Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Joel Camargo, João Saldanha e as versões da história do futebol

Hoje é a festa na Padaria A Santista, a Padaria do Carlinhos

carlinhos, edmar, chacrinha
Da esquerda para a direita: Carlinhos, o visitante Edmar Junior e Chacrinha, na Padaria A Santista.

É hoje, sábado, 15 de fevereiro, que o Carlinhos organiza a sua festa. Passarei lá pela manhã, mas não poderei ficar devido a um compromisso familiar inadiável. Eternos craques santistas estarão presentes. Se você puder ir, não perca.

Serão vendidas camisetas da “Banda da Padaria A Santista”, com o tema “Deuses do Futebol, Carnaval 2014”, e dos cinco homens do ataque de ouro – Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Anote o endereço da Padaria A Santista: Rua Epitácio Pessoa, 312, canal 5.

Várias empresas estão apoiando a banda. São elas: Grupo Isis, Satel, Embraps, Nelcar Transportes, Terracom, Rede Santista de Postos e EFBS Seafrigo.

Deixarei 18 exemplares do Dossiê para que sejam vendidos e a renda revertida para o evento. Se você estiver por lá nesta manhã, já sai com uma dedicatória.

brasil com 8 do santos
Com oito titulares do Santos (o goleiro Cláudio perdeu a posição por grave contusão no joelho), a Seleção Brasileira dirigida pelo técnico João Saldanha inaugurou o Estádio Batistão, em Aracaju, na noite de 9 de julho de 1969, diante de 45.058 pessoas. Toninho Guerreiro marcou o primeiro gol do estádio e mais outro no transcorrer da partida. O primeiro sergipano a marcar, ironicamente, foi Clodoaldo, da Seleção Brasileira (Vevé fez o primeiro para a Seleção de Sergipe). O Brasil venceu por 8 a 2. A partida foi arbitrada por Armando Marques, considerado o melhor árbitro brasileiro na época. Na foto, a Seleção Brasileira que começou o jogo: Carlos Alberto (Santos), Felix (Fluminense), Djalma Dias (Santos), Clodoaldo (Santos), Joel Camargo (Santos) e Rildo (Santos). Agachados: Jairzinho (Botafogo), Gérson (Botafogo), Toninho Guerreiro (Santos), Pelé (Santos) e Edu (Santos).

Mais detalhes de Seleção Sergipana 2 x Seleção Brasileira 8:

O assunto que está entalado na garganta é Leandro Damião, mas estou engolindo em seco para dar mais tempo ao rapaz. Enquanto isso, gostaria de tocar novamente em um tema crucial para nós, santistas: as versões tendenciosas que a imprensa esportiva e mesmo livros e filmes criam para a história do futebol.

Bem, na verdade não há história sem alguma parcialidade, pois o narrador transmite a sua versão dos fatos. Digo isso só para reforçar o quanto é importante ter pessoas que se preocupam em pesquisar, checar e passar a limpo a rica história do Santos. Sem esses abnegados, teríamos de conviver com uma sistemática distorção dos acontecimentos.

Faço esse preâmbulo para o artigo que se segue, pois ele se refere ao Santos da segunda metade da década de 60, o time-base das “Feras do Saldanha”, um dos grandes esquadrões da história do futebol brasileiro, esquecido deliberadamente mesmo por quem, em livros ou filmes, se dispõe a retratar aquele período do nosso futebol.

Antes de entrar no post, permita-me lembrar só uma piadinha que se contava nos tempos da Guerra Fria, em que as imprensas de Estados Unidos e União Soviética distorciam a realidade para que ela se encaixasse na teoria de superioridade ideológica que pregavam: um norte-americano e um soviético fizeram uma corrida e o norte-americano venceu. Nos Estados Unidos os jornais estamparam: “Americano vence e soviético fica em último.” Na União Soviética, os títulos anunciaram: “Soviético termina em segundo, norte-americano fica em penúltimo.”

odir e joel
Com o grande Joel Camargo, um dos melhores zagueiros da história moderna do futebol (Foto: Aline Floriz)

Semana retrasada estive em Santos e tive a honra e o prazer de entrevistar, para o Museu Pelé, o enigmático Joel Camargo, o “Açucareiro”. 17 anos de futebol, 20 de estiva, e Joel, um dos mais clássicos quartos-zagueiros do futebol, pôde se aposentar em paz. Falamos do Santos e, é claro, das “Feras do Saldanha”, Seleção Brasileira que disputou as Eliminatórias para a Copa do México com seis santistas entre os titulares: Carlos Alberto, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. Lembramos fatos que ficam esquecidos na memória do futebol, a não ser quando alguém interessado lembra deles.

“No começo éramos nove; depois, com a mudança de técnico (de João Saldanha para Zagalo), restamos cinco. Quando anunciaram a entrada do Zagalo, eu já sabia que, com ele, eu não iria jogar”, disse-me Joel.

Ele se referia aos nove jogadores santistas chamados por João Saldanha na primeira convocação da Seleção Brasileira, em 6 de fevereiro de 1969. Nela estavam o goleiro Cláudio, os laterais Carlos Alberto Torres e Rildo; os zagueiros Djalma Dias e ele, Joel; o meio-campo Clodoaldo e os atacantes Pelé e Edu. Apenas Negreiros e Manuel Maria, dos titulares do Santos, não foram chamados (Manuel Maria depois figurou em uma lista maior, com 40 nomes).

“Não é segredo para ninguém que o Santos é o melhor time do Brasil”, disse Saldanha no dia em que anunciou os convocados. “E como não temos muito tempo para as Eliminatórias, vamos usar esse entrosamento do Santos para o bem da Seleção”.

E assim o Brasil fez os jogos de ida e volta contra Paraguai, Colômbia e Venezuela, utilizando-se de meia dúzia de santistas entre os titulares. E com esse Santos-Brasil venceu ao Paraguai por 1 a 0, em 31 de agosto de 1969, estabelecendo o recorde oficial de público do Maracanã, com 183.341 pagantes. O gol surgiu após jogada de Edu, que driblou seu marcador e chutou rasteiro, o goleiro rebateu e Pelé entrou de bico para estufar as redes e garantir a presença do Brasil na Copa do México.

