Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Propostas justas ganham asas

Time do Esporte Interativo já tem 7!
O Joinville acaba de anunciar que fechou com o Esporte Interativo. Até agora, sete clubes já assinaram com o canal: quatro da Série B e três da Série A. Da Série B são Bahia, Ceará, Paysandu e Joinville; da Série A, Santos, Internacional e Atlético Paranaense. Outros clubes, como Ponte Preta, Coritiba, Santa Cruz e Sampaio Corrêa, entre outros, estão próximos de seguir o mesmo caminho.

Hoje às 19h30 Santos ataca o XV com Joel

Nesta terça-feira, às 19h30, com Joel no lugar de Ricardo Oliveira e a volta de Lucas Lima, em partida antecipada da décima-primeira rodada do Campeonato Paulista, o Santos vai a Piracicaba enfrentar o XV no tradicional estádio Barão de Serra Negra (inaugurado em 1965 e com capacidade para 18 mil pessoas).

Enquanto o Alvinegro Praiano vem de duas vitórias – 2 a 0 no alvinegro de Itaquera e 1 a 0 no Água Santa – o XV foi goleado em sua última partida, em casa, para o Ituano, por 4 a 1. Com 11 pontos ganhos, o XV é o terceiro colocado do Grupo C e está entre a cruz e a espada: perto de uma vaga para a fase seguinte, mas apenas um ponto acima da zona de rebaixamento, que este ano decretará o descenso de seis equipes.

Treinado pelo ex-santista Narciso, o XV espera surpreender o Santos. Narciso lembrou que em 2014, quando treinava a Penapolense, venceu o Santos por 4 a 1 na fase inicial do Paulista e depois estava vencendo na Vila Belmiro, por 1 a 0 e 2 a 1, quando sofreu a virada, por 3 a 2. O desespero do XV exige cuidados, até porque, como estamos carecas de saber, todo jogo fora de casa tem se transformado em um martírio para os santistas.

Porém, o Santos estará mais forte, no papel, do que aquele que enfrentou o Água Santa, no sábado. O retorno de Lucas Lima garante equilíbrio e posse de bola ao meio-campo, e, na frente, o camaronês Joel tem jogado tão bem como Ricardo Oliveira.

Pelos meus cálculos, o zagueiro David Braz já deveria ter voltado, pois há três semanas me disse que já estava começando a treinar. De qualquer forma, Dorival manterá o jovem Lucas Veríssimo na zaga, e o garoto até que está melhorando.

Piracicaba é a cidade natal do grande Coutinho, o melhor centroavante da história do Santos e um dos melhores que o Brasil já teve. Escolhi, acima, cenas do lendário jogo acima para mostrar a dupla Pelé-Coutinho no auge, atuando contra o XV, no estádio da rua Regente Feijó, em Piracicaba. Nessa partida, o Santos terminou o primeiro tempo perdendo por 2 a 1 e a torcida local provocou Pelé. Porém, mais uma vez o Rei respondeu com uma de suas grandes atuações. Coutinho também estava inspirado.

O XV de Piracicaba deverá jogar com Bruno Brígido; Daniel Damião, Fábio Sanches, Oswaldo e Thiago Carleto; Magal, Clayton, Henrique Santos (Léo Salino ou Adriano Ferreira) e Gérson Magrão; Fabinho e Rivaldinho (Rodrigo Silva).

O Santos, que é o favorito e tem tudo para conseguir a vitória, deverá iniciar a partida com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Serginho e Lucas Lima; Gabriel e Joel.

Arbitragem será de Alessandro Darcie, auxiliado por Mauro André de Freitas e Evandro de Melo Lima. Confesso que não tenho maiores referências sobre esses senhores. Só espero que atuem bem e não sejam caseiros.

E você, o que espera do Santos, logo mais, em Piracicaba?

PROPOSTAS JUSTAS GANHAM ASAS


Esse jogão você só vai ver no Esporte Interativo.

Já eram quase duas e meia da madrugada quando fui checar se havia algum comentário para ser liberado e me deparei com a informação do dEEpOO de que o Internacional fechou com o Esporte Interativo por dois anos. Excelente! É mais um supercampeão que se junta ao Santos. Se me lembro bem, o time dos que estarão com o Esporte Interativo a partir de 2019 já conta com Santos, Bahia, Atlético Paranaense, Ceará, Paysandu e Internacional. Parece que a Ponte Preta também está fechando. Isso prova que uma proposta justa sempre ganha asas.

Quando começamos a criticar a metodologia de divisão de cotas praticada pela Rede Globo, houve quem ironizasse, dissesse que um pequeno blog, dedicado aos santistas, jamais poderia enfrentar a rede de televisão mais poderosa do País. Evidente que não, mas a ideia, justa, estava lançada, e logo ganhou mais e mais adeptos.

