Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: falência no futebol

O passageiro e o essencial

Perder para o Sport, um time que estava na zona de rebaixamento e jamais havia vencido o Santos na Vila Belmiro, é o fim da picada e mostra que o Alvinegro Praiano continua pouco confiável. É o tipo de resultado que destroi o fim de semana do santista fanático. Mas revezes assim já aconteceram até com o Santos de Pelé. Por mais doloridos que sejam, são passageiros. O maior problema está em repetir os erros naquilo que é essencial para o crescimento de um clube que se tornou uma marca mundial e hoje parece querer se recolher ao seu bairro.

Um clube de futebol também é uma empresa e precisa saber equilibrar receitas e despesas, valorizar sua marca, atrair mais consumidores, ser sempre competitivo… E nesses quesitos é que vemos as maiores derrotas do Santos. É evidente que funcionários de empresas desorganizadas, pouco transparentes e descumpridoras de suas obrigações, trabalham de má vontade, postura percebida em alguns jogadores que enfrentaram o Sport.

A falta de visão é contagiante. Não havia jogo em São Paulo e a diretoria santista poderia ter marcado a partida para o Pacaembu, onde no mínimo o público seria o dobro dos 7.272 torcedores que foram à Vila Belmiro. Mas em plena campanha para sua reeleição, Modesto Roma quer garantir os votos do seu curral eleitoral, pouco se importando com o aprofundamento do buraco nas contas do clube. Quer continuar servindo-se do pobre Santos.

Um dia desses, em uma solenidade cabotina, paga com dinheiro do clube, o atual presidente prestou uma homenagem ao seu falecido pai, de mesmo nome, também presidente do Santos na década de 70. Com todo o respeito à memória de Modesto Roma pai – que eu conheci em 1976, quando o Santos estava quase virando um time pequeno – a verdade é que sua gestão deixou o clube em frangalhos e este só não sucumbiu de vez porque um empresário competente e ousado, como Rubens Quintas Ovalle, sucedeu Roma labçou um time de meninos, dirigido por Chico Formiga, que lotou várias vezes o Pacaembu e o Morumbi e, contra tudo e contra todos, conquistou o título paulista de 1978, o que deu novo ânimo ao clube e salvou o Alvinegro Praiano da falência.

Agora, décadas depois, mesmo com cinco recentes derrotas na Vila Belmiro, ainda há quem acredite que o velho estádio é sinônimo de vitória. São pessoas que não se convencem nem com os números cristalinos que mostram outra realidade. Essa forma de enxergar o Santos é bem mais prejudicial para o seu futuro do que um vexame histórico como o de sábado, pois é uma visão mentirosa, mesquinha, alimentada por quem tem medo de ver o time crescer.

O aumento das dívidas, pesadelo constante dos últimos anos que essa gestão faz questão de ignorar, está cobrando seu preço. Não há dinheiro para contratar bons jogadores e já está ficando complicado pagar os salários dos atletas medianos que vestem a sagrada camisa santista. Sim, medianos, medíocres, de futebol limitado, assim como é limitada a visão dos homens que hoje tocam violino no convés do nosso querido Titanic.

Santos FC, o maior espetáculo da Terra

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Esse livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nessa fase de pré-lançamento.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, curador do Museu Pelé, coautor do Dossiê que unificou os títulos brasileiros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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E para você, o que é essencial e passageiro no Santos?


Os sete desafios do Santos

Não, não me refiro ao São Paulo, nesta quarta-feira, às 22 horas, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro, e tampouco ao duelo contra o Figueirense, pelas quartas-de-final da Copa do Brasil. Falo de desafios maiores, mais abrangentes e duradouros, falo de um plano estratégico para o Santos crescer, como clube, e se manter no mais alto nível por todo o sempre. Isso será impossível, porém, enquanto algumas pendências não forem resolvidas. Para mim, as principais são as seguintes:

1 – Tornar-se especialista em eventos de futebol

A razão de existência do Santos é jogar futebol. Como se costuma dizer, o Alvinegro Praiano pode ser resumido a 11 camisas. É, dos clubes tradicionais brasileiros, o que tem a menor estrutura poliesportiva e social. Portanto, algo obrigatório no Santos é ter uma equipe de profissionais altamente especializados em organizar jogos de futebol, e isso inclui o relacionamento com sócios, torcedores, patrocinadores, jornalistas, fornecedores. E inclui também, principalmente, a administração das despesas e receitas. O Santos não pode continuar tão ineficiente a ponto de ser o clube com a menor lucratividade e a maior taxa de despesas diversas do futebol brasileiro.

2 – Aumentar, permanentemente, suas fontes de renda

O Santos é o produto e o torcedor santista é o consumidor. Há milhões deles espalhados pelo País, mas concentrados, principalmente, na Grande São Paulo, Baixada Santista, Interior de São Paulo, Sul de Minas Gerais, Norte do Paraná,Leste de Santa Catarina e Sul do Mato Grosso do Sul. Muitos adorariam contribuir para que o clube seja do tamanho de seus sonhos. Essa contribuição pode se dar não apenas comprando produtos oficiais do time, mas tornando-se sócio. Veja que se um dia o Santos tiver 100 mil sócios pagando 30 reais por mês, isso resultará em um total de três milhões mensais, ou 36 milhões brutos por ano. É impossível? Claro que não. Contratem um especialista no ramo que ele consegue. Nessa questão há, ainda, um universo de possibilidades que podem e devem ser pensadas e implementadas pelo marketing. Esta é uma área que exige extrema competência e dedicação absoluta. Uma pergunta: se o grande mercado financeiro e publicitário do Brasil está em São Paulo, por que o marketing do Santos continua, preguiçosamente, sediado embaixo das arquibancadas da Vila Belmiro?