“Você está no recorde oficial de público do Brasil”, disse a Joel, que, no entanto, se mostrava mais preocupado em falar de Toninho Guerreiro, a maior vítima da mudança de técnico na Seleção. Com a saída de João Saldanha, o presidente da República, Emilio Garrastazu Médici, finalmente realizou o seu sonho ao ver o subserviente Zagalo convocar o atacante Dario, o Dadá Maravilha, sacrificando Toninho Guerreiro, que assim perdeu sua única oportunidade de participar de uma Copa do Mundo.

No livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, o autor, André Iki Siqueira, fala sobre o episódio entre o final da página 331 e o começo da 332, reproduzindo as impressões de Saldanha sobre a pressão para cortar Toninho Guerreiro e convocar Dario:

– Quiseram impor o Dario. Ele era de bom nível, mas os meus eram craques. Meu time era uma máquina. Não tinha lugar para ele, não.
E escalar Dario no lugar de quem?
Antonio do Passo e João Havelange, segundo o técnico, apelavam diariamente:
– Pelo amor de Deus, convoque o Dario.
Pois de um dia para o outro, na primeira quinzena de março, o dr. Lídio Toledo cortou da Seleção Toninho Guerreiro, alegando sinusite. Era um atacante que, alguns anos depois, encerraria a carreira com mais de 400 gols.
– Toninho era o trunfo do time, porque se o Pelé ou o Tostão não pudessem jogar, ele entrava que nem uma luva – argumentaria João, que considerava o corte suspeito. – Caramba, eu tenho sinusite desde criança, e nunca me atrapalhou para fazer esporte. E essa sinusite do Toninho é conhecida há dez anos. Mas cortaram o Toninho.

Toninho Guerreiro tinha 27 anos e estava no auge de sua forma quando a Copa de 1970 foi disputada. Meses depois do Mundial, em setembro de 1970, ele seria artilheiro do Campeonato Paulista e conquistaria seu quarto título consecutivo do Estadual (os três anteriores foram pelo Santos). Com mais um, em 1971, Toninho entraria para a história como o único pentacampeão da história do Campeonato Paulista.

Joel sabe que, se dependesse exclusivamente de Saldanha, não só Toninho iria para o México, como ele, Joel, seria o titular da quarta- zaga, ao lado de Brito. Provavelmente Djalma Dias, mais clássico, continuaria titular, em vez do truculento Brito. Joel me diz que se sentiria mais campeão se tivesse jogado. Compreendo sua queixa, mas lhe respondo que ao menos para nós, santistas, ele é tão campeão quanto Piazza, que Zagallo improvisou na quarta-zaga.

O livro e o filme sobre Saldanha: visões diferentes

Assisti, mas não vi no filme “João Saldanha”, documentário produzido a partir do livro escrito por André Ike Siqueira, o mesmo enfoque da vida do notável jornalista esportivo que se percebe nas páginas da obra. As menções a qualquer outro time são reduzidas a quase zero, como se Saldanha não fosse um homem do futebol, e sim exclusivamente do Botafogo. O nome “Santos” não aparece uma única vez, muito menos os de seus jogadores.

O filme se restringe ao Saldanha comunista, brigão-cascateiro e botafoguense. Óbvio que ele se tornou um ídolo da história do Botafogo, mas sua sinceridade o fez produzir uma das frases mais elogiosas ao Alvinegro Praiano, e esperei por ela, ou ao menos pelos conceitos que levaram Saldanha a incluir praticamente o Santos inteiro entre as suas “Feras”. Mas, em vão.

Estou cansado de saber que a história é uma só, mas jamais é contada de uma única maneira. Há sempre o maldito ângulo do observador. Sei que André Ike, o autor do livro “João Saldanha, uma vida em jogo”, é apaixonado pelo personagem João Saldanha, mas se mantém eqüidistante com relação ao Botafogo, pois seu time de coração é o Vasco. Entretanto, Beto Macedo, seu parceiro na direção do filme, é definido pelos amigos como “um grande botafoguense”, o que deve explicar o espaço desmedido dado ao time carioca.

A verdade é que por mais que Santos e Botafogo tenham se unido para dar ao Brasil a conquista definitiva da Jules Rimet, os times de Pelé e Garrincha foram grandes rivais daqueles tempos de ouro do nosso futebol. E torcedor dificilmente elogia o rival.

Por isso, é importante que surjam livros, filmes, exposições, matérias em jornais e revistas que contem a verdadeira história do futebol e do Santos. Este é um dos motivos pelos quais defendo que o marketing do Santos incentive e não penalize autores e editoras que se interessem por produzir obras sobre o clube. Que nessas obras não se invente ou aumente nada, obviamente, mas que não se deixe de lado informações e detalhes essenciais para se entender a real dimensão do Alvinegro Praiano.

Sempre que se fala de “As Feras do Saldanha” é obrigatório lembrar que a maioria delas veio da Vila Belmiro, que 54,5% do time titular do Brasil nas Eliminatórias era composto por jogadores do Santos e que certamente seria assim no México caso Saldanha não fosse substituído por Zagalo, para conforto do governo militar. Acho que não dá para contar a história do polêmico jornalista e do futebol brasileiro daqueles tempos sem lembrar desses… detalhes. Dá?

