Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: erros de arbitragem

Vamos cair na real

Este ano as esperanças do Santos estão todas depositadas na Copa Libertadores da América. O jogo contra o Botafogo mostrou que o clube não tem elenco para duas competições. Se Levir Culpi ainda escalasse, sábado, um time misto, poderíamos esperar um rendimento melhor, mas uma equipe só de reservas jamais conseguiria um bom resultado contra o Botafogo, no Engenhão.

O máximo que podemos esperar do Santos no Brasileiro é uma classificação entre os quatro primeiros, o que lhe dará o direito de disputar a Libertadores no ano que vem, caso o título da competição sul-americana não venha em 2017. Nossas energias e nossa fé têm de se concentrar na busca do quarto título sul-americano.

Não gosto de ser injusto e nem generalizar. Sei que em um time muito desentrosado todos os jogadores parecem não merecer vestir a camisa do clube. Um dia, creio que em 1978, fiz uma crítica muito dura e generalizada ao Santos e fui corrigido pelo saudoso amigo Sergio Baklanos, são-paulino mas imparcial, que me alertou de que alguns jogadores, como o ponta-esquerda João Paulo, eram muito bons, mas estavam perdidos em meio à mediocridade do elenco.

Então, não escreverei que, com exceção de Vanderlei, todos os santistas que jogaram sábado deveriam mudar de profissão, ou de time. Porém, percebi, pelos comentários dos leitores deste blog, que alguns jogadores já deram. Ninguém aguenta mais Leandro Donizete, Léo Citadini, Vladimir Hernandez, Thiago Ribeiro e mesmo Kayke. É preciso fazer uma limpa para 2018.

É preciso haver um planejamento de elenco, que conte com um certo número de jogadores da base e outros garimpados pelo Brasil e América do Sul. Não é preciso gastar fortunas para reforçar a equipe, nem se valer de empresários amigos e negócios nebulosos. Mas é necessário método, planejamento e muito trabalho. Contratações como Cléber, Leandro Donizete, Vladimir Hernández e Nilmar, que não servem nem para reservas, não se justificam. Enfim, o Santos é um time de 11 camisas, e assim buscará mais um título da América.

É com o pé, é com a mão, aquele time é campeão

Não precisava, pois o empate já deixaria o time bem à frente, mas a força do hábito fez a arbitragem fechar os olhos para mais uma vantagem ilícita favorável ao mesmo clube que já foi campeão tantas vezes assim. Engraçado que o Santos teve dois pênaltis anulados pelo quarto árbitro, pelo repórter, pelo escambau, mas os times da espanholização volta e meia são ajudados pela arbitragem e ninguém vê os erros escandalosos.

Se Jô fosse mais inteligente e ético, confessaria que fez o gol com a mão. Está certo que a jogada praticamente jogou o título brasileiro no colo do protegido alvinegro de Itaquera, mas o título viria de qualquer jeito, pois os times mais próximos – Grêmio e Santos – estão mais interessados na Libertadores, a grande competição do continente. Esse gol de mão dará aos torcedores rivais o direito de dizer que este Brasileiro de 2017 será mais que vem se somar aos de 1977, 2005 e tantos outros, ganhos de maneira suspeita…

Obrigado!
Agradeço aos que me enviaram votos de feliz aniversário. Passei o dia com a família e não tive tempo para responder a todos. Retribuo com um forte abraço e o desejo de que recebam em dobro a felicidade que pediram para mim.

Votar, a maior responsabilidade do sócio do Santos

A eleição presidencial do Santos se aproxima, em princípio deverá ser realizada no dia 2 de dezembro, e é evidente que este será o momento de maior responsabilidade do sócio santista. Uma escolha errada e o nosso Santos prosseguirá patinando por mais três anos. Na verdade, pior do que não sair do lugar, é andar para trás, vendo suas dívidas aumentarem perigosamente, resultado de uma gestão personalista, sem transparência, que chegou a ter suas contas de 2015 rejeitadas pelo Conselho Fiscal e pelo Conselho Deliberativo do clube. Estão brincando com o nosso Santos e os resultados em campo, que torcemos para que sejam os melhores possíveis, não podem esconder uma gestão temerária, capaz de levar o clube à total inanição.

