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Brasil sofre mais uma decepção na Copa Davis

O brasileiro Ricardo Mello, 75º no ranking mundial, perdeu hoje em três sets seguidos para o indiano Rohan Bopama, 479º do ranking, e com este resultado o Brasil permitiu uma virada que parecia impossível para a Índia. O confronto, disputado em Chennai, terminou 3 a 2 para a Índia, que sobe para o grupo de elite da Copa Davis, deixando o Brasil na segunda divisão, da qual não sai desde 2003, quando Guga, Flávio Saretta, Fernando Meligeni e os melhores tenistas brasileiros da época resolveram boicotar o comando de Nelson Nastás na Confederação Brasileira de Tênis.

Assim como está acontecendo agora com o imbróglio entre Dorival Junior e Neymar, quem perdeu com o boicote dos tenistas à CBT em 2003 foram os torcedores e o próprio esporte, pois o Brasil terminou rebaixado e nunca mais se recuperou na principal competição por equipes do tênis.

Desta vez, ao final do primeiro dia, com duas vitórias de simples obtidas por Thomaz Bellucci e Ricardo Mello, parecia que a promoção já estava assegurada. Faltava só mais um ponto. Mesmo que não viesse nas duplas, certamente viria nas duas últimas partidas de simples, pois Bellucci e Mello jogariam contra adversários cruzados, que já tinham sido derrotados na sexta-feira.

Porém, atuando de forma decepcionante, o Brasil não ganhou mais nenhum set. Nas duplas, os indianos Mahesh Buphathi e Leander Paes venceram Marcelo Melo e Bruno Soares por 6/4, 7/6(5) e 6/1. Depois, Bellucci desistiu no segundo set da partida que perdia para Somdev Devvarman por 7/6 (3) e 4/0. E no quinto e último jogo, Mello caiu diante de Rohan Bopanna por 6/3, 7/6 (2) e 6/3.

Não estava lá, não posso analisar com precisão o que houve, mas, a não ser que problemas clínicos e psicológicos tenham se manifestado, não dá para aceitar que os mesmos jogadores que tinham vencido seus jogos no primeiro dia, tenham perdido dois dias depois sem ganhar ao menos um set para dois tenistas com ranking bem inferior e que já tinham sido vencidos.

É estranho que só os brasileiros Bellucci e Mello tenham se cansado tanto. Afinal, seus adversários também tinham ficado na quadra o mesmo tempo que eles nos jogos que abriram o confronto. Um deles, o tal de Bopanna, só joga duplas, nem é acostumado a jogar simples.

Para Fernando Itokzu, que cobriu o evento para a Folha.com, o Brasil sente a falta de “um tenista que faça a diferença”. Bellucci, o melhor brasileiro no ranking (27º), ainda não tem sido decisivo na Copa Davis. A expectativa é que melhore com o tempo, pois ainda é bem jovem (22 anos) para uma competição que exige nervos de aço.

Além da Índia, outros sete países garantiram vaga na elite da Copa Davis: a Áustria, que venceu Israel, em Telavive, 3 a 2; os EUA, que ganharam da Colômbia, em Bogotá, por 3 a 1; a Alemanha, que jogou em casa e fez 5 a 0 na África do Sul; a Suécia, que, com apoio da torcida, ganhou da Itália por 3 a 2; o Cazaquistão, que com um time de jogadores estrangeiros naturalizados venceu a Suíça, por 5 a 0; a Romênia, que fez 5 a 0 sobre o Equador, em casa, e a Bélgica, que surpreendeu a Austrália e, mesmo fora de casa, a venceu por 3 a 2, em confronto que terminou há pouco.

NÃO CHORE POR MIM, ARGENTINA. Mas não foi só o Brasil que decepcionou. Nas semifinais do grupo principal da Copa Davis, a Argentina de David Nalbandian (foto), foi goleada pela França por 5 a 0. Deu dó dos nossos tão simpáticos vizinhos

No grupo principal, também chamado de elite, a Sérvia se classificou pela primeira vez à final da Davis ao virar o confronto contra a República Tcheca, ontem, em Belgrado, e fazer 3 a 2. Na França, a Argentina sofreu uma sonora goleada de 5 a 0. Agora, Sérvia e França disputarão o título de 3 a 5 de dezembro, em Belgrado.

