Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Será que vamos ver o Santos jogar futebol hoje?

Eu nem digo ganhar ou empatar, pois sei que será difícil. Digo “jogar” futebol como o Santos deve jogar: com coragem, determinação, com a mentalidade voltada para a vitória em qualquer campo e contra qualquer adversário. Se atuar assim, o santista nem se importará muito com o resultado. O que ele não quer é ver um time retrancado, sem inspiração, com medo da própria sombra.

Tudo bem que faltarão apenas Neymar e Arouca, servindo a Seleção sangue-suga do José Maria Marin e do Andres Sanchez, mas a verdade é que sem Neymar o time tem sido outro, bem abaixo do que é quando o Menino de Ouro está em campo. O que nos resta é esperar que os outros jogadores tenham sangue nas veias, vergonha na cara e mostrem que seus salários não dependem de um garoto de 20 anos.

Mas as perspectivas para o Alvinegro Praiano não são boas hoje, às 21 horas, no Engenhão (transmissão do Sportv). O técnico Muricy Ramalho deve escalar a equipe com Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano, Gerson Magrão, Patito Rodríguez e Bernardo; Felipe Anderson e André. Minha opinião é que se não correr e não se doar muito, o Santos volta do Rio com outra derrota no lombo.

É claro que o favorito é o Fluminense, que luta pelo título. O Santos está recheado de jogadores que ainda não convenceram. E nem ao menos espírito de luta – o que estamos vendo emn outras equipes, como Náutico, Sport, Bahia e Figueirense… – esses rapazes estão demonstrando. Hoje é um bom dia para checar quem merece ficar e quem já está fazendo hora-extra no Alvinegro da Vila.

A Suzana, otimista como ela só, acha que hoje, só porque as chances são mínimas e os jogadores estão em xeque, o Santos vai ganhar. Será? Tomara. É o tipo de jogo que ou vai, ou racha!

Retrospecto de Santos x Fluminense

Por Wesley Miranda

Santos e Fluminense se enfrentaram 84 vezes em pouco mais de 94 anos de confronto. O duelo segue equilibrado, com ligeira vantagem para o time do Rio. O Santos tem 32 vitórias contra 19 empates e 33 vitórias do Fluminense. O Peixe marcou 137 gols e o tricolor 143.

Em Brasileiros, desde o primeiro confronto, no Robertão de 1967, são 47 jogos, com 16 vitórias do Alvinegro Praiano contra 10 empates e 21 vitórias do tricolor. O time de Vila Belmiro anotou 66 tentos e o das Laranjeiras 71.

Artilheiros do confronto
Os maiores artilheiros da história do Santos, Pelé (1.091) e Pepe (405), marcaram cinco gols cada em jogos contra o Fluminense. Na vice artilharia, o arquiteto da bola, Dom Antoninho Fernandes, aparece com quatro gols. Com três gols vêm Pagão, Toninho Guerreiro, Serginho Chulapa, Giovanni, Deivid, Kleber Pereira e Zé Eduardo.

Primeiro jogo
O primeiro confronto entre Santos e Fluminense foi um amistoso na Vila Belmiro há pouco mais de 94 anos, no dia 9 de junho de 1918, com quebra de recorde de renda, com 5.850$000 réis.

Apesar do entusiasmo da torcida, o Santos sofreu a maior goleada da história do confronto: 6 a 1. O único gol santista foi do craque Arnaldo Silveira. O time do Rio tinha acabado de conquistar o bicampeonato carioca (o 7º em 12 anos) e seria tri em 1919.

Primeiro encontro em competição
Depois de mais dois amistosos nos anos 30, com um empate na Vila Belmiro por 1 a 1 em 1930 (gol de Evangelista) e uma derrota nas Laranjeiras por 4 a 2 em 1931 (dois de Feitiço), o Santos, enfim, conquistou sua primeira vitória frente ao tricolor. E foi no recém criado Rio-SP, em 1933, na Vila Belmiro. O Santos venceu por 4 a 3, em 15/07, com gols de Victor Gonçalves (2) e Raul Cabral Guedes (2).

No dia 02/08, marcaram um amistoso no estádio das Laranjeiras e o Fluminense deu o troco, vencendo por 4 a 2 (Logu e Gybi marcaram para o Santos). No returno do Rio-SP, jogando no estádio das Laranjeiras, nova vitória santista: 2 a 1 no dia 08/10, com gols de Giby e Mário Seixas.

