Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Florianópolis

Se não foi leão, foi leopardo

Aqui no blog há quem defenda que o Santos tem sido um leão na Vila Belmiro e um gatinho fora dela. Eu era obrigado a concordar. Porém, contra o Figueirense, o time jogou como se estivesse no Urbano Caldeira: teve mais posse de bola, marcou em cima e criou mais oportunidades. A vitória, por 1 a 0 – gol de Gabriel, cobrando pênalti sofrido por ele mesmo, no segundo tempo – foi plenamente justa. Agora, na próxima quinta-feira, às 21 horas, no PACAEMBU, o Santos tem tudo para passar para a se semifinal das Copa do Brasil, contra o vencedor do duelo entre São Paulo e Vasco.

Pena não ter chutado mais a gol, ou o Alvinegro Praiano já sairia de Florianópolis com o confronto decidido. De qualquer forma, o time mostrou uma boa postura. Não fugiu das divididas, empenhou-se fisicamente, teve garra e mereceu até uma vantagem maior. Na verdade, Gabriel fez mais um gol, no primeiro tempo, mas este foi anulado quase um minuto depois de marcado, pois o bandeirinha não sabia quem tinha jogado a bola para dentro da meta do Figueirense.

Parece mentira, mas o mesmo problema ocorrido domingo, no Clássico Alvinegro, aconteceu novamente, com a arbitragem voltando atrás para punir o Santos. Depois de o árbitro confirmar o gol, o bandeirinha o chamou para dizer que o jogador estava impedido. O auxiliar não sabia quem era o santista em posição irregular e, segundo o repórter da Fox, até perguntou ao árbitro se ele tinha visto um jogador de branco tocar na bola. Diante da confirmação, disse que o santista estava impedido. Ora, Gabriel era o único jogador de branco impedido. E se o toque na bola fosse de Ricardo Oliveira, por exemplo? O gol seria invalidado, mesmo sendo legal?

Bem, como já disse Vanderlei Luxemburgo em 2004, “a gente sabe que o Santos tem de marcar dois para valer um”, e o gol veio a 15 minutos para o final do jogo, após uma boa arrancada de Gabriel, parado apenas com falta. O mesmo Gabriel cobrou o pênalti e deu essa importante vitória ao Santos. Meio caminho para a semifinal da Copa do Brasil já se foi. Agora, cabe ao torcedor do Santos lotar o PACAEMBU na próxima quinta-feira, fazer o time jogar como um leão, e passar para a semifinal da Copa do Brasil.

Atuações dos santistas

Vanderlei – Firme, não foi muito exigido, bobeou apenas em uma saída de gol. 6,5.
Victor Ferraz – Muito bom. Técnico, inteligente, apoiou bem e teve pouco trabalho na defesa. 6,5.
David Braz – Regular. 6.
Gustavo Henrique – Firme por baixo e por cima. 7.
Zeca – O ponto fraco da defesa santista. Com a bola, não é ruim, mas marca muito mal. Toma drible de corpo em cima da linha, leva bola nas costas, apavora-se com o atacante. 5.
Thiago Maia – Tem potencial, luta, mas tecnicamente é apenas regular. 6.
Renato – Sabe se colocar, organiza a marcação no meio-campo. 7.
Lucas Lima – Caiu muito na segunda etapa. Não tem repetido suas melhores atuações. 6.
Gabriel – Mesmo com altos e baixos, foi decisivo. Fez dois gols. Um valeu. 8.
Ricardo Oliveira – Sua presença de área incomoda os zagueiros, mas produziu pouco. 6.
Marquinhos Gabriel – Teve mais mobilidade e foi mais útil do que Lucas Lima na armação do jogo. 7,5.
Dorival Junior – Fez o time correr mais e marcar melhor. Quis a vitória e a conseguiu. 7.
Dos jogadores que entraram, Serginho, Marquinhos e Nilson, nenhum teve tempo de mostrar muita coisa, a não ser Marquinhos, que até criou alguma coisa. Mas não têm nota.

Figueirense 0 x 1 Santos
Estádio Orlando Scarpelli, 23/09/2015, 21 horas
Quartas-de-final da Copa do Brasil – jogo de ida
Público Pagante: 9.212 pessoas. Renda: R$ 172.590,00.
Figueirense: Alex Muralha, Leandro Silva, Bruno Alves, Thiago Heleno e Marquinhos Pedroso; Dener (Jeferson/Rafael Bastos), Fabinho, João Vitor e Yago; Clayton e Marcão (Thiago Santana). Técnico: Hudson Coutinho.
Santos: Vanderlei, Vitor Ferraz, Gustavo, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Marquinhos Gabriel e Lucas Lima (Serginho); Ricardo Oliveira (Nilson) e Gabriel (Marquinhos). Técnico: Dorival Júnior.
Gol: Gabriel (pênalti), aos 33 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Anderson Daronco, auxiliado por Alessandro A Rocha de Matos e Rafael da Silva Alves.
Cartões amarelos: Gabriel, Victor Ferraz e Leandro Silva.

