Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Eduardo Rezende

Oliveira, Damião, Kappa etc

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Neste sábado, no Pacaembu, às 18h30, a torcida do Santos quebrará o recorde de público do time em 2016. Vá e leve seu filho.

Enquanto você se prepara para participar do recorde de público do Santos este ano, no jogo deste sábado, às 18h30, no Pacaembu, diante do Água Santa, lhe passarei as versões oficiais do clube para a não venda de Ricardo Oliveira para a China, da situação atual do imbróglio com Leandro Damião, o caso de André, a situação do uniforme da Kappa e outros detalhes discutidos ontem na Assembleia do Conselho Deliberativo.

O diretor de marketing do Santos, Eduardo Rezende, visitou o Conselho Deliberativo e por cerca de 40 minutos não só explicou como está sendo o negócio entre o Santos e a Kappa, a marca do uniforme do time, como respondeu a outros aspectos envolvendo o marketing do clube, entre eles a campanha de sócios, sempre adiada, e os poucos locais de venda de ingressos em São Paulo.

Ao final da reunião, perto da meia-noite, quando muitos conselheiros já tinham partido, o senhor José Ricardo Tremura, gerente jurídico do Santos, deu um show de transparência ao falar da tentativa de contratação de Ricardo Oliveira pelo Beijing Guoan, da China; da situação do Santos no caso Leandro Damião/Doyen/Bétis e também do caso do jogador André, contratado pelo alvinegro de Itaquera ao Atlético Mineiro a “custo zero”.

O assédio do Beijing Guoan a Ricardo Oliveira

O senhor Tremura contou que a três dias do fim da janela de transferências o empresário de Ricardo Oliveira procurou o presidente do Santos com uma proposta do Beijing Gouan que consistia em um salário de cerca de dois milhões de reais para o jogador e absolutamente nada para o Santos.

Ao ser lembrado por Roma de que a multa para um time estrangeiro contratar Oliveira era de 50 milhões de euros, iniciou-se uma negociação que durou três dias e que, a 15 minutos para o final da janela, estava entre oito milhões de euros que o Santos pedia, e seis milhões que foram a última oferta dos chineses.

Diante do impasse, o negócio não foi fechado e antes disso, segundo Tremura, o departamento jurídico do Santos já tinha acionado a Fifa por assédio, pois o tempo todo o clube chinês não entrou em contato com o Santos, deixando a negociação a cargo do representante do jogador.

A sombra do prejuízo de Leandro Damião

Em determinado momento do processo de Leandro Damião, o Santos teria de pagar 55 milhões de reais ao jogador – pelos seus direitos até o final do contrato, incluindo os atrasados – e mais os 18 milhões de euros à Doyen, em um rombo considerável para os cofres do clube. Após o recurso, julgado pelo jurista Yves Gandra Martins, em Brasília, e após um acordo entre o Santos e o jogador, a situação ficou assim:

Caso Leandro Damião, liberado pelo Santos para jogar, por empréstimo, pelo Bétis, da Espanha, tenha o seu passe comprado no período de um ano e meio que durará o empréstimo, o Santos terá direito a 45% do valor do passe (outros 45% serão do jogador e 10% do Bétis). Caso não seja negociado, voltará ao Santos, com um salário de 650 mil reais por mês.

O Santos processou a Doyen por agir como instituição financeira, cobrando juros e taxas abusivas, e o processo está em curso. Caso vença, o clube estará livre de dívidas com a empresa estrangeira, mas se perder, terá de pagar os 18 milhões de euros a partir de 2018.

André: Santos está cobrando os 25%

Logo que soube da notícia da contratação de André pelo alvinegro de Itaquera, o senhor Ricardo Tremura diz ter acionado o Atlético Mineiro para que pague ao Santos 25% devidos pelo valor da contratação. O alvinegro de Minas diz que vendeu Giovanni Augusto por R$ 15 milhões e que André saiu do clube a custo zero, portanto o Santos não teria direito a nenhuma porcentagem. Ora, se a moda pega nenhum clube terá mais nenhuma garantia ao comprar o passe de um jogador.

Kappa, negócio temerário?

O diretor de marketing Eduardo Rezende explicou como funciona o negócio de o Santos administrar a produção e negociação de seus uniformes e disse que nos três anos de contrato com a Kappa, empresa italiana especializada na confecção de roupas e acessórios esportivos, a previsão é de que o clube tenha uma renda líquida de seis milhões de reais por ano.

