Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Estouro do esquema da Fifa é um bom começo

Todo mundo que milita no futebol conhece ene histórias de pequenas e grandes corrupções. Por ser pouco fiscalizado, o esporte é um antro favorável a espertalhões e aproveitadores, desde os magnatas do crime, que desviam milhões de dólares nos contratos das Copas do Mundo, até os técnicos das categorias de base que pedem dinheiro por fora para o pai do garoto que sonha ser astro.

Há um presidente de clube que levava o dinheiro das arrecadações para contar em casa. Ninguém no clube o contrariava. Outros presidentes são remunerados por baixo do pano, por meio de vaquinhas entre empresários simpáticos à sua candidatura – o que pode não ser desonesto, mas não é nada ético, pois deixa esse presidente com o rabo preso.

A legislação já permite que um presidente de associação, ou de clube esportivo, seja remunerado. Isso pode ser feito às claras, com transparência. É só acionar o departamento jurídico e correr atrás da regularização. Mas o teto dessa remuneração fica perto de 20 mil reais e os presidentes, que ao serem eleitos abandonam todos os seus afazeres e se tornam “amadores profissionais’, preferem ganhar mais por fora.

Enfim, para onde se olha no futebol há esquemas nebulosos, que driblam a justiça e o mérito. Volta e meia ouvimos queixas com relação a subornos articulados por apostadores milionários, ingressos vendidos no câmbio negro, listas quilométricas de “despesas diversas”, eleições fraudadas, contratos superfaturados com jogadores, inúmeras negociatas no caixa dois…

O desrespeito à lei começa com o desrespeito à ética, e a falta de ética no esporte começa quando a meritocracia, que é a alma das competições esportivas, não é respeitada. Como pode o Internacional, responsável por esses espetáculos memoráveis em seu estádio, único brasileiro ainda na Libertadores, ganhar um terço da verba da tevê de outros dois que nada ganharam e nada fizeram de relevante este ano? Com a palavra, a Globo e seu projeto inexplicável da Espanholização de nosso futebol.

Provavelmente esta ação ousada do FBI (Federal Bureau of Investigation) levará a polícia de vários países a tomar a iniciativa de agir para acabar com os esquemas nacionais e regionais que conspurcam o futebol no mundo. O esporte precisa ser expurgado de pessoas que colocam o dinheiro acima dos valores morais. Por que se faz vistas grossas a toda essa bandalheira?

Bem, há tantas perguntas a serem feitas, que poderíamos ficar o dia todo aqui, questionando os porquês do nosso pobre futebol e das pessoas que vivem em torno dele. Mas hoje o importante é destacar que o castelo de cartas começou a ruir. Parabéns ao FBI, parabéns ao Estados Unidos da América do Norte, um país que, apesar de todos os seus pesares, ainda não se deixou dominar pelo crime organizado.

E você, acha que a ação do FBI terá repercussões no Brasil?


O Rei com a Bola de Ouro que você verá no Museu Pelé, em Santos

A Bola de Ouro recebida por Pelé, a primeira dada a um jogador fora do continente europeu, é mais uma primazia do Rei do Futebol, que aos 73 anos continua sendo o brasileiro mais influente no planeta. Este prêmio magnífico passa a ser mais uma das preciosas atrações que você verá no Museu Pelé, a ser inaugurado antes da Copa do Mundo, no restaurado Casarão do Valongo, em Santos.

Nenhuma homenagem é suficiente para agradecer Pelé pelo que fez pelo futebol como fator de união entre pessoas de etnias, credos e gerações diferentes. E essa gratidão fica mais evidente quando se lê o que é escrito sobre ele nos veículos mais importantes da mais culta, profissional e talentosa imprensa esportiva do mundo, que á a francesa.

Com a ajuda imprescindível do amigo e pesquisador Marcelo Fernandes, nosso santista em Luxemburgo, este blog traz a seguir a matéria sobre Pelé e sua Bola de Ouro publicada na revista France Football que está nas bancas. Veja como o primeiro mundo trata o primeiro e único Rei do Futebol.

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Você acha que Pelé é mais respeitado lá fora do que no Brasil? Por que?


O melhor do século XX nas Américas já está em terceiro no XXI

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Meus muitos e queridos amigos e meus raros e incompreensíveis inimigos, todos vocês sabem que na escolha dos melhores times do século XX a Fifa consagrou o Santos como o primeiro das Américas. Achei pouco, pois foi mesmo o melhor do planeta. Mas, tudo bem. O que importa é que o amigo e pesquisador Wesley Miranda me envia a notícia de que, segundo a IFFHS, a Federação Internacional de História e Estatística do Futebol, o Santos já está em terceiro lugar na classificação dos times sul-americanos de melhor rendimento no século XXI, ou, se quiserem, neste terceiro milênio.