Aos poucos, ficou evidente que o descontentamento pela Espanholização engendrada pela tevê carioca ia muito além da comunidade santista. Torcedores de muitos outros clubes passaram a perceber claramente os privilégios reservados a apenas dois times, e a revolta foi ganhando força. Assim, o terreno se tornou propício para a investida do Esporte Interativo, que se aproveitou do alto índice de rejeição da Globo para entrar em um mercado antes considerado impenetrável.

Não sabemos quantos clubes mais farão parte desse grupo de pioneiros que está ousando fugir do lugar-comum, mas não há dúvida de que o apoio do Internacional – também campeão da Copa Libertadores e do Mundo, como o Santos – dará mais peso ao time dos “Interativos”.

Essa competição será saudável, democrática e altamente positiva para o futebol brasileiro. Talvez haja alguma confusão no começo, porém os clubes e as tevês terão de se acertar, pois o futebol ainda é uma espetáculo bem atraente para ser tratado com tanto descaso e despotismo, como vinha sendo.

Estou certo de que a enorme resposta positiva dos torcedores, pelas redes sociais, contribuiu para convencer esses clubes de que assinar com o Esporte Interativo significa tomar o caminho certo para fugir da Espanholização e trazer de volta a sagrada competitividade ao futebol brasileiro.

Parabéns a todos que se empenharam e estão se empenhando para apoiar os clubes que já assinaram e também convencer outras agremiações a tomarem o caminho da Meritocracia, o único que pode salvar o nosso futebol.

E você, o que acha disso?


David Braz é carismático. E como tem santista em Osasco!

Clique aqui para ver que o apoio deste blog ao Bahia já repercute na comunidade do clube baiano.

Meu apoio ao Bahia

Nesses dias enviei um e-mail a Nelson Barros, gerente de comunicação do Esporte Clube Bahia, apoiando o Tricolor Baiano nessa luta pela liberdade de escolher o Esporte Interativo para as transmissões de seus jogos. Entre outras coisas, escrevi:

O caminho da meritocracia e da competitividade do futebol brasileiro passa pelo desvinculamento dos clubes da Rede Globo, empresa que pretende instalar a Espanholização no nosso país, privilegiando apenas dois clubes: o alvinegro da capital paulista e o rubro-negro carioca. A Globo quer tornar coadjuvantes todos os demais, mesmo os times que brilharam na era de ouro do futebol brasileiro, como Bahia e Santos.

Um forte abraço!

Força Bahia! Força Santos! Força Meritocracia!

Recebi a seguinte resposta do Nelson:

Odir
Ficamos felizes com a manifestação de alguém como você.
Mostrei o texto ao presidente e à toda diretoria.
Obrigado, mesmo.
Abraço, e à disposição

Como já disse, acho que não custa nada cada santista enviar um e-mail a um clube que pode vir a assinar contrato com o Esporte Interativo e incentivá-lo a fazer isso. Cobramos muitas ações da diretoria do Santos, mas há iniciativas que todo santista pode ter. Mãos no teclado. Vamos terminar o que começamos!

David Braz é carismático. E como tem santista em Osasco!

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Um aspecto da multidão de santistas que tomou o Super Shopping de Osasco. David Braz e os fãs. Eu com Rodrigo Alvarez, o empreendedor da Santos Store.

Quando ele chegou, com o pessoal do marketing e da comunicação do clube, cerca de 1.500 pessoas já o aguardavam para a inauguração do quiosque do Santos no Super Shopping Osasco, segunda-feira à noite. Os santistas tomaram conta do lugar e, com muita cantoria, pacientemente esperavam pela chegada do ídolo. Sim, ídolo. Isso ficou evidente na recepção de crianças e adultos. David Braz conquistou os santistas com seu jeito simples, sua atenção e o sorriso fácil e sincero.

– Já estou quase bom. Acho que em mais uma semana estarei pronto – confidenciou-me, antes de sentar à mesa para os autógrafos e fotos com os fãs, em uma tarefa que durou cerca de duas horas e à qual se entregou com extrema simpatia.

A chegada do zagueiro deixou Rodrigo, o dono do quiosque, bem mais aliviado. Mas a multidão de santistas se comportou bem. Logo que este blog receber as fotos vocês comprovarão o que estou dizendo.

O incrível é que toda aquela gente foi atraída para o evento por meio da mídia social – uma prova de que ainda há muitas formas de comunicação negligenciadas por um clube de futebol, além das tradicionais.

Um assunto recorrente entre aqueles torcedores, como não poderia deixar de ser, era a falta de mais jogos no Pacaembu ou na Arena Barueri, estádios próximos de Osasco que aqueles santistas costumam freqüentar. Muitos prometeram que quinta-feira estarão em São Paulo para ver o jogo contra o Mogi. Então, nos encontraremos lá.

O quiosque oferece dois livros com temáticas santistas: Segundo Tempo, de Ídolo a Mito, sobre o grande momento da carreira de Pele; e Time dos Sonhos, a história completa do Santos até o título brasileiro de 2002.

