Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Nunca mais tão felizes

Em meados de 2010 fui com a Suzana para um evento do artista plástico Paulo Consentino em um shopping de Santos e nos monitores assistíamos a vários filmes com as brincadeiras de vestiário e as dancinhas daquele time alegre, talentoso e goleador que tinha Neymar, Ganso, Robinho, Wesley, André, Madson, Zé Eduardo, Pará, Arouca… Depois de olhar bem e se divertir com as cenas, a Suzana disse: “Agora talvez eles não percebam, mas algum dia saberão que nunca mais foram tão felizes”.

Lembrei-me disso ao ver um apagado Neymar contra a França. Será que será mais feliz no Barcelona do que foi naquele Santos de 2010? Duvido. Assim como duvido que Ganso se divirta mais com o futebol hoje, no São Paulo; ou Wesley no Palmeiras; ou Pará no Grêmio; ou André, Madson e Zé Eduardo onde quer que estejam. Todos contribuiam para aquela magia que se perdeu quando os artistas foram vendidos.

Os deuses tinham dado o bilhete premiado para o Santos mais uma vez, mas ele foi levado pelas lufadas da incompetência e da falta de visão que têm soprado na Vila Belmiro nos últimos anos. Agora querem que outros Meninos da Vila recuperem na marra o encanto que se perdeu. Faço votos, mas temo que a paciência divina um dia se esgote e o Alvinegro Praiano não consiga mais renascer das cinzas.

Reveja os tempos em que Neymar & Cia eram bem mais felizes:

Você acha que depois de 2010 eles foram tão felizes?


Era o Ganso Mercenário?

Por Francisco Carvalho.

Hoje, por falta de algo importante em que pensar, matutei sobre fatos históricos, sobre genocídios produzidos pela estupidez vigente e justificados por uma palavra qualquer.

Na idade média, era comum a igreja católica acusar alguém de heresia, arrancar-lhe “confissões” sob tortura e condená-lo, juntamente com a família, a arder na fogueira.Cristãos não viam nada demais em queimar hereges vivos. E ninguém se preocupava em saber o significado da palavra herege.

De meados dos anos sessenta até meados dos anos oitenta uma palavra, sobrenatural pelos poderes que possuía, levou muito brasileiro ao cárcere e à morte: subversão. Para obrigar mulheres a denunciar amigos e parentes, o governo permitiu que cassetetes se transformassem em instrumento de estupro. E o povo aceitava a tortura e o extermínio dos subversivos, sem se dar ao luxo de pesquisar o significado da palavra subversivo.

Neste ano de 2012 os torcedores santistas resolveram taxar de mercenário o jogador Paulo Henrique Ganso. E, como na idade média e na ditadura, uma vez rotulado, justificam-se humilhação pública e apedrejamento moral.
Para não cair na vala comum dos nossos antepassados, recorri à enciclopédia para saber em que consiste, realmente, ser um mercenário. A definição a seguir é da Larousse:
MERCENÁRIO adjetivo. 1) que trabalha apenas por estipêndio ou remuneração. 2) Ávido de ganho, desejoso de lucro, interesseiro.
Tentei encontrar alguém, dentro da estrutura do Santos, que não se encaixasse na definição de mercenário da Enciclopédia Larousse. Não encontrei. É mercenário o faxineiro com seu salário mínimo, é mercenário o Adriano, descontente com seus trinta mil, é mercenário o Neymar com seus milhões mensais, são mercenários o Muricy Ramalho e o presidente Luís Álvaro, pois todos têm interesses materiais, muito aquém da ideologia e do altruísmo.

Neste ponto recorro, novamente, à pergunta plagiada do livro de Erich Von Danikenn.
ERA O GANSO MERCENÁRIO?
Fosse eu o jogador Paulo Ganso e apossar-me-ia do bordão do Tavares, personagem do Chico Anisio:- Eu sou; mas quem não é?

