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Tag: Fernando Bonavides

Só há uma opção: Vencer!


Vitória feia, mas importante
Com público pequeno, de 5.764 pessoas, e renda de R$ 173.620,00, o Santos começou muito mal, chegou a ser dominado pelo Atlético Paranaense na Vila Belmiro, mas venceu por 2 a 0, gols de Ricardo Oliveira (pênalti) e Paulinho. Ninguém jogou maravilhosamente bem, mas Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Renato se destacaram. Os mais inseguros foram David Braz, Victor Ferraz e Copete. Thiago Maia estava mal, mas melhorou no segundo tempo, assim como Zeca. Vecchio começou e se saiu mais ou menos bem, sofrendo o pênalti. Foi substituído por Jean Mota, que correu muito, mas produziu pouco. De qualquer forma, deu pro gasto e o time continua no G4.

Só há uma opção: Vencer!

Minhas caras e meus caros leitores, neste sábado pré-eleitoral o Santos enfrenta o Atlético Paranaense às 16 horas, na Vila Belmiro, e não pode nem cogitar outro resultado que não seja a vitória. Com a derrota para o Sport, a posição no G4 ficou ameaçada, pois o Fluminense está a apenas dois pontos e o próprio Atlético Paranaense pode se igualar ao Alvinegro Praiano se vencer o jogo de logo mais. Porém, com a volta dos titulares Ricardo Oliveira e Jean Mota, o Santos é favorito e, como corre mais e é mais ofensivo quando joga em casa, tem tudo para vencer o bom Atlético do técnico Paulo Autuori.

E se o técnico Dorival Junior já pensa em usar as ausências de Gustavo Henrique e Vitor Bueno como desculpas para um eventual tropeço, vamos avisando que os desfalques do time do Paraná são bem maiores. Autuori não poderá contar com Cleberson (lesões na face e no joelho), Lucas Macanhan (contusão no ligamento cruzado anterior do joelho direito), Deivid e Nikão (em transição), Sidcley (lesão no músculo adutor da coxa direita), Luciano Cabral (entorse no tornozelo direito), André Lima (edema no joelho esquerdo) e Léo (suspenso).

Para buscar essa vitória que o manterá no G4 e ainda com possibilidades matemáticas de chegar ao título, o Santos deverá jogar com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Jean Mota, Ricardo Oliveira e Copete. Creio que, com exceção dos inseguros Victor Ferraz e David Braz, a escalação está bem equilibrada. E como na Vila o Santos fica mais tempo no ataque, as falhas defensivas não aparecem tanto.

O técnico Dorival Junior completa 150 partidas na direção do Santos, equiparando-se a Muricy Ramalho. Entrevistado por um site, Muricy disse o que Dorival reluta em afirmar: que o Santos deve disputar a Libertadores no ano que vem. Tomara que Dorival tenha a mesma convicção.

A arbitragem será de Péricles Bassols Pegado Cortez, auxiliado por Clovis Amaral da Silva e Cleberson do Nascimento Leite, todos de Pernambuco. Esperemos que atuem bem, com critérios claros, não tentem inventar e não prejudiquem nenhuma das equipes. Santista, ao contrário de outros torcedores, não gosta de ganhar roubado.

E você, o que espera de Santos x Atlético/PR?

CONSELHEIROS PEDEM RECONSIDERAÇÃO DE BONAVIDES

Um ofício com a assinatura de dezenas de conselheiros do Santos, encabeçada pelo conselheiro Clóvis Cimino, eleito pela chapa de José Carlos Peres, enviou um ofício ao presidente do Conselho Deliberativo do Santos, Fernando Galotti Bonavides, para que este dê andamento ao processo de reprovação das contas de 2015 da atual diretoria comandada por Modesto Roma e convoque o presidente e seus assessores diretos para esclarecer as várias fúcidas levantadas pelo Conselho Fiscal.

