Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Ferroviária

Crise de comando

Desculpem-me mas nem vou analisar uma derrota na Vila Belmiro para a Ferroviária treinada por um técnico de futsal diante de 5.500 testemunhas em uma maravilhosa noite de sábado. As evidências dizem tudo. Só gostaria de lembrar que:

Quando os jogadores não queriam jogar no Pacaembu, o presidente e a diretoria acharam ótimo, porque preferem o Santos só para Santos, ou melhor, só para eles.

Quando o técnico e os jogadores se recusaram a fazer a pré-temporada nos Estados Unidos, ou em Marrocos, alegando desgaste excessivo, a presidência e a diretoria também aceitaram.

Quando, em 2015, resolveram sacrificar uma vaga na Libertadores pelo Brasileiro para se poupar para a final da Copa do Brasil, a presidência e a diretoria se calaram.

Era evidente que haveria problema na primeira vez em que os jogadores fossem contrariados, o que ocorreu com a demissão do gerente de futebol Sérgio Dimas.

Agora, a presidência e a diretoria do Santos estão em uma sinuca de bico, pois as opções são as seguintes:

Limpar o elenco dos jogadores indisciplinados e paneleiros.

Contratar de novo o Sérgio Dimas e se desmoralizar.

Substituir o técnico Dorival Junior por um que tenha mais personalidade, mas aí a crise entre o técnico e os jogadores será ainda maior.

Dirigir o clube com isenção e profissionalismo e fazer o que é melhor para o Santos, não para o grupo que se apossou do clube.

E pior disso tudo é que a Copa Libertadores está logo aí. Ou a presidência e a diretoria agem com liderança e responsabilidade, ou a vaca vai pro brejo.

Qual é a sua opinião sobre isso?

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Costas do Victor Ferraz

Meu amigo e minha amiga, a Ferroviária, que enfrenta o Santos neste sábado, às 19h30, na Vila Belmiro, é um perigo. Digo isso porque o seu técnico, o PC de Oliveira, é novo no ramo e, como todo técnico novo, certamente não gosta de inventar. Fará o que é o óbvio ululante, o que quer dizer que, a exemplo do São Paulo, no meio da semana, forçará suas jogadas de ataque nas costas do Victor Ferraz.

Vê-se até pelo porte físico do nobre PC, um tanto acima do peso, que ele não é de correr no campo e nem está acostumado com a rotina dura dos treinamentos no futebol. Por isso, por ser um principiante no cargo, é evidente que não criará fórmulas mirabolantes para tentar vencer o Santos no Urbano Caldeira. Se conhece alguém no São Paulo e lhe perguntou o que o tricolor fez para ganhar na quarta-feira, já deve ter ouvido a resposta: jogar nas costas do Victor Ferraz.

Um detalhe é que o simpático PC de Oliveira é técnico da Seleção Brasileira de Futsal, ou seja, é novato no futebol de campo, mas sabe como ninguém explorar aqueles espaços exíguos que surgem nas quadras do futsal. Imagine, então, caro leitor, e cara leitora, o homem vislumbrando aquela verdadeira Avenida Paulista, aquela Ana Costa ampliada que convencionamos chamar costas do Victor Ferraz.

Mesmo que não tenha assistido à partida, mas que puxe papo com uma criança em fase pré-escolar em um sítio perdido na zona rural de Araraquara, ainda assim ouvirá do pequerrucho, ou da pequerrucha, que qualquer um sabe que a manha para ganhar do Santos, na Vila ou em qualquer outro lugar, é jogar nas costas do Victor Ferraz.

Se o buraco por ali já era grande, ficou maior agora que o professor Dorival Junior resolveu criar uma versão tupiniquim da laranja mecânica, que poderia se chamar meio jerimum mecânico. Meio porque funciona mais ou menos bem do centro do campo para a frente, mas é uma lástima do centro para trás. É mais ou menos aquela história do neurocirurgião que se formou por correspondência e só sabe abrir a cabeça do paciente, mas não sabe fechá-la. Dorival deve pensar: meu time é ótimo com a bola no pé, quando a perde não é problema meu. O que tenho a ver com as costas do Victor Ferraz?

Na verdade, só por ter sido escolhido como capitão da equipe já se percebe que esse rapaz tem as costas quentes. Por outro lado, tem também as costas largas para suportar toda essa pegação no pé. Afinal, para quem é titular absoluto no Santos há tanto tempo, para quem joga mais no ataque do que na defesa e já marcou… já marcou… quantos gols ele já marcou pelo Santos, mesmo? Bem, não importa. Para quem tem a dupla missão de defender e atacar, além de trotar cientificamente pelo campo para enganar o adversário, talvez seja injusto destacar que a única tática de todos os adversários que têm enfrentado o Santos nos últimos dois anos seja jogar nas costas do Victor Ferraz.