Nada de novo no marketing

O novo gerente de marketing do Santos, Eduardo Rezende, destacou a palavra “novo”, como se tivesse alguma novidade para este setor do clube. Então, fiquei ouvindo seu pronunciamento completo. Porém, não citou uma única vez a palavra mágica – associado -, o único que pode salvar as finanças do clube e por isso precisa ser perseguido, conquistado e priorizado, em uma campanha nacional e em um trabalho de hospitalidade nos jogos do time.

O rapaz só faltou pedir desculpas por um dia ter tido que a saída do Santos era jogar mais no Pacaembu, apesar de ter admitido que começou a torcer para o Santos nos jogos em que o time dividia os estádios da capital com os outros grandes do Estado. O tempo todo ele parecia pedir a aprovação do presidente Modesto Roma para suas palavras, quando a relação deveria ser contrária. Se quem entende de marketing é ele, quem deve dizer o que tem de ser feito para o Santos se tornar do tamanho que a gente quer, é ele, não o presidente, que não sabe nada de marketing e usa o cargo para fazer política. Se Eduardo Rezende não pretende fazer campanha de associados e nem criar uma estrutura para o time jogar mais vezes na Capital, com lucro, então ele foi contratado apenas como um contato de publicidade de luxo, que espirrará logo que fizer algo que descontente o grupo que dirige o clube.

E você, achou que o Santos foi leão, gatinho ou leopardo em Floripa?


Santos goleia e está a um empate da final da Liga de Futsal

Com gols de Deives, Jackson(2), Valdin, Índio e Falcão o Santos venceu o Florianópolis por 6 a 0, ontem, em Lages, Santa Catarina, e agora precisa ao menos de um empate na próxima quarta-feira, na Arena Santos, para chegar à final da Liga Futsal, que equivale ao campeonato brasileiro de futebol de salão.

O mais legal de ontem é que havia muitos santistas no ginásio lotado e após o gol de Falcão, o sexto, a maioria das pessoas aplaudiu, gesto retribuido pelo craque do Santos. Uma cena bonita, que nos faz acreditar no fair play que ainda existe no esporte. Parabéns Santos. Parabéns Lages.

Veja os gols de Florianópolis 0 x 6 Santos:

http://youtu.be/dAy6SJXvUHE

Livro “Passos do Campeão” fala da Taça Brasil do Botafogo

Tive o prazer e a honra de escrever o prefácio do livro “Passos do Campeão”, do jovem Auriel de Almeida, que conta a história da conquista da Taça Brasil de 1968 pelo Botafogo e representou o primeiro título de campeão brasileiro do alvinegro carioca.

Fico extremamente feliz com o lançamento deste livro porque ao produzirmos o Dossiê, eu e José Carlos Peres, queríamos justamente isso, que além da justa unificação dos títulos brasileiros a partir de 1959, este fato desencadeasse novos livros, novos trabalhos sobre a década de ouro do futebol brasileiro, que vinha sendo gradualmente esquecida.

Assim, esperamos agora novos livros, filmes, trabalhos, sobre a conquista do Cruzeiro em 1966, do Bahia em 1959, do Palmeiras em 1950, 1967 (duas vezes) e 1969 e do Fluminense em 1970. E mesmo do Santos, o legítimo campeão brasileiro, de 1961 a 1965.

O release enviado pela editora iVentura diz:

No dia 21 de novembro, siga os passos do Glorioso e descubra a trajetória de um dos maiores times do Botafogo de todos os tempos. O livro de Auriel de Almeida conta a trajetória de uma das maiores equipes do Botafogo. O timaço do fim dos anos 60 que tinha craques como Paulo Cézar, Jairzinho, Roberto e Gerson. Lançamento, com noite de autógrafos, na Livraria Travessa, da Sete de Setembro, a partir das 18 horas.

Editado pela iVentura, com prefácio de Odir Cunha, um dos responsáveis pelo dossiê que resgatou parte importante da história do futebol brasileiro, orelha do radialista Luiz Mendes e quarta capa do jornalista Eraldo Leite, a obra descreve o caminho do Botafogo na conquista do principal torneio nacional da época. Era 1968 e o time encantava torcedores do Brasil inteiro.