“O ranking leva em conta as competições nacionais e continentais de 2001 a 2012”, avisa o Wesley. Na mesma hora computei o título e o vice da Libertadores, além de duas semifinais; os dois Brasileiros e mais dois vices; os cinco paulistas, mais dois vices, além de uma Copa do Brasil e um vice-campeonato mundial. É, realmente o Alvinegro Praiano já tem história para contar neste novo século.

Os cinco times sul-americanos mais bem classificados neste milênio são:
1. Boca Juniors (Argentina) 2.477,0 pontos
2. São Paulo 2.243,0
3. Santos 2.006,0
4. Cruzeiro 1.845,0
5. Vélez Sarsfield (Argentina) 1.833,0

Depois, completando os top ten, aparecem:
6. River Plate (Argentina) 1.806,0
7. Internacional 1.789,0
8. Libertad (Paraguai) 1.760,0
9. Corinthians 1.703,0
10. Nacional (Uruguai) 1.697,5

Os outros clubes brasileiros no ranking são:
11. Grêmio 1.667,0
13. Fluminense 1.645,0
17. Flamengo 1.585,0
21. Palmeiras 1.372,0
22. Vasco da Gama 1.336,0
34. Atlético Paranaense 1.128,0
44. Atlético Mineiro 1.054,0
47. Goiás 1.027,0
49. Botafogo 1.012,0

Quem quiser conferir na fonte, segue o endereço do site da IFFHS:
http://www.foxsports.com.br/fotos/7866/7-boca-lidera-lista-dos-melhores-clubes-sulamericanos-do-seculo-xxi

Por falar em amigo e pesquisador, aproveito para republicar um artigo que o professor Guilherme Nascimento, autor do precioso “Almanaque do Santos”, lançou no seu site. Sob o título “Uma aventura na África – 45 anos da excursão mais incrível do SFC”, o professor Guilherme conta a viagem em que os heroicos desbravadores santistas enfrentaram a selva e pararam nada menos do que duas guerras. Leia com atenção:

A excursão mais incrível de um time de futebol

Por Guilherme Nascimento

Biafra
Guerra de Biafra, na região oriental da Nigéria. Janeiro de 1969.

Aqui, o AI-5 ceifava cabeças, Vandré embalava multidões e Roberto Carlos vivia em ritmo de aventura. Lá fora, os jovens estudantes continuavam tentando a mudar o mundo, onde quer que estivessem, fosse em Washington ou Saigon, Paris ou Praga, Caracas ou Roma, Londres ou São Francisco. Algumas vezes na vanguarda dos movimentos sociais, outras vezes apenas resistindo à repressão ou a violência do Estado.

No futebol, um time sul-americano continuava reinando em seu País e preparava-se para ser o melhor do Mundo novamente. Depois de um ano perfeito, quando conquistou todas as competições que participou, o Santos FC preparava-se para um giro pelos campos africanos.

Não seria a primeira vez, visto que o alvinegro já visitara o continente negro em 1960, 1966 e 1967.

Com um roteiro prevendo jogos no Congo, Nigéria, Argélia e Moçambique a viagem se estenderia por 25 dias, iniciando em 17 de janeiro e terminando em 9 de fevereiro.

Contando com uma delegação de 18 atletas (Gylmar, Laércio, Turcão, Ramos Delgado, Oberdã, Marçal, Rildo, Joel Camargo, Negreiros, Lima, Edu, Amauri, Toninho Guerreiro, Douglas, Pelé, Abel e Manoel Maria) o SFC parte para fazer história na África.

A primeira parada foi na cidade portuária de Point Noire, na República do Congo. O adversário seria uma seleção local. O estádio lotado viu todos os 18 craques santistas em campo desfilarem a categoria que possuíam e marcarem 3 gols. Apesar da derrota por 3×0, os torcedores locais saíram satisfeitos, pois diziam ao final da partida: “Perder para o Santos não é perder!”

Dois dias depois uma esticada até a capital, Brazaville, para enfrentar a seleção nacional do Congo, no Estádio da Revolução. Oitenta mil pessoas lotavam o estádio. Nas tribunas a presença do Presidente da República do Congo, Ngouabi. O árbitro congolês (Nkoukou) permitia a violência dos jogadores locais contra os santistas e ao final do 1º tempo, revoltado, Pelé aproxima-se de Nkoukou e exclama: “Le macth est fini!”. O Presidente do Congo, vendo os fatos, manda um bilhete para o árbitro: “O Santos está aqui para dar um espetáculo e eu quero assistir esse espetáculo. Você tem que apitar direito o segundo tempo. Se isso não acontecer, você será preso”.

Recado dado, recado recebido. Logo no início da etapa final, o árbitro marca um pênalti, que Toninho converte. Em seguida, Pelé marca de falta e acaba a violência em campo. No final, vitória por 3×2.

