Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Aranha e David Braz pedem passe livre e salários atrasados

Alguns jogadores, entre eles os titulares Aranha e David Braz, já encomendaram ação na Justiça contra o Santos pedindo passe livre e os salários atrasados, com as devidas correções. É um direito que têm por estarem há três meses sem receber.

Talvez a situação possa ser contornada com a chegada de seis milhões de reais que o clube, com a intermediação de José Carlos Peres, conseguiu emprestar da Doyen Sports. O dinheiro, que servirá justamente para pagar esses rendimentos em atraso, deverá chegar até terça-feira.

Porém, sem previsão de receitas futuras, o Santos deverá quitar essas pendências apenas para manter o direito sobre os passes dos jogadores, mas terá de se desfazer de alguns deles em seguida para fazer caixa e manter o resto do elenco.

Daqueles de maior salário, a prioridade é manter Robinho. Os outros são negociáveis. Mesmo o ídolo Arouca está na vitrine. Damião deve sair, mas desde que o clube interessado pague integralmente o seu salário de 500 mil reais por mês. Não se pode esquecer que o Santos já paga, mensalmente, o dinheiro que pegou emprestado da Doyen para comprar o passe do atacante.

Não me lembro de ter visto o Santos em tal penúria desde os anos que sucederam a despedida de Pelé. Naquela época, o negócio fracassado do Parque Balneário e a falta de planejamento para viver sem os cachês milionários gerados pelo Rei do Futebol explicavam a derrocada. Desta vez, a culpa é da gestão perdulária e conseqüentemente irresponsável que começou com Luis Álvaro Ribeiro e terminou com Odílio Rodrigues.

Um clube brasileiro de futebol não precisaria ser, mas historicamente tem sido uma empresa deficitária. Não se pode, impunemente, transforma-lo em um grande cabidão de empregos, com salários pelo teto do mercado, como a gestão iniciada por Laor e concluída por Odílio fez.

A política administrativa-financeira do Santos era uma bomba-relógio que um dia explodiria, o que ocorre agora, justo no momento de passar o poder a outra chapa – como se o bagaço da laranja fosse jogado fora depois de produzir a última gota de sumo.

Nesta segunda, a posse e a polêmica eleição do presidente do Conselho

Nesta segunda-feira, às 20 horas, tomarão posse os conselheiros eleitos para o triênio 1015/16/17. Mais do que isso, será eleito o presidente do Conselho, e é aí que surge o primeiro imbróglio.

Nomes naturais para presidirem o órgão, José Carlos Peres e Marcelo Teixeira declinaram do convite. A decisão ficou dependendo de uma reunião entre representantes das três chapas. Porém, como não houve consenso, acabaram saindo duas candidaturas: uma da situação, com Fernando Bonavides candidato a presidente e Florival Barletta à vice, e a outra, resultado das junções das chapas 1 e 5, com Alberto Pfeifer para presidente e Reinaldo Guerreiro para vice.

A questão é que José Carlos Peres, líder natural da chapa 1, a Santos Vivo, queria uma bancada mista, com o candidato à presidente saindo da chapa da situação. Isso, segundo ele, daria maior governabilidade ao clube neste momento em que a prioridade é sair da crise, não fazer política. Porém, sua recomendação não foi ouvida pelos seus porta-vozes, que preferiram juntar-se à chapa de Fernando Silva, a fim de fazer oposição a Modesto Roma.

O que tenho a dizer sobre isso é que cada conselheiro deve agir de acordo com seu senso ético e de justiça, pensando no melhor para o clube e para os santistas, independentemente das orientações de suas chapas ou da presidência do Conselho. Não somos vaquinhas de presépio. Ser conselheiro, para mim, significa doar ideias e trabalho ao Santos, sem pedir nada em troca. Assim, não se pode condicionar nossos atos de agora a uma nova eleição que virá somente daqui a três anos.

Se Peres, segundo candidato mais votado na eleição presidencial, é ouvido e respeitado pelo presidente eleito, que é o que pedimos, por que jogar esse bom relacionamento fora para tomar uma atitude de franca oposição? O momento, acredito, é o de auxiliar essa administração a atravessar a tempestade que se avizinha. Depois, na bonança, voltamos às trivialidades políticas.

