Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Fernando Prass

Santos foi melhor


Este vídeo não mostra todas as chances do Santos. Repare o comentarista tentando armar a cama para o Ricardo Oliveira ser expulso e preste atenção no último lance e me diga se foi falta ou não. Em caso positivo, foi PEnALTI!

Com mais de 60% de posse de bola, mais oportunidades de gol, mais troca de passes e, para variar, prejudicado pela arbitragem em alguns lances importantes, o Santos pôde sair do Alianz Parque de cabeça erguida. Não ganhou o jogo, que ficou no 0 a 0, mas também não perdeu e esteve bem próximo de conseguir sua primeira vitória da arena palmeirense.

A resposta de Lucas Lima à repórter do canal Première explica porque a partida não foi tão boa de se assistir:

–A equipe deles joga muita bola aérea e acaba sendo um jogo chato.

Não que o Santos tenha feito uma partida primorosa, longe disso. Mas foi a equipe que pôs a bola no chão e tentou jogar futebol. No primeiro tempo o Alvinegro Praiano teve 62% de posse de bola, contra 38% do adversário. Não sei qual foi a porcentagem da segunda etapa, mas deve ter sido a mesma, ou maior a favor do Santos. Em alguns momentos parecia que o Palmeiras era o visitante, pois se encolheu à espera do contra-ataque ou de uma bola parada.

Se já tinha dominado a maior parte do jogo no primeiro tempo, no segundo o Santos foi ainda mais incisivo e criou boas oportunidades, as três melhores nos pés de Gabriel: aos 14 minutos ele recebeu de Ricardo Oliveira, penetrou livre e, na saída de Fernando Prass, tentou o ângulo direito alto, jogando a bola por cima. Depois, ainda tocou em uma bola que entraria, rasteitinha, no canto direito, não fosse uma boa defesa de Prass, que jogou para escanteio. E aos 46 minutos, no gol que definiria a vitória santista, recebeu de Joel, esticou-se para bater, mas o goleiro palmeirense fez outra grande defesa.

A defesa santista foi mais segura e pouco permitiu aos adversários. Gustavo Henrique ganhou quase todas as bolas altas. Mo segundo tempo Dorival Junior tirou Serginho, Thiago Maia e Ricardo Oliveira, substituindo-os, respectivamente, por Patito, Léo Cittadini e Joel. Desta vez acho que as substituições melhoraram o time. Dos três, Joel foi o melhor.

A arbitragem, e o Première, pareciam estar de marcação contra Ricardo Oliveira. No intervalo da partida, mesmo sem ter recebido cartão amarelo, o atacante mereceu uma “edição” com as imagens de suas faltas na primeira etapa. Parecia até que o canal estava torcendo para o jogador ser expulso. Zagueiros palmeirenses que fizeram faltas muito mais acintosas foram ignorados.

Quanto à arbitragem, foi regular, apesar de caseira. Em apenas 30 segundos, no início do segundo tempo, o bandeirinha Bruno Salgado Rizo se equivocou ao marcar dois impedimentos contra o Santos: de Ricardo Oliveira e de Gabriel, sendo que no segundo a chance de gol era claríssima.

O árbitro Raphael Claus também não viu falta flagrante de Arouca sobre Cittadini, perto na bandeirinha de escanteio, e aos 25 minutos do segundo deixou passar um lance estranho na área palmeirense, no qual Gabriel sofreu um carrinho por trás, de Zé Roberto, quando se preparava para chutar. Pênalti? Não tenho certeza, mas o comentarista – visivelmente sofrendo com a atuação do seu alviverde – ao menos poderia ter analisado melhor o lance.

O público, de 23.181 pessoas, viu um Santos melhor, com mais posse de bola e mais ofensivo. O time teve uma boa postura, mesmo no campo do adversário. A vitória não veio, mas a equipe de Dorival Junior fez por merecê-la.

