Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Um mundo sem fronteiras

Clique aqui e passe o cursor sobre o mapa do Brasil para ver a porcentagem de santistas em cada cidade do País, segundo o Facebook.

Neste mesmo momento há barcos lotados à deriva no Mar Mediterrâneo, multidões famintas vagando pelas estradas que os afastam da guerra e os aproximam da esperança.

Pessoas estão morrendo em busca da paz, do trabalho, de um lugar para viver e criar seus filhos. Como cantou John Lennon, na agonia do sofrimento mais profundo essas pessoas percebem que os homens não deveriam ser divididos por fronteiras, ideologias ou religiões.

A Hungria pertence à Hungria, a Alemanha pertence à Alemanha, ou cada pedaço da Terra pode ser habitado pelo homem?

Vejo estas cenas e não posso deixar de pensar no nosso Santos: tão pequeno e desimportante – se comparado a esse profundo drama da humanidade que se desenrola embaixo de nossos narizes e longe de nossos corações – e mesmo assim tão dividido, como se tivesse, entre o litoral e o planalto, fronteiras guardadas por arame farpado e soldados armados.

E olhe que de todos os times de futebol do mundo, um dos poucos que jamais deveriam deixar-se dividir por limites geográficos é o nosso Santos, pois jogou em todos os continentes, contribuiu como nenhum outro para unir o homem pela estética universal do futebol.

Que mundo e que Santos você quer?


Mano, Galvão, Falcão e Ronaldo deveriam ir pra Europa. Para sempre…

Essa insistência suja e interesseira para que Neymar vá para a Europa é um grande desrespeito com o próprio Neymar, seus pais, o Santos, o presidente do Santos e a imensa torcida santista. Parece que o paraquedista que caiu sentado no cargo de técnico da Seleção Brasileira, o locutor que se acha Deus, o técnico mediocre e o ex-jogador que quer virar qualquer coisa que dê dinheiro acham que Neymar e as pessoas que o cercam são idiotas.

Trocar o Brasil pela Europa, no caso de Neymar, já é uma besteira, e antes da Copa de 2014, então, seria uma das maiores tolices que um jogador de futebol – que não precisa provar mais nada – poderia fazer. Falcão e Ronaldo não foram embora pela cultura européia ou para melhorar seu jogo. Foram apenas para ganhar mais dinheiro. Ponto. O resto é papo furado.

Mas Neymar, por ser mais ídolo do que eles quando foram embora , não precisa ficar longe dos amigos, da família, do time que ama ou do calor do Brasil. O Santos, os santistas – atuais e os que estão por vir – estão lhe proporcionando isso. As crianças, as jovens, os adolescentes, quem ama o futebol quer que Neymar fique. Só os invejosos, os babacas e os anti-santistas, que nós estamos cansados de saber quem são, o querem longe do Brasil. Ora, vão pentear macacos!

Neymar é do Santos no mínimo até 2015 e o clube deveria estudar a possibilidade de um vultoso processo contra esse aliciamento amoral contra o garoto. Se gostassem realmente de futebol, esses urubus não quereriam o melhor jogador da América longe de nossos campos. O ideal é que Mano Menezes, Paulo Roberto Falcão, Galvão Bueno e Ronaldo mudem-se definitivamente para a Europa. Ao menos os ares por aqui se tornarão bem mais respiráveis.

Aliás, para que país vocês acham que esse quarteto deveria ir?


É melhor Neymar ser o nº 1 no Brasil do que mais um na Europa

Acordei com a entrevista de um tenista norte-americano na cabeça. Eu a li há uns 20 anos, provavelmente na revista Tennis americana, mas ainda é atual. O rapaz, que estava entre os 20 melhores do mundo, reclamava que ganhava menos dinheiro e tinha menos prestígio do que tenistas de outros países que estavam bem atrás dele no ranking. Como este caso é um exemplo bastante oportuno para ser comentado agora, em que se discute os prós e contras da ida de Neymar para a Europa, faço questão de lembra-lo.

