Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Dia de Neymar reencontrar Luxemburgo, Pará, Elano, Marquinhos…

Hoje é dia de se colocar à prova algumas convicções santistas. O técnico Vanderlei Luxemburgo e os jogadores Pará, Elano e Marquinhos foram dispensados pelo Santos com alívio, mas agora integram um time que ainda sonha com o título, enquanto ao Alvinegro Praiano só resta lutar contra o rebaixamento.

Uma vitória alvinegra será excelente; um empate, bom; mas uma derrota manterá o Santos perigosamente próximo da chamada zona da degola. Mesmo com Neymar, o toque de Midas que torna vencedor um time comum, prevê-se muitas dificuldades para este domingo de Olímpico lotado em que o Santos enfrenta o Grêmio às 18h30m, com transmissão do Sportv.

Por incrível que pareça, o Grêmio pagará 100 mil reais ao Santos pelo direito de utilizar Pará, que está emprestado ao clube gaúcho. Outro ex-santista do tricolor é o meia Zé Roberto, que o Santos tentou contratar, mas achou muito caro e por isso desistiu.

Sem Léo, machucado de novo, Muricy Ramalho deve escalar Juan ou Gérson Magrão na lateral-esquerda. O técnico já percebeu que a torcida prefere qualquer um na posição, menos Juan, porém, como o jogo será longe da Vila Belmiro, talvez volte a insistir com o lateral são-paulino.

Na lateral-direita, Bruno Peres segue machucado (assim como o ex-titular Fucile e o ex-estreante Galhardo). Peres começou a partida contra o Universidad de Chile, mas acabou substituído por Ewerton Páscoa, que talvez seja improvisado por ali.

No mais, será o mesmo time que na quarta-feira conquistou a competição sul-americana: Adriano e Arouca como volantes; Patito e Felip Anderson como meias e Neymar e André no ataque.

O Grêmio deverá iniciar a partida com Marcelo Grohe; Pará, Werley, Gilberto Silva e Anderson Pico; Fernando, Souza, Elano e Zé Roberto; Kléber e Marcelo Moreno. A arbitragem será de Nielson Nogueira Dias (PE), auxiliado por Roberto Braatz (Fifa-PR) e Clóvis Amaral da Silva (PE).

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Grêmio

Por Wesley Miranda

Santos e Grêmio já se enfrentaram 71 vezes na história, com 32 vitórias do Peixe, 16 empates e 23 vitórias gremistas. O Santos marcou 103 gols e o Grêmio 76.

Em Brasileiros, desde seu início em 1959, são 54 confrontos, com 25 vitórias do Peixe, 13 empates e 16 vitórias do Grêmio. Setenta e quatro gols foram alvinegros e 50 tricolores. Pela Libertadores e Copa do Brasil, são dois jogos por cada competição, com uma vitória para cada lado. Em amistosos, são 13 partidas, com cinco vitórias para cada lado e três empates.

Além de amistosos, jogos em Brasileiros, Libertadores e Copas do Brasil, as duas equipes já se enfrentaram em outras ocasiões.

18/07/1995 – Santos 0x0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

05/07/1996 – Santos 1×0 Grêmio – Estádio Mané Garrincha – Copa dos Campeões Mundiais

22/01/1996 – Santos 2×2 Grêmio – Pênaltis 3 a 0 – Vila Belmiro – Torneio de Verão

13/11/1999 – Grêmio 3×1 Santos – Estádio Olímpico – Torneio seletivo da Libertadores

17/11/1999 – Santos 0x1 Grêmio – Vila Belmiro – Torneio seletivo da Libertadores

Os artilheiros santistas
O artilheiro do confronto é Pelé, com 10 gols. O Rei do Futebol jogou contra o Grêmio em 12 oportunidades, obtendo seis vitórias, dois empates e sofrendo quatro derrotas.

Abaixo, contaremos as histórias de jogos em que ele marcou no total sete gols. Os outros gols saíram na vitória de 3 a 1 no Robertão de 68, na derrota da Taça de Prata de 69 por 2 a 1 e em um amistoso na Vila Belmiro por 2 a 0.