Por outro lado, poderíamos perder horas discutindo o que é situação e o que é oposição no Santos. A chapa de Fernando Silva e Laor, responsável pela gestão que levou o clube à situação falimentar que vive hoje, deve ser considerada oposição a um quadro que ela mesma criou?

Na questão financeira, posso afirmar que Marcelo Teixeira, quando presidente do Santos, pagava salários inferiores ao mercado corporativo, enquanto Luis Alvaro/ Fernando Silva passaram a adotar rendimentos acima do teto da cidade de Santos. É evidente qual das duas políticas afundou o clube.

Por coerência, fidelidade e por entender que o momento é de união e paz na tentativa de reconstruir o Santos, dilapidado pelos últimos anos de gestão catastrófica, ficarei ao lado de José Carlos Peres e votarei em Fernando Bonavides para presidente do Conselho. Isso não quer dizer, entretanto, que aprovarei todas as decisões, ou recomendações, de Bonavides. Não quer dizer que aprovarei sequer uma de suas recomendações. Significa apenas que estou dando meu voto de confiança e apoio a esta administração que dirigirá a nau do Santos em meio à tormenta que nos espera.

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Por que o santista não escolheu o melhor presidente

Com 1.321 votos, apenas 3%, ou 182 votos, a mais do que José Carlos Peres, que obteve 1.139, Modesto Roma Junior foi eleito presidente do Santos para o triênio 2015/16/17. A vitória coube ao candidato mais preparado para o cargo? Não. Sorriu àquele mais habilitado para lidar com a terrível situação que o clube atravessa? Absolutamente não! Então, por que ele foi eleito?

A eleição de Modesto Roma, um empresário malsucedido, a quem falta capacidade administrativa e espírito de liderança, se deve à campanha da ala bairrista da imprensa esportiva de Santos, especificamente da equipe da TV Santa Cecília, e do farto e dispendioso material de propaganda espalhado pela Baixada Santista.

Os mesmos sócios que não vão aos jogos da Vila Belmiro nem em dias de sol, foram votar embaixo de chuva para impedir que “roubassem” o Santos de sua cidade, como se isso fosse possível. Donos de cadeiras cativas que não freqüentam o Urbano Caldeira nem a pau, trocaram seus pijamas por bermudas, chinelos e guarda-chuvas e foram eleger o candidato indicado por Teixeira e seu porta-voz Armando Gomes.

A impressão que se tem é que se o poderoso Marcelo Teixeira tivesse escolhido o pipoqueiro da Santa Cecília para ser candidato a presidente do Santos, ele também seria eleito. É claro que imaginaram que votando em Roma, estariam elegendo Teixeira, pois ninguém em sã consciência acredita que Roma tenha a mínima noção de como tirar o Santos da enrascada em que se meteu, com dois meses de salários atrasados, último lugar em média de público na Série A e décimo-segundo lugar em recebimento de cotas de tevê.

Roma terá de ser humilde e chamar Teixeira para ajudá-lo a governar, ou a nau do Santos irá a pique rapidamente. Não consigo imaginar o novo presidente negociando a vultosa dívida do clube com os bancos, discutindo as cotas de tevê com a Rede Globo e se relacionando com CBF, Federação Paulista de Futebol e presidentes de outros clubes, como Peres faria com um pé nas costas. Com Roma, os sonhos de o Santos liderar a criação de uma liga de clubes, ou tentar alterar a Lei Pelé, ficam adiados por mais três anos.

Na verdade, esta eleição foi o resultado do exacerbado bairrismo do santista de Santos aliado à omissão de boa parte dos santistas da Capital. Se tivessem votado na Federação Paulista de Futebol ao menos 1.700 dos 2.019 associados que mudaram o domicílio eleitoral para São Paulo, provavelmente José Carlos Peres seria eleito, pois obteve 407 votos, ou 37,5%, dos votos registrados na FPF. Mas apenas 1.110 sócios cumpriram o seu dever.

Por outro lado, como prova evidente de sua rejeição pelo santista de São Paulo, Roma conseguiu apenas 35 votos, ou 3% do total, nas urnas da FPF, vexame que nem a presença do ídolo Léo e do chefe de torcida Cosmo Damião conseguiram amenizar. Assim, da mesma forma que na eleição para presidente do Brasil, ficou claro que a torcida do Santos rachou: a da capital ficou com Peres, enquanto a de Santos preferiu Modesto.

