Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Um brinde à lógica

As relações no futebol frequentemente são movidas pelas paixões, e se é verdade que isso tem o seu lado positivo, pois cria uma duradoura fidelidade entre o time e seus torcedores, por outro é profundamente negativo, pois o afasta das decisões mais racionais e produtivas que viriam para torná-lo forte, saudável e competitivo indefinidamente. O Santos vive esse dilema nesse momento.

Gabigol se foi. Deixará de ser o garoto mimado na Internazionale. Para começar, raspou a ridícula barba branca. Lá terá de aprender a usar o pé direito. Incompleto como jogador e imaturo como ser humano, deixará 18 milhões de euros, ou R$ 64,8 milhões nos cofres do Santos. Ótimo. Rezemos para que essa diretoria use a verba da maneira mais inteligente e transparente possível, de preferência pagando as contas que colocam o clube à beira da insolvência.

A venda do passe de Gabriel e as propostas por Zeca e Lucas Lima provam que revelar ou recuperar jogadores, e depois negociar seus passes com o mercado internacional, sempre será uma alternativa para sair do sufoco financeiro, desde que mantenha um ótimo trabalho de base. Por isso, acho muito mais importante a construção de um moderno CT para os infanto-juvenis do que uma pequena arena ao lado da Vila Belmiro.

Não vejo, porém, motivos para grandes preocupações técnicas com a saída do jovem atacante de 19 anos. Gabriel andava muito individualista, jogando apenas para si, reclamando da arbitragem e dos companheiros. Que seja feliz por lá. Das opções possíveis, eu colocaria Copete na meia-esquerda, daria liberdade para Zeca penetrar mais pela ponta-esquerda, pois ele faz isso melhor do que Copete, e providenciaria para que houvesse uma boa cobertura por aquele lado do campo.

Domingo na Vila, dia do tigre

Neste domingo, às 11 horas da manhã, o Santos enfrenta o Figueirense na Vila. Sabemos que o time jogará bem diferente de como o faz longe do centenário Urbano Caldeira. Nenhum santista poderá duvidar da vitória. O time deverá ser Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno e Lucas Lima; Copete e Ricardo Oliveira.

No time de Santa Catarina o técnico Angel Fucks já rodou e o novo professor é Tuca Guimarães, que, sem o experiente Carlos Alberto, suspenso, deverá escalar o time com Gatito Fernández (Thiago Rodrigues), Ayrton, Marquinhos, Werley (Bruno Alves) e Marquinhos Pedroso; Jackson Caucaia, Elicarlos, Ferrugem e Elvis; Lins e Rafael Moura.

No meio da semana o Figueirense, em casa, fez 4 a 2 no Flamengo, com boa atuação do artilheiro Rafael Moura, que merece atenção. A arbitragem será de Bruno Arleu de Araujo (CBF), auxiliado por Dibert Pedrosa Moises e Thiago Henrique Neto, ambos do Rio de Janeiro.

Marcelo Teixeira é contra o estádio em Santos

Como já escrevi, por incrível que possa parecer para alguns, o ex-presidente Marcelo Teixeira tem se mostrado menos bairrista e mais racional do que o atual presidente do Santos, Modesto Roma Junior. Para Teixeira, o Santos deve construir o seu estádio, preferencialmente, na região do ABCD ou na Capital. Isso é o óbvio dos óbvios, pois nessas regiões o time teria um público bem maior e poderia cobrar mais pelo ticket médio, mas a afirmação causa surpresa por vir de Teixeira, para muitos o criador da criatura que hoje dirige o clube.

Sei que esses assuntos são discutidos com muita paixão e há quem se aproveite do preconceito, do bairrismo e do pouco conhecimento do torcedor para jogar santistas contra santistas e assim dividir para reinar. Porém, se os santistas usassem apenas a lógica para suas opiniões e decisões sobre o clube, creio que quase todos concordariam que o futebol, profissional e de base, deve permanecer em Santos, assim como todas as áreas do clube, menos o marketing, que deve estar próximo dos maiores potenciais patrocinadores.

Quanto ao local dos jogos, para mim não é hora de se arriscar em um negócio nebuloso como este da areninha. O correto é continuar revezando as partidas entre Vila Belmiro e Pacaembu. E na hora de se construir um novo estádio, que a decisão seja tomada por profissionais.

E você, o que acha disso?