Não falarei de nomes ou de chapas. Só peço que você, sócio, se conscientize da importância de votar e não marque nenhum compromisso para o sagrado dia do pleito (há uma possibilidade, ainda, de que seja dia 9 de dezembro, no sábado seguinte. Isso será confirmado).

Se a vontade das urnas, em uma eleição limpa e honesta, apontar este ou aquele, que a democracia seja respeitada e os vencedores tenham toda a força e apoio para levar, com ética e competência, o nosso Santos ao lugar que ele merece. Porém, que o colégio eleitoral seja realmente representativo da enorme massa alvinegra, e não vejamos novamente um pequeno grupo de eleitores definir a sorte de um time imenso, que não pode mais ser dirigido como uma equipe de bairro.

O Santos B goleou a Portuguesa Santista, ficou com a quarta colocação no seu grupo e se classificou para a próxima fase da Copa Paulista.

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” e nos deu mais um mês de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais importantes da história do Santos e do futebol. Agora faltam 26 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, estamos na metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

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No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

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Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

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Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
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Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

– Donos da Terra, a história do primeiro título mundial do Santos
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– Na Raça!, a história do primeiro clube bicampeão mundial
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– Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter – Artigos selecionados que mostram várias aspectos da grandeza santista
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– Pedrinho escolheu um time – A aventura de um garoto paulistano que quer escolher um time para torcer.
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Há mais três histórias infanto-juvenis

– Pedrinho no Descobrimento do Brasil – Um buraco no tempo leva Pedrinho ao momento em que o Brasil está sendo descoberto pela esquadra de Cabral. Para crianças e adolescentes que gostam de História.
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– O Diário de Kimmy, uma garota inuit – O dia a dia de uma menina que vive no Alasca, entre as tradições de seu povo e os perigos dos tempos atuais.
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O Reino do Pum – A caso insólito do pobre e mal cheiroso reino onde viviam o pequeno Sidney e seu avó Felisberto.
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E uma ficção para adultos

– Morte.Net – Romance impróprio para menores, de Caio Morelli, que fala de pessoas que buscam a felicidade nos encontros fortuitos da Internet.
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Contra o Galo, no Pacaembu!

O amigo Esly Juliano, companheiro do Conselho do Santos, corrigiu-me ao explicar que as mudanças dos locais dos jogos, no Campeonato Brasileiro, só podem ser feitas com 10 dias de antecedência. Isso quer dizer que não dá mais para mexer no local do jogo com o Avaí, marcado para este sábado, às 18h30, na Vila Belmiro. Porém, ainda é possível mudar para o Pacaembu os jogos contra a Chapecoense, dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, e o jogaço diante do Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas. Nesses dois dias não haverá jogos na Capital.

Para quem, no início do Campeonato Brasileiro, prometeu no mínimo três jogos do Pacaembu e até agora não cumpriu nenhum, o presidente Modesto Roma está em falta com os santistas e os sócios do clube de São Paulo, e deve ao menos marcar os confrontos diante de Chapecoense e, principalmente, Atlético Mineiro, para o estádio municipal paulistano.

Isso não é um favor. Será apenas um sinal de inteligência. Se a Grande São Paulo é a região mais rica e de maior poder aquisitivo da América do Sul e nela vivem mais de um milhão de santistas, trazer um jogo importante para o Pacaembu, estádio que comporta 40 mil pessoas, demonstrará apenas que os dirigentes do clube estão começando a enxergar o óbvio.

Como para o jogo contra a Chapecoense “só” faltam 14 dias e talvez o Santos não seja hábil para pedir essa mudança, eu me contentaria apenas com o jogo diante do Atlético Mineiro. Quarta-feira, 22 horas, são o dia e o horário bem próximos do ideal para apreciarmos esse duelo. Espero que desta vez o presidente Modesto Roma e a diretoria do Santos não nos decepcionem.

Os veteranos e os meninos

Teve gente que não gostou de eu ser paciente com Ricardo Oliveira e exigente com Geuvânio e Gabriel. Ora, há uma diferença entre um jogador consagrado e dois garotos que estão começando e ainda têm muito o que aprender. Em primeiro lugar, se um jogador não consegue proteger a bola e dar um bom destino para ela, ele não terá futuro em time nenhum, muito menos nos melhores. Espero que Geuvânio e Gabriel, os jogadores que mais perdem a bola no Santos, se tornem mais consistentes e regulares. Caso consigam isso, como já possuem velocidade e habilidade (mais Geuvânio do que Gabriel), poderão se firmar no profissionalismo. Do contrário, seguirão marcando passo.