Ingressos à venda para o jogo no Pacaembu

Você já viu este Santos jogar? Seus filhos, parentes ou amigos santistas já viram Gabriel, Ricardo Oliveira e Lucas Lima ao vivo? Pois nesta quinta-feira o Santos, finalmente, jogará no Pacaembu e poderá ser admirado pela massa de santistas da Grande São Paulo. Não percamos essa oportunidade.

E não será no horário absurdo das 22 horas. Será às 19h30. O Santos enfrentará o Mogi-Mirim, que vem de duas vitórias, e os ingressos, cujos preços variam de R$ 10,00 (meia entrada do tobogã) a R$ 120,00 (cadeira, inteira), estão sendo vendidos, em São Paulo, nos seguintes postos:

Pacaembu: Praça Charles Miller s/n – São Paulo – Bilheteria principal (próxima do portão principal) – Aberto hoje, quarta e quinta, das 11h às 17 horas.

Ginásio do Ibirapuera: Av. Manoel da Nóbrega, 1361 – Guichê 1 – Ibirapuera – São Paulo – Aberto hoje, quarta e quinta, das 11h às 17 horas.

Subsede do Santos em São Paulo: Avenida Indianópolis, 1.772 – Planalto Paulista – São Paulo – Tel.: (13) 3257-4000 / Ramal 5.000 – Horário: das 11 às 17 horas.

Sócios do Santos podem adquirir os ingressos pelo portal www.sociorei.com.br e também podem realizar a compra para um acompanhante.

Os não sócios podem garantir sua presença no Pacaembu com a compra online, pelo site www.ingressofacil.com.br.

Caso os ingressos não se esgotem, os torcedores poderão comprá-los nas bilheterias do Pacaembu até o final do primeiro tempo.

Preços
R$ 20,00 inteira / R$ 10,00 meia – tobogã
R$ 60,00 inteira / R$ 30,00 meia – arquibancadas amarela, verde, lilás (portão 21) e visitante (portão 22)
R$ 80,00 inteira / R$ 40,00 meia – cadeira especial laranja
R$ 100,00 inteira / R$ 80,00 meia – cadeira descoberta manga
R$ 120,00 inteira / R$ 60,00 meia – cadeira coberta azul

Dorival vai de Serginho

Na busca de um substituto para Marquinhos Gabriel, Dorival Junior está mais propenso a começar a partida contra o Mogi Mirim com Serginho no meio-campo. O técnico gostou da atuação do meia contra o Palmeiras. Aqui entre nós, eu também achei que ele não foi mal. Vejamos…

E as investigações se aproximam…

Clique aqui para saber quem está indo para o xilindró.

E você, vai ao Pacaembu nesta quinta-feira?


CBF/Globo contra o Bahia

Esse caso, que corre a Internet, de punição ao Bahia por este ter assinado com o Esporte Interativo, é realmente lapidar e certamente será lembrado por todo aquele que um dia escrever sobre esse período negro do futebol brasileiro, em que uma rede de televisão tenta manipular o esporte e, em parceria com uma Confederação suspeitíssima, ignora as leis da livre concorrência e pressiona as agremiações para continuarem atreladas a ela, mesmo recebendo bem menos dinheiro do que oferece o Esporte Interativo.

E não é só dinheiro, é questão de filosofia. O esporte, para crescer, para se desenvolver em todos os níveis, precisa ser regido pela meritocracia. O melhor, o mais competente, o que dá os melhores espetáculos, deve ser mais valorizado. E não aquele que, simplesmente, tem um maior número de simpatizantes, como quer a Globo. Essa visão, para mim, é uma das responsáveis pela falência técnica do futebol brasileiro, pois hoje vivemos uma reserva de mercado, em que dois clubes ganham muito mais do que os outros, mesmo praticando um futebol feio, modorrento, sem brilho.

Conforme notícia muito comentada, e que pode ser melhor analisada no link abaixo, do site Torcedores.com, para poder realizar um amistoso em Orlando City, o Bahia solicitou que o seu jogo contra o Galícia, pelo Campeonato Baiano, fosse transferido do dia 9 para o dia 16 de março. Com isso, sua estréia na Copa do Brasil seria transferida de 16 de março para outro dia.

A CBF, entretanto, estabeleceu que no dia 9 o Bahia terá de cumprir dois compromissos: contra o Galícia, pelo Estadual, e também contra o Juazeirense, pelo Campeonato do Nordeste. Como fazer dois jogos no mesmo dia? Será que a CBF imporia a mesma condição se o clube fosse um dos dois queridinhos? Obviamente, não.

Como o Bahia tem sido parceiro do Esporte Interativo e já anunciou que assinou contrato com a emissora para o período a partir de 2019, não há qualquer dúvida entre a direção do clube, seus sócios e torcedores, de que essa imposição da CBF para que faça duas partidas no mesmo dia – o que, aliás, é proibido pelo Conselho Nacional de Desportos – é uma retaliação pelo fato de o clube estar fugindo da área de influência da Globo.