Esta derrota do Brasil, mais uma em seis tentativas seguidas de voltar ao seleto time dos 16 países do Grupo A do tênis masculino, tem muito a ver com a punição a Neymar. É mais um exemplo de atitudes que só punem o esporte. Em 2003 o que se queria era destituir Nelson Nastás, presidente da CBT, para eleger Jorge Lacerda Rosa, que assumiu o cargo. No entanto, o tênis brasileiro nunca mais teve o prestígio de antes.

A suspensão de Neymar só conseguirá prejudicar o Santos, seus torcedores e os amantes do bom futebol. Não trará nada de positivo para nenhum dos envolvidos, a não ser para os adversários do Santos. Da mesma forma, o boicote dos tenistas nacionais, comandado por Gustavo Kuerten e Flávio Saretta, e apoiado por Fernando Meligeni e muitos outros nomes importantes do tênis, só ajudou aos países que enfrentaram o Brasil, que puderam deitar e rolar sobre as improvisadas equipes brasileiras.

O que você pensa de mais essa derrota do Brail na Copa Davis? Acha que o boicote de 2003 ainda está influindo negativamente na equipe?


Quem se classifica? Faça as suas contas…

A MÃE DE TODAS AS ZEBRAS
Coréia do Norte 1, Itália (eliminada) 0 – Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra

Quem não gosta de números deve estar sofrendo para fazer os cálculos antes desta última rodada da fase de grupos, pois a combinação de resultados pode gerar muitas dúvidas e surpresas quanto às possibilidades de classificação das equipes.

O fato de os jogos do mesmo grupo serem disputados no mesmo horário dará um toque a mais de emoção à última rodada desta fase de grupos. Todo cuidado será pouco e nem os maiores favoritos poderão jogar sossegados, pois um gol aqui ou ali poderá mudar tudo de um instante para o outro.

Estranhei quando ouvi em mais de uma emissora que após a derrota de hoje – 2 a 0 para a Espanha – a equipe de Honduras já estava desclassificada no Grupo H. Ora, matematicamente os hondurenhos ainda têm chances. Vejamos em que situações eles podem se classificar:

1 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e o Chile derrota a Espanha por dois gols de vantagem. Honduras, Espanha e Suíça empatariam com três pontos ganhos, mas os hondurenhos seriam os únicos a não ter saldo negativo.
2 – Honduras vence a Suíça por dois gols de diferença e o Chile passa pela Espanha com três gols de vantagem. Mesmo com um gol de saldo negativo, Honduras ficaria à frente de Espanha e Suíça, com déficit de dois gols.
3 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e a Espanha também vence o Chile por três gols de vantagem. Neste caso quem ficaria fora seria o Chile.

Por outro lado, se a Suíça vencer Honduras, que é o resultado mais lógico, a Espanha precisará vencer o Chile, pois com o empate só chegaria a quatro pontos, dois a menos do que a Suíça e três a menos do que o Chile.

França ainda pode conseguir o milagre

Poucos países estão vivendo um inferno astral tão grande nesta Copa como a França, que empatou com o Uruguai (0 a 0) e perdeu do México (2 a 0) no Grupo A. Porém, se juntar os cacos e conseguir uma goleada histórica sobre a África do Sul, os franceses ainda poderão seguir em frente. Vejamos.

1 – Se a França vencer a África do Sul por cinco gols de diferença, o único resultado da partida entre México e Uruguai que a tiraria da Copa seria o empate. E não interessaria a México e Uruguai fazerem um jogo de compadres para empatar, pois o segundo colocado do grupo pegará provavelmente a Argentina (virtual líder do Grupo B) nas oitavas-de-final.
2 – Por outro lado, se for a África do Sul quem golear a França por no mínimo cinco gols de diferença, o time de Parreira se classificará desde que haja um vencedor entre México e Uruguai.

Como a Argentina seria desclassificada

1 – Mesmo com duas vitórias, a Argentina não pode jogar tão despreocupada contra a Grécia, em seu terceiro e último jogo no Grupo B. Se for derrotada por três gols ou mais de diferença, será desclassificada se na outra partida a Coreia do Sul vencer a Nigéria por quatro gols ou mais. Na verdade, os gregos terão mesmo de lutar pela vitória, pois se empatarem com a Argentina só conseguirão o segundo lugar do grupo se a Coreia do Sul perder para a Nigéria.