Herege, subversivo, mercenário… Expressões que não deveriam servir como justificativa para assassinatos, torturas, humilhações.
Como diria Walfrido Canavieira:“Palavras são palavras, nada mais que palavras”. Ou, pelo menos, deveriam ser.


Qual a sua opinião sobre o Ganso e sua postura com o Santos? Mercenário? Mal Orientado? Descontente?


Santos de Muricy fez o máximo que podia: mais um 0 a 0

Mesmo jogando em casa e com um jogador a mais durante os últimos 15 minutos, creio que o Santos não perdeu dois pontos e sim ganhou um contra o São Paulo, pois deu a impressão de que poderia jogar mais um centenário inteiro e não conseguiria marcar um gol no tricolor da Vila Sônia.

Nem vou dizer que este ou aquele jogador não merecia vestir a camisa do Glorioso Alvinegro Praiano, pois a maioria parece que foi juntada às pressas para um bate-bola na praia. E mais uma vez sou obrigado a concordar com a sábia opinião do torcedor sobre muitos dos preferidos de Muricy Ramalho.

O voluntarioso Gérson Magrão até que começou bem, mas depois foi caindo, caindo… E culminou mais uma desastrosa atuação ao tentar matar uma bola no meio de campo e dar uma canelada na coitada, jogando-a dez metros adiante, nos pés de um jogador adversário.

Felipe Anderson voltou a dar uma no cravo e outra na ferradura. Ele tanto pode fazer uma ótima jogada, como entregar a bola mansamente para seu marcador, como se fosse um principiante. E continua dormindo profundamente em alguns momentos do jogo. Houve um lance em que Victor Andrade cobrou rapidamente a falta para ele, que nem percebeu quando a bola bateu no seu pé. Esperto, Victor pegou a bola e saiu jogando, enquanto Felipe ficou estático, reclamando não sei do quê.

Mas Victor Andrade não é um Neymar. Tudo bem que tem apenas 16 anos e, mesmo sem experiência, ao menos vai pra cima, coisa que Patito Rodríguez evita. É duro admitir, mas concordo com quem disse que o Santos contratou o argentino errado. Esse tal de Martínez, que foi para o alvinegro de Itaquera, é muito mais jogador que o franzino Patito, que tem um estilo que lembra aquele Defederico, lembra?

Gostei da entrada de Bernardo. É mais jogador que o nosso Felipe Anderson. Não é de tentar o drible e ir pra cima, mas segura melhor a bola e tem mais personalidade. E quanto a André?

É o melhor centroavante que o Santos tem, sem dúvida. Consegue sair da área a preparar alguma jogada, mas hoje falhou justamente quando foi preciso mais agilidade e leveza. Tivesse cinco quilos a menos de nádegas e talvez tivesse chegado na bola cruzada por Bruno Peres, que foi bem.

Hoje a defesa não comprometeu, ou falhou muito pouco. Gostei de David Braz e Ewerton Páscoa (é claro que os novos tempos me tornaram menos exigente!). E Léo não só lutou, mas soube usar a cabeça para manter a posse da bola, manha que os novatos não têm.

Quanto ao que Léo falou sobre o Ganso, também achei dispensável. Não é assunto para se discutir pela imprensa. Ele já deve ter percebido que o Santos está propenso a negociar o Ganso, mas por um valor justo. A situação é delicada. O clube não pode colocar o jogador à venda, o que o desvalorizaria, mas também não pode renovar seu contrato pagando uma fortuna, pois a bolinha que o Ganso tem jogado não merece isso. Enfim, o imbróglio continuará até que surja um clube que pague sem pechinchar.

Quanto à zona de rebaixamento, o perigo aumenta, pois Bahia e Sport venceram. Entre o Santos e os quatro que devem cair só há o Coritiba. A vitória sobre o Flamengo se tornou obrigação. Quem sabe agora os gênios do comitê gestor não bolam um jeito de lotar a Vila Belmiro. Se tiverem dificuldades para pensar em algo, é só ligar para os dirigentes do Figueirense.

