Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Que tipo de torcedor é você?

Timemania – Parcial de 2013

Time Percentual
1º FLAMENGO 5.070.376 5,31%
2º CORINTHIANS 4.558.025 4,78%
3º SAO PAULO 3.502.416 3,67%
4º SANTOS 3.257.315 3,41%
5º GREMIO 3.056.221 3,20%
6º PALMEIRAS 2.989.838 3,13%
7º VASCO DA GAMA 2.670.288 2,80%
8º INTERNACIONAL 2.660.227 2,79%
9º BOTAFOGO 2.580.631 2,70%
10º ATLETICO 2.383.651 2,50%

hardy frasefeliz santista

O que acha que tudo vai dar errado e o Santos cairá para a Série B?

Ou o que acredita que o time poderá dar a volta por cima e entrar no G4?

O que só se lembra que o Santos perdeu para Ponte Preta, Criciúma, Flamengo e Botafogo?

Ou o que recorda as vitórias frente a Atlético, São Paulo, Fluminense e Internacional?

O que pega no pé do Durval e do Léo e acha que o time todo é uma porcaria?

Ou o que se lembra dos ótimos Alison e Gustavo Henrique e acha que ainda vai dar liga?

O que acha que Claudinei Oliveira é um técnico inexperiente, dominado e ruim?

Ou o que o compara com outros técnicos renomados e caros e respeita o seu trabalho?

O que acha que tem de mudar tudo o mais rápido possível?

Ou o que prefere apoiar o time do jeito que está e ver no que vai dar?

O que só admite ser santista se o time estiver por cima?

Ou o que seguirá apoiando o Santos na alegria ou na tristeza?

Então, meu caro, que tipo de torcedor é você?


Bem que a torcida avisou

Como 99,99999% dos torcedores do Santos avisaram, o técnico Claudinei Oliveira estava cometendo uma temeridade ao pedir para o veterano Léo – que já havia anunciado a sua aposentadoria da lateral-esquerda – reconsiderasse sua decisão e voltasse ao time no jogo contra o Atlético Paranaense. O técnico preferiu ignorar o jovem Émerson Palmieri e apostou todas as fichas em Léo. Pois bem. Bastaram cinco minutos de jogo para o preferido de Claudinei tomar um drible infantil e permitir ao adversário fulminar o goleiro Aranha, no gol que se revelou decisivo para a sorte da partida.

Depois, aos 37 minutos, em uma bola centrada para a área nas costas de Edu Dracena, o Atlético pôde chutar três vezes consecutivas a gol sem que a jogada fosse interceptada pela defesa, terminando por fazer 2 a 0. Só no final da partida, aos 42 minutos do segundo tempo, Émerson Palmieri, que finalmente entrou no lugar de Léo, acabou marcando o gol solitário do Santos.

Na verdade, eu nem precisaria escrever nada sobre a partida, pois os comentários que pipocavam no blog ao final do jogo já diziam tudo. O torcedor, mais uma vez, ficou insatisfeito com o rendimento de Léo, Dracena e Durval e acha que os três só são escalados porque o técnico não tem coragem de deixá-los no banco. Eu já acho que Dracena vinha jogando bem até a partida dessa quarta-feira, mas realmente concordo que Léo e Durval no mínimo precisam de um bom descanso.

Talvez seja coincidência, talvez não, mas o certo é que a dupla Dracena e Durval é a que mais toma gols das várias combinações que se pode fazer na defesa santista. Quando um dos dois sai do time e entra Gustavo Henrique, o rendimento da defesa melhora.

O time cresceu na segunda etapa, quando se tornou mais ofensivo com as entradas de Émerson Palmieri no lugar de Léo, Pedro Castro no de Alan Santos e Giva no de Leandrinho. Mas o Atlético, que alcançou sua décima-primeira partida sem perder, soube segurar a vitória.

Time que joga ofensivamente, mesmo com um elenco limitado, o Atlético do técnico Vagner Mancini formou com Weverton; Léo, Manoel, Luiz Alberto e Willian Rocha (Deivid); João Paulo, Zezinho, Marco Antônio (Felipe) e Paulo Baier; Marcelo (Dellatorre) e Éderson.

