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Derrota para o Vitória mostra que chegou a hora de renovar o Santos

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Que tal começar agora a renovação do Santos?

No sábado comemoramos 50 anos de um título mundial que o Santos ganhou na raça. Mesmo desfalcado de Pelé, Calvet e Zito, derrotou duas vezes o Milan, campeão europeu, virando uma partida de 2 a 0 para 4 a 2. Neste domingo, mesmo precisando do triunfo, vimos um Santos perder do humilde Vitória sem ao menos lutar. A imagem desses dois momentos distintos na história do clube já diz tudo. Chegou a hora de renovar e repensar o time do Santos.

Mas antes eram craques, lembrarão alguns, hoje a equipe é formada por jogadores medianos. Concordo. Mas há qualidades que independem da técnica – a fibra é uma delas – e a maioria dos jogadores deste Santos de 2013, infelizmente, não as têm. O time jogou como se tivesse cumprido sua meta ao evitar o rebaixamento. Não houve ranger de dentes, nem arrancar de cabelos. Perdeu mais uma fora de casa como se fosse um jogo qualquer. Uma pena.

A vitória manteria o Santos ao menos na luta pela vaga na Libertadores. Seria muito difícil? Sim. Mas agora que a chance não existe, o que vai se fazer com os três jogos que faltam? Eu sugiro que se dê férias à maioria dos titulares e se escale um time só de garotos. Tenho certeza de que ao menos haverá mais vontade, o que positivamente faltou nesse confronto com o Vitória.

2 a 0 foi pouco. O time de Ney Franco dominou a partida e poderia ter feito mais. No Santos, ninguém se destacou. Thiago Ribeiro perdeu gol feito, Bruno Peres falhou feio no primeiro gol do adversário e Émerson Palmieri falhou no segundo. Cícero, Montillo, Thiago Ribeiro e Geuvânio desta vez pouco fizeram. O campo e a bola são os mesmos, mas quando joga fora de casa este Santos parece outro, bem inferior.

O lado positivo dessa derrota é que o clube, sem maiores aspirações no Brasileiro, a não ser uma vaga para a Sul-americana, poderá planejar com mais antecedência o futebol para 2014. Quem sabe se pela primeira vez nos últimos anos o plantel é montado com critério e inteligência, assim como a comissão técnica? Tempo haverá, já que a três rodadas para o final o Santos já está no limbo.

É mais do que evidente que chegou a hora da renovação tão esperada no Santos. Nos próximos dias vamos analisar com calma e critério quem, deste elenco, deve permanecer ou sair do clube.

Hoje é preciso atacar. Só a vitória interessa meeeesmo.

Com 48 pontos, o Santos poderá alcançar 60 ao final do Brasileiro e habilitar-se para, se não der para ficar no G4, alcançar uma vaga para a Libertadores caso o Atlético Paranaense vença a Copa do Brasil, ou o Atlético Mineiro fique entre os quatro mais bem colocados. Por isso, não dá para se contentar com outro resultado a não ser o triunfo sobre o bom Vitória de Ney Franco, no Barradão.

Sem risco de ser rebaixado, o Santos pode jogar mais solto e adotar uma postura mais ofensiva. Claudinei Oliveira, que para mim não está totalmente descartado para 2014, manterá o mesmo time que venceu o Bahia por 3 a 0 no meio da semana, ou seja: Aranha, Cicinho (Bruno Peres), Edu Dracena, Gustavo Henrique e Émerson Palmieri; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

É uma equipe que está se mostrando mais entrosada, errando menos passes e sendo mais efetiva diante do gol adversário. Geuvânio, quem diria, é o patinho feio que está dando certo, desbancando os badalados Victor Andrade, Neilton e Gabriel. O Caveirinha tem dado o sangue na marcação da saída de bola do adversário e também nas investidas de ataque. O torcedor gosta de jogador assim.

Montillo, Cícero e Thiago Ribeiro formam um bom trio ofensivo, completado pela garra de Geuvânio. Algo me diz que Alan Santos ainda se firmará como titular, provavelmente no lugar de Arouca. Aos poucos, finalmente, o Santos adquire uma cara e uma personalidade. Creio que possa mesmo vencer o Vitória, mas será preciso confiança e regularidade.

Ney Franco deverá escalar o Vitória com Wilson, Ayrton, Victor Ramos, Kadu e Juan; Cáceres, Marcelo, Escudero e Renato Cajá; Marquinhos e Dinei. Trata-se de um time leve, rápido e flexível, que se adapta às condições do jogo e nunca deixa de lutar pela vitória, ainda mais quando joga em seu campo.