Na vice artilharia vários jogadores de várias épocas diferentes, como Del Vecchio, Jair Rosa Pinto (autor dos dois primeiros gols do Santos em Brasileiros), o gênio Coutinho, o Messias G10vanni (que em uma vitória de 4 a 1 na Vila Belmiro em 1995 marcou três gols), Alessandro Cambalhota, Alberto e Robinho.

O primeiro encontro: gol de Friedenreich em Lara, o craque imortal
Meses antes de conquistar o primeiro Campeonato Paulista de sua história, o Santos excursionou pelo Rio Grande do Sul para uma série de amistosos. No primeiro jogo, no dia 12/05/1935, o Santos FC empatou em 1 a 1 com o Internacional de Porto Alegre. No segundo jogo da excursão, o adversário foi o Grêmio Futebol Porto Alegrense no extinto Estádio da Chácara das Camélias. Derrota do Peixe por 3 a 2. A grande atração da partida e da excursão foi o consagrado e veterano atacante Arthur Friedenreich (com 43 anos), que anotou um dos tentos santistas na derrota, tendo outro experiente jogador, Mário Seixas, anotado o outro tento.

No gol tricolor, Eurico Lara em um de seus últimos jogos no arco gremista. O goleiro, que entrou no hino do Grêmio e na história do time gaúcho, agravou um quadro de tuberculose depois de disputar um Grenal em setembro de 1935, falecendo em novembro.

O primeiro jogo em Brasileiros, a primeira decisão
Elaborada em 1958 e criada em 1959 pela CBD, presidida por João Havelange, a Taça Brasil tinha como finalidade apontar o campeão nacional e consequentemente o representante do Brasil na Libertadores da América, que seria disputada pela primeira vez em 1960. O critério para a disputa dessa Taça Brasil era o título regional. O Grêmio, que havia conquistado o campeonato Gaúcho de 1958, e o Santos, campeão Paulista do mesmo ano, garantiram suas participações na I Taça Brasil.

Nas primeiras fases do campeonato, o Grêmio eliminou o Atlético-PR (1×0 e 1×0) e o Atlético-MG (4×1 e 1×0), passando para as semifinais.

Por ser do forte eixo Rio-SP e por uma questão de facilitar a disputa (por conta de extensas viagens), o Santos FC já tinha garantido a presença nas semifinais do campeonato.

E foi em uma semifinal de Taça Brasil que o Alvinegro de Vila Belmiro fez sua primeira partida em campeonato Brasileiro e o adversário foi o até então invicto Grêmio do zagueiro Calvet.

Na primeira partida da decisão, em 17/11/1959, na Vila Belmiro, o Santos FC aplicou uma goleada de 4 a 1 sobre os gaúchos. O experiente Jair Rosa Pinto anotou os primeiros dois gols do prélio e da história do Santos FC em Brasileiros, mas Gessi diminuiu para o time tricolor. Faltando 10 minutos para o término da partida, o gênio Coutinho aumentou e o xerife Urubatão ampliou! Santos 4×1 Grêmio.

No dia 25/11/1959, o Santos FC viajou para o Sul para a disputa da partida decisiva. O empate de 0 a 0 garantiu o Santos FC na final contra o futuro campeão Bahia.

Taça Brasil 1963 – A segunda decisão
Campeão Gaúcho de 1962, o Grêmio entrou para a disputa da Taça Brasil 1963. Nas primeiras fases, eliminou o Metropol de Santa Catarina (1×1 e 2×0) e novamente o Atlético-MG (1×1 e 2×1), credenciando para as semifinais.

Mas para azar do forte time do Grêmio, no caminho tinha um Santos, bicampeão Brasileiro, bi da Libertadores e bi Mundial.

No primeiro jogo, no Rio Grande do Sul, já no começo de 1964, mais de 50 mil pessoas compareceram na esperança da vitória do time tricolor frente ao esquadrão alvinegro de Pelé e Coutinho.

O jogo
O time gaúcho, jogando de igual para igual, abriu o marcador aos seis minutos com Paulo Lumumba. Mas o Santos FC, com o seu esquadrão, virou com gols do gênio Coutinho (2) e Pelé. Grêmio 1×3 Santos.