Como se sabe, o Conselho Fiscal do Santos, órgão independente, que conta com conselheiros de várias correntes políticas do clube, reprovou a prestação de contas de 2015 da gestão Modesto Roma. Isso é grave e só ocorre quando há coisas mal explicadas ou não explicadas. Ou seja, pode significar mau uso do dinheiro do clube, desvio de verbas e problemas afins.

Em eleição democrática, o Conselho Deliberativo aprovou a decisão do Conselho Fiscal, reprovando as contas de 2015, o que daria ao presidente Roma a oportunidade de explicar as várias dúvidas levantadas. Porém, o conselheiro Celso Pires, aliado de Roma, entrou com uma ação na Justiça comum para anular a votação dos conselheiros.

O caso foi julgado na 4ª Vara Cível de Santos e a apelação de Pires não obteve sucesso. Ou seja, o Conselho Deliberativo do Santos deveria dar seguimento ao processo, intimando o presidente Modesto Roma a prestar depoimento aos conselheiros. Entretanto, também ligado à administração Roma, Bonavides decidiu considerar o caso sub judice, o que provavelmente prolongará a demanda até o final da atual gestão que controla o clube. Em outras palavras, significa empurrar com a barriga um caso vital para a transparência e o futuro do clube.

Mesmo eleito por uma chapa que hoje dirige o Santos, Fernando Bonavides, no entender dos conselheiros signatários, não pode esquecer seu papel de guardião dos valores da instituição Santos Futebol Clube e, independentemente de suas preferências e amizades políticas, exercer seu cargo da maneira mais isenta e responsável possível. A seguir, a íntegra do ofício entregue ao presidente do Conselho Deliberativo do Santos:

Ao
Ilmo. Sr
FERNANDO GALOTTI BONAVIDES
DD. Presidente do Conselho Deliberativo
Do Santos Futebol Clube

Prezado Senhor:

Investidos do mandato de conselheiros eleitos para o triênio 2014-2017, os Conselheiros abaixo identificados, na forma estatutária, vêm, respeitosamente à presença de V.Sa. para requerer a reconsideração de decisão tomada na última reunião ordinária do Conselho Deliberativo do Santos Futebol Clube, ocorrida em / /2016, pelas relevantes razões de fato e de direito a seguir aduzidas:

1. V.Sa. leu, como determinou o MM. Juiz da 4.a Vara Cível da Comarca de Santos, a sentença que julgou improcedente a ação movida pelo Conselheiro Antonio Celso Pires (processo n. 1011424-29.2016.8.26.0562) contra deliberação soberana dessa casa.

2.- Significa dizer que, na cognição completa da lide, o Magistrado revogou sua própria decisão liminar que negava efeitos às deliberações assembleares relativas às contas da administração Modesto Roma Júnior do exercício de 2015, julgando aquela decisão tomada pelo Conselho Deliberativo como válida a produzir seus efeitos.

3.- A circunstância de o Conselheiro Celso Pires ter manejado recurso de apelação, com a devida vênia, não tem o condão de revalidar a decisão inicial, proferida como tutela de urgência, haja vista que tal decisão já não existe mais no mundo jurídico.

4.- O recurso de apelação em questão não tem esse superpoder, de ressuscitar decisão já revogada pela sentença posterior.

5.- Portanto, a bem do respeito à ordem jurídica, a bem da respeitabilidade deste Egrégio Conselho Deliberativo, a bem da preservação de decisões soberanas, a decisão da Mesa, com o devido respeito, não se sustenta, porquanto dá valor exorbitante e inexistente a uma apelação contra o teor de uma decisão judicial válida.

6.- Além da obrigatoriedade legal da imediata tramitação interna, em respeito a soberana decisão do Egrégio Conselho Deliberativo, inexiste prejuízo para a Diretoria Executiva do clube, pois a mesma terá todas as oportunidades de defender-se e esclarecer os pontos nodais constatados pela Conselho Fiscal, ante aos consagrados princípios do contraditório e ampla defesa previstos no Estatuto Social.