Lançamento: 21 de novembro de 2011, a partir das 18h
Local: Livraria da Travessa
Endereço: Rua Sete de Setembro 54 – Centro – Rio de Janeiro – RJ


Mais um soco na nossa cara


Santos toma mais uma virada depois de estar vencendo por 2 a 0

Saiba tudo sobre a derrota de 3 a 2 para o Avaí, na opinião do analista Pedro Reino

Depois de declarar repetidas vezes durante o primeiro semestre, para todos os meios de comunicação possíveis, que o Santos “vende o espetáculo, e não o artista” e que o time “entra para ganhar até disputa de cara ou coroa”, nosso presidente Luis Álvaro deixou ao menos em mim a esperança de que o Santos de 2010 não era diferente apenas dentro de campo. Havia craques fora dele, afinal! Craques que manteriam o elenco responsável pelo futebol mais bonito e vencedor do primeiro semestre do ano. Craques da gestão, da administração esportiva. Visionários, empreendedores. Vencedores.

Minha esperança foi abalada em diversos momentos. Há muito, acabou. Hoje a derrota do Santos para o Avaí, de virada, após estarmos vencendo por 2 a 0 mesmo na casa do adversário – que com o resultado final da partida escapou matematicamente do rebaixamento para a Série B –, foi mais um soco na minha cara. Não o primeiro do ano, muito menos do semestre, e com boa chance de não ser o último da temporada…

Contra o Atlético-MG, em Minas, comandado pelo nosso ex-técnico Dorival Junior, Marcelo Martelotte, o interino inventivo, armou o Santos em um 7-1-2. Para simplificar: um amontoado de gente atrás, um jogador na ligação, dois atacantes. Esperou sofrermos o empate para mexer. Mexeu mal. Ainda saímos com um pontinho.

Hoje não foi muito diferente. Contra o Avaí, que nos eliminou da Copa Sul-Americana na base do pontapé e sob a vista grossa de uma arbitragem conivente, o Santos entrou em campo armado em mais um esquema inédito, até então: 6-1-2-1!

Com Durval e Bruno Aguiar na zaga, Pará e Léo nas laterais sem ameaçarem em momento algum a subida ao ataque (no primeiro tempo, ao menos) e Rodrigo Possebon e Adriano à frente de nossa área, tínhamos nada menos do que SEIS jogadores fixos na marcação. Arouca, também marcando, era quem tinha a responsabilidade de ligar Felipe Anderson e Neymar, que voltavam para receber, e Keirrison, sempre próximo ou dentro da área adversária.

Assim conseguimos chegar aos 2 a 0 em dois gols “feitos” pelo Neymar. Poderíamos ter feito o terceiro, também com ele. De qualquer forma, o 2 a 0 deveria ter sido o suficiente para segurarmos o jogo e a pressão do Avaí, temendo pelo rebaixamento, desesperado diante de sua torcida, e matarmos a partida em um eventual contra-ataque certeiro. Não foi o que aconteceu.

Não foi o que aconteceu porque Wesley, um dos principais jogadores do Santos no primeiro semestre, foi vendido. Para ocupar sua posição veio Rodrigo Possebon, jovem revelado pelo Inter que nunca se destacou em clube algum e foi o segundo pior em campo no primeiro tempo.

Não foi o que aconteceu também porque André, um dos responsáveis pela quantidade histórica de gols que o Santos marcou no primeiro semestre, também foi vendido. Para ocupar sua posição veio Keirrison, que só jogou algum futebol no Coritiba, depois irritou os torcedores palmeirenses e seus contratantes europeus e acabou voltando para o Brasil para irritar a nós, santistas.

Não foi o que aconteceu, por fim, porque não temos um técnico. Demitimos o que tínhamos e não contratamos ninguém. E ninguém não sabe escalar time. Mesmo o técnico que tínhamos já falhava, tanto em escalações quanto, em especial, nas substituições. Mas ninguém é ainda PIOR, é claro!

Assim, mesmo abrindo 2 a 0, sofremos dois gols em poucos minutos – como já aconteceu diversas vezes nas últimas partidas. E o Santos, que entraria para vencer até disputa de cara ou coroa, se mostrava postado em campo para levar mais uma virada de um time de menor expressão e alegrar mais uma torcida que nunca comemorou um título relevante…

Primeiro tempo

O amontoado de santistas na marcação atrai o Avaí como um ímã, mas os catarinenses deixam claro por que estão ameaçados de rebaixamento ao insistir nas jogadas pelo meio, onde tem mais gente de branco, de azul, de tudo quanto é cor. O gol do Avaí não sai, apesar de terem maior posse de bola e a torcida a seu favor, e o Santos ameaça nos contra-ataques. Neymar é caçado dentro de campo, como já cansamos de presenciar, e o árbitro, Sandro Meira Ricci, ídolo recente da torcida do Corinthians, não levanta um cartão para o caçadores.