Nesse jogo, o lendário lance em que fez a torcida adversária aplaudir de pé. Pelé “chapelou” um adversário na meia cancha e sem deixar cair no solo tocou para Coutinho, que no alto se livrou de um marcador e voltou de cabeça para o Pelé, e, assim, foi de cabeça a cabeça até a área. O lance não resultou em gol, mas ficou para história.

O Santos do técnico Lula formou com Gylmar; Dalmo, João Carlos e Geraldino; Haroldo e Zito; Dorval, Lima, Coutinho, Pelé e Batista.

Se o primeiro confronto das semifinais já não rendeu história suficiente, o segundo foi, então, ainda mais marcante.

Jogando no Pacaembu apenas três dias depois, no dia 19/01/1964, o Grêmio viu José Macia, o Pepe, abrir o marcador aos seis minutos, com uma de suas famosas bombas de falta. O valente Grêmio, a exemplo do Santos, no Sul, virou para 3 a 1 e em apenas cinco minutos, com gols de Paulo Lumumba (2) e Marino. Ainda na primeira etapa, Pelé diminuiu para 3 a 2. Na etapa complementar, o Rei anotou mais 2 gols, aos 13′ e aos 40′, e, para completar a festa, foi para o gol depois de Gylmar ser expulso.

O Peixe formou com Gylmar (Pelé); Dalmo, João Carlos (Joel) e Geraldino; Haroldo e Zito; Batista, Lima, Coutinho, Pelé e Pepe.

Curiosidade: Pelé no gol
Pelé, o maior jogador de futebol do todos os tempos, atuou no arco santista em quatro oportunidades.

04/11/1959 – Santos 4×2 Comercial(SP) – Pelé substituiu Lalá aos 19 minutos do segundo tempo, depois do arqueiro desmaiar ao se chocar contra a trave.

19/01/1964 – Santos 4×3 Grêmio – Depois de marcar três gols, substituiu Gylmar.

14/11/1969 – Botafogo(PB) 0x3 Santos – Depois de marcar o 999º Pelé substituiu Jair Pessoa. Reza a lenda que o técnico Antoninho Fernandes pediu para o goleiro simular uma contusão para que o rei fosse para o gol. Tudo para evitar que o milésimo gol saísse em um amistoso, longe do eixo Rio-SP.

19/06/1973 – Baltimore Bays (USA) 0x4 Santos – Amistoso nos Estados Unidos em que Pelé substituiu o grande Cláudio Mauriz.

Duelo de artilheiros máximos
Depois desse confronto pela Taça Brasil de 1963, as duas agremiações só foram se encontrar no Robertão de 1967. Jogando no Estádio Olímpico, válido pela segunda rodada do certame, no dia 12 de março, o prélio terminou empatado em 1 a 1 com gols de seus goleadores máximos. Do lado do Santos, Pelé, que é o maior artilheiro santista com 1.091. Do outro lado, Alcindo, até hoje o maior artilheiro da história do Grêmio com 264 gols.

O Santos do técnico Antoninho Fernandes formou com Gylmar; Carlos Alberto Torres, Oberdan, Orlando e Rildo; Lima e Mengálvio; Amauri(Copeu), Pelé, Toninho Guerreiro e Edu.

Mais de 44 mil pessoas assistiram à partida, e a renda de NCr$ 95.375,00 foi recorde no Rio Grande do Sul!

Alcindo Martha de Freitas jogou também no Santos de 71 a 73, marcando 46 gols.

Os últimos gols de Pelé sobre o Grêmio
Em partida válida pelo Campeonato Brasileiro de 1973, no dia 12/12, no estádio do Pacaembu, o Santos goleou o Grêmio por 4 a 0 com gols de Nenê Belarmino, Brecha e Pelé (2). Esses dois tentos foram os últimos do Rei contra o time gremista.

O Santos do técnico José Macia formou com Wilson; Carlos Alberto Torres, Vicente (Hélio Pires), Marinho Perez, Zé Carlos (Turcão); Clodoaldo, Brecha, Nenê Belarmino, Pelé, Edu e Mazinho.

A terceira decisão
Depois de eliminar o São Paulo (time com melhor campanha na primeira fase) pelas quartas de final, o jovem Santos de Emerson Leão agora tinha pela frente o experiente Grêmio do técnico Tite pelas semifinais do Brasileiro 2002. O time gaúcho tinha eliminado o conterrâneo Juventude (0x0 e 1×0).

No primeiro confronto, na Vila Belmiro, o Santos não se intimidou com a força sulina e com gols do príncipe Alberto (2) e do menino Robinho, ganhou de 3 a 0, dando enorme passo para a grande final.

O Peixe do técnico Emerson Leão formou com Fábio Costa; Maurinho, André Luís, Alex e Michel; Paulo Almeida, Renato, Robert (Douglas) e Diego; Alberto e Robinho.

Mas ainda faltava o jogo no Sul, e, mesmo tendo que ganhar por três gols de diferença, a esperança gremista de reverter o resultado era grande.

O time de meninos ofensivos e inexperiente deu lugar a um time cauteloso e experiente. A tática certeira de segurar o ímpeto gaúcho, que só conseguiu o único gol do jogo aos 23 minutos do segundo tempo, com o ex-santista Rodrigo Fabri, deu certo, e o Santos voltava a disputar uma final de brasileiro depois de sete anos e garantia a volta a Libertadores depois de 18 anos.

O Peixe formou com Fábio Costa; Maurinho, Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano e Diego (Alexandre); Robinho (Robert) e Alberto.

Campeonato Brasileiro 2004 – Goleada em vão?
Na épica disputa do Brasileirão 2004, Santos e Grêmio se enfrentaram no Estádio Benedito Teixeira, em São José do Rio Preto, no dia 05/12, pela antepenúltima rodada. E o Peixe goleou o Grêmio por 5 a 1 com gols de Ricardinho (2), Ávalos, Deivid e Basílio.

Apesar da estonteante goleada, que até poderia ser maior, já que antes dos 30 minutos Deivid anotava o quarto tento, o time jogou com as atenções voltadas para o confronto entre Atlético PR e São Caetano, em Curitiba, que terminou com o rival direto na disputa do título vencendo de virada por 5 a 2.

Para o Grêmio, a derrota nada interferiu, já que o time se encontrava na lanterna e matematicamente rebaixado.

O Peixe do técnico Vanderley Luxemburgo formou com Mauro; Paulo César, Ávalos, Leonardo e Léo; Fabinho, Preto Casagrande (Zé Elias), Marcinho e Ricardinho (Bóvio); Deivid (Luizinho) e Basílio.

Curiosidade: Santos FC campeão Brasileiro em 2004
O Santos foi campeão Brasileiro de 2004 com 89 pontos. Em 46 jogos, foram 27 vitórias, oito empates e 11 derrotas. Com 103 gols marcados e 58 gols sofridos.

Mesmo com os inúmeros gols mal anulados, o Santos detém até hoje o recorde de gols marcados em uma edição de um Campeonato Brasileiro.

Os principais artilheiros do oitavo título Brasileiro foram: Robinho e Deivid com 21 gols cada, Elano com 16, Basílio com 15 e Ricardinho com 11 gols.

A quarta decisão contra o Grêmio – nosso único revés
Depois de uma irretocável primeira fase de Libertadores, quando ganhou os seis jogos e sofreu apenas um gol, o invicto Santos, que tinha eliminado o Caracas nas oitavas e o América do México nas quartas, era o favorito na disputa com o irregular Grêmio pelas semifinais da Libertadores 2007.

Mas em casa o time gaúcho tinha perdido apenas uma partida no ano.

O jogo de ida
O jogo seguiu equilibrado até o zagueiro Ávalos segurar Diego Souza dentro da área e cometer pênalti. Na cobrança, Tcheco deslocou Fábio Costa e abriu o marcador. O segundo gol do Grêmio foi uma grande vacilada do zagueiro Adaílton, que errou o passe e perdeu bola para o atacante Carlos Eduardo, que puxou o ataque e marcou. A situação do Santos de Zé Roberto e Luxemburgo ficava delicada para o segundo jogo.

O jogo da volta
Apesar do Alçapão ferver, Diego Souza marcou em rara chance do Grêmio aos 23′ minutos. O gol gremista aumentava a missão santista, que precisava reverter para 4 a 1 devido aos gols qualificados.

Nos acréscimos da primeira etapa, o atacante Renatinho empatou. Logo aos 15′ minutos do segundo tempo, de novo Renatinho marcava, virando para o Santos. Aos 32′ minutos foi a vez de Zé Roberto marcar em rebote. Faltando 15 minutos para o termino do prélio era possível sonhar com mais um gol. Mas ele não veio e o Santos teve o único revés diante do Grêmio em disputas eliminatórias.

A última decisão
Com 10 anos de invencibilidade jogando no Olímpico contra o Santos, o Grêmio do técnico Silas recebeu o Peixe por mais uma semifinal de campeonato, dessa vez por uma Copa do Brasil.

O jogo
Ganso bateu corner da esquerda para André abrir o marcador de cabeça. Apenas cinco minutos depois, PH puxou contra ataque e colocou André para bater na saída de Victor! Em 20 minutos de jogo, o Santos abria 2 a 0 e ficava a impressão de que poderia ampliar ainda mais, mesmo na casa do adversário. E essa impressão aumentou quando Durval cometeu pênalti em Willian Magrão e, na cobrança, Jonas, ex-Santos, bateu e Felipe defendeu. O goleiro santista fez uma de suas melhores partidas pelo Santos.

Na etapa complementar, Dorival Jr tirou Marquinhos para a entrada de Rodrigo Mancha. A substituição custou caro para equipe e para a carreira do volante. Em dois lances perdidos por ele no meio, o atacante Borges marcou dois gols. Dorival tentou corrigir tirando o volante 10 minutos depois para entrada de Rodriguinho, mas Jonas virou aos 21′ e de novo Borges ampliou aos 30′. Com o 4 a 2 foi a vez dos tricolores pensarem que a fatura estava liquidada. Mas a sobrevida santista veio com Robinho aos 37′ em bela assistência de Paulo Henrique Ganso. Santos 4×3 Grêmio.

O jogo da volta
Cercado por muitas provocações gaúchas, os jogadores do Santos FC entraram mais motivados para o segundo jogo na Vila Belmiro. Mas o gol não saiu no amarrado primeiro tempo, e apenas no segundo tempo com PH Ganso aos seis minutos com um belo chute da intermediária. O gol desmantelou o esquema defensivo do time gaúcho e aos 24 minutos Robinho marcou um golaço de cobertura. Com os dois gols de vantagem, a fatura parecia liquidada. Então, após rebote do goleiro Felipe, Rafael Marques pegou a sobra e diminuiu aos 29 minutos. A tensão na Vila Belmiro só foi quebrada aos 40 minutos, quando, em contra ataque, Wesley fintou o selecionável Victor para dar números finais. Santos 3 x 1 Grêmio.

Quebra de 10 anos de invencibilidade gremista no Olímpico
O jejum de vitórias do Santos no Olímpico acabou no dia 25/08/2010, com a vitória de 2 a 1 com gols de Neymar e Rodriguinho.

O último encontro
Pela primeiro turno do Brasileiro de 2012, em jogo realizado na Vila Belmiro no dia 08/07, o Santos goleou o time gaúcho por 4 a 2 e conseguiu sua primeira vitória no certame, em bela atuação de Felipe Anderson e de Neymar. Os tentos foram anotados por Felipe Anderson (2), Edu Dracena e Neymar.

O Peixe formou com Rafael; Bruno Peres, Edu Dracena (Bruno Rodrigo), Durval e Juan; Adriano, Henrique, Arouca e Felipe Anderson (Ewerton Páscoa); Neymar e Victor Andrade (Geuvânio). Técnico: Muricy Ramalho.

E você, o que acha desse Santos e Grêmio?


Reveja a vitória que colocou o Santos na briga pelo seu 9º título brasileiro

Se já diziam que uma imagem fala mais do que mil palavras, o que dizer de um filme de quase oito minutos com os gols e melhores momento de um jogo? Reveja a grande vitória do Santos, ontem, no Estádio Olímpico, sobre o Grêmio, preste atenção no desempenho dos jogadores e depois comente os lances.


Santos acaba com tabu no Olímpico e volta a lutar pela tríplice coroa

Mesmo com um jogador a menos, já que Alex Sandro foi expulso, o Santos venceu o Grêmio no Olímpico com um gol nos acréscimos e acabou com um tabu de 10 anos sem vencer o tricolor do Sul em Porto Alegre.

Engraçado que nem o time com Robinho, André e Wesley tinha conseguido isso. Está certo que desta vez o Grêmio não tinha mais a mesma personalidade de quando enfrentou o Santos pela Copa do Brasil.

E o resultado poderia ser um pouco mais folgado, pois o goleiro Victor defendeu um pênalti cobrado por Neymar aos 40 minutos do segundo tempo, quando o jogo estava empatado em 1 a 1.

O técnico Renato Gaúcho disse que o Grêmio dominou o primeiro tempo e o Santos o segundo, daí achar que o resultado mais justo seria o empate. Mas Souza saiu de campo dizendo que o Santos mereceu a vitória.

Os jogadores do Grêmio abusaram das faltas para parar Paulo Hernrique Ganso e Neymar. No entanto, foram favorecidos pelas vistas grossas do árbitro Marcelo de Lima Henrique, que deu cinco cartões amarelos e um vermelho para os santistas e apenas dois amarelos para o time da casa.

Neymar, pelo Santos, e Victor, pelo Grêmio, foram os melhores jogadores em campo. Paulo Henrique Ganso saiu com uma ligeira torsão no joelho, e foi substituído por Zezinho.

Dorival Junior voltou a insistir com o centroavante Marcel, mas só depois que o substituiu por Zé Eduardo é que o Santos empatou e virou o jogo.

Método Científico OC erra a primeira

Depois de quatro resultados corretos, o Método Científico OC, que tinha previsto um empate, errou a sua primeira previsão. O leitor deste blog, Sandro Campos, previu a vitória do Santos e está escalado para dar sua previsão para a próxima partida do Santos, sábado, no Pacaembu, contra o Goiás.

Aliás, sábado o santista tem de lotar o Pacaembu e dar um recado ao time de que confia na conquista do título brasileiro.

E você, o que achou da vitória sobre o Grêmio em pleno Olímpico? Acha que agora o Santos vai embalar?


Método Científico OC analisa as chances de Santos e Grêmio – o jogão de hoje no Olímpico

Como se sabe, o Método Científico OC parte de um time-parâmetro que era o São Paulo, mas pode ser uma equipe hipotética, de bom nível, que entra em todas as competições no Brasil com boas possibilidades de ser campeã. A esta equipe damos 100 pontos e a partir da comparação com ela pontuamos os clubes que devem ser analisados. Hoje falaremos de Santos e Grêmio, jogão no Estádio Olímpico, no horário pornográfico das 22 horas. Vamos aos cálculos?

Se dávamos 140 pontos ao Santos com Robinho, André e Wesley, passamos a dar 110 ao Santos que restou. Tenho dúvidas se merece 110 ou 100, mas pela genialidade de Neymar e Paulo Henrique Ganso, acredito que 110 exprime melhor o potencial do time dirigido por Dorival Junior.

Quanto a este Grêmio, 80 pontos é a avaliação mais adequada. Mesmo na zona de rebaixamento, o time tem jogadores de bom nível, como Souza, Douglas, Jonas e Borges, além do goleiro Victor. E, na verdade, não está tão distante do Santos, pois apenas seis pontos os separam.

O Grêmio também está tentando se motivar com a chegada do técnico Renato Gaúcho, ídolo no clube, que convocou a torcida para o jogo de hoje. Assim, caso renda o máximo que pode – e isso, com o Grêmio, só tem acontecido quando joga em casa –, o tricolor do Sul atingirá os seus 80 pontos hoje.

Santos costuma cair fora de casa

O Santos costuma jogar menos do que pode quando é visitante. Uma certa queda é normal nessas circunstâncias, mas no caso do Alvinegro Praiano esta baixa às vezes chega a assustar. As partidas contra o Atlético Paranaense e Vitória, perdidas, ambas, por dois gols de diferença (2 a 0 e 4 a 2), mostraram um time desencontrado e sem personalidade.

O Grêmio, por sua vez, tem no Estádio Olímpico a sua tábua de salvação. Suas três vitórias neste Brasileiro foram obtidas lá e esta é a esperança do time e de seus torcedores na partida de hoje. Bem, do Grêmio já falei, deve chegar aos 80 pontos. Mas e o Santos, quanto cairá?

Hoje podem voltar os quatro que estavam suspensos: Edu Dracena, Rodriguinho, Marquinhos e Zé Eduardo. Mas a verdade é que os reservas Bruno Aguiar, Danilo e Zezinho foram bem contra o Atlético e ao menos os dois últimos podem jogar hoje. Essa briga pela posição sempre motiva e faz o jogador escalado render o máximo.

O lateral-esquerdo Léo, machucado, será substituído por Alex Sandro, que não tem a mesma experiência, mas ganha em vitalidade para marcar e apoiar. No ataque, Keirrison deve entrar no segundo tempo. O mais sensato é que o ágil Zé Eduardo comece o jogo, mas Dorival Junior tem a mania de queimar uma substituição ao escalar Marcel.

Enfim, jogando tudo no liquidificador, o mais provável é que o Santos tenha uma queda de rendimento, com relação ao seu potencial máximo, de 30%. Isso lhe dará 77 pontos.

Se o nível de imponderabilidades não for excessivo – e aí se inclui falhas graves da arbitragem e atuações individuais anormais para cima ou para baixo –, Grêmio e Santos deverão fazer um jogo equilibrado, com ligeiríssimo predomínio do time gaúcho, mas insuficiente para lhe garantir a vitória.

Assim, como 80 a 77 resulta em empate técnico, pela primeira vez, o Método Científico OC indicará o empate como o resultado provável de uma partida.

Você concorda com o MCOC? Qual seu palpite e análise para Grêmio e Santos?

Na última vez que se encontraram, na Vila Belmiro, pelo jogo de volta da semifinal da Copa do Brasil, o Santos fez um segundo tempo primoroso e venceu por 3 a 1, com golaços de Paulo Henrique Ganso, Robinho e Wesley. Veja de novo.


Um jogão no Olímpico. Mas que seja só futebol…

Santos e Grêmio têm feito grandes jogos. Geralmente o Santos não ganha no Olímpico e nem o Grêmio na Vila Belmiro. Mas não deixam de ser partidas bem disputadas.

O último jogo em Porto Alegre, pela semifinal da Copa do Brasil, foi sensacional. O Santos virou com uma vantagem de 2 a 0, mas em pouco mais de 20 minutos do segundo tempo o Grêmio fez quatro gols e provocou aquele alegre festival de encoxadas entre seus torcedores.

O passe genial de Paulo Henrique Ganso, no final, propiciou a Robinho marcar um golaço e diminuir a vantagem para 4 a 3, que o Santos pulverizou na Vila, vencendo o forte time gaúcho por 3 a 1.

Não sei ao certo quais jogadores os técnicos Renato Gaúcho e Dorival Junior escalarão, mas garanto que o jogo será equilibrado. Logo mais coloco todas as informações no computador, uso meu feeling e digo o que o Método Científico OC prevê para a partida.

Só espero que os jogadores, torcedores e jornalistas do Grêmio – sim, porque no Sul metade da crônica é vermelha e metade é azul – não vejam neste evento mais do que uma partida de futebol entre dois times do mesmo país, sob a mesma cultura, tradição e DNA.

Este negócio de misturar a paixão do futebol com pretensas rivalidades estaduais é perigoso. Ultimamente há um separatismo e um racismo odiosos grassando entre jovens radicais gaúchos. Tudo é usado para polemizar. Implicaram até com o futebol-arte dos Meninos da Vila, chamado jocosamente por alguns jornalistas gremistas de futebol-bailarino.

Há a tendência por lá de se valorizar o “futebol” viril, em que os pontapés no adversário devem ser tão aplaudidos como dribles e gols. Espero que essa bobagem acabe logo, pois não leva a nada e só pode prejudicar o Grêmio, que há três anos foi punido quando seus torcedores incendiaram os banheiros químicos do Beira-Rio.

Futebol, só futebol, bem jogado, ofensivo e de preferência com gols, é isso que o torcedor do Brasil quer ver e o Grêmio tem jogadores que também podem fazer isso. A presença na zona de rebaixamento é momentânea e o tricolor gaúcho ainda tem muito tempo para sair desta incômoda situação.

Deixo-os agora com um dos últimos clássicos entre Grêmio e Santos no Olímpico. Um jogo super equilibrado, com um golaço do colombiano Molina no final.


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