Cenas pesquisadas por Wesley Miranda de Brasil 1 x 0 Paraguai, o último jogo oficial das Feras do Saldanha, com seis santistas na Seleção. Jogo do recorde oficial de público do Maracanã:

Santos x União Soviética

Por Guilherme Nascimento

Desde as “mal contadas” por que não foram bem contadas até aquelas que “não podem ser bem contadas”…
Uma passagem pouco conhecida é o amistoso contra a URSS em plena guerra fria, em 1962. Reacionários e direitistas de plantão não queriam que o alvinegro enfrentasse a forte União Soviética em solo brasileiro (“não temos relações diplomáticas”, “propaganda comunista” e outras bobagens semelhantes). O amistoso era para ter ocorrido no Maracanã, mas Carlos Lacerda (Governador da GB e golpista de primeira hora em 1º de abril de 64) impediu a apresentação santista por questões evidentemente políticas. Em São Paulo, os dirigentes do chamado “trio de ferro” e em especial Wadih Helou (SCCP) e Laudo Natel (SPFC) faziam coro aos indignados que não admitiam a presença dos vermelhos em nossa pátria. A “lenga-lenga do “joga não joga” durou uns 10 dias, até que o Presidente da FPF (Mendonça Falcão), bateu o martelo: “Tem jogo, e no Pacaembu!”… Desta forma, enfrentando e superando o atraso daqueles que misturam futebol e política (e os direitistas e golpistas de 64), o Alvinegro bailou sobre os soviéticos vencendo por 2×1 e ainda faturou um troféu. Mostrou porque era o campeão Mundial, representou o futebol brasileiro com categoria e evidenciou que os soviéticos podiam ser bons no Bolshoi ou no Sputnik, mas que no futebol tinham muito o que aprender com Pelé e Cia.

10/12/1962 Santos FC 2×1 URSS – 1978
L: Pacaembu – São Paulo (SP)
D: 2ª feira
C: Amistoso
R: Cr$ 9.469.500,00
P: 27.839
A: João Etzel Filho
G: Coutinho 34′ e Pelé 78′ – Valery 12′
SFC: Laércio, Mauro e Zé Carlos; Dalmo, Calvet e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe (Tite)
Tecnico: Lula
Uniforme: Camisas brancas
URSS: Kotrikadze; Gnodi, Mexey e Danilov; Stanislaw e Vassily; Oleg, Vicot, Yuri (Kanievsky), Anatole (Sabo) e Valery.
Técnico: Solovjev

Minha coluna no Jornal Metro desta sexta-feira:
http://metrojornal.com.br/nacional/colunistas/mico-damiao-66104

Que outras histórias mal contadas sobre o Santos você conhece?


2ª feira tem encontro na Fnac da Paulista! Lançamento do Almanaque!

Os ídolos Edu, Dorval e Clodoaldo estarão lá. O Almanaque do Santos é o mais completo de todos os almanaques que já foram produzidos sobre times de futebol. Ele aumentou o número de jogos e de gols do Peixe.

Vá prestigiar o lançamento em São Paulo e poderemos conversar sobre assuntos do Santos e deste blog. Por falar nisso, aviso aos santistas de todo o Brasil que colocaremos o Almanaque à venda também na livraria deste Blog, a um preço promocional. Fique atento.

Contra o Sub-20 do Jabaquara o Montillo desencantou. Veja:

Eu vou dar um abraço no Guilherme Nascimento. Você vai?


O Santos que o santista quer. Em 10 mandamentos

O santista, que é um dos torcedores mais inteligentes, antenados, participativos e de melhor poder aquisitivo do Brasil, está sempre disposto a apoiar o time, desde que, porém, alguns mandamentos sejam respeitados. Os 10 mais importantes deles são:

1 – Que o time seja ofensivo. Santista detesta ver o time retrancado, jogando para empatar em 0 a 0, especulando contra-ataques improváveis. Mesmo quando esse resultado serve para uma classificação, ou para um título, ele é mal visto. Fechar-se todo na defesa é, para o santista, sinal de inferioridade. No final da Taça Brasil de 1964, quando se tornou tetracampeão brasileiro ao empatar com o Flamengo em 0 a 0, no Maracanã, teve jogador que, em vez de comemorar, reclamou no vestiário do esquema defensivo imposto pelo técnico Lula. Está no sangue do santista ver o time no ataque, pra cima do adversário.

2 – Que ele, torcedor, seja ouvido nas contratações. Ou que, pelo menos, essas contratações respeitem a vontade da maioria dos torcedores. Se há uma coisa que irrita o santista é ver jogadores suspeitos chegando ao clube, principalmente com passes e salários elevados. Por exemplo: a primeira notícia é a de que o Santos compraria 100% do passe desse Patito Rodríguez por quatro milhões de reais. Acabou comprando apenas 50% por seis milhões, e ainda depois de conseguir uma garantia bancária. O rapaz pode dar certo? Tomara. Mas é uma grande incógnita.

3 – Que ele saiba como a diretoria gasta o dinheiro. Sim, porque santista detesta quando, de uma hora para outra, fica sabendo que o clube está endividado até o pescoço, quase caminhando para a falência. E o pior é que os dirigentes ficam na moita e negam as dívidas até o fim. Às vezes não dizem nada e é o presidente seguinte que acaba denunciando estar assumindo uma “terra arrasada”. Esse papo virou rotina na Vila Belmiro.

4 – Que os jogadores da categoria de base sejam aproveitados, valorizados. Ora, esse não é o DNA do Santos? O slogan do Centenário não é “Meninos para Sempre?”. Pois então, que o clube tenha um plano de preparação e aproveitamento dos meninos, que comece na base e siga até o profissional. Por que contratar um jogador meia boca, gastando um dinheirão, se pode dar oportunidades a jogadores criados no próprio clube, sem nenhum custo adicional? E se esta deve ser a política do Santos com relação aos jovens, não é melhor ter um técnico que concorde com ela?

5 – Que seu presidente cumpra o que prometeu na campanha. Se há algo que deixa o santista realmente irritado é confiar nas promessas de alguém, é se apaixonar por um novo líder, e depois perceber que ele disse apenas o que o torcedor queria ouvir, mas esqueceu tudo quando finalmente conquistou o poder. Quando isso acontece o santista se sente usado, e não há sentimento que fere mais o orgulho de uma pessoa do que este. Por isso ele continua se perguntando: Cadê os 40 milhões de reais?

6 – Que seu presidente e sua diretoria sejam valentes, corajosos, sagazes, que enfrentem o sistema viciado do futebol com o poder que a rica história do Santos e a força da comunidade santista lhes outorga. O santista detesta ver o seu time roubado em campo e fora dele e notar que os dirigentes do clube nada fazem, que colocam o rabinho entre as pernas e aceitam o que a CBF e a tevê lhes oferece. O santista quer que seus dirigentes tenham atuação política decisiva, que liderem as mudanças no futebol brasileiro, acabando com as desigualdades que hoje existem.