7.- Prejuízo haveria a toda a coletividade de sócios se uma decisão soberana de seu conselho pudesse ser barrada somente com um recurso de apelação contra uma sentença que reconheceu a ausência de direito algum a tutelar.

8.- Forte em tais razões, os signatários do presente requerimento, esperam dessa Mesa Diretiva a reconsideração da decisão em tela, franqueando-se o trâmite legal estabelecido no Estatuto Social, que deve ser respeitado por todos e constitui garantia da legalidade de todas as decisões que tomamos em nome dos sócios que, em última análise, representamos.

9.- Por óbvio que o não atendimento do presente requerimento desencadeará imperiosas e severas consequências, isoladas ou conjuntas, alicerçadas não só em nosso ordenamento jurídico pátrio, mas também no Estatuto Social do clube, em uníssono respeito a já tão descabidamente destratada decisão de nosso Egrégio Conselho Delibertativo.

10.- Em razão de todo o exposto, os Conselheiros abaixo identificados aguardam decisão formal da Mesa acerca do presente requerimento/recurso, para que o cumprimento do Estatuto Social seja efetivamente respeitado, sejam respeitadas decisões judiciais e a vontade soberana deste Egrégio Conselho Deliberativo, que decidiu pelo processamento do parecer do Conselho Fiscal.

São esses os termos em que,
P. e E. Deferimento.

Atenciosamente

1. ADEMIR SOARES SILVA
2. ALBERTO PFIFER FILHO
3. ALESSANDRO RODRIGUES PINTO
4. ALEX SANDRO FRANÇA BESSA
5. ALEXANDRE LOPES PERES
6. ALLAN CLAUDIUS MACIEL
7. ÁLVARO VIDIGAL XAVIER DA SILVEIRA
8. ANDRE FERREIRA DE ABREU
9. ANDRE LUIS MOURA CURVO
10. ANILTON LUIZ PERÃO
11. ANTONIO ALFREDO GLASHAN
12. ANTONIO CELSO DOMINGUES
13. ARCELINO LUIZON
14. ARMANDO CARDOSO ALVES
15. AUGUSTO MARADÉIA GOMES
16. BAYARD UMBUZEIRO
17. CARLOS EDUARDO GONCALVES DA CUNHA
18. CLAUDIO CALDAS
19. CLAUDIO LUIS SALVADOR LOURENÇO
20. CLOVIS EDUARDO RUIZ CIMINO
21. DANIEL FERREIRA BYKOFF
22. DAVE LIMA PRADA
23. DAVID DA SILVA REGO JUNIOR
24. DELFIM OJEA LOUSADA
25. EDILSON APARECIDO DE OLIVEIRA
26. NELSON JAFET
27. FABIO JOSE CAVANHA GAIA
28. FABIO ZINGER GONZALEZ
29. FELISBERTO JOÃO CARNEIRO GONÇALVES
30. FERNANDO MARCOS SILVA
31. FERNANDO TURIANI FERNANDES
32. FRANCISCO SERGIO BOCAMINO RODRIGUES
33. IVAM JARDIM ARIENTI
34. JAIRTON SEIXAS
35. JOÃO AMERICO RAMOS
36. JOÃO CARLOS FERNANDES
37. JOÃO VICENTE FEIJÓ GAZOLLA
38. JOSÉ ANTONIO DOS SANTOS
39. JOSE AUGUSTO FAIA CONRADO
40. JOSE BRUNO CARBONE
41. JOSE CARLOS OTERO QUARESMA
42. JOSE CARLOS MORELLI
43. JOSÉ GERALDO BARBOSA
44. LEANDRO DA SILVA
45. LUIS ANTONIO DE ALVARENGA
46. LUIS LOUSADA DE CASTRO
47. LUIZ FERNANDO DE PALMA
48. MANUEL EDUARDO DE CARVALHO NETO
49. MARCELLO PAGLIUSO
50. MARCELO COVAS LISBOA
51. MARCELO MUOIO
52. MARCELO VALLEJO MARSAIOLI
53. MARCIO QUIXADÁ
54. MARCO ANTONIO GONÇALVES
55. MATHEUS GUIMARÃES CURY
56. MAURICIO GUIMARÃES CURY
57. NELI APARECIDA DE FARIA
58. NELSON RICARDO RIBEIRO F DA SILVA
59. NEMÉSIO GOMEZ ALONSO
60. NILTON MASCH
61. NILTON RAMALHO JUNIOR
62. ODIR CUNHA
63. ORLANDO PARRA
64. OSCAR CESAR LEITE
65. PAULO ANTONIO BENTO SILVARES
66. PAULO CESAR DE OLIVEIRA COELHO
67. PAULO DIAS GONÇALVES
68. RACHID YOUSSEF BOURDOUKAN
69. REINALDO GUERREIRO
70. RICARDO FEIJOO
71. SERGIO RAMOS
72. SILVIO CAPELÃO
73. SILVIO CARNEIRO ESPOSITO
74. SYLVIO NOVELLI
75. THIAGO LOPES LEAL
76. THIAGO VALLEJO MARSAIOLI
77. URBANO FERRARI
78. VICTOR JOSÉ ZORZENON REBOUÇAS
79. VITOR LUIS PEREIRA
80. WLADIMIR MATTOS