E você, o que achou de mais este 0 a 0 do Santos de Muricy?


Hoje às 19h30m tem Quarteto Santástico na Vila


O que será que esses três vão aprontar hoje? (Foto: Ricardo Saibun, Divulgação Santos FC)

Com todo o respeito e carinho que eu tenho pelo Bahia, hoje não posso esperar outra coisa a não ser uma boa vitória do Santos. O time que vem de três vitórias consecutivas jogará completo de novo. Apenas Léo, com dores, não estará em campo, substituído por Juan. Mas o novo Quarteto Santástico está garantido, com Patito Rodríguez, Ganso, Neymar e André.

Do jeito que está jogando – errando passes que nunca errou, evitando as divididas e se recusando a chutar a gol – eu começaria com o Ganso no banco de reservas. O garoto Felipe Anderson seria meu titular. Mas sei que isso exigiria um tostão de ousadia, coisa que o técnico Muricy Ramalho não tem.

O Bahia, em crise, está de técnico novo. Caio Junior também já caiu, trocado por Jorginho, ex-Portuguesa. Mas hoje o time deverá ser dirigido pelo interino Eduardo Barroca.

Sem o goleiro Marcelo Lomba e o volante Fabinho, suspensos, o Bahia ainda depende do departamento médico para saber se poderá contar com Kléberson e Lulinha. O centroavante Souza, um dos mais experientes do grupo, deu a entender que vencer o Santos na Vila seria uma vitória para tirar o tricolor baiano do buraco em que está.

Como estamos carecas de saber, o futebol permite resultados estapafúrdios. Portanto, que todos os jogadores do Santos encarem a partida com o primeiro campeão brasileiro como o goleiro Rafael, que alertou: “Temos que pensar jogo a jogo, pois ainda estamos longe dos primeiros colocados. Além disso, precisamos ter respeito e atenção contra o Bahia. Isso é fundamental. No Brasileiro, todos os jogos são difíceis e devem ser encarados como decisões.”

Está certo. É mais uma decisão e com o bônus de ver Neymar em campo. Algo me diz que a Vila reviverá uma de suas noites encantadas.

Times prováveis

Santos: Rafael, Bruno Peres, Bruno Rodrigo, Durval e Juan; Adriano, Arouca, Patito Rodríguez e Paulo Henrique Ganso; Neymar e André
Técnico: Muricy Ramalho.
Bahia: Omar, Neto, Titi, Danny Morais e Jussandro; Fahel, Diones (Hélder), Kléberson (Caio); e Zé Roberto (Mancini); Gabriel e Souza
Técnico: Jorginho (Eduardo Barroca)
Arbitragem: Marcelo de Lima Henrique (Fifa-RJ), auxiliado por Ediney Guerreiro Mascarenhas e Rodrigo Henrique Correa, ambos do Rio de Janeiro.

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Bahia

Por Wesley Miranda

Santos e Bahia já se enfrentaram 52 vezes ao longo da história com 25 vitórias santistas contra 16 vitórias baianas e 11 empates. O Peixe marcou 112 gols e o tricolor 74.
Em Brasileiros, com o primeiro confronto já na final da I Taça Brasil de 1959, foram 37 jogos e a vantagem também é santista, com 17 vitórias, contra 12 baianas e 8 empates. O time paulista marcou 76 gols e o soteropolitano 47.

Artilheiros
O artilheiro do confronto é Pelé com 15 gols. Em 16 jogos, o rei obteve 10 vitórias contra 4 empates e 2 derrotas. O gênio Coutinho, com oito gols, aparece na vice-liderança da lista. Toninho Guerreiro, com 7, e Viola, com 6, também merecem destaque como os maiores goleadores do confronto.

