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Os fortes e os fracos do Santos

Museu Pelé patrocinará o Santos nestas finais

Clique aqui para ler matéria em A Tribuna sobre o patrocínio do Museu Pelé ao Santos nestas finais do Campeonato Paulista

Os fortes e os fracos do Santos

Geuvânio e Gabigol
Na alegria e no talento dos Meninos, a força do Santos (Ivan Storti/Santos FC).

A mídia tem ressaltado a diferença de arrecadação de bilheteria entre Santos e Palmeiras este ano. Realmente, é abissal. O Santos também tem tido problemas sérios para aumentar o seu quadro associativo e conseguir patrocínio, mas todas essas dificuldades estão no mesmo pacote que trata da gestão, do marketing, da administração do clube. Se futebol fosse só isso, o Santos estaria perdido. Mas, felizmente, não é. Ainda há futebol no futebol e esta é a tábua de salvação do Glorioso Alvinegro Praiano.

Ainda há lugar para dribles como os de Robinho, arrancadas como as de Geuvânio, controle do tempo e do espaço em campo, como faz Lucas Lima. Ainda há lugar para a habilidade, a beleza, a emoção. Temos de admitir que se o Santos, hoje, é um clube pobre no aspecto financeiro, que não consegue segurar seus ídolos e fatia o passe de suas revelações para se manter vivo, a verdade é que é de uma riqueza enorme quando o assunto é apenas e tão somente futebol.

Isso porque há uma cultura no Santos voltada para o talento, o virtuosismo, o trato carinhoso com a bola e a busca eterna do gol – qualidades que ainda tornam o futebol brasileiro digno de ser visto. Sim, porque por mais que estádios novos sejam atraentes, as pessoas não pagam para vê-los, e sim para apreciar os artistas que se apresentam neles.

Cultivar essa cultura da habilidade e aperfeiçoar indefinidamente esse dom de transformar jovens tímidos em deuses dos gramados são prerrogativas essenciais para que o Santos se mantenha no topo do futebol, apesar de suas agruras financeiras. Por isso, nós, santistas, chegamos a ser chatos com o jogador sem familiaridade com a bola, com aquele que não consegue dominá-la e muito menos dar a ela um destino nobre.

Por isso também, outro dia, critiquei Gabriel por não ter o pé direito. Um atacante precisa ter, pois lhe dá 100% a mais de possibilidades de criar jogadas e chegar ao gol adversário. Mas não dá para ser um craque apenas com o pé esquerdo? Sim, mas é muito mais difícil. E se me preocupo com Gabriel é porque sei que ele pode vir a ser um dos grandes atacantes do futebol brasileiro. Desde que esteja disposto a pagar o preço desse status.

Sempre elogiei a versatilidade de Felipe Anderson, muito mal aproveitado no Santos. Hoje vejo que o rapaz é considerado um craque na Lazio e um dos destaques do futebol italiano. Mesmo sendo prioritariamente destro, está fazendo jogadas e marcando gols com os dois pés, até de fora da área. O que nos dá orgulho é que se formou no CT Rei Pelé, onde absorveu muito bem a cultura atávica do Santos que valoriza o talento.

Ao vermos uma partida de futevôlei entre Renato/Edinho contra Robinho /Elano, ou uma brincadeira de freestyle entre Robinho e o goleiro Vladimir (que Robinho anuncia como o goleiro mais habilidoso do mundo), percebemos como ser um bom jogador de futebol, como exercer controle sobre a bola é essencial no ambiente do Santos.

Um dia o nosso Santos terá um estádio à sua altura, bons patrocinadores, muitos associados e não viverá às voltas com dívidas e gestões pouco transparentes. O importante, porém, é que mantenha essa alegria de jogar e esse respeito pela essencial e adorada bola.

A seguir, imagens do jeito santista de lidar com a bola:

Clique aqui para ver Hitler emputecido de ver o Santos na final de novo

E pra você, quais são os pontos fortes e fracos do Santos?


Veja esta vitória heróica, que pode inspirar o time para amanhã!

Vencer o Colo Colo amanhã, na Vila, é fichinha perto do que o Santos já teve de fazer para se manter entre os grandes. Houve época em que, por falta de um bom time, só a garra podia salvar. Isso aconteceu no Campeonato Paulista de 1994, em que o Alvinegro Praiano chegou a ocupar a última colocação, após perder de 4 a 1 para o Palmeiras, na décima-terceira rodada.

Com um time fraco e sem dinheiro para contratar, o Santos não conseguia ganhar clássicos e ainda perdia a maioria dos jogos que fazia fora de casa contra equipes do Interior.

No dia seguinte após perder do Palmeiras, o técnico Pepe pediu demissão. Assumiu o cargo Serginho Chulapa, herói do último título conquistado pelo clube, dez anos antes, que seria assessorado nas armações táticas por Joãozinho, zagueiro do time campeão paulista de 1978.

Serginho utilizou seu poder de persuasão para motivar os jogadores. Conhecedor das malandragens do futebol, chegou a usar de intimidação física para fazer o time correr mais e ter mais garra.

Mesmo sem poder jogar clássicos na Vila Belmiro, o Santos cresceu com Serginho e teve a segunda melhor campanha do segundo turno, terminando o campeonato na quarta posição, atrás apenas do campeão Palmeiras, do São Paulo e do Corinthians.

O grande momento da campanha do Santos sob o comando de Serginho foi o clássico contra o Corinthians, no Morumbi. Para variar, toda a imprensa dava o time da capital como franco favorito. No primeiro turno os alvinegros tinham se enfrentado no Pacaembu e o paulistano goleara por 4 a 0.

Com Marcelinho Carioca, Viola e Casagrande, o Alvinegro da Capital, que ainda lutava pelo título, saiu vencendo por 2 a 0, mas o Santos tinha Guga no ataque o Edinho, o filho do Rei, defendendo sua meta.

Reveja esta vitória empolgante e inspiradora, que prova a importância da coragem e da determinação para se alcançar triunfos improváveis:

Você acha que pode acontecer o mesmo amanhã, contra o Colo Colo?


Feliz Dia dos Pais!


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