Se o jogo era uma prova de fogo para este Santos, infelizmente o time não passou. Teve o chamado volume de jogo, mas sua defesa pecou em lances decisivos. De qualquer forma, não se saiu tão mal. Conseguiu equilibrar a partida durante quase todo o tempo e talvez até vencesse se o técnico Claudinei Oliveira tivesse a humildade de reconhecer sua limitação e seguisse a opinião da maioria dos torcedores.

Deixo claro, porém, que uma ou outra crítica pontual ao técnico do Santos não querem dizer que este blogueiro deseja que ele deixe de dirigir o time. Longe disso. Acho que Claudinei é tão bom ou tão ruim como os outros, só que muito mais barato, o que é ótimo. É só não se deixar levar pelo ego, ouvir a voz das arquibancadas e fazer o feijão com arroz bem temperadinho que as coisas entrarão nos eixos.

Reveja os melhores momentos de Atlético/PR 2 x 1 Santos:
http://youtu.be/F5Ua2owcEoA

E para você, por que o Santos perdeu para o Atlético/PR?


Santos tem um teste de fogo contra o Atlético Paranaense

alison volta
Mais pegada no meio campo: Alison volta ao time (Foto: Ivan Storti/ Divulgação Santos FC).

Muitos santistas já fizeram as contas e chegaram à conclusão de que o Santos terá grandes possibilidades de se aproximar do G4 se obtiver uma vitória, hoje, a partir das 19h30m, sobre o bom Atlético Paranaense, em Curitiba. Realmente, o triunfo é possível, apesar de o empate ser o resultado mais lógico devido aos desfalques de Montillo, Mena e Gabriel e da boa fase do discreto, mas bem ajustado time do Paraná treinado por Vagner Mancini.

Com a volta do ótimo Alison, o Santos terá um meio-campo com três garotos (Alison, Alan Santos e Leandrinho) e o experiente Cícero. Esses quatro se saíram muito bem contra o Fluminense. Não só na marcação, mas na saída de bola parta os contra-ataques.

Hoje o ataque terá Everton Costa novamente no lugar de Gabriel, que foi convocado para a Seleção Brasileira Sub-17. Costa, que ao menos mostrou muita disposição contra o Flu, fará dupla com Thiago Ribeiro, que tem melhorado a cada partida.

Na defesa, a polêmica: Claudinei Oliveira, que pelo jeito não confia nem um pouquinho no jovem Émerson Palmieri, pediu para Léo reconsiderar sua decisão de não jogar mais na lateral-esquerda e o escalou hoje. É claro que torceremos muito pelo veterano, mas a decisão do técnico foi, no mínimo, temerária, pois uma falha crucial poderá encerrar a carreira do pequeno grande lateral de maneira constrangedora.

Nas outras posições, Durval continua prestigiado na quarta-zaga, ao lado de Edu Dracena, enquanto Cicinho, o melhor jogador do time contra o Fluminense, está confirmadíssimo na lateral-direita. No gol, o regular e um tanto volumoso Aranha.

Pelo que jogou contra o Fluminense, uma vitória do Santos não pode ser descartada. E se ela ocorrer o time poderá sonhar terminar o turno bem próximo do G4, pois tem duas partidas a menos do que os demais e terá jogos diante de sua torcida. Mas em Curitiba o Santos enfrentará um time que gosta de atacar e sabe fazer gols.

Atlético/PR, modesto, mas ofensivo

Este Atlético, aliás, é um exemplo de que jogar de maneira eficiente e ofensiva não exige um grande elenco, mas sim uma filosofia de jogo adequada e jogadores capazes e dispostos a cumpri-la. Perceba que o elenco do time do Paraná é uma mistura de veteranos, como o zagueiro Luiz Alberto e o meio-campo Paulo Baier, e jovens como Zezinho, 21 anos, que em 2010 passou pelo Santos, sem sucesso.