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Nem forasteiros, nem provincianos. SANTISTAS! Feliz Natal a todos!

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Modesto Roma revela que fará a auditoria

Era cinco e meia da tarde quando José Carlos Peres, Nilton Ramalho e eu saímos da sede do G4 Paulista rumo a Santos, a fim de tomar posse como conselheiros do clube. No caminho ficamos sabendo que Santos estava alagada e alguns companheiros, como o historiador Guilherme Nascimento, de Mongaguá, tinham desistido de alcançar a Vila Belmiro. Seguimos em frente, porém.

Peres, ao volante, buscou sair do congestionamento na saída da Imigrantes, mas todas as opções desembocavam em um mar de carros e caminhões ilhados por verdadeiros lagos criados pela chuva. O tempo todo o celular de Peres tocava trazendo a inquietação de colegas que também passavam pela mesma dificuldade. Urubatan Helou, mais à frente, ia nos informando sobre os maiores pontos de alagamento. Foram três até chegar ao Urbano Caldeira.

Freqüentador de Santos desde os 10 anos de idade, quando começou a assistir aos jogos do time levado por seu pai, Peres revelou que jamais vira a cidade tão alagada. Eu, que freqüento Santos regularmente desde meados dos anos 70, também não tinha visto tanta água.

Chegar à Vila revelou-se uma aventura. Em vários momentos houve o risco de o carro afogar, como, infortunadamente, ocorreu com muitos automóveis que encontramos pelas margens do caminho, com seus desesperados piscas-alerta na noite escura, margeando o súbito rio. O celular não parava. Seria impossível alcançar o salão do Conselho antes das 21 horas.

Não fosse a sábia decisão de estender o horário até 22 horas, e muitos não conseguiriam assinar a ficha de presença. Chegamos a 15 minutos do prazo final. Por sorte Peres encontrou uma vaga bem diante da entrada das sociais da Vila, mas por azar saímos do carro com tanta pressa que a lanterna dianteira ficou ligada – o que arrearia a bateria do Honda e nos faria sair de Santos apenas depois da uma hora da manhã.

No salão do conselho, a placa em homenagem a Arnaldo Silveira nos dava o recado de amor ao Santos e integridade que se espera de um conselheiro do clube. Rapaz da cidade que fundou o Santos aos 17 anos, aos 19 Arnaldo já era titular da ponta-esquerda da Seleção Brasileira. Mais alguns anos e tornou-se capitão do Escrete, o que já demonstrava bem seu caráter de líder que comanda pelo exemplo.