Acredito naquele ditado, que diz: “Quem avisa, amigo é”. Estou avisando, prevenindo para que trabalhem mais a fim de superar suas deficiências e se tornar grandes jogadores. Se preferem quem passe a mão na cabeça, podem escolher, pois o que não falta é bajulador.

Na verdade, o torcedor do Santos precisa ter paciência não só com Ricardo Oliveira, Gabriel e Geuvânio. Além deles, David Braz, Zeca, Thiago Maia e Paulo Ricardo ainda alternam boas e más jogadas. Mas é o que se tem pra hoje. Paciência. Vida que segue…

Outra coisa que os torcedores e os jogadores do Santos precisam deixar de fazer é esperar que Deus vá entrar em campo e ganhar o jogo para eles. Na hora do pênalti, vi Vanderlei ajoelhado e sabia ainda que, se saísse o gol, Oliveira comandaria a prece ao lado da bandeirinha de escanteio. Pô, mas será que se Deus fosse se meter no futebol, ele preferiria o Santos ao Atlético Paranaense, que tem só um título brasileiro?

Se Deus é o destino, ele já fez muito de fazer nascer tantos craques na Vila. Agora, está na hora de a diretoria do clube, comissão técnica e jogadores trabalharem mais. Treinem bastante o chute que não será preciso rezar para a bola entrar. Treinem bastante o passe – viu, seu David Braz – e toda hora haverá um santista na cara do gol. Deixem Deus fora disso!

2005 voltou?

Esta é uma tese sugerida por alguns leitores deste blog. Como se sabe, em 2005 uma série de coincidências envolvendo arbitragens acabaram favorecendo o time que seria campeão brasileiro naquela temporada. Por suspeita de fraude, 11 partidas foram realizadas novamente e isso alterou substancialmente a classificação do campeonato. A cereja do bolo foi o jogo entre o campeão e o Internacional, em que Márcio Rezende de Freitas, aquele, transformou um pênalti para o time gaúcho em falta pró campeão e expulsão de Tinga.

O que estamos vendo nessas últimas rodadas do Campeonato Brasileiro sugere que aquelas coincidências voltaram. Primeiro, uma sequência de três pênaltis em que a bola na mão foi interpretada sempre de forma a favorecer o mesmo time e a prejudicar o seu concorrente direto ao título. Ainda coincidentemente, o Atlético Mineiro foi presidido até 2014 por Alexandre Kalil, um dirigente que já se colocou publicamente contra a divisão de cotas de tevê pela Globo e a favor da criação de uma liga de clubes, o que contraria os interesses da CBF e da Globo.

Neste domingo, justamente nas duas partidas em que a liderança estava em jogo, o Avaí teve um gol legal anulado quando a sua partida contra o líder estava 1 a 1 e já no segundo tempo. Depois, em Chapecó, o Atlético teve um jogador expulso em lance discutível e no fim, quando empatava em 1 a 1, mesmo com um jogador a menos, sofreu o segundo gol em jogada na qual Apodi levou a bola, escandalosamente, com a mão. Veja os dois lances e diga se não é mesmo muita coincidência que todos os erros de arbitragem sejam a favor ou contra os mesmos times:

Posso garantir que esse Time dos Sonhos está melhor do que o original

Na sexta-feira repassei o texto integral de Time dos Sonhos, com os adendos necessários, e passei o texto para o diretor de arte Clero Junior. Também estamos pesquisando fotos especiais para a obra. Isso quer dizer que, contrariando até mesmo o que eu disse, esse Time dos Sonhos que será relançado nessa campanha de crowdfunding da Kickante, estará mais bonito e mais completo do que o original.

E você poderá adquirir este livro de mais de 530 páginas, muito bem editado e encadernado, por apenas 70 reais. Como presente, ainda terá o seu nome no último capítulo da obra. Estou insistindo para que você entre, porque sei que não irá se arrepender. Eu entraria. Conhecer a história do Santos já me ajudou muito e seu que o ajudará também. Não só nas discussões (civilizadas) sobre futebol, mas para que você tenha uma ideia mais completa do que o nosso Santos representou e representa para este que é o esporte mais popular da Terra.