Após atuar em Brazaville, uma incrível travessia de barco pra Kinshasa na República Democrática do Congo. Brazaville e Kinshasa são separadas pelo Rio Congo. Uma capital de frente para outra…

Em 1969, os dois países estavam rompidos diplomaticamente. A República do Congo (RC) tinha um Governo de orientações marxistas, enquanto que a República Democrática do Congo (RDC) era alinhado com os governos pró-EUA, algo no estilo Coréia do Norte e Coréia do Sul. Desta forma não havia ligação fluvial entre as capitais, sendo proibido que qualquer pessoa atravessasse o Rio Congo em qualquer direção.

Mas, como Pelé e seus súditos atravessariam a fronteira?

Aqui surgia a primeira grande aventura… Num trabalho intenso de bastidores políticos, surge uma trégua na tensão diplomática. O exército da RDC manda uma barca para buscar os craques santistas, e num gesto de boa vontade o Governo da RC permite que a mesma atracasse em seu território. Em outro momento tal situação significaria uma declaração de guerra, porém era o Santos, era Pelé, eram os deuses negros do futebol que estavam no cais de Brazaville. Desta forma, o futebol provoca seu primeiro milagre na África: Tiros ou bombas não foram ouvidos e nem foram lançadas… A paz estava sendo construída. Era a missão de paz e alegria que estava passando em solo congolês.

E o Santos superou uma guerra…

Em Kinshasa, enfrentando uma típica tempestade tropical que desabou sobre a RDC, apenas treze mil pessoas viram mais uma vitória do alvinegro.

Mais dois dias e mais uma partida, agora com o tempo mais firme, quarenta mil pessoas lotaram o estádio Tata Raphael e viram a vitória dos locais por 3×2!

Euforia na África!

Uma seleção africana derrotava os deuses do futebol!

Do Congo, o Alvinegro Praiano seguiu para a Nigéria, pois seriam os “Águias Verdes”, a seleção nigeriana, o próximo adversário. Mesmo sofrendo com a violência adversária, Pelé realizou uma grande exibição e marcou dois gols no empate por 2×2.

Da Nigéria, parte para Moçambique, na época colônia portuguesa. O adversário seria o time europeu FK Áustria Viena, que foi derrotado por 2×0.

Mas o Governo da Nigéria queria mais uma apresentação em seu território, na cidade de Benin. A Nigéria atravessava uma séria crise política, com a intensificação da guerra civil na região de Biafra. Era uma tragédia tal guerra… As potencias ocidentais alimentavam os dois lados com armamentos.

Benin era uma das cidades mais importantes da Nigéria. De grande importância espiritual para os locais, foi sede do antigo reino de Benin, destruído pelos britânicos em 1897. Na época dos britânicos o Rei acabou exilado em Calabar, no extremo leste da Nigéria.

Quando o Peixe chegou em Benin, a delegação santista foi apresentado ao descendente do antigo Rei de Benin, Akenzua II, que tinha 26 esposas, 84 filhos e 216 filhas. O ex-jogador Lima, em depoimento, afirmava que os atletas deram-lhe apelido de “Rei do Pissirico”.

Benin também era uma cidade importante do ponto de vista estratégico e econômico, e mesmo não fazendo parte da região de Biafra, contava com forte ação guerrilheira. A Lei marcial vigorava na região, e a violência fazia parte do cotidiano da população.

Porém ali estavam os maiores futebolistas do planeta, visitando aquela região esquecida do Mundo. A tensão era tão grande que poderia ser sentida nas pontas dos dedos…

Haveria partida de futebol?

Pelé poderia ser visto em campo?

Haveria paz?

Mas, aquela excursão era para quebrar todas as expectativas…

Naquele instante, todos queriam ver Pelé… As diferenças étnicas, política, ideológicas seriam superadas.

Não haveria violência, não haveriam mortes.

Crianças não ficariam órfãs naqueles dias. Esposas e mães não enlutariam seus corações, pois algo mágico estava acontecendo: era o Santos FC em Benin.

O transporte foi reestabelecido e decretado feriado. O estádio lotou, e vinte e cinco mil pessoas testemunharam o momento onde a paz foi alcançada. Uma paz efêmera, mas paz!

O resultado no gramado ao final dos 90 minutos era o menos importante… O grande fato aconteceu antes da partida e fora do campo.

Uma guerra suspensa!

Mais uma… Em apenas quinze dias.

Em seguida, uma exibição em Gana. Novamente a presença de altas autoridades, desta vez era o Tenente-General Ankrah, chefe do Exército de Libertação Nacional, que governava Gana. Pelé foi aplaudido do início ao fim da partida. E o árbitro ganês, George Lamptey, anulou um gol do Santos FC.

Finalmente a despedida: Foi no Norte da África, em Oran, Argélia.