Isso fará com que Modesto tenha de mostrar muito jogo de cintura para governar para todos os santistas, e não apenas para os de sua cidade. Se não marcar jogos no Pacaembu, se insistir em ignorar o sócio de fora de Santos, o clube terá os seus dias contados para voltar a disputar renhidas disputas municipais com Jabaquara, Portuguesa Santista e os times de várzea com os quais o novo presidente prometer fazer intercâmbios.

De qualquer forma, a vida e o Santos seguem. Este blog continuará crítico, mas jamais torcerá contra o Glorioso Alvinegro Praiano. A partir de hoje somos fiscais da gestão de Modesto Roma, a quem desejamos sabedoria e energia para tirar o Santos do atoleiro. E se quiser começar com o pé direito, faça o que seria a primeira providência do Peres: contrate uma auditoria para esclarecer a venda de Neymar e a contratação de Leandro Damião. A gente vai se conversando…

Por fim, a eleição mostrou, ainda, que a gestão de Odílio Rodrigues, representada pela candidatura de Nabil Khaznadar, foi amplamente rejeitada, com 735 votos e a quinta e última colocação entre as cinco chapas. Orlando Rollo ficou em quarto, com 855 votos, e Fernando Silva, apoiado por Luis Álvaro Ribeiro e Celso Jatene, em terceiro, com 1.077 votos. Todos os três investiram muito mais na campanha do que José Carlos Peres, que não poluiu as ruas da Baixada Santista com um único cartaz.

Peres, o presidente eleito na Capital, nas urnas da FPF.
1° – José Carlos Peres – 407 votos
2° – Fernando Silva – 338
3° – Nabil Khaznadar – 212
4° – Orlando Rollo – 118
5° – Modesto Roma – 35

Conselho com Roma, Peres e Silva
Como é preciso ter ao menos 20% dos votos para ter representatividade no Conselho, e como o total de votos foi de 5.127, apenas as chapas de Modesto Roma, José Carlos Peres e Fernando Silva terão representantes no Conselho Deliberativo do Santos:
1° – Modesto Roma Júnior – 1.321
2° – José Carlos Peres – 1.139
3° – Fernando Silva – 1.077
4° – Orlando Rollo – 855
5° – Nabil Khaznadar – 735

E você, o que achou dessas eleições presidenciais do Santos?


Peres foi o mais prejudicado com o adiamento da eleição

Ademir Quintino diz que é imbecilidade achar que o Santos é de Santos. Eu concordo:

E-mail de Tiago Guedes, que veio de Orlândia com 3 amigos e não pôde votar:

Odir, bom dia meu caro,

Como vai você e sua família? Espero que muito bem.

Odir, sábado nos deslocamos até Santos, eu, meu irmão Anderson, o Pequira e outro colega para fazer valer o nosso voto. Contudo, chegando lá nos deparamos com a triste notícia de que a eleição acabara de ser suspensa, por um ato de um irresponsável que além de prejudicar o candidato Peres (na minha opinião o mais prejudicado), também prejudicou milhares de santistas.

Sinceramente, foi uma falta de respeito sem tamanho, levantamos as 4 da manhã, viajamos 500 km, pagamos 22 pedágios, fora combustível e por aí vai, para chegar em Santos e por um ato extremamente arbitrário suspenderem as eleições.

O problema maior, é que não poderemos votar no próximo sábado pois eu e meu irmão, iremos ser padrinhos de casamento. Nada nada serão 4 votos a menos no José Carlos Peres (em uma eleição com 5 candidatos e que 1 voto pode fazer a diferença), e isso me deixa muito triste, pois me parece que houve uma certa “vontade” que isso ocorresse por parte de outros candidatos, principalmente da situação, pois o mais prejudicado na minha humilde opinião foi o Peres.

Quando saímos da Vila Belmiro, nos encontramos com ele e eu disse isso a ele, que por sinal estava com um semblante muito abatido.

Como é triste Odir, ver o que estão fazendo com o Santos, “varzeando” cada dia mais o nosso glorioso. Mas com fé em Deus, no próximo sábado teremos um resultado justo e que irá levar o Santos a galgar o topo sempre, pois no sábado quando apertei a mão do Peres senti que ali sim, além de um ser humano bom, existe também um administrador honesto e de bons costumes.

