Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Felipe

Você contrataria o Felipe?

O ex-goleiro dos dois times bajulados pelo sistema está desempregado. Com mais de 30 anos, personalidade rebelde, Felipe não está conseguindo arrumar emprego. Tecnicamente não é ruim, mas sua boca é grande e já andou falando mal do Santos por aí. Nos bastidores da Vila Belmiro tem gente importante que quer traze-lo, diante do afastamento de Vanderlei e da pouca confiança em Vladimir, Gabriel Gasparotto e demais. O que você faria se fosse o presidente do Santos? Esqueceria o passado e traria, quase de graça, o ex-goleiro desafeto do Santos?

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Salário atrasado tem cura

O salário dos jogadores está atrasado de novo e a dívida, a curto prazo, é de R$ 20 milhões. Teme-se, a meu ver sem motivo, que o time não jogue tudo o que pode domingo, desmotivado pela falta de pagamento. Acho justamente o contrário. O jogo de domingo é tão importante, que quem dar um salto na carreira tem de comer grama pela vitória. Profissional é profissional e, se aceitou entrar em campo, é porque vai jogar como homem. Agora, a falta de dinheiro tem cura. Para começar, a diretoria tem de deixar de ser teimosa, deixar de ouvir meia dúzia de formadores de opinião da cidade, e passar a jogar onde o time tem visibilidade e pode atrair mais do que a turma de sempre que vai aos acústicos na Vila Belmiro.

Ricardo Oliveira fica

Com propostas que, em cerca de um ano, elevarão seu salário para 200 mil reais, Ricardo Oliveira parece ter sido convencido pelo Santos a ficar no clube. O contrato não está assinado, mas ao menos o jogador está motivado para o clássico de domingo e até fala em fazer gols…

Robinho de grátis?

Como Robinho – a exemplo de Neymar – só joga muito e dá show com a camisa do Santos, o Alvinegro Praiano usará isso para fazer uma proposta quase indecente ao Milan: proporá ficar com o jogador até o final de 2016 sem gastar um tostão, só salário. A alegação do Santos é a de que Robinho aparece mais e é mais valorizado no Brasil, a ponto de ter sido convocado para a Seleção Brasileira mais uma vez. Com isso, se souber esperar, o Milan poderá negociar o passe de Robinho por um valor melhor no futuro. O clube italiano pagou 22 milhões de euros por Robinho e não sabe como recuperar o investimento. Se mantiver Robinho no Santos, ao menos o clube italiano não precisará pagar seu salário e poderá esperar um melhor momento para negociá-lo. Resumindo: Robinho é o Leandro Damião do Milan.

Que o Santos, geograficamente, é de Santos, todo mundo sabe, principalmente o Armando Gomes e sua trupe. Agora, quando se pensa em algo maior, como o sentimento de paixão pelo time que envolve a todos os santistas, não dá para negar que o Santos, na verdade, é de todos que o amam, como esses felizes e apaixonados santistas de Londrina:

Surge um novo matador? Decida você mesmo ao ver esses dois gols de André, o 9 do Santos, pela Copa do Brasil Sub-17. No primeiro, uma bela roubada de bola e uma conclusão melhor ainda. Depois, um gol no estilo Ricardo Oliveira, com direito a chapéu no goleiro. Veja os gols de Santos 2 x 0 Chapecoense, pela Copa do Brasil Sub-17:

E aí, você ficaria com o Felipe? O Ricardo Oliveira? O Robinho?


Método Científico OC: só uma jornada de superação fará o Santos vencer o Vitória

Hoje às 18h30m, em Salvador, o Vitória recebe o Santos, reeditando a final da Copa do Brasil. Só que desta vez o Alvinegro Praiano não terá Robinho e André, transferidos para o futebol europeu, além de Neymar, machucado, e Wesley (provavelmentte já negociado com um clube europeu). Outro titular que não jogará é o goleiro Rafael, substituído por Felipe. A motivação também é outra, compreensivelmente menor. Diante do novo quadro, qual será a chance de cada time segundo o Método Científico OC?

Lembramos que o Método Científico OC transforma potenciais em números e assim pode chegar a uma fórmula matemática. Para isso, é preciso estabelecer a comparação com um terceiro time, uma equipe-padrão de bom nível, cujo desempenho equivale a 100 pontos. Para nossos cálculos, esta equipe é o São Paulo, um time que sempre luta pelos títulos, mesmo quando não está em grande fase.