Empate com as calças na mão

O título deste post define como terminou o jogo contra o Figueirense, com os santistas rezando para os cinco minutos de acréscimo acabarem logo. Sem os seus três principais jogadores – Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel – e ainda com um jogador a menos, já que Gustavo Henrique foi expulso após uma falta grotesca, o time só se defendia e, pelas circunstâncias, o empate de 2 a 2 com o Figueirense, de quem geralmente perde em Florianópolis, foi até bom. Mas o título do post não diz tudo.

Antes de o Santos chegar ao extertor da partida, momento em que sua torcida sempre tem sofrido, qualquer que seja o resultado parcial, o time ainda teve alguns bons repentes e deu a impressão de que poderia, finalmente, ganhar um jogo fora de casa. Vencia por 2 a 1, com dois gols de pênalti, e tinha a possibilidade de, em um contra-ataque, definir a partida.

A substituição de Rafael Longuine por Matheus Nolasco foi boa e garoto passou a ajudar na marcação à direita da defesa, onde a avenida Braz-Ferraz já tinha permitido um gol a Rafael Moura no primeiro tempo. Mas aí deu tilt no sempre calmo Gustavo Henrique, que resolveu operar as amígdalas de Dudu sem anestesia, e foi expulso, o que transformou a última meia hora de jogo em martírio para os santistas.

Para recompor a defesa, Dorival Junior tirou Joel e colocou o zagueiro Luiz Felipe. Sem jogadores para atrapalhar a saída de bola do Figueirense, o time da casa atacou, atacou, e o Santos recuou, recuou, até que passou a ocupar apenas metade de seu campo. Os outros ¾ do gramado pertenceram ao time de Santa Catarina, que pressionava sem parar.

Nessas horas é que se percebe como os jogadores do Santos, com raras exceções – o jovem Matheus Nolasco foi uma elas – não sabem marcar. Os adversários sempre conseguem matar a bola e ter tempo para o passe, ou mesmo para o drible, ou o chute. O Santos só se aglomera lá atrás, mas não tem atitude para roubar a bola dos pés do adversário.

Esse hábito de só cercar fez com que Marquinhos Pedroso pudesse dominar a bola da ponta esquerda e, com calma, cruzasse entre Renato e Victor Ferraz. O lateral ainda deu um pulinho para a bola não pegar nele. Ora, à queima-roupa, sem espaço para pegar velocidade, o que uma bolada pode machucar? Profissional não pode ter medo de levar bolada. Esses pulinhos pegam mal. Na área, livre, Ermel acertou um belo voleio que empatou a partida e quase permitiu a virada do Figueira.

A torcida e os jogadores locais reclamaram de um pênalti de Thiago Maia em Ferrugem. Deviam pensar: “se o árbitro Wagner do Nascimento Magalhães deu dois pênaltis para o Santos, por que não deu ao menos um para o Figueirense?”. E poderia dar, pois Thiago realmente cometeu a falta.

Bem, mas gostei ao menos do espírito de luta do Santos. Se jogasse andando, com as mãos nas cadeiras, como já fez em muitos jogos fora de casa, mesmo com Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel, teria perdido mais uma. Acho que o caminho é esse. O da humildade e da abnegação. Mas é preciso gostar de marcar, aprender a dar o bote no tempo certo, e não meia hora atrasado, como fez o garotão Gustavo Henrique.

Mesmo com domínio do Santos durante a maior parte do primeiro tempo, o empate foi justíssimo. Na verdade, o time de Santa Catarina mostrou mais coragem e vontade de vencer. Ainda não foi dessa vez que o Santos se libertou de seu complexo de inferioridade quando joga fora de casa.

Uma coisa precisa ficar bem clara para Dorival Junior e seus jogadores: o campeão deste Brasileiro será o menos medíocre e o mais determinado. Craque, craque, nenhum time tem. Mas se tiver 11 homens com vergonha na cara, um pinguinho de habilidade e ao menos dois neurônios conectantes, já será meio caminho andado.