7 – Que os seus veteranos de ouro, os integrantes do melhor time que já existiu, sejam respeitados e devidamente aproveitados. O torcedor fica triste ao perceber que verdadeiras lendas vivas, homens de um valor incalculável para o Santos, como Zito, Mengálvio, Pepe, Coutinho, Clodoaldo, Carlos Alberto Torres, Dorval, Edu, Joel Camargo, Ailton Lira, entre outros, sejam marginalizados ou esquecidos por meras questões políticas. Eles estão acima de picuinhas factuais, eles são eternos. Reconhecer isso é uma grandeza que o santista espera de qualquer um que assuma o comando do Santos.

8 – Que o problema do estádio seja enfrentado de uma vez por todas. O santista detesta ver que toda nova gestão promete alguma coisa com relação ao estádio, mas depois de eleita parece esquecer o assunto e continua postergando a questão, igualzinho fazia a anterior. O melhor é jogar no Pacaembu? A decisão é ter um grande estádio na Baixada Santista? A melhor opção é aumentar a Vila Belmiro? Ou o ideal é ter um estádio na região Sul da cidade de São Paulo, onde se concentram mais santistas do que em Santos? Enfim, o torcedor quer que essas questões sejam discutidas e uma decisão seja tomada.

9 – Que, mais do que um plano para aumentar o quadro associativo, haja um planejamento para a atender ao sócio, para tratá-lo com eficiência e agilidade. Hoje tem muita gente desistindo de ser sócio por absoluta falta de competência do setor, que nem sequer responde às chamadas, aos e-mails e não dá retorno a quem já preencheu os formulários. O santista também quer ver o clube ajudar para que embaixadas santistas se espalhem pelo Brasil e pelo mundo, e assim a torcida do Santos seja mais atuante e mostre realmente o seu poderio, hoje escondido pela dificuldade de articulação dos santistas. O santista não quer que privilégios políticos interfiram na criação das embaixadas.

10 – Mais do que querer, o santista sonha, enfim, participar mais ativamente das decisões do clube, saber o que está acontecendo e poder opinar sobre os assuntos mais relevantes. Queria ter um canal de acesso ao presidente e aos diretores, queria que sua voz fosse ouvida para dar sugestões e também impedir que atitudes erradas fossem tomadas. E ele se irrita profundamente quando percebe que quem comanda o seu clube é um grupo de pessoas que ele nem conhece, em quem não votou – com exceção do presidente Luis Álvaro Ribeiro – que decidem tudo sem ouvir a opinião dele, torcedor, o único que só dá ao Santos e nada tem recebido em troca.

E para você , como funcionaria o Santos ideal?

Em tempo: atendendo a pedidos, a Promoção dos Livros do Centenário foi estendida até amanhã à noite. Depois, os três livros voltarão ao preço normal.

Hoje se der 0 a 0 não vou reclamar

É duro admitir isso em um blog de santistas para santistas, mas hoje, ás 18h30m, em São Januário, o favoritismo é do Vasco. Com um time melhor armado, no segundo lugar do Brasileiro, o time carioca tem tudo para conseguir a vitória. O nosso Santos jogará com o mesmo time que conseguiu um brihante empate em 0 a 0 com o Botafogo, na Vila Belmiro.

O Santos do professor Muricy Carvalho entrará em campo com Aranha; Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson; Dimba e Miralles.

O Vasco, do discreto Cristóvão Borges, deverá iniciar a partida com Fernando Prass, Fagner, Dedé, Douglas e Thiago Feltri; Nilton, Juninho Pernambucano, Felipe e Carlos Alberto; Wiliam Barbio e Alecsandro.

A arbitragem será de Wagner Reway (Aspirante da Fifa-MT), auxiliado por Carlos Berkenbrock (Fifa-SC) e Rosnei Hoffmann Scherer (SC). Osantos tem sido repetidamente prejudicado pelas arbitragens nesse Brasileiro. Jogar em São Januário, durante anos, foi o mesmo que sair perdendo de 1 a 0, pois em todos os jogos lá davam um pênalti a favor do Vasco. Vejamos hoje como vossa senhoria se comportará. Olho nele!

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Vasco

Por Wesley Miranda

Santos e Vasco já se enfrentaram 109 vezes na história. O Santos obteve 37 vitórias, contra 40 vitórias do Vasco e 32 empates. O Peixe marcou 177 gols e o time cruzmaltino 174. Em Brasileiros, desde o primeiro confronto na Taça Brasil de 1965, foram 57 jogos, com 21 vitórias paulistas, contra 17 vitórias cariocas e 19 empates. O time de Vila Belmiro marcou 82 gols e o time carioca 77.

Artilheiros do Santos FC
O maior artilheiro do Santos no confronto contra o Vasco é o maior jogador de todos os tempos, Pelé, com 9 gols. O Rei enfrentou o Vasco em 21 oportunidades, vencendo 9, perdendo 8 e empatando 4.
Em seguida vem o gênio Coutinho com 8 gols. O grande ponta Dorval e o goleador Toninho Guerreiro vem em seguida com 6 gols. José Macia, o Pepe e Alessandro Cambalhota aparecem com 5 gols.

O primeiro jogo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco da Gama aconteceu justamente na inauguração do palco da próxima partida, o Estádio São Januário. O jogo disputado no dia 24/04/1927 terminou 5 a 3 para o Santos com gols de Evangelista (3), Araken Patusca e Omar.
A direção do Vasco pediu uma revanche, que aconteceu no dia 14/07/1927 no estádio das Laranjeiras. Uma nova vitória do Santos, essa por 4 a 1 com gols de Araken Patusca (2), Evangelista e Feitiço.
Na ocasião, os jogadores do Vasco não admitiam mais uma derrota para o quadro santista e jogaram uma partida com entradas duras e violentas. Com receio da famosa disciplina do presidente Antônio Guilherme Gonçalves, os jogadores santistas não revidaram as duras jogadas do time carioca, proporcionando ao espetáculo a sua grande marca: belas jogadas, ofensividade e gols. O episódio rendeu ao Santos FC a alcunha de time da técnica e da disciplina dado pelo jornalista Carlos Gonçalves do O Globo.