Cinquenta mil pessoas abarrotavam o estádio. O Público ocupava até mesmo as laterais do gramado. Algo impensável nos dias de hoje, porém normal para os padrões de 1969. Pelé tem que sair correndo do gramado ao final da partida, pois os torcedores enlouquecidos invadiram o campo querendo um abraço, um aceno, ou mesmo uma peça do uniforme do Rei do Futebol.

E a excursão se encerrava. Foram 9 partidas, com 5 vitórias, 3 empates e 1 derrota. Marcou 19 gols e sofreu 11. Pelé foi o principal artilheiro com 8 gols, seguido por Toninho 5; Manuel Maria e Douglas com 2 e Lima e Edu marcaram um gol cada.

Além das inúmeras homenagens, desfiles, jantares, recepções ao longo dos 25 dias, ainda foi conquistada a Taça “Banco Standard TOTTA”, na partida contra o Áustria Viena.

Fichas técnicas

17/01/1969 Santos FC 3×0 Seleção de Point Noire (CON)

L: Point Noire (RC)

D: 6ª feira

C: Amistoso

P: 30.000

A: Joseph Makesse

G: Pelé 29?, Manoel Maria 57? e Douglas 89?

SFC: Gylmar (Laércio); Turcão (Oberdan), Ramos Delgado (Paulo), Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Edu (Amauri), Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)
Técnico: Antoninho

PN: Mambema; Vicas, Jonquet, Ossenguet e Macosso; Feotou e Bikakondi; Yamba, Paty, Ondselet e Delide.

19/01/1969 Santos FC 3×2 R CONGO

L: Stade de la Revolución – Brazaville (RC)

D: Domingo

C: Amistoso

P: 80.000

A: Nkoukou (CON)

G: Pelé (f) 50? e 65? e Toninho (p) 55? – Bikouri 42? e Ndolou 10?

SFC: Gylmar; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)

Técnico: Antoninho

CON: Matsima; Ombellet, Nyangou, Nyangou e N’Doulou; Akouala e Pilamkembo; Bikouri, Fondou, Mbono, Euzécio e Itsa (Dzabana).

21/01/1969 Santos FC 2×0 RD CONGO “B”

L: Tata Raphael – Kinshasa (RDC)

D: 3ª feira

C: Amistoso

P: 13.000

A: Muamba Kambué

G: Toninho 33? e Manoel Maria 46?

SFC: Gylmar; Turcão, Ramos Delgado, Marçal e Rildo (Oberdan); Joel Camargo e Lima; Edu, Toninho (Douglas), Pelé e Abel (Manoel Maria)
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

RDC: Matumona; Luyeye, Kasangu, Tshimanga e Mange; Makelele e Tshulumba; Mayanga, Kembo, Kashali (Docta) e Mokili.

23/01/1969 Santos FC 2×3 RD Congo “A”

L: Tata Raphael – Kinshasa (RDC)

D: 5ª feira

C: Amistoso

P: 40.000

A: Mayombe

G: Pelé 25? e 44? – Nyembo 28? e Kalala 50? e 60?

SFC: Gylmar; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

RDC: Matumona (Kalambay); Luyeye, Ngoie, Tshimanga e Mange; Makelele e Kibonge; Nyembo (Mokili), Kembo, Kalala e Mayanga (Adelar).

26/01/1969 Santos FC 2×2 NIGÉRIA

L: Estádio Principal de Lagos (Taslim Balogun Stadium) – Lagos (NIG)

D: Domingo

C: Amistoso

A: P.L. Gomah

G: Pelé 25? e 42? – Osede 12? e Alli 88?

SFC: Gylmar; Turcão, Ramos Delgado, Marçal e Rildo; Joel Camargo (Negreiros) e Lima; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé (Amauri) e Edu (Abel)

Técnico: Antoninho

NIG: Rigogo (Peter); Igne, Mazeli, Andrews e Opens; Olumodeji e Olayombo; Osede, Alli, Lawal e Inge (Mohamed).

Técnico: Peter ‘Eto’ Amaechina

01/02/1969 Santos FC 2×0 FK Áustria Viena

L: Estádio Oliveira Salazar – Lourenço Marques – Moçambique (MOÇ)

D: Sábado

C: Amistoso (Taça Banco Standard TOTTA)

P: 20.000

A: Américo Telles

G: Lima (f) 30? e Toninho 18?

SFC: Laércio; Turcão (Oberdan), Ramos Delgado (Paulo), Joel Camargo (Marçal) e Rildo; Lima e Negreiros (Amauri); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

FKA: Schneider; Heinz, Johann Frank, Karl e Geyer; Dienberger e Parits (Knell); Kuntz, Helmut, Ernst e Reidl (Poindl).

