Algo que estamos vendo nos atletas brasileiros nestes Jogos Pan-americanos, assim como teremos de ver nos jogadores do Santos, caso não queiram viver o vexame de rebaixar o time para a Série B, é a força da atitude. Sem essa qualidade indispensável, que reúne não só garra e determinação, mas também confiança e inteligência, nenhum atleta, nenhum time, se torna vencedor.

Escrevo isso depois de dois sentimentos bem distintos: a decepção por testemunhar a maneira desorganizada, arrogante, burra, com que o time masculino de futebol foi eliminado pelo Uruguai e perdeu a chance de jogar pelo ouro em Toronto, e a forma superior, raçuda, inteligente, com que as meninas do vôlei, comandadas por este gênio que é José Roberto, viraram o jogo para cima das ótimas porto-riquenhas e garantiram vaga na final.

Com um jogador a mais durante 70 minutos de partida, aquela que é a pior Seleção Brasileira de futebol que eu já vi jogar, conseguiu tomar a virada do limitado Uruguai nos últimos minutos.

Inacreditável a falta de consciência de alguns jogadores, como esse tal de Dodô, que queria fazer firula em momentos cruciais da partida e acabou dando um pontapé no adversário que causou sua expulsão. Incrível a falta de categoria de alguns jogadores, como esse Bruno Paulista, que em vez de armar as jogadas, distribuiu chutões a torto e a direito. Pobre futebol brasileiro, que hoje forma uma seleção com jogadores tão limitados.

Não falo só do aspecto técnico. Taticamente a equipe também foi uma lástima, com uma defesa lenta marcando em linha. Aliás, quem é esse tal de Rogério Micale, técnico da Seleção Brasileira? Para completar, psicologicamente os jogadores não mostraram preparo algum.

Ganhando o jogo, com um jogador a mais, o óbvio seria tocar a bola e usar melhor os espaços do campo. Mas cada jogador brasileiro, principalmente do meio-campo para a frente, estava mais preocupado em fazer jogadas de efeito do que ajudar a equipe.

Enfim, uma eliminação triste, que mostrou todos os defeitos do atual futebol brasileiro, um futebol que come mortadela e arrota presunto, um futebol que ainda pensa que é o melhor do mundo e parece não ter aprendido a lição dos acachapantes 7 a 1.

Por outro lado, as meninas do vôlei, mesmo diante de uma equipe adversária que fazia tudo certo nos dois primeiros sets, não esmoreceu e acabou indo buscar a vitória no tiebreak, em um espetáculo belíssimo em todos os aspectos, uma lição de trabalho, humildade, sabedoria e muito talento, comandada por um técnico que enxerga mais voleibol do que qualquer outro no planeta.

Esses dois exemplos, opostos, servem para dar ao jogador do Santos elementos suficientes para ele decidir o que pretende ainda deste Campeonato Brasileiro. Se o objetivo for aproveitar os jogos para uma valorização pessoal, para produzir jogadas que o destaquem individualmente, então a sorte do Alvinegro Praiano provavelmente será a mesma da Seleçãozinha que se deixou eliminar pelo Uruguai.

Porém, se todos se unirem, se doarem, pelas vitórias, como fazem Fernanda Garay & Cia, então o Santos ainda poderá dar a volta por cima neste segundo semestre e afastar de vez a sombra vergonhosa de um rebaixamento.

O sucesso de Time dos Sonhos

Há muito o santista queria um livro que contasse a história completa do clube, já que o Álbum de Ouro, de De Vaney, tinha sido lançado em meados dos anos 60. Esse foi o motivo principal do sucesso de “Time dos Sonhos”, como eu conto neste vídeo produzido por João Lucca Piovan:

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E você, não acha que atitude é tudo?