Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Agiotagem da Doyen nos casos de Geuvânio e Leandro Damião


Ricardo Oliveira pegou pouco na bola, mas fez um gol e acertou um chute no travessão. Lucas Lima jogou só 15 minutos, mas deu outro padrão ao time.

E mais essa: Fifa multa o Santos em 282 mil reais

Recebi esta manhã uma mensagem da Fifa dizendo que o Santos foi multado em 75.000 francos suíços (equivalente a R$ 282.225,00) e recebeu ainda um aviso e uma advertência por violar o artigo 18bis (edição de 2008), bem como o anexo 3 do regulamento da entidade no que tange a contratos de trabalho com jogadores. O clube foi julgado responsável por celebrar contratos que permitiram a participação de terceiros, por não declarar as informações obrigatórias ao Sistema de Transferência Internacional e por não cooperar com uma investigação conduzida pela FIFA. A mensagem não explica quais contratos tiveram irregularidades e nem cita nomes de jogadores ou dirigentes, mas talvez isso já tenha a ver com a Doyen e a contratação de Leandro Damião.

AGIOTAGEM DA DOYEN NOS CASOS
DE GEUVÂNIO E LEANDRO DAMIÃO

Apresentado ao Santos, o “motorneiro” Leandro Damião abraça Odílio Rodrigues, o presidente que assinou contrato com a Doyen sem prestar atenção nas cláusulas.

Por Tana Blaze, direto da Alemanha

Segundo informação do Odir, dependendo de sentença, o “empréstimo” da Doyen para comprar o Damião poderia custar 18 milhões de euros ao Santos. Como o contrato deste “empréstimo” não está à disposição, resolvi ler o contrato da venda dos direitos do Geuvânio vazado pela FOOTBALL LEAKS, para entender o MODUS OPERANDI do fundo. Em face de um rombo de 18 milhões de euros nunca será excessivo chatear aos leitores com textos prolixos e maçantes para tentar expor um ou outro elemento talvez não considerado ainda, quiçá útil para a causa do Santos.

1 – PERGUNTA AO LEITOR

Se você, leitor deste blog, tivesse vendido duas casas geminadas a um fundo imobiliário em novembro de 2014 e a primeira casa tivesse sido revendida no mercado em janeiro de 2016 com prejuízo (em relação ao preço pago a você acrescido de juros de 10% ao ano até a revenda) e o fundo imobiliário tivesse direito de exigir que você o indenizasse pelo prejuízo, e se a segunda casa não tivesse sido vendida ainda em fevereiro de 2017 e você fosse obrigado a aceitar a devolução desta pelo fundo e repagar a ele o valor do preço recebido acrescido de juros de 10% ao ano, pergunto:

…você acha que você vendeu mesmo as duas casas geminadas ao fundo imobiliário em novembro de 2014, como sugere o contrato?

Evidentemente que não, porque a despeito de qualquer falsidade nas denominações dos termos do contrato, a operação que mais se aproxima dos efeitos das cláusulas, é a de que você em 25 de novembro de 2014 não vendeu, mas cedeu as duas casas em consignação ao fundo imobiliário, recebendo deste não um preço de venda, mas um adiantamento financeiro sujeito a juros, sendo que a venda com transferência de propriedade da primeira casa ocorreu apenas em janeiro de 2016, não ao fundo imobiliário, que agiu apenas como agente, mas ao terceiro. Como o preço de venda pago pelo comprador foi inferior ao adiantamento recebido e acrescido de juros, você, proprietário da casa teve que cobrir o déficit do agente. Também a devolução da segunda casa coaduna perfeitamente com esta intepretação.

A contrapartida lógica deste contrato seria que na hipótese em que o valor de venda da casa ao terceiro em 2016 tivesse superado o valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros, o fundo imobiliário sendo apenas agente, teria que lhe remeter a quantia do superávit.