Infelizmente não poderei estar no sábado, digo infelizmente porque sou fanático e estou muito triste mesmo, nada nada me levantava no sábado, o caminho de volta parecia que não chegava nunca, o da ida, com alegria e entusiasmo, nem vi passar.

Boa sorte Odir, a sorte do Peres eu tive o prazer de desejar pessoalmente.

E peço desculpas por não poder contar com meu voto, mas fugiu da minha alçada de controle.

Grande abraço

Tiago Guedes

Santos jogou de verdade. E salvou o Palmeiras.


Com um gol de Thiago Ribeiro em cima da hora, o Santos venceu o Vitória por 1 a 0. Se perdesse, o Palmeiras seria rebaixado pela terceira vez em 12 anos. O Alvinegro Praiano fez bem de jogar sério e vencer. Primeiro, porque é isso que os homens com vergonha na cara fazem. Segundo, porque o Palmeiras é um aliado natural do Santos. Batalhamos juntos pelo reconhecimento dos títulos brasileiros desde 1959. Ainda faremos outras grandes parcerias.

Eleição caótica é reflexo do clima de desconfiança

Se centenas de pessoas já tinham votado em Santos e São Paulo, e se muitas delas não poderiam retornar para uma nova eleição, por que seus votos não foram aproveitados? Poderiam ser checados com os sócios que votaram, guardados e anunciados apenas depois de terminada a eleição. Qual seria a grande dificuldade de não se perder esses votos? Eu respondo: a falta total de credibilidade. Não havia pessoas de confiança para contar, checar e guardar as cédulas. As chapas, com exceção da Ong Santos Vivo, de José Carlos Peres, preferiam incinerar os votos, jogando no lixo o sagrado exercício democrático de centenas de eleitores. Eu mesmo já tinha dado o meu voto, sem problema algum. Por que tenho de votar de novo? Sei não, mas essa atitude de inutilizar os votos foi autoritária e prejudicou a muitos sócios do Santos. Acho que o caso tem de ser analisado com cuidado. Pra começar, o Ananias, que embananou tudo, deve receber punição exemplar.

Enquete “Quem Fica e Quem Sai” está sendo tabulada

Creio que no máximo até quarta-feira à noite teremos o resultado da enquete sobre quais jogadores devem ficar e quais devem sair do Santos, segundo a opinião dos leitores deste blog. Iniciei a tabulação dos resultados, mas o trabalho diário na Editora Magma e no Museu Pelé tem tomado quase todo o meu tempo. Além, é claro, das eleições no Santos. Peço um pouco mais de paciência.

Por que será que tem chapa gastando tanto nessas eleições?

Ruas de Santos e São Vicente emporcalhadas, vans desfilando com imensos rostos de candidatos, distribuição de camisetas e brindes, barulho e ostentação. Muitos sócios estão se perguntando por que algumas chapas estão gastando tanto para a assumir a presidência de um clube com tantas dívidas? Amor ao Santos, ou olho gordo pra cima dos milhões que o clube recebe anualmente? Cada um que analise e reflita bem antes de dar o seu voto. Pois eu digo que há um candidato que só fez pelo Santos e nada tirou do clube. É também o único que não quer a reeleição e promete uma auditoria caso seja eleito. É aquele que não suja a cidade, respeitando as ruas e os cidadãos de Santos e São Vicente, o que não armou um aparato quase militar para chegar ao poder no Santos. Ele é José Carlos Peres, chapa 1, o homem do octacampeonato!

Tudo bem. Vamos em frente. Desesperar? Jamais! Agora é saber votar!

O fotógrafo Sergio Dutti, autor do magnífico livro “Vencedores”, que fala da epopéia dos atletas paraolímpicos brasileiros, dirigiu 11 horas de Brasília a São Paulo, ao lado da mulher, para votar em José Carlos Peres. Um senhor veio de São José dos Campos só para votar no Peres, mas não poderá vir no próximo sábado, pois será a data do casamento do seu filho. Sandra veio de Americana, com irmão e marido, também para votar na chapa 1, mas não sabe se poderá vir na próxima semana. Estes foram apenas os casos de pessoas que estavam próximas a mim na entrada do prédio da Federação Paulista de Futebol. É evidente que este adiamento já manchou a eleição para presidente do Santos e prejudicou sensivelmente José Carlos Peres.