Os primeiros encontros
Ainda comemorando a conquista do primeiro título Paulista em 1935, o Santos foi a Salvador para enfrentar o campeão baiano daquele ano. O amistoso, que valia a Taça Prefeitura Municipal de Salvador, aconteceu no dia 02/04/1936, e foi vencido pelo Santos por 2 a 0 com dois gols de Raul Cabral Guedes.

Raul era um exímio goleador com a incrível média de 0,95 gols por jogo. Atuou no Santos de 1933 a 1942, onde em 126 jogos marcou 120 gols, o que torna o centroavante o 14º artilheiro da história do Santos FC. Goleador máximo do Santos nos anos de 1936 (36 gols), 1939 (22 gols) e 1940 (13 gols), ele será eternamente lembrando como o homem que abriu o placar na vitória de 2 a 0 na conquista do título Paulista de 1935, frente ao Corinthians.
Em 1939 o Santos FC voltou para boa terra para mais dois confrontos contra o campeão baiano de 1938.
Na primeira partida disputada no dia 04/05, em mais um amistoso valendo taça (Taça Prefeitura de Salvador), o Santos FC venceu por 3 a 1 com gols de Zé Carlos (2) e Nicolau Moran.

Nicolau Moran Vilar, meia direita de extrema qualidade, jogou no Santos de 1934 a 1940, disputando 140 jogos com 27 gols. El fez parte do elenco campeão de 1935, mas cravou seu nome na história do clube como dirigente do time dos sonhos. Faleceu em uma excursão com o Santos FC (Octogonal do Chile 1968) deixando saudades no grupo que o classificava como um homem educado, honesto e justo. Em homenagem ao dirigente, o Santos FC colocou o seu nome em uma chácara que servia de concentração.
A terceira partida entre as duas agremiações, e a segunda partida de 1938, aconteceu três dias depois e terminou empatada em 3 a 3 com gols de Rui, Artigas e Balzzoni.
Rui Gomide atuou no Santos em 221 jogos, de 1937 a 1947, marcando 97 gols e junto com o “Coringa” Gradim (36 a 44) é o 23º artilheiro da história do Santos. Foi artilheiro máximo nos anos de 1942 e 1943, marcando 19 gols em ambos.

Recorde de finais
Santos e Bahia já se enfrentaram três vezes em finais de Brasileiro.

Taça Brasil 1959 – Esquadrão
Na primeira, o time baiano se sagrou campeão em uma melhor de três jogos. Para chegar à final do campeonato criado para apontar o campeão Brasileiro e, consequentemente, o representante na I edição da Taça Libertadores da América. O campeão baiano de 1958 passou por CSA (5×0 e 2×0), Ceará (0x0, 2×2 e 2×1), Sport Recife (3×2, 0x6 e 2×0) e Vasco da Gama (1×0, 1×2 e 1×0).
O Santos, campeão Paulista de 1958, venceu o Grêmio nas semifinais por 4 a 1 na Vila Belmiro, com gols de Jair Rosa Pinto (2), Coutinho e Urubatão e empatou a partida no Sul por 0 a 0.

Finais
No primeiro jogo, no dia 10/12, atuando na Vila Belmiro, o Bahia venceu por 3 a 2 com Pelé e Pepe anotando os gols santistas, e Biriba (2) e Alencar para o Bahia.
No segundo jogo, no dia 30/12, foi a vez do Santos vencer na casa do adversário, 2 a 0 com gols de Coutinho e Pelé. O resultado provocou uma terceira partida que seria disputada novamente em solo baiano. O Santos rejeitou e foi feito um acordo para que o encontro acontecesse em campo neutro. A direção do Bahia concordou, mas prorrogou a decisão e, só no dia 29/03/1960, no estádio do Maracanã o encontro aconteceu.
Chegando de excursão internacional e compensando os jogos atrasados no campeonato Paulista, o Santos sem Pelé entrou com Lalá; Getúlio, Mauro Ramos, Formiga, Zé Carlos e Zito; Dorval, Mário, Pagão (Tite) Coutinho e Pepe.
Coutinho abriu o marcador, mas Vicente empatou ainda antes do término do primeiro tempo. Na etapa complementar, Léo e Alencar fecharam o marcador para 3 a 1 e conquistaram o primeiro título Brasileiro para o Bahia.