Ué, mas por que a CBF tomaria as dores da Globo?, perguntariam os incautos. Ora, se a tabela dos campeonatos passa pelo crivo da Globo, que escolhe as datas e horários dos jogos que quer transmitir, e se as áreas comerciais da Globo e da CBF andam de mãos dadas, é óbvio que ambas têm interesses e afinidades comuns.

Como diz o site Torcedores.com, “Em nota oficial divulgada anteriormente, o clube assegurava contar com o aval das emissoras Esporte Interativo e Rede Globo para transferir o seu compromisso pelo Campeonato Baiano para o dia 16 de março. Faltava apenas o aval da CBF, que citou em sua resposta inicial “precedente indesejável” para não realizar a mudança.”

Ainda segundo o site, mesmo com outras datas disponíveis, a CBF confirmou a estreia do time na Copa do Brasil para o mesmo dia 16. Pois bem, agora vem o fecho da história, tão sintomático como tudo o mais que a envolve. Sabe o leitor, ou a leitora, qual o nome do time que enfrentará o Bahia no dia 16 de março, pela primeira rodada da Copa do Brasil, e que poderá levar vantagem nessa confusão envolvendo o Bahia? Não?!

Pois ele é do Rio Grande do Norte, se chama Globo Futebol Clube e foi criado em março de 2013 pelo empresário Marconi Barretto para homenagear o jornalista Roberto Marinho, fundador da decantada rede. Parece brincadeira, mas o Bahia terá de medir forças com a Globo dentro e fora do campo. E, é claro, não contará com nenhuma complacência da CBF. Mas terá a nossa torcida, pois, assim como o Santos, está tendo coragem de lutar contra o nocivo status quo do futebol brasileiro.

Como santistas, creio que devemos demonstrar nossa solidariedade ao Bahia e alertar seus sócios e torcedores para que não assistam a programação da emissora que quer fazê-los de capacho. A única linguagem que respeitam é menos dinheiro no bolso.

Clique aqui para ler matéria do site Torcedores.com sobre o assunto.

Clique aqui para saber que o Bahia já assumiu parceria com o Esporte Interativo e até já oferece ingressos gratuitos para os seus jogos.

Primeiro campeão brasileiro, em 1959, rival do Santos em três finais que definiram o título nacional, o Bahia – companheiro de luta pela Unificação dos Títulos Brasileiros – merece o nosso apoio. Se puder, entre no site do Bahia, cujo link está abaixo, e mande seu apoio aos diretores, sócios e torcedores do clube. Você pode ajudar, e muito, a abortar esse satânico projeto de Espanholização do futebol brasileiro.

Clique aqui para falar e dar um apoio à diretoria do Bahia

E então, o que acha do caso da CBF/Globo contra o Bahia?


Uma proposta motivadora para a divisão das cotas da tevê

Timemania: Santos foi terceiro anteontem. E vai subir mais

Nada menos do que exatas 1.754.684 apostas foram feitas no teste 609 da Timemania, de anteontem. Além da quantidade incomparável de votos, o universo da Timemania é o maior já atingido por uma enquete de times de futebol no Brasil, pois as apostas cobrem 65% das cidades brasileiras. Pois bem: o Santos apareceu novamente em terceiro, com 2.061 votos a mais do que o São Paulo, o quarto. E veja que o Santos não tinha nenhuma grande atração no seu time. Os votos se deviam mesmo à paixão de seus torcedores. Agora, com Robinho, pode escrever aí que a pontuação vai aumentar.

Timemania – Teste 609, de 05/08/2014
1º FLAMENGO RJ 86.155 4,91
2º CORINTHIANS SP 73.774 4,2 (1,71% menos que o primeiro)
3º SANTOS SP 60.572 3,45 (0,75% menos que o segundo)
4º SAO PAULO SP 58.511 3,33
5º GREMIO RS 51.934 2,96
6º PALMEIRAS SP 50.572 2,88
7º VASCO DA GAMA RJ 47.906 2,73
8º CRUZEIRO MG 44.579 2,54
9º INTERNACIONAL RS 44.320 2,52
10º BOTAFOGO RJ 39.933 2,27

Robinho, o Rei do Drible está voltando

Não sei como ele está jogando, mas no Santos será titular absoluto. Virá só pelo salário, que não é baixo: um milhão de reais por mês, dos quais o Santos pagará 600 mil e o Milan o restante. Mas o clube já está no vermelho, que aumenta a cada mês. Para manter Robinho, terá de se desfazer de outros jogadores – Leandro Damião, principalmente -, ou conseguir pra ontem um patrocínio máster. Uma coisa é certa: a visibilidade do Santos vai aumentar. É claro que Robinho já não é o mesmo, mas mesmo assim será um dos principais jogadores em atividade no Brasil. Só de pensar que o Felipão não o levou pra Copa, dá raiva. Mas no Santos, onde é tratado com o carinho que merece, ele pode reencontrar a sua genialidade.

