Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Emirados Árabes

Você aceita Adilson Batista como técnico do Santos?

O técnico Abel Braga, que andava dizendo que seu sonho era treinar o Santos, decidiu cumprir seu contrato com o Al Jazira, dos Emirados Árabes, segundo o site do Milton Neves.

O xeique Hamdan Bin Zayed Al Nahyan teria perdoado a multa, mas disse que ficaria triste com a saída do técnico. Como nunca se sabe o que a tristeza de um xeique pode provocar, Abel Braga resolveu ficar por lá mesmo e cumprir o seu contrato até maio.

Com isso, o Santos fica sem técnico titular. A única opção no mercado para substituir o interino Marcelo Martelotte é Adilson Batista, que neste Brasileiro já treinou Cruzeiro e Corinthians. Será que ele seria uma solução para o Santos?

Nascido em Adrianópolis, Paraná, em 16 de março de 1968, Adilson Dias Batista tem apenas 42 anos, apesar de aparentar mais. Foi um bom zagueiro e trabalha como técnico há 10 anos.

Não se pode dizer que seja um vencedor na nova profissão. Seus únicos títulos foram quatro estaduais, com América de Natal (2002), Figueirense (2206) e Cruzeiro (2008 e 2009), além do Torneio de Verão, com o Cruzeiro, no Uruguai, em 2009.

Será que Adilson poderia fazer este Santos jogar melhor? Será que com ele o time teria mais chances de lutar pelo título brasileiro? E para a Libertadores, será que ele conseguiria montar uma equipe campeã?


Abelão quer sugar o Santos

Abelão ou Abelhão?

Fiquei sabendo, pelo Luis Carlos Quartarolo, da Jovem Pan, que o Abel Braga, atualmente treinando o Al Jazira, dos Emirados Árabes, pediu um salário de 900 mil reais para ser técnico do Santos. Acho que o Abelão está ficando maluco, e, se for contratado, a maluquice será da diretoria santista.

O que os técnicos de alguns times brasileiros têm ganhado é um absurdo, um salário irreal que não condiz com o trabalho e a competência que possuem. Com 600 mil reais o Santos paga o salário de três craques e aí pode colocar o faxineiro para escalar o time.

Quanto ao Abel Braga, este carioca de 58 anos que parece estar querendo fazer o seu pé-de-meia antes da aposentadoria, eu não pagaria mais do que 150 mil reais por mês. E olhe lá. Afinal dos 27 clubes que já treinou, só conquistou cinco títulos estaduais, além da Libertadores e do Mundial com o Internacional, em 2006.

Não podemos nos esquecer, porém, que em 2007 Abel foi demitido do mesmo Internacional por não ter passado da primeira fase da Libertadores. E também é importante lembrar que ele consegiu perder duas finais de Copa do Brasil em pleno Maracanã: em 2004 dirigia o Flamengo e perdeu o título para o Santo André; no ano seguinte era técnico do Fluminense e foi derrotado pelo paulista de Jundiaí.

O título da Libertadores e o Mundial foram exceções na carreira medíocre de Abelão, ainda complicada com vários casos de indisciplina, truculência, e suspensões de até 90 dias. Enfim, está longe de ser o técnico ideal para dirigir o futebol leve e ofensivo dos Meninos da Vila.

Montar um time de futebol só exige bom-senso

O leitor deste blog talvez se recorde que no dia 20 de setembro eu fiz um post cujo título era “O novo técnico do Santos”, em que eu contava que o Luis Álvaro e seu fiel escudeiro Fernando Silva tinham me convidado para ser o técnico que substituiria o Dorival Junior. Corria o imbróglio com o Dorival e eu pressentia que ele não ficaria mais no Santos.

Então, nesta historinha inventada, eu dizia ao Laor e ao Fernando Silva que preferia o Léo ao Alex Sandro, pela experiência. Disse-lhes ainda que no meio-campo colocaria dois volantes – Arouca e Rodriguinho, ou, caso este ainda estivesse machucado, o Roberto Brum – e dois meias ofensivos: o Madson e o Alan Patrick.

Quanto ao Danilo, seria afixado na lateral-direita, no lugar do Pará. Quando me perguntaram sobre o Zezinho, eu respondi: “Vai passear com o Huguinho e o Luizinho”, brinquei, mas logo corrigi: “Ainda não está no ponto. Pode vir a ser um grande jogador. É canhoto, tem alguma habilidade… mas pra ser titular não dá”.

Disse também que gostaria de ver o Tiago Alves no banco de reservas e que o Marquinhos poderia ser uma opção para o segundo tempo, se o time precisasse de alguém para segurar mais a bola (até porque seu fôlego parece dar, no máximo, para meio tempo).

Então, veja o leitor e a leitora, que mesmo antes da saída de Dorival Junior eu já sugeria mudanças que foram adotadas depois e deram neste time que conquistou 13 dos últimos 18 pontos disputados.