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Figueirense 2 x 2 Santos
Estádio Orlando Scarpelli, Florianópolis, 25/05/2016, 19h30
Público pagante: 5.927 torcedores.
Figueirense: Gatito Fernandéz, Ayrton, Jaime, Bruno Alves e Marquinhos Pedroso; Elicarlos (Ermel), Jocinei, Ferrugem e Bady (Ortega); Guilherme Queiroz (Dudu) e Rafael Moura. Técnico: Vinícius Eutrópio.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Renato, Thiago Maia, Vitor Bueno (Serginho) e Rafael Longuine (Matheus Nolasco); Paulinho e Joel (Luiz Felipe). Técnico: Dorival júnior.
Gols: Rafael Moura aos 37 e Vitor Bueno, cobrando pênalti, aos 41 minutos do primeiro tempo; Joel, cobrando pênalti, aos 11 e Ermel aos 47 minutos do segundo.
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ-ASP-FIFA), auxiliado por Rodrigo F. Henrique Correa (RJ-FIFA) e Luiz Claudio Regazone (RJ-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Elicarlos e Jaime, do Figueirense; Rafael Longuine, Matheus Nolasco e Paulinho, do Santos.
Cartão vermelho: Gustavo Henrique.

E você, o que achou do Santos contra o Figueirense?


Faltou talento e coração

Relançamento do livro Time dos Sonhos foi adiado

Antes de mais nada, peço desculpas aos que adquiriram o livro “Time dos Sonhos” na pré-venda, mas não conseguiremos lançá-lo em outubro, como queríamos. O livro está na fase final de revisão, seleção e edição de fotos. Pretendemos que entre em gráfica até o final de outubro para que seja lançado até o final de novembro.

Logo que tivermos a data e o local precisos, anunciaremos.

Abraços!

Odir Cunha

Derrota do Palmeiras mantém o Santos no G4

O Palmeiras, que podia ultrapassar o Santos com uma vitória, perdeu para o Sport, no Pacaembu, por 2 a 0, neste sábado á noite, e com isso deixou passar a oportunidade de ganhar a posição do Santos no G4 do Campeonato Brasileiro. O detalhe é que foi a primeira vitória do Sport fora de casa na competição. Agora, só uma catástrofe tira o Santos do G4 nesta rodada, pois para isso acontecer o São Paulo teria de conseguir uma goleada absurda contra o Coritiba, em Curitiba, pois está uma vitória e 11 gols de saldo atrás do Santos.

A Ponte Preta, que pode empatar com o Santos em pontos ganhos, mas mesmo assim ficará atrás no número de vitórias, enfrentará o Atlético Mineiro, no Mineirão, e o Flamengo, que está a seis pontos do Santos, jogará contra o Corinthians em São Paulo.

Na próxima rodada o Santos receberá o Palmeiras, enquanto o Internacional, que só está atrás do Alvinegro Praiano no saldo de gols (16 gols atrás), irá à Goiânia jogar contra o Goiás. O São Paulo enfrentará o Sport, no Morumbi; a Ponte Preta receberá o Joinville e o Flamengo visitará o Grêmio, em Porto Alegre.

Faltou talento e coração

Veja o que fizeram e falaram os santistas antes e depois do jogo:

Tudo bem que o Figueirense marcou como nunca e bateu à vontade sem que fosse coibido pela arbitragem desleixada de Leandro Pedro Vuaden, que é arbitro da Fifa, mas hoje foi péssimo, deixando de marcar três pênaltis (dois a favor do Santos) e inúmeras faltas contra o time da casa. A torcida local, os jogadores e o técnico do Figueirense combinaram chamar Lucas Lima e os santistas de cai-cai, Vuaden entrou ou quis entrar nessa onda. Porém, apesar dessas circunstâncias hostis, um time que já venceu Corinthians e São Paulo fora de casa, não poderia mostrar um futebol tão indigente contra o rebaixável Figueira.

Numa partida em que os mais eficientes jogadores do Santos foram o goleiro Vanderlei e, apesar de algumas atitudes temerárias, o zagueiro Gustavo Henrique, é fácil perceber que o ataque santista pouco funcionou. Apenas pela quantidade de chances de gol, se tivesse de haver um vencedor em Florianópolis, seria o time da casa.

O lateral Daniel Guedes voltou a errar cruzamentos; Zeca marcou muito mal, foi entortado por quem caiu pelo seu setor, a ponto de tomar dribles em espaço de centímetros; Werley foi um perigo constante, principalmente quando tinha a bola; Ledesma e Renato foram mais ou menos com a bola, mas sem ela não tiveram fôlego para fazer uma marcação eficiente; Lucas Lima jogou bem, mas cansou de levar pancada e a partir da metade do segundo tempo parecia de saco cheio; Geuvânio, desnorteado, fez muito pouco, e Nilson só deu trombada e perdeu quase todas as divididas.

