Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Fred (page 1 of 2)

Santos e Levir na fogueira

Sereias da Vila perto do título brasileiro!

Isso é garra!

Há muito tempo o Santos não jogava com tanta vontade. Dessa vez, mesmo sem Victor Ferraz, Zeca, Renato, Vitor Bueno, Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Copete, que vinham sendo titulares, o time conseguiu uma vitória heroica fora de casa.

Com destaques para Vanderlei, Lucas Veríssimo, Thiago Maia, Vecchio, Bruno Henrique e Daniel Guedes, que acabou fazendo o gol de falta, o Santos conseguiu uma vitória de garra no Independência.

Como já enfatizamos diversas vezes, nem sempre apenas a técnica é o diferencial de um jogador ou de uma equipe. A personalidade, a garra, são essenciais nos times campeões, ainda mais em um futebol nivelado por baixo, como o nosso. Nesse particular, a entrada de jogadores com mais vontade de lutar pelo resultado tornou o Santos um time mais competitivo e honesto, para o qual dá gosto torcer.

Enfim, um jogo para se guardar na memória com carinho, e para se lembrar que o Santos, além de ter sido o maior exemplo de técnica do futebol, também sabe ser um time brigador, valente, que consegue vitórias quase impossíveis.

Um Santos desfalcado e reinventado é o que veremos hoje, às 19h30, pelo Sportv, contra o Atlético Mineiro, no Independência. A missão é inglória. O time está muito desfalcado. Só mesmo a inteligência de Levir Culpi e o brio dos jogadores escalados poderá evitar a derrota diante de um adversário que, no papel, é superior, além de jogar em casa.

Veja você, amigo leitor e amiga leitora, que da equipe que foi campeã naquela final do Campeonato Paulista de 2015, contra o Audax, apenas Vanderlei, David Braz e Thiago Maia estarão em campo hoje.

O joelho de Victor Ferraz inchou depois da partida contra o São Paulo; Gustavo Henrique se recupera de cirurgia; Zeca, um garotão de 23 anos, continua “fora de forma”, assim como o veterano Ricardo Oliveira, de 37 anos; Lucas Lima recebeu o terceiro cartão amarelo e está suspenso; Vitor Bueno se machucou seriamente e só volta em 2018, e Gabriel foi para o futebol italiano. Dos novos contratados, Copete era um dos destaques, mas também está suspenso depois de tirar a camisa para comemorar um gol.

Com tantos problemas, Levir Culpi deverá escalar o Santos com Vanderlei, Daniel Guedes, Lucas Veríssimo, David Braz e Jean Mota; Leandro Donizete, Thiago Maia e Vecchio; Bruno Henrique, Thiago Ribeiro e Kayke. O técnico ainda levou para Belo Horizonte os jogadores Vladimir, Orinho, Fabián Noguera, Alison, Rafael Longuine, Serginho,Yuri, Arthur Gomes e Vladimir Hernández (ao contrário de Dorival Junior, que levava 23 jogadores nas viagens, Levir cortou alguns, entre eles o polivalente Léo Cittadine).

O adversário, orientado por Roger Machado, apresentará uma equipe com jogadores de maior destaque, dos quais se sobressaem Fred, Robinho, Fábio Santos, Elias e Cazares. Porém, o Atlético Mineiro faz uma campanha medíocre e está apenas na décima primeira posição no Campeonato Brasileiro, sete atrás do Santos. É preciso ter fé.

Homens de boa, ou má vontade?

Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Renato: nenhum dos três religiosos estará presente no jogo de logo mais, no Mineirão.

Ricardo Oliveira, Lucas Lima e Renato: nenhum dos três religiosos estará presente no jogo de logo mais, contra o Atlético Mineiro, no Independência.

É evidente que algumas decisões do novo técnico, entre elas a de proibir cultos religiosos no interior do CT do Santos, contrariou alguns jogadores, entre eles o pastor Ricardo Oliveira. Coincidentemente, quase todos os jogadores mais fervorosos do time titular não estarão em campo hoje, quando garra e fé serão essenciais para se conseguir um bom resultado.

