Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Edu Dracena (page 1 of 22)

Não tem erro. É só fazer o que a maioria quer

democracia

A vontade coletiva geralmente se mostra mais sábia do que a individual. Digo isso porque vemos que o Santos se desfez dos jogadores rejeitados pela maioria dos santistas que opinaram na enquete deste blog, e a equipe realmente melhorou. Se eu tivesse de dar um único conselho ao presidente Modesto Roma, diria: faça o que a maioria dos santistas quer e terá pouquíssima chance de cometer erros.

Dos 13 jogadores com mais de 70% de rejeição na nossa enquete, cujo resultado foi publicado neste blog no dia 17 de dezembro sob o título “Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos”, sete já não fazem mais parte do elenco santista, ou 61%.

Bruno Uvini, Vinicius Simon, Edu Dracena, Mena, Souza, Leandro Damião, Rildo e Alan Santos já se foram. Daquela lista, continuam no Santos: Vladimir, Cicinho, Renato, Patito Rodríguez e Thiago Ribeiro. Dos jogadores que o santista queria que permanecessem no clube em 2015, apenas o volante Arouca se foi.

Isso quer dizer que se a direção de futebol do Santos fosse dirigida por uma mente coletiva, que refletisse os anseios da maioria dos santistas, as decisões seriam muito mais acertadas do que as do carí$$imo diretor de futebol que montou o elenco oneroso e ruim do ano passado.

Usemos a mesma filosofia para outras questões importantes do clube, e saberemos onde é melhor jogar, qual o caminho mais rápido para se equilibrar as finanças e manter o Santos próspero etc etc. Isso não requer prática, nem tampouco perfeição. Requer uma qualidade que parece inacessível para algumas pessoas: a velha e boa humildade.

Aliás, o que é a verdadeira democracia se não um profundo exercício de humildade de quem está no poder? Só quele que, mesmo podendo fazer as coisas do jeito que quer, ainda ouve a voz da maioria, pode ser definido como um líder democrático.

Mas nem sempre a voz da maioria é a voz de Deus, responderão alguns. Eu serei obrigado a concordar, mas isso só ocorre quando essa maioria não conhece suficientemente bem os fatos, o que não é o caso futebol – e isso é provado aqui neste blog, em que muitos leitores sabem mais do que o blogueiro e meia dúzia de comentaristas de tevê juntos.

Futebol é o arroz e feijão do brasileiro. Disso ele conhece bem mais do que qualquer doutor de canudinho embaixo do braço. Se ainda fosse um ramo científico pouco conhecido, como a Astronomia, vá lá… Não foi à toa que o italiano Galileo Galilei quase foi morto pela Inquisição no século XVII por afirmar que a Terra não era o centro do Universo, como queriam o Vaticano e os católicos. Então, a religião já desvirtuava a verdade.

Mas, voltando ao século XXI e ao nosso Santos, eu aconselharia ao Ilmo presidente Modesto Roma e aos seus diretores que, na dúvida, sigam a opinião da maioria nas questões importantes para o clube. Vocês foram colocados no poder por uma minoria de sócios, mas é mais inteligente administrar pensando na maioria. Agindo assim, estarão seguindo, com a humildade própria dos grandes líderes, o caminho certo.

Veja este vídeo e sinta como o futebol pode ir além:

Você não acha que o Santos deveria fazer o que seu torcedor quer?


Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

O melhor presente de Natal para um santista
Eu lhe ofereço a oportunidade de dar um presente de Natal inesquecível para um santista. Algo que vai durar mais que tudo, pois vai emocioná-lo e não ficará só na prateleira, mas, eternamente, no seu coração. Dê um livro. Mas um livro sobre o Rei do Futebol. Um livro lindamente produzido pela Magma Cultural, com fotos incríveis, que pesquisei e escrevi com amor e capricho, mostrando que mesmo um mito como Pelé precisou superar obstáculos inacreditáveis para reinar na atividade mais competitiva do mundo. Espero você neste sábado à tarde, na loja Santos na Área – Rua Augusta, 1931, perto da Alameda Santos. Vamos começar a receber as pessoas às 16 horas e ficaremos abertos até o último freguês. Compre o melhor presente de Natal. Por um preço menor do que você pensa.
convite - segundo tempo - dia 20

dossie na saraiva

Atenção torcedores de Santos, Palmeiras, Cruzeiro, Fluminense, Botafogo e Bahia:

Até o Natal o blog manterá a promoção do Dossiê que unificou os títulos brasileiros!