A estreia do Canhão
Pela segunda rodada do Torneio Rio-SP de 1954, no dia 23/05, Santos e Fluminense se enfrentaram no Pacaembu. Vitória do Fluminense por 2 a 1 com dois gols de Quincas, tendo Vasconcelos marcado o único tento santista. Mas o fato histórico da partida foi a estreia de um jovem de 19 anos que entrou no lugar de Boca, que já havia entrado no lugar de Del Vecchio. O técnico do Santos, o italiano Giuseppe Ottina, dava a primeira oportunidade para o menino José Macia, o Pepe.

Giuseppe Ottina saiu do comando do Santos após quatro derrotas em quatro jogos do Rio-SP. Coube então, ao seu substituto, Luis Alonso Peres, o Lula, ex-treinador da base que já trabalhara com o então menino Pepe, dar continuidade no trabalho e lançá-lo para o mundo.

O nascimento do gol de placa
No dia 05/03/1961, em partida válida pelo Rio-SP, no Maracanã, um gol entrou para a história. Pelé driblou sete jogadores do Fluminense e fez o famoso gol de placa. A expressão foi inventada pelo jornalista Joelmir Beting e a placa de bronze em homenagem ao tento foi instalada no Estádio Maracanã. Nascia ali o gol de placa. Pelé já tinha marcado um tento no jogo e Pepe completou os 3 a 1.

O Peixe formou com Laércio; Fioti, Mauro, Dalmo e Calvet; Zito e Mengálvio (Nei); Dorval, Coutinho, Pelé e Pepe (Sormani).

Infelizmente, não se tem imagens do gol, e o curioso é que as TVs Tupi, Record, Atlântida e o Canal 100 gravaram o lance. No filme “Pelé eterno” reproduziram o gol. Reparem no vídeo que o jogador que interpreta o gênio Coutinho é nada mais nada menos que o monstro Arouca.

Homenagem aos cariocas
Para homenagear os torcedores cariocas que tanto apoiavam o Santos em decisões internacionais no Maracanã, a diretoria santista teve a brilhante ideia de cada jogador entrar em campo com uma camisa de um clube carioca. Gilmar (Santos); Ismael (Madureira), Olavo (Vasco da Gama), Lima (Campo Grande) e Joel Camargo (Flamengo); Mengálvio (América), Peixinho (Bangu), Rossi (São Cristovão), Toninho (Portuguesa), Pelé (Olaria) e Pepe (Fluminense).

A partida realizada pelo Rio-SP no dia 22/03/1964 terminou 1 a 0 para os comandandos de Lula, com Pepe, que ironicamente entrou com a camisa do Fluminense, anotando de pênalti o gol santista. Do lado do Fluminense, um jovem lateral direito começava a despertar a atenção dos dirigentes santistas: Carlos Alberto Torres.

A invasão santista
O time mágico do Santos invadiu o coração de torcedores do mundo todo, em especial da torcida carioca que lotava o Maracanã com média de mais de 100 mil torcedores.

Vitória em cima do futuro campeão I
Todas as vezes que o Fluminense obteve o título Brasileiro, perdeu para o Santos durante a competição. Na primeira delas, no dia 18/11/1970, o Santos venceu o Fluminense por 1 a 0 no Pacaembu pelo Roberto Gomes Pedrosa . O gol da vitória foi do carioca Abel Verônico.

O Peixe, com cinco jogadores que tinham recém conquistado a Copa de 1970, formou com Cejas; Carlos Alberto Torres, Djalma Dias, Joel Camargo e Rildo (Turcão); Clodoaldo e Léo; Árlem, Edu, Pelé e Abel.

Vitória em cima do futuro campeão II
Depois de empatarem em 1 a 1 a primeira partida no Morumbi, na estreia do Campeonato Brasileiro, no dia 29/01/1984, com Serginho Chulapa anotando o tento santista e Washington para o tricolor das Laranjeiras, Santos e Fluminense voltaram a se enfrentar no Maracanã no dia 26/02/1984. Vitória do Peixe por 1 a 0 com gol de Gersinho.

O Peixe do técnico Formiga formou com Rodolfo Rodriguez; Toninho Carlos, Davi (Pagani), Betão, Toninho Oliveira; Pita, Lino, Ronaldo Marques, Márcio Fernandes, Gersinho(Serginho Dourado) e Luís Gustavo.