Com 51 pontos, o Vitória precisa vencer para voltar a se aproximar do G4, grupo a que pertenceu durante boa parte do campeonato. Mas, se perder, será alcançado pelo Alvinegro Praiano. Ou seja: para os dois times só os três pontos interessam. Um empate fará com que ambos morram abraçadinhos.

A arbitragem será de Sandro Meira Ricci (PE – FIFA), auxiliado por Elan Vieira de Souza (PE) e Albino Andrade Albert Junior (PE). Como não há interesses de terceiros em jogo, não há motivos que ocorrerão erros intencionais. Boa sorte ao trio.

E você, acha que teremos um Santos ofensivo contra o Vitória?

Claudinei Oliveira por Ney Franco. Vamos analisar essa troca?

Este domingo coloca frente a frente os técnicos Claudinei Oliveira, do Santos, e Ney Franco, do Vitória, a partir das 17 horas, em Salvador. Qualquer que seja o resultado, porém, ele não deverá mudar o destino dos dois treinadores. O Santos já fez proposta por Ney Franco, o que quer dizer que Claudinei Oliveira perdeu sua grande chance de iniciar a carreira firmando-se em um time grande.

Mas que conseqüências poderá trazer essa mudança? Vamos analisar, sob alguns aspectos concretos, essa troca de comando técnico no Alvinegro Praiano?

Valorizar os jovens

Claudinei foi promovido ao time profissional por ter tido sucesso com as divisões de base do Santos e porque o clube percebeu que Muricy Ramalho não sabe e não gosta de trabalhar com jovens. A perspectiva era a de que Claudinei utilizasse muitos dos garotos campeões do sub-20 e formasse um time de futuro com eles, seguindo a tendência histórica do Santos.

Isso foi feito em parte. Muitos garotos tiveram realmente a oportunidade de jogar entre os profissionais, alguns pareciam até terem se firmado como titulares, casos de Giva, Neilton e Leandrinho – mas hoje apenas o zagueiro Gustavo Henrique e o volante Alison ganharam a posição, e mais dois, Alan Santos e Geuvânio, estão prestes a fazê-lo.

Parece pouco, mas é um bom começo. Os veteranos Durval e Léo finalmente deram seus lugares para jogadores de mais juventude, fôlego e vontade. Willian José e Everton Costa parece que aos poucos também vão saindo de cena. Foi só Claudinei começar a ouvir o torcedor e o time rendeu mais.

Mas aí é que aparece uma das razões do desgaste de Claudinei com o torcedor: ele começou usando muitos garotos, mas foi diminuindo, diminuindo, a ponto de firmar como titulares Willian José e Everton Costa, mesmo tendo à sua disposição meninos como Giva, Neilton, Victor Andrade e Gabriel.

Por outro lado, Ney Franco trabalhou muito bem com a Seleção Brasileira sub alguma coisa que se tornou campeã sul-americana com Neymar, Lucas e Oscar, entre outros. Dizem que ele poderá revelar novos Meninos da Vila. Parece que Ney, apesar de seu jeito mineirinho de ser, tem coragem e personalidade para colocar veteranos no banco e promover garotos (isso é o que teria causado seus problemas no São Paulo).

Se confirmar essa sua capacidade, Ney Franco se colocará um passo à frente de Claudinei, que ainda depende muito de resultados para se manter na profissão e por isso prefere não se arriscar demasiadamente com os jogadores vindos da base.

Tática ofensiva

É só dar uma passada d’olhos no elenco do Vitória para perceber que Ney Franco conseguiu montar um time ofensivo sem estrelas e sem sangrar os cofres do clube. Essa é uma vantagem insubstituível nos tempos de hoje, em que se busca eficiência e baixo custo. Para completar, jogar pra frente está no instinto atávico do Santos. Desde Adolfo Millon e Arnaldo Silveira o Alvinegro Praiano não prioriza a defesa.

Nesse particular, Claudinei Oliveira fica bem atrás, pois apesar de ter se mostrado menos defensivista do que o boquirroto Muricy Ramalho, ainda assim preferiu a defesa ao ataque, e por isso deixou escapar algumas vitórias que, se concretizadas, deixariam o Santos na turma da Libertadores.

Relacionamento

Quando lhe perguntaram qual foi o legado deixado por Ney Franco no São Paulo, Rogério Ceni respondeu: “Zero”. Isso pode querer dizer que o técnico não fez nada de útil no São Paulo, mas pode também significar que ele tentou fazer coisas que iam contra os interesses de Ceni – e, provavelmente, de outros veteranos, como Lúcio e Luís Fabiano – e por isso é tão pouco valorizado pelo goleiro.