Garanta o seu exemplar de Time dos Sonhos por um preço promocional. Saiba como clicando aqui.

E então, vamos pedir Santos e Galo no Pacaembu?


Santos só não ganhou do Flamengo porque o árbitro Leandro Vuaden não quis

O jogo chegava ao final e estava indefinido. O Flamengo tinha a posse de bola, mas nos contra-ataques o Santos criava boas chances. Nisso, a bola é lançada na pequena área do Flamengo, o goleiro Lomba sai apavorado do gol, tromba com Corrêa, cai, e fica segurando o pé de Zé Eduardo. A bola sobra para Danilo, que chuta para marcar gol que daria a vitória ao Santos e colocaria o time bem próximo de Fluminense e Corinthians. Mas aí o árbitro Leandro Vuaden faz o que, infelizmente, chega a ser corriqueiro em jogos no Rio: ajuda o time carioca e anula o gol legítimo do Santos.

Uma vergonha! Se o prejudicado sofre outro time, dado a choradeiras, um banzé seria armado. Mas o Santos está acostumado a superar essas “falhas” de arbitragem e seguir em frente. Porém, que dá nos nervos ser prejudicado tão descaradamente, ah, isso dá:

“Infelizmente ele (Vuaden) deu a falta no goleiro do Flamengo. Foi falta do Corrêa no goleiro, só se for, porque eu não trombei com o goleiro”, disse Zé Eduardo ao final da partida.

O problema do futebol brasileiro é que o poder político está todo no Rio de Janeiro: a sede da CBF, da Comissão de Arbitragem, do STJD. Em dúvida, o árbitro que não quer cair em desgraça na profissão, ajuda o time do Rio. Foi o que se viu neste jogo do Maracanã.

Santos fez o máximo dentro das circunstâncias

Com vários desfalques, algumas improvisações e a má forma crônica de Keirrison – que parece um ancião de 70 anos reaprendendo a andar – o empate em 0 a 0 acabou sendo um resultado satisfatório para o Alvinegro Praiano, que com esse pontinho volta a ficar em terceiro lugar e com um jogo a menos.

O jogo até que foi bom e o Flamengo manteve a posse de bola por mais tempo, porém esbarrou na boa defesa do Santos. Perfeita nas bolas altas, a defesa santista permitiu poucas oportunidades ao atual campeão brasileiro. A melhor delas foi do estreante Deivid, ainda no primeiro tempo, após bela jogada de Leonardo Moura. O ex-santista, porém, chutou a bola por cima do travessão.

Na segunda etapa o Flamengo continuou com o chamado domínio territorial, mas nos contra-ataques comandados por Madson e Zé Eduardo, o Santos teve boas oportunidades – uma delas concretizada no gol pessimamente anulado pelo mediador Leandro Pedro Vuaden (árbitro é quem apita direito, mediador é o que faz média mesmo).

Desta vez Dorival Junior substituiu melhor. A entrada de Breitner no lugar de Zezinho não melhorou muito o time, mas a de Madson no de Kerirrison tornou o Santos bem mais agressivo. Aliás, não dá para entender Madson no banco. O baixinho tem atitude, vigor físico, velocidade e coragem. Ele sozinho brigou com a defesa do Flamengo no segundo tempo e quase marcou o gol da vitória. É falta de inteligência deixá-lo no banco diante das tão poucas opções que o time está tendo.

Além de Keirrison, há poucas ressaltas individuais a se fazer aos santistas que enfrentaram o Flamengo. Talvez valha um toque ao Alex Sandro para tomar mais cuidado na hora de sai jogando na defesa: por três vezes ele tentou despachar a bola e a jogou nos pés do adversário.

Agora é hora da torcida jogar junto

Com a volta de Neymar, o Santos será uma equipe bem mais forte na próxima quinta-feira, às 21 horas, contra o Botafogo, no Pacaembu. O jogo valerá para decidir de vez a terceira colocação e poderá colocar o Alvinegro Praiano no encalço de Corinthians e Fluminense. Nem é preciso dizer que é o momento da torcida santista fazer a sua parte e empurrar o time rumo à tríplice coroa.