O tenista reclamava que, mesmo estando no grupo seleto dos top twenty, estava atrás de outros quatro jogadores norte-americanos no ranking, e por isso não era requisitado pelo mercado publicitário dos Estados Unidos, que se baseia na valorização do chamado number one.

“A sociedade norte-americana se baseia no ideal de ser o primeiro, o número um. O mercado publicitário é a mesma coisa. As empresas não querem associar a sua imagem ao número dois, quanto mais ao número cinco”, reclamava ele, mais ou menos com essas palavras.

E o choroso atleta lembrava que o número um de países como Brasil e Índia ganhavam muito mais dinheiro e eram muito mais conhecidos e idolatrados do que ele, mesmo mal figurando entre os 100 mais bem classificados do ranking. Isso era mesmo verdade, pois, à época, os melhores do Brasil eram Luiz Mattar e Jaime Oncins, idolatrados por aqui, presentes em várias campanhas publicitárias, que, no entanto, ocupavam posições próximas do número 80 no ranking da Associação dos Tenistas Profissionais.

O culto ao número um não é só um fenômeno norte-americano. É mundial, é típico de países capitalistas e, por conseguinte, marcante também na sociedade brasileira. Aqui Neymar sempre será o primeiro a ser lembrado para divulgar empresas, produtos, eventos. Aqui ele alcançou o status de number one. Lá estará saindo, na melhor das hipóteses, da terceira posição, para tentar ultrapassar os já lendários – e europeus – Lionel Messi e Cristiano Ronaldo (não me diga que Messi é argentino, por favor. Ele só nasceu na Argentina, mas foi criado, educado e pensa como um cidadão de Barcelona).

O desafio é ir, ou ficar?

Muitos defendem que Neymar não pode se furtar ao desafio de ir à Europa e provar que pode ser o número um do mundo. Pois eu penso exatamente o contrário. O desafio é ficar e quebrar o paradigma, ter coragem de dizer não às aparentes vantagens oferecidas pelo futebol europeu e se consolidar como ídolo e líder do futebol brasileiro e sul-americano.

Ser mais um famoso, ou meio-famoso, na Europa, é fácil. Não requer mérito ou qualquer qualidade moral. É só balançar a cabeça, como um cordeirinho, ao dinheiro que lhe esfregam na fuça. É só seguir o roteiro pré-estabelecido por seu agente, pelos donos do futebol e pela banda baba-ovo da limitada imprensa esportiva brasileira.

O mérito está em escolher o próprio caminho, dar um exemplo que ficará para a história e começará a mudar a estrutura do futebol mundial. E quando se pode fazer isso e não correr nenhum risco de se morrer na miséria – sorte que, infelizmente, já tiveram muitos dos craques que fizeram a fama do nosso futebol –, por que não faze-lo?

Claro que é uma questão dos valores de cada um. Estivesse eu no lugar de Neymar, não iria de forma alguma para a Europa antes da Copa de 2014. E talvez não fosse nunca, como jogador. Passaria muitas férias lá, claro, voltaria muitas vezes a Paris, compraria até um castelo em Portugal ou na Escócia, mas não jogaria em clube algum de lá, não exporia minhas canelas à sanha dos zagueiros e nem correria o risco de ser discriminado pela cor da minha pele, ou pela carapinha de meu cabelo.

E quanto mais dinheiro me oferecessem para deixar o Brasil, mais prazer eu teria de responder com um prazeroso NÃO! Já pensou que maravilha?! Pois se há algo que todo o dinheiro do mundo do futebol não pode comprar, é a personalidade de um jogador realmente acima de todos os outros. E a grandeza, reafirmo, não se mede pelos dígitos dos salários, mas pelo poder de escolher o próprio caminho.

Os exemplos de Teófilo Stevenson e Felix Savón

O cubano Teófilo Stevenson, que conheci nos Jogos Pan-americanos de Porto Rico, em 1979, foi o maior pugilista amador de sua época. Tricampeão mundial e tricampeão olímpico, o peso pesado Stevenson abandonaria o boxe invicto e com o rosto intacto. Antes, porém, seria convidado para o maior desafio do século: um combate contra Muhhamad Ali, que eu prefiro chamar pelo nome antigo de Cassius Clay, o campeão do mundo do boxe profissional.

