Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: futebol profissional

A força da grana

Agora que o Santos assumiu, finalmente, o segundo lugar no Campeonato Brasileiro, e poderia se concentrar unicamente na perseguição ao líder, surgem rumores de que Lucas Lima já assinou um pré-contrato com o Palmeiras e que o alviverde também está interessado no goleiro Vanderlei. É muito olho grande do rival, mas não podemos nos esquecer de que recentemente este mesmo clube aproveitou uma situação difícil do Alvinegro Praiano para levar Arouca e Aranha de uma tacada só. No futebol profissional o dinheiro fala mais alto. Sempre.

Patrocinado pela Crefisa, que pode terminar este ano com um aporte de 150 milhões de reais ao clube, dono de uma arena moderna, localizada bem no coração de sua torcida, com a média de 31.514 pagantes por partida em 2017, e um programa de sócios que alcança 122 mil pessoas, a verdade é que hoje o Palmeiras tem muito mais bala na agulha do que o Santos e pode, sim, desfalcar o Alvinegro Praiano.

Jogadores são profissionais e têm carreira curta. É ilusão pensar que continuarão em um clube por amor a ele ou pela importância histórica de sua camisa. Geralmente querem ganhar mais no menor tempo possível e mesmo que não sejam tão dinheiristas, são levados a agir assim por seus empresários, amigos e parentes, que de alguma forma dependem de seus ganhos.

Como o presidente santista descobriu no caso de Robinho, não se segura um craque com apelos melosos e lágrimas, mas com um bom salário e condições de trabalho satisfatórias. Se o Santos não puder oferecer isso, dependerá de seus meninos revelados na base ou de jogadores desconhecidos e desvalorizados que aceitem rendimentos modestos.

Se optasse por fazer seus grandes jogos em estádios maiores desde o início de 2014, o Santos teria arrecadado, no mínimo, um lucro líquido de oito milhões de reais por ano. Se, a exemplo de outros grandes clubes brasileiros, tivesse investido em uma campanha para atrair mais sócios, fatalmente já teria ultrapassado a marca de 100 mil associados, a exemplo dos três grandes da capital paulista, dos dois grandes de Minas e do Rio Grande do Sul e do Flamengo. Porém, enquanto oito clubes brasileiros passaram a marca de 100 mil sócios, nos últimos anos o Santos caiu de 65 mil para 23 mil associados.

Digamos que um sócio dê um lucro líquido de apenas 10 reais por mês. Então, 100 mil sócios equivalem a um milhão de reais mensais, ou 12 milhões por ano. Em dois anos e meio esse valor atingiria 30 milhões de reais. Com mais 20 milhões de lucro nas arrecadações, chegaríamos a 50 milhões de reais desde o início da gestão atual que dirige o clube.

Sem contar que uma coisa puxa a outra. Com um mailing de 100 mil associados e uma média de público de 25 mil pessoas, o Santos negociaria outros valores de patrocínio de camisa e de material, além de poder aspirar a uma cota de tevê mais generosa.

Nos concentremos, porém, nos 50 milhões de reais, em dois anos e meio, que dependeriam apenas do Santos. Essa receita, somada à necessária contenção de despesas na área administrativa, um item ignorado pela atual direção do clube, tornariam o Alvinegro Praiano mais competitivo e menos fragilizado diante do assédio de seus endinheirados rivais.

Sim, porque um clube de futebol pode não ser um banco, mas se não tiver as finanças equilibradas e não puder fazer frente às investidas dos adversários, se tornará um eterno coadjuvante no mundo cada vez mais competitivo do futebol profissional.

AJUDE O GRANDE LIVRO DO SANTOS A NASCER

Felizmente a Kickante entendeu a importância do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra” e nos deu mais um mês de campanha de pré-financiamento para lançar esta que é uma das obras mais impactantes da história do Santos e do futebol. Agora faltam apenas 19 dias para o encerramento do prazo final. Se você ainda não participou, participe.

Da meta de R$ 48 mil, suficiente para cobrir os custos gráficos da impressão de dois mil exemplares, passamos da metade. Há muitas formas de recompensa para quem participar da campanha. Desde doar 10 reais, até comprar uma cota de patrocínio por 15 mil reais, que dá direito a 100 exemplares, 30 convites para a festa de lançamento, ter o logotipo da empresa impresso no livro e ser divulgado pela assessoria de imprensa.

O livro se baseia na ampla pesquisa de Marcelo Fernandes, um santista que mora em Luxemburgo, e em alguma pesquisa e texto meus. Só digo uma coisa e depois me cobrem: quem não participar, vai se arrepender. Esse livro ficará marcado na história do Santos e da literatura mundial do futebol.

Agora assista a este filme inglês e não se emocione, se puder:

Clique aqui para garantir o seu exemplar e ajudar no lançamento do livro único SANTOS FC, O MAIOR ESPETÁCULO DA TERRA.