No Santos, Franco provavelmente viria com a responsabilidade de promover a renovação do time, e todas as circunstâncias contribuem para isso. Dos jogadores mais experientes, os únicos que se mantêm como titulares são Edu Dracena e Arouca. Ambos, porém, são plenamente substituíveis. Arouca ainda tem um bom valor de mercado e poderia ser usado em uma troca interessante. Dracena, se não for negociado, pode se revezar com outros jogadores na zaga.

Se Claudinei já tivesse promovido essa renovação, suas chances de continuar no Santos seriam maiores. Ele subiu com a incumbência de utilizar mais os jovens, mas percebeu a força política dos veteranos e preferiu contemporizar para não ser fritado. Agora, com as prováveis saídas de Léo, Durval, Marcos Assunção e Arouca, o caminho está aberto Ney Franco implantar um sistema de jogo menos preguiçoso e mais ofensivo.

Como se deparará com um grupo em transformação, sem lideranças consolidadas, Ney Franco poderá estabelecer uma relação de confiança e amizade com os jogadores, principalmente os mais jovens, garantindo um bom relacionamento que poderá mantê-lo no cargo por mais de uma temporada.

Mas há um empecilho que põe em risco essa harmonia: trata-se do auxiliar técnico de Franco, Éder Bastos. Como Franco não costuma acompanhar os treinos (?), essa incumbência é passada a Bastos, que acaba adquirindo tanto ou mais ascendência sobre os jogadores do que o técnico. O Santos não quer contratar Éder Bastos, mas Franco insiste em trazer seu auxiliar… Este impasse, aliás, é o único que ainda pode impedir a vinda de Ney Franco à Vila Belmiro (e esse negócio de não acompanhar os treinos também tem de ser melhor explicado… depois de Muricy, o santista não agüenta mais técnico indolente).

Investimento

Pelo trabalho que Claudinei já realizou, sua relação custo x benefício foi das melhores que o Santos já teve com um técnico (sem nos esquecermos de que o também interino Marcelo Martelotte levou o time ao oitavo lugar no Brasileiro de 2010). E como recebe 80 mil mensais, mesmo que renove com 100% de aumento ainda assim ganharia menos da metade do salário de Ney Franco, que será de 350 mil mensais. Portanto, Claudinei representa, sem dúvida, um investimento bem menor do que Ney Franco.

Ambição

A extrema irregularidade dos times neste Campeonato Brasileiro, da mesma forma que fez com que 14 das 20 equipes corressem risco de rebaixamento, deu a muitas a possibilidade de lutar no mínimo por uma vaga na Copa Libertadores. O Santos chegou a ficar bem perto do G4, mas em nenhum desses momentos cruciais o time mostrou determinação, confiança e futebol que o pudessem levar ao objetivo. Para muitos, o responsável pela falta de ambição da equipe foi o técnico Claudinei Oliveira, que o tempo todo pareceu contente em manter a equipe na Série A.

Um técnico mais experiente, que já está no ponto de obter uma conquista memorável, como a de um título brasileiro, saberia comandar o Santos com firmeza e destemor nesses jogos decisivos? A maioria dos santistas, na qual me incluo, acha que sim. Os empates sofridos em cima da hora para Vasco e Coritiba, na Vila Belmiro; a derrota para a Portuguesa, em São Paulo, por acachapantes 3 a 0; o empate com o Vasco, em São Januário, depois de estar dominando o jogo e vencendo por 2 a 0, e o empate na Vila diante do já rebaixado Náutico, são exemplos de partidas que roubaram do Alvinegro Praiano os pontos necessários para mantê-lo entre os mais bem classificados da competição.

O que um técnico passa aos jogadores no vestiário é determinante. Se ele vender que um empate fora de casa já é um grande resultado, o ânimo de seus comandados para buscar a vitória será bem menor. Mas se ele diz que é possível ganhar, explica como e destaca que é importante buscar os três pontos, o time se empenhará mais. É aí que entra a ambição do treinador, algo que Ney Franco tem mais do que Claudinei.

A conclusão é sua

Leia, releia, concorde, desaprove, faça a sua análise e nos diga o que acha dessa troca de Claudinei Oliveira por Ney Franco.


Cinco pontos básicos de um projeto vencedor para o Santos

Real Madrid marcou 8.571 gols oficiais até 02/11/2013

O link abaixo, pesquisado por meio do Google espanhol, mostra que o Real Madrid marcou 8.571 gols até o dia 2 de novembro de 2013. Quando se sabe que o Santos marcou 11.977, constata-se que há uma diferença de 3.406 gols a favor do time brasileiro.