Infelizmente ledo engano meu caro, porque você cedeu uma terceira casa em 2014 ao mesmo fundo imobiliário com um contrato de conteúdo absolutamente idêntico, sendo esta a casa foi revendida igualmente em 2016, mas neste caso com superávit em relação ao valor adiantado a você em 2014 acrescido de juros de 10% ao ano. Mas o fundo imobiliário, com base no contrato embolsou todo o superávit sem repassar um centavo a você. Neste caso o fundo considerou ter comprado a casa em 2014.

Então você não seria imbecil a ponto de assinar “contratos” que definem a sua verdadeira natureza dependendo de um resultado futuro, seja uma transação de consignação a um agente com adiantamento financeiro deste, ou seja, uma transação de venda efetiva no ato da assinatura do contrato, alternativas que têm a finalidade única de alocar todos os lucros ao fundo imobiliário e todos os prejuízos a você.

Um contrato destes deve ser enquadrado como AGIOTAGEM, com o fundo imobiliário no papel de AGIOTA. E você, vítima da agiotagem, além de ter pagado o custo da construção da casa durante anos, vai pagar juros, manutenção e arcar com todos os riscos envolvendo a casa no período de 2014 e 2016.

Mas as casas das quais falamos, não são casas, correspondem na verdade a 35% dos direitos econômicos do GEUVÂNIO. O imbecil não foi você, mas o Santos Futebol Clube e a imobiliária não foi imobiliária, mas a Doyen.

Evidentemente o mecanismo híbrido não é apresentado no ”Contrato de participação em direitos econômicos” da Doyen na forma em que foi exposto em nosso exemplo imobiliário. É camuflado elegantemente em duas alternativas simplórias. Na hipótese em que houver superávit na venda dos direitos no futuro, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-a, que a propriedade dos direitos foi transferida a Doyen no ato da assinatura em novembro de 2014, ficando o superávit auferido em 2016 com a Doyen. No caso em que no futuro houver déficit na venda dos direitos, assume-se implicitamente pela CLÁUSULA 10.1-b que a Doyen jamais assumiu a propriedade dos direitos, ficando o prejuízo constatado em 2016 a cargo do Santos. No caso em que nem mesmo a Doyen consiga encaminhar a “revenda” do jogador no mercado, a obrigação de repagamento do adiantamento financeiro acrescido de juros de 10% ao ano é instrumentado através da “opção” da Doyen para “revender” o jogador ao Santos, conforme a CLÁUSULA 13.

A taxa de juros de 10% ao ano não é barata em euros, é cara, com o risco do benefício que o Santos teria em relação às taxas de juros superiores em reais ser suplantado múltiplas vezes pelo risco cambial da dívida, como de fato foi.

Mesmo sem conhecer o “contrato de empréstimo” firmado entre o Santos e a Doyen para financiar a compra do DAMIÃO, mas a julgar pelas informações fragmentárias publicadas na mídia, como a de que no mínimo 80% do lucros da “revenda” do Damião ficam com a Doyen, é quase certo que se trata igualmente de uma compilação de transações diferentes empacotadas num único contrato, valendo aquela que dependendo do resultado da venda futura beneficiar a Doyen e prejudicar o Santos.

Se o desempenho do Damião, estacionado no Santos, fosse mal e o seu valor não atingisse 18 milhões de euros, o contrato funcionaria como um contrato de empréstimo e o Santos fica devendo 18 milhões de euros à Doyen. Mas se o jogador fosse bem, a Doyen não se considera mais cedente de um empréstimo, mas proprietária de no mínimo 80% dos direitos desde o início da transação em Janeiro de 2014.