No meu aniversário, quem ganha o presente é você

Setembro é mês do meu aniversário e resolvi comemorar com os frequentadores deste espaço promovendo uma oferta inédita das obras expostas na Livraria do Blog.

time-dossie ok

Para atender aos pedidos dos santistas das embaixadas e demais grupos de torcedores espalhados pelo País, criei preços especiais também para a compra de três, quatro e cinco exemplares, tanto do Dossiê de Unificação dos Títulos Brasileiros a partir de 1959, como do Time dos Sonhos.

Neste mês, três exemplares desses dois livros sairão por 75 reais, quatro por 85 e cinco por 95 reais. E todos os pedidos com frete grátis e dedicatórias exclusivas. Faça as contas e veja que não dá para perder. É a oportunidade de presentear os amigos ou já guardar para o Natal.

E caso alguém queira uma quantidade maior do que cinco exemplares, é só enviar e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que estudaremos as melhores condições possíveis. O interesse, como sempre, é ver o santista e conhecendo a rica história do clube, elemento fundamental no fortalecimento da marca Santos.

Clique aqui para entrar na Livraria do Blog e conferir todas as ofertas

Todos os PDFs a R$ 1,00

O sistema da loja do blog não permite que se distribua livros sem nenhum pagamento. Então, coloquei o preço de todos os PDFs a apenas um real. Isso mesmo. Qualquer PDF, neste mês de setembro, custará apenas um real.
Comprar com cartão, de débito ou crédito, é totalmente confiável pelo sistema do PagSeguro, mas se quiser pode escolher por boleto ou mesmo fazer depósito bancário (nesse último caso, informe-se pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Dentre os PFDs, há quatro livros que falam do Alvinegro Praiano

– Donos da Terra, a história do primeiro título mundial do Santos
Clique aqui para comprar Donos da Terra
– Na Raça!, a história do primeiro clube bicampeão mundial
Clique aqui para comprar Na Raça!
– Ser Santista, um orgulho que nem todos podem ter – Artigos selecionados que mostram várias aspectos da grandeza santista
Clique aqui para comprar Ser Santista
– Pedrinho escolheu um time – A aventura de um garoto paulistano que quer escolher um time para torcer.
Clique aqui para comprar Pedrinho escolheu um time

Há mais três histórias infanto-juvenis

– Pedrinho no Descobrimento do Brasil – Um buraco no tempo leva Pedrinho ao momento em que o Brasil está sendo descoberto pela esquadra de Cabral. Para crianças e adolescentes que gostam de História.
Clique aqui para comprar Pedrinho no Descobrimento do Brasil
– O Diário de Kimmy, uma garota inuit – O dia a dia de uma menina que vive no Alasca, entre as tradições de seu povo e os perigos dos tempos atuais.
Clique aqui para comprar O Diário de Kimmy
O Reino do Pum – A caso insólito do pobre e mal cheiroso reino onde viviam o pequeno Sidney e seu avó Felisberto.
Clique aqui para comprar O Reino do Pum

E uma ficção para adultos

– Morte.Net – Romance impróprio para menores, de Caio Morelli, que fala de pessoas que buscam a felicidade nos encontros fortuitos da Internet.
Clique aqui para comprar Morte.Net

Se tiver qualquer dificuldade para comprar os livros pelo Pagseguro, envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que eu resolvo.

A grana está curta? Momentaneamente está desempregado? Mas gostaria de ler alguns livros em PDF expostos na livraria deste blog? Mande-me um e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br que neste setembro eu os envio de presente para você.

A ESPERANÇA ESTÁ NO AR

rollo, peres e eu nova O vice Orlando Rollo, eu e o presidente José Carlos Peres: Somos todos Santos

Muitas daquelas 200 pessoas só tinham dormido de madrugada, frustradas com a derrota, em plena Vila Belmiro, para o Barcelona.. do Equador – resultado que acabou com o sonho de o Santos alcançar o seu quarto título na Libertadores. Mas ao começarem a ouvir os 11 pontos principais do programa da chapa Somos tantos Santos, os olhares se iluminaram e os olhos brilharam de esperança. Sim, é possível resolver os problemas do Santos e fazê-lo ocupar o lugar que merece no futebol.

O evento, na noite de quarta-feira, no auditório do Museu do Futebol, no Pacaembu, anunciou José Carlos Peres como candidato a presidente da chapa Somos todos Santos, com Orlando Galante Rollo como vice. Como prometi aos amigos santistas que me apoiavam para presidente, também farei parte da direção do clube e trabalharei, lá dentro, para que aquelas nossas reivindicações sejam cumpridas.