Mas Neymar encontra um espaço na zaga adversária. Na primeira tentativa, sai com bola e tudo pela linha de fundo. Na segunda, cruza na área para Felipe Anderson, que ainda precisa comer muito arroz com feijão, perder um gol feito, e Keirrison, graças ao zagueirão do Avaí, que literalmente entrou com bola e tudo, marcar o primeiro do Santos.

Pouco depois, Neymar, já cansado de apanhar e hostilizado pela torcida adversária, faz o seu em um contra-ataque que é só o que sobrou do Santos do primeiro semestre. O 2 a 0 poderia ter ido para o intervalo conosco…

E teria ido, não fosse a fragilidade da marcação santista na entrada da área, de onde o Avaí ameaçou durante todo o primeiro tempo e chegou aos seus dois gols para empatar a partida. Primeiro em jogada individual de Caio, que passou por meio time do Santos sem que ninguém o derrubasse ou, melhor, roubasse de forma limpa a bola, e depois, de novo com Caio, em chute de fora da área que nosso ótimo goleiro Rafael, o mesmo que cansou de fazer defesas difíceis nos 45 minutos anteriores, não viu, acredito, porque o amontoado de defensores incompetentes que tínhamos atrapalhou sua visão.

O empate só saiu porque a arbitragem deixou seguir um lance em que Keirrison tentava prender a bola justamente para não sofrermos o gol de empate antes de descermos para o vestiário e porque o jogo correu até além do +1 minuto que Sandro Meira Ricci indicou que seria jogado no primeiro tempo. Assim como já havia acontecido na derrota para o Vitória, na Bahia, também pelo Brasileirão, o Santos sofria um gol que não poderia sofrer jogando fora de casa contra um time ameaçado, uma torcida empolgada e uma arbitragem descaradamente caseira.

Segundo tempo

Com a saída de Adriano, pior em campo pelo Santos no primeiro tempo, entra Danilo para sabe-se-lá-o-que. A braçadeira de pior em campo pelo Santos é passada para Rodrigo Possebon, o segundo pior até então.

Como era de se esperar, o time do Avaí, empolgado com o empate ainda no primeiro tempo e empurrado por sua torcida, pressionou o Santos desde que a bola voltou a rolar. O que não era de se esperar era que o Santos fosse ficar satisfeito com isso, com o resultado e com a forma como a partida se desenhava para mais uma virada sofrida.

Danilo, perdido em campo, nada acrescentou. Logo Rodrigo Possebon também foi substituído para a entrada de Alex Sandro. O Santos deixava de ter seis homens parados à frente de Rafael para ter “apenas” quatro – a dupla de zaga, Durval e Bruno Aguiar, e os laterais fixos atrás, Pará e Léo – com Arouca mais à frente para, como sempre, ter sozinho a responsabilidade de promover a saída de bola e distribuição.

Alex Sandro e Danilo, como alas, nada fizeram. Acabaram tendo de ajudar na marcação, já que o Avaí pressionava todo o tempo, e deixaram Neymar, Felipe Anderson e Keirrison lá na frente. O que fizeram, na verdade, foi um bom tanto de faltas, já que não sabem marcar na bola. Assim como também fizeram um bom tanto de faltas todos os outros marcadores do Santos. A maioria recebeu amarelos por isso.

O que poderia ter sido uma reestruturação de disposição tática do time com o jogo correndo, com as saídas de dois volantes – Adriano e Rodrigo Possebon – que não sabem dar um passe para as entradas de dois alas – Danilo e Alex Sandro – que não sabem marcar nem fazer um cruzamento, acabou não acontecendo. O Santos continuou com seis atrás. Continuou no sufuco. Continuou sendo pressionado. Até que permitiu a virada – que estava na cara que viria.

Pará ainda saiu para a entrada de um Zé Eduardo que mal tocou na bola e que vem demonstrando não ter a capacidade técnica mínima para vestir a camisa do Santos em uma competição como a Libertadores. Mas nada mudou.

Mesmo com campo e bola entregues pelo time do Avaí, que já havia conseguido o que queria, a virada, e só esperava um contra-ataque para poder matar o jogo, o Santos não ameaçou. Não criou mais nada. Neymar, bem marcado, não teve com quem jogar… mais uma vez – como vem sendo durante todo este segundo semestre.

Sem André para tabelar com Neymar e atrair a marcação, e sem Wesley para, com Arouca, distribuir jogo e subir para o ataque, o Santos foi previsível como vem sendo durante todo o final deste ano que começou lindo e mais uma vez deu alegrias para o torcedor rival. E mais uma vez me deixou com vergonha. E mais uma vez me fez lembrar do primeiro semestre como se este tivesse sido só um sonho, uma partida de videogame ou passado distante.