Taça Brasil 1961 – O Troco
A revanche santista veio na Taça Brasil de 1961, ao empatar na Bahia e vencer na Vila o tricolor baiano.
Para chegar à final, o campeão baiano de 1961 passou por Santa Cruz de Sergipe (2×0 e 3×1), Campinense da Paraíba (3×0 e 1×0), Fortaleza (2×0 e 3×2) e Náutico (0x0 e 1×0). O campeão Paulista de 1960, por sua vez, disputou as semifinais com o campeão Carioca de 1960, o América, que havia eliminado o atual campeão da Taça Brasil, o Palmeiras.
No Rio de Janeiro, primeiro jogo foi uma goleada santista por 6 a 2, com gols de Pepe (3) Pelé (2) e Coutinho. Já na segunda partida, o América surpreendeu em São Paulo e venceu por 1 a 0 provocando a terceira partida. Na decisão das semifinais o Peixe reeditou a atuação do primeiro jogo e venceu por 6 a 1, com gols de Pelé (2) Pepe (2) Coutinho e Dorval.

Finais
O primeiro jogo no dia 22/12, na Fonte Nova, acabou empatado em 1 a 1, com Coutinho anotando o tento santista e Marito o baiano. Na ocasião, o Santos formou com Laércio; Lima, Mauro e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite (Mengálvio), Coutinho, Pelé e Pepe,
Na segunda partida, no dia 27/12, o Santos voltou a golear na competição: 5 a 1 com gols de Pelé (3) e Coutinho (2) conquistando o seu primeiro título Brasileiro e garantindo a passagem para a disputa da Taça Libertadores da América, em 1962.

O campeão Brasileiro formou com Laércio (Silas); Lima, Mauro (Olavo) e Dalmo; Calvet e Zito; Dorval, Tite, Coutinho, Pelé e Pepe.

Taça Brasil 1963 –o Tira teima
Na terceira e última decisão entre Santos e Bahia, o Santos FC ganhou as duas partidas do time baiano e chegou ao Tricampeonato Brasileiro.
Para disputar a final, o campeão baiano de 62 passou por Ceará (1×1,0x0 e 1×0) Sport Recife (2×2 e 1×0) e Botafogo (1×0 e 0x0). O Santos FC, atual bicampeão da Taça Brasil e tricampeão paulista, venceu o Grêmio – em Porto Alegre – por 3 a 1, com gols de Coutinho (2) e Pelé. Na partida de volta e no Pacaembu, o Santos venceu de virada por 4 a 3 com gols de Pelé (3) e Pepe. Nessa partida Pelé terminou no arco santista substituindo Gilmar.

Finais
No primeiro jogo, no dia 25/01/1964, o Santos que atuou com um uniforme branco com listras pretas finas, goleou por 6 a 0 com gols de Pelé (2), Pepe (2), Coutinho e Mengálvio. O Peixe formou com Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe.

Confira o vídeo com imagens do time ao som de uma das maiores bandas de Rock de todos os tempos.

No segundo jogo, disputado na Fonte Nova no dia 28/01, o Santos, que só precisava de um empate para ficar com o título, venceu por 2 a 0 com dois gols do Rei Pelé.

O Tricampeão Brasileiro Santos formou com Gilmar; Ismael, Mauro e Geraldino; Haroldo (Joel) e Lima; Dorval, Mengálvio, Coutinho, Pelé e Pepe. O técnico era o Lula. Com a ausência de Zito, Mauro Ramos de Oliveira ficou encarregado de levantar o caneco.