Desapegado de bens materiais, em 1932 doou todas as suas medalhas e troféus de ouro à causa Constitucionalista, que se batia contra a ditadura de Getúlio Vargas. Autor do primeiro gol da história do Santos, é considerado o primeiro grande ídolo de nosso clube – eu completaria: ainda hoje, e para sempre, um dos maiores. Seu exemplo, repito, deve nortear a conduta de cada conselheiro.

Cheguei a comentar sobre isso com alguns colegas, que, confesso, nem sabia a que chapa pertenciam. Isso não tinha maior importância. Éramos todos Santos, procurando uma saída para o caos em que o clube se encontra. Cumprimentei a muitos com quem dividiremos o barco nos próximos três anos e fui à mesa apertar a mão do presidente Modesto Roma, de Marcelo Teixeira e de Samir Abdul Hack, presidente do clube no vice-campeonato brasileiro de 1995.

Sinto-me feliz entre santistas. Sei que, salvo algumas diferenças de opinião, estamos todos movidos pelo mesmo sentimento e interesse de que tudo dê certo. Nisso encontrei o genial Clodoaldo, o sempre afável Corró, o volante que jamais perdeu uma dividida (para um outro jogador, pois um buraco do gramado acabou com seu joelho e sua carreira).

Ao amigo Nelson Jafet, que também estreia como conselheiro, outro herói que veio de São Paulo e ultrapassou o caos, tive o raro prazer de apresentar Clodoaldo e perceber o deslumbramento das feições deste brilhante executivo paulistano ao perceber ali, na sua frente, um de seus grandes ídolos no futebol.

Passar o Santos a limpo é essencial

A eleição para presidente do Conselho deu vitória, em todas as quatro urnas, à bancada formada pelo presidente Fernando Gallotti Bonavides, o vice-presidente Florival Amado Barletta, o 2º Vice-Presidente Eduardo Ribeiro Filetti, o 1º Secretário Luiz Simões Polaco Filho e o 2º Secretário Silvio José de Abreu. Agora, em janeiro, haverá as eleições para as várias comissões, entre elas a fiscal, muito importante diante da situação financeira do clube.

Por falar em situação financeira, eu não poderia perder a oportunidade de insistir sobre a importância da auditoria para passar o Santos a limpo e dar uma mensagem de credibilidade ao mercado. Sem ela, não haverá confiança dos patrocinadores, dos parceiros e nem dos sócios e torcedores do Santos.

Falei sobre isso, durante o caminho, com Peres e Nilton. Continuei falando no salão do Conselho e, ao final da cerimônia, aproveitei a proximidade de Marcelo Teixeira para tocar no assunto. Atencioso e educado, como sempre, Teixeira concordou com a necessidade da auditoria e pediu que eu falasse sobre isso com Modesto Roma.

Encontrei o presidente tomando um cafezinho antes de enfrentar o mau tempo, lá fora, e destaquei-lhe a inquietação dos santistas, que não podem compreender como um clube que há dois anos era considerado um dos mais ricos do País – principalmente pelo patrimônio gerado pelos vultosos passes de seus jogadores –, hoje vive esta situação crítica de ter três meses de salário atrasados, correndo o risco, de, da noite para o dia, perder boa parte de seu elenco.

Roma respondeu com um sorriso e abriu a mão mostrando os dedos, informando-me que não eram três, mas cinco meses de atraso. E quando tentei reforçar a necessidade de uma auditoria, providência pedida por boa parte dos santistas, ele me interrompeu dizendo que não haveria mesmo outra saída e que já estava providenciando isso. O Santos será, sim, passado a limpo.

Como o rombo começou? Como se deram as negociações de compra e venda de tantos jogadores? Keirrison, Elano, Borges, Possebon, Ibson, Ganso, Neymar, Leandro Damião, Thiago Ribeiro… Quanto se gastou com “extras” e que “extras” foram esses? O santista quer saber e o novo presidente demonstra sensibilidade para procurar essa resposta.

Ganhei a noite com a afirmação de Roma. A auditoria, tão prometida, mas pouquíssimo praticada pelos clubes de futebol brasileiros, deixará evidente que o Santos aprendeu a lição e, ao menos, quer ser administrado de forma responsável a partir de 2015.