A diferença na verdade não é tão grande, pois o clube espanhol, em que pese computar os gols marcados em torneios não oficiais, não conta os gols assinalados em amistosos. De qualquer forma, a grande diferença favorável ao Santos é inalcansável, pois para marcar 3.406 gols o Real teria de manter a média de 3 gols por jogo durante 1.135 partidas.

http://es.wikipedia.org/wiki/Anexo:
Estad%C3%ADsticas_del_Real_Madrid_Club_de_F%C3%BAtbol#Estad.C3.ADsticas_globales

Os Meninos mantêm a esperança

O Santos venceu o Atlético por 6 a 1, na Vila Belmiro, e está na final da Copa do Brasil Sub-20. Veja os bastidores, os gols e se emocione com a emoção da garotada:

Cinco pontos básicos de um projeto vencedor para o Santos

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Mais do que um salvador da pátria, o Santos precisa de um projeto vencedor, de um programa que aborde desde as categorias de base até a administração financeira do clube e seja obedecido tanto pelo presidente, como pelo comitê gestor e a diretoria. Essa filosofia pensada, discutida e implantada, deve ser maior do que as presunçosas decisões individuais que levaram o Santos a esta situação de crise e penúria.

A administração que se definiu profissional revelou-se pior do que amadora, pois navegou o tempo todo entre a inconseqüência, a prevaricação e a temeridade. Tornar o Santos um clube rico a fórceps não deu certo. Não é pagando salários de altos executivos que se vai transformar parceiros de chapa em profissionais altamente qualificados. O mercado tem suas próprias leis. Não há milagre.

Não se cozinha um bom feijão em fogo alto. É preciso tempo, calma, competência e trabalho. Quem acha que ter um emprego em um clube de futebol é mais ou menos como gozar férias remuneradas, mais cedo ou mais tarde cai do cavalo. As exigências de uma agremiação como o Santos não têm fim…

Criatividade e trabalho é o que se exige e se exigirá de todos que vierem a ter cargos no Santos. Criatividade para fugir do lugar-comum e descobrir caminhos que os concorrentes ainda não conhecem, e trabalho para, na pior das hipóteses, vencer pela persistência. Uma olhada no futebol dos grandes clubes de Minas Gerais e do Rio Grande do Sul dá uma ideia do que estou falando.

Para encurtar a história, revelo o que, para mim, seriam os cinco pontos principais de um projeto vencedor para o Santos:

1 – Administração financeira compatível com a realidade do clube e do mercado

Logo que o Luis Álvaro assumiu escrevi que o fato de a nova gestão contratar pessoas com salários 150% maiores do que os funcionários anteriores, e com registro pela CLT, era uma bomba-relógio que implodiria as finanças do clube. Fui chamado ao Santos e me disseram que registrar pela CLT era a maneira correta de se agir e que os salários eram compatíveis com os níveis de cada atividade. Não aceitei as explicações, mas assim decidiram entre eles e assim foi feito.

O be-a-bá das finanças diz que não se pode gastar mais do que se arrecada. Ao aumentar em mais de 150% sua folha de pagamentos, o Santos se impôs uma meta de faturamento que só foi conseguida no início da gestão, no primeiro semestre de 2010, quando os jogadores ganhavam menos e, afortunadamente, o time estava ganhando tudo. Depois, as variáveis mudaram para baixo, mas o gasto fixo continuou alto, gerando o enorme déficit atual, como qualquer criança poderia prever.

2 – Adotar uma escola de jogo ofensivo

O grande ataca, o pequeno se defende. Está é a norma tática fundamental que prevalece no futebol. E o santista está acostumado a ver o time jogando pra cima dos adversários. Ter defesa menos vazada também é muito bom, mas para os outros. O ataque mais positivo foi, sempre, a grande motivação do Santos e a alegria dos santistas. Há mais harmonia entre time e torcida quando o Alvinegro Praiano joga pra frente. Não é à toa, é sempre bom repetir, que o Santos ainda é o time que fez mais gols na história do futebol. Essa vocação está impregnada na alma santista.

Não é por acaso, também, que da Vila Belmiro surgiram grandes atacantes do futebol. O santista gosta e tem paciência com seus Meninos. É preciso que o clube também tenha paciência e dedicação ao prepará-los. Muito treino de fundamento é essencial. E a tática tem de ser ofensiva, sempre, desde a base.