Nesta eleição há candidatos que têm seu curral eleitoral em Santos, outros em São Paulo, e há os que atraem sócios de todo o Brasil, como é o caso de Peres. É preciso ter muita credibilidade para fazer alguém viajar milhares de quilômetros para votar na eleição de um clube. Mas o adiamento tirou o ânimo de muita gente.

“É uma vergonha, senhor Odir, uma vergonha. O que a imprensa não vai falar do Santos essa semana? Que a gente não sabe nem fazer uma eleição…”, exclamava, desanimado, o segurança Moisés, que vestiu uma camisa retrô do Santos só para votar no Peres. Ficamos conversando, eu, ele, meu irmão Marcos, e, para reduzir sua frustração, presenteei-lhe com um exemplar autografado do Dossiê, que ele recebeu como a um bem precioso.

Pedi ao Moisés, e agora peço a todos os santistas que lêem este blog, que não desanimem. Em São Paulo deu para perceber que, apesar do aparato das chapas de Fernando Silva e Orlando Rollo, a votação no Peres seria maciça. Um funcionário da Federação Paulista de Futebol me confidenciou que se a eleição prosseguisse, Peres deveria vencer na capital.

É difícil afirmar isso, pois 80% dos eleitores de Peres não usavam camisa de identificação, enquanto os eleitores de Silva e Rollo vestiam camisas da chapa. O certo é que este adiamento fará com que muitos sócios desistam de voltar a São Paulo no próximo sábado, reduzindo a votação da chapa 1.

Para compensar, eleitores do Peres que deixariam de votar neste sábado, devem comparecer em massa na semana que vem, ou o sonho de ter um Santos administrado de maneira mais competente e honesta, irá pelo ralo pelos três próximos anos.

Primeiro as urnas, depois a fraude

A eleição transcorria normalmente em São Paulo, com as chapas convivendo harmoniosamente, quando começamos a saber dos problemas na Vila Belmiro. Primeiro, veio a notícia de que as urnas eletrônicas travavam de 10 em 10 minutos, o que obrigou a passarem a votar por cédulas de papel. Depois, soubemos de uma grane confusão quando um eleitor votou em duas mesas e foi descoberto por um fiscal. Não se sabe se outros já tinham feito isso, o certo é que o clima esquentou e a eleição foi adiada. Posteriormente veio a informação de que se tratava de um eleitor de Nabil Khaznadar.

Foi um gesto isolado, ou fazia parte de um plano coletivo para fraudar a eleição? Isso só se saberá com uma investigação profunda. Se há participação da coordenação da chapa da situação, obviamente esta deverá ser impugnada. Aliás, a responsabilidade pelo bom andamento da eleição é da atual gestão, que ainda comanda o clube. O adiamento da escolha do presidente do Santos, na verdade, prolonga o mandato de Odílio Rodrigues para mais alguns dias.

Projeto de Jabaquarização segue firme

Fiquei sabendo que meu colega Armando Gomes fez um programa inteiro na TV Santa Cecília para repetir os velhos bordões de que “querem tirar o Santos de Santos”, que “o Santos é de Santos” e coisas do tipo. Usou todo o tempo possível para fazer campanha para o candidato do seu patrão. Fico impressionado como ainda haja santistas que acreditam nessas baboseiras.

A esses eu perguntaria: tiraram o Jabaquara de Santos? Não! Tiraram a Portuguesa Santista de Santos? Não! E o que aconteceu a eles? Fracasso atrás de fracasso, decadência e mais decadência, até a pequenez eterna em que vivem hoje. É isso o que se quer para o Santos?

Jogar mais vezes fora da Vila Belmiro não quer dizer tirar o clube da cidade, ou então teríamos de concordar que a pessoa que mais tirou o Santos de Santos foi Athié Jorge Cury, que na década de 1940 levou o time para jogar três meses pelo Norte/Nordeste e sempre preferiu decidir os títulos mais importantes no Maracanã.