Eu já tinha escrito que a Nigéria estava desclassificada, quando o leitor Guilherme Costa me alertou que não está não. Ao contrário. Tem muita chance de se classificar. Para isso, precisa vencer a Coreia do Sul e torcer para a Argentina ganhar da Grécia. Interessante que mesmo um time com duas derrotas pode conseguir a vaga vencendo uma única vez, enquanto outros com duas vitórias ainda podem cair fora…

Costa do Marfim, missão quase impossível

Com a goleada de 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, hoje, Portugal só não ficará com uma das vagas do Grupo G se perder para o Brasil, Costa do Marfim golear a Coréia do Norte e a soma dos dois jogos der uma diferença de dez gols. Por exemplo: o Brasil venceria Portugal por dois gols de vantagem e os marfinenses imporiam uma goleada de oito gols sobre os norte-coreanos. Isso daria um gol de saldo a mais para a Costa do Marfim (há também a possibilidade de que a soma das diferenças seja nove, mas desde que os perdedores façam gols. Neste caso, Portugal e Costa do marfim ficariam empatados no saldo, mas o número de gols marcados seria favorável aos africanos).

Itália: empate não basta

Já ouvi por aí que a Itália só precisa de mais um empate para se classificar no Grupo F (como em 1982). Mas não é bem assim. Caso empate com a Eslováquia, na última partida, e a Nova Zelândia ganhe do Paraguai, a Nova Zelândia seria a líder do grupo, com cinco pontos, e o Paraguai ficaria em segundo, com quatro.

Uma coisa muito curiosa neste grupo é que se Itália e Nova Zelândia vencerem seus jogos por placares idênticos, será preciso um sorteio para definir o primeiro e o segundo lugar do grupo, já que ficarão empatados em todos os critérios, até mesmo no confronto direto.

Por outro lado, se a Itália vencer a Eslováquia por dois gols de diferença e o Paraguai empatar com a Nova Zelândia, os italianos terminarão em primeiro do grupo desde que marquem dois gols a mais do que os paraguaios (Exemplo: Itália vence por 2 a 0 e Paraguai empata em 0 a 0. O saldo de ambos será de dois gols, mas a Itália terá marcado quatro vezes nos três jogos, uma vez mais que o Paraguai).

Empate pode eliminar Alemanha

A Alemanha, quem diria, que estreou tão bem, goleando a Austrália por 4 a 0, pode ficar de fora da Copa se ao menos empatar com Gana. O empate levaria os alemães a quatro pontos, um a menos do que a seleção africana. E se na outra partida a Sérvia bater a Austrália, então os sérvios iriam a seis pontos e liderariam o grupo.

O curioso é que a Austrália poderá se classificar com uma vitória mínima sobre a Sérvia, desde que na outra partida do Grupo D Gana vença a Alemanha. Mesmo com saldo negativo de três gols, os australianos teriam quatro pontos, um a mais do que alemães e sérvios.

No Grupo C, até a Argélia depende só dela

No Grupo C, como já expliquei em outro post, todos os times se classificam com vitórias. A única diferença é que a Argélia se garante com um triunfo de dois gols de diferença sobre os Estados Unidos. Se os argelinos venceram por apenas um gol, terão de torcer para a Inglaterra perder da Eslovênia.

Quanto aos Estados Unidos, talvez não baste empatar com a Argélia, pois se der este resultado o time será eliminado se a Inglaterra vencer a Eslovênia. Mas se vencer a Argélia pela mesma diferença que a Inglaterra bater a Eslovênia, os norte-americanos serão os primeiros do grupo (na verdade, com exceção da Argélia, as outras três equipes podem alcançar a liderança).

Para finalizar, o Grupo E é o menos complicado. Holanda, já classificada, enfrenta Camarões, eliminado. No outro jogo, Japão e Dinamarca decidem a outra vaga, com a vantagem do empate para os japoneses. A única surpresa que poderia acontecer é a Holanda ser derrotada por Camarões e acabar perdendo as liderança do grupo para Japão ou Dinamarca no saldo de gols.

E você, já fez as suas contas? Acha que teremos surpresas nessa reta final da fase de grupos?


Por enquanto, a Alemanha é o melhor time. E hoje tem Itália e Paraguai com cheiro de zebra no ar

Confira a luta do Paraguai contra a França nas oitavas-de-final de 1998 (os franceses só venceram com o “gol de ouro”)

Tudo bem, a Austrália está para o futebol assim como o Brasil está para o rugby, mas mesmo assim a vitória de 4 a 0, o preciso toque de bola e as muitas oportunidades de gols fizeram da Alemanha o melhor time da Copa até aqui. O segundo melhor que eu vi foi a Coreia do Sul, depois Gana e Inglaterra, França e África do Sul. Quanto à Argentina, pode ter um bom elenco, mas não é um time.