Tapando o sol com a peneira

A Arena Fonte Nova, estádio novíssimo, erguido para a Copa do Mundo, comporta 51.900 pessoas. Ontem, no jogo escolhido pela tevê, lá estava o time mais popular do Estado, o Esporte Clube Bahia, jogando sua sorte na Copa do Brasil diante de apenas 5.722 pagantes, em sua maioria torcedores do clube visitante, o alvinegro da zona leste paulistana.
Como não podem alertar para a péssima presença do público nos estádios, as três tevês que decidiram transmitir o jogo fecharam as imagens na torcida do time paulista e elogiaram a “grande presença” de seus torcedores. Em campo, após um jogo sofrível, o Bahia venceu por 1 a 0, com um insólito gol contra, mas foi eliminado da competição.

marcelo-campos-pinto
Este é Marcelo Campos Pinto, executivo da Rede Globo que decidiu dar as maiores cotas de tevê a apenas dois clubes e agora quer jogar a responsabilidade pela queda de audiência no futebol nos 20 clubes da Série A. Nesta quinta-feira ele pretende encostar os dirigentes dos clubes na parede. Quer que invistam mais no futebol. Quer que todos invistam para só dois saírem ganhando?

Em vez de distribuir melhor sua verba, Globo apoia rolagem de dívidas

Que eu me lembre, o jornalismo da Globo ainda tem um caderno de intenções e nele há algo como moralizar a sociedade, estimular a ética e outras coisas do gênero. Mas o Globo Esporte, dirigido por Marcelo Campos Pinto, deve ter uma orientação à parte, pois ao invés de apoiar a Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte (LRFE), que visa acabar com as mazelas financeiras dos clubes de futebol, está apoiando e fazendo lobby para que o Governo Federal refinancie as dívidas contraídas irresponsavelmente por esses clubes.

Isso é uma vergonha. Os clubes não precisam de mais dinheiro. Precisam de competência e honestidade. Se não pagarem as dívidas, o pior que pode acontecer é terem de vender os seus jogadores profissionais, sus comissões técnicas caríssimas e serem representados por garotos vindos das divisões de base – o que teria um lado extremamente positivo, pois depois de muito tempo veríamos atletas realmente jogando por amor à camisa.

Quem sofreria mais nesse período de transição seriam os torcedores, mas, certamente, depois da tempestade viria uma bonança de austeridade, responsabilidade e prosperidade, pois o futebol brasileiro caminharia com as próprias pernas, livre do julgo da Rede Globo e de dirigentes desonestos e incompetentes.

Abaixo estamos sugerindo uma distribuição mais racional das cotas de tevê. Se concorda com ela – mesmo que não totalmente, mas ao menos com sua filosofia de premiar também o mérito – divulgue-a em sites e blogs esportivos. Nesta quinta-feira a Rede Globo se reunirá com os clubes da Séria A do Campeonato Brasileiro e esta oportunidade pode ser importante para começar a mudar essa situação que está levando o futebol brasileiro para a falência.

Santos vence Boca Juniors nos pênaltis, depois de empate de 1 a 1, e está na final do Torneio Internacional de Durban para a categoria sub-19 anos. Decisão será contra o Benfica, revivendo a decisão do Mundial Interclubes de 1962.


Garotos bateram pênalti como gente grande

O que é bom para a Globo, tem sido ruim para o futebol brasileiro

Nesta quinta-feira a Rede Globo se reunirá com os 20 clubes da Série A do Campeonato Brasileiro. O encontro, convocado pela Globo para a sede de sua empresa, em São Paulo, será comandada por Marcelo Campos Pinto, o executivo da TV que manda mais no futebol brasileiro do que o presidente da CBF, José Maria Marin.

A gota d’água para o encontro foi o péssimo índice de audiência de Corinthians e Coritiba, neste domingo, que só chegou a 13 pontos no ibope, o pior de todos os tempos para um jogo de domingo na tevê aberta. Campos Pinto, que usou Andrés Sanchez para acabar com o Clube dos Treze e a partir daí adotou uma política de privilégios ao clube paulista – que está se revelando catastrófica –, pretende jogar a responsabilidade pela má fase do futebol nos clubes, eximindo-se da responsabilidade.

Novamente na contramão da lógica, Campos Pinto exigirá que os clubes invistam mais nos seus elencos e apresentem um futebol melhor, mais vistoso, que atraia novamente o público. Ora, os clubes estão endividados, os patrocinadores e os torcedores estão fugindo do futebol, os salários de técnicos e jogadores já são muito altos pelo nível dos mesmos – quase todos veteranos e/ou medíocres –, e quando surge um jovem talento, como foram os casos de Neymar e Lucas, os maiores formadores de opinião da Rede Globo, como o perene Galvão Bueno, aconselham em rede nacional que o garoto se mude imediatamente para a Europa, “para aprimorar seu futebol”, no que são acompanhados pelos outros jornalistas esportivos da emissora.

Em 2010 o Campeonato Brasileiro era um dos mais valorizados do mundo. O Santos e Neymar atraiam telespectadores de todas as cores para seus jogos. Mas a Globo tinha outros planos e, ao invés de criar condições para que o Menino de Ouro ficasse por aqui, expulsou-o para a Europa. Se ele jogasse em outro time, provavelmente a atitude seria outra. A ausência de Neymar abortou um processo de crescimento que jamais foi retomado.