Dos que entraram, Neto Berola foi o melhor. Ao menos foi pra cima e criou algumas oportunidades. Ricardo Oliveira e Léo Cittadini pouco fizeram. Este último ainda parece um juvenil no meio de profissionais. Dorival Junior fez o que pôde. Não creio que ele tenha ficado contente com o rendimento da equipe. Porém, em uma outra oportunidade, será melhor colocar o Rafael Longuine ou mesmo o Neto Berola em vez de Nilson. Aliás, os meninos Diego
Cardoso e Stefano Yuri bem que mereciam uma chance nesse ataque.

Bem, mas estas são apenas as opiniões do blogueiro, uma entre milhões. Creio que alguns comentários que este blog recebeu durante o jogo mostram bem como o santista recebeu mais essa atuação medíocre do time fora da Vila Belmiro. Antes de reproduzir esses comentários, reforço que talvez o hipnotismo seja a solução para o Santos. Esses jogadores precisam acreditar que é possível jogar em qualquer campo como jogam no Urbano Caldeira.

Vamos agora a alguns comentários de leitores deste blog que resumem o que foi Figueirense 0 x 0 Santos:

O Santos jogando fora de casa parece menino, e todo mundo já foi, no primeiro dia de aula… pede socorro, se mija, chora, grita, agarra no vestido da mãe e não consegue fazer nada além de viver esse pavor de ser obrigado a jogar fora da Vila, “que é a nossa Casa”.Concordo com J Nassim, é caso pra psicologia, psiquiatria, seja lá o que for, mas que deve haver algum jeito de fazer esses caras entenderem que futebol joga quem sabe, e em qualquer campo (Luiz Tomaz).

Tsc, tsc, o Garfield voltou, rides again. Culpa de quem? Atribuo primeiro ao técnico, que constantemente fala que o SFC é valente na vila, que é por consequência a sua casa. Só falta dizer que fora, normalmente é um gatinho, mormente no Brasileiro. Segundo, atribuo aos jogadores, que também já entram acomodados em qualquer local, para digamos empatar . E quem vai para empatar normalmente perde. E terceiro e não menos importante os dirigentes santistas, todos dando o maior respaldo para que o clube fique do tamanho do bairro da Vila Belmiro. Aos amigos, digo quer não estou diminuindo o SFC, e sim as pessoas que hoje o dirigem são os que o fazem pequeno, portanto aos reclamões, digo que a culpa disso tudo é dos dirigentes, comissão técnica e dos próprios jogadores. Sem mais (Dr. Alvinegro).

O time do Santos hoje não jogou nada, mas a arbitragem também foi uma porcaria! 1 pênalti para o Figueirense e 2 pro Santos não marcados, rodízio de faltas no Lucas Lima com várias faltas não marcadas em cima dele e um monte de faltas nos jogadores do Santos não marcados. Arbitragem péssima, mas o time tinha que tentar superar isso mas não demonstrou nada hoje (Fernando Tomazini).

Tem coisas que não dá pra entender, ou é melhor nem querer entender. Esta falta de ousadia para ganhar um jogo fácil.Era para dormir tranquilo no G-4 e consolidar esta posição, mas… (J.Nassim)

Péssimo resultado,não entendo porque muda tanto a forma de jogar quando joga na Vila e fora da Vila .. estão confiantes que vão ganhar a Copa do Brasil..O Milton Leite acaba de comentar dizendo que foi péssimo resultado pro santos e eu concordo (Marcos Antonio Rosetti).

Esse time do Figueirense é uma lástima.E mesmo assim o peixe tomou sufoco.Quando atua fora de casa o Santos é uma merda (SDJ56).

O Garfield fora do seu estado não consegue ganhar uma. Por isso que eu falo o resultado contra os bambis é meio que enganoso (Silvio Campos).

Falta ambição e explosão pra esse time fora de casa… Como gostam de trocar bolas com zagueiros. .. odeio esse tipo de jogo (Alaudio Souza).

VUADEM não marcando NENHUMA falta para o SANTOS! Foram várias próximas da área do Figueira que ele não marcou e poderia até expulsar jogador do Figueira! (Junior SFC).