Técnico: Ernst Ocwirk

04/02/1969 Santos FC 2×1 Seleção do Meio Oeste (NIG)

L: Samuel Ogbemudia Stadium (na época Ogde Stadium) – Benin – Nigéria (NIG)

D: 3ª feira

C: Amistoso

P: 25.000

A: A. Anisha

G: Edu e Toninho (ambos no 1º tempo) – Okerê (1º tempo)

SFC: Gylmar (Laércio); Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo (Oberdan); Lima e Negreiros (Marçal); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé (Amauri) e Edu (Abel) .
Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

MO: Omede; Egbeama, Okerê, Oaigie e Izilein; Okafor e Okore; Atuma, Efosa, Iyaserê e Tobor.

06/02/1969 Santos FC 2×2 Heart of Oak SC (GAN)

L: Ohene Djan Stadium – Acra – Gana (GAN)

D: 5ª feira

C: Amistoso

P: 25.000

A: George Lamptey (GAN)

G: Pelé 33? e Douglas 65? – Abeko 27? e Amusa 53?

SFC: Laércio; Turcão, Ramos Delgado, Joel Camargo e Rildo; Lima (Marçal) e Negreiros (Amauri); Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.

Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

HOSC: Addoquaye; Joe Adjei, Joe Dakota, Esirey (Michel) e Amarteifio; Welbeck e Abeko; Robert Foly, Joe Garthey, Amusa e George Alhassan.

09/02/1969 Santos FC 1×1 Argélia

L: Stade Ahamed Zabana – Oran – Argélia (AGL)

D: Domingo

C: Amistoso

P: 50.000

A: Kaide Slimane

G: Toninho 42? – Freha 76?

SFC: Laércio; Turcão (Oberdan), Paulo, Joel Camargo e Rildo; Lima e Negreiros; Manoel Maria, Toninho (Douglas), Pelé e Edu.

Técnico: Antoninho

Uniforme: Camisas brancas

AGL: Abrouk; Kniart (Thamar), Douruba, Hadepy e Atuh; Sheb (Freha) e Seridi; Beroudji, Selni, Achour e Izelein.

Técnico: Saïd Amara

Para encerrar, veja o vídeo editado por Wesley Miranda:

E você, aprecia a história do Santos, ou acha que é coisa de museu?


O que vale mais: ganhar o título, ou ser realmente o melhor do mundo?

Serginho Chulapa faz 60 anos
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Parabéns grande Serginho Chulapa, pelos 60 aninhos muito bem vididos e comemorados.

O grande momento do artilheiro Serginho Chulapa no Alvinegro Praiano:

Meninas de Ouro!
Nada melhor do que ser campeã do mundo e ainda a melhor equipe do planeta, como as meninas do handebol brasileiro mostraram no Mundial. Para ficar com o título, elas venceram todas as nove partidas que realizaram. Primeira fase (Grupo B): Brasil 36 x 20 Argélia, Brasil 34 x 21 China, Brasil 25 x 23 Sérvia, Brasil 24 x 20 Japão e Brasil 23 x 18 Dinamarca. Oitavas: Brasil 29 x 23 Holanda. Quartas: Brasil 33 x 31 Hungria. Semifinal: Brasil 27 x 21 Dinamarca. Final: Brasil 22 x 20 Sérvia. Não há palavras para descrever a importância desta conquista para o handebol brasileiro. Só de ver esse vídeo que postei no blog confesso que me emocionei. Veja os melhores momentos da decisão, neste domingo, em que o Brasil derrotou a anfitriã Sérvia por 22 a 20, em um momento histórico do esporte nacional:

O que vale mais: ganhar o título, ou ser realmente o melhor do mundo?

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Cartaz divulgado em Barcelona, Espanha, para anunciar o “Extraordinario Acontecimento Deportivo” que seria o jogo do Santos contra o Barcelona, na noite de 12 de junho de 1963. Repare que o Santos é chamado de “Campeón del Mundo Inter-Clubes”, o que deixa claro que os europeus respeitavam, sim o título conquistado pelo Santos no ano anterior, ao bater o campeão europeu, Benfica, em jogos de ida e volta. Repare, ainda, a imagem de Pelé destacada no quadro. Vivia-se uma época em que o futebol sul-americano, que tinha o Santos de Pelé como o seu maior representante, era superior ao europeu.

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Sem Mengálvio, machucado, Lima foi para o meio e Olavo entrou na lateral direita. Com esse time o Santos se tornou o primeiro clube brasileiro a se sagrar campeão do mundo, na noite de 11 de outubro de 1962.

O que vale mais? Ganhar um título, ou ser realmente o melhor? Digo isso porque agora, com o Mundial da Fifa, tem gente enaltecendo os títulos mundiais reconhecidos pela entidade e tentando desmerecer ou diminuir outros. É o mesmo quadro que antecedeu a unificação dos títulos brasileiros. Espero que não seja preciso fazer um dossiê para resgatar a história.

Na verdade, a história não é feita de “títulos oficiais”, mas de uma realidade mais abstrata, que se concretiza na força da expressão popular e da cobertura da imprensa. Se um time é visto, admirado e enaltecido como o melhor do mundo, esta é uma conquista real, mesmo que não esteja atrelada a títulos.