Apenas R$ 10,00! Aproveite porque a promoção só vai até o dia 25 deste mês messsmo.

Estes jogadores o torcedor não quer mais ver no Santos

fora 1 - vladimirfora 3 - bruno uvinifora 4 - vinicius simonfora 6 - Menafora 2 - edu dracenafora 5 - cicinhofora 8 - renatinhofora 7 - alan santosfora 9 - souzafora 10 - leandro damiãofora 11 - patito rodriguesfora rildofora 12 - thiago ribeiro

Enfim, aqui está o resultado da enquete que perguntou ao leitor deste blog quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos. Foram computados cerca de 150 votos completos. O resultado será expresso em porcentagens e não em números absolutos.

Esses jogadores das fotos não foram os únicos rejeitados pelo torcedor, mas aqueles que tiveram mais de 70% de desaprovação. O zagueiro Neto, com 67%, e o meia Leandrinho, com 62%, foram outros renegados pelo torcedor. A seguir, a análise dos reprovados:

Vladimir – O Santista ainda tinha esperança nele enquanto estava no banco. Era considerado uma promessa, capaz até de ser titular caso tivesse oportunidades. Enfim ele as teve, mas não correspondeu. 78% querem que não esteja no Santos em 2015.

Bruno Uvini – Grande rejeição. Creio que a falha no gol do Cruzeiro que desclassificou o Santos na Copa do Brasil deva ter influenciado bastante. Nada menos do que 94% dos votantes não o querem mais vestindo a camisa do Santos.

David Braz – A opinião sobre ele está dividida. 52% querem que saia, 48% que fique. Os gols que marcou no Pacaembu provavelmente influenciaram positivamente, mas muitos continuam achando que não tem categoria para ser zagueiro do Alvinegro Praiano.

Edu Dracena – Sua idade, o alto salário e a falta de mobilidade foram motivos para que 72% dos leitores considerassem que a sua carreira no Santos acabou. Pedem que tenha uma despedida honrosa e, talvez, continue trabalhando em outras áreas do clube.

Neto – Por pouco não entrou na foto dos renegados. 67% dos votantes não o querem no Santos na próxima temporada. As maiores queixas estão relacionadas à falta de categoria e aos crônicos problemas físicos.

Vinicius Simon – Depois de ser considerado uma esperança da zaga, este Menino da Vila machucou-se muito, não foi bem nas poucas oportunidades que teve e por isso amargou uma rejeição de 86% dos votantes.

Cicinho – Alguns sugerem que vá para o meio de campo, mas o certo é que como lateral-direito poucos o querem no Santos em 2015. Sua rejeição foi de 80%. O futebol atrapalhado e a dificuldade para concluir uma jogada pesaram nesse julgamento.

Mena – Assim como Cicinho, o titular da Seleção do Chile não agradou aos santistas. Com dificuldades para marcar e apoiar, Mena foi reprovado por nada menos que 83% dos leitores. Muitos sugerem que ele seja negociado para reduzir as dívidas do clube.

Victor Ferraz – Sua votação foi equilibrada: 58% querem que saia, 42% que fique. O fato de seu passe não pertencer ao Santos influiu para que seu índice de rejeição fosse maior. O santista provou mais uma vez que é mais complacente com seus Meninos.

Alan Santos – Surpreendi-me com a rejeição a Alan Santos. 75% dos santistas não o querem na Vila em 2015. Alguns sugerem que seja emprestado para ganhar experiência e volte mais maduro, ligado e menos violento.

Renatinho – Outro que, segundo p santista, deve receber uma despedida honrosa e pendurar as chuteiras. Seu notável passado no Santos não impediu que Renato, ou Renatinho, fosse rejeitado por 83% dos votantes.

Souza – Este quase conseguiu a unanimidade negativa. 99% dos santistas não o querem mais no Santos em 2015. Foi mais um jogador vindo do Cruzeiro que não deu certo na Vila, onde não marcou, não apoiou e nem fez os gols de falta que costumava fazer em outros times.