Se Deus é amor, compreensão e solidariedade, uma pessoa religiosa jamais deveria ser mentirosa e dinheirista, mas sabemos que não é assim na realidade. Jogadores de futebol, mesmo os que falam mais no Senhor e mais erguem as mãos para o céu, estão longe de serem santos. Sabem que para o clube é mais fácil trocar o técnico do que se desfazer deles. Portanto, é evidente que alguns dos contrariados por Levir não farão questão de manter o treinador no Santos. O técnico sabe disso e precisa escalar e valorizar os mais dispostos a colocar as canelas nas divididas.

Quem não quiser se dedicar ao time, que peça para sair e assuma as consequências legais de sua decisão. Ficar enrolando o técnico e o torcedor é inadmissível. Contusões mal explicadas, maus estados físicos não comprovados, suspensões forçadas, tudo isso mina o trabalho de Levir Culpi e mostra o quão pouco certos jogadores estão interessados no sucesso do Santos.

Se há atrasos de pagamento no clube, que isso seja esclarecido, mas mesmo assim considero que não seja motivo para se fazer corpo mole, já que um dia, de uma forma ou de outra, todos receberão por seu trabalho.

E você, acha que já que querem derrubar o Levir, ou ainda é cedo?

Estamos correndo contra o tempo para lançar o livro mais importante da história do Santos, mas sem o seu apoio será impossível! Participe da campanha de pré-financiamento de “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, um livro único, que vale por um título mundial, e tenha o seu nome impresso nessa edição histórica! Essa oportunidade tem prazo limitado.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial e está sendo oferecido por um preço super acessível e ainda dá ao comprador a honra de ter o seu nome impresso em suas páginas. Não perca essa oportunidade de ter o seu nome em um dos livros mais importantes da literatura futebolística mundial!

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nesta fase de pré-lançamento.

Clique aqui para entrar no time que vai lançar o livro das viagens maravilhosas do Santos pelo mundo. Ele está pronto e precisa ser impresso. Vamos transformar este sonho de todo santista em realidade. Participe e não se arrependerá!

Reserve desde já os melhores presentes para o Dia dos Pais
O Dia dos Pais está chegando, será em 13 de agosto, e nenhum presente é mais duradouro do que um livro com a história do time do coração do velho. Na livraria deste blog o Dossiê e o Time dos Sonhos continuam a preços de custo. Aproveite!
Entre a compra dos livros, que pode ser parcelada, e a entraga pelos Correios, pode haver uma diferença de até quatro dias úteis. Não deixe para a última hora.

pai santista
Aquele que te fez santista jamais pode ser esquecido

Ninguém vende Time dos Sonhos e Dossiê mais baratos

time-dossie ok

Compare os menores preços do mercado e compre o Dossiê e o Time dos Sonhos

Time dos Sonhos
Livraria 2005, RJ, livro usado: R$ 52,89
Sebo do Monge, SP, livro usado: R$ 57,70
Livraria do Blog do Odir, livro novo, com frete pago, dedicatória exclusiva e três PDFs de brinde: R$ 39,00

Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros
Livraria Capítulo Primeiro, livro usado, Santos: R$ 67,89
Travessa da Praia, livro usado, Santos, R$ 87,89
Livraria do Blog do Odir, livro novo, com frete pago, dedicatória exclusiva: R$ 39,00

Faça a conta: Na compra de dois exemplares você só paga R$ 31 reais por exemplar.

Clique aqui para comprar os livros Time dos Sonhos e Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros pelo menor preço do mercado.

Reserve o livro para o seu pai agora.


Espero que outros árbitros não compensem o erro de Nishimura

Por Mtnos Kalil


Só preciso fazer uma correção nessa informação do meu amigo Raoni David: neste domingo o Museu Pelé será inaugurado para as autoridades e a imprensa. Ele será aberto ao público na semana que vem. Todo mundo tem de conhecer, santistas principalmente.

Eu sou brasileiro. Fui educado em escolas públicas brasileiras e não por meu pai, que era sírio. Da cultura árabe não assimilei nada, não estudei nada, não aprendi nada. Não sou nacionalista porque o nacionalismo é uma ideologia e eu sou adepto (ou mentor) da Ideologia Zero. Recentemente descobri que tinha um sentimento de amor verdadeiro pelo Brasil que chamei de brasilidade – sentimento de brasilidade. Aprendi o que significa emocionalmente uma nacionalidade. Assistindo pela TV ao jogo de abertura da copa, me emocionei como se estivesse na “arena”.