Ano que será difícil, pois medidas radicais serão necessárias para se equilibrar as finanças do clube. Alguns jogadores recebem salários irreais e têm contratos longos. A irresponsabilidade da última gestão empurrou com a barriga várias bombas-relógio para a gestão atual. Roma está recorrendo a pessoas de sua confiança para lidar com os muitos problemas.

Chapas à parte, José Carlos Peres tem ajudado o novo presidente nessa hora difícil. Intercedeu para que a Doyen Sports fizesse o empréstimo de seis milhões de reais e está a postos para ajudar no que for preciso. Só não quer cargos e nem salários. Quer apenas ajudar, como eu, Nilton e tantos outros, de todas as chapas. Quando a floresta pega fogo, os bichos não se atacam. O piores sentimentos que podem aflorar entre os santistas, neste momento, são a vaidade e a ganância. Há algo bem maior em jogo, que é a sobrevivência do nosso time, do nosso clube, dos nossos sonhos.

Falar das coisas que discutimos aqui, neste blog, é sempre prazeroso. Estávamos, Peres, Nilton e eu, entre os últimos a sair e, quando comentávamos como estaria o caminho de volta, nos deparamos com o carro sem bateria. Um pedido a um serviço local demorou quase uma hora para ser atendido. Não fosse a ajuda do Alemão, aquele com distintivo na testa, e teríamos passado a noite na Vila. Ele saiu na chuva para nos ajudar.

Enquanto esperávamos, um garoto alto e magro desceu pelo elevador social. Adivinhei que seria um dos garotos da base que moram na concentração na Vila Belmiro. Brinquei: “Quarto-zagueiro?”. “Não, goleiro”, respondeu. Perguntei se jogaria a Copa São Paulo, disse que sim. Desejei-lhe sorte. No íntimo sei que o clube dependerá muito de seus Meninos em 2015.

Subimos a serra lentamente. Na outra pista vimos a interminável fila de carros e caminhões rumo à Baixada Santista. Aquelas pessoas devem ter passado boa parte da madrugada sem chegar aos seus destinos. Em São Paulo, pedi para ficar na Nove de Julho deserta. Pela janela do táxi percebi que a cidade também tinha sofrido uma borrasca. Cheguei em casa além das três horas da manhã e eram quase três e meia quando me aninhei com a Suzana, em busca de sonhos bons. Todas as tempestades passam.

E você, não acha que a auditoria é essencial neste momento do Santos?


Aranha e David Braz pedem passe livre e salários atrasados

Alguns jogadores, entre eles os titulares Aranha e David Braz, já encomendaram ação na Justiça contra o Santos pedindo passe livre e os salários atrasados, com as devidas correções. É um direito que têm por estarem há três meses sem receber.

Talvez a situação possa ser contornada com a chegada de seis milhões de reais que o clube, com a intermediação de José Carlos Peres, conseguiu emprestar da Doyen Sports. O dinheiro, que servirá justamente para pagar esses rendimentos em atraso, deverá chegar até terça-feira.

Porém, sem previsão de receitas futuras, o Santos deverá quitar essas pendências apenas para manter o direito sobre os passes dos jogadores, mas terá de se desfazer de alguns deles em seguida para fazer caixa e manter o resto do elenco.

Daqueles de maior salário, a prioridade é manter Robinho. Os outros são negociáveis. Mesmo o ídolo Arouca está na vitrine. Damião deve sair, mas desde que o clube interessado pague integralmente o seu salário de 500 mil reais por mês. Não se pode esquecer que o Santos já paga, mensalmente, o dinheiro que pegou emprestado da Doyen para comprar o passe do atacante.

Não me lembro de ter visto o Santos em tal penúria desde os anos que sucederam a despedida de Pelé. Naquela época, o negócio fracassado do Parque Balneário e a falta de planejamento para viver sem os cachês milionários gerados pelo Rei do Futebol explicavam a derrocada. Desta vez, a culpa é da gestão perdulária e conseqüentemente irresponsável que começou com Luis Álvaro Ribeiro e terminou com Odílio Rodrigues.