Leandrinho – Não entrou na foto por pouco. Sua rejeição foi de 62%. Ainda há quem acredite que poderá vingar se tiver mais oportunidades, mas o número de santistas que acreditam nele está diminuindo. Foram apenas 38%.

Jorge Eduardo – Também ficou a 6% de entrar na foto dos maiores reprovados. Com 64% de desaprovação, não foi considerado, pela maioria, um atacante digno de jogar no Santos. As maiores críticas dizem respeito à falta de experiência.

Leandro Damião – Sua rejeição não foi maior porque muitos santistas acham que se ele sair agora, desvalorizado, o clube terá grande prejuízo. Para estes, melhor seria jogar ao menos o Campeonato Paulista. 74% votaram por sua saída.

Patito Rodriguez – O simpático argentino voltou a ter chances e voltou a não convencer o torcedor, que o considera errático. Apenas 9% gostariam que ficasse, enquanto 91% preferem que Patito esteja bem longe da Vila em 2015.

Rildo – O esforçado jogador que veio da Ponte Preta definitivamente não caiu no gosto do torcedor do Santos. 94% querem que não vista mais a camisa do Alvinegro Praiano. Para estes, o que mostrou de velocidade, Rildo mostrou de falta de categoria.

Thiago Ribeiro – Os muitos gols perdidos, o salário alto, o tempo gasto com contusões e problemas psicológicos explicam a rejeição de 82% deste atacante que, para boa parte dos santistas, nunca teve uma real identificação com o clube.

Os aprovados

No próximo post divulgarei os jogadores aprovados pela pesquisa, ou seja, aqueles que o torcedor do Santos que participou da enquete quer que continuem no time em 2015.

E você, o que achou da lista dos reprovados?


Com essa atitude dá até pra sonhar

Calçadas, ou armadilhas? Artigo atual da página Etc

http://youtu.be/E6QQFRz_P7c

Ao contrário do que disseram Vanderlei Luxemburgo e Leonardo Moura, o Santos jogou melhor do que o Flamengo, no Maracanã – por ter feito um gol, criado mais algumas oportunidades e ao mesmo tempo ter permitido muito pouco ao ataque do Flamengo. O Alvinegro Praiano desta vez jogou fora de casa determinado a vencer, mostrou qualidades, atitude, e conseguiu seu objetivo. Enfim, uma vitória a ser valorizada. Ponto.

O jogo foi decidido em jogada de craque de Geuvânio, que aos 23 minutos do primeiro tempo aplicou uma meia-lua no marcador e rolou para Robinho marcar um gol bonito e inanulável. Sim, porque se fosse possível anular, sei não se o juizão Marielson Alves Silva, da Bahia, deixaria passar.

Mas é claro que o Santos não ganhou apenas por esta jogada. Sem Lucas Lima, mas com Alison, Arouca e Alan Santos, o time teve um meio-campo mais sólido e marcador, que não deu espaço e nem tranquilidade para as jogadas do adversário. No ataque, Enderson Moreira preferiu manter Leandro Damião no banco e escalou os lépidos Geuvânio, Robinho e Gabriel, que se deslocavam para confundir a defesa do Flamengo quando tinham a bola, e depois fechavam para dar o primeiro combate quando a perdiam.

Na defesa, gostei do goleiro Vladimir, que fez a melhor partida com a camisa do Santos, e de Edu Dracena. Com o reforço do meio-campo, que jogou com três volantes, e a sábia decisão do zagueiro capitão de não abandonar a área, ele não precisou apostar corrida com os atacantes adversários e se saiu muito bem jogando na sobra. O ponto fraco foi, novamente, Cicinho, que é driblado mesmo nos espaços mais exíguos do campo.

Sem pressão, já que agora o craque do time é Robinho, Geuvânio tem jogado mais solto e se destacado. Gabriel também está melhorando aos poucos. Enderson Moreira está tendo coragem de fazer o óbvio. Leandro Damião e Thiago Ribeiro não merecem mesmo serem titulares. Que agora quem comprou o passe de Leandro Damião trate de vendê-lo (pelo mesmo valor que foi pago é impossível, pois não há no planeta clube com “especialistas” em futebol tão cegos como neste Santos, mas que se assuma algum prejuízo antes que este seja ainda maior).