Ofereceram a Stevenson uma bolsa de cinco milhões de dólares para enfrentar Ali – uma fortuna incalculável para a época, que lhe garantiria uma vida de luxo e fartura. Porém, ao aceitar o dinheiro e fazer o combate, Stevenson decepcionaria o povo e o regime comunista cubano, e, de ídolo, passaria a ser visto como mais um que se vendeu ao capitalismo.

Sua resposta aos homens que comandavam o obscuro mundo do boxe profissional não tardou: “Prefiro continuar amado por cinco milhões de cubanos do que ganhar cinco milhões de dólares”, disse ele, com a mesma altivez com que subia aos ringues para enfrentar adversários de todas as nações.

Hoje Stevenson vive em Cuba, feliz e saudável, e continua amado por seu povo. Tem um cargo no governo e sabe que deixou o nome na história cubana. Se tivesse aceitado os milhões de dólares para enfrentar Ali, provavelmente seria mais um dos cubanos exilados em Miami, caminhando para uma velhice sem reconhecimento ou carinho.

O exemplo de Stevenson foi seguido por seu compatriota Félix Savon, hexacampeão mundial e tricampeão olímpico entre 1992 e 2000. Mesmo insistentemente assediado pelo boxe profissional, Savon também preferiu continuar no seu país.

“Muita gente tentou me tirar de Cuba”, diz ele. “Ofereciam milhões de dólares, mas não aceitei. Eu já sou milionário, com os milhões de cubanos que me apoiam. Sou um símbolo de Cuba”.

Sim, símbolos de um país e de um povo. Assim podem ser definidos Stevenson e Savon. E olhe que são exemplos radicais, pois Neymar, aos 19 anos, já ganhou mais do que os dois lendários pugilistas angariaram em toda a vida. Ou seja: não será preciso que o jovem craque brasileiro abra mão de ser milionário para se tornar um símbolo do Brasil. Basta que resolva ficar.

Aqui Neymar será mais útil

Há um outro detalhe essencial nessa história toda: aqui Neymar será muito mais útil à sociedade brasileira do que na Europa. Ao decidir ficar, ele dará uma demonstração de confiança no Brasil, se tornará um exemplo para milhões de jovens que vêem nele um espelho.

Por que é preciso ir embora? Por que se deve comemorar quando se consegue um passaporte comunitário para morar na Europa, ou o green card para viver nos Estados Unidos? O Brasil é apenas um lugar onde se nasce contra a vontade e deve ser abandonado o mais rápido possível?

Bem, nunca acreditei nisso. E não falo só da boca pra fora. Quanto Thiago recebeu proposta para estudar marketing e jogar tênis nos Estados Unidos, não concordei. Ele cursou em São Paulo a excelente Escola Superior de Propaganda e Marketing e hoje é um profissional muito mais engajado em nossa realidade, e por isso mais eficaz.

Aqui um ídolo carismático como Neymar pode ser extremamente útil em campanhas nacionais contra a violência, contra a direção irresponsável no trânsito e, principalmente, contra as drogas – este mal que devasta nossa juventude e nosso futuro. E é muito diferente fazer campanhas morando aqui e morando em Madrid ou Barcelona. Quem foi embora, esta é a imagem que fica, fugiu de sua responsabilidade como brasileiro e por isso perdeu a credibilidade, o peso de suas palavras.

Não acredito que viver no Brasil envolva muito mais riscos do que morar em qualquer outra nação. Não acredito que haja propostas “irrecusáveis” baseadas apenas em uma oferta maior de dinheiro. Não acredito, enfim, que ir embora de um país em que se pode ser tão útil, represente algum desafio. Ao contrário. O desafio é ficar, envolver-se no aprimoramento da sociedade brasileira, consolidar-se como um ídolo eterno do nosso futebol, quebrar o paradigma do futebol mundial e um dia ser reconhecido como o melhor jogador do mundo sem sair da América do Sul.

E para você, é importante Neymar ficar no Brasil? Por que?