Goleada na Vila antes da excursão
Antes da famosa excursão de 1946 em que o Santos recebeu a alcunha de Rei do Norte do Brasil, quando ganhou 12 partidas e empatou as outras 3, o Peixe fez dois amistosos na Vila Belmiro contra equipes cariocas. No primeiro jogo, perdeu para o seu co-irmão São Cristovão por 2 a 1. Na segunda partida, no dia 17/11/1946 o Santos do técnico argentino Abel Picabéa ganhou do forte Vasco da Gama por 4 a 1 com gols de Adolfrises(2) Rui e Caxambu. Friaça diminuiu para o clube cruzmaltino. O Vasco havia sido campeão carioca invicto de 1945 e conquistaria da mesma maneira o título em 1947. Era o começo do expresso da vitória.

Combinado Santos/Vasco da Gama
Em meados de 1957, um torneio internacional foi criado para angariar fundos para a construção do Estádio do Morumbi. Times como Sevilla(Espanha)Lazio (Itália) Belenenses(Portugal) Dínamo Zagreb(Iugoslávia) e os brasileiros São Paulo, Flamengo, Corinthians e um combinado de Santos e Vasco da Gama disputaram o torneio.
Seria apenas mais um desses torneios que sequer entram nas estatísticas do Santos por usar jogadores de outros times. Mas o torneio teve um “detalhe” especial. No primeiro jogo contra o Belenenses no dia 19/06/1957, o combinado se apresentou com a camisa vascaína por jogar no Maracanã, vitória por 6 a 1, com gols de Pelé(3)Álvaro(2) e Pepe(todos jogadores do Santos). No segundo jogo, no dia 22/06/1957 empate contra o Dínamo de Zagreb em 1 a 1, tendo Pelé anotado o tento do combinado. No terceiro jogo, no dia 26/06/1957, contra o Flamengo, novo empate em 1 a 1, e novo gol de Pelé. Na quarta partida, o combinado jogou em terras paulistanas, agora, com a camisa do Santos empatou com o São Paulo, também em 1 a 1, em mais um tento anotado pelo menino Pelé, e outro legal anulado pelo árbitro.
Com a desclassificação dos times internacionais na primeira fase, os clubes decidiram encerrar o torneio sem que houvesse um vencedor. Mas quem ganhou mesmo, foi o futebol brasileiro, já que com as boas apresentações do então menino Pelé no influente Rio de Janeiro, fez com que ele passasse a figurar nas convocações da Seleção Brasileira e se juntou aos companheiros de clube Zito, Urubatão, Del Vecchio, Pagão e Tite na disputa da Copa Roca de 1957. Era só o começo.

Rio-São Paulo 1959
Santos e Vasco da Gama se enfrentaram pela última rodada do Rio-SP no dia 17/05/1959 no Pacaembu. Para o invicto time carioca, bastava apenas o empate para ser campeão. O Santos precisava vencer novamente, depois de perder para Palmeiras e América(RJ).
O jogo
Culpado pela derrota do Brasil na Copa de 1950, o goleiro Barbosa do Vasco da Gama mesmo aos 38 anos, mostrou no primeiro tempo que era um grande goleiro, e segurou o empate em 0 a 0 que dava ao Vasco o título de bicampeão do torneio.
Mas logo no primeiro minuto da etapa complementar, um jovem de apenas 15 anos que vinha conquistando seu espaço no time titular, cabeceou e venceu o veterano Barbosa. Coutinho abriu o marcador aos 19′ minutos. Outro jovem, esse já consagrado com a conquista da Copa de 1958 e ostentando a alcunha de Rei do futebol, bateu na saída de Barbosa e ampliou para 2 a 0. Pelé marcou o segundo. Mesmo com a vantagem de dois gols, o Santos seguiu pressionando, mas só ampliou aos 42′ minutos, novamente com Coutinho, para sacramentar a vitória e garantir o primeiro Rio-SP da sua história.
O Peixe terminou também com o melhor ataque da competição, ao lado do Flamengo, ambos com 24 gols. O jovem Coutinho foi o artilheiro do Santos com 7 gols, seguido do Rei Pelé com 6, o fenomenal Pagão com 4, o canhão Pepe com 3, o bomba Jair Rosa Pinto com 2, e o pé de valsa Dorval e o eterno capitão Zito com 1 gol cada.

Prazer, eu sou o Rei
Maracanã, sábado, dia 16/02/1963, Santos e Vasco se enfrentavam pelo Rio-SP. Era a estréia do time santista no torneio. Com 12′ minutos do segundo tempo, Sabará ampliava o marcador para, Vasco 2×0 Santos(Ronaldo tinha marcado o primeiro aos 38′ do primeiro tempo). Entra em “campo” mais uma das grandes histórias do Rei do futebol.
Não contente em apenas ganhar do atual campeão mundial, o zagueiro Fontana que havia entrado no lugar de Barbosinha, passou a provocar Pelé, perguntando para o seu companheiro de zaga Brito: Me disseram que tinha um rei em campo, você viu? E era assim, toda vez que passava na frente do camisa 10 santista.
A partida parecia perdida, quando aos 41 minutos, Pelé diminuiu para 2 a 1. Aos 42′ minutos, Pelé passou por Brito, passou por Fontana e empatou o jogo, calando os mais de 29 mil vascainos presentes no Maracanã.
Ao invés de comemorar com seu gesto habitual de socar o ar, Pelé foi até os barbantes do gol de Ita, pegou a bola, se dirigiu a Fontana, e disse: Prazer, eu sou o Rei.
Outra versão da história, conta que Pelé ofereceu a bola de presente para a mãe de Fontana. Lenda ou fato, essa foi a única vez que Pelé marcou 2 tentos em cima do time cruzmaltino. Já da para imaginar o motivo.
O Santos terminou campeão do Rio-SP 1963 com uma rodada de antecedência ao vencer o Flamengo no Maracanã por 3 a 0, com gols de Coutinho, Dorval e Pelé, que terminou como artilheiro do certame com 14 gols.