Mas também é bom o Santos ter uma atuação mais forte nos bastidores. Ser roubado e ficar quietinho não dá. Esse Leandro Vuaden provou que não tem personalidade para atuar em jogos em que o Santos for visitante. Além do gol anulado, cansou de marcar perigos de gol sempre que a bola rondava o arco do Flamengo.

E você, o que achou do jogo no Maracanã? Acha que o gol foi bem anulado? E a tríplice coroa, ficou mais perto?


E a Fifa continua pré-histórica…

Não gastei muita tinta para falar dos erros grosseiros de arbitragem nos jogos de ontem, na Copa, porque já disse tudo o que tinha para dizer sobre isso após a final do Campeonato Brasileiro de 1995, mudada de mãos pelas falhas grotescas do árbitro mineiro-carioca Márcio Rezende de Freitas, que validou um gol ilegal, anulou um legal – ambas decisões prejudiciais ao Santos – para em seguida ser premiado com a indicação da CBF para representar a arbitragem brasileira na Copa do Mundo de 1986.

Na época, diretor da Revista do Futebol, fiz um editorial intitulado “O erro é mesmo essencial ao futebol?” que serviria para definir também a falhas de ontem, na Copa, quando a Inglaterra foi surrupiada em um gol legítimo e a Argentina, mais uma vez, ganhou com um gol ilegal.

Em 1995, 14 anos e meio atrás, meu editorial já dizia: “Não há nenhuma razão plausível e honesta para que o futebol continue sendo um esporte pré-histórico em plena era da eletrônica. Se os recursos da tevê podem comprovar, em segundos, o acerto de uma marcação, por que conviver com a falha eternamente?”.

Ontem, quando o bandeirinha foi consultado sobre o gol de Tevez, deveria ter usado o bom senso e dito que tinha mudado de idéia e que havia impedimento, pois todo o estádio – ele, inclusive – já tinha visto no telão que a posição do jogador argentino era irregular. Manter a decisão porque não se pode valer de recursos eletrônicos é a atitude mais estúpida e arcaica que um árbitro pode ter.

Polêmica ou Credibilidade?

Gente do meio, entre eles dirigentes, técnicos e até mesmo joagdores, defendem que o futebol precisa de polêmica, que não vive sem ela. Ora, eu pergunto: será que a credibilidade não faria mais pelo futebol do que essas discussões que só mostram a precariedade de um esporte que se recusa a evoluir?

As discussões sempre existirão no futebol, movidas pelas paixões dos torcedores, pela comparação de times e atletas – e pela interpretação dos árbitros. Eu disse interpretação. Sempre se discutirá se tal jogador merecia ser expulso, se foi bola na mão ou mão na bola e outras questões da arbitragem.

Mas qual é a graça e que proveito pode trazer a um esporte constatar-se que uma bola entrou mais de 30 centímetros e o gol não foi dado? Ou que um jogador estava em posição irregular e se valeu dela para marcar um gol decisivo, que contribuiu para eliminar o adversário de uma Copa do Mundo?

Um dos grandes benefícios desta Copa está sendo a divulgação do futebol para centros importantes, nos quais ele tem tudo para se tornar ainda mais popular. Além, naturalmente, dos países da África, continente que recebe o evento pela primeira vez, creio que este Mundial será um marco para Estados Unidos e Japão, mercados ricos e promissores, nos quais o futebol deverá crescer significativamente.

Como se sabe, boa parte da opinião pública norte-americana resiste ao futebol nos Estados Unidos, pois o esporte viria afetar os interesses de outras modalidades já estabelecidas e consagradas, como o futebol norte-americano e o beisebol. Esta Copa estava mudando isso. Creio que ainda está, mas os erros de arbitragem de ontem estão sendo usados pelos inimigos do futebol nos Estados Unidos para depreciar o esporte.

Acostumados a modalidades como o tênis, que dá ao jogador a possibilidade de pedir a ajuda do olho eletrônico para revisar a marcação do árbitro, é inadmissível para o norte-americano a incongruente imobilidade do futebol, que permite a cristalização de um erro confesso.

O mundo mudou e os velhinhos da Fifa precisam acordar para a nova era. A eletrônica tornou o torcedor menos tolerante com os erros de arbitragem. A polêmica não tem mais graça, principalmente quando ela representa falta de confiança nas regras do esporte.


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