Alguns conselheiros, como Neli Faria, leram informações da mídia que mostravam números bem mais generosos nos contratos dos outros clubes grandes de São Paulo que, no entanto, não precisam se preocupar com todas as fases da produção e comercialização de seu uniforme esportivo. Rezende respondeu que aqueles números publicados pela imprensa não eram reais e que o Santos não havia tido propostas em valores similares.

Outros conselheiros lembraram que uma das vantagens de se responsabilizar pelo próprio uniforme é que o clube poderia oferecer a camisa e outras peças a um preço inferior ao mercado, mas não é isso que está ocorrendo, já que o preço final da camisa oficial está em cerca de 300 reais. Rezende não contestou e disse que agora o uniforme estará em todas as grandes redes, como Centauro, Bayard, A Esportista, pois o clube não mantém mais contrato de exclusividade com a Netshoes.

Minha impressão é a de que, elegante, o diretor de marketing não quis passar a responsabilidade do negócio ao presidente do Santos, pois todos sabemos que foi Roma quem foi à Itália para tentar liberar o passe de Robinho do Milan, no ano passado, e, ao perceber que a viagem tinha sido inútil, pois o jogador acabara de ser liberado pelo clube italiano, o presidente visitou a Kappa e iniciou as tratativas para firmar esse contrato em vigor.

Enfim, como disse o conselheiro Lourenço Lopes, ex-membro do Conselho Gestor destituído por Roma, “oremos para que a economia melhore e o Santos venda muitas camisas”. Eu completaria: e que o time se destaque este ano. Do contrário, ao invés de encontrar uma solução com a comercialização de seus uniformes, o Santos terá mais um problema para administrar.

Campanha de sócios

Mais uma vez foi prometida uma nova campanha de sócios torcedores, para ser lançada brevemente. O autor da promessa foi Eduardo Rezende. Do púlpito, lembrei a ele que quase todos os sites oficiais dos clubes têm, logo na sua home, apelos em letras garrafais para que o torcedor se associe ao clube, mas no site oficial do Santos, por mais que se procure, não há uma única indicação de como o santista pode se associar. Rezende apenas consentiu, com a cabeça, e disse que em breve o Santos lançará uma campanha para atrair mais sócios torcedores.

Sugeri, ainda, levando a ele sugestões de leitores deste blog, que o Santos promova uma grande anistia para atrair os 50 mil sócios que se tornaram inadimplentes nos últimos três anos. Ele só ouviu, mas não prometeu nada.

Poucos pontos de venda de ingressos em São Paulo

Como o próprio Rezende tinha dito que o Santos tem, na Grande São Paulo, um milhão de torcedores, lembrei a ele que enquanto em Santos, uma cidade bem menor, o torcedor pode comprar seu ingresso até em chaveiro e sapataria, na gigantesca São Paulo só há três pontos de venda, e que regiões como o extremo Sul da cidade (Capela do Socorro) e Zona Leste, em que há bairros com 12% de santistas, bem que mereciam ao menos um ponto de venda. Ele concordou e prometeu tomar providências.

Esporte Interativo e Areninha

Antes de me inscrever para falar tive uma rápida conversa com o presidente da mesa, Fernando Bonavides, e obtive sua confirmação de que os casos de assinatura com o Esporte Interativo e a participação do Santos na areninha a ser construída no terreno do Portuários terão, antes, de serem votados pelo Conselho Deliberativo.

Com relação ao Esporte Interativo, mais de 90% dos santistas estão a favor, porém, assim como ocorreu e está ocorrendo com outros clubes, a assinatura do contrato, ou da carta de intenções, precisa ser aprovada pelo Conselho Deliberativo, ou não terá valor legal e poderá ser anulada.

O mesmo ocorre com a participação do Santos na areninha ao lado da Vila Belmiro. Fontes seguras me disseram que caso o estádio realmente seja construído e o Santos entre nessa parceria, o time seria obrigado a mandar 90% de suas partidas em Santos, em um passo gigantesco para a sua eterna regionalização. Sou contra esse comprometimento do clube com um estádio menor, ao lado da Vila, em um mercado que já se mostrou insuficiente para atender a demanda de torcedores do Santos. Que jogue lá de vez em quando, se o estádio realmente sair, mas que jamais assine nenhum documento comprometendo o futuro do clube.

José Carlos Peres está ótimo

Nosso amigo e conselheiro José Carlos Peres, que por apenas 182 votos não se tornou presidente do Santos, passou, há cerca de duas semanas, por cirurgia motivada por uma hérnia abdominal, além de algumas pedrinhas nos rins. Peres está ótimo, recuperando-se em casa e já cheio de planos para o nosso Santos. Temos conversado e é sempre bom ouvir suas ideias. Peres continua pensando à frente dos dirigentes do nosso pobre futebol.