Pentacampeão exclusivo
O primeiro encontro entre Santos e Vasco em Brasileiros, aconteceu na decisão da Taça Brasil de 1965.
Até então, atual Tetracampeão Brasileiro, o Santos eliminou nas semifinais o Palmeiras (4 a 2 e 1 a 1). O Vasco da Gama chegou na final depois de eliminar o Náutico (2×2 e 1×0) do artilheiro da competição Bita (9 gols).
A primeira partida, disputada no Pacaembu, no dia 01/12/1965 terminou com uma goleada para a equipe santista, 5 a 1 com gols de Dorval(2) Toninho Guerreiro(2) e Coutinho para o Santos, tendo Célio anotado o único gol carioca.
Mesmo com a goleada sofrida em São Paulo, bastava um vitória simples para o clube da Colina provocar uma terceira partida. Ela não veio, “lá atrás” Gylmar em ótima jornada, fez belas intervenções, e, “lá na frente”, Pelé, que havia sido muito bem marcado no primeiro jogo, marcou aos 21 minutos do segundo tempo, o gol do título.
Depois do gol santista, o nervosismo tomou conta dos jogadores cariocas e contagiou os santistas. O árbitro da partida, Armando Marques, expulsou Zezinho, Ananias e Luizinho pelo Vasco e o curinga Lima, o lateral esquerdo Geraldino, o zagueiro Orlando Peçanha e o Rei Pelé pelo Santos.
As expulsões não mudaram o marcador, e o Santos se sagrou o legitimo Pentacampeão Brasileiro, feito inalcançável até o presente momento.

A conquista do sexto Título Brasileiro
Três anos depois de decidirem a Taça Brasil de 1965, Santos e Vasco voltavam para o mesmo Maracanã para a decisão do Roberto Gomes Pedrosa 1968. A partida foi valida pelo quadrangular que tinha além de Santos e Vasco, Palmeiras e Internacional.
Na última rodada, Palmeiras e Inter tinham chances de conquistar o título, desde que, o Vasco ganhasse do Santos. Para o time carioca ficar com a taça, a vitória tinha que ser por 3 gols de diferença, e uma combinação do resultado do jogo entre Inter e Palmeiras que acontecia simultaneamente no Sul.
Tranquilo na disputa, o Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Toninho Guerreiro e Pelé. Bianchini ainda diminuiu para o Vasco no começo da segunda etapa, mas o resultado de 2 a 1 deu ao Santos FC o sexto título nacional!

O milésimo do Rei
A partida do dia 19/11/1969 poderia ter sido só mais uma na história entre Santos e Vasco, já que não valia título e as duas equipes não vinha bem no campeonato. Mas o “simples” detalhe de ser esse, o jogo em que Pelé marcou o seu 1000º gol, transforma a partida na mais importante da história!
Pela expectativa do milésimo gol, 65 mil torcedores estiveram presentes no maior estádio do mundo. Mas foi o Vasco da Gama que abriu o marcador aos 16′ minutos com Benetti. Pelé ainda acertou o travessão, mas o primeiro tempo terminou 1 a 0 para o Vasco.
Logo aos 10 minutos da segunda etapa, Renê marcou contra o gol de empate santista. E Pelé seguiu pressionando em busca do tento. O time santista jogou para que Pelé marcasse. Carlos Alberto Torres, Rildo, Lima, Manoel Maria, Edu, Abel todos procuravam colocar o Rei em condições de marcar. Até que, do pé de Clodoaldo Tavares Santana, sai o passe que colocou o Rei na cara do goleiro Andrada. O zagueiro Renê derrubou Pelé e cometeu o pênalti. Expectativa no Maracanã.
Como em uma disputa de penalidade, o restante dos jogadores do Santos se posicionaram em cima da linha de meio campo. Naquele momento, eram só, o Rei, a bola, as traves e o goleiro argentino Andrada. Pelé ao seu estilo, bateu no canto esquerdo do arqueiro e marcou o tão sonhado milésimo gol.

O último gol do rei em Brasileiro
E foi há exatos 38 anos, 21/07/1974, que Pelé, marcou seu último gol em Campeonato Brasileiro. A partida contra o Vasco da Gama, o mesmo do milésimo gol, no mesmo Andrada, no mesmo Maracanã, só que com o placar inverso, 2 a 1 para os cariocas. O jogo era valido pela primeira rodada do quadrangular final do Brasileiro de 1974.
O 1º tempo foi amplamente dominado pelo time cruzmaltino, que saiu na frente aos 15 minutos com Luis Carlos. Na volta do intervalo, com a entrada de Claudio Adão no lugar de Nenê, o domínio foi do Santos. O gol de empate, saiu aos 30′ minutos em cobrança de falta de Pelé. Porém, aos 43 minutos, em cobrança de escanteio, Roberto Dinamite desviou, e garantiu os 2 a 1. Mais de 98 mil pessoas estiveram presente nas arquibancadas do Maracanã.
O Vasco terminou como campeão Brasileiro daquele ano, o primeiro de seus quatro títulos.

Paulinho 3×3 Bebeto
Mesmo em tempos difíceis, chamado como épocas das vacas magras, o Santos fez grandes jogos que não saem da memória da torcida. Um desses jogos, foi um Santos e Vasco da Gama no estádio do Maracanã, no dia 07/06/1992 valido pela segunda fase do Brasileiro.
O duelo de gols entre o centroavante Paulinho Maclaren (artilheiro do Brasileiro 1991 com 15 gols) e o consagrado atacante Bebeto (artilheiro do Brasileiro 1992 com 18 gols), com 3 gols cada, empatou um jogo histórico em que o futebol saiu o vencedor.