Ao invés de cobrar apenas dos clubes, a Globo deveria rever no que ela transformou o futebol brasileiro: em uma competição de cartas marcadas, na qual, qualquer que seja o resultado em campo, apenas dois clubes ganharão mais do que os outros. Se a Série A tem 20 clubes, todos são personagens importantes e indispensáveis do espetáculo. As cotas de tevê deveriam ser distribuídas levando-se em conta a participação do clube na Série A, sua classificação ao final do campeonato e a audiência de seus jogos. Jamais deveria ser baseada exclusivamente nos índices de audiência, e ainda mais em índices de anos atrás.

A reunião será mais uma boa oportunidade de descobrirmos quais clubes são dirigidos por homens realmente comprometidos com o desenvolvimento do futebol e quais apenas ocupam o lugar e abanam a cabeça às ordens da credora Globo. Esses dirigentes não podem se esquecer de que sem a Globo o futebol brasileiro continuará existindo, mas sem os clubes, ele morrerá.

Para o futebol, esse monopólio da Globo definitivamente não é interessante. Seria muito melhor que outros canais também tivessem o direito de transmitir as partidas. A verba para os clubes seria maior, assim como a visibilidade de cada um e, consequentemente, a possibilidade de fechar bons contratos de patrocínio e merchandising. Isso tudo sem falar do horário dos jogos noturnos, uma verdadeira aberração. Enfim, que nessa reunião os clubes também falem e pressionem a Globo, e não ajam como cordeirinhos.

Uma proposta motivadora para a divisão das cotas da tevê

Pelo contrato vigente até 2015 entre a Rede Globo e os clubes brasileiros, a emissora paga cerca de 986 milhões de reais por ano aos clubes da Série A, incluindo-se aí o Vasco, que mesmo na Série B recebe 70 milhões de reais por ano. A distribuição da verba funciona assim:

1) Flamengo e Corinthians: R$ 110 milhões
2) São Paulo: R$ 80 milhões
3) Vasco e Palmeiras: R$ 70 milhões
4) Santos: R$ 60 milhões
5) Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo: R$ 45 milhões
6) Atlético-PR, Bahia, Coritiba, Goiás, Sport e Vitória: R$ 27 milhões
7) Chapecoense, Criciúma e Figueirense: entre R$ 15 milhões e R$ 20 milhões para cada.

Veja que os últimos recebem apenas 13,6% dos primeiros. E que mesmo o quarto só fica com aproximadamente a metade dos mais favorecidos. É óbvio que essa fórmula tira completamente a competitividade da competição e incentiva o comodismo, pois não premia os clubes mais eficientes, já que não há prêmios para os mais bem colocados. Enfim, a meritocracia é solenemente ignorada.

A divisão que eu proponho leva em conta o mérito da equipe de fazer parte da Série A, já que também fará parte do espetáculo e disputará o mesmo número de jogos dos outros participantes; a sua colocação na tabela e também a média de audiência que tiver na transmissão de seus jogos.

Proponho que metade da verba total destinada à Série A seja dividida igualmente entre todos os clubes, 25% do valor total seja distribuído segundo a colocação do time no campeonato e os últimos 25% de acordo com a audiência de cada equipe.

Então, para começar, neste ano de 2014 teríamos a metade de 986 milhões, ou 493 milhões, divididos entre os 20 participantes, o que daria R$ 24,650 milhões para cada um. Esta seria a verba inicial, básica. A ela seriam acrescentadas as verbas pela colocação no campeonato e também pelo índice de audiência.

Teríamos, então, 25% do total, ou 246,5 milhões, para serem divididos tanto pela colocação do time no campeonato, como pela sua posição na audiência*. Para esses dois casos, eu sugiro que as porcentagens sejam as seguintes:

1 – 20%
2 – 10%
3 – 8%
4 – 7%
5 – 6%
6 – 6%
7 – 6%
8 – 5%
9 – 5%
10 – 5%
11 – 4%
12 – 4%
13 – 3%
14 – 3%
15 – 2%
16 – 2%
17 – 1%
18 – 1%
19 – 1%
20 – 1%

*É claro que os critérios para se medir a audiência teriam de ser bem estudados. Cada clube teria de ter um mínimo de jogos na tevê aberta e por assinatura. Os índices do pay per view também entrariam na conta. Isso seria fiscalizado por uma comissão com integrantes da TV e dos clubes.

Assim, o campeão receberia 20% de 246,5 milhões, ou seja: 49,3 milhões. Somando-se à sua verba pela participação no campeonato, que é de 24,650 milhões, este clube já alcançaria 73,950 milhões.

E ainda haveria a cota pela posição no ranking de audiência. Se o campeão também desse o maior índice, receberia mais 49,3 milhões de reais, resultando em um total de 129,250 milhões de reais.