Vitória dá esperança…

Nem vou dizer aonde o Santos pode chegar se continuar assim, pois gato escaldado tem medo de água fria, mas todos sabemos que se continuar jogando dessa maneira, o time poderá brigar por algo melhor do que terminar o campeonato no meio da tabela. Tenho gostado da postura do técnico, que mesmo depois do triunfo destacava que é preciso uma sequência de vitórias para se conseguir alguma coisa a mais neste Brasileiro.

Os próximos jogos do Santos serão contra o Bahia, quinta-feira, às 19h30, marcado para a Vila Belmiro (olha aí a chance de se ter um grande público na Vila!), e diante do Criciúma, domingo, às 18h30, em Criciúma. Serão confrontos contra dois adversários movidos pela motivação desesperada da fuga do rebaixamento. Time por time, o Santos poderá vencer ambos, mas em campo haverá muita luta, muita entrega, o que exigirá, acima de tudo, calma e inteligência para se obter um bom resultado.

Assim como é obrigatório respeitar mesmo os adversários que estão no fim da tabela, é aconselhável reconhecer a vitória sobre o Flamengo, no Maracanã, como um passo importante para mudar o destino do Santos na competição. Não só porque o triunfo quebrou uma escrita de quatro meses sem vencer fora de casa neste Brasileiro, como pela sabida dificuldade de se bater este adversário diante de sua torcida.

Já li comentários de que o Santos não fez grande coisa, pois o Flamengo é um time ruim. Ora, esse mesmo time ganhou de Corinthians e Atlético Mineiro. E, como eu já prevenia, não é só o futebol que resolve quando se vai ao Rio jogar contra o Flamengo. Sempre ocorrem coisas estranhas para atrapalhar o time adversário. Por exemplo:

Aos 14 minutos do segundo tempo, Geuvânio ia aparecer livre na frente do goleiro quando foi tocado na grande área e caiu. O próprio Edinho, comentarista do Sportv, achou pênalti. E ainda teve a cotovelada de Chicão em Geuvânio, que não resultou nem em falta, muito menos em cartão amarelo. Houve também uma falta não marcada em Arouca, já nos acréscimos. Caso marcada, o jogo terminaria ali, pois o tempo já se extinguia.

Por falar em acréscimos, o árbitro só costuma dar cinco minutos quando o time da casa está perdendo. Também achei preciosismo demais o cartão amarelo para o goleiro Vladimir por cera na hora de cobrar o tiro de meta. Já vi goleiro demorar muito mais e ficar por isso mesmo. Por fim, o caso inexplicável da troca de uniforme do Santos no segundo tempo…

Como bem disse Paulo Vinícius Coelho, da Espn, o Santos usou no primeiro tempo o mesmo uniforme que o Botafogo de Garrincha usava quando enfrentava o Flamengo. Por que, então, teve de mudar o uniforme na segunda etapa? Se o árbitro disse que por ele estava bem, quem pressionou para que houvesse a mudança? Para mim, foi mais uma manobra para desestabilizar o time, que terminou a primeira etapa com a vantagem que levaria até o final.

Público evidencia a popularidade do Santos – e de Robinho – no Rio

Um outro detalhe que provavelmente passou despercebido de muitos é que o público no Maracanã foi de 37.204 pagantes, quase cinco mil pagantes a mais do que os 32.400 que assistiram à vitória do Flamengo sobre o Corinthians, por 1 a 0, no mesmo estádio, no domingo, 14 de setembro. E isso, apesar da maior divulgação que o jogo dos queridinhos teve. Aliás, Flamengo e Santos, fizeram o jogo de maior público na história dos Campeonatos Brasileiros, em 1983, quando 155.523 pessoas estiveram no Maracanã na segunda partida da final do Campeonato Brasileiro de 1983.