O segredo do Atlético, que jogou a Série B no ano passado e neste Brasileiro saiu da zona de rebaixamento para a terceira posição da tabela – e poderá ser a segunda, se derrotar o Santos – é o sistema de jogo destemido de Mancini. Com 32 gols marcados, o time só não tem melhor ataque do que o líder Cruzeiro (38), mas fez 14 a mais do que o Santos e 13 a mais do que o atual campeão do mundo, o Itaquerense de Regatas, Bocha & Dominó.

Com 30 pontos, o Atlético Paranaense vem de três vitórias consecutivas – a última diante do Náutico, em Recife – e está há dez jogos sem perder. O Santos, com 22 pontos, venceu Ponte Preta e Fluminenses, ambos por 2 a 0, nas suas últimas partidas e nos dez últimos jogos pelo Brasileiro só perder da Ponte Preta, em Campinas, por 1 a 0.

Times prováveis

Atlético/PR: Weverton, Léo, Manoel, Luiz Alberto e Willian Rocha; João Paulo, Zezinho, Everton e Paulo Baier; Marcelo e Ederson. Técnico: Vagner Mancini.

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison, Alan Santos, Cícero e Leandrinho; Everton Costa e Thiago Ribeiro. Técnico: Claudinei Oliveira.

Árbitragem: Marcelo de Lima Henrique (FIFA-RJ), auxiliado por Thiago Gomes Brigido (Asp FIFA-CE) e Jose Javel Silveira (RS).

Reveja o confronto de ambos pelo Campeonato Brasileiro de 2011:

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer o Atlético/PR?


Azar ou incompetência?

Timemania este ano – até dia 13 de agosto

Posição Time UF Nº de apostas Percentual
1º FLAMENGO RJ 4.508.256 5,28%
2º CORINTHIANS SP 4.089.390 4,79%
3º SAO PAULO SP 3.107.527 3,64%
4º SANTOS SP 2.923.182 3,43%
5º GREMIO RS 2.729.288 3,20%
6º PALMEIRAS SP 2.660.258 3,12%
7º INTERNACIONAL RS 2.374.370 2,78%
8º VASCO DA GAMA RJ 2.373.204 2,78%
9º BOTAFOGO RJ 2.296.492 2,69%
10º FLUMINENSE RJ 2.133.087 2,50%
11º ATLETICO MG 2.131.157 2,50%
12º CRUZEIRO MG 1.952.129 2,29%
13º BAHIA BA 1.698.957 1,99%

santos e vasco
O goleiro vascaíno Diogo Silva dá de bico diante de Neilton, que não foi bem, e Montillo, o melhor em campo. O empate foi um castigo que veio no fim (Foto: Ricardo Saibun/ Divulgação Santos FC).

Tomar o único gol do adversário após cobrança de escanteio no último minuto da partida parece azar. Mas quem viu o jogo Santos e Vasco, e já tinha visto Santos e Coritiba, sabe que essa defesa do Alvinegro Praiano costuma dar umas cochiladas bem nos momentos finais, justamente em que ela precisa estar mais esperta. E contra o Vasco a dupla Edu Dracena e Durval já tinha deixado os vascaínos cara a cara com Aranha duas vezes no primeiro tempo.

Há quatro jogos sem vencer, essa vitória cairia do céu, pois deixaria o Santos três pontos acima da zona de rebaixamento, com um jogo a menos. Por isso, é inadmissível que, após um escanteio, no finzinho do jogo, em que o time todo deveria estar atento para a marcação, a bola tenha sobrado para um adversário livre na pequena área, tão livre que teve tempo de ajeitar o corpo e bater na saída de Aranha.

A incapacidade do Santos de segurar as vantagens, mesmo na Vila Belmiro, deixa o torcedor à beira de um ataque de nervos. Como é difícil ficar torcendo para o tempo passar e saber que a qualquer momento a zaga pode entregar o ouro. Se Edu Dracena, Durval, Léo e Aranha são jogadores experientes, por que, Santo Padre, o Santos ainda toma esses gols de bola parada no fim do jogo?

Outra crítica a ser feita tem a ver com a escalação e a postura do time. Depois de ensaiar uma formação mais ofensiva quando veio da base, Claudinei Oliveira está se revelando um discípulo fiel do Muricybol, enchendo o meio de campo de volantes e deixando jovens atacantes no banco de reservas.