Putz! Que lerdeza desse time do SANTOS fora de casa! Hoje era jogo para 3 pontos. Meeeu Deus! (Herbert Castro).

Que presente deram pro Pelé ! Um jogo melancólico , segundo o narrador . Minha opinião tb . Pereba “NIRSON” , que coisa ridícula meu Deus ! (José Augusto Chaves).

Com Geovânio fora de ritmo e Nilson, nosso ataque está inoperante. O Dorival tem que trocar pelo menos o Nilson (Affonso Ata).

Perto do Nirsu o Yuri é craque e não custa R$50 mil! (Fabiano Reis).

E você, o que achou do Santos contra o Figueirense?


Vida longa ao Rei!

Logo mais, outra batalha, em Florianópolis.

Relembre essa vitória do Santos sobre o Figueirense em 2012:

Neste sábado, às 18h30, o Santos tenta defender sua posição no G4 diante do Figueirense, em Florianópolis. O jogo é importante para os dois times, pois o Figueira tenta escapar da zona de rebaixamento. Nos últimos sete jogos que fez contra o time catarinense, o Santos ganhou todos. Dorival Junior fez um treino fechado, ontem, porque suspeita que há um espião vendo os treinos do Santos e passando as dicas para os treinadores adversários. Acha que isso ocorreu antes do jogo contra o Grêmio.

O Santos não está escalado, mas deve ser Vanderlei; Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Renato, Leandrinho (ou Alison ou Lucas Otávio) e Lucas Lima; Geuvânio, Ricardo Oliveira e Marquinhos Gabriel. Se quiser poupar alguém, Neto Berola, Werley e Rafael Longuine podem ser escalados. O técnico Hudson Coutinho, do Figueirense, não tem muito a esconder. Sua equipe deve jogar com Alex Muralha; Sueliton, Thiago Heleno, Bruno Alves, Juninho; Fabinho, João Vitor, Yago, Rafael Bastos; Carlos Alberto e Dudu. Estes dois últimos merecem cuidado. Mas é bom saber que Thiago Heleno está na zaga.

Este é o tipo de jogo que parece valer menos do que um clássico, ou do que o confronto do meio da semana, contra o São Paulo, no Morumbi, mas tem quase a mesma importância. Os três pontos podem ser decisivos para manter o time na luta pelo G4 até o fim do campeonato. Claro que o título da Copa do Brasil é preferível e ainda dará uma vaga para a Libertadores, mas entre o certo e o duvidoso, é bom o Santos não desistir do Brasileiro. É difícil, mas dá para ganhar, sim.

A arbitragem será de Leandro Pedro Vuaden (RS), auxiliado por Alessandro A. Rocha de Matos (BA) e Cleriston Clay Barreto Rios (SE). Trata-se de um trio da Fifa, portanto entre os mais gabaritados da arbitragem brasileira. Esperamos que atuem bem e não se confundam. Depois do jogo voltamos para nossas análises.

Vida longa ao Rei!





O amigo Vítor Queiroz, o gênio técnico-científico do blog, produziu estes vídeos em outubro de 2010, quando Pelé fez 70 anos. Vale a pena revê-los.

Hoje, 23 de outubro, Pelé comemora, com a família, 75 anos de vida. Em Londres, a Galeria Halcyon está com uma exposição dedicada a ele, com fotos, pinturas e esculturas. Boa parte das fotos é de José Dias Herrera, aquele que mais retratou Pelé em sua fase de ouro, autor de todas as fotografias do livro “Segundo Tempo, de ídolo a mito”, nas livrarias.

Quem ousa comparar Pelé com qualquer outro jogador, vivo ou morto, desculpe, mas não entende e não sente o futebol, além de jamais ter chutado uma bola. Pelé teve mais físico, mais inteligência, mais habilidade e mais coragem do que qualquer outro. Reverenciá-lo nunca é demais. Brasileiros e, particularmente, santistas, devem orar todas as manhãs e agradecer o fato de ele ter vestido essas camisas.