Mas quando o árbitro apitou o pênalti que eu não vi – e não vi porque não existiu – minha emoção de brasilidade se transformou numa desolação. O meu Brasil poderia ganhar o jogo com o falso pênalti. Fiquei triste. Torci para que a bola não entrasse no gol. Neste momento aprendi que a ética deve estar acima das emoções, as quais têm a função de cegar a razão. Aprendi também que existe um “sentimento de ética” que poderíamos chamar de “moral”. Um sentimento moral provocado pela consciência ética. A ética se distingue das emoções por ser governada pela lógica. A ética é a ciência da conduta humana e a moral o sentimento vinculado a esta conduta. O sentimento é um elemento básico da vida. Nós estamos sempre sentindo, com maior ou menor intensidade. Só os psicopatas não sentem. Mas diante do desafio de vencer um jogo, todos nós somos tentados a anular nosso sentimento de culpa quando nos beneficiamos com o descumprimento de uma regra do jogo.

A tese que eu defendo é que a natureza dos nossos neurônios fez do homem um ser competitivo (como ocorre com qualquer outro animal e sobretudo com os mamíferos), para que assim ele pudesse perpetuar seus “genes egoístas”. (cf. Richard Dawkins, em “O gene egoísta”) . Este egoísmo natural não foi um capricho da natureza. Foi a única forma que ela encontrou para dar vida longa aos animais. A natureza desconhece totalmente o que seja a ética. E paradoxalmente, o egoísmo é um elemento chave da “ética da sobrevivência” . O futebol é a sublimação da guerra. O esporte (competitivo) e a política representam a continuação da guerra por outros meios.

Até o experiente Felipão declarou, um tanto quanto constrangido, que na opinião dele houve sim o pênalti. Perdeu a oportunidade de mostrar isenção. Se a vitória do Brasil estava confirmada, independente de o pênalti ter sido falso ou verdadeiro, porque não afirmar pelo menos que tinha dúvida a respeito? Essa declaração traria conseqüências desastrosas?

O jogo seria anulado? É claro que não! Mas a mídia transformaria essa declaração numa bomba que poderia ferir o nosso “orgulho nacional”. (o sentimento de orgulho de ser brasileiro difere do sentimento de brasilidade; ser orgulhoso – ou vaidoso – já não é ser virtuoso, se é que algum dia o foi).

Para fundamentar meu sentimento ético, foi brindado com estas palavras de um consagrado árbitro brasileiro – Arnaldo Cezar Coelho:

“O árbitro japonês Nishimura até estava apitando bem. Mas, naquele centro da área para o Fred, aquela mão no ombro não é pênalti. Ele interpretou como pênalti. O Fred caiu. Não houve puxão, não houve nada. A regra é clara: se tivesse tido um puxão, aí sim. Mas, não. Encostar pode. Não pode é puxar. Não foi pênalti”.

Arnaldo César Coelho disse que não foi pênalti. Veja…

Consumado o grave erro do Nishimura, esperamos agora que outros árbitros não queiram compensar este erro, punindo o Brasil por faltas não cometidas, nos próximos jogos. Mas se o Brasil ganhar essa taça, como queremos, ela virá com uma pequena mancha nishimuriana. Entretanto o erro do árbitro não justifica, é claro, que deixemos de cobiçar a taça como símbolo de nossa brasilidade.

Mtnos Calil

Ps. O nacionalismo é uma ideologia porque coloca os interesses de uma nação egoisticamente acima dos interesses de outras nações.

O que você achou deste artigo de mestre Mtnos Calil?


Um bom jogo com o Fluminense. E o Criança Esperança?

Santos passeou no Maracanã. Se tivesse mais apetite, golearia o Fluminense

Como este humilde blogueiro previa, o Santos foi um time mais consciente e organizado do que o Fluminense e com dois gols no primeiro tempo acabou conquistando, no Maracanã, sua primeira vitória fora de São Paulo neste Campeonato Brasileiro. Com isso, a zona de rebaixamento vai ficando distante e o time começa a subir na tabela. Agora, com dois jogos a menos, o Alvinegro Praiano tem 22 pontos e ocupa a décima-primeira posição.