A maior goleada em Brasileiros e recorde
A maior goleada do Santos em Brasileiros até aquele momento (hoje o recorde é outro) ocorreu no Torneio Roberto Gomes Pedrosa, no dia 10/10/1968, no Pacaembu. O Santos goleou o Bahia por 9 a 2, com gols de Toninho Guerreiro (4), Pelé (3), Negreiros e Douglas Franklin.
O time do Santos, que conquistaria o título formou com Cláudio; Haroldo, Ramos Delgado (Paulo), Marçal e Rildo; Clodoaldo (Lima) e Negreiros; Toninho, Douglas, Pelé e Abel. Técnico Antoninho Fernandes.
Os quatro gols de Toninho Guerreiro fazem do centroavante um dos maiores goleadores santistas de um jogo de Brasileiro. Ele igualou o seu recorde contra o Náutico, na Taça Brasil de 1966, na vitória de 4 a 1.
Além de Guerreiro, Coutinho marcou os quatro gols na vitória de 4 a 0 sobre o Sport Recife ,na Taça Brasil 1962. Pelé fez quatro gols contra a Portuguesa na vitória de 6 a 2, do “Robertão” de 1969. Dino Furacão fez quatro na vitória de 5 a 0 contra o Náutico em 1986. E Neymar na vitória de 4 a 1 contra o Atlético PR, em 2011.

Gol 1000 de Pelé na Fonte Nova
Por muito pouco Pelé não faz o seu gol no estádio da Fonte Nova, contra o Bahia na partida do dia 15/11/1969 pelo Robertão.
Pelé chegou a driblar o goleiro Jurandir e bater para o gol, mas com um carrinho providencial o defensor baiano salvou o que era certo. Parte da torcida chegou a vaiar o seu próprio jogador, que evitou o histórico gol. A partida terminou 1 a 1 com gol de Jair Bala para o Santos.
O Peixe do técnico Antoninho Fernandes formou com Agnaldo; Turcão, Ramos Delgado, Djalma Dias e Rildo; Clodoaldo e Lima (Joel Camargo); Manoel Maria, Edu, Pelé e Abel (Jair Bala).

Veja a saga do milésimo gol de Pelé

A volta de Pelé
A cena é famosa, e deve estar na memória de quem presenciou em 02/10/1974. Pelé pega a bola no meio campo, ajoelha em forma de agradecimento e se despede dando a volta olímpica na Vila Belmiro.
O que pouco se fala, é que, pouco mais de um ano depois, em 07/12/1975, Pelé voltou a atuar pelo Santos FC. Isso aconteceu em uma partida válida por um octogonal promovido pelo governo baiano: o Torneio Roberto Santos. Foram apenas 45 minutos, mas o suficiente para mostrar que o Rei do futebol tinha condições de jogar mais tempo.
O jogo terminou 1 a 1 com gol de Brecha para o Santos, que formou com Willians; Tuca, Bianchi, Vicente e Fernando; Clodoaldo e Léo Oliveira; Babá (Mazinho), Cláudio Adão, Pelé (Brecha) e Toinzinho. O técnico era o ex-jogador Olavo. O Santos terminou campeão do torneio.

Tabus
O Bahia não vence o Santos desde 2001. Nesse período foram sete jogos com quatro derrotas e três empates. Outro grande jejum de vitórias baianas aconteceu de 1961 a 1971, nesse período foram dez confrontos com oito vitórias do Santos e dois empates.
Favorável ao Bahia foi o jejum de 1975 a 88 com oito jogos, seis vitórias e dois empates. A quebra desse período aconteceu no dia 27/09/1989, na Vila Belmiro, com a vitória do Santos por 3 a 1, com gols de Paulinho (2) e Ernâni.
O Peixe do técnico Nicanor de Carvalho formou com Sérgio; Ditinho, Davi, Luis Carlos e Wladimir; César Sampaio, César Ferreira, Ernâni e Heriberto; Paulinho e Tuíco (Totonho).