E você, o que acha disso tudo?


Se não foi leão, foi leopardo

Aqui no blog há quem defenda que o Santos tem sido um leão na Vila Belmiro e um gatinho fora dela. Eu era obrigado a concordar. Porém, contra o Figueirense, o time jogou como se estivesse no Urbano Caldeira: teve mais posse de bola, marcou em cima e criou mais oportunidades. A vitória, por 1 a 0 – gol de Gabriel, cobrando pênalti sofrido por ele mesmo, no segundo tempo – foi plenamente justa. Agora, na próxima quinta-feira, às 21 horas, no PACAEMBU, o Santos tem tudo para passar para a se semifinal das Copa do Brasil, contra o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco.

Pena não ter chutado mais a gol, ou o Alvinegro Praiano já sairia de Florianópolis com o confronto decidido. De qualquer forma, o time mostrou uma boa postura. Não fugiu das divididas, empenhou-se fisicamente, teve garra e mereceu até uma vantagem maior. Na verdade, Gabriel fez mais um gol, no primeiro tempo, mas este foi anulado quase um minuto depois de marcado, pois o bandeirinha não sabia quem tinha jogado a bola para dentro da meta do Figueirense.

Parece mentira, mas o mesmo problema ocorrido domingo, no Clássico Alvinegro, aconteceu novamente, com a arbitragem voltando atrás para punir o Santos. Depois de o árbitro confirmar o gol, o bandeirinha o chamou para dizer que o jogador estava impedido. O auxiliar não sabia quem era o santista em posição irregular e, segundo o repórter da Fox, até perguntou ao árbitro se ele tinha visto um jogador de branco tocar na bola. Diante da confirmação, disse que o santista estava impedido. Ora, Gabriel era o único jogador de branco impedido. E se o toque na bola fosse de Ricardo Oliveira, por exemplo? O gol seria invalidado, mesmo sendo legal?

Bem, como já disse Vanderlei Luxemburgo em 2004, “a gente sabe que o Santos tem de marcar dois para valer um”, e o gol veio a 15 minutos para o final do jogo, após uma boa arrancada de Gabriel, parado apenas com falta. O mesmo Gabriel cobrou o pênalti e deu essa importante vitória ao Santos. Meio caminho para a semifinal da Copa do Brasil já se foi. Agora, cabe ao torcedor do Santos lotar o PACAEMBU na próxima quinta-feira, fazer o time jogar como um leão, e passar para a semifinal da Copa do Brasil.

Atuações dos santistas

Vanderlei – Firme, não foi muito exigido, bobeou apenas em uma saída de gol. 6,5.
Victor Ferraz – Muito bom. Técnico, inteligente, apoiou bem e teve pouco trabalho na defesa. 6,5.
David Braz – Regular. 6.
Gustavo Henrique – Firme por baixo e por cima. 7.
Zeca – O ponto fraco da defesa santista. Com a bola, não é ruim, mas marca muito mal. Toma drible de corpo em cima da linha, leva bola nas costas, apavora-se com o atacante. 5.
Thiago Maia – Tem potencial, luta, mas tecnicamente é apenas regular. 6.
Renato – Sabe se colocar, organiza a marcação no meio-campo. 7.
Lucas Lima – Caiu muito na segunda etapa. Não tem repetido suas melhores atuações. 6.
Gabriel – Mesmo com altos e baixos, foi decisivo. Fez dois gols. Um valeu. 8.
Ricardo Oliveira – Sua presença de área incomoda os zagueiros, mas produziu pouco. 6.
Marquinhos Gabriel – Teve mais mobilidade e foi mais útil do que Lucas Lima na armação do jogo. 7,5.
Dorival Junior – Fez o time correr mais e marcar melhor. Quis a vitória e a conseguiu. 7.
Dos jogadores que entraram, Serginho, Marquinhos e Nilson, nenhum teve tempo de mostrar muita coisa, a não ser Marquinhos, que até criou alguma coisa. Mas não têm nota.

Figueirense 0 x 1 Santos
Estádio Orlando Scarpelli, 23/09/2015, 21 horas
Quartas-de-final da Copa do Brasil – jogo de ida
Público Pagante: 9.212 pessoas. Renda: R$ 172.590,00.
Figueirense: Alex Muralha, Leandro Silva, Bruno Alves, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Dener (Jeferson/Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana). Técnico: Hudson Coutinho.
Santos: Vanderlei, Vitor Ferraz, Gustavo, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel e Lucas Lima (Serginho); Ricardo Oliveira (Nilson) e Gabriel (Marquinhos). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Gabriel (pênalti), aos 33 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por Alessandro A Rocha de Matos e Rafael da Silva Alves.
Cartões amarelos: Gabriel, Victor Ferraz e Leandro Silva.