Avaliações individuais

RAFAEL – Não falhou. Como sempre. Fez mais de um milagre no primeiro tempo. Pegou tudo o que pode também no segundo. Mas o que não pode, entrou… e foram três. Uma pena.

Rafael não merece a defesa que tem à sua frente. Rafael merece muito mais. O Santos deveria poder mais para ele. Muda Adriano, Roberto Brum, Rodrigo Possebon, Rodriguinho… e o Rafael segue levando gols que não deveria. Mas todos os outros ele pega, e por isso será nosso titular na Libertadores 2011. Espero – e acredito que o Rafael também – que não com marcadores como esses à sua frente…

DURVAL e BRUNO AGUIAR – Foram bem. Não tiveram culpa em nenhum dos gols que sofremos. Isso porque todos os três gols que sofremos aconteceram em jogadas de fora da área. Todos eles deveriam ter sido evitados pelos volantes que estavam incumbidos de ficar plantados justamente à frente de nossa área para que nada disso acontecesse. Mas aconteceu. Foi a consagração de um jogador do time adversário, que teve espaços de sobra para, com sua velocidade e precisão, explorar nossas falhas… mas falhas de fora da área. Durval e Bruno Aguiar não têm culpa nisso.

PARÁ e LÉO – Não subiram. Só ficaram atrás a maior parte do jogo. Quando subiram, nada fizeram. E mesmo atrás, falharam algumas vezes (cada um). Portanto, não foram bem.

Por mais que eu goste dos dois, fico imaginando uma falha de qualquer um deles em um momento decisivo da Libertadores… e isso me dá uma sensação ruim. Talvez não tenham condições de seguir como titulares em 2011. Pelo menos não como vêm jogando neste segundo semestre de 2010. Certamente não como jogaram hoje: muito aquém do que esperamos, do que precisamos e do que já vimos os dois jogando com a camisa do Santos.

ADRIANO e RODRIGO POSSEBON – Os responsáveis diretos pela entregada no primeiro tempo, que no final das contas nos custou o resultado. Dois jogadores lentos, que não sabem marcar sem fazer faltas, que nem acompanham como deveriam, já que foram colocados em campo com a única e exclusiva função de marcar, e que não sabem dar um passe.

Não têm condições de vestir a camisa do Santos em 2011. Adriano foi sacado no intervalo da partida levando consigo um cartão amarelo e, mesmo substituído por Danilo, uma negação na marcação, não fez falta alguma dentro de campo. Rodrigo Possebon, que o juiz deixou de amarelar em uma chegada pesada e atrasada por trás, que derrubou o jogador do Avaí, saiu para a entrada de Alex Sandro, outro péssimo marcador, e também não sentimos sua ausência. Não só não sentimos como eu comemorei, na verdade, as saídas dos dois. Quem quer que entrasse, seria melhor. Quaisquer outros dois. Menos Adriano e Rodrigo Possebon. Que não podem ficar para 2011, repito. Não têm quaisquer condições.

AROUCA – Dispensa uma análise mais completa. É o segundo melhor jogador de linha do Santos em atividade, atrás apenas de Neymar. Tem atuações tão regulares que muitas vezes supera o Neymar em produção. Hoje, não superou, mas mais uma vez foi nossa única válvula de escape do amontoado de marcadores lá detrás que não sabem tocar uma bola no pé de um companheiro, ou sair jogando.

Arouca deu ótimos passes durante toda a partida, não me lembro de ter errado algum – grave, ao menos – e levou o time ao ataque quando não havia mais ninguém para armar as jogadas. Funcionou mais como um meia-armador do que Felipe Anderson, que ainda é bastante jovem, inexperiente (na categoria principal) e sente o peso da partida e, mais do que isso, da marcação.

FELIPE ANDERSON – Já falei sobre ele durante toda a análise, acredito. Sente muito o jogo. Não aparece tanto, recebe passes e não tem a tranquilidade de matar a bola, olhar o jogo, ligar um companheiro. Não consegue usar de sua velocidade porque para na força bruta da marcação. Ainda tem muito o que melhorar e o que se soltar, mas precisa continuar tendo chances para tanto.

Não tem condições de entrar como titular, como foi hoje (por falta de opções, acredito), mas precisa continuar tendo chances, sim, sem dúvida nenhuma. Ainda não mostrou quase nada pelo time principal, mas quem conhece a base do Santos sabe que esse garoto tem futuro. E, independentemente disso, ao menos não deixa o time com um a menos como acontece quando temos Marquinhos em campo. Espero que entre na próxima partida e que continue entrando em 2011. Torço por ele, porque este garoto é, junto com alguns companheiros da base, o futuro do Santos!