Sabemos que o futebol se organizou como esporte no começo do século XX e que as carências econômicas, aliadas às dificuldades de transporte, impediram o intercâmbio entre os times europeus e sul-americanos, reconhecidamente os que praticavam o futebol mais técnico e avançado do planeta.

Sabemos ainda que o Uruguai foi bicampeão olímpico em 1924 e 1928, quando ainda não havia Copa do Mundo, e que venceu a primeira Copa, realizada no mesmo Uruguai, em 1930. Como o time-base daquela seleção era o Bella Vista, talvez possamos imaginar que, se houvesse uma competição mundial de clubes, provavelmente o tal Bella Vista, fundado em 1920, hoje pequeno, com um estádio para apenas 8.000 pessoas, se tornasse o campeão.

Do Brasil, quem sabe o Paulistano, do craque Friedenreich, fosse um rival de respeito, pois o esquadrão do Jardim América fez a primeira viagem de um clube brasileiro à Europa em 1925 e se saiu tão bem que foi chamado pela imprensa francesa de “Os Reis do Futebol”. Mas o elegante clube, desanimado com os rumos insinuados pelo profissionalismo, desistiu do futebol no início da década de 30.

Na década de 1940, prejudicada pela Grande Guerra e ainda pelas difíceis condições econômicas e de transporte, em que o oceano Atlântico era cruzado prioritariamente por navios, não havia competições criadas para definir um campeão do mundo, mas quem aprecia e respeita a história do futebol sabe que o húngaro Honved e o argentino River Plate eram as melhores equipes do planeta. O Vasco do final dessa década também seria um rival à altura, tanto que foi a base da mágica e infeliz Seleção Brasileira de 1950.

E nos anos 50 não há como negar que o Real Madrid, do genial argentino Di Stéfano, reforçado pelos húngaros que atuavam no já citado Honved, era o time mais completo, vencedor e festejado do mundo, a ponto de ganhar a Copa dos Campeões da Europa, hoje Liga dos Campeões, por cinco vezes consecutivas.

E finalmente chegamos aos anos dourados da década de 1960. Dourados para nós, brasileiros, que entre 1958 e 1970, em apenas 12 anos, pudemos comemorar a conquista de três Copas do Mundo em quatro disputadas. Então tínhamos os melhores jogadores – Pelé, Garrincha, Nilton Santos, Didi, Zito, Gylmar… –, estádios invariavelmente lotados para ver os grandes clássicos, entre eles o Maracanã, o maior da Terra, uma crônica esportiva romântica e talentosa, comandada pelos irmãos cariocas Nelson Rodrigues e Mário Filho e, conseqüentemente, também os melhores times.

A Europa ainda não se recuperara totalmente da Segunda Grande Guerra, quase todos os seus países sofriam agruras econômicas, políticas e sociais, e tudo isso se refletia no futebol. Creio que por um momento, mormente depois da Copa da Suécia, em 1958, até meados dos anos 60, os grandes times sul-americanos seriam maioria em uma lista dos melhores do mundo. Tanto é assim, que a cada ano muitos clubes sul-americanos passaram a excursionar pela Europa, anunciados como grandes atrações.

Justamente em 1960, por iniciativa da União Européia de Futebol (Uefa) e da Confederação Sul-americana de Futebol (Conmebol), à época dirigida pelo brasileiro José Ramos de Freitas, e com aval da Federação Internacional de Futebol Association (Fifa) – naqueles termos áridos resumida apenas a um escritório na Suíça -, é que se realizou a primeira competição oficial, que se tornaria permanente, com o claro intuito de definir um clube campeã do mundo.

Essa intenção está na carta que José Ramos de Freitas enviou a Pierre Delaunay, secretária geral da Uefa, em 18 de outubro de 1959, carta esta reproduzida no Dossiê pela Unificação dos Títulos Brasileiros. Dizia Ramos de Freitas: “Según nas conversaciones que tuvimos em Estocolmo, es difícil, sino impossible, la realización de um partido entre lãs selecciones de Europa y América del Sur em vista de las grandes distancias entre nuestros territórios. Pero um partido anual, com revancha, a ser disputado entre las associaciones de uno y outro continente es evidentemente practicable, surgiendo de esos partidos, el Campeón Mundial.”

Dessas tratativas de José Ramos de Freitas é que se concretizou a ideia da Copa dos Campeões da América, mais tarde rebatizada de Copa Libertadores da América, para que de 1960 em diante o mundo pudesse ter o seu campeão mundial de clubes, a partir de um duelo em melhor de três jogos, entre os campeões dos dois continentes.