Nada de novo no marketing

O novo gerente de marketing do Santos, Eduardo Rezende, destacou a palavra “novo”, como se tivesse alguma novidade para este setor do clube. Então, fiquei ouvindo seu pronunciamento completo. Porém, não citou uma única vez a palavra mágica – associado -, o único que pode salvar as finanças do clube e por isso precisa ser perseguido, conquistado e priorizado, em uma campanha nacional e em um trabalho de hospitalidade nos jogos do time.

O rapaz só faltou pedir desculpas por um dia ter tido que a saída do Santos era jogar mais no Pacaembu, apesar de ter admitido que começou a torcer para o Santos nos jogos em que o time dividia os estádios da capital com os outros grandes do Estado. O tempo todo ele parecia pedir a aprovação do presidente Modesto Roma para suas palavras, quando a relação deveria ser contrária. Se quem entende de marketing é ele, quem deve dizer o que tem de ser feito para o Santos se tornar do tamanho que a gente quer, é ele, não o presidente, que não sabe nada de marketing e usa o cargo para fazer política. Se Eduardo Rezende não pretende fazer campanha de associados e nem criar uma estrutura para o time jogar mais vezes na Capital, com lucro, então ele foi contratado apenas como um contato de publicidade de luxo, que espirrará logo que fizer algo que descontente o grupo que dirige o clube.

E você, achou que o Santos foi leão, gatinho ou leopardo em Floripa?


Sem garra não vai dar


Este foi o último jogo de Robinho na Vila Belmiro antes de ir para o Real Madrid, em agosto de 2005. Mas o interessante é perceber a garra do time catarinense, que estava perdendo por 4 a 0 no primeiro tempo, diminuiu para 4 a 3 no segundo e quase empata no fim. Esse espírito de luta é que o Santos deve levar para Florianópolis se quiser conseguir um bom resultado hoje. Mesmo sem jogadores famosos e na zona de rebaixamento, o Figueira vem de um bom empate com o Internmacional, em Porto Alegre.

Se o Santos jogar 70% do que costuma render na Vila Belmiro, ele deve vencer o Figueirense hoje, às 19h30, em Florianópolis, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil, em jogo que está sendo anunciado pela Fox Sports. Como manterá o mesmo time que vem de ótimos resultados, e enfrentará uma equipe mediana, que está mais preocupada em não ser rebaixada para Série B do Campeonato Brasileiro, é natural que o Alvinegro Praiano seja considerado favorito. Sabemos, porém, que não é só o nome, a história ou o elenco que definem uma partida. A determinação do time que joga em casa, diante de sua torcida, costuma ser decisiva em boa parte dos jogos.

O alvinegro de Santa Catarina, chamado por seus seguidores de “Furacão”, começou bem, mas está caindo no Brasileiro, a ponto de ocupar a 18ª posição, apenas uma à frente do Vasco. Por isso, para a direção do clube e para o técnico novato Hudson Coutinho, o ideal seria priorizar o Campeonato Brasileiro. Porém, logo que souberam dessa intenção, os torcedores do Figueira usaram as redes sociais para protestar, pois não querem abrir mão de lutar pelo título da Copa do Brasil.

Oriundo das categorias de base do clube, o professor de Educação Física Hudson Coutinho está muito motivado para esse início de carreira como técnico de uma equipe profissional. Para tentar vencer o Santos, ele promete “uma equipe muito determinada e aguerrida, como é a identidade do clube e dos atletas que estão conosco. A tendência é manter o modo de jogar, com marcação intensa e imposição física”.

Percebam que ele fala em “imposição física”, o que quer dizer, popularmente, “chegar junto”, marcar em cima, entrar com vontade nas divididas. Essa tem sido a grande diferença entre o Santos que joga na Vila Belmiro e o que joga fora de casa. Se não houver a mesma disposição física, por mais que tecnicamente os santistas sejam, no todo, superiores, acabarão voltando de Floripa com mais uma derrota na bagagem.

Figueirense x Santos
Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, 19h30
Transmissão de tevê anunciada pela Fox
Arbitragem: Anderson Daronco (Fifa-RS), auxiliado por Alessandro Matos (BA) e Rafael Alves (RS).
Figueirense: Alex Muralha; Leandro Silva, Thiago Heleno, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso. Dener, João Vitor, Fabinho e Yago; Clayton e Thiago Santana (Marcão). Técnico: Hudson Coutinho.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabigol, Marquinhos Gabriel e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.