NEYMAR – É gênio. Pena que não tem com quem jogar. Conseguiu fazer um dos três gols que faltam para alcançar o Serginho Chulapa na artilharia santista pós-Pelé. Perdeu um tentando encobrir o goleiro. Mas deu um feito para Felipe Anderson perder e Keirrison, junto com o zagueiro do Avaí, empurrar para dentro. Portanto, fez tudo por nós, como costuma ser. Pena que o momento seria de nós, ou o resto do time, fazermos por ele. Assim Neymar chegaria a seus objetivos individuais, que é só o que o Santos pode obter de glória neste segundo semestre. O que obtivemos no primeiro foi pelos pés dele. Retribuir não seria mais do que obrigação. Mas faltam companheiros…

Neymar não tem com quem jogar, diretoria.

KEIRRISON – Um ex-jogador. Tão jovem e já perdeu seu futebol. Será que tem volta? Não sei. Gostaria que fosse descobrir em outro clube. Não pode ficar no Santos para 2011. Já imaginaram dependermos do Keirrison para matar um jogo decisivo na Libertadores?!

DANILO e ALEX SANDRO – Substituíram Adriano e Rodrigo Possebon, respectivamente, os volantes que não sabem nem marcar, nem dar um passe, e não nos deixaram com saudades deles. Mas também, imagine se tivessem! Aí era melhor colocar quaisquer dois leitores aqui do blog como alas e tenho certeza de que o desempenho não seria tão pior.

Danilo e Alex Sandro são jovens equivalentes e com defeitos em comum. Não sabem marcar, não sabem finalizar (salvo raríssimas exceções em que acertaram um chute, como Alex Sandro contra o Cruzeiro e Danilo contra o Goiás) e não sabem jogar para o time. Não têm visão de jogo, não me parecem inteligentes e não me parecem dedicados a melhorar seus fundamentos. Como não são jogadores do Santos, mas sim de empresários que os trouxeram para nós, penso que poderiam ser dispensados. Não consigo imaginar que qualquer um desses dois seja útil para nós em 2011. Não foram úteis para nós em praticamente momento algum de 2010.

Será que vale a pena continuar apostando em garotos de fora, de empresários, quando estamos disputando a competição mais importante que um clube brasileiro pode disputar? E se a aposta se mostrar, tarde demais, um erro grave?

Sem experiência, fracos nos fundamentos básicos que um bom lateral deve ter – saber marcar, saber quando subir, saber cruzar e saber finalizar – e erráticos mesmo quando jogando onde e como preferem, não vejo futuro para esses dois. Gostaria que não tivessem futuro no Santos. Porque, penso, o Santos não tem muito futuro se depender deles…

ZÉ EDUARDO – Já me agradou mais. Hoje penso que é um jogador muito limitado, muito acomodado e que não está aproveitando – ou já não aproveitou – o momento em que a vaga no time titular caiu no seu colo para alegrar a torcida santista com gols e garantir seu espaço no elenco para 2011.

Todo jogador tem defeitos, e nós sabemos que quem quer que venha para 2011 também trará os seus, mas saber identificar e corrigir seus defeitos é o que difere os jogadores comuns, ou ordinários, dos jogadores raros, os extraordinários. Zé Eduardo é um atacante comum, ordinário, que na maioria das vezes não acrescenta nem prejudica. Algumas vezes acrescenta, como quando fez três (bonitos) gols contra o Fluminense, no Rio. Outras, prejudica, como quando entrou e foi expulso, contra o Cruzeiro.

A questão é que jogadores comuns, ordinários, precisam compensar sua limitação com raça e com vontade de jogo, e com raça e com vontade de melhorar. E o Zé Eduardo não vem mostrando nada disso. Bem agora, que tem a chance em suas mãos…

Eu já não manteria o Zé no meu Santos para 2011.

MARCELO MARTELOTTE – Sempre inventivo. Hoje, um Santos armado em uma variação do já clássico 7-1-2 daquela partida contra o Atlético-MG. Uma pena que não empatamos de novo, como daquela vez. O empate fora de casa é sempre bom, não? Mas estamos empatando sempre em casa… e perdendo fora. O Goiás, 99% rebaixado e pensando no Palmeiras pela Sul-Americana, foi a exceção dessa condição que estamos mantendo há várias rodadas. E nada muda…

Marcelo Martelotte está satisfeito. Vem fazendo o trabalho que tem de fazer. Trabalha para o Santos, a favor do clube. Pensa no melhor para todos. Escala quem é indicado a escalar. Monta o time da forma que dá, tentando não chatear ninguém. São muitos fatores a levar em consideração, na hora de escalar o time: diretoria, empresários, amizades dentro do elenco… é tudo muito complicado. Eu entendo. Como torcedor do Santos, sei que essa sequência final de partidas no ano, em que mais perdemos e empatamos do que qualquer coisa, é o melhor para o Santos agora. Afinal, estamos nos preparando para uma Libertadores!