E você, o que acha disso?

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Virada e liderança!

Segue o boicote odioso da Globo ao Santos

Mesmo com cinco jogadores das Seleções Brasileiras Principal e Olímpica, o Santos está sumido da tevê Globo e de seus filhotes Sportv e Premiere. É claro que isso já era esperado e é uma retaliação ao fato de o Glorioso Alvinegro Praiano ter assinado com o Esporte Interativo a partir de 2019. O que a Globo faz, como empresa jornalística, é inominável. Mas algumas coisas estão mudando em nosso País e esse poder que ela tem sobre o futebol e sobre os clubes está no fim.

Clique aqui para ler sobre o boicote da Globo ao Santos

A entrada de Lucas Lima no lugar de Alison mudou o Santos da água para o vinho, e o time, que terminou o primeiro tempo perdendo para a Ferroviária por 1 a 0, virou para 4 a 1 na segunda etapa, com gols de Zeca, Paulinho (2) e Gabriel, de pênalti. Além de Lucas Lima, os destaques santistas foram Joel, Paulinho e Zeca.

Com o resultado, o Santos volta à liderança do Grupo A, com 26 pontos, sete vitórias, 11 gols de saldo e 21 gols marcados, contra 24 pontos, seis vitórias, 10 gols de saldo e 19 gols marcados pelo São Bento, o segundo colocado.

Ao Santos restam ainda o Capivariano fora e o Audax em casa, enquanto o São Bento enfrentará o Audax fora e o São Paulo em casa. Uma vitória domingo, às 18h30, contra o Capivariano, pode garantir o primeiro lugar do grupo ao Santos, desde que o São Bento não vença o Audax fora de casa.

É importante terminar em primeiro porque isso dará ao Alvinegro Praiano a vantagem de fazer o jogo único das quartas de final em casa. Se vencer, fará também a semifinal diante de sua torcida.

Sem os titulares David Braz, Renato e Ricardo Oliveira, Dorival Junior escalou o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Alison (Lucas Lima) e Rafael Longuine; Gabriel, Paulinho (Elano) e Joel (Ronaldo Mendes).

A Ferroviária, dirigida por Sérgio Vieira, jogou com Rodolfo, Igor Julião, Marcão, Luan e Thallyson; Juninho, Matheus Rossetto (Luiz Gustavo) e Fernando Gabriel; Tiago Marques (Caíque), Samuel e João Paulo (Rafinha).

Depois de alguma instabilidade no primeiro tempo, o Santos dominou a partida e conseguiu uma ótima vitória na segunda etapa. O único fato a lamentar foi o pequeno público do Urbano Caldeira: apesar dos apelos dos jogadores e da imprensa local, apenas 4.208 pessoas pagaram para ver a boa vitória santista.

Flashes de uma democracia que funciona:

E você, o que acha disso?


A retranqueira está matando o futebol brasileiro

Meus amigos, hoje jogar na retranca está na moda. Com essa estratégia os técnicos empurram seus empregos com a barriga, enquanto o futebol perde a magia. É duro sair do estádio sem poder soltar a garganta em um grito de gol. Há jogos que, antes de começar, você já sabe que será amarrado. No máximo 1 a 0, e olhe lá!

Perceba que a Seleção Brasileira só goleia equipes irrisórias, de jogadores que mal sabem andar em campo. É só pegar um timinho um pouco melhor, como essa medíocre Argentina, em que até o Guiñazu e o Barcos são titulares, e já perde, restringindo-se a um golzinho chorado. Mas o nosso Santos, o time que mais gols fez na história, não está nada melhor.

Parece que a sovinice do técnico Muricy Ramalho foi estendida até os times de base. O que vimos do Sub-20 no meio da semana decepcionou até os mais otimistas. Jogar pela vitória contra o Bahia, na Vila Belmiro, e não conseguir um mísero gol é preocupante. Cadê a fome de gol dos Meninos?

Que corram o risco de perder com gols de contra-ataque, mas que se joguem contra o adversário como um garoto brasileiro se joga em cima de um prato de feijão com arroz. Essa influência da retrancabilidade nas divisões de base vai acabar com a última qualidade que resta ao futebol brasileiro, que é a ânsia descomunal pelo gol.

Na era de ouro, time bom era o que marcava muitos gols

Hoje os torcedores estão sendo obrigados a engolir campeões que jogam na retranca, à espera de um ou outro lance de bola parada para tentar a vitória. Há não muito tempo, time que jogasse em casa e se defendesse, era vaiado pela própria torcida. Até os considerados pequenos eram forçados a avançar, e o resultado eram jornadas memoráveis.