Manter Neymar no Brasil pode começar a mudar o eixo do futebol

Ao vencer a Liga dos Campeões da Europa, entre o prêmio em dinheiro pelo título e o que passaria a receber pelas cotas de televisão, o Barcelona garantiu um total avaliado em 126 milhões de euros, ou 179 milhões de dólares. Enquanto isso, o Santos, campeão da Libertadores, a versão sul-americana da Champions League, recebeu menos pelo título continental do que havia angariado pela taça do Campeonato Paulista, ou seja, o equivalente a 5% do campeão europeu.

O que isso significa? Que assim como os grandes supermercados engoliram os mercadinhos de esquina, o futebol europeu engoliu os futebóis pelo mundo afora. A competitividade é uma nuvem passageira que paira, de quatro em quatro anos, sobre as Copas do Mundo – quando muitos dos astros europeus defendem seus países de origem –, mas se dilui no dia a dia dos clubes.

Não é só uma questão econômica. É, também, um fenômeno cultural. Criou-se e se propaga, com pleno sucesso, o conceito de que só pode haver futebol na Europa e, portanto, os jogadores, por melhores que sejam, só passam a existir quando jogam lá. Essa crença tira dos países emergentes a vontade de alterar esta situação, mesmo quando têm plenas possibilidades para isso.

Se for levado em conta o PIB (Produto Interno Bruto) de cada país, o Brasil é mais rico do que Espanha e muito mais rico do que a Turquia, por exemplo, mas o campeonato brasileiro recebe apenas 40% dos direitos de transmissão do monótono campeonato espanhol (todo mundo sabe quem serão campeão e vice) e 70% do campeonato turco.

Você assiste ao insosso campeonato francês? Pois fique sabendo que ele arrecada 300% a mais com a tevê do que o brasileiro. A comparação com o italiano é ainda mais vexatória, pois eles faturam 500% mais. E com o inglês, então, dá até vergonha: pois aqueles times, que têm no chuveirinho sua tática principal, participam de uma competição nacional que fatura 6,5 vezes mais do que o campeonato brasileiro.

E como todos esses campeonatos europeus faturam tanto? Ora, vendendo suas transmissões de tevê para o mundo todo, o que gera milionários benefícios diretos e indiretos. Além do dinheiro obtido diretamente com a venda dos direitos, há o que se ganha com a maior popularidade dos times europeus no mundo, materializada na venda dos mais variados produtos, dos quais a camisa oficial é o pãozinho quente.

O próprio prêmio de melhor do mundo, chancelado pela Fifa, está plenamente ajustado neste esquema. No dia em que houver alguma dúvida de que os principais jogadores não estão na Europa, o castelo poderá começar a ruir.

A Europa precisa de ídolos para se manter no topo

Por mais que haja uma estrutura resplandecente, com estádios novinhos em folha e uma grama tão macia e apetitosa que alguns jornalistas esportivos teriam vontade de comer, a verdade é que o esporte ainda não pode prescindir do ídolo. É ele que incendeia as multidões, é ele que torna o sonho completo. Por isso esta ansiedade para tirar Neymar do Brasil.

Um ídolo do futebol que se mantenha fora da Europa pode colocar em risco o predomínio do futebol do velho continente. Tudo bem, isso pode representar apenas uma pequena fissura no dique, mas que as mudanças na economia mundial e, repito, a irrefreável paixão das massas, tratarão de alargar.

Com melhores atrações, o campeonato brasileiro se tornará um espetáculo mais requisitado, gerando ganhos maiores aos clubes e contribuindo para se iniciar um círculo virtuoso que levará ao aprimoramento de toda a estrutura.

Com um pouco de esforço de toda a comunidade futebolística brasileira – jornalistas esportivos, inclusive –, em poucos anos o campeonato brasileiro poderá dobrar o seu faturamento, que hoje é calculado em 247 milhões de dólares anuais. Estes três anos até a Copa do Mundo são a grande oportunidade de se buscar uma valorização que poderá elevar a competição nacional no mínimo ao nível da espanhola (683 milhões de dólares) ou até mesmo da francesa (912 milhões).