2 – GEUVÂNIO: AS CLÁUSULAS 6.3 e 10-C DE EXPECTATIVA DE REVENDA AO “VALOR RAZOÁVEL”

No modelo simplificado não ilustramos a CLÁUSULA 6.3, que define um “VALOR de oferta de transferência RAZOÁVEL e valor mínimo de mercado do jogador” de 4 milhões de euros como parâmetro para uma “revenda” dos seus direitos, o que para a fatia de 35% da Doyen corresponde a um valor de 1,4 milhões de euros, ou seja, um rendimento de 86,7% (1,4 /0,75 milhões). A expectativa de atingir este valor numa “revenda” teria sido considerada “por ambas a partes como essencial para a assinatura do contrato”.

Mesmo que a CLÁUSULA 6.3 não estipule de forma afirmativa uma obrigação do Santos de indenizar a Doyen caso o rendimento não atingir a marca do valor razoável, tal obrigação pode ser deduzida de forma indireta da CLÁUSULA 10.1-c, que usa o artifício da possibilidade de renúncia da Doyen a uma indenização (definida por “valor adicional devido”), nos casos em que ela “concordar voluntária e explicitamente ” em receber apenas o valor da venda efetiva, quando inferior ao “valor razoável”.

Assim a CLÁUSULA 10.1-c parece servir também como instrumento de pressão para oferecer graciosamente ao Santos a renúncia ao valor “RAZOÁVEL” em troca de novos direitos econômicos de outros jogadores. Acrescente-se que o contrato através de extensas cláusulas, aqui não comentadas, é orientado para incentivar o Santos a ceder novas fatias como forma de pagamento.

Considerar o “valor razoável” como base de indenização do Santos à Doyen para garantir a ela uma rentabilidade mínima de 86,7 % na “revenda” da fatia, não passaria de AGIOTAGEM DELIRANTE. O valor de 4 milhões de euros não tem qualquer fundamentação econômica e deveria ser simplesmente ser ignorado pelos tribunais.

3 – GEUVÂNIO: A CLÁUSULA 7.4, LÓGICA, MAS POSSIBILITADORA DE FORMAÇÃO DE QUADRILHA

A CLÁUSULA 7.4 do contrato do Geuvânio prevê que se houver uma oferta de terceiros pelos direitos econômicos do jogador e o Santos não quiser vender a sua parte ou ceder o jogador, a Doyen terá o direito de exigir do Santos o montante oferecido pela “fatia dela”. Se a Doyen fosse realmente proprietária da fatia, a cláusula seria sem dúvida lógica do ponto de vista econômico, mas com o defeito de teoricamente poder possibilitar a formação de quadrilha contra o Santos. Seria o caso teórico em que Doyen incitar um clube amigo europeu em fazer uma oferta superfaturada para poder superfaturar o Santos.

Ocorreu uma situação na qual houve forte suspeita de que a Doyen tenha fomentado uma oferta falsa. O Olympique Marseille, cujo presidente Vincent Labrune é parceiro do presidente Nélio Lucas da Doyen, sendo que o denominaria por “Jerry Maguire” em alusão ao personagem encarnado por Tom Cruise no filme “A grande virada”, ofereceu 15 milhões de euros pelos direitos do Damião em carta oficial enviada ao Santos. A oferta do Oympique ao Santos foi grotescamente superfaturada em relação a desempenho pífio do jogador no Santos e no Cruzeiro, mas pôde ser feita sem risco de realização, porque naquele momento o Santos não podia aceitá-la, visto que o jogador havia conseguido romper o seu vínculo na justiça. É possível que a Doyen tenha incitado o Olympique Marseille a fazer a oferta superfaturada para justificar “um valor de mercado” irreal como prova para uma eventual contenda judicial com o Santos. A cronologia dos eventos sustenta esta hipótese, porque a oferta de foi feita em 30 de agosto de 2015, três meses após da absurda sentença de 3 de junho de 2015 do juiz Pérsio Luís Teixeira de Carvalho da 4ª Vara do Trabalho de Santos rescindindo o contrato do jogador com o clube, que faturaria 650.000 reais mensais, sem justificar nem 20.000.