Duelo das vacas magras
No Brasileiro de 1993, as duas equipes fizeram um duelo eletrizante no estádio das Laranjeiras. Com destaques para Guga, com dois gols para o Santos, e Nilson, com dois gols para o Fluminense. O Santos bateu o tricolor em seus domínios por 4 a 3. Completaram o placar: Axel e Sérgio Manoel (Santos) e o zagueiro Andrei (Fluminense).

O Peixe do técnico José Macia, o Pepe, formou com Velloso; Índio, Lula, Marcelo Fernandes e Eduardo; Axel, Gallo, Darci (Ranielli) e Márcio Griggio; Guga (Neizinho) e Sérgio Manoel.

Na ocasião, as duas equipes viviam seus momentos mais delicados de suas respectivas histórias. O Santos completaria em dezembro nove anos de jejum de títulos e o Fluminense oito anos.

O maior de todos os tempos
Sem sombra de dúvidas, o maior embate entre as duas equipes aconteceu nas semifinais do Brasileiro de 1995. O Fluminense não estava mais no jejum de títulos, pois havia conquistado o Carioca de 1995. Por sua vez, o Santos comandando por Giovanni lutava bravamente para quebrar o seu jejum.

O time do Rio se classificou para as semifinais do Brasileiro de 1995 no primeiro turno e o Santos se classificou no segundo.

O Peixe do técnico Cabralzinho formou com Edinho; Marquinhos Capixaba, Narciso, Ronaldo Marconato e Marcos Adriano; Carlinhos, Gallo, Giovanni e Marcelo Passos (Pintado, depois Marcos Paulo); Camanducaia (Batista) e Macedo.

Todos conhecem a história épica de um dos maiores jogos do Santos. Aqui, a produção de Cássio Barco e Gustavo Serbonchini, ambos do Globoesporte.com. Emocionante.

Jogo 200 de Elano e goleada
Com a punição de mandos de campo no episódio do copo de água arremessado no técnico Hélio dos Anjos, do Vitória, em jogo na Vila, o Santos jogou contra o Fluminense em São José do Rio Preto, no estádio Benedito Teixeira, no dia 30/10/2004.

O jogo que marcou o jogo 200 do meia Elano foi um baile santista com um sonoro 5 a 0, com gols de Robinho (2), Deivid (2) e Laerte contra. O rei do drible fez uma bela exibição, levando o Santos para o topo da tabela com 72 pontos. Depois desse jogo, Robinho só voltaria a atuar na última rodada, contra o Vasco, devido ao sequestro de sua mãe.

O Peixe comandado pelo técnico Luxemburgo formou com Mauro, Paulo César, Leonardo, André Luís e Léo; Fabínho, Ricardo Bóvio (Zé Elias), Ricardinho (Marcinho) e Elano; Robinho (Basílio) e Deivid.

Virada e goleada no Maracanã
A primeira vitória do Santos no Brasileiro de 2009 foi de virada contra o Fluminense no dia 24/05. Logo aos 9 minutos, Mariano abriu o marcador para os donos da casa. O Santos só chegou ao empate aos 37 minutos, com o colombiano Molina. Mas foi no segundo tempo que o Santos consolidou a vitória com Mádson aos 6 minutos e Kleber Pereira aos 39 e 41 minutos. O Santos do técnico Vagner Mancini formou com Fábio Costa, Luizinho, Fabão, Domingos e Léo (Pará); Roberto Brum, Rodrigo Souto, Paulo Henrique Ganso (Paulo Henrique) e Madson; Molina (Neymar) e Kléber Pereira.

Vitória em cima do futuro campeão III
Já garantido na Libertadores 2011 e com o PH Ganso gravemente lesionado, o Santos não disputou o Brasileiro com o mesmo ímpeto dos campeonatos do primeiro semestre. Oposto do Fluminense, que lutou pelo título até a última rodada. Indiferente da posição da tabela dos times no certame, o Santos ganhou do Fluminense jogando em pleno Engenhão com 3 gols de Zé Love. O Peixe do técnico interino Marcelo Martelotte formou com Rafael; Pará, Vinícius Simon, Durval e Léo; Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick (Alex Sandro); Neymar e Zé Eduardo (Felipe Anderson).

No primeiro turno, o time carioca comandando pelo técnico Muricy Ramalho havia vencido o Santos na Vila Belmiro por 1 a 0.