Notícias davam conta de que o técnico Claudinei Oliveira entraria com três jogadores no ataque – Gabriel, Thiago Ribeiro e Éverton Costa. Porém, Gabriel foi tirado do time no vestiário, devido a um problema estomacal, e Leandrinho entrou no seu lugar, completando o meio-campo com Renê Junior, Alan Santos e Cícero. Mais à frente ficaram Éverton Costa e Thiago Ribeiro, que marcaram a saída de bola do adversário.

O Fluminense começou um pouco mais atrevido, mas logo o poder de marcação do Santos passou a equilibrar a partida. O jogo estava indefinido quando o Santos chegou ao gol, aos 12 minutos. Após bela troca de passes na extrema direita entre Alan Santos e Cicinho, o lateral cruzou forte e rasteiro e Thiago Ribeiro se antecipou a um zagueiro e ao goleiro Diego Cavalieri para tocar para o fundo do gol.

O tricolor tentou reagir, mas o Alvinegro teve outra boa oportunidade aos 23 minutos: Thiago Ribeiro cobrou uma falta para a área e Éverton Costa apareceu livre para cabecear diante da meta, mas jogou para fora. Três minutos depois, ao cobrar uma falta da entrada da área, cometida sobre Leandrinho, Cícero acertou um chute forte em cima de Diego Cavalieri, que no tocou na bola, mas não conseguiu espalmar por cima do travessão: 2 a 0.

Com a boa vantagem, o Santos passou a tocar a bola e por volta de 30 minutos de jogo dominava completamente a partida. O Fluminense, já vaiado por sua torcida, tentava em lances esporádicos, como em um cruzamento perigoso aos 42 minutos, que obrigou Aranha a espalmar para fora da área.

No segundo tempo, time só tocou e segurou a bola

Ao final da primeira etapa, ainda no campo, Thiago Ribeiro disse que o Santos deveria manter a mesma postura, para não atrair o Fluminense para o seu campo. Mas, quando a bola voltou a rolar, o Santos estava mais preguiçoso. Aos 8 minutos já fazia cera até para cobrar lateral. Isso chamou o adversário para cima, como temia Thiago Ribeiro.

Com o veterano Felipe no lugar de Willian e Wagner no de Eduardo, o time carioca melhorou um pouco o toque de bola e passou a criar algumas oportunidades. Dos 13 minutos, quando Aranha defendeu com os pés um arremate à queima-roupa de Wagner, até os 22, quando Rafael Sóbis demorou e acabou chutando sem ângulo, o Fluminense rondou a área do Santos com perigo.

Porém, desde que Fred sentiu o músculo ao cobrar uma falta, aos 17 minutos, o tricolor, na prática, ficou com um jogador a menos, pois Luxemburgo já tinha feito a terceira substituição, tirando Rhayner para a entrada de Marcos Junior. A partir dos 25 minutos, quando Leandrinho saiu para a entrada de Léo, que fez sua estreia no meio de campo, o Santos passou a ter um controle maior do jogo e não permitiu mais nada ao adversário.

Aos 30 minutos o Santos só tocava a bola diante de um Fluminense entregue. Dois minutos depois Thiago Ribeiro perdeu o terceiro gol ao adiantar uma bola e ser interceptado por Diego Cavalieri quando entrava livre. Aos 34 Éverton Costa ganhou uma bola na raça pela direita, penetrou, ficou cara a cara com Cavalieri, mas tentou passar para trás e errou o passe. Melhor seria ter enchido o pé, mesmo sem muito ângulo.

No final, Claudinei tirou Thiago Ribeiro e Alan Santos para as entradas de Giva e Pedro Castro, mas foi mais para ganhar tempo e colocar dois jogadores com mais fôlego. O Santos terminou a partida sobrando. A impressão que deu é que se forçasse, faria mais gols. Poucas vezes o Fluminense pareceu tão impotente diante de um adversário.

Apenas 8.136 pessoas pagaram para ver o jogo, que teve um público total de 10.481 pessoas. Em se tratando do atual campeão brasileiro, em um dos maiores e mais tradicionais estádios do Brasil, esperava-se muito mais. Porém, percebe-se que a torcida está de birra com o time, que faz campanha ruim.