Ao contrário do que ouvi outro dia de um jornalista do Sportv, as equipes campeãs não precisam ser, necessariamente, as de defesa menos vazada. Eu, e acho que a maioria dos santistas, gostamos do campeão que tenha, sempre, o ataque mais positivo. E isso era comum naquele Santos inigualável da década de 1960. Campeão paulista em 1960, 61, 64, 65, 67 e 69, em nenhuma dessas oportunidades o Alvinegro Praiano teve a defesa menos vazada.

Em 1960 o Santos sofreu 44 gols, um a mais do que o Corinthians. Só que marcou 100 gols, 43 a mais do que o então alvinegro do Parque São Jorge. Em 1961 o Santos sofreu quatro gols a mais do que o Palmeiras, mas marcou 31 gols a mais do que o alviverde. Em 1965 vazou 28 gols, contra 25 do Palmeiras, mas seu ataque marcou 93, contra apenas 55 do rival. Em 1969 a humilde Ferroviária deixou passar quatro gols a menos do que o Santos, só que o Alvinegro marcou 35 a mais do que o valente clube do Interior.

Marcante mesmo foi o Paulista de 1964, em que o Santos sofreu 47 gols, mais do que outros nove times do campeonato. Até os “pequenos” América de São José do Rio Preto (35), São Bento de Sorocaba (38), Ferroviária (41), Juventus (44), Guarani (46) e Comercial de Ribeirão Preto (45) tiveram defesas menos vazadas. Só que o ataque com Pelé, Pepe & Cia marcou 95 gols, 25 a mais do que o Palmeiras, o segundo colocado neste quesito, e o Santos chegou ao título com um saldo de 48 gols!

Há saídas para o defensivismo

Depois de tomar um baile de Pep Guardiola na final do Mundial de Clubes, Muricy Ramalho disse que o Barcelona jogava com sete jogadores no meio-campo e nenhum atacante. Bem, por aí se vê que o nosso professor não entendeu nada.

Na verdade, quase todos os jogadores do Barcelona são atacantes, estão voltados para o objetivo de se aproximar da meta adversária e marcar gols. Eles podem atuar na marcação, pois o time que não é solidário não vai mesmo a lugar algum, mas têm fundamento e filosofia de atacantes.

No Barcelona é possível ver um jogador teoricamente de defesa vir de trás e penetrar de surpresa na área adversária, derrubando a marcação contrária. Para isso, porém, é preciso que esse jogador tenha algum cacoete de atacante, não borre os pantalones na frente do goleiro e tenha uma qualidade mínima no chute e no cabeceio.

Agora eu pergunto: quando veremos o Adriano, o Henrique, ou mesmo o Arouca, se infiltrando na defesa inimiga para bater a gol? Será que isso não pode ser treinado? Será que estão tão pressionados para defender que não conseguem vislumbrar a possibilidade de atacar?

Na verdade, a criação de um time ofensivo começa na base e não depende só de fundamentos, mas de mentalidade, de ousadia e desprendimento. Um time que mantém a filosofia do ataque não pode se preocupar em estar o tempo todo atrás da linha da bola, como quer Muricy. Jogos que priorizam a defesa são chatos, amarrados, afastam o torcedor e só ajudam mesmo os técnicos, que com um empatezinho aqui, uma derrota ou uma vitória mínima ali, vão esticando seus contratos milionários.

Veja como este time jogava na retranca…

Em 1962, depois de vencer o Benfica por 3 a 2, no Maracanã, o Santos foi a Lisboa enfrentar o campeão europeu no Estádio da Luz, na época o maior da Europa. Como o empate lhe daria o título, seria normal que jogasse na defesa, não? Absolutamente não.

Nesta que foi talvez a partida mais importante de sua história – e na única oportunidade que um time sul-americano comemorou o título mundial no campo de um campeão da Europa – o Santos jogou com coragem e confiança, a ponto de chegar a uma vantagem de 5 a 0, depois diminuida para 5 a 2.

Essa partida, considerada uma das joias da época de ouro do futebol-arte, reuniu não só os dois times, mas os dois melhores jogadores daqueles tempos: Pelé e Eusébio. O Benfica, base da Seleção de Portugal que terminou a Copa de 1966 em terceiro lugar, ganhou dois títulos europeus e chegou cinco vezes à final da Liga dos Campeões na década de 1960. Esse era, portanto, um duelo de gigantes.

Acompanhe este histórico filme do Canal 100 sobre a final do Mundial de 1962, em que o Santos bateu o Benfica por 5 a 2, mostrando mais uma vez que a melhor defesa era o seu maravilhoso ataque:

E você, acha que fechar mais a defesa fez o Santos melhorar?


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