O amigo José Maria Rodrigues, leitor deste blog, esteve na exposição de Pelé em Londres e me enviou muitas fotos dela. Agradeço e tinha a intenção de publicar a foto em que José Maria aparece ao lado de uma série de quadros produzidos de uma foto de José Dias Herrera, fotógrafo paulistano que viveu a maior parte de sua vida em Santos, cidade que amava profundamente. Porém, meu caro José Maria, problemas técnicos impediram a publicação. Fico devendo essa. Abaixo, links para a exposição:

Clique aqui para ler matéria sobre a exposição sobre Pelé em Londres

Leia a matéria publicada na BBC

E você, que mensagem envia para Pelé hoje?


O triunfo do óbvio

Como se previa, esse jogo contra o Figueirense, pela Copa do Brasil, representou uma vitória santista no campo, nas arquibancadas e na tesouraria. Mesmo desfalcado de Lucas Lima e Victor Ferraz, e apesar de sofrer dois gols por falhas de sua defesa, o Santos venceu por 3 a 2, atraiu um público superior a 30 mil pessoas ao Pacaembu – o maior em 2015 – e conseguiu uma arrecadação superior a um milhão e duzentos mil reais.

A vitória poderia ser ainda mais tranquila, pois na metade do primeiro tempo o Alvinegro Praiano já vencia por 2 a 0, gols de Gabriel, sem ângulo, e de Marquinhos Gabriel, de cabeça. Antes do final do primeiro tempo, porém, o time sofreu um gol de escanteio, em falha na marcação e também do goleiro Vanderlei. Logo no início da segunda etapa, Neto Berola ampliou para 3 a 1, de cabeça, mas em outro erro, dessa vez na saída de bola, Carlos Alberto penetrou, deu um drible previsível em David Braz e diminuiu.

De qualquer forma, com vitórias de 1 a 0 em Florianópolis, e 3 a 2 em São Paulo, o Santos despachou o Figueirense e agora, na semifinal, enfrentará o São Paulo, em um confronto que exigirá maior atenção de seu sistema defensivo.

Contra o Figueirense, Gabriel e Marquinhos Gabriel voltaram a ser os melhores do Santos. Zeca, Gustavo Henrique, Renato e Thiago Maia também jogaram vem. Daniel Guedes foi mal e os demais tiveram atuação discreta. O artilheiro Ricardo Oliveira produziu pouco.

A partida comprovou o que a maioria dos santistas está careca de saber, ou seja: o Santos não pode ficar tanto tempo sem jogar no Pacaembu. O grande e histórico estádio paulistano dá visibilidade e coloca dinheiro no caixa do clube, além de tornar viável uma campanha de associados voltada para o torcedor da Grande São Paulo e do Interior Paulista.

Para se ter ideia da importância desse público que foi incentivar o Santos, basta dizer que na partida em que venceu o Grêmio por 2 a 1 e entrou no G4, há duas semanas, o Palmeiras teve um público de 21.257 pagantes no mesmo Pacaembu, ou mais de cinco mil pagantes a menos do que o Santos contra o Figueirense. Isso significa que se a diretoria santista colocar mais jogos em São Paulo e tratar cada um com a atenção que merece, o Santos terá, na capital, públicos similares aos dos grandes paulistanos.

Santos 3 x 2 Figueirense
Pacaembu, 01\10\2015, 21 horas
Quartas-de-final da Copa do Brasil
Renda: R$ 1.281.485,00. Público pagante: 25.930. Público total: 30.700.
Santos: Vanderlei, Daniel Guedes, David Braz, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Rafael Longuine (Neto Berola – intervalo); Marquinhos Gabriel (Marquinhos – 32’/2ºT), Gabigol (Serginho – 26’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Figueirense: Felipe, Leandro Silva, Saimon, Bruno Alves e Juninho; Fabinho, Ricardinho (Dudu – intervalo), Bruno Dybal (Carlos Alberto – 11’/2ºT) e Jefferson; Thiago Santana e Elias (Clayton – 23’/2ºT). Técnico: Hudson Coutinho.
Gols: Gabriel, 20’/1ºT (1-0); Marquinhos Gabriel, 28’/1ºT (2-0); Bruno Alves, 36’/1ºT (2-1); Neto Berola, 2’/2ºT (3-1); Carlos Alberto, 41’/2ºT (3-2)
Arbitragem: André Luiz de Freitas Castro, auxiliado por Jesmar Benedito Miranda de Paula e Evandro Gomes Ferreira, todos de Goiás.
Cartões amarelos: Leandro Silva, Saimon, Carlos Alberto e Jefferson.

E você, o que achou da festa santista no Pacaembu?


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