Lições dessa vitória

1 – Técnico não ganha jogo. Como temos discutido exaustivamente neste blog, não é o nome do técnico que garante as vitórias. Vanderlei Luxemburgo já foi cinco vezes campeão brasileiro, mas nesse sábado parece que ele era o interino e Claudinei, agora efetivado, o grande professor. Por isso digo e repito: nenhum técnico brasileiro merece ganhar mais do que 80 mil reais por mês. Claudinei já está no teto.

2 – Só elenco não basta. O Fluminense utilizou contra o Santos muitos dos jogadores que deram ao time o título brasileiro no ano passado: Diego Cavalieri, Fred, Rafael Sóbis, Carlinhos, Gum, Anderson, Wagner… No entanto, perdeu o jogo para jogadores ainda sem grande expressão, como Alan Santos, Leandrinho, Renê Junior, Everton Costa – que, no entanto, mostraram-se mais eficientes.

3 – Campo e torcida não ganham jogo. Esse é um conceito difícil de o jogador brasileiro assimilar, pois está arraigado na cultura do nosso futebol. Mas um campo enorme e seguro como o Maracanã, com um bom gramado, é um campo neutro. Só não joga bem lá quem não sabe. Além do mais, os times cariocas jogam e deixam jogar. Não há desculpa para matar de canela, nem motivo para tremer.

4 – Este Santos, pela realidade do nosso futebol, não é um time ruim. Só precisa confiar mais nele e jogar todas as partidas com a mesma confiança. O próximo jogo, contra o Atlético Paranaense, em Curitiba, será mais difícil do que o deste sábado. Não dará para fazer um gol e tocar de lado. Será preciso ir pro jogo com vontade, e sabedoria, mas sem medo de ser feliz.

Veja os primeiros gols do Santos no novo Maracanã:
http://youtu.be/UlXkjHXAWkU

E pra você, a vitória provou que o Santos pode sonhar alto? Ou não?

Finalmente o Santos fará hoje, às 21 horas, no Maracanã, contra o Fluminense, um jogo fora de casa que poderá vencer. Pelo que jogou contra o Grêmio – estável a maior parte do tempo – e pela instabilidade do time tricolor, hoje os Meninos e os Velhinhos do Claudinei Oliveira poderão dar um passo importante em busca de novas aspirações neste Campeonato Brasileiro.

Ganhar fora de casa amadurece um time e lhe dá confiança para novos embates. Este Santos já derrotou o São Paulo no Morumbi, mas ainda não venceu fora do Estado (o jogo contra o Crac foi pela Copa do Brasil). Hoje isso é possível e explico porquê.

O Santos pode montar um time jovem e rápido para a partida deste sábado e isso costuma ser decisivo em um campo das dimensões do Maracanã. Desde que a essas juventude e rapidez se somem tranqüilidade, determinação, coragem e alguma habilidade. Com Cicinho, Mena, Alison, Alan Santos, Léo Cittadini (ou Leandrinho) e Gabriel a equipe poderá imprimir um ritmo intenso ao jogo e conseguir espaços importantes para chegar ao gol do Flu.

O jogo não terá a marcação cerrada que se viu no Olímpico. O futebol carioca costuma jogar e deixar jogar. Quem é bom, se destaca. Por isso, acho precipitado Claudinei dizer que Léo Cittadini não foi bem e não deverá substituir Montillo. Cada jogo tem uma história. Hoje o garoto teria mais espaço e, por isso, maiores possibilidades de jogar bem.

O GloboEsporte.com anuncia o Santos com Aranha, Cicinho, Edu Dracena, Durval e Mena; Renê Júnior, Alan Santos, Leandrinho e Cícero; Thiago Ribeiro e Gabriel. Por esta escalação, Gustavo Henrique e Alison ficariam de fora, Claudinei voltaria com a dupla de zaga Edu Dracena e Durval e colocaria Renê Junior no lugar de Alan Santos e Leandrinho no de Montillo, que ainda se recuperada da lesão na coxa. Também é uma boa formação.