Um clube brasileiro de futebol não precisaria ser, mas historicamente tem sido uma empresa deficitária. Não se pode, impunemente, transforma-lo em um grande cabidão de empregos, com salários pelo teto do mercado, como a gestão iniciada por Laor e concluída por Odílio fez.

A política administrativa-financeira do Santos era uma bomba-relógio que um dia explodiria, o que ocorre agora, justo no momento de passar o poder a outra chapa – como se o bagaço da laranja fosse jogado fora depois de produzir a última gota de sumo.

Nesta segunda, a posse e a polêmica eleição do presidente do Conselho

Nesta segunda-feira, às 20 horas, tomarão posse os conselheiros eleitos para o triênio 1015/16/17. Mais do que isso, será eleito o presidente do Conselho, e é aí que surge o primeiro imbróglio.

Nomes naturais para presidirem o órgão, José Carlos Peres e Marcelo Teixeira declinaram do convite. A decisão ficou dependendo de uma reunião entre representantes das três chapas. Porém, como não houve consenso, acabaram saindo duas candidaturas: uma da situação, com Fernando Bonavides candidato a presidente e Florival Barletta à vice, e a outra, resultado das junções das chapas 1 e 5, com Alberto Pfeifer para presidente e Reinaldo Guerreiro para vice.

A questão é que José Carlos Peres, líder natural da chapa 1, a Santos Vivo, queria uma bancada mista, com o candidato à presidente saindo da chapa da situação. Isso, segundo ele, daria maior governabilidade ao clube neste momento em que a prioridade é sair da crise, não fazer política. Porém, sua recomendação não foi ouvida pelos seus porta-vozes, que preferiram juntar-se à chapa de Fernando Silva, a fim de fazer oposição a Modesto Roma.

O que tenho a dizer sobre isso é que cada conselheiro deve agir de acordo com seu senso ético e de justiça, pensando no melhor para o clube e para os santistas, independentemente das orientações de suas chapas ou da presidência do Conselho. Não somos vaquinhas de presépio. Ser conselheiro, para mim, significa doar ideias e trabalho ao Santos, sem pedir nada em troca. Assim, não se pode condicionar nossos atos de agora a uma nova eleição que virá somente daqui a três anos.

Se Peres, segundo candidato mais votado na eleição presidencial, é ouvido e respeitado pelo presidente eleito, que é o que pedimos, por que jogar esse bom relacionamento fora para tomar uma atitude de franca oposição? O momento, acredito, é o de auxiliar essa administração a atravessar a tempestade que se avizinha. Depois, na bonança, voltamos às trivialidades políticas.

Por outro lado, poderíamos perder horas discutindo o que é situação e o que é oposição no Santos. A chapa de Fernando Silva e Laor, responsável pela gestão que levou o clube à situação falimentar que vive hoje, deve ser considerada oposição a um quadro que ela mesma criou?

Na questão financeira, posso afirmar que Marcelo Teixeira, quando presidente do Santos, pagava salários inferiores ao mercado corporativo, enquanto Luis Alvaro/ Fernando Silva passaram a adotar rendimentos acima do teto da cidade de Santos. É evidente qual das duas políticas afundou o clube.

Por coerência, fidelidade e por entender que o momento é de união e paz na tentativa de reconstruir o Santos, dilapidado pelos últimos anos de gestão catastrófica, ficarei ao lado de José Carlos Peres e votarei em Fernando Bonavides para presidente do Conselho. Isso não quer dizer, entretanto, que aprovarei todas as decisões, ou recomendações, de Bonavides. Não quer dizer que aprovarei sequer uma de suas recomendações. Significa apenas que estou dando meu voto de confiança e apoio a esta administração que dirigirá a nau do Santos em meio à tormenta que nos espera.

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