Rio-São Paulo 1997
A estréia do Rio-SP 97 foi no estádio do Morumbi, empate em 2 a 2 com o Vasco da Gama. O resultado, foi injusto, o Vasco era um bom time, ganharia o Brasileiro naquele ano, mas o Santos dominou o jogo do começo ao fim.Carlinhos e Macedo marcaram para o Santos, que sairia com a vitória por 2 a 1, porém o regulamento inovador para diminuir o número de faltas no futebol, favoreceu o time cruzmaltino. Após a 15ª falta, fosse onde fosse, gerava um tiro livre direto da entrada da grande área, e foi assim que, o Vasco chegou ao empate. Injusto, mas o torcedor saiu satisfeito com o que viu. Era o começo do trabalho de Luxemburgo.
O jogo da volta
O segundo jogo foi disputado em São Januario, e o resultado foi outro empate, esse 3 a 3, com gols de Alessandro Cambalhota(2) e Macedo. O Vasco fez 2 gols com o inovador tiro livre. O resultado levou a disputa para os pênaltis e o Santos venceu por 4 a 3.
O Santos terminou como campeão do Rio-SP 1997. Foi a quinta conquista santista no torneio.

Supercopa da Libertadores 1997
Santos e Vasco da Gama nunca se enfrentaram em uma Libertadores. Em 2012, por muito pouco o encontro não aconteceu.
Mas em 1997 os times se encontraram pela última edição da Supercopa da Libertadores. O torneio que reunia os campeões da América ganhou nessa edição, a participação do clube carioca, graças ao reconhecimento da Conmebol a conquista do título Sulamericano de 1948, torneio antecessor a Libertadores de 1960.
Santos, Vasco, River Plate e Racing integraram o grupo 3. Em jogos de turno e returno, só o melhor se classificava para a segunda fase.
No dia 28/08, o Santos perdeu de 2 a 1 para o Vasco jogando em São Januário. Marcelo Passos fez o gol do Santos.
No dia 16/10 na Vila Belmiro, o Vasco triunfou novamente por 2 a 1. O paraguaio Baez marcou o gol santista.
Apesar das duas vitórias, o Vasco foi eliminado junto com o Santos. O River Plate, que terminaria campeão em cima do São Paulo passou em primeiro lugar no grupo.
A nota é que, a única derrota no torneio do time argentino que tinha sido campeão da Libertadores 1996, aconteceu para o Santos na Vila Belmiro, no dia 22/10 por 2 a 1 com gols de Élder e Macedo.

Rio-São Paulo 1999
Depois do Santos eliminar o Botafogo nas semifinais vencendo os dois jogos (1×0 e 2×0) e o Vasco, eliminar o São Paulo(2×3 e 3×1) as duas equipes voltavam a decidir um título do Rio-SP.
No primeiro jogo, no estádio do Maracanã, no dia 28/02/1999, o Vasco da Gama até então atual campeão da Libertadores, ganhou por 3 a 1 com gols de Mauro Galvão, Juninho Pernambuco e Zezinho, tendo Alessandro Cambalhota anotado o gol santista.
Mesmo tendo que reverter o resultado adverso, mais de 30 mil torcedores santistas compareceram no Morumbi no dia 03/03. Mas foi o Vasco, no fim da primeira etapa, que abriu o marcador com o lateral Zé Maria. Na segunda etapa, um gol relâmpago do Santos. Antes do primeiro minuto, Alessandro Cambalhota empatava, marcando seu quinto gol na competição e se tornando um dos artilheiros do certame. O Vasco segurou, e ainda ampliou com Juninho Pernambucano aos 29′ minutos. Essa foi a terceira conquista de Rio-SP do clube carioca.

O oitavo título Brasileiro
Como esquecer do Vasco da Gama na conquista do título Brasileiro de 2004? Se na última rodada, o Santos teve que vencer o clube carioca para assegurar o sofrido título, na penúltima, teve que torcer muito para o time carioca vencer o adversário direto na corrida pelo certame. Com o gol do zagueiro Henrique, aos 21 minutos do segundo tempo, o Vasco ganhou do Atlético PR e se livrou da ameaça do rebaixamento. Ao mesmo tempo, o Santos ganhava do São Caetano por 3 a 0, e assumia a liderança do campeonato.
No dia 19/12/2004 o Santos enfrentava o aliviado Vasco da Gama, com a volta do aliviado Robinho. O Santos abriu 2 a 0 ainda no primeiro tempo, com gols de Ricardinho em cobrança de falta, e Elano de cabeça. No segundo tempo, Robinho chegou a coroar a sua presença com o seu 22º gol no certame, mas o bandeira anotou impedimento inexistente, mais um gol anulado naquele campeonato. Nem mesmo o gol de Marco Brito para o Vasco, diminuiu a empolgação da torcida santista, que explodiu no Benedito Teixeira em São José do Rio Preto na conquista do oitavo título Brasileiro da história do Santos. De quebra, o Santos marcou 103 gols e detém o recorde da competição.

O último confronto
Motivado com as voltas de PH Ganso e Borges, o Santos em preparação para disputa do mundial, enfrentou o Vasco da Gama na Vila Belmiro, no dia 06/11/2011, pela 33ª rodada do Brasileiro. Para Neymar, era a chance de mostrar que poderia ser eleito o melhor do mundo pela FIFA. Para o Santos, era a chance de reverter a derrota do primeiro turno em São Januário por 2 a 0.
O jogo
Neymar abriu o marcador logo aos 3′ minutos em cobrança de falta. Sem apresentar forças para reagir, o time carioca viu Borges ampliar para 2 a 0 aos 28 minutos do segundo tempo, dando números finais ao prélio. O gol de número 23 do centroavante, quebrando um recorde santista que era de Serginho Chulapa que havia marcado 22 gols no Brasileiro de 1983.

E você, também vibrará com mais um 0 a 0 hoje?


A grande dívida que a Seleção Brasileira tem com o Santos

Ainda bem que Neymar, Paulo Henrique Ganso e Rafael foram dispensados da Seleção Brasileira para poderem atuar pelo Santos na segunda partida contra o Vélez Sarsfield, pelas quartas de final da Copa Libertadores. Qualquer outra medida seria tremendamente injusta com o Alvinegro Praiano, o time que mais se sacrificou pela Seleção Brasileira.