Flamengo 0 x 1 Santos – Ficha técnica

Maracanã, 4 de outubro de 2014, sábado, às 16h20
Público: 37.204 pagantes. Renda: 1.340.195,00
Flamengo: Paulo Victor, Leonardo Moura, Wallace, Samir e João Paulo; Victor Cáceres (Luiz Antônio), Márcio Araújo, Héctor Canteros (Elton) e Everton; Gabriel (Eduardo da Silva) e Alecsandro. Técnico: Vanderlei Luxemburgo.
Santos: Vladimir, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Mena; Alison, Arouca e Lucas Lima; Robinho (Neto), Geuvânio (Patito Rodríguez) e Gabriel (Rildo). Técnico: Enderson Moreira.
Gol: Robinho, aos 23 minutos do primeiro tempo.
Arbitragem: Marielson Alves Silva (BA), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA) e Luiz Carlos Silva Teixeira (BA).
Cartões Amarelos: Cáceres, Gabriel, Canteros (Flamengo); Vladimir e Alison (Santos).
Incidente: Santos teve de trocar o uniforme no segundo tempo e passou a usar o seu tradicional fardamento todo branco.

E você, acha que agora vai, ou é melhor esperar mais um pouco?


Santos vence e bate seu recorde de público

A quem interessa a média de público ridícula do Santos?

No ranking de média de público do Campeonato Brasileiro, o Santos está em 16º lugar, com apenas 9.370 pagantes por partida, atrás até dos regionais Criciúma e Chapecoense.
Pois bem, ontem, sábado, mesmo sem Robinho e contra o lanterna do Campeonato, em um jogo pouco divulgado pela mídia e em que o sócio teve dificuldades para comprar seu ingresso pelo site oficial do clube, 14.205 pagantes foram ao Pacaembu ver Santos 3 x 1 Vitória. Pode parecer pouco, mas foi o maior público do Santos em jogos como mandante neste Brasileiro.
Com Robinho, contra adversários mais fortes, depois de um bom trabalho de divulgação e de uma boa programação de eventos para o público antes e no intervalo das partidas, é óbvio que a média de público do Santos, caso jogue mais vezes no Pacaembu, ficará entre 15 e 20 mil pagantes por partida, o que o colocaria entre o sexto e oitavo colocados deste Brasileiro.
Com um público maior, o Santos faturaria mais, teria mais visibilidade, maior possibilidade de conseguir patrocinadores e teria mais força para negociar uma cota maior com a tevê.
Portanto, é inadmissível que só agora, na esvaziada e última rodada do primeiro turno, o clube tenha marcado um jogo para São Paulo, cidade que concentra o maior número de seus torcedores.
Será que são interesses políticos que impedem o Santos de crescer e o puxam para baixo, com estatísticas piores até do que duas equipes de Santa Catarina? De que adiantou conquistar torcedores no mundo inteiro, fincar sua bandeira na populosa e rica capital de São Paulo, se os dirigentes atuais do clube, e alguns que agora querem retomar o seu controle, pensam pequeno e chamam os que querem o crescimento do Santos de forasteiros?

Foi lindo ver o Santos ganhar do Vitória por 3 a 1, Leandro Damião jogar bem e fazer um gol, David Braz marcar dois, Arouca e Lucas Lima se destacarem no meio-campo e, acima de tudo, constatar, mais uma vez, em meio a milhares de maravilhosas crianças santistas, brancas, negras, de olhinhos puxados, o potencial enorme – e nada explorado – da torcida do Santos no Pacaembu.

Mesmo em um jogo sem nenhum atrativo especial e sem Robinho, o público foi de 14.205 pagantes (além de mais 2.473 não pagantes), o maior do Santos no Campeonato Brasileiro, superando em 1.876 pagantes o badalado duelo contra o Corinthians, na Vila Belmiro, com a presença do ídolo Robinho. E isso com pouquíssima divulgação na mídia e um trabalho muito mal feito do marketing do clube e do seu departamento de sócios.

Estive lá, com a Suzana e meu irmão Marcos, e encontramos muitos amigos aqui do blog. Chequei com eles e realmente a dificuldade para se comprar a entrada pelo site do clube foi enorme. Parece que o site do Sócio Torcedor não faz questão de ensinar o caminho das pedras ao sócio. Aquilo parece um labirinto. Muitos, como eu, mesmo sendo sócios, desistiram e preferiam chegar mais cedo e comprar nas bilheterias do Pacaembu.