Pílulas do Domingo
O tema ESPORTE INTERATIVO x rede globo tem gerado polêmica na Internet. Participem, santistas! Essa discussão é importante para acabar com o monopólio que tem afundado o futebol brasileiro. Outra pílula para este domingo: Algo me diz que tentarão operar a brava Ferroviária, em Araraquara. Não verei o jogo, obviamente, mas depois procurarei saber o que ocorreu (pois eu vi e me deparei com mais um pênalti mandrake para o time do Lula. Procure no Youtube e constate uma bola na mãe vergonhosa que virou pênalti. Está ficando muito na cara…).Última: Pelos comentários sobre o clássico de sábado se percebe para que time o jornalista torce. Os palmeirenses, ou os anti-santistas, para não dizer que o Santos foi melhor, escreveram que a partida foi péssima. Só os santistas, como Milton Neves, viram o jogo real.

E você, o que achou do Santos no Clássico dos Clássicos?


Por que o maior medo dos santistas é a arbitragem

Primeiro jogo da final alcança 23 pontos no Ibope

Como se previa, a audiência de Palmeiras e Santos bateu o recorde do futebol na Globo neste Campeonato Paulista. No próximo domingo é bem possível chegar a 25 pontos.
Clique aqui para checar o ótimo Ibope de Palmeiras X Santos.


Marcelo Rogério e Valdívia, ambos do time da Crefisa, durante jogo contra o Botafogo de Ribeirão Preto.

Sinto que muitos santistas ficaram bem desconfiados depois do primeiro jogo da decisão, no estádio palmeirense. A arbitragem de Vinicius Furlan, extremamente danosa ao Santos, foi decisiva para a vitória do time da casa e aumentou o temor de que as coisas já estejam encaminhadas neste Paulistão.

Por tudo que se ouve e se lê, parece que os “astros” estão convergindo para tirar o Palmeiras de uma fila sem títulos. Do site Yahoo Esportes leio a seguinte frase de um artigo do colunista Jorge Nicola: “O mais curioso é que nenhum outro clube tem tão boa relação com a cúpula da FPF quanto o Palmeiras. A sintonia tem a ver com a amizade entre Nobre e Marco Polo Del Nero… Del Nero votou em Nobre nas últimas duas eleições presidenciais do Verdão. Sucessor de Del Nero na Federação, Reinaldo Carneiro Bastos também é alinhado ao Palmeiras…).

Então, temos uma Federação simpática ao Palmeiras? Isso não é novidade, já que se chegou ao cúmulo de o clube da Água Branca e a equipe de árbitros estampar no uniforme o mesmo patrocínio da Crefisa. Imagine o Museu Pelé com seu nome nas camisas do trio de arbitragem e o Santos, com o mesmo patrocínio, decidindo o título em casa, ao lado do Museu do Rei do Futebol… Seria uma falta de ética incrível, não é mesmo? Pois é o que está havendo, só que do outro lado.

O que posso dizer, sem tirar os méritos do Palmeiras, é que o alviverde realmente tem tido, digamos, muita sorte com as arbitragens, que têm errado em lances capitais a seu favor. Na partida contra o Botafogo de Ribeirão Preto, pelas quartas-de-final, já se anulou equivocadamente o gol do time do Interior, que terminaria o primeiro tempo com a vantagem de 1 a 0.

Sei que alguns árbitros, como Sálvio Spínola, mais um que veio do futebol para virar jornalista esportivo, dizem que houve falta em Fernando Prass, porque ele já estava com a bola dominada naquele gol do Botafogo. Mas não mesmo. Quantas vezes você já não viu, querido leitor e leitora, um goleiro fazer uma ponte, dominar a bola com categoria, e soltá-la ao cair ao gramado? Pois a defesa só está completa quando o lance termina e o goleiro tem a bola totalmente dominada.

Naquela jogada da partida do Botafogo, ato contínuo ao pegar a bola, Prass se chocou contra o jogador adversário e a soltou, propiciando o gol contra sua equipe. Em nenhum país do primeiro mundo do futebol seria marcada falta naquele lance.