Alison e Alan Santos têm jogado bem, levando-se em conta sua juventude, mas na Vila é preciso se fechar tanto? Neilton esteve mais uma vez isolado e pouco produziu. Thiago Ribeiro entrou em seu lugar e só se esforçou. Ainda está fora de forma. Willian José é um brigador. Dele não se pode esperar que crie nenhuma jogada. Mas será que eles são mesmo os melhores dos quais dispõe o técnico?

Se Victor Andrade, Gabriel e Léo Cittadini não jogarem na Vila Belmiro, jogarão onde? E quando? Sem dar oportunidade a esses garotos, que por sinal fazem parte do elenco, como eles ganharão confiança? Se Léo Cittadini entrou muito bem contra o Crac, a ponto de fazer um gol, por que o rapaz nunca mais foi escalado? Nem ele, nem Gabriel, nem Victor Andrade, nem Pedro Castro, nem Lucas Otávio…

Falta de ousadia

A falta de ousadia de Claudinei está engessando o Santos novamente. O frescor que se percebeu nos primeiros jogos após a saída de Muricy está se esvaindo. O técnico parece recear perder o respaldo dos veteranos e ao mesmo tempo não demonstra confiar nos mais jovens. Positivamente não é uma situação tranqüila. O pior é que ele pode estar certo e o elenco do Santos talvez seja suficiente apenas para lutar contra a queda para a Série B.

De qualquer forma, nessa hora lembro de uma frase inteligente de Vanderley Luxemburgo. Sim, inteligente e perspicaz. Ele dizia que era melhor ganhar um jogo e perder dois do que empatar três. Nos dois casos o time teria três pontos ganhos, mas no segundo teria uma vitória a mais, que é o primeiro critério de desempate. Como empatou suas últimas três partidas, o Santos fez menos do que Portuguesa e Criciúma, times que só anseiam permanecer na Série A.

Com mais esse empate, o alerta amarelo está ficando vermelho. Só um pontinho separa o Santos do Criciúma, o primeiro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso do Alvinegro Praiano é o Bahia em Salvador, outra pedreira. A boa notícia é que Montillo está mesmo se firmando e mostrando o futebol que o levou a se destacar no Cruzeiro. Mas parece pouco diante dos obstáculos a superar.

Essa falta de vitórias e o sistema amedrontado de Claudinei compõem uma sombra que se avoluma sobre o Santos. Não há mais dúvida, para mim – apesar de o campeonato estar apenas no seu terço inicial – que este Brasileiro repetirá o que tem acontecido desde 2008, quando o Santos deixou de lutar pelo título nacional e passou a se preocupar apenas em não ser rebaixado. Isso é muito pouco para um time que se acostumou a ficar no pelotão da frente, mesmo nas épocas de vacas magras.

Veja, caro leitor, que de 1990 a 1995, seis anos de uma época em que o Santos estava na fila por um título importante, a pior classificação do Alvinegro Praiano foi um nono lugar em 1994. Pois em 1990 ele terminou em sétimo; em 1991 em oitavo, em 1992 em sétimo; em 1993 em quinto e em 1995 foi o vice-campeão mais roubado da história dos Brasileiros. E tudo isso com elencos limitados.

Nos últimos cinco Brasileiros – a competição que exige mais planejamento dos clubes – o Santos foi décimo-quinto em 2008; décimo-segundo em 2009; oitavo em 2010; décimo em 2011 e oitavo em 2012. Este ano ocupa a décima-quinta posição, sem perspectiva de grandes melhoras.

Veja os melhores momentos do jogo:
http://youtu.be/UaXe_rJYUuQ

Só 3.892 pagantes…

O Santos não aceitou a sugestão de leitores deste blog para reduzir o valor do ingresso. A diretoria que vive em uma redoma insistiu nos mesmos preços. Consequência: apenas 3.892 pessoas pagaram para ver o jogo contra o Vasco. Abaixo a ficha técnica da partida:

Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Léo; Alison (Renê Júnior), Alan Santos (Leandrinho), Cícero e Montillo; Neilton (Thiago Ribeiro) e Willian José. Técnico: Claudinei Oliveira.