Havia, portanto, o objetivo oficial de se promover esse confronto entre o campeão da Uefa e o campeão da atual Libertadores a fim de se obter o clube campeão do mundo. A Fifa deu o seu apoio, o fato se tornou conhecido e consagrado entre a imprensa e o público, a ponto de proporcionar os maiores públicos que já assistiram a uma decisão de mundial de clubes. Quem viveu aquela época, ou estudou o mínimo sobre a história do futebol, sabe o quanto aquela disputa era importante e consagrada no universo do futebol.

Hoje, percebo que, como zumbis mal-humorados, os mesmos conceitos ultrapassados que tentavam apagar os títulos brasileiros da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa saíram novamente de suas tumbas: o anacronismo de se analisar o passado com os olhos do presente; a preocupação com a nomenclatura e não com a finalidade da competição; o apego a filigranas jurídicas, como se, de uma hora para outra, muita gente tivesse se transformado em auditores do Superior Tribunal de Justiça Desportiva.

Chamam de Intercontinental uma competição talvez mais relevante do que esta que temos hoje, pois trazia à América do Sul o campeão da Europa e levava ao velho continente o melhor sul-americano para um duelo épico e jamais igualado. Faltaram os representantes de outros continentes? Sim. Mas fizeram falta? Absolutamente não, pois o melhor futebol do planeta se restringia a europeus e sul-americanos.

Seria como hoje querer se tirar o mérito do campeão da NBA porque times de outros países não disputam a competição que dá ao vencedor o status de melhor equipe de basquete da Terra. Por outro lado, se é preciso que todos os continentes sejam representados em uma competição para que seu vencedor seja considerado “mundial”, então temos de rever, em primeiro lugar, as primeiras Copas do Mundo, que não tinham seleções de todos os continentes.

E ao trazermos esse mesmo conceito para o Brasil, teremos de chamar boa parte das edições do Campeonato Paulista de torneios intermunicipais, pois só tinham equipes de São Paulo e Santos, apesar de o Estado de São Paulo comportar centenas de cidades. O mesmo ocorre com o Campeonato Brasileiro, que hoje é disputado por times de sete Estados, menos de um terço dos 23 que a nação possui.

É óbvio que os campeões de 1960 em diante foram mundiais, pois exprimiam o melhor que havia no mundo do futebol da época. Se vivêssemos ainda naqueles anos dourados, jamais correríamos o risco de ver uma final entre um anfitrião que está em nono lugar no campeonato de Marrocos e o campeão europeu. E é evidente que pelas circunstâncias próprias do futebol, como torcida, arbitragem e motivação, o time africano, que perdeu para o alemão Bayern por 2 a 0, poderá até sair campeão do mundo. Mas alguém acreditará que ele é realmente o melhor do planeta?

Leio que Joseph Blatter, presidente da Fifa, acaba de reconhecer que estes Mundiais da Clubes da Fifa não estão despertando a atenção do universo do futebol. Se ele ainda não percebeu, eu lhe digo que é porque falta credibilidade, emoção, paixão, rivalidade. Isso existiu quando os campeões da América e da Europa se defrontavam, em duelos de estremecer a Terra.

Isso de dar uma vaga para o time anfitrião, que quase sempre não tem prestígio ou relevância internacional, acaba e acabará provocando absurdos, como um campeão mundial do Marrocos, do Japão, de Gana, ou coisa que o valha. Por mais respeito que se deva ter a uma equipe, a verdade é que se o Casablanca fosse campeão do mundo, a competição estaria definitivamente desmoralizada.

Bem, o assunto é longo e tenho outras observações a fazer e mais a acrescentar. Mas vou parando por aqui. Sei que meus companheiros de blog acrescentarão outras visões ao caso em seus preciosos comentários. Estou ansioso por lê-los.

Quer saber o que o Brasil achou dos “Intercontinentais” de 1962 e 1963? Copie esses links e consulte o arquivo do jornal Folha de São Paulo:
http://acervo.folha.com.br/fsp/1962/10/12/2/
http://acervo.folha.com.br/fsp/1963/11/17/

Você acha que para ser campeão mundial é preciso enfrentar o campeão da Oceania?


Cícero veio, Marcos Assunção deve vir. Meio-campo está demais!

Os grandes jogadores, além da técnica, têm personalidade, detestam perder. E esse é um detalhe que me chamou atenção em Cícero, 28 anos, que estava no São Paulo e o Santos acaba de contratar, por empréstimo, até o final de 2014. Seu passe é do Tombense, de Minas Gerais, e o Santos terá prioridade de compra. Outro jogador de enorme vontade de vencer é Marcos Assunção, que não renovou com o Palmeiras e está negociando com o Santos.

De técnica indiscutível e, para mim, o melhor cobrador de faltas do futebol brasileiro – ao lado de Rogério Ceni –, Marcos Assunção, jogador de fibra e espírito de liderança, tem outra qualidade inquestionável: é santista de coração. Ele chegou à Vila em 1996, vindo do Rio Branco de Americana. Foi campeão do Torneio Rio-São Paulo em 1997 e depois se transferiu para o Flamengo.