Seja bem vindo David Lucca
Santos e Fluminense se enfrentaram na Vila Belmiro em partida válida pela oitava rodada do Campeonato Brasileiro, no dia 24/08/2011, dia de nascimento do primeiro herdeiro do ídolo Neymar: David Lucca. O Peixe venceu por 2 a 1 com dois gols de Borges, que homenageou o papai Neymar na comemoração do segundo gol.

O Santos do técnico Muricy Ramalho, que enfrentava pela primeira vez o clube no qual foi campeão Brasileiro 2010, formou com Rafael, Danilo, Durval, Edu Dracena e Léo; Arouca, Henrique, Elano (Adriano) e Paulo Henrique Ganso (Bruno Aguiar); Neymar e Borges (Alan Kardec).

O último confronto
No primeiro turno do Brasileiro de 2012, no dia 06/06, Santos e Fluminense empataram na Vila Belmiro em 1 a 1. Renteria marcou o seu segundo gol com a camisa santista, e o segundo gol contra o Fluminense. Ele havia marcado na derrota santista por 3 a 2 no Raulino de Oliveira pelo Brasileiro 2011.

Desfalcado do trio olímpico Neymar, Rafael e Ganso, o Santos formou com Aranha; Maranhão, Edu Dracena, Durval e Juan (Felipe Anderson); Adriano, Arouca, Elano (Geuvânio), Léo e Alan Kardec (Victor Andrade); Renteria.

E pra você, como o Santos deve jogar hoje contra o Flu?


Faltou confiança para os reservas do Santos

Só no segundo tempo, depois de praticar um futebol amarrado e terminar a primeira etapa perdendo pro 1 a 0, é que o Santos viu que o bicho não era tão feio e foi melhor (ou menos ruim) do que o Botafogo, chegou a criar chances de gol – que Bruno Rodrigo e Maikon Leite desperdiçaram – e no final deram a Muricy Ramalho sua primeira derrota como técnico do Alvinegro Praiano.

É difícil fazer uma análise individual. De Pará, Charles e Rodrigo Possebon nunca espero nada e eles não me surpreenderam. Gostei de Vinícius Simon, da visão de jogo de Roger e da movimentação de Richely.

Alex Sandro, como sempre, teve altos e baixos, mas hoje melhorou no segundo tempo e foi o atacante mais perigoso do Santos. Maikon Leite entrou com sono, estado em que Keirrison passou o tempo todo.

Alan Patrick se enroscou com a bola e acabou substituído. Tiago Alves estava melhor e também foi substituído. Bruno Rodrigo foi mais ou menos e perdeu um gol feito. Bruno Aguiar foi discreto. Até demais.

Colocar Pará como capitão deve ter sido uma tentativa de Muricy de despertar o espírito de liderança e responsabilidade do lateral, mas não deu certo. Pará foi o mesmo jogador errático e inseguro de sempre.

Tudo bem que era um time reserva e estava desentrosado. Mas mesmo assim poderia ter realizado um pouco mais. Perdeu de um dos piores times do campeonato. Dos que jogaram hoje, ninguém merece reivindicar a titularidade. Mas fiquei com boa impressão de Roger. Acho que vai virar.

E você, o que achou de Botafogo 1, Santos 0? E dos jogadores?


Não me surpreenderia se o Santos vencesse o Botafogo


Pelé x Garrincha, na grande decisão da Taça Brasil de 1962, no Maracanã (Imagem: Blog do Odir).

Eu sei que logo mais, às 18h30m, o técnico Muricy Ramalho escalará um time de reservas para enfrentar o Botafogo, no Engenhão. Sei também que o alvinegro carioca terá a estreia do atacante Elkeson. Mesmo assim, acho que o Santos dará trabalho e poderá até vencer.

Reserva, reserva mesmo, que não tem condição de jogar, a não ser que o titular esteja machucado, este Santos de hoje só tem dois jogadores: os volantes Charles e Rodrigo Possebon.

Aranha é um goleiro experiente, que não deve comprometer. A linha de três zagueiros é boa: Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo e Vinícius Simon. Alex Sandor chegou a ser titular da lateral-esquerda.

Pará, Alan Patrick, Maikon Leite e Keirrison já jogaram várias vezes este ano. Acho que o time cairá um pouco se Keirrison for substituído pelo garoto Tiago Alves, e não sei o que achar caso Pará dê o lugar ao estreante Roger.