E se responderem que o Santos de Pelé jogava na Vila e era o mais rico do Brasil, eu responderei que aquele Santos podia se dar ao luxo de perder dinheiro jogando na Vila porque tinha de dois a três meses por ano para ganhar dólares no exterior. Hoje não se pode mais fazer amistosos milionários lá fora e o único dinheiro que um clube recebe das arrecadações é a dos seus jogos em casa. E um time grande não pode ter média de seis mil pessoas por jogo, a menor dos 20 clubes da Série A, como é o caso do Santos.

E se disserem, como Armando Gomes costuma dizer, que “quem não quer ir à Vila, que fique na sua cidade”, eu responderei que no dia em que o Santos depender exclusivamente de seus torcedores da Baixada Santista, não conseguirá sequer ter uma arrecadação mediana de Série B.

O tesouro maior do Santos, o maior legado que aquele grande Santos deixou, é a torcida que conseguiu cativar fora da Vila Belmiro. No dia em que perde-la, voltará no tempo, na época de Arnaldo Silveira, Adolfo Millon e Ary Patusca, em que o máximo que podia almejar era o campeonato santista. Digo isso com a maior sinceridade e com dor no coração. Quem acreditar nas falácias de Armando Gomes estará sendo cúmplice desta Jabaquarização do Santos que já está em marcha. Podem escrever e me cobrar no futuro.

Um antídoto eficaz contra essa Jabaquarização é eleger José Carlos Peres, um homem honesto, competente, que já mostrou que é capaz de fazer muito pelo Santos, a quem ama além dos limites geográficos e dos bairrismos que só puxam o nosso querido Alvinegro Praiano para baixo. Alguém que saberá fazer o santista, de qualquer cidade, voltar a ter orgulho do Glorioso alvinegro Praiano.

E você, o que achou do adiamento da eleição do Santos?


Prevalece o equilíbrio de José Carlos Peres

Nabil, Rollo, Silva, Peres e Modesto: um deles será presidente do Santos no próximo sábado.

Em primeiro lugar, parabenizo a TV Santa Cecília pelo debate e também cumprimento os cinco candidatos pela maneira educada como se portaram. O bom nível foi mantido, apesar de um ou outro arroubo, e o santista ao menos teve a certeza de que cinco pessoas com propostas e comprometimento querem governar o clube a partir do próximo sábado, data das eleições para presidente do Santos.

Na enquete realizada pela TV Santa Cecília logo após o debate, José Carlos Peres, da Chapa Santos Vivo, ficou em primeiro lugar, com 46,01% dos votos. Orlando Rollo teve 33,99% das preferências; Modesto Roma, 10,09%; Fernando Silva, com 6,47%, e Nabil Khaznadar, 3,44%.

Creio que a maioria dos telespectadores já tinha sua opinião formada antes do debate. Acredito, ainda, que essa enquete deve ser creditada ao público de Santos e Baixada Santista, já que poucos sócios da capital e outras praças devem ter acompanhado o programa pela Internet.

É importante destacar que muitos que votam nessas enquetes não são sócios do clube, ou não votarão na eleição deste sábado. Portanto, essas porcentagens podem ser aceitas como uma tendência, mas não como um resultado definitivo. Todas as chapas ainda se empenharão até o último minuto atrás dos votos que poderão levá-las à direção do clube.

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Vitória do poder conciliador de Peres

O formato do debate não deu tempo suficiente aos candidatos para apresentar suas plataformas. Creio que antes das discussões cada um deveria ter tido uns cinco minutos, no mínimo, para revelar os pontos principais de seus programas: futebol, patrimônio, administração, marketing, comunicação… De qualquer forma, acho que José Carlos Peres foi quem passou a melhor impressão, pois mostrou-se educado, elegante e, mais do que prometer coisas, tratou de ressaltar o momento delicado que o clube atravessa e sugerir uma união das lideranças santistas na hora de administrá-lo.

De todos, Peres é o menos apegado ao poder, e esse detalhe atrai o santista, escaldado de tantos caudilhos que levantam bandeiras revolucionárias antes das eleições, mas depois convidam seus confrades para repartir o bolo. Peres pensa no Santos de hoje e do futuro e por isso, sem vaidade ou revanchismos, já reservou três lugares no Comitê Gestor para integrantes das outras chapas.