Porque o Olympique tão interessado no Damião, não renovou a sua oferta de 15 milhões de euros quando apenas quatro meses após (em janeiro de 2016) o Santos e o Damião entraram em acordo? Em janeiro de 2016 vários sites anunciaram que Doyen foi à Justiça para cobrar uma dívida acima de 80 milhões de reais do Santos. Se a “oferta” do Marseille tiver sido anexada como PROVA nesta ação da Doyen contra os Santos, o que não sabemos, haveria suspeita de formação de quadrilha contra o Santos.

4 – O SUBFATURAMENTO ELOQUENTE DA FATIA DO GEUVÂNIO

O Santos “vendeu” a fatia de 35% dos direitos do Geuvânio em 25 de Novembro de 2014 à Doyen por 750.000 euros, o que corresponde a 2,143 milhões de euros por 100% dos direitos. Naquele momento o jogador já havia superado a fase negra iniciada antes da Copa, recuperando o nível paulatinamente após. Já em 26/9/2014 depois da derrota para o Atlético em Minas por 3×2, o Odir comentava: “Destaques para Lucas Lima e para Geuvânio, que substituiu Robinho muito bem”.

Exatamente 14 meses depois da “venda” da fatia à Doyen, o jogador acabou vendido por 11 milhões de euros ao clube chinês Tianjin Quanjian. Uma “valorização” de 2,2 a 11 milhões em 14 meses seria ainda mais surpreendente se levarmos em conta que até ser vendido, o jogador estava quatro meses ausente dos campos após a sua contusão em setembro de 2015.

Se argumentássemos que o Geuvânio foi vendido a um preço acima das expectativas devido a um “inflacionamento chinês”, e se considerássemos em vez dos 11 milhões pagos, que o jogador valia apenas 6 milhões de euros, este valor seria ainda o triplo do preço fixado de apenas 2,2 milhões de euros.

Tampouco seria honesto recorrer à valorização de jogadores em sites europeus, que incorrem no “bias” sistêmico de atribuir valores extremamente baixos para jogadores brasileiros que não saíram do país e valores mais realistas quando estão na Europa. Pegue-se o caso do site alemão Transfermarkt, que valoriza o Galhardo, eleito melhor lateral direito do Brasileirão de 2015 a 1,75 milhão e o Bruno Peres, seu ex-concorrente no Santos, em 10 milhões de euros. Óbvio que a confirmação da capacidade do jogador em alguns campeonatos europeus aumenta o seu valor, mas jamais nas proporções que transparecem nos sites eurocêntricos; jogador não aprende futebol quando está sentado no avião cruzando o Atlântico, ainda mais quando já tem a idade de 23 anos como o Geuvânio.

O Corinthians andou exigindo uma compensação de 2 milhões de euros pelo juvenil Vitinho, que saiu com 15 anos para o Manchester City, exatamente o valor que o Orlandelli e do Odílio aceitaram pelo consagrado Geuvânio de 23 anos, eleito melhor meia e revelação do Paulista de 2014. É portanto evidente que houve subfaturamento brutal na “venda” da fatia do Geuvânio, lesando o Santos em milhões de euros.

5 – O FERIMENTO DO ESTATUTO DO SANTOS NA VENDA DAS TRÊS FATIAS

Antes dos contratos com a Doyen terem sido vazados, conjecturava-se que a venda das fatias de três jogadores efetuada nos últimos três meses anteriores ao término do mandato, teria ferido no mínimo o espírito do Artigo 91 do Estatuto, que cita apenas direitos “federativos” e não explicitamente os econômicos. Mas a própria redação do Artigo definindo “compra e venda” de direito federativo, implicava que abrange os econômicos, porque os federativos não se vendem, são apenas registros em federação, decorrentes da venda dos econômicos, os únicos vendíveis.

Mas para acabar com as dúvidas, contrato divulgado pela Footbal Leaks revela que o Estatuto foi mesmo violado, porