Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Eurocopa

Vergonha não é chorar…

Campeões também choram. Pela dor de não lutar a batalha final, por se lembrar de tudo o que passaram até alcançar a vitória. Não é vergonha chorar. A vergonha está em não lutar com todas as forças.

Por ser um time de coragem é que o Santos saiu de uma cidade litorânea para conquistar o mundo. E por isso é que a gente sempre deve confiar nele, mesmo quando sabe que a luta será renhida.

Este post tinha dois vídeos da conquista de Portugal e do choro de Cristiano Ronaldo, inconformado por não poder participar da decisão da Eurocopa. Foram excluídos devido aos direitos autorais, mas, se procurar no Youtube, você encontrará muitos outros. Postei os vídeos só para mostrar que campeões não fogem à luta, ao contrário, gostam dela e ficam arrasados quando não podem lutar por uma grande conquista. É esse o espírito que os torcedores do Santos esperam de seus jogadores nessa terça-feira.

Pague 1, leve 2 Time dos Sonhos, com dedicatória exclusiva, e ainda ganhe o e-book do livro Donos da Terra. Receba em casa sem custo de correio. Tudo por apenas 68 reais. Mas só até 31 de julho. Aproveite antes que acabe!
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos
A promoção continua até 31 de julho. Clique aqui para comprar o livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista, e ganhar mais um exemplar de graça, além da versão eletrônica do livro Donos da Terra, frete pago e dedicatória exclusiva. Tudo isso só por R$ 68,00 e ainda dá pra parcelar. Clique já!

E você, acha que o Santos vai chorar terça-feira?


Santos tem de retomar o seu DNA ofensivo

Engraçado que ontem, na tão profissional, moderna e bem organizada Eurocopa, o jogador da Alemanha estava de costas para a bola, que bateu no seu braço, e mesmo assim o árbitro deu pênalti. Na Vila Belmiro o corintiano estava de frente para a jogada quando espalmou a bola, cortando o cruzamento, e o árbitro mandou o jogo seguir. Mas, tudo bem, aqui já se sabia o que as arbitragens fariam nas semifinais da Libertadores. O que me despertou mais interesse no jogo da Alemanha, na verdade, nem foi isso, e sim a ousadia do técnico alemão, algo que Muricy Ramalho deveria imitar.

O técnico da Alemanha, Joachim Löw, mesmo com o bom retrospecto da equipe, mudou completamente o seu ataque para o jogo contra os gregos: trocou o centroavante artilheiro Mario Gomez e os pontas Lucas Podolski e Thomas Muller por Lose, Réus e André Schürrle, que não tinham jogado juntos na competição. Essa ousadia, hoje, é impensável no Santos, um time imobilizado pelo pragmatismo de Muricy.

Um time que teve o ataque mais famoso da história do futebol, com os lendários Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe, deveria ser proibido de jogar com menos de três atacantes. Isso deveria estar no estatuto do clube. Atacar só com “Neymar e mais um” é muito pouco para a equipe que fez mais gols na história. Se o técnico não se toca, a diretoria de futebol e o marketing devem agir.

Sim, porque o maior marketing do Santos é ser ofensivo – mais até do que a grife dos Meninos da Vila, que nem sempre brilham. O que tem incomodado o torcedor, basicamente, é essa falta de atrevimento, essa falta de apetite pelo gol, uma marca que sempre acompanhou o Santos.

Se um time tem quatro ou até cinco jogadores no meio de campo, pode crer que um ou outro vai ficar enrolando, sem apoiar ou marcar como se deve. O santista já percebeu que Elano tem se escorado nos companheiros o tempo todo, mais ou menos o que faz Paulo Henrique Ganso, que na última partida deveria ter sido substituido, pois não marcou, errou passes e ainda perdeu a bola ao tentar dribles inúteis.

O torcedor quer um time ofensivo e valente

Muricy Ramalho quer garantir os seus 700 mil por mês; a diretoria quer se manter no poder; os jogadores querem receber o salário em dia com o menor esforço possível, mas os torcedores, os santistas de verdade, pois acompanham o time sem interesse, estes querem que a alegria de jogar futebol volte à Vila Belmiro. E essa alegria só voltará quando o Santos recuperar a sua alma guerreira e atacante.

É hora de mudanças, é hora de racionalizar esse elenco, que já tem jogadores demais e qualidade de menos; é hora de fazer o time recuperar o seu DNA. Joguinhos de 0 a 0 e 1 a 0 são bons para outros clubes que se contentam com o resultado. O santista sempre foi mais exigente – e até por isso o Alvinegro Praiano tem um currículo bem melhor do que a maioria de seus concorrentes.

Para o torcedor é mais gratificante ver um ataque com Neymar, Dimba e Victor Andrade, ou Felipe Anderson, do que continuar esperando que alguns jogadores correspondam à fama. Enquanto na Alemanha uma linha ofensiva inteira pode ser trocada de uma vitória para outra, no Santos jogadores em má fase há muitos meses continuam com lugar cativo. O torcedor não suporta mais esses favorecimentos.

A partir de segunda-feira vamos iniciar neste blog uma enquete para saber quais jogadores o torcedor do Santos quer que continuem, ou que saiam do clube. Vá pensando sobre isso. Fizemos essa enquete há dois anos e o resultado foi excelente, pois ajudou a diretoria a depurar o elenco de jogadores como Marquinhos, Roberto Brum e Marcel, que eram autênticos pesos-mortos.

É necessário que esse balanço seja feito de novo. O Santos precisa de uma oxigenação, precisa retomar a ousadia, a volúpia do gol. Esta tem sido sua receita histórica de sucesso e não pode ser abandonada.

Você não acha que o Santos precisa voltar a ser mais ofensivo?


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