Vasco: Diogo Silva, Fagner, Jomar, Rafael Vaz e Henrique; Abuda, Fillipe Souto (Wilie), Wendel e Santiago Montoya (Marlone); Eder Luís e André (Tenório). Técnico: Dorival Junior.

Árbitragem: Edivaldo Elias da Silva (PR), auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Nadine Schramm Câmara Bastos (SC).

Público: 3.892 pagantes. Renda: R$ 110.061,00.
Gols: Edu Dracena aos 31 e Rafael Vaz aos 46 minutos do segundo tempo.

E pra você, esse empate com o Vasco foi azar ou incompetência?


Contratar errado é um erro que puxa outro, e mais outro…

Montillo custou caro e recebe um alto salário. Por isso é muito mais difícil que ele saia para Léo Cittadini jogar, mesmo que o garoto tenha jogado muito bem contra o Crac e deixado nos santistas a expectativa de vê-lo entrar mais vezes no time. Cícero custou menos e ganha menos do que Montillo, por isso é mais fácil ele sair para a entrada de Cittadini. De qualquer forma, essa relação – quanto cada um custou e quanto ganha – atrapalha a renovação necessária no Santos.

Mas então a diretoria de futebol errou de novo ao contratar Montillo e pagar-lhe o mais alto salário do time? Talvez, pois poderia ter se informado melhor e descoberto que o jogador não estava rendendo bem há pelo menos um ano e muitos cruzeirenses não o queriam mais como titular. Porém, Montillo estava sendo regularmente convocado para a Seleção da Argentina, na qual mantinha um bom rendimento.

Enfim, contratar Montillo foi um erro que qualquer um de nós faria. Infelizmente, contratações equivocadas sempre foram comuns no futebol. Olhemos o São Paulo e constataremos que os últimos reforços obtidos pelo clube fracassaram – do promissor Oswaldo ao veterano Lúcio, passando pelo astro Luís Fabiano e pelo nosso Paulo Henrique Ganso – e isso explica a péssima fase do time do Morumbi.

Contratar errado é humano, mas será que quase sempre contratar errado também é? Digo isso porque, além de Montillo, o Santos trouxe recentemente Renê Junior, Neto, Henrique, Mena, Cicinho, Bill, Miralles, Patito, Galhardo, David Braz, Bruno Peres, Guilherme Santos… e nenhum desses 12 jogadores conseguiu ser titular do time.

Quando se contrata errado, o prejuízo é duplo, pois além do dinheiro investido para se fazer o negócio e os salários mensais do jogador, o técnico é obrigado a escalar o recém-contratado, ou será muito difícil passá-lo pra a frente. O Santos está nessa situação, o que torna mais difícil dar oportunidade aos Meninos.

Talvez os Meninos nem sejam tão melhores tecnicamente do que os mais experientes, porém têm mais motivação e um estado atlético e clínico mais preparado para os embates do futebol. Outra vantagem de colocá-los é que o torcedor do Santos tem mais paciência com eles e apoia mais o time quando eles estão em campo. Por fim, a grande vantagem é que ao jogarem passam a ter seus passes valorizados, o que não ocorre com alguns jogadores em fim de carreira.

O mais complicado dessa situação é que os Meninos foram campeões da Copa São Paulo no início do ano e ainda hoje os titulares da zaga do Santos continuam sendo Edu Dracena e Durval, que na sexta-feira se verão frente a frente com a dupla de atacantes mais perigosa do mundo, formada por Neymar e Messi.

Como não têm mais pernas para correr atrás dos adversários, Dracena e Durval terão de jogar dentro da área do Santos, na sobra, o que fará o meio-campo e o ataque recuarem para protegê-los. Léo também não poderá avançar, pois não tem fôlego para ir e vir. Ou seja, pela insegurança e decadência física de seus zagueiros veteranos, o Santos já entrará em campo como um time acuado, que ficará na roda à espera de um contra-ataque milagroso. E tudo porque contrata muito errado e não tem coragem de colocar os Meninos para jogar.

E pra você, por que o Santos contrata tão mal?


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