Perceba que este total – 129,250 milhões de reais – é até maior do que hoje se paga aos dois privilegiados, só que adotando a meritocracia, pois o clube teria de vencer o campeonato e ainda ser o líder em audiência para adquiri-la. Estaria, assim, sendo estimulada a competência. Não haveria uma reserva de mercado, como ocorre hoje.

Ficar entre os primeiros seria uma condição imprescindível para angariar um bom faturamento no final. Na maior parte das vezes, porém, o time campeão não será também o de maior audiência, o que servirá para dividir a verba de maneira ainda mais democrática.

Uma equipe que se coloque em uma posição intermediária, entre o oitavo e o décimo lugares, tanto no índice técnico, como no de audiência, receberia duas vezes 5% de 246,5 milhões, ou seja, 24,64 milhões. Somando-se à sua verba de participação, sairia com um total de 49,29 milhões de reais, 4,29 milhões a mais do que hoje faturam Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio, Internacional, Fluminense e Botafogo.

E mesmo um time que se colocasse em sétimo lugar tanto no índice técnico, como na audiência, ainda ganharia uma boa bolada, pois ficaria com duas parcelas de 6% de 246,5 milhões de reais, ou 29,580 milhões, que somados à sua verba de participação (24,650 milhões) daria R$ 54,230 milhões, bem perto do que o Santos recebe atualmente.

Na outra ponta da tabela, digamos que uma das equipes fique na zona de rebaixamento e ainda seja uma das últimas em índices de audiência. Receberá 1% de 246,5 milhões pelos dois critérios, ou duas parcelas de 2,465 milhões, somando então mais 4,930 milhões de reais ao seu ganho inicial, o que resultaria em um total de 29,580 milhões de reais, o que é mais do que o que recebem hoje nove equipes que disputam a Série A do Brasileiro.

Note que incluir o mérito esportivo na divisão de cotas não tirará nada significativo dos clubes mais populares, desde que tenham competência para se manter ao menos na parte superior da tabela. Esse desafio pela competência cada vez maior será um agente motivador que poderá mudar o futebol brasileiro.

E você, o que achou dessa divisão de cotas? Que mudanças sugere?

O exemplo de Lucas Peschke, ou como você também pode ajudar mais

O jovem Lucas Peschke é um executivo que não é jornalista e nem trabalha com o futebol. Mas se sentiu na obrigação de escrever ao jornalista José Roberto Malia, que recentemente produziu artigo no site da ESPN sobre a divisão de cotas de tevê, assunto que também tem preocupado Lucas.

Com um texto claro, colorido, digno de um bom jornalista, Lucas expõe de forma precisa o quadro desanimador que esperará o futebol brasileiro caso a espanholização pretendida pela rede Globo efetivamente se concretize. Reproduzo seu e-mail aqui para que sirva de exemplo e modelo a todos que quiserem agir contra a malfadada espanholização que ameaça nosso futebol:

Caro José Roberto,

Parabéns por abordar esse tema. Apesar de ser bastante comentado entre os torcedores que tem informação, esse assunto é pouco tratado na imprensa, quase nada, o que é de se lamentar dada sua extrema importância. Sabe-se e discute-se sobre vários problemas do futebol brasileiro, ainda mais agora depois dos 7×1, mas a distribuição das cotas de TV tem sido ignorado, parece até assunto vetado. As razões para isso são de se deduzir, afinal quem irá bater de frente com a Rede Globo e seu poder imperial ? Por isso, vai aqui mais um parabéns pela sua coragem.

Seria muito produtivo se outros jornalistas escrevessem sobre o assunto, analisando profundamente suas raízes e suas consequências. Do jeito que está, a dita e em curso “espanholização” de nosso futebol, jogará no lixo a história de disputas antológicas entre os outros 10 grandes clubes do País e, pior que isso, escancarará que o futebol é só, e somente só, business. Virará um grande teatro onde saberemos invariavelmente qual será o final. A alma do esporte, que nos levou a ser um dos torcedores mais apaixonados do mundo, morrerá, pois ninguém mais torcerá com o mesmo fervor sabendo que seu time não tem a menor chance de vencer, rebaixado a um papel de mero figurante, um sparring nascido apenas para apanhar. Querer esse comportamento do torcedor dos outros 10 grandes clubes do Brasil é pedir o impossível.

Dia após dia, vejo que a consciência do problema aumenta. A indignação, revolta e sentimento de impotência para solucioná-lo também.

Impressiona-me o silêncio sobre o assunto. Até o CADE, que existe para regular o mercado e impedir monopólios, se omite. Pois é evidente que se trata de um monopólio. A CBF vende os direitos de transmissão com exclusividade para a Globo e a Globo negocia como quer com cada clube seguindo apenas um único critério: audiência, que deriva do tamanho de torcida. No grande jogo pelas receitas que acontece antes dos times entrarem em campo, os outros clubes ficam impedidos pela exclusividade, de vender seu produto partida de futebol, para um ou mais compradores talvez dispostos a pagar mais. Ou será que Record, Bandeirantes, Fox Sports e ESPN não pagariam mais para transmitir as partidas dos outros clubes ? Impedir a livre concorrência e impedir a prerrogativa de escolher o comprador é cercear o direito econômico !