Por outro lado, será que hoje não é a partida ideal para uma oportunidade para o meia Renato Abreu? Já que foi contratado, e só até o final do ano, tem de ser experimentado, e nada melhor do que entrar diante de um adversário que ele conhece bem, pois nas últimas temporadas defendeu o rival Flamengo.

De qualquer forma, dou a Claudinei o direito da dúvida. Se nós aqui de fora não temos certeza, fiquemos com quem acompanha os treinos e convive com os jogadores. Creio também que este novo salário do técnico, de 80 mil reais, é justo e lhe dará mais tranqüilidade para trabalhar. Como já escrevi, não acho que nenhum técnico brasileiro devesse ganhar mais do que isso. Se fossem tão bons como se acham, não ficariam tanto tempo desempregados, como hoje estão Muricy Ramalho, Émerson Leão, Abel Braga, Ney Franco e outros.

O Fluminense do técnico Vanderlei Luxemburgo deve jogar com Diego Cavalieri, Igor Julião, Gum, Anderson e Carlinhos; Edinho, Jean, Felipe e Wagner; Rafael Sóbis e Fred. É evidente que se trata de um bom elenco, mas não tem se apresentado bem e está um ponto atrás do Santos na classificação do campeonato. A arbitragem será de Leandro Pedro Vuaden (RS). O jogo poderá ser assistido por pay-per-view, que hoje estará liberado para os assinantes da Net.

Se jogar o que sabe e pode, sem se inibir com o chamado fator campo, o Santos voltará no Rio com os três pontos, mas a volta de Fred é um trunfo do adversário, pois o atacante é o craque do time e marca gols em quase todos os jogos. Que Edu Dracena e/ou Durval não percam de vista o grande artilheiro.

Considero o Fluminense um adversário simpático. Contra ele Pelé fez o gol de placa, no Rio-São Paulo de 1961 e foi aplaudido de pé pela própria torcida tricolor nesse mesmo Maracanã. Também contra ele Giovanni & Cia escreveram na história aquela virada inesquecível em 1995, dia em que o oponente souber perder com dignidade, sem dar pontapés ou catimbar. E o Fluminense foi ainda um grande parceiro na luta pela Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, cedendo o seu salão nobre para a explanação, à imprensa do Rio, dos fatos e argumentos que levaram a uma das ações mais edificantes que a CBF já fez, que foi unificar os títulos nacionais e fazer justiça à geração de ouro do nosso futebol.

O Santos e o Criança Esperança

Sem patrocínio master, o Santos já apoiou a Ong do Neymar, divulgou a campanha Sócio Rei e no jogo desta noite anunciará em sua camisa o projeto Criança Esperança, promovido pela Rede Globo. Para boa parte dos santistas, esta submissão à rede de televisão que domina o futebol brasileiro é uma vergonha, já que o Santos tem sido preterido nas suas transmissões de canal aberto.

Para outros, porém, que devem achar que “quem pode, manda, e quem tem juízo, obedece”, esta bajulação já faz parte da estratégia do novo gerente de marketing, Fernando Montanha, de diminuir a animosidade que existe entre os santistas e a maquiavélica rede de televisão.

Será que foi apenas coincidência que depois de ter entrado em campo com a camisa do SBT, em uma final com o São Caetano, o Vasco tenha caído em desgraça, a ponto de ser rebaixado? Ou que, recentemente, o Coritiba foi prejudicado pela arbitragem contra o Itaquerense depois que Alex disse que a Globo comanda o futebol no Brasil?

Será também coincidência que os jogos do Santos tenham sido esquecidos – mesmo quando o time mantinha, a duras penas, o astro Neymar – depois que a torcida santista comemorava os títulos mandando a Globo chupar? Foi coincidência que a Globo tenha interferido na tabela da Copa Libertadores de 2011, prejudicando o Santos e favorecendo o seu time-parceiro? Enfim, Montanha quer ficar bem com a toda poderosa, e ele deve ter os seus motivos.

Creio que um canal de tevê só do Santos, que transmita todos os jogos do Glorioso Alvinegro Praiano a um preço razoável, será a opção do futuro, mas por enquanto o clube é um devedor da Globo – pois já sacou vários adiantamentos para pagar dívidas – e ao menos nos próximos anos não terá como partir para um alternativa independente, como a utilizada com sucesso pela TV Benfica, de Lisboa.