Desdenhar Neymar e Ganso faz parte do jogo…

Não me surpreenderam as frases do presidente do Real Madrid, Florentino Pérez, e de um jornalista italiano, duvidando do talento e da capacidade de Neymar e Paulo Henrique Ganso. Primeiro porque, como diz a sabedoria popular, quem desdenha quer comprar. E depois porque a Europa não pode correr o risco de dar ao mundo a impressão de que o Brasil tem dois dos melhores jogadores do planeta. Se não puderem levar, tratarão de minimizar a perda, de tentar desvalorizar os jogadores no mercado internacional.

Quando Pérez disse que Neymar não vale mais do que 15 milhões de euros, ele quis dizer que na Europa, e mesmo no Real Madrid, há muitos jogadores mais valiosos do que o brasileiro, o que é uma deslavada mentira.

E quando o jornalista italiano afirmou que Ganso não é um jogador vencedor, mostrou desconhecimento e arrogância, pois Ganso ganhou o Paulista de 2010 com sua personalidade e talento de segurar a bola em um momento crucial da partida, e foi essencial na conquista da Libertadores ao dominar o meio-campo do jogo decisivo contra o Cerro Porteño, em Assunção, quando o Santos estava desfalcado de Neymar e Elano e precisava desesperadamente da vitória. Ganso é tão vitorioso quanto Neymar, esta é a verdade.

A atitude correta – e corajosa – é manter os craques aqui

Perceba, leitor, que o Campeonato Brasileiro está esvaziado. Estádios pela metade, pouco interesse, atenções voltadas para a Copa América. Imagine o quanto não seria pior se os principais clubes estivessem sem seus melhores jogadores… Correríamos o sério risco de ver, abruptamente, o futebol brasileiro seguir os passos em direção ao abismo que se vê na vizinha Argentina.

Iniciar um movimento – ao menos no campo das ideias – para se manter nossos craques por aqui, é um primeiro passo para começar a mudar o quadro atual e impedir a falência do nosso futebol – que, repito, internacionalmente é menos valorizado do que o turco.

Assim como as equipes esportivas precisam de mais repórteres e menos comentaristas, o futebol brasileiro e sul-americano precisa de mais ação e menos blá-blá-blá. Que se estudem ações conjuntas de valorização do esporte no continente, que se crie, por exemplo, um prêmio ao melhor jogador do mundo que, realmente, contemple atletas de todos os continentes.

Enfim, é possível contra-atacar, apesar de a Conmebol e as federações nacionais serem dominadas por políticos e não por administradores, e a imprensa esportiva estar coalhada de pensadores modernos seduzidos pela grama verdinha e macia do futebol europeu, que não tiram a bunda da cadeira para checar as informações que dão.

Como já escrevi antes, até entendo que profissionais da ESPN defendam a ida dos melhores jogadores brasileiros para a Europa. Sem recursos para comprar os direitos de transmissão do campeonato brasileiro, a emissora vive de nos empurrar goela abaixo competições das mais variadas nações europeias. Cabe ao telespectador o discernimento de não perder tempo com tanta porcaria.

A BandSports, o Sportv e a RedeTV também transmitem jogos da Europa. Tudo bem, uma ou outra partida vale a pena. Mas aquilo que começou com o Silvio Lancelotti e o Antero Greco comentando jogos do campeonato italiano na hora do almoço de domingo, virou uma febre que não poupa nem o dantesco campeonato russo (urgh!).

O caso Neymar pode ser o precedente que o futebol brasileiro precisava para se auto-analisar, rever seu caminho. Do jeito que está, para onde vamos? Quando teremos novamente os melhores jogadores do mundo atuando aqui, como aconteceu até o final dos anos 70? Seremos eternos mercadores de talentos jovens para a Europa?

Bem, estas são respostas que cada um de nós tem de buscar dentro de si mesmo. Estádios modernos e gramas verdinhas não são a maior carência. A grande questão é abdicar do sonho, a única coisa que vale a pena no futebol. E é isso que muita gente, sem perceber, já fez no Brasil.

E você, tem alguma idéia de como transformar o futebol brasileiro em um dos mais atraentes e rentáveis do mundo? A bola é sua.


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