Em um País como o nosso, onde se briga há décadas pela democratização de oportunidades e redução da desigualdade de renda, no futebol ocorre o contrário, há o estímulo para o fosso e a distância econômica entre os clubes.

Quem sabe atitudes como a sua, não abrem o caminho para, no mínimo, existir um debate sobre esse tema e assim permitir àqueles que amam o futebol e seus clubes, sonhar por uma disputa justa.

Atenciosamente,

Lucas Peschke

Repito: o que você achou dessa minha divisão de cotas? Que mudanças sugere?


Espanha já era. Sigamos o modelo alemão!

estadio borussia
A espantosa fidelidade dos torcedores do Borussia Dortmund é retratada na frequência de seu estádio, cuja capacidade é de 80 mil pessoas e registrou média de 79.151 pessoas na última temporada.

Como diria meu amigo e grande texto do jornalismo esportivo Roberto Avallone, futebol é o momento. E o momento é todo alemão, com o Bayern sapecando 7 a 0 em dois jogos contra o decantado Barcelona do machucadinho Messi e o Borussia passando pelo empolado Real Madrid dos vaidosos portugueses Mourinho e Cristiano Ronaldo.

Mas fazer a final da Liga dos Campeões não é todo o mérito que o futebol da Alemanha tem hoje. Rico e organizado, ele é um exemplo em vários aspectos, a começar pela divisão igualitária das cotas de tevê. Lá, todos os 36 times da Primeira e Segunda Divisão recebem em princípio verbas idênticas da tevê, que aumentam de acordo com a classificação do time nos campeonatos.

No fim da temporada passada, o poderoso Bayern de Munique recebeu 29,96 milhões de euros da tevê, enquanto o humilde Saint Pauli, rebaixado para a Segunda Divisão, recebeu 13,2 milhões, ou 44% da cota paga ao Bayern.

Na Espanha, onde se aposta na fórmula que privilegia apenas dois times, Barcelona e Real Madrid recebem mais do que o triplo do terceiro. Real e Barça ganham 140 milhões de euros por temporada, enquanto o Valencia recebe 40 milhões, ou 30% dos dois queridinhos. Essa divisão desigual tirou toda a competitividade do Campeonato Espanhol, que, assim como o Gaúcho ou o Mineiro, ficou restrito à disputa particular entre duas equipes.

No Brasil, em que a Rede Globo, aproveitando-se da implosão do clube dos Treze, adotou a negociação individual com os clubes e passou a destinar as maiores verbas para Corinthians e Flamengo, numa política semelhante à adotada na Espanha, a desigualdade já atinge níveis alarmantes.

Enquanto o Alvinegro de Itaquera recebe 112 milhões de reais por ano, o Fluminense, duas vezes campeão brasileiro nas ultimas três temporadas, fica com apenas 29 milhões, ou 25%; e o Bahia duas vezes campeão brasileiro e primeiro representante do Brasil na Copa Libertadores, recebe 15 milhões, ou 13,3%.

Esse desequilíbrio pode acabar justamente com o que o futebol brasileiro tem de mais precioso, e que é a competitividade, hoje uma dádiva pretendida também pela Espanha, que já percebeu a ineficiência de seu modelo.

Na Alemanha, nove clubes grandes!

Muito diferente dos países cujo futebol vive de uma eterna polarização, na Alemanha há noves clubes considerados grandes. São eles:

Bayern de Munique, 171.345 sócios e média de público em seu estádio de 69 mil pessoas;
FC Schalke, 100.426 sócios e média de público de 61.320;
Hamburgo SV, 70.920 sócios e média de 54.446;
Borussia Dortmund, 60.000 sócios e média de 79.151;
Colônia, 53.987 sócios;
Borussia Mönchengladbach, 50.000 sócios;
VfB Stuttgart, 43.866 sócios;
Werder Bremen, 40.400 sócios e
Hertha BSC, 29.330 sócios.

Para maiores informações sobre o futebol alemão, entre aqui:
http://sinopsedofutebol.blogspot.com.br/2012/04/maiores-da-alemanha.html

Enfim, está mais do que evidente que o modelo espanhol é um equívoco, tanto assim que já está sendo abandonado pela própria Espanha. Jogar todas as fichas em apenas dois clubes é temerário e desanimador, pois prejudica o nível geral das competições e diminui o interesse nacional pelo esporte – o que influi diretamente na queda das arrecadações e na verba de patrocínio.

E na Europa ainda há a vantagem de se jogar competições internacionais de enorme visibilidade e altíssimas premiações, o que não ocorre no Brasil e na América do Sul, em que competições regionais, como os Estaduais de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul pagam mais do que a Libertadores.

E você, acha que a espanholização está com os dias contados?


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