Paulinho, que depois passou a ser chamado de Paulinho Maclaren, jogou de 1989 a 1992 em 148 jogos, marcando 57 gols. Ele foi um dos grandes ídolos da torcida na difícil época das vacas magras. Foi artilheiro do Brasileiro 1991, com 15 gols.

Gol de Placa
No confronto na Vila Belmiro, válido pelo Brasileiro no dia 25/07/1997, o Santos venceu de virada por 3 a 1 com gols de João Santos, Arinélson e Dutra, sendo esse último um arremate pouco à frente do meio campo. O feito rendeu uma placa para o Maranhense.
O time do técnico Luxemburgo, que venceu o Bahia do centroavante Guga ex-Santos, formou com Zetti; Ânderson Lima, Ronaldão, Sandro, Narciso, Dutra; Marcos Assunção (Baiano), João Santos (Arinélson), Caíco (Marcos Bazílio), Caio e Müller.
Robert, Dutra, Neymar foram os gols de santistas na Vila Belmiro que renderam placa.

Copa do Brasil
Por duas vezes os times se enfrentaram em jogos eliminatórios da Copa do Brasil.
Em 1998, pelas oitavas de finais, o primeiro jogo terminou empatado em 3 a 3, na Fonte Nova, com três gols de Marcos Assunção. O time do técnico Emerson Leão formou com Zetti; Baiano, Ronaldão, Argel e Dutra (Ronaldo Marconato); Narciso, Marcos Assunção, Caíco, Jorginho (Élder); Muller e Caio.
Marcos Assunção jogou no Santos de 1996 a 1999, em 110 jogos marcou 24 gols, muitos deles em cobranças de faltas.

No jogo da volta, na Vila Belmiro, no dia 23/04 o Santos bateu o Bahia por 5 a 2, com gols de Viola (3), Argel e Muller.
O peixe formou com Zetti, Anderson Lima, Argel, Ronaldão e Dutra; Narciso, Élder, Jorginho (Eduardo Marques) e Caíco (Adiel); Muller (Edgar Baez) e Viola. Esse jogo marcou a despedida do zagueiro Ronaldão.

Em 2001, o Santos foi surpreendido pelo Bahia logo na 2ª fase. Duas vitórias do tricolor baiano por 2 a 0.

Robinho artilheiro
Em partida válida pelo Brasileiro de 2003, no dia 22/03, o Santos venceu o time baiano em Salvador por 7 a 4 com gols de Robinho (2), Diego (2), Léo, Willian e Fabiano. Foi a primeira vez que Robinho marcou dois gols em uma partida, o que virou rotineiro depois.
O Santos de Leão formou com Fábio Costa; Neném (Reginaldo Araújo), Alex, André Luís e Léo; Paulo Almeida, Renato, Elano (William) e Diego; Robinho e Fabiano.

Ausência de confrontos
O Bahia ficou ausente da serie A de 2003 a 2011, e foi justamente o Santos que ele enfrentou na volta. A vitória do Santos foi por 2 a 1, no dia 21/08, no Estádio Pituaçu com gols de Neymar e Alan Kardec.
O Santos do técnico Muricy formou com Rafael (Vladmir), Arouca, Bruno Rodrigo, Durval e Léo; Adriano, Henrique, Elano (Bruno Aguiar) e Ganso; Neymar e Borges (Alan Kardec).
Essa foi a primeira vitória do Santos fora de casa.
http://www.youtube.com/watch?v=QF-fvOcDFPw

No segundo turno, no dia 27/11, na despedida do Santos em jogos na Vila Belmiro em 2011, as equipes empataram em 1 a 1, com Neymar marcando o tento santista. O Peixe formou com Rafael, Danilo, Edu Dracena, Bruno Rodrigo (Léo) e Durval; Henrique, Arouca, Elano (Alan Kardec) e Ganso (Ibson); Neymar e Borges.
Esse foi o 27º jogo do Santos na Vila Belmiro em 2011, que venceu 16 partidas, perdeu 5 e empatou 4. Marcou 46 gols e sofreu 26.