Conheça o novo gerente de marketing
Apresentação de Eduardo Rezende, novo gerente de marketing do Santos. Ouça o que ele diz e analise o que podemos esperar dele.

O que você acha do jogo de hoje e do novo gerente de marketing?


Nascemos santistas

guarulhos - com a cupula do Nasci Santista Eu com os líderes do movimento “Nasci Santista”, de Guarulhos. Marcelo está à minha esquerda e Ivan, idealizador do grupo, veste a camisa azul.

Dizem que o novo gerente de marketing do Santos, Eduardo Rezende, está convencido de que o Santos é maior do que a Vila Belmiro. Bem, se ele conseguir lançar uma campanha de associados e trazer alguns jogos para o Pacaembu, já terá feito alguma coisa. Como se sabe, os dois gerentes anteriores, Alex Fernandes e Paulo César Verardi, entraram e, quase sem nenhum apoio, saíram sem ter feito nada. E o Santos, como testemunhei mais uma vez no sábado, em Guarulhos, é um agremiação nacional e não pode ser tratado como time de bairro.

Fui ao encontro, na Associação dos Servidores Municipais de Guarulhos, de um grupo de torcedores do Santos batizado “Nasci Santista”. A ideia foi do guarda municipal Ivan, logo apoiado pelo advogado Marcelo Santos Cruz, pelo Alex, e por outros santistas de Guarulhos que, em menos de um mês, já chegaram a mais de 100 inscritos, e seguem crescendo.

Com um milhão e 300 mil habitantes, Guarulhos é a cidade mais populosa do Brasil dentre as que não são capitais, detém o segundo maior PIB do Estado e o oitavo maior do Brasil. E está repleta de santistas.

“Tive a ideia de fazer alguma coisa quando o Santos entrou na zona de rebaixamento”, diz Ivan. “Começamos com sete pessoas, pelo whatsapp, e chegamos a cem rapidinho”.

Marcelo completa:

“Não queremos cobrar mensalidade. Só vamos exigir que os filiados sejam sócios do Santos. Queremos participar da vida do clube”.

Mesmo próxima da Zona Leste de São Paulo, a cidade de Guarulhos, assim como Osasco e outras da Grande São Paulo, é um reduto de santistas. Mas fica difícil acompanhar o time se ele jogar só na Vila Belmiro:

“Recentemente fui ver um jogo lá e gastei 200 reais. Ficaria bem mais acessível para nós se o Santos jogasse também no Pacaembu”, diz Marcelo.

Assim como esses bravos santistas de Guarulhos, centenas de outros grupos de torcedores do Santos se espalham por cidades brasileiras, à espera de uma oportunidade para contribuir para o crescimento do clube e afastar de vez a possibilidade de viver vexames dentro e fora do campo.

guarulhos - com a turmaContei algumas histórias do Clássico Alvinegro e depois molhamos o bico.

E você, onde nasceu santista?

O domingo em que o Santos foi campeão diante do rival, no Pacaembu, com pênalti contra e dois jogadores a menos


Foi um 0 a 0, mas como eu vibrei com esse jogo!

O jogo de domingo me lembrou outro Clássico Alvinegro que me marcou. Em 27 de março de 1966, um domingo, 43.603 pessoas lotaram o Pacaembu para ver Santos, sem Pelé, e Corinthians, com o time completo, incluindo Rivelino e Garrincha, jogarem pela última rodada do Torneio Rio – São Paulo. O árbitro era Ethel Rodrigues, que aos 30 minutos expulsou Coutinho, e diante da reclamação dos santistas, expulsou também Mengálvio. Aos 44 minutos, o juizão marcou pênalti contra o Santos.

Veja que situação, amigo e amiga santistas: o Santos tinha um pênalti contra e dois jogadores a menos. Caso sofresse o gol, inevitavelmente perderia a partida e a chance de brigar pelo título do torneio. Pois veja como são as coisas: Laércio defendeu o pênalti cobrado por Flávio, o Santos se segurou o segundo tempo todo e no finalzinho da partida quase que Toninho Guerreiro, em jogada individual, dá a vitória ao Glorioso Alvinegro Praiano. De qualquer forma, o empate, em 0 a 0, acabou tornando quatro times campeões do Torneio Rio-São Paulo de 1966, entre eles o nosso heróico Santos, que não perdeu do rival mesmo com pênalti contra, dois jogadores a menos, sem Pelé e diante de mais de 40 mil torcedores do adversário.

E você, onde nasceu santista?


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