E você, o que acha do jogo contra o Flu e da média com a Globo?


Santos perde terceira seguida e volta a correr riscos

Bahia, Sport e, ontem, Fluminense, por 1 a 3. Assim, o time que sonhava com uma vaga na Libertadores cai na real e terá de voltar a lutar contra o rebaixamento. Este é o Santos de Muricy Ramalho, o técnico que insiste com Juan na lateral-esquerda e escala o inútil Bill no ataque. O pior é que se o presidente Luis Álvaro disse que renovou o contrato milionário de Muricy “com um sorriso de orelha a orelha”, então para Laor e o comitê gestor do clube deve estar tudo ótimo.

Com apenas 26 pontos ganhos, dos 69 que disputou neste Brasileiro, o Santos faz uma campanha vergonhosa e está a apenas seis pontos da zona de rebaixamento. Se perder os próximos dois jogos, para São Paulo e Flamengo, deverá entrar para o grupo dos clubes que disputarão a Série B em 2013.

O que dói mais é que o torcedor já tinha percebido bem antes do nosso sapientíssimo treineiro que a escalação de Juan na lateral-esquerda e Bill no comando do ataque não poderiam dar boa coisa. Pois Juan falhou na cobertura dos dois gols iniciais do tricolor carioca, enquanto Bill nem foi visto em campo. Outro que teve uma atuação preocupante foi o goleiro Rafael, que está merecendo um descanso.

Na minha coluna de hoje no jornal Metro de Santos comparo a Neymardependência com a Era Pelé e chego à conclusão, óbvia, de que o Santos da década de 1960 dependia muito menos do Rei do Futebol do que o de hoje depende de Neymar. Inacreditável como a equipe se torna indigente sem o Menino de Ouro.

O criador do Muricybol ainda teve coragem, depois da partida, de reclamar da Seleção Brasileira que lhe tirou Neymar e Arouca. Ora, o Fluminense também não teve Fred e Deco e mesmo assim dominou a partida. Um técnico de mais personalidade admitiria sua incompetência e pediria demissão, antes que seja tarde demais. Porém, a bem da verdade, a responsabilidade não é só do treinador.

Ele não tem culpa se a direção do clube, que não entende bulhufas de futebol, aceitou lhe pagar um salário descabido apenas para promover rachões e dar desculpas esfarrapadas depois das derrotas.

Reveja os gols que jogaram o Santos perto da zona de rebaixamento:

http://youtu.be/8gSPBWp5NeQ

E você, tem algo a dizer sobre mais essa derrota do Santos?


Lidar com Meninos exige competências que Mano Menezes não tem

Outro dia um leitor deste blog perguntou qual o segredo do Santos para revelar tantos garotos bons de bola. Expliquei que não era só questão de “investir nas categorias de base”, mas amar e compreender os Meninos. Isso exige uma atitude sincera, não pode ser imposta. O inseguro e parcial técnico Mano Menezes nunca transmitiu a confiança e o carinho que os Meninos precisam para jogar futebol. Este tem sido o maior problema da Seleção Brasileira.

Inseguro porque nunca repete uma escalação. Parcial porque dois dos intocáveis do seu time – os medíocres Lucas Leiva e André Santos – são empresariados por Lucas Leite, o mesmo empresário de Mano Menezes, o que, além de tudo, é extremamente anti-ético.

Neymar, considerado o melhor jogador da Libertadores; o genial Paulo Henrique Ganso, o craque Robinho e o artilheiro Pato foram várias vezes substituídos, mas Lucas Leiva e André Santos, nunca. Dá para confiar em um técnico que usa o cargo para defender interesses de parceiros comerciais?

Parece que muitos já se esqueceram de que Mano Menezes foi colocado neste cargo, após as desistências de Muricy Ramalho e Luiz Felipe Scolari, com o objetivo de promover a renovação da Seleção Brasileira com vistas à Copa de 2014. No começo, ele convocou vários jovens – entre eles André, Wesley, Hernanes… –, mas, com o tempo, foi deixando o time com a sua cara. Ou seja, sem cara alguma.

É óbvio que Mano não é o técnico ideal para renovar a Seleção. O seu autoritarismo e mau humor não combinam com a nova geração, que não é mais submissa como antes, que não funciona na base do esporro. Ainda mais quando percebe que o técnico tem os seus privilegiados que, joguem bem ou mal, sempre serão titulares.

