosse técnico e tivesse de escolher entre Neymar e Robinho, escalaria o Neymar. Hoje ele é mais decisivo…”.

“Como assim?”, perguntou Dunga.

“Dribla e passa melhor, ou seja, dá mais sequência às jogadas. Também arremata bem melhor a gol. Já estamos em maio e o garoto mantém a média de quase um gol por jogo este ano. Assim como marca, serve aos companheiros. É um jogador de equipe, mas se preciso sabe usar muito bem sua capacidade individual…”.

Percebi que Dunga e Jorginho mexeram-se nas cadeiras esperando mais informações sobre o talento de Neymar, e prossegui: “O garoto vai pra cima mesmo, não tem medo de botinada e nem de perder a bola. Não é aquele cara que diante de uma dificuldade toca de lado ou pra trás. Deve ser um inferno marcar o Neymar, pois ele não para. É ágil, esperto. Em um time com tantos jogadores bons, como a Seleção, ele iria deitar e rolar”.

“Não sei… Não é muito franzino para agüentar uma Copa?”, resmungou Dunga.

“Está mais forte e mais alto este ano. Aumentou dois centímetros e quatro quilos. Mas cair, pra ele, é uma defesa. Se deixar o corpo firme, podem lhe quebrar. Cai porque amortece a pancada. Mas não passa um jogo que não provoque cartões amarelos nos adversários. E num jogo duro, amarelar os inimigos e cavar bolas paradas perto da área é bom, não?”

“Acho que ele estará no ponto em 2014, mas agora não sei, tenho o Nilmar, ou mesmo o Tardelli…”, ponderou Dunga.

“Olha, tinha um chefe de reportagem, o Roberto Avallone, que dizia que futebol é o momento. E no momento os dois garotos estão comendo a bola. Não se sabe como será em 2014, mas hoje eles têm de ser titulares em qualquer time. Com eles em campo, a preocupação passa para o outro lado. Eles criam jogadas, criam opções…”

“Futebol não é só criar, também é destruir as jogadas do adversário. Para você ter a bola, precisa roubar do outro time”, interrompeu Jorginho.

“Sim”, concordei. “Mas depois de roubar a bola do adversário, vem a questão do que fazer com ela. O forte do futebol brasileiro sempre foi a criatividade. Sem jogadores criativos, o Brasil se igualará às outras equipes”.

“ A gente não precisa ter muitos criativos. Igualando-se aos gringos na marcação, a gente acaba decidindo na habilidade individual”, enfatizou Dunga.

“Sim”, concordei, “há mais de um jeito de ganhar uma Copa. Pode ser de um jeito lotérico, como uma disputa de pênaltis, como foi em 1994, ou com uma série de goleadas, como em 1958 e 1970, quando a Seleção tinha vários jogadores criativos, vários craques no ataque…”

“Valeu, Odir. Obrigado por suas informações. Agora a gente tem mesmo de ir, não é Carlos?”, encerrou bruscamente Jorginho, que às vezes chama Dunga pelo nome de batismo.

“Eu é que agradeço pela honra de me ouvirem. Mas não comecei a campanha #gansoeneymarnacopa no twitter por ser santista, podem crer nisso. Pois considero Elano e Robinho tão santistas como o Ganso e o Neymar e hoje, se fosse escolher, levaria os dois moleques, de olhos fechados” (fiz questão de usar a expressão ‘olhos fechados’ para que Dunga e Jorginho se lembrassem de que Zico também a utilizou para falar da vontade de ver Neymar na Copa. Todos os grandes craques do futebol brasileiro, aliás, têm concordado que Ganso e Neymar devem jogar na África do Sul).

Despedimo-nos rapidamente. No estacionamento tirei o gravador do bolso e confirmei que toda a conversa tinha sido gravada. Agora você, leitor do Blog do Odir, a tem em primeira mão.

Tire suas conclusões. Será que Dunga e seu conselheiro Jorginho ficaram convencidos de que Ganso e Neymar devem ser chamados para a Copa? Eles estarão na lista amanhã? Fiquei com a impressão de que Paulo Henrique Ganso é nome certo. A dúvida é Neymar.


Fiz um sambinha pro Dunga

Tá de brincadeira, Dunga! (Observador/blogbrasil.com)

Um dia desses, indo pra revista FourFourTwo, começou a vir uns versinhos na minha cabeça. Eu estava indignado com o “professor” Dunga, que em uma entrevista dissera que sua lista já estava fechada e não levaria mais ninguém para a Copa.

Kaká estava machucado e Robinho vinha jogando menos do que Neymar. As opções das enfiadas do Ganso e da habilidade e inteligência de Neymar deveriam ser esquecidas? Para o técnico da Seleção e para a crônica esportiva, sim.

Mas, para boa parte do povo, tenho certeza que não. Não é porque o treinador do escrete afirma que não vai levar mais ninguém que o cérebro para de pensar e o torcedor para de exigir.

E os versinhos martelando na minha cabeça. Deve ter voltado o espírito dos tempos em que eu era um orgulhoso integrante da ala dos compositores da Escola de Samba Camisa Verde e Branco, em 1974 (sim, minha vida não se resumiu a infindáveis horas na frente de um teclado).

E veio a frase de Gérson, o Canhotinha de Ouro, quando está fulo da vida com alguma coisa: “Tá de brincadeira!”. Pois isso rima com Seleção Brasileira. Quem tá de brincadeira? Dunga, claro. E daí a coisa foi indo e saiu o sambinha que você ouvirá.

Claro que eu também estou de brincadeira com o Dunga, o técnico menos ruim que a Seleção Brasileira teve nas últimas 10 Copas. Sou santista, gente, sou irreverente, claro. Se o Santos não fosse marcado pela irreverência e ousadia, não teria saído de uma cidade pequena para dominar o mundo.

Peço que ouçam essa canção com o espírito desarmado e não com os mesmos olhos que condenam as pedaladas e coreografias dos Meninos da Vila.  Mais leveza, pessoal, a vida não precisa ser um fardo.

Sei que alguns poderão dizer: “Nossa, um jornalista sério se prestando a um papel desses!”. Bem, o humor é uma das coisas mais sérias que existe. Só ficarei preocupado se disserem que eu desafino.

Não sei editar essa coisa. Se você sabe, manda bala.

Clique no player abaixo e divirta-se!

http://blogdoodir.com.br/wp-content/uploads/2010/03/Odir-Cunha-Dunga-Me-Escuta.mp3

Dunga me escuta!

Dunga você tá de brincadeira

A Seleção Brasileira

Não é só sua meu irmão

Faltam três meses pra Copa

E você com essa lorota

Que não tem mais vaga, não

Não deixe o povo aos prantos

Leve mais dois do Santos

Pra gente se segurar

Eu digo, repito e não canso

Nesse time falta o Ganso

E também falta o Neymar

Eu digo, repito e não canso

Nesse time falta o Ganso

E também falta o Neymar

Dunga não pense pequeno

A soberba é veneno

Que só traz desilusão

Olha, querido, eu lamento

Tá faltando mais talento

Nessa nossa Seleção

Dunga, sai dessa vida

Leve os Meninos da Vila

Pra gente se alegrar

Eu digo, repito e não canso

Nesse time falta o Ganso

E também falta o Neymar

Eu digo, repito e não canso

Nesse time falta o Ganso

E também falta o Neymar

Dunga, ô Dunga me escuta

Dunga filho querido

Quando terminar a Copa

Você será demitido

Dunga, ô Dunga me escuta

Dunga filho querido

Quando terminar a Copa

Você será demitido


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