Dois pesos e duas medidas

Vamos, agora, ao jogo deste domingo, em que Vinicius Furlan aplicou dois pesos e duas medidas em várias jogadas, invariavelmente beneficiando o time patrocinado pela mesma empresa que patrocina o departamento de árbitros da Federação Paulista de Futebol. Logo no início, causou espécie a inversão de dois laterais, um deles contrariando a sinalização do bandeirinha, que confirmava o arremesso para o Santos.

Cobrado rapidamente, quando os jogadores do Santos já tomavam posição de ataque, o lateral pegou a defesa santista desprotegida e quase provoca um lance de gol para o Palmeiras. Depois, houve o impedimento mal marcado de Geuvânio, que teria a oportunidade de penetrar pela esquerda, levando perigo à meta palmeirense.

Isso tudo logo nos primeiros minutos, enervando os jogadores do Santos e criando um clima de insegurança na equipe. Pois, experientes que são, jogadores profissionais de futebol sabem que no dia em que a arbitragem está errando muito para o adversário, tudo fica muiiito mais difícil.

Então, aos 29 minutos de um jogo equilibrado e até certo ponto amarrado, em que o Palmeiras não tinha dado um único chute ao gol, veio o lance que abriu o marcador. Já falei sobre ele e volto a repetir: um jogador que recebe a bola naquelas circunstâncias e faz um corta-luz que engana o defensor e favorece a penetração de seu companheiro, obviamente influiu na jogada e, como estava em impedimento, a jogada deveria ter sido imediatamente paralisada pelo bandeirinha – que, diga-se de passagem, estava a dois metros dela.

Depois, em outro lance decisivo, tivemos a marcação do pênalti e a expulsão do zagueiro do Santos, Paulo Ricardo. Nessa hora, todos nós sabemos que a marcação depende dos humores do árbitro. Se ele quiser, marca quando a falta começou, bem fora da área; se também quiser, dá o cartão amarelo. Mas, se preferir, dá pênalti e expulsa o defensor, usando da maior severidade que a regra lhe confere. Okay. Vamos aceitar que tenha agido corretamente neste caso.

Porém, se a intenção do árbitro era seguir a regra à risca, deveria, no mínimo, ter aplicado o cartão amarelo, por simulação, ao jogador palmeirense que deu um salto acrobático quando foi marcado por Geuvânio na área santista. Você já viu um jogador ser calçado e, ao invés de cair ao chão, voar pelos ares? Pois foi exatamente isso que o palmeirense fez, tentando forçar um pênalti no qual nem foi tocado, jogando o estádio lotado contra a arbitragem.

Aliás, vendo e ouvindo as reclamações de alguns palmeirenses da mídia, fico aqui pensando quantos gols irregulares, quantos pênaltis e quantas expulsões de santistas eles ainda queriam para achar que a arbitragem de Vinicius Furlan foi boa para eles?

Enfim, como todo santista, eu só quero que a arbitragem na Vila Belmiro seja justa, imparcial, e que ganhe o melhor time. E, é claro, que o título fique com a melhor equipe ao longo de todo o campeonato. E quero também que o Santos entre em campo com o mesmo espírito que o levou ao título brasileiro de 2004: que às vezes é preciso marcar dois gols para valer um.

Vladimir
Contra o Palmeiras, por duas vezes Vladimir foi abalroado por jogadores adversários ao interceptar um cruzamento. Esta foi uma delas. Em nenhuma das oportunidades foi marcada falta no goleiro santista. Fernando Prass já teve mais sorte contra o Botafogo de Ribeirão Preto (Ivan Storti/ Santos FC).

Atitude civilizada e exemplar da torcida do Santos

Nenhuma cadeira foi quebrada, nenhum dano ao estádio do Palmeiras foi causado pelos torcedores santistas que foram ao primeiro jogo da final do Campeonato Paulista. Essa atitude, que não passa de obrigação em um país civilizado, deve ser elogiada e servir de exemplo no futebol brasileiro. Isso é bonito e enche de orgulho a todos os santistas. Principalmente porque a torcida do Corinthians tinha quebrado mais de 40 cadeiras no estádio palmeirense e, por sua vez, os palmeirenses quebraram 800 cadeiras, além dos banheiros, no estádio do Corinthians. Quando isso voltar a acontecer, os clubes não devem ser responsabilizados, mas sim os torcedores, ou as torcidas organizadas que praticaram o vandalismo. Creio que hoje todos os santistas estão percebendo como é bom agir corretamente. Comportamentos assim acrescentam muito mais para o clube do que demonstrações de selvageria. Parabéns aos torcedores do Santos que foram ao estádio do Palmeiras. Vocês agiram como verdadeiros SANTISTAS!