Sou um gênio? Enxergo mais do que técnicos que ganham fortunas por mês? Não vejo assim. Sou apenas um sujeito ligado em futebol e no Santos o tempo inteiro, que já jogou um pouquinho, assistiu a milhares de jogos, ouviu centenas de técnicos e jogadores, leu e estudou o esporte, fez cursos, ouve com atenção os comentários que chegam a este blog e tem a capacidade de ponderar sobre todas as informações para chegar a conclusões lógicas.

Um técnico que caia de para-quedas agora no Santos, terá, por exemplo, o discernimento para analisar o time e chegar a decisões acertadas? Não creio. Ao menos por enquanto, o ideal para o time é prosseguir com Marcelo Martelotte, que ao menos está se mostrando coerente, e humilde para ouvir conselhos e, principalmente, sentir a sabedoria que vem do torcedor.

Ninguém conhece mais o clube do que a opinião consensual que vem do torcedor. Não falo de um ou outro torcedor, mas da média geral. Quando cismam que um jogador é perna de pau, é porque é mesmo. Se acham que é craque, geralmente é. Há exceções, mas são sutis.

Se o Martelotte continuar fazendo o óbvio, sem inventar, já será uma maravilha. Técnicos afamados têm a mania de tomarem decisões inusitadas, só para justificar a fortuna que recebem. Geralmente, levam seus times à ruína financeira, e, ultimamente – casos de Vanderlei Luxemburgo e Luís Felipe Scolari – também técnica.

O Santos não pode cair nessa. Com 900 mil mensais dá para pagar o salário de três craques e montar um timaço para a Libertadores. Aí, chama o faxineiro da Vila para escalar o time. Se ele não puder, eu faço o sacrifício ou indico alguém deste blog.

E você, acha que Abel Braga quer sugar o santos? Vale a pena pagar um salário superior a 150 mil a um técnico de futebol? Por quê?


Seleção de Mano sentiu falta de Ganso e Neymar

Reveja os melhores lances e repare que logo no início a arbitragem tira um gol do Irã.

Para Neymar, acabou sendo bom não ter sido convocado por Mano Menezes para enfrentar o Irã. O pífio desempenho da Seleção Brasileira contra um time que perderia de goleada para dezenas de equipes brasileiras, mostrou que sem ele e Paulo Henrique Ganso a Seleção se torna uma equipe comum, sem criatividade.

A arte e a beleza do futebol de Ganso e Neymar, que encantaram o mundo no amistoso contra os Estados Unidos, ontem não entraram em campo. O técnico teve de admitir isso:

“Você não encontra outro jogador com a característica de Ganso. Um Ganso não nasce com essa frequência. Esperamos bastante tempo para encontrar um e já terei que mudar a formação do meio-campo”, disse Mano, ressaltando o talento do meio-campo santista que operou o joelho e só deverá voltar aos treinos com bola no início do ano que vem.

Sobre Neymar, que não foi convocado por motivos “disciplinares”, Mano não falou para não dar o braço a torcer, mas deu a entender que o também novato Philipe Coutinho não correspondeu e deverá sair do time no amistoso de segunda-feira, às 15h30m, contra a Ucrânia, na Inglaterra. Seu provável substituto será o corintiano Elias.

O Brasil ganhou de 3 a 0 do fraquíssimo Irã mas ficou longe de convencer. Sofreu um gol legal de Gholami logo aos 4 minutos de jogo, mas o lance foi erradamente anulado pelo árbitro Farid Ali, dos Emirados Árabes, que marcou impedimento. E no início do segundo tempo o Irã perdeu grande chance para empatar, em uma falha da defesa brasileira.

Os ex-santistas Robinho e Wersley jogaram. O primeiro foi substituído por Nilmar no segundo tempo, e Wesley entrou no lugar de Lucas.

Brasil 3 x 0 Irã

Brasil – Victor; Daniel Alves, David Luiz, Thiago Silva (Réver) e André Santos; Lucas (Wesley), Ramires (Sandro), Carlos Eduardo (Giuliano) e Philippe Coutinho (Elias); Robinho (Nilmar) e Alexandre Pato. Técnico: Mano Menezes.

Irã – Rahmati; Saifi, Heydari, Hosseini e Nosrati; Timotian, Nouri (Milad), Nekounan e Shojaei (Bagher); Gholami (Fard) e Zanidpour (Mobali). Técnico: Afshin Ghotbi.

Gols – Daniel Alves, aos 13 minutos do primeiro tempo; Alexandre Pato, aos 23, e Nilmar, aos 46 minutos do segundo tempo.

Árbitro – Farid Ali (Emirados Árabes Unidos).

Cartão amarelo – Robinho (Brasil)

Local – Estádio Zayed Sports City, em Abu Dabi (Emirados Árabes Unidos).

E você, o que achou da Seleção de Mano Menezes sem Ganso e Neymar?


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