Quem acompanha a história do Santos sabe que, mesmo tendo direito adquirido, ele não disputou as edições da Libertadores de 1966, 67 e 69. A versão corrente é de que o time não se interessava pela competição, que era deficitária, pois a renda ficava para o clube mandante. Mas esta é apenas meia verdade.

Está certo que jogar fora do Brasil, com estádio lotado, e depois enfrentar essas mesmas equipes na Vila Belmiro, com um público pequeno, era prejuízo certo para o Santos. Até porque o clube poderia aproveitar as datas da Libertadores para ganhar uma fortuna com as excursões. Porém, os santistas também sabiam que o título sul-americano dava direito a disputar o título mundial e este sim era importante, pois aumentava ainda mais a bolsa pedida pelo Santos para os jogos amistosos – dinheirão que mantinha o Alvinegro Praiano com um dos melhores elencos do mundo.

CBD desestimulava a participação do Santos na Libertadores

Campeão da Taça Brasil de 1965, o Santos tinha direito de mais uma vez representar o Brasil na Libertadores, mas como o primeiro semestre de 1966 foi usado pela Confederação Brasileira de Desportos (CBD) para selecionar os jogadores e preparar o time que representaria o Brasil na Copa da Inglaterra, no meio do ano, o Santos foi desestimulado pela CBD de participar da competição sul-americana (mais de meio time do Alvinegro Praiano foi inscrito no elenco final que disputou a Copa: Gylmar dos Santos Neves, Orlando Peçanha, Zito, Lima, Pelé e Edu).

A mesma história se repetiu em 1969, quando o primeiro semestre foi utilizado pela CBD para os jogos eliminatórios para a Copa de 1970, no México, e o técnico João Saldanha, depois de anunciar que o Santos seria a base da Seleção, convocou nove jogadores santistas: Cláudio, Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Clodoaldo, Pelé, Toninho Guerreiro e Edu (só não foram chamados os santistas Manoel Maria, que chegou a fazer parte da lista dos 40 finalistas, e o meia Negreiros).

Em todos os seis jogos das Eliminatórias a Seleção Brasileira teve seis titulares do Santos: Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo, Rildo, Pelé e Edu. O goleiro Cláudio só foi cortado porque se machucou em um jogo no Campeonato Paulista, e Toninho Guerreiro só foi cortado porque houve pressão do presidente Garrastazu Médici para convocar Dario Maravilha.

Portando, além das Libertadores que disputou, na maioria delas alcançando no mínimo a semifinal, o Santos deixou de jogar a competição em 1966, 1969 – e também em 1967, pois foi o vice da Taça Brasil de 1966, quando a Libertadores já aceitava também o vice-campeão de cada país.

Assim, permitir que o Santos jogue completo as partidas da Libertadores é o mínimo que a CBF, herdeira da CBD, pode fazer. O justo mesmo seria dar ao Santos o crédito de três participações na Libertadores, pois o clube jamais foi ressarcido pelas vezes em que, para ajudar a Seleção Brasileira, abdicou de lutar pelo título mais importante do continente.

Isso, sem contar 2005

Isso tudo sem contar 2005, em que o Santos foi tremendamente desfalcado pela Seleção antes do jogo de volta contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro. Uma vitória de 1 a 0 ou 2 a 1, em casa, bastaria para levar o Alvinegro Praiano à semifinal, em que enfrentaria um Chivas Guadalajara só com reservas, pois o clube privilegiaria o Campeonato Mexicano. Porém, o técnico Carlos Alberto Parreira convocou Robinho e Léo para um amistoso chinfrin e tirou do Santos a possibilidade de disputar mais um título sul-americano (o que mais doeu é que Léo nem entrou em campo).

Entrevista para Wanderley Nogueira sobre a história do Santos

http://jovempan.uol.com.br/videos/odir-cunha-fala-dos-livros-que-escreveu-para-o-centenario-do-peixe-65663,1,0

Você não acha que a Seleção ainda está em débito com o Santos?


Hoje tem Coutinho, Mengálvio, Edu,Clodoaldo & Cia na Fnac Pinheiros

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Parece mentira, mas Coutinho, o Rei da Área, confirmou presença no lançamendo em São Paulo do livro “100 anos de futebol arte”, hoje, às 19 horas, na Fnac Pinheiros. O genial Coutinho merece nosso carinho e reconhecimento. Ele não poderia ficar fora desta festa do Centenário. E além dele estarão presentes os astros Carlos Alberto Torres, Edu, Clodoaldo, Mengálvio, Lima e Manoel Maria.

Haverá também muitas personalidades santistas, como Arrigo Barnabé, Marcelo Tass… Tenho esperanças de que o grande Zeca Baleiro dê um jeito e passe pela Fnac. O Santos e a Magma Cultural merecem isso.

Rachid mostra imagens da carreata e da festa em Santos

Santistas tomando a Avenida Paulista a caminho da Vila Belmiro. A carreata que saiu do Pacaembu, a casa do Santos na capital, marcou presença no coração de São Paulo. E o Rachid estava lá:


A carreata na serra, depois da concentração no Pacaembu (fotos de Nivaldo Saraiva).

Escola de samba Torcida Jovem pode subir para Grupo Especial

O diretor da Torcida Jovem, Amilton Silva, pede que o blog esclareça um erro cometido pelo site UOL, que confundiu a Torcida Jovem, de São Paulo, com a Sangue Jovem, cuja sede fica em Santos. O samba apresentado é o da Torcida Jovem, cujo nome é “Santos camisa 100. Sua bandeira no mastro é a história de um passado e um presente só de glórias!”. A Torcida Jovem ficou em terceiro lugar no desfile do Grupo 1 de São Paulo. Só as duas primeiras subiriam para o Grupo de Acesso. Entretanto, a decisão está sub-judice, já que as notas das duas primeiras estavam rasuradas.

Reveja o desfile da Torcida Jovem no Anhembi em 2012:

E você, vai à Fnac Pinheiros hoje?


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