E você, acha que o santista tem motivos para temer a arbitragem na Vila?


É por vitórias assim que a gente é santista!

“O be-a-bá da audiência do futebol na TV” – leia e comente minha coluna no jornal Metro

Renato comemora gol marcado no clássico Renato recebe de Ricardo Oliveira e toca no contra-pé de Fernando Prass, que tenta tirar com os olhos (Ivan Storti/Santos FC)

É por sensações como esta que estamos sentindo após a bela vitória de virada sobre o Palmeiras, por 2 a 1, que somos e sempre seremos santistas. O clássico adversário está com um estádio resplandecente, chegou a 100 mil sócios, está comprando Deus e todo mundo, tem um técnico caro e um patrocínio de camisa de R$ 32 milhões, mas na hora que o assunto é só futebol, o Santos tem prevalecido. Já são oito jogos consecutivos sem perder para o alviverde, com seis vitórias e dois empates.

O Palmeiras é uma equipe com muitos jovens e de bom potencial, mas no todo o Santos é mais time. Continuo achando que as melhores equipes deste Campeonato Paulista são o Alvinegro Praiano e o Alvinegro da Capital – coincidentemente, as equipes que devem ocupar as duas primeiras posições na classificação geral.

O jogo foi muito bom de assistir. Em um ótimo primeiro tempo, aberto, bem movimentado, com poucos erros de passe e boas jogadas, o Palmeiras pressionou e foi melhor até fazer o seu gol, aos 6m58s, com o zagueiro Vitor Hugo cabeceando no quarto escanteio quase seguido do time da Capital. Mas a partir daí o Santos foi dominando gradativamente até empatar, aos 26m58, com Renato, e prosseguir criando mais oportunidades. Se tivesse de haver um vencedor na primeira etapa, seria o Alvinegro Praiano.

Robinho Robinho está pedalando em cima de algum palmeirense. Ao ser substituído, o Rei do Drible já tinha corrido 9 quilômetros (Ricardo Saibun/ Santos fc).

Primeiro tempo com domínio do Santos

1m00s – Escanteio para o Palmeiras. Defesa do Santos despacha.
5m10s – Segundo escanteio para o Palmeiras.
6m00s – Terceiro escanteio palmeirense.
6m36s – Quarto escanteio.
6m58s – Gol do Palmeiras. Vitor Hugo vem de trás, sobe muito e cabeceia para baixo, aproveitando o escanteio cobrado por Robinho. 0 a 1.
11m00s – Geuvânio dribla, vai à linha de fundo pela direita, cruza, Tobio põe para escanteio. Na cobrança, Fernando Prass espalma para fora da área.
12m51s – Robinho dá uma caneta, abre para a direita e corre para a área, mas na sequência fura na hora de arrematar a gol.
14m00s – Quinto escanteio para o Palmeiras.
16m20s – Ricardo Oliveira mostra presença de área. Chuta, mas a bola bate em Lucas e sai para escanteio.
18m00s – Arouca disputa a bola na área do Santos e David Braz coloca para escanteio.
19m00s – Geuvânio recebe, penetra e chuta pela meia-esquerda. David Braz espalma.
20m43 – Lucas lima meio que chuta, meio que cruza. Prass defende e sente o cotovelo. Mas é atendido e permanece em campo.
22m00s – Geuvânio acerta uma joelhada em Arouca e recebe cartão amarelo.
25m39s – Dudu chuta forte de fora da área. Vanderlei espalma para escanteio.
26m58s – Gol de Renato! Victor Ferraz dá ótimo passe para Ricardo Oliveira, no bico esquerdo da área, este penetra e cruza para Renato, que toca no contra-pé do goleiro. Golaço! 1 a 1.
29m00s – Victor Ferraz dá para Robinho, no bico esquerdo da área, este corta para dentro e chuta rasteiro no canto esquerdo de Prass. A bola bate na trave e Ricardo Oliveira quase pega o rebote e empurra para o gol vazio.
30m00s – Arouca segura Robinho e leva cartão amarelo.
31m50s – Ricardo Oliveira discute e leva cartão amarelo.
33m49s – Robinho (Palmeiras) chuta de fora da área e a bola, rasteira, passa raspando a trave direita de Vanderlei.
36m44s – Ricardo Oliveira domina, faz o giro e bate de longe. Prass encaixa.
39m46s – Geuvânio corta da esquerda para a direita e chuta de fora da área, mas a bola encobre o travessão.
46m00s – Robinho tabela pela direita e aparece livre, mas o bandeirinha,m que tinha total visão do lance, erradamente dá impedimento.

