Em todo evento em se juntam santistas, os temas históricos e atuais do clube são discutidos e boas idéias sempre surgem. Hoje, terça-feira, teremos o relançamento do livro Time dos Sonhos em São Paulo. Será uma ótima oportunidade para falarmos do nosso Santos. O encontro se dará – a partir das 18 horas, sem horário para terminar – no Murymarelo Bar, situado à rua Fernandes Moreira, 387, Chácara Santo Antonio, telefone (11) 5181-3104.

Aqueles que compraram o livro pela campanha da Kickante o receberão pessoalmente. Também serão sorteados alguns exemplares do Dossiê. Não se trata de coquetel. A comanda no Murymarelo é individual. Aconchegante, o bar tem vários ambientes. Vamos fazer o lançamento no mezanino, em um salão chamado, sintomaticamente, de “Fênix”.

Entre os temas atualíssimos do Santos, está a construção de um estádio, em um terreno do Portuários e da Prefeitura de Santos, para 25 mil pessoas. Há muitos pontos a serem abordados antes de se tomar uma decisão tão importante. Porém, o presidente Modesto Roma age como se fosse um monarca no gozo de seus poderes absolutistas.

Como em tudo na vida, o projeto tem fatores positivos e negativos. Se o envolvimento financeiro do Santos for mínimo e se a arena estiver sempre lotada, o time, provavelmente, ficará entre os quatro de melhor média de público do Brasil, já que em 2015 o quarto colocado, Grêmio, teve média de 23.164 pessoas, e o Cruzeiro, quinto, de 22.943.

Entretanto, pelo histórico da cidade de Santos, de não ter o costume de comparecer em massa à Vila Belmiro, é difícil acreditar que a média de público da arena ultrapassará 15 mil pessoas, o que colocaria o Santos abaixo das dez maiores médias, já que, só como referência, em 2015 o décimo foi o Bahia, com 15.295 pagantes por jogo.

Eternamente de Santos?

O que mais se percebe nas discussões é a contrariedade de quem sonhou um Santos maior do que seus rivais, levando públicos recordistas a alguns de seus jogos, e terá de se contentar com um time que só jogará para públicos maiores do que 25 mil pessoas quando for visitante. Enfim, o Santos abrirá mão de jogar para a sua maior massa torcedora, que fica na Grande São Paulo.

Se jogar mais em São Paulo atrairá mais público, aumentará a arrecadação com a bilheteria e permitirá atrair mais sócios, por que Modesto Roma e seus subordinados nem pensam em fazê-lo? Bem, aí nenhum motivo lógico ou científico explica. É política pura. Eternizar o time na sua cidade de origem esconde a intenção de “não perder” o Santos para os paulistanos. Na verdade, isso significa não perder o poder sobre o clube e todas as benesses que ele pode gerar.

Um estádio do Santos na capital teria, no mínimo, um público médio entre o do Palmeiras – de 29.454 este ano – e do São Paulo, de 19.751. Acredito mesmo que com um bom trabalho de marketing e uma campanha abrangente e eficiente para atrair novos sócios, atingiria uma média superior a 30 mil pessoas, tornando o segundo estádio em público na Capital.

O Santos continuaria de Santos, o dinheiro arrecadado continuaria indo para Santos – gerando emprego e aumentando o PIB da cidade –, mas o clube jogaria mais onde tem mais público. O artista iria onde o povo está e o fã da Coca-Cola não precisaria ir até Atlanta para tomar uma.

Enfim, este é um dos assuntos atuais do Santos. Há outros, como a formação do elenco para 2016. Isso tudo é discutido quando santistas se reúnem. Hoje teremos mais essa oportunidade: a partir das 18 horas, até meia-noite, no relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, o melhor presente de Natal que um santista pode desejar. Anote aí: bar Murymarelo, rua Fernandes Moreira, 387, Chácara Santo Antonio, telefone (11) 5181-3104. Estarei lá te esperando.

Posso contar sua presença hoje, no Murymarelo, no relançamento de Time dos Sonhos? E o que você acha do estádio em Santos?