Pois bem: comparando-se o Vitória com o São Paulo, chegamos a 90 pontos para o time baiano. Isso quer dizer que no máximo de seu rendimento, o campeão baiano chega perto do máximo rendimento do Tricolor paulista. Quanto ao Santos, tinha 140 pontos até a final da Copa do Brasil, mas com as saídas de Robinho e André, este valor tem de ser diminuído para, no máximo 120 pontos.

Levando-se em conta que na partida de hoje o Santos não terá Neymar, Wesley e ainda jogará fora de casa, onde seu rendimento cai no mínimo 30%, chega-se à conclusão de que o time poderá render apenas de 50 a 60% do seu novo potencial máximo, o que estacionaria as suas chances para hoje entre 60 e 48 pontos.

Por outro lado, mesmo sofrendo uma queda após as férias da Copa do Mundo, o Vitória venceu o Palmeiras no meio da semana, pela Copa do Brasil, e hoje está mais motivado (dizem até que muitos falam em vingança pelo fato de terem perdido o título da Copa do Brasil para o Santos).

Assim, creio que na pior das hipóteses o Vitória atingirá 90% do seu potencial, o que lhe daria 81 pontos na partida de hoje. Como o Santos, pelo Método Científico OC, atingirá no máximo 60 pontos, o resultado lógico de hoje é o triunfo do Vitória por um gol de diferença, talvez dois.

Só a Superação Salva

É claro que nem sempre a lógica absoluta prevalece, pois acontecem as jornadas de superação, aquelas que rompem um limiar. O Santos procura nova motivação e um novo padrão alto de jogo mesmo sem Robinho, André e, hoje, Neymar e Wesley. Para isso, o Alvinegro teria de encarar a partida com seriedade e entusiasmo absolutos, o que, convenhamos, é improvável pelo momento confuso que o clube atravessa – pressionado de todos os lados para negociar seus jogadores mais importantes.

O técnico Dorival Junior colocará em campo a seguinte formação: Felipe; Maranhão (ou Danilo), Edu Dracena, Durval e Pará; Arouca, Danilo (Rodriguinho), Marquinhos e Paulo Henrique Ganso; Zé Eduardo (Mádson) e Marcel. É um time para vencer o Vitória em Salvador? Não. A não ser que Paulo Henrique Ganso faça chover.

Por outro lado, o técnico Toninho Cecílio escalou o Vitória com Lee; Gabriel (Rafael), Anderson Martins, Wallace e Egídio; Vanderson, Bida, Ricardo Conceição e Elkeson ; Soares e Schwenck. É uma equipe que, incentivada por sua torcida, pode vencer o Santos? Sim.

A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (Asp.DF), auxiliado por Cleriston Clay Barreto Rios (SE) e Thiago Gomes Brigido (CE). Não tenho maiores referências desse trio.

Enfim, o Método Científico OC conclui que o Santos perderá hoje por um ou dois gols de diferença. Qualquer outro resultado, como o empate e a improvável vitória santista, só poderá ocorrer em uma jornada de superação do campeão da Copa do Brasil.

E você, acha que o Método Cientítico OC errará pela primeira vez? Acredita que Paulo Henrique Ganso comandará o Santos numa vitória heróica em Salvador, ou o Vitória confirmará o favoritismo?


Felipe, caia na real, garoto!

Estranhei quando, no programa do Jô Soares, o goleiro Felipe disse e repetiu que só os atacantes do Santos eram valorizados e os da defesa, como ele, não. Ali não era lugar para falar tal coisa. Ali e em nenhum lugar, porque ele não tinha razão na queixa…

Se o Santos se tornou a sensação do futebol brasileiro neste primeiro semestre, isto se deve aos jogadores do meio-campo para a frente. A defesa esteve longe de seguir o mesmo padrão de técnica e eficiência, e o goleiro Felipe, então, ficou bem aquém do que se espera de um goleiro do Santos.

Fez algumas boas defesas? Sim, não resta dúvida. Mas falhou em muitos gols – principalmente largando bolas no pé do adversário –, repôs mal a bola, saiu mal da meta e, o pior, não passou a tão necessária sensação de segurança aos companheiros de defesa e à torcida.

Então, após mais de uma dezena de jogos em que o time levou gols em todos eles, Felipe foi substituído. Normalíssimo. Seu pai se rebelou, ele deve ter se rebelado acintosamente e como conseqüência nem vai para o banco contra o Vasco, amanhã.