Sei muito bem como foi difícil para o Peres desistir de um compromisso que mantém, regularmente, há 40 anos, de jantar com a Lu em todo o dia do aniversário dela, que também é a data de seu casamento. Mas ele sabe que o que está em jogo é o futuro do Santos, e levou sua mulher para o debate, com a promessa de jantar com ela entrando na madrugada.

Creio que o dom para conciliar, que é uma das qualidades inatas do Peres – sem a qual não teria conseguido a Unificação dos Títulos Brasileiros e muito menos a criação do G4 Paulista -, foi o diferencial desse encontro na Santa Cecília. Como não daria mesmo tempo para esmiuçar todos os detalhes de sua proposta de governo, que é transparente e ousada, Peres destacou o que considera mais importante no momento: unir os santistas para o grande desafio de reerguer o clube, que nos espera a partir de sábado. Percebi que, a não ser o candidato da situação, Nabil Khasnadar, todos os outros sentem a gravidade desta etapa que o clube atravessa.

Repito o que tenho dito: em um momento como este, o Santos precisa de um presidente com ideias e cercado de pessoas com ideias e muita capacidade de trabalho, obviamente, mas também precisa saber unir forças, aplacar rivalidades e extrair o melhor de cada grupo, de cada chapa, para fazer o barco alvinegro praiano atravessar a tempestade que se avizinha. Não se quer um líder que jogue mais gasolina na fogueira, nem aquele que adote fórmulas gastas e ineficientes. É preciso saber mesclar ousadia e racionalidade. E isso só se consegue com serenidade e competência.

Mas, no todo, gostei do debate e dos concorrentes. Como o Peres falou, são, em certa parte, heróis que deixaram suas vidas de lado para entrar em uma luta renhida e às vezes dolorosa em busca da liderança no nosso clube do coração. Desejo que ao final da contenda todos saiam mais sábios, mais solidários, mais capazes de se doar para o nosso Santos Futebol Clube.

O exercício da democracia continua. Hoje, quarta-feira, às 15 horas, haverá novo debate, desta vez na Rádio Jovem Pan. Sem as câmeras de tevê, que costumam inibir quem não está acostumado com elas, creio que teremos os convidados mais soltos. Vale a pena acompanhar novamente esse encontro entre os cinco postulantes ao importante cargo de presidente do Santos Futebol Clube. Desejo serenidade e objetividade a todos eles.

Nesta tarde de quarta-feira os candidatos à presidência do Santos estão participando de outro debate, nos estúdios da Rádio Jovem Pan, em São Paulo. Segundo a emissora, “eles serão sabatinados durante uma hora. A transmissão do debate será feita no dia 04/12, através do portal da emissora (www.jp.com.br). Trechos do debate serão apresentados ao longo da programação esportiva da Jovem Pan AM, comandada por Wanderley Nogueira”.

O que você está achando das campanhas para presidente do Santos?


Fernando Silva contesta Niquinha e diz que vai processá-lo

Mais uma entrevista cristalina e esclarecedora de José Carlos Peres. Leia!

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FERNANDO SILVA CONTESTA NIQUINHA E DIZ QUE VAI PROCESSÁ-LO

Acusado por Antonio Delomodarme, o Niquinha, presidente do Olímpia Futebol Clube, de pedir dinheiro “por fora” para prestar consultoria ao time do interior paulista, Fernando Silva, candidato a presidente do Santos, enviou nota a este blog definindo as acusações de Niquinha como “absurdas e inverídicas” e informando que deverá processar o dirigente do Olímpia.

Em nota enviada pelo assessor de imprensa Fábio Gorski, Fernando Silva diz:

São absurdas e inverídicas as afirmações do Sr. Antonio Delomodarme, presidente do Olímpia Futebol Clube, feitas no Blog do Odir Cunha.

Tal declaração deverá ser comprovada na Justiça, pois é neste foro no qual me relacionarei com este cidadão a partir de agora.

Fernando Silva

Nesta terça, Peres fala para Santos e Baixada Santista

Atenção sócio do Santos morador em Santos e na Baixada Santista: venha ouvir as propostas do candidato José Carlos Peres para o Alvinegro Praiano nesta terça-feira, a partir das 19 horas, no bar Meu Escritório, à rua Goiás, 128, no bairro do Gonzaga (entre a avenida Washington Luiz e a rua Tocantins). Segue o convite:

convite peres santos 25-11

E então, vamos nos ver em Santos esta noite?


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