Pelo seu estilo de jogo, sua idade pouco importa. Tem 36 anos (fará 37 em 25 de julho), não pode correr como antes, mas seu senso de colocação em campo e, principalmente, sua perícia ao bater na bola, são inigualáveis. Como Jair da Rosa Pinto em 1956, Assunção pode ser o cérebro, o passe e o arremate que o Santos precisa para brilhar em 2013. Será ótimo esperar cada cobrança de falta com uma expectativa de gol, algo que o santista não sente há muito tempo.

Sua pedida é um salário de R$ 300 mil, R$ 200 mil a menos do que queria o limitado Nenê, que ainda pedia R$ 5 milhões de luvas. Creio que não há dúvida de que Marcos Assunção é mais negócio. Não só pelo jogador, mas pelo ser humano, pelo santista que é.

Não sei não, mas não estou lembrando de nenhum meio-campo de time brasileiro que tenha o nível de um formado por Cícero, Arouca, Marcos Assunção e Montillo, com a opção de fazer entrar mais um volante (Adriano ou Alan Santos) e adiantar Montillo para jogar mais à frente, ao lado de Neymar.

Com um time-base de jogadores mais técnicos e experientes, os garotos poderão ser lançados com calma e aprenderão mais rapidamente. Há vaga para mais um bom atacante, e é aí que Victor Andrade e Gabigol deverão brigar por uma vaga. Mas com calma, sem precipitações.

A festa da Europa para o Terceiro Mundo aplaudir

Quando ouvi o grupo de dançarinos cantar que o Rio de Janeiro é a capital da capoeira, quase caí da poltrona. Caramba, agora querem mudar até a história da capoeira. Te cuida, Salvador!

A tentativa de dizer que os organizadores da Copa do Mundo de 2014 estão pensando na ecologia e por isso escolheram como símbolo um animal ameaçado de extinção me pareceu patética. Seria mais fácil explicar que o tatu é o único animal que se transforma em uma bola. “Bola”, deu pra sacar? Quantos por cento dos milhões de reais que ganharem com o evento eles doarão para institutos de ecologia?

Por falar em milhões, alguém duvida que as obras da Copa serão superfaturadas? Alguém duvida que os estádios poderiam ser erguidos com menos da metade do dinheiro que será gasto para isso?

Pois é justamente essa “generosidade” que fez a Fifa fazer uma concessão ao país exótico da América do Sul em que homens seminus andam pelas ruas tocando berimbau e dançando capoeira. Uma concessão ao país de vira-latas que deixa seus ídolos de lado para votar e bajular os ídolos europeus.

O País de um governo que tinha tantas outras coisas para fazer – como cuidar da educação e da saúde de seu povo – mas vai promover a Copa das Confederações e a Copa do Mundo, duas monumentais farras do boi, para que não falte recompensas para ninguém do comitê organizador.

Messi, tudo bem. O carinha sem carisma merece. Mas que gol melhor do mundo é aquele? O Tadeu Schmidt, do Fantástico, já escolheu melhores nas peladas por esse Brasil afora. Ficar parado e chutar de primeira uma bola que vem na nossa direção, até eu faço. E uma hora entra no ângulo. Mas vir do seu campo e driblar três zagueiraços do Inter e ainda tirar a bola do goleiro, não é para qualquer um.

Enfim, começou a pressão para que Neymar se “convença” de que a Europa é o paraíso do futebol, e que a Espanha, em que a crise de desemprego é braba e os grandes clubes sobrevivem às custas de benesses do governo, é um verdadeiro eldorado. Pressão para que o garoto ache que o seu sonho deve ser o de ser escolhido, um dia, na festa mais brega do mundo, como o melhor jogador do planeta. Eu diria que quem é, é, não precisa ser escolhido.

E se é para escolher, não consultem torcedores. É óbvio que a torcida que mais se mobilizar acabará elegendo quem quiser. Imagine no dia em que a China tiver um concorrente: 2 bilhões de votos… O certo é reunir um júri de gente especializada em futebol, competente e neutra.

Isso é o que pretende o jornal uruguaio El País, que ouviu 300 jornalistas de jornais, revistas e agências de notícias para escolher o “Rei do Futebol da América”. E como lá eles não precisam babar ovo para a Rede Globo ou para algum time local, o escolhido foi, adivinhe, Neymar, do Santos, com 199 votos, quatro vezes mais do que o segundo colocado, o peruano Paolo Guerrero, do Corinthians, com 50 votos. Depois veio Lucas, ex-São Paulo, com 21, e Ronaldinho Gaúcho, do Atlético Mineiro, com 12. A entrega será amanhã, em um hotel no centro de Montevidéu. Será que o Sportv vai cobrir?

Veja se alguém faz isso:

No handebol, Alexandra é a nossa Messi:

E você, o que acha de Cícero, Marcos Assunção, Neymar e gols bonitos?


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