Outro dia vi uma bela matéria sobre o futebol belga, que depois de estudos chegou à conclusão de que só jogará no sistema 4-3-3, ou seja, sempre com três atacantes. Isso é ensinado desde a base e o resultado está levando o futebol do País a níveis e resultados admiráveis.

No Santos, isso mudará a forma como o clube se relaciona com os técnicos. Não serão eles que terão carta branca para jogar no sistema que quiserem. Terão liberdade, desde que não coloquem o time na defesa sem justificativa. Acabará a modorra de ficar todo mundo do meio de campo para trás…

Para quem acha que não se pode jogar pra frente com um time limitado tecnicamente, eu cito o Atlético Paranaense, e mesmo o Cruzeiro. Ambos não têm atacantes excepcionais, mas são ofensivos e conseguem muitas vitórias, mesmo jogando fora de casa.

Há outras duas grandes vantagens em se manter eternamente um esquema ofensivo: 1 – O técnico contratado terá o perfil adequado e já saberá o que se espera dele. Não veremos mais o time acomodado, preguiçoso, tocando de lado para segurar o 0 a 0. Adotar um esquema ofensivo exige mais dos jogadores e da comissão técnica, que terão de treinar mais, ensaiar mais jogadas, serem mais criativos e arrojados.

A valorização excessiva do futebol defensivo acaba nisso que estamos vendo no Santos: o técnico pedir para um garoto rápido e driblador, como o Victor Andrade, entrar em campo para marcar o ponta. Ora…

3 – Cercar-se de quem entende de futebol e tem afinidade com o Santos

É uma falha grave deixar de contar com a experiência, a visão e o amor ao Santos de ídolos como Zito, Mengálvio, Lima, Pepe, Dorval, Clodoaldo, Coutinho… Uma padaria sem padeiro não pode dar certo.

4 – Dar a todos os santistas a possibilidade de se associar ao clube

Muitos santistas moram tão distantes da Vila Belmiro, que jamais venham a ter a felicidade de assistir a um jogo do Santos no famoso Alçapão. Porém, mesmo assim querem ser sócios, querem contribuir para o crescimento do clube. E o que o Santos está oferecendo a esses torcedores? Nada!

A ideia das embaixadas parece que nasceu e terminou em Brasília. Será que ainda não ficou claro que exigir 100 sócios para se abrir uma embaixada é uma bobagem? Por que não 30, 20, 10, 5 sócios apenas? De um pequeno núcleo virão mais pessoas e a simpatia pelo Santos se expandirá pelo quarteirão, pela rua, pelo bairro, pela cidade, pelo país. O Santos tem de se deselitizar.

Que haja várias modalidades de associação e que todas dêem brindes ou vantagens aos santistas. Acostumados, infelizmente, a terem tão pouco, o que puder ser feito nesse sentido já será um passo importante para consolidar o Santos como o time nacional que é desde os anos 60.

5 – Jogar mais vezes onde há mais santistas

O Santos precisa de visibilidade, precisa deixar bem claro o seu caráter nacional. Não será mandando todos os seus jogos na querida Vila Belmiro que conseguirá isso. É preciso coragem e visão para sair do rabo da saia da mamãe Urbano Caldeira, mas se o clube conseguir dar esse passo, estou certo que os santistas do Brasil garantirão o sucesso dessa empreitada.

Pesquisei agora mesmo no maravilhoso Almanaque escrito pelo professor Guilherme Nascimento e constatei que em 1962, provavelmente o ano mais feliz de sua existência, em que completou 50 anos de vida conquistando todos os quatro títulos que disputou, o Santos jogou 67 partidas, em 31 cidades diferentes, sendo que 24 delas, ou 35,8% foram na Vila Belmiro.

Sim, a Vila foi o estádio me que mais atuou, mas ainda assim exibiu-se seis vezes no Pacaembu, duas no Maracanã, quatro em Lima, três em Buenos Aires, três em Paris, duas em Montevidéu…

Perceba que o grande Santos era universal, sem deixar de manter os pés bem fincados na Vila famosa. O que impede que isso possa ser repetido hoje? Até porque em 1962 o Alvinegro Praiano não tinha na Capital ou no Interior do Estado o enorme contingente de torcedores que tem hoje.

Portanto, estes são os cinco pontos que considero fundamentais para se iniciar um projeto vencedor para o Santos: 1 – Administração financeira realista; 2 – Escola de futebol ofensivo; 3 – Ídolos como consultores do clube; 4 – Facilidades a quem quer se associar ao Santos; 5 – Jogar aonde o santista está.

E pra você, o que seria essencial em um projeto vencedor para o Santos?


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