Aliás, não é à toa que o futebol é chamado de “association”. É um esporte coletivo, que necessita harmonia e equilíbrio entre os seotres de uma equipe. E além de Messi, o que mais a Argentina mostrou em sua magérrima vitória sobre a Nigéria? Uma defesa errática e insegura, um meio-campo e um ataque desencontrados. Se continuar jogando assim, perderá da Coréia do Sul, empatará com a Grécia (e olhe que será preciso fazer muita força para empatar com o fraquíssimo time grego) e voltará para casa.

Como time, coeso, com uma proposta comum de jogo, talvez o Paraguai consiga se sair melhor. Sua estréia, nesta segunda-feira, às 15h30m, não poderia ser mais complicada: enfrentará a Itália, equipe quatro vezes campeã do mundo. Entretanto, se confiar em suas possibilidades, como fez com 1998, quando realizou grande partida contra a França campeã (só perdeu de 1 a 0, na prorrogação) poderá provocar a grande surpresa da Copa.

A Itália tem muita tradição, além dos quatro títulos, mas volta e meia costuma ser eliminada de uma Copa por uma equipe bem menos gabaritada: em 1962 caiu diante do Chile ainda na fase de grupos; repetiu o vexame em 1966, perdendo da Coreia do Norte, e em 2002 caiu nas oitavas diante da Coreia do Sul. Perder para o Paraguai não seria novidade.

No jogo das 8h30m não dá para não considerar a Holanda ampla favorita contra a Dinamarca. Vou torcer pelos dinamarqueses, mas sei que a tarefa será das mais ingratas. A Holanda é dos times que, desde 1974, tem merecido um título mundial no seu currículo.

Quanto a Japão e Camarões, jogo das 11 horas, bem que eu preferiria uma vitória dos japoneses, povo tão próximo de nós, paulistanos. Porém, o ambiente será totalmente favorável ao time africano e é evidente que isso deverá ter influência no resultado.

E você, o que acha que dará nos jogos de hoje? Será que o Paraguai terá forças de ao menos arrancar um empate dos campeões do mundo?


A Copa começa limpa. Hoje Argentina e Inglaterra poderão ser surpreendidas…

Pena não ter dado tempo de postar antes do início da Copa, pois eu ia justamente explicar porque acreditava que a África do Sul não perderia para o México. Entretanto, fui surpreendido com o jogo e a atuação do árbitro Ravshan Irmatov, do Uzbequistão, que não ajudou o time da casa, como eu poderia prever, ao contrário: deixou de dar um pênalti a favor dos anfitriões. De qualquer forma, o empate em 1 a 1 foi justo, assim como o empate de 0 a 0 entre França e México. Neste último, se quisesse, o árbitro japonês poderia ter expulsado um francês antes de mandar um uruguaio ro chuveito. Mas o 0 a 0 também foi merecido.

Hoje, às 11 horas (horário do Brasil) é que teremos um jogo bom de ver. Falam maravilhas da Argentina de Maradona, que o próprio definiu como um Rolls Royce pilotado por Messi. Mas ter um bando de bons jogadores não quer dizer ter um time bom. Acho que los hermanos não vencerão a Nigéria, assim como acredito que a tão badalada Inglaterra terá de suar sangue para passar pelos Estados Unidos (não me surpreenderia se, a exemplo de 1950, os norte-americanos aprontassem uma zebra em cima de seus irmãos da Europa).

Ainda há mais um jogo neste sábado, Coréia do Sul e Grécia, mas este não acordarei cedo para ver. Se bem que a Coreia do Sul chegou às semifinais da Copa de 2002, não?

Do que vi nesta Copa, acho que se o Santos vestisse a camisa do Brasil, só pecisaria de um ou outro reforço para se tornar um time imbatível. Nenhum time e nenhum jogador se destacou. Nenhum mostrou um meia como o Ganso. Bem, na verdade, a melhor atuação individual nos dois jogos foi a do goleiro da África do Sul, Khune. Que reflexo, que agilidade!

E o gol mais bonito, sem duvida, foi o de Tshabalala, também da África do Sul, provando que a bola pode não ser uma maravilha, mas quando bem chutada vai direitinho no ângulo.

Bem, espero com ansiedade o jogo da Argentina, pois algo me diz que a Nigéria, jogando no seu continente, será um adversário bem mais perigoso do que os especialistas imaginam. E você, leitor e leitora, o que tem achado da Copa e o que espera dos jogos deste sábado?


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