Um sinal de maturidade é reconhecer as próprias falhas, e parece que Felipe ainda não adquiriu esse estágio. Um outro é acatar as determinações dos superiores, e isso ele também não aprendeu.

Falta comando a Dorival Junior ou falta caráter aos seus comandados?

Há algo na aparentemente dócil personalidade de Dorival Junior que faz com que não seja respeitado como se deve pelos atletas. Talvez seja bonzinho demais e quando quer impor a autoridade, não é obedecido.

Maquiavel já escreveu, em “O Príncipe”, que os líderes tiranos são tratados como deuses ns raras vezes em que se mostram magnânimos, enquanto os bonzinhos são decapitados quando tentam ser um pouco mais duros. Este, acredito, é o caso de Dorival.

Considero-o um ótimo técnico, que ao menos consegue tirar o máximo de cada jogador. Pode não ser um gênio estrategista, mas o certo é que foi campeão paulista superando Mano Menezes e Ricardo Gomes e, na Copa Libertadores, também passou por Vanderley Luxemburgo e Silas.

Sempre ouvi que o difícil de ser o técnico de um time profissional não é entender de futebol, pois isso todos entendem muito (até nós entendemos um pouquinho, não é mesmo, leitor?), mas lidar com os jogadores é que é a questão – pois poucos deles têm cultura e caráter suficientes para entender as necessidades de um trabalho em conjunto.

“Jogadores de futebol só pensam neles, são egoístas e malandros”, repete um amigo jornalista que cobre o dia a dia de um grande clube paulista. Não sei se podemos generalizar. O que sei é que o ser humano tem mesmo a tendência de pensar primeiro em si mesmo e só depois nos outros.

Um time só faz aquilo que o seu técnico permite, um jogador só desenvolve seu potencial se o técnico não atrapalha. Então, se o mérito de Dorival é fazer pouco e deixar os jogadores à vontade, que continue assim, pois tem dado certo. Será que é tão difícil entender raciocínio tão básico?

Mas se surge a indisciplina e o técnico não sabe lidar com situações hostis, então a diretoria deveria vir em seu auxílio. Jogadores jovens são impulsivos e às vezes grosseiros e mal-educados. Se agir com rigor, um técnico consegue manter a ordem, mas ao mesmo tempo pode desfalcar o próprio time, com suspensões e até dispensas.

A última coisa que o Santos quer, hoje, é perder o concurso de suas estrelas por bobagens extra-campo. Se Dorival, sozinho, não está conseguindo conter a onda de estrelismo e rebeldia dos Meninos, então que o presidente em pessoa explique para os garotos a diferença entre ser um craque de verdade – dentro e fora do campo – e ser apenas alguém que tem alguma habilidade com uma bola de futebol.

Felipe e qualquer outro jogador do Santos que se rebele contra a autoridade do técnico, deve entender que o maior obstáculo para suas carreiras não é Dorival Junior. Ao contrário. Dorival é alguém que confiou neles e lhes proporcionou a liberdade para mostrar seu talento. O maior obstáculo é se acomodar, é deixar de jogar com a alegria e a determinação que os fizeram sair do anonimato.


3 atacantes ou 2 volantes? Ou só um meia? Qual a formação melhor para o Santos?

Nas entrevistas após o jogo de ontem, o técnico Dorival Junior disse que manterá o esquema ofensivo do time. Eu entendi que continuará escalando a equipe com três atacantes: Robinho, Neymar e André (ou Zé Eduardo).   

Mas pode ser também que ele coloque mais um volante, tire Marquinhos e deixe o Paulo Hernque Ganso como o único articulador do time (hummm, acho que isso não seria muito bom, pois o Ganso às vezes fica muito parado e se entrega à marcação).

Será que com dois atacantes – apenas Robinho e Neymar -, mais dois meias que apoiam e dois volantes o time não manteria uma estrutura mais sólida?

E na zaga, é preciso mexer nas laterais ou na dupla de zagueiros? E Felipe, deve conmtinuar no gol?

Há outro sistema de jogo que não citei e você acha melhor para o Santos? A derrota para o Palmeiras mostrou que o técnico tem de rever seus conceitos, ou está tudo bem? A palavra é sua, leitor e leitora. Quero ler sua opinião.  


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