Serginho Chulapa e Marcelo FernandesMarcelo Fernandes e Serginho Chulapa
Esta dupla está indo muito bem. Eu ficaria com ela (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Santos volta melhor e decide no segundo tempo

2m28s – Robinho recebe de Lucas Lima, penetra e na hora do chute se desequilibra.
4m13s – Lucas Lima corta passe de Gabriel e leva chute no joelho. Árbitro não deu cartão amarelo porque não quis.
5m39s – Na cobrança da falta, Lucas Lima bate e Fernando Prass espalma. David Braz deixa a bola sair pela linha de fundo.
7m05s – Cruzamento na área do Santos, toque de Cristaldo, mas sem perigo.
9m04s – Mais um escanteio para o Palmeiras. Parecia hora de substituir Geuvânio, meio parado.
13m04 – Lucas Lima recebe de Robinho, dribla Zé Roberto pela direita e cruza, mas a defesa do palmeiras corta.
15m00s – Impedimento mal marcado de Dudu. Na sequência o Palmeiras faz o gol, mas o lance já estava paralisado.
16m20s – Gol de Ricardo Oliveira! Ele recebe passe de Robinho na área. Como está de costas para o gol, no giro já se livra de Vitor Hugo. Depois, dá um toquinho por baixo da bola para encobrir Fernando Prass. Golaço de centroavante que conhece a posição! 2 a 1.
19m24s – Segundo escanteio seguido para o Palmeiras, que busca reagir.
20m18s – Contra-ataque que encontra Robinho livre, termina em escanteio, e na cobrança Werley cabeceia fraco para a defesa de Fernando Prass.
23m06s – Mais um escanteio para o Palmeiras. Defesa do Santos despacha.
26m10s – Sai Geuvânio, que correu 7 km, e entrou Gabriel.
30m31s – Santos penetra pela esquerda. Lucas Lima dá para Gabriel, que passa pela Robinho, na área. Defesa corta.
32m00s – Gabriel parece só querer a bola limpa. Não briga por ela como o momento do jogo exige.
32m50s – Sai Ricardo Oliveira, que correu 8,3 km, e entra Elano. Santos jogará até o final da partida para fechar o meio e segurar a vitória.
38m00s – Santos muito recuado. Jogando só no contra-ataque.
39m00s – Cartão amarelo para Lucas Lima por demorar para cobrar falta.
42m00s – Em menos de 210 minutos em campo, Elano faz a sua terceira falta.
46m30s – Sai Robinho, que correu 9km e entra Thiago Ribeiro.
47m58s – David Braz interrompe um ataque perigoso do Palmeiras com uma falta dura e recebe cartão amarelo.

Ricardo OliveiraNa matada Ricardo Oliveira já se livrou de Vitor Hugo. Agora ele vai ficar de frente para Fernando Prass e tocar por baixo da bola, encobrindo o goleiro (Ricardo Saibun/ SantosFC)

Ricardo Oliveira Ricardo Oliveira comemora o seu gol, o gol da vitória santista, enquanto Arouca, cabisbaixo, parece acabrunhado. Sair pela porta dos fundos não é mesmo legal. A torcida pegou no pé do ex-monstro da Vila (Ivan Storti/ Santos FC).