Cheguei duas horas e meia mais cedo e fiquei observando o movimento na Praça Charles Miller. Uma infinidade de santistas reunidos sem ter o que fazer. Ora, por que o marketing do clube não cria atividades para as crianças, como montar uma trave e dar brindes às que fizerem gols? Ou trazer personagens da turma do Baleiinha e do Baleião? Por que não estacionar um caminhão com produtos oficiais do clube, ou mesmo aceitar a adesão de novos sócios ali mesmo?

Enfim, é uma pena que o Santos jogue nos finais de semana e à noite, quando parece que os funcionários do marketing do Santos e da produção de eventos estão de folga. Cada jogo com mando do time tem de ser tratado como um evento à parte. Vamos usar a cabeça e trabalhar gente! Quem não é o maior, tem de fazer melhor.

Mal cheguei e alguns colegas do blog reclamaram da mídia, que pouco divulgou o jogo. Eu lhes respondi que não podemos mudar a mídia, não podemos mudar a preferência de cada jornalista esportivo, que tende a puxar a sardinha para o time que torce. Mas podemos fazer a nossa parte, que é divulgar os jogos do Santos pela Internet e comparecer ao estádio.

Quanto à mídia, já falei que é burro todos os veículos falarem dos mesmos times e dividirem a audiência. Dez veículos dividindo o público de um time que tem 50% dos torcedores da cidade, dá a média de 5% para cada um. Se um veículo falar exclusivamente do Santos, garantirá no mínimo 10% de audiência, o dobro dos demais. Mas tem jornalista que não sabe nem o que quer dizer segmentação, quando menos marketing.

O certo é que, como esse humilde blogueiro previa, um jogo que não valia nada, em uma pacata tarde-noite de sábado, diante do último colocado na tabela, deu mais público do que o jogo mais esperado pelo santista, que é o duelo contra o Alvinegro da Capital. Imagine se o clássico tivesse sido jogado no Pacaembu, com 90% de ingressos reservados aos santistas. Faltou visão e coragem para tomar essa iniciativa.

O correto é revezar os mandos de campo entre Pacaembu e Vila Belmiro, e depois de uma temporada analisar para ver o que é melhor para o clube. Eu disse o melhor para o clube, não o melhor para um grupo ou outro. Eu e muitos santistas que encontrei nos recusamos a aceitar para o time que amamos o mesmo destino de Portuguesa Santista e Jabaquara, com todo o respeito que esses dois simpáticos times de Santos merecem.

O jogo

Depois de um primeiro tempo terrível, com muitos chutões de lado a lado, muita marcação e poucas oportunidades de gol, o Santos voltou mais decidido na segunda etapa e em dois escanteios David Braz marcou, de cabeça, a 1 e a 6 minutos. O Vitória diminuiu aos 19 minutos, com Dinei, de cabeça, mas Leandro Damião, aproveitando um rebote do goleiro, fez o terceiro.

Uma vitória justa em um jogo que melhorou muito no segundo tempo. Arouca e Lucas Limas foram os destaques do time. Mas foi empolgante ver a garra de Leandro Damião e a alegria que ele sentiu ao fazer o gol. O Pacaembu reconheceu e gritou os eu nome quando foi substituído por Rildo.

Atuações

Aranha – Sem maiores exigências, não teve culpa no gol. Saiu bem em algumas oportunidades. 7

Cicinho – Ele tem uns reflexos e uma estrutura muscular que dão a impressão de que vai jogar bem, mas nunca joga. Errou até lateral. É um jogador que talvez tenha um bom valor de mercado. Ser´q que um grande europeu não quer? Ele tem um estilo parecido como do Daniel Alves. 3

Edu Dracena – Fez bem a cobertura e foi bem nas bolas altas. Resvalou nas duas bolas que sobraram para os gols de David Braz. 7

David Braz – Teve alguns problemas na marcação e na saída de bola, mas não serei desmancha-prazeres. Pela primeira vez na vida o rapaz fez dois gols. 8

Zé Carlos – Conseguiu participar de algumas boas jogadas de ataque. Tem bom controle de bola. Está mais seguro. 6