Foi uma derrota dos veteranos e de um técnico inseguro

Jornalistas mal-intencionados ou precipitados, sempre acompanhados por um séqüito de leitores igualmente maledicentes, estão fofocando que a eliminação na Copa América se deveu a “preciosismo e firulas” dos Meninos. Ora, é uma afirmação tão idiota, que só mesmo idiotas podem acreditar nela.

As piores falhas individuais da Seleção foram do tarimbado goleiro Júlio César, de 31 anos e 10 meses; do experiente zagueiro Lúcio, 33 anos, e do lateral-direito Daniel Alves, 28 anos.

Ontem, depois de dominar a partida e criar inúmeras oportunidades de gol – muitas delas salvas por defesas incríveis do goleiro paraguaio Justo Villar –, ainda havia a possibilidade de se vencer na cobrança de pênaltis. E o que vimos então?

Vimos quatro veteranos, Elano, Thiago Silva, André Santos e Fred – cuja média de idade é de 28 anos e três meses –, perder as quatro cobranças seguidamente. Não havia um só garoto entre eles. Assim como não havia mais Neymar e Ganso na maior parte dos 30 minutos da prorrogação, quando o time deixou de pressionar com inteligência e se transformou em um amontoado na busca desesperada do gol.

A pergunta não é se os Meninos servem ou não. Eles continuarão no time e jogarão a Copa de 2014. Ou querem de volta os perdedores das Copas de 2006 e 2010? A pergunta é se Mano Menezes é o técnico ideal para comandar essa renovação. Para mim, ficou evidente que não é.

Ouçamos Romário, esse manja de futebol

Pelo twitter, Romário, o último grande craque brasileiro, desabafou sua raiva pela eliminação do Brasil e pela postura oportunista de boa parte da crônica esportiva – formada, em sua maioria, por pessoas que jamais deram um chute na bola. Escreveu o Baixinho:

“Vou dar uma opinião, p mim, independente do resultado, continuo dizendo q Ganso e Neymar são os melhores atualmente do Brasil”.

“Mas nós temos que parar de comparar aqueles que estão começando com os jogadores que já fizeram sua história”.

“O problema é q esse monte de comentaristas, locutores e jornalistas não sabem p… nenhuma de futebol e falam um monte de besteira”.

“Galera, vou finalizar p não falar mais m… Jogou mal, perdeu nos pênaltis, os q esperávamos n jogaram bem e a mídia, bem babaca, começa a falar um monte de coisa nada a ver, até pq, são esses q vamos ter q contar daqui p frente”.

“Resumindo, geral puto, triste e c raiva, mas n vamos ouvir os babacas n. Vamos dar força p os moleques (Ganso e Neymar)”.

Santos vence a Copa Brasil Sub-15 com show de bola no final

Sábado, em Arapongas/PR, com um show de “preciosismo e firulas” que encantou a torcida, o Santos criou oportunidades para marcar uns dez gols, mas fez apenas três, não sofreu nenhum, e conquistou a Copa Brasil da categoria Sub-15. O coadjuvante da final foi o São Paulo.

Tudo indica que deste time sairão novos Meninos para manter a tradição do Alvinegro Praiano. O de maior destaque é o meia Gabriel, que fez o seu gol nas seis partidas em que jogou e tem sido preparado com carinho para o time profissional.

Para chegar ao título, o Santos venceu o Grêmio/RS por 2 a 0, o Flamengo por 4 a 2 e o Atlético Mineiro por 4 a 1. Já classificado, perdeu para o Coritiba por 1 a 0. Nas quartas-de-final empatou por 1 a 1 com o PSTC, de Londrina, e na semifinal empatou pelo mesmo placar com o Cruzeiro, vencendo estes dois jogos nas cobranças de pênaltis.

Sábado, passeou em campo contra o São Paulo, a quem venceu com gols do meia Gabriel, do zagueiro Marcel e do volante Fernando.

Veja o filme com os melhores momentos da final:

E você, acha que Mano Menezes é o técnico ideal para promover a renovação da Seleção Brasileira? Quem você sugere para o cargo?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