Atuações dos santistas

Vanderlei – Fez algumas boas defesas. Não teve culpa no gol. 7.
Cicinho – Deu suas cabeçadas de sempre, desta vez apoiou pouco. 5.
David Braz – Não comprometeu. Sempre demonstra muita energia. 6.
Werley – No mesmo nível de David Braz – 6.
Victor Ferraz – Boa partida. Apoiou bem pela esquerda e se virou satisfatoriamente na marcação. 7.
Valencia – Deu suas trombadas, errou alguns passes, mas no todo foi regular. 6.
Renato – Ótima atuação. Sabe os atalhos para a marcação e também para atacar. Apareceu de surpresa na área para empatar o jogo. 8.
Luas Lima – Regular, como sempre. A bola gruda no pé dele. Mas, bem marcado, não foi tão bom como em outras partidas. 7.
Geuvânio – Criou algumas boas jogadas, mas poucas. De qualquer forma, preocupou o lado direito da defesa palmeirense. 7.
Ricardo Oliveira – Outra ótima atuação. Centroavante é assim mesmo. Pega pouco na bola, mas quando precisa decidir, decide. 8.
Robinho – Pela mobilidade e onipresença, 8. Mesmo chamado de veterano, correu 2km a mais do que o garoto Geuvânio.

Renato
Renato era reserva de Arouca. Ontem dominou o ex-monstro da Vila (Ricardo Saibun/ Santos FC)

Dos que entraram, Thiago Ribeiro mal pegou na bola. Elano só ajudou a embolar o meio de campo. Nada produziu de útil. Saem timing para marcar, comete falta em quase todos os lances em que tenta tirar a bola do adversário. Gabriel precisa treinar o pé direito. Está capenga demais para um atacante. Precisa usar as suas características mais fortes, que são o arranque, o drible e o chute. Pelas últimas partidas não pode mesmo ser o titular do time, pois Ricardo Oliveira está jogando muito.

Marcelo Fernandes/ Serginho Chulapa – Armaram bem o time, substituíram bem e ganharam o clássico do milionário Oswaldo de Oliveira, que a gente conhece bem. Eu não contrataria ninguém e ficaria com os dois no comando do Santos. Por um salário bem menor do que os técnicos pedem por aí, claro. É bobagem pagar mais do que dois dígitos para Dorival, Mancini ou qualquer outro técnico brasileiro. Nota 8.

Lotação completa na Vila, com 11.416 pagantes

Santos 2 X 1 Palmeiras
Vila Belmiro, 11/03/2015, quarta-feira, 22 horas
Público: 11.416 pagantes. Renda: R$ 360.960,00
Santos: Vanderlei, Cicinho, Werley, David Braz e Victor Ferraz, Valencia, Renato e Lucas Lima; Geuvânio (Gabriel), Robinho (Thiago Ribeiro) e Ricardo Oliveira (Elano). Técnico: Marcelo Fernandes.
Palmeiras: Fernando Prass, Lucas, Tobio, Vitor Hugo e Zé Roberto; Gabriel e Arouca; Allione (João Paulo), Robinho (Gabriel Jesus) e Dudu; Cristaldo (Leandro Pereira). Técnico: Oswaldo de Oliveira
Gols: Vitor Hugo aos 6m58s e Renato aos 26m58s do primeiro tempo; Ricardo Oliveira aos 16m20s do segundo.
Arbitragem: Thiago Duarte Peixoto, auxiliado por Danilo Ricardo Simon Manis e Luis Alexandre Nilsen, todos de São Paulo.
Cartões amarelos: Geuvânio, Ricardo Oliveira, Valência, Lucas Lima e David Braz (Santos); Arouca e Dudu (Palmeiras).

Os gols do Santos pelo ângulo da SantosTV:

E você, o que achou de Santos 2 x 1 Palmeiras?


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