Arouca – Está em vários lados do campo, defende, avança, tem ótima margem de acerto nos passes e é o grande ladrão de bolas do Santos. 8

Souza – É limitado, como Alison, mas menos atabalhoado. Lutou, marcou, não comprometeu. 6

Lucas Lima – É quem segura e protege melhor a bola no time. Tem habilidade para o passe e o drible. Só precisa treinar mais arremate. 8

Gabriel – Produziu muito pouco e nas poucas oportunidades que teve preferiu jogar para si mesmo do que para o time. Ficou evidente a falta que lhe faz um pé direito e uma boa técnica da cabeçada. 3

Leandro Damião – Lutou muito e desta vez ganhou várias bolas de cabeça da defesa, dando aquela casquinha para um outro jogador do Santos penetrar. Perdeu gol, mas conseguiu marcar o seu, em um momento de muita alegria no Pacaembu. A torcida reconheceu o seu esforço e chegou a gritar o seu nome. 8

Thiago Ribeiro – Nulo na segunda etapa, melhorou na segunda, mas perdeu um gol e saiu vaiado de campo, para a entrada de Rildo.

Dos jogadores que entraram na segunda etapa – Rildo, Alan Santos e Geuvânio –, só Rildo teve tempo e vontade para fazer alguma coisa boa. Mas mesmo assim o correto é não dar nota para nenhum deles.

Enderson Moreira – Sem tempo para treinar o time, Enderson tinha ensaiado bolas paradas e chutes a gol. Dois dos gols santistas vieram justamente de cabeçadas em escanteios e o terceiro de um chute de Leandro Damião, pupilo de Enderson no juvenil do Internacional. Talvez seja apenas sorte de principiante, mas o homem merece um 7.

Finalmente, fiquei feliz de ver as crianças felizes. Elas são o futuro do Santos e bem que merecem ser olhadas com mais atenção por essa diretoria. Não basta criar uma família de personagens e só oferecer aos pequenos os dois clones murchos da Beleiinha e Baleião. E é muito pouco, quase deprimente, escalar sete cheerleaders para dançar apenas para as numeradas onde estão os sócios. O ideal seria dançar também diante das arquibancadas, que estavam lotadas.

Pensem mais, trabalhem mais amigos do marketing santista. E não tirem folga nos jogos do Santos, por favor. Um clube de futebol não é órgão público, exige trabalho em dias e horários não comerciais. Usem os mandos de campo do Santos para transformar cada partida em um evento especial. Do contrário, o ostracismo e a falência nos esperarão.

Santos 3 x 1 Vitória
Pacaembu, 06/09/2014, último rodada do Primeiro Turno do Campeonato Brasileiro
Público: 14.205 pagantes mais 2.473 não pagantes. Total: 16.678 pessoas.
Renda: R$ 273.930,00
Santos: Aranha, Cicinho, Edu Dracena, David Braz e Zé Carlos; Arouca, Souza e Lucas Lima; Gabriel (Alan Santos) Leandro Damião (Geuvânio) e Thiago Ribeiro (Rildo). Técnico: Enderson Moreira.
Vitória: Fernández, Nino Paraíba, Ednei, Luiz Gustavo e Juan; Neto Coruja e Richarlyson (Guillermo Beltran); Willie, Marcinhoe Caio (Luís Aguiar) e Dinei (Vinícius). Técnico: Ney Franco.
Gols: David Braz, a 1 e aos 6; Dinei, aos 19, e Leandro Damião aos 29 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Felipe Gomes da Silva (PR), auxiliado por
Bruno Boschilia (PR) e Rafael Trombeta (PR).
Cartões amarelos: Edu Dracena (Santos), Matheus Salustiano, Luiz Gustavo, Ednei, Juan, Fernandez e Nino Paraíba (Vitória).

E você, o que achou do jogo e do público no Pacaembu?