ADVERSÁRIO – Não caiu para a Série B graças a nós. Parabéns para nós!

(E o ano de 2010, que não acaba…!)


Neymar é a grande atração contra o desesperado Avaí


Neymar, o Menino que vale por um exército.

O estádio da Ressacada, em Florianópolis, estará lotado. O Avaí precisa da vitória hoje, a partir das 17 horas, contra o Santos, para ficar mais distante do rebaixamento. Mas o maior problema para o time catarinense é que Neymar não quis entrar em férias e estará em campo logo mais.

Na última partida, em Goiânia, Neymar marcou três gols que jogaram o Goiás definitivamente na Série B. Se repetir a boa atuação hoje, o Menino de Ouro da Vila Belmiro pode deixar o Avaí, que eliminou o Santos na Copa Sul-americana, às portas do rebaixamento.

“Nós temos uma meta a ser cumprida, que é ganhar do Santos. É um time qualificado, e o Neymar em campo faz muita diferença. Vai receber atenção especial” disse o volante Batista, um dos encarregados de impedir as arrancadas de Neymar.

Na sexta-feira o técnico Vagner Benazzi fez um treino secreto na sexta, mas se soube que uma de suas maiores preocupações era armar um esquema eficiente para neutralizar os dribles de Neymar. Com o volante Diogo Orlando suspenso, Bruno será o seu substituto. Acredita-se que ele Batista, Bruno e Rudnei, outro volante, terão a incumbência de marcar o menino-craque da Vila Belmiro.

Atenção para Felipe Anderson

Por orientação de Adilson Batista, o técnico interior Marcelo Martelotte trocou os veteranos Edu Dracena, Roberto Brum e Marquinhos pelos jovens Bruno Aguiar, Rodrigo Possebon e Felipe Anderson.

Destes três, há grande expectativa de uma boa atuação de Felipe Anderson, que não só deu um belo passe para Neymar no quarto gol contra o Goiás, como vem se destacando nos treinos no CT Rei Pelé.

Santos poderá decidir rebaixamento de Flamengo

Mesmo que perca hoje, o Santos poderá ser decisivo para o rebaixamento de mais uma equipe neste Brasileiro. É que a última partida da equipe, no próximo fim de semana, será contra Flamengo do técnico Vanderley Luxemburgo.

Caso seja derrotado hoje pelo Cruzeiro e volte a perder na última rodada para o Santos, na Vila Belmiro, o Flamengo fatalmente será rebaixado.

Avaí x Santos

Hoje, 17 horas
Estádio da Ressacada, Florianópolis/SC

Avaí
Renan; Patric, Emerson Nunes, Emerson e Eltinho; Bruno, Rudnei, Batista e Caio; Davi (Robinho) e Vandinho.
Técnico: Vagner Benazzi.

Santos
Rafael, Pará, Bruno Aguiar, Durval e Léo; Arouca, Adriano, Rodrigo Possebon e Felipe Anderson; Neymar e Zé Eduardo.
Técnico: Marcelo Martelotte.

Arbitragem: Sandro Meira Ricci (DF), auxiliado por Márcia Lopes Caetano (Fifa-RO) e Gilson Bento Coutinho (PR)

O que você acha que vai dar no jogo de hoje? Como o Avaí tentará parar Neymar?


Um blog meu, seu, do Santos, do mundo…

Relutei muito em ter um blog, porque sabia que ele exigiria uma atenção desmedida. Mas o amigo Vítor Queiroz me convenceu e agora o decantado blog está aqui, com seus nove meses de vida e inaugurando uma cara nova justo hoje, aniversário de 70 anos do Rei Pelé.

Mesmo sem estar ligado a nenhum portal de notícias, o que sempre multiplica o número de freqüentadores, este blog atingiu ontem a marca de 54.909 visitas nos últimos 30 dias, com 25.016 leitores diferentes. E o legal é que muitos deles já estão se transformando em amigos.

Falamos do Santos, sim, do time que foi e sempre será de Pelé, mas hoje também é de Neymar e Paulo Henrique Ganso. E por gostar do Santos e de sua história, nos identificamos com o futebol bem jogado, ofensivo, bonito, limpo, e somos avessos a fofocas e sensacionalismos baratos.