O último confronto
No primeiro turno, no dia 20/05, com um time alternativo, o Peixe empatou em 0 a 0 com o Bahia, no Estádio Pituaçu.
O Peixe formou com Aranha; Galhardo (Maranhão), Bruno Rodrigo, David Braz (Vinicius) e Léo; Ewerton Páscoa, Gérson Magrão, Bernardo e Felipe Anderson; Rentería (Alan Santos) e Borges.

E você, acha que o Santos ganha mais uma? Por quê?


Dos males, mais um 0 a 0 foi o melhor

Pelas circunstâncias – com um jogador a menos desde o início do segundo tempo – o empate com o Internacional, no Beira-Rio, não pode ser considerado um mau resultado. Porém, pelo futebol sem criatividade apresentado e pelo fato de este ser o quinto jogo do time fora de casa neste Brasileiro sem marcar um único gol, não dá para ficar contente com o desempenho do Santos neste domingo.

Na verdade, o time fez bem apenas uma parte das exigências do futebol: a de destruir as jogadas do adversário. A defesa não deu maiores bobeiras, Aranha esteve firme e os volantes chutaram para onde estavam virados. Arouca, improvisado como meia, até que se saiu bem. Mas o ataque só existiu nas pontadas esporádicas de Felipe Anderson e em algumas chegadas surpreendentes de Henrique. É pouco para um time ao qual só resta o Brasileiro para conseguir a vaga para a Libertadores do ano que vem.

Sem um atacante como Neymar e um enfiador de bolas como o Ganso, o Santos mostrou-se um time bem comum. Se a bola roubada na defesa cai nos pés de Adriano ou Henrique, perde-se o contra-ataque, pois o passe sai defeituoso. E quanto às estreias de Miralles e João Pedro?

Por esta partida não dá para analisar. Nada, mas nadinha mesmo fizeram de especial. Nem seu chute tão esperado de fora da área o argentino tentou. João Paulo, que veio da Traffic, mal pegou na bola, Mesmo com “defeito de fábrica” Felipe Anderson foi o mais perigoso do ataque. Só precisa caprichar mais no aproveitamento das bolas paradas (que devem ser colocadas entre a primeira linha de jogadores e o goleiro, como diria mestre Marcos Assunção).

Uma temeridade chamada Juan

Confesso que quando comecei a ler neste blog uma enxurrada de críticas a Juan, fiquei com um pé atrás. Não me parecia que o lateral-esquerdo estivesse atuando de forma tão defeituosa. Hoje, porém, ele justificou todos os seus críticos. Acabou sendo passado para trás por um garoto – Lucas Lima -, que o levou a receber dois cartões amarelos e ser expulso do jogo.

O segundo cartão não foi justo, visto que o jogador do Inter é que chuta o pé do santista e se atira no campo, em reprovável atitude anti-ética. Porém, o primeiro cartão amarelo de Juan foi infantil. Sem opção de passe e sem recursos técnicos, atirou-se ao chão cavando a falta. Em seguida, como o jogo prosseguiu, agarrou a bola.

Devido à sua insegurança como marcador, não deveria ter voltado para o segundo tempo, pois era evidente que os garotos do Inter forçariam o jogo pelo seu lado. Pena que Muricy não tenha percebido isso.

Perspectivas do Santos neste Brasileiro

A velha fórmula de empatar fora de casa e vencer os jogos em que tiver o mando de campo é a única que pode levar o Alvinegro Praiano a uma sofrida vaga na Copa Libertadores do ano que vem.

Não creio que apenas a vinda de Robinho mude muito a cara do time, que precisa de um meia técnico, experiente e de bom passe, além de um fazedor de gols. Na defesa, o time está se segurando bem (com exceção do instável Juan, que apoia mais ou menos e marca muito mal).

Bem, mas o que você achou no Santos contra o Inter?


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