Em suma, as propostas se baseiam na transparência, no profissionalismo, na meritocracia e na universalidade que devem reger a vida do Santos. Haverá, sim, jogos meio a meio entre Santos e a capital paulista, uma campanha permanente baseada em recompensas para se alcançar 100 mil associados em três anos, o voto à distância, o lançamento do projeto “A Cidade do Futebol” em parceria com a Prefeitura de Santos, a reforma e a deselitização da Vila Belmiro, a construção de um novo CT da base e um monitoramento constante da carreira dos infanto-juvenis, a implantação da responsabilidade financeira e fiscal e um melhor relacionamento com a imprensa…

Quando se fala apenas a verdade, nunca se cai em contradição, e é isso que Peres, Rollo e eu fizemos. Provavelmente por isso o lançamento da chapa foi tão bem aceito por todos os presentes. A mesma excelente recepção tivemos daqueles que assistiram o evento ao vivo, pelo Facebook.

Clique aqui para assistir ao vídeo, postado na fan page de Orlando Rollo.

Ao final da explanação, José Carlos Peres leu um texto que fiz para a página “Por um Santos melhor”, no qual elenco as diferenças entre as posturas e filosofias da situação e da oposição do clube. A disparidade entre a situação, representada pela chapa encabeçada por Modesto Roma, e a oposição, no caso representada pela chapa Somos todos Santos, é gritante. A primeira pensa primeiro nela nos meios, éticos ou não, de se manter no poder; a segunda, a Somos todos Santos, coloca os interesses do clube em primeiro lugar e vive tentando descobrir novas maneiras de servir ao Santos.

E você, o que acha disso?


Psicólogo esportivo – uma posição carente no Santos

Lembro-me bem da primeira vez que José Carlos Peres falou-me da necessidade de um psicólogo para o Santos. Descíamos a serra para uma reunião com o presidente Marcelo Teixeira, e Peres contou-me sobre o doutor João Ricardo Cozac, presidente da Associação Paulista de Psicologia do Esporte, que propunha montar um departamento de psicologia integrada no clube, atendendo desde os atletas infanto-juvenis até os profissionais.

Isso foi há mais de dois anos. Marcelo Teixeira não se sensibilizou com o pedido. Não sei se foi só uma questão de verba, ou de impedimento do técnico à época, provavelmente Vanderley Luxemburgo. A maioria dos técnicos não gosta de trabalhar com psicólogos, pois teme perder a ascendência sobre os jogadores.

Sei que há um mês a doutora Sônia Roman, psicóloga encarregada das divisões de base do Santos, foi promovida a “coordenadora do centro de estudos”, passando a ser responsável pelo acompanhamento psicológico de todos os atletas do clube.

Quem acompanha o trabalho da doutora me disse que ela já tinha dificuldades para dar conta dos garotos da base. Assim, dificilmente conseguirá atender também aos profissionais. Portanto, o Santos continua carente neste aspecto tão essencial, que é o acompanhamento psicológico de seus atletas.

Costumo dizer que é melhor um craque problemático do que um perna-de-pau de comportamento exemplar. A criatividade está diretamente relacionada à rebeldia. Craques quebram as regras, rompem barreiras, não tem jeito. Para cada um Kaká ou Ademir da Guia existem dezenas de Maradonas, Romários, Edmundos, Adrianos…

Infelizmente, um clube brasileiro não pode se dar ao luxo de contratar jogadores apenas pela boa índole, ou provavelmente teria de abdicar da luta por títulos. A solução não é evitá-los, mas estar preparado para lidar com esses talentosos indomáveis.

Um jogador não é só um corpo que corre. É um cérebro que pensa e um coração que sente. Não basta lhe dar hotéis cinco estrelas, refeições de primeira, quarto com tevê e Internet e um bom salário. Quase todos foram – e muitos ainda são – meninos de origem humilde e difícil. São vencedores, mas ainda brigam internamente com os fantasmas de uma vida de medos e perigos.

Um clube de futebol não é um quartel, onde deve reinar a disciplina absoluta e a total obediência às regras. Fosse assim e os jogos não teriam um drible, uma jogada irreverente e seriam uma infindável troca de passes de três metros. Futebol jogado com maestria exige temperamento revolucionário.

Portanto, é de se prever que um time se faça de personalidades fortes e, aparentemente, complicadas. Elas não devem ser expurgadas, pois são a diferença entre a magia e a mediocridade, mas não podem ser abandonadas à própria sorte. O clube precisa aprender a conviver com elas, a ajudá-las, se for possível.

Não se aceita mais soluções empíricas para o caso. Jogadores são patrimônio do clube e, no caso de um clube como o Santos – que se baseia quase que exclusivamente no futebol profissional –, seu bem mais valioso. Não dá para deixar que a cabeça dos jogadores vague ao Deus dará. Alguém precisa ajudar a colocá-la no lugar.

Como não seria justo esperar que o técnico, o diretor de futebol ou o presidente do clube façam isso – já que não são profissionais do ramo –, está mais do que na hora de o Santos contratar um psicólogo esportivo de gabarito para lidar com as inquietações, temores e anseios de seus atletas. Ou isso, ou a beleza que se produz em campo será destruída fora dele.

Você acha que psicólogo esportivo é essencial para um time de futebol, ou o técnico é que deve cuidar do problema?


© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