3 – Definir a questão do estádio

Na Baixada Santista ou na Capital, em que lugar o Santos atrairá mais torcedores e terá maior lucratividade mandando os seus jogos? Para que as paixões regionais não influam, sugiro a contratação de uma empresa de marketing competente e neutra. Sei que a construtora que faria o estádio em Diadema, após pesquisa de mercado, chegou à conclusão de que ele deveria ser ali para ficar no meio do caminho entre a Capital e Santos. Segundo os estudos dessa empresa, em 2004 o Santos tinha 1,5 milhão de torcedores em São Paulo e 500 mil na Baixada Santista. Como a viabilidade do estádio dependia, em um primeiro momento, da venda de camarotes, e a empresa tinha detectado que 80% dos prováveis compradores de camarotes viviam em São Paulo, o estádio tinha de ser mais perto da metrópole. Porém, e se a Prefeitura de Santos, hoje tocada pelo santista fanático Paulo Alexandre Barbosa, assumisse o projeto de uma moderna arena municipal para, digamos, 30 mil pessoas, que pudesse ser utilizada pelos clubes profissionais da cidade, entre eles o Santos, e também servisse para os eventos do município e da região? Afinal, só a soma das populações de Santos, São Vicente, Guarujá e Praia Grande dá 1,1 milhão de pessoas, com mais de 400 mil torcedores do Santos. O que não se pode é ficar empurrando a questão com a barriga. Se é um alçapão o que se quer, que se projete um novo estádio com essas características, mas o que não se pode é deixar de crescer pela limitação a um palco bem aquém do potencial de sua torcida.

4 – Quitar suas dívidas

Como a maioria dos clubes brasileiros, o Santos se conformou em ser uma agremiação deficitária, como se a má administração e o eterno endividamento provocado por ela fossem um mal impossível de ser evitado, ou tratado. Não precisa e não deve ser assim. Com as novas leis que regem o futebol, um clube endividado correrá sérios riscos de perder seu patrimônio e de amargar graves prejuízos técnicos e de imagem. Até o rebaixamento está previsto aos maus pagadores e, sabemos muito bem, essa pena só será aplicada aos clubes que não fazem parte dos privilegiados pelo sistema. Tentar conviver com uma dívida de 400 milhões de reais, que cresce a cada mês devido aos juros, é viver no fio da navalha. É preciso reduzir drasticamente esse passivo, ou, repito, o risco será enorme.

5 – Evitar a falência

Esse desafio parece ser o mesmo do anterior, mas é mais grave. Dívidas os clubes brasileiros sempre tiveram, sem que corressem o risco de fechar as portas. O Flamengo já deveu, e talvez ainda deva, um bilhão de reais, e está aí, todo faceiro, fazendo seus golzinhos de mão, sem que jamais peçam sua falência. Nem todos os clubes, porém, terão a mesma complacência de nossa legislação e de nossos imprevisíveis órgãos públicos. O exemplo do Guarani, um dos melhores times brasileiros entre o final da década de 1970 e meados da de 1980, está aí para servir de alerta. Uma das situações que gera a falência é a incapacidade de pagar as causas trabalhistas, mesmo desfazendo-se de seu patrimônio. Na verdade, a partir de um certo momento o clube é proibido de vender seus bens para pagar as dívidas trabalhistas, pois estes ficam imobilizados pela Justiça e precisam passar por uma avaliação e um leilão, processo que reduz drasticamente o seu valor real. Digamos, por exemplo, que a Chácara Nicolau Moran valha 200 milhões de reais e o Santos precise desse valor para quitar causas trabalhistas. Se o imóvel não for vendido antes dos processos, depois terá de passar por uma avaliação e por um leilão público, que acabarão reduzindo o valor do imóvel em mais de 50%. Foi assim, por exemplo, que nem a venda do Estádio Brinco de Ouro salvou o Guarani.

6 – Definir sua posição política

O sistema político vigente no futebol brasileiro interessa ao Santos? Essa relação com a Rede Globo e a CBF são benéficas ao clube? Essa é uma questão crucial para o destino do Alvinegro Praiano e não pode ser empurrada com a barriga. Nos grandes mercados mundiais do futebol, as ligas de clubes assumiram o lugar das confederações e federações no comando do esporte. Na verdade, no Brasil federações estaduais e a CBF funcionam como esses sindicatos que a gente nem sabe para que servem, mas vivem das taxas tiradas de patrões e funcionários. Se não existissem federações e nem CBF, os clubes seriam mais ricos, ou menos pobres, e poderiam reger com maior planejamento o seu destino. Onde já se viu o Santos perder o seu principal jogador para essa série de jogos caça-níqueis da malfadada Seleção Brasileira? Enfim, a Liga é essencial. Porém, se o Santos escolher aceitar o sistema atual, controlado pela tevê e pela CBF, que ao menos saiba os motivos pelos quais está tomando essa decisão. O que não pode é deixar como está para ver como fica.

7 – Elaborar seu calendário com antecedência

Um dia o presidente diz que o time vai fazer tantos jogos em arenas, tantos no Pacaembu e muitos na Vila Belmiro. Chegam as datas e a equipe não sai do velho Urbano Caldeira, lugar preferido dos jogadores e do técnico. Essa improvisação é muito prejudicial para o clube. Um calendário de jogos planejado e divulgado com antecedência permitiria à comissão técnica e aos jogadores um plano mais racional de trabalho, geraria mais ações de propaganda e merchandising, facilitaria as pautas da imprensa e, o que é essencial, propiciaria maior acesso de torcedores aos jogos. Seria possível até criar o tão sonhado carnê de ingressos para todo o campeonato, um dos segredos da grande média de público nas competições europeias.

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E você, teria outro desafio a acrescentar ao Santos?


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