Uma coisa é certa: este Santos é um franco-atirador e não tem muito o que temer deste limitado Botafogo do técnico Caio Júnior. Loco Abreu e Herrera, os atacantes mais perigosos do adversário, não jogam hoje.

A arbitragem é uma incógnita. O imprevisível Heber Roberto Lopes (Fifa-PR) será auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Alessandro Rocha de Matos (Fifa-BA). Espero que hoje não este nos seus dias “caseiro”.

Os times mais prováveis são: BOTAFOGO – Jefferson; Alessandro, Antônio Carlos, Fábio Ferreira e Cortês; Marcelo Mattos, Lucas Zen, Everton e Maicosuel; Elkeson e Alex.

SANTOS – Aranha; Bruno Aguiar, Bruno Rodrigo, Vinícius e Alex Sandro; Charles, Possebon, Roger (Pará) e Alan Patrick; Maikon Leite (Tiago Alves) e Keirrison.

Já foi o maior jogo do mundo

O clássico alvinegro de hoje já foi considerado o maior duelo do futebol mundial. Na decisão da Taça Brasil de 1962, no Maracanã, os dois times reuniram oito titulares e três reservas da Seleção Brasileira bicampeã da Copa do Chile, com destaque para Pelé e Garrincha.

O jogo de hoje, muito menos importante, será o quinto entre as duas equipes no Estádio João Havelange. Até agora, a vantagem é santista, com duas vitórias, um empate e apenas uma derrota.

Minha análise

O Botafogo vem de uma derrota para o Palmeiras e, em casa, tem a obrigação de vencer os reservas do Santos. Aí que mora o perigo para o time carioca, pois os times de Muricy adoram ser atacados para poder jogar na base dos contra-ataques. E hoje os rápidos Maikon Leite e/ou Tiago Alves estarão em campo.

Eu poderia reclamar a presença de Felipe Anderson, mas entendo o técnico. Como ele quer dois volantes – no caso, Charles e Rodrigo Possebon – e como Alan Patrick já é um meia quase titular, se Muricy colocasse Felipe Anderson, não poderia estrear Roger. Porém, se ao invés de Roger, o técnico preferir Pará, ficarei sem entender a ausência de Felipe.

Não dá para negar que o Botafogo é favorito – pelo maior entrosamento entre seus jogadors e por jogar em casa -, mas uma surpresa não está fora de cogitação. Mesmo sem os titulares, este Santos que se apresentará esta tarde no Engenhão não é muito pior do que muito time titular deste Brasileiro.

E você, que pressentimento tem para este Botafogo e Santos? Será que dá?


Põe o Roger-Neymar no time, Muricy!


Roger, marcando Dimba, no treino de hoje no CT Rei Pelé. Meia pode estrear amanhã, contra o Botafogo (Foto: Comunicação Santos FC).

Fiquei sabendo que no treino de hoje o técnico Muricy Ramalho tirou Roger do time titular e colocou Pará no meio-campo. Fiquei preocupado. Um meia ofensivo que perde o lugar para o improvisado Pará não deve ter causado boa impressão, ou o técnico prefere um esquema mais defensivo.

Espero estar errado. Depois de ver Roger jogar, por vídeo, fiquei com boa expectativa. Ele tem lances de craque. Gostaria que tivesse sua primeira chance no time contra o Botafogo, neste sábado, no Engenhão. Aliás, seria uma das poucas novidades em uma partida em que o Santos escalará apenas reservas.

A diferença entre ele e o Pará é que Roger dribla, chuta, tenta tabelar, penetra na defesa adversária, enquanto o Pará às vezes dá uns piquezinhos pra frente, mas, invariavelmente, passa a bola para trás.

Muitos já viram, mas para quem ainda não conhece o Roger, está aí a sua apresentação no Santos. Assista e dê sua impressão sobre o rapaz:

E aí, o que você espera do Roger-Neymar?


O destino e Zé Eduardo garantiram essa goleada

Reveja os gols da vitória do Santos sobre o líder do Brasileiro por 3 a 0!

Parece brincadeira, mas só mesmo com contusões é que Marcel e Marquinhos saíram do Santos. E o resultado, que todo santista pedia, foi um time mais rápido, com Alan Patrick e Zé Eduardo, que goleou o Fluminense, líder do campeonato, e mostrou que o Santos poderia, sim, estar mais perto da liderança.

Gostei de todo mundo no Alvinegro, apesar de alguns deslizes do Pará, do Danilo e do Léo, e de Neymar não ter jogado tudo o que sabe.