De Austin a Carbonara de Bari e Gifu…

Quanto dá tempo, gosto de entrar no Google Analytics e ver quem está lendo este blog pelo mundo. Sei que em Austin, no Texas, o Anderson Silva ficou em média cinco minutos e 21 segundos no blog neste último mês. Mas só sei que é o Anderson porque ele comenta os artigos e se identifica.

Agora, fico curioso para saber quem será, por exemplo, o amigo que acessa o blog de Carbonara Di Bari, na Itália, e fica, em média 11 minutos e 38 segundos lendo e vendo o que mostramos aqui; ou o amigo, ou amiga, de Gifu, no Japão, recordista de média de tempo no blog entre estrangeiros, com 15 minutos e 32 segundos; ou o leitor de Assunção, Paraguai, que gasta 10 minutos e 27 segundos a cada visita.

Ficou curioso(a) para saber que outros lugares do mundo acessam este blog e quanto tempo, em média, ficam por aqui? Está bem. Lá vai uma listinha aleatória com algumas cidades estrangeiras:

Pequim, China, 9m43
Tehran, Iran, 6m28s
Guayaquil, Equador, 5m51s
Nova York, Estados Unidos, 5m24s
Nonthaburi, Tailândia, 4m47s
Cupertino, Estados Unidos, 6m46s
Nagoya, Japão, 4m09s
Polverigi, Itália, 4m05s
Bracknell, Reino Unido, 4m08s
São João da Madeira, Portugal, 4m50s
Genebra, Suíça, 4m07s
Campbell, Estados Unidos, 6m46s
Valência, Espanha, 2m45s
Paarden Eiland, África do Sul, 3m27s
Gomel, Belarus, 5m37s
Las Vegas, Estados Unidos, 3m26s
Sachse, Estados Unidos, 5m12s
San José, Costa Rica, 3m27s
Milão, Itália, 4m02s
Luanda, Angola, 1m47s
Gyor, Hungria, 1m12s
Doha, Qatar, 1m12s

Gostaria muito de saber quem são essas pessoas. São brasileiros? Torcedores do Santos? Jovens que saíram do País para jogar futebol? São estrangeiros que aprenderam o português ou usam algum mecanismo de tradução para entender o que é escrito no blog?

Enfim, ficaria feliz por conhecê-los. Se puderem, enviem um comentário com sua identificação e, se possível, uma foto. Com uma camisa ou bandeira do Santos, melhor ainda.

Quem é o internauta de Leme?

Olhando a frequência do blog no Brasil, fiquei impressionado ao saber que na cidade paulista de Leme há um internauta que este mês já visitou este espaço 78 vezes e ficou, em média 40 minutos e 19 segundos por aqui. Bem, só espero que tenha sido um tempo bem aproveitado.

Temos o costume de ler só o que está na home, mas o blog já fez várias matérias históricas, com estatísticas, filmes e fotos, e quem procura nos posts anteriores acha muita coisa interessante e ainda atual. Deve ser o caso deste(a) amigo ou amiga de Leme. Estou louco para saber quem é.

Outro número impressionante vem de Cotia, na Grande São Paulo, com média de 18 minutos e 28 segundos por acesso. De Catalão, Goiás, há um internauta que fica no blog 11 minutos e 25 segundos.

Outras cidades brasileiras e suas médias de permanência neste blog:

Belo Horizonte (1.480 visitas), 5m42s
São Vicente (1.396 visitas), 4m12s
Santos (4.635 visitas), 3m04s
São Paulo (18.064 visitas), 2m37s
Campinas (2.146 visitas), 2m51s
Apucarana/PR (1.616 visitas), 3m47s
Itumbiara/GO, 6m58s
Imbituba/SC, 5m52s
Goiânia, 3m53s
Rio de Janeiro (1.431 visitas), 1m27s
Brasília (1.144 visitas), 1m31s
Ribeirão Preto (1.230 visitas), 2m16s
Joinville (681 visitas), 3m18s
Lorena/SP, 3m21s
Fernandópolis/SP, 5m12s
Rio Claro/SP, 4m37s
Porto Real/RJ, 7m02s
Manhuaçu/MG, 4m30s
Florianópolis (461 visitas), 1m48s
Porto Alegre, 1m21s
Seropédica/RJ, 5m38s
Tangará da Serra/MT, 7m47s
Manchuaçu/MG, 4m30s

Quer saber um pouco mais sobre este blog? Dê uma olhada neste vídeo que o amigo Jarbas Duarte, narrador da JD Sports/ Futebol pela Internet, fez comigo.

De onde você lê o blog? Tem participado dos comentários? Vai participar? Pode se abrir, aqui você está entre amigos.


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