Derrota justa. Santos só começou a jogar depois de sofrer o gol

http://youtu.be/GrirNFL5VSU

É muito cabotino dizer “eu não falei?”, mas não dá para começar a comentar a derrota do Santos para o São Paulo, por 2 a 1, no Morumbi, sem lembrar que já preveníamos que se o time entrasse com três atacantes, como fez contra o Cruzeiro, no Mineirão, seria dominado pelo tricolor, que baseia seu jogo no quarteto Paulo Henrique Ganso-Kaká-Alan Kardec-Pato. Sem especialistas no setor, o Santos foi totalmente envolvido, até que Ganso fez o gol, aos 23 minutos, e o São Paulo recuou um pouco.

Não dá para afirmar que a sorte da partida seria outra se o Santos entrasse com quatro jogadores no meio e dois atacantes, mas ao menos o São Paulo teria menos espaço no primeiro tempo. E como o seu time costuma cair de rendimento no segundo, como ocorreu de novo, o Santos teria mais chances até para vencer.

Do jeito que foi, o Santos passou a maior parte do tempo em busca do empate, o que só conseguiu aos 40 minutos do segundo tempo, com um pênalti cobrado por Gabriel. Porém, foi só o São Paulo apertar em seguida e a defesa santista confessou de novo. Sei que alguns vão lembrar que é só o Edu Dracena voltar e a média de gols sofridos pelo Santos aumenta, mas, infelizmente, é uma realidade. O capitão tem se colocado muito mal.

Sofrer um gol em um lateral e deixar o goleiro Aranha sozinho diante do atacante no segundo, sem ao menos correr para o rebote, é coisa de defesa desentrosada. Mas não creio que Oswaldo de Oliveira terá coragem de mexer no setor. Dracena é intocável e o técnico vê em David Braz uma espécie de Beckenbauer moreno.

Melhor em boa parte do segundo tempo, o Santos cresceu com as esperadas saídas de Leandro Damião e Thiago Ribeiro, para as entradas de Rildo e Patito Rodríguez. Novamente Damião e Ribeiro ficaram devendo. Uma pena. Assim fica difícil até aparecer um clube interessado neles.

Mais uma vez o Santos faz um bom jogo e mais uma vez perde uma partida por não tomar os devidos cuidados defensivos. Times bem inferiores teriam conseguido ao menos alguns pontinhos nesses jogos contra Fluminense, Internacional, Cruzeiro, Corinthians e São Paulo. Oswaldo Oliveira precisa rever seus conceitos.

Não adianta escalar um time aberto, mas em campo a equipe ser amplamente dominada até sofrer o gol, e a partir daí, como se diz, correr atrás do prejuízo. Tudo bem que esses jogos foram contra equipes boas. Mas não é o caso do Botafogo, adversário do próximo fim de semana. Espero que o professor calce as sandálias da humildade e inicie o jogo com um time mais precavido.

Se voltar a entrar em campo com três atacantes no meio da semana, diante do Grêmio, pela Copa do Brasil, sugiro ao santista que arrume uma outra coisa para fazer na hora do jogo, pois certamente passará nervoso de novo.

São Paulo 2 x 1 Santos
Estádio do Morumbi, São Paulo
Público: 31.281
Renda: R$ 955.453,00
São Paulo: Rogério Ceni, Paulo Miranda, Rafael Toloi, Edson Silva e Álvaro Pereira; Souza, Denilson, Ganso e Kaká (Hudson); Alexandre Pato (Michel Bastos) e Alan Kardec. Técnico:Muricy Ramalho.
Santos: Aranha, Cicinho, David Braz, Edu Dracena e Mena; Alison (Souza), Arouca e Lucas Lima; Thiago Ribeiro (Patito Rodríguez), Gabriel e Leandro Damião (Rildo). Técnico: Oswaldo de Oliveira.
Gols: Ganso, aos 23 minutos do primeiro tempo; Gabriel, aos 40 minutos (pênalti) e Pato aos 42 minutos do segundo.
Arbitragem: Vinicius Furlan, auxiliado por Vicente Romano Neto e Carlos Augusto Nogueira Junior, todos de São Paulo (Furlan ipocou na hora de expulsar Paulo Miranda, que aplicou um carrinho e ficou só com o amarelo).
Cartões Amarelos: Alexandre Pato, Rafael Toloi, Ganso, Paulo Miranda, Alvaro Pereira (São Paulo); Vladimir, Gabriel e David Braz (Santos).

E você, o que achou do desempenho do Santos no Sansão?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