Como se esperava, ser franco-atirador foi ótimo. O Santos jogou com uma coragem só vista na partida contra o Cruzeiro, e venceu com autoridade, apesar do equilíbrio na maior parte do jogo.

Se Marcelo Martelotte vier, na próxima partida, com Marcel e Marquinhos como titulares de novo, aí tem coisa… Hoje ficou evidente que ambos têm de permanecer no banco de reservas.

O outro titular machucado, Edu Dracena, também foi muito bem substituído pelo zagueiro Vinicius Simon. Gostei.

Zé Eduardo foi o nome do jogo. Pelos três gols e pela multipresença no ataque. O cara cai pra direita, pra esquerda, briga pela bola, leva pontapé, tenta tabelar, perde boas chances, como no primeiro tempo, mas é capaz de gols espetaculares, como os dois primeiros. Com a restrição de elenco que o Santos tem, deixar o Zé Love fora do time é burrice legítima.

Lembro-me que no começo do ano cheguei a sugerir Zé Eduardo como titular, no lugar de André. Depois, fiquei em dúvida se eu estava pensando bem quando escrevi isso. Mas nesta partida contra o Fluminense vi até que ponto Zé Love pode ser decisivo.

Rafael teve uma atuação magnífica. É preciso ser muito bom para não sofrer gols de falta de Marcos Assunção, no sábado, e Conca, hoje. O jovem goleiro do Santos, se continuar assim, deixará o nome na história do Alvinegro.

Durval foi um leão na zaga, dando o bote na hora certa; Arouca e Roberto Brum trouxeram mais segurança ao miolo da defesa e Arouca ainda apoiou bem; Danilo segurou bem as avançadas de Carlinhos na maior parte do jogo; Alan Patrick mostrou personalidade; Neymar não brilhou, mas foi importante; Zé Eduardo viveu noite de Toninho Guerreiro e o técnico Marcelo Martelotte deve ter aprendido que tem de ouvir mais a torcida.

Pene que Felipe Anderson não pôde entrar mais cedo. Quero ver um meio-campo com Arouca, Brum, Alan Patrick e Felipe Anserson, com Neymar e Zé Eduardo na frente.

O Fluminense é um bom time, mas não tem um elenco tão melhor do que o Santos. Sem Fred, machucado, e Deco, eu diria que tem uma defesa até inferior à do Peixe. Hoje o time dependeu muito da velocidade de Rodriguinho, da habilidade e do cérebro de Conca e das investidas de Carlinhos, que só desencantou no segundo tempo. Foi pouco.

Era para estar brigando pelo título

O “se” não existe no futebol, mas as análises e projeções devem existir. Veja, amigo e amiga, que não fossem os pontos bobos perdidos para adversários sem muita expressão, e, mais do que isso, os pontos perdidos para Corinthians e Fluminense, e o Santos estaria na luta direta pelo título.

No primeiro turno, o Santos massacrou o Fluminense na Vila e acabou perdendo por 1 a 0. Deveria ter vencido, o que lhe daria três pontos mais e ao mesmo tempo tiraria três pontos do time carioca.

No último clássico contra o Corinthians, na Vila Belmiro, não fosse o ambiente conturbado pela saída de Dorival Junior e a onda sobre Neymar, e poderia ter vencido o rival (sem contar ailegalidade do terceiro gol corintiano).

Vencesse estes dois jogos e o Santos teria 48 pontos hoje, enquanto Fluminense teria 49 e Corinthians 46. Sem contar que o Santos tem um jogo a menos do que o Fluminense.

Portanto, apesar de tantos resultados inesperados, como as derrotas para Vitória e Ceará, a derrota em cima da hora para o Botafogo e a derrota e o empate para o Palmeiras, o Santos poderia estar brigando cabeça a cabeça pelo título.

Na verdade, ainda está. Basta que embale uma sequência de vitórias. Gostei de ver, ao final da partida, Zé Eduardo dizer que agora o time precisa de uma vitória sobre o Atlético Paranaense, em casa. Espero que Marcelo Martelotte não invente de novo Marcel e Marquinhos. Espero que ele siga a máxima de todo treinador experiente: EM TIME QUE ESTÁ GANHANDO NÃO SE MEXE!

E você, o que achou da goleada sobre o Fluminense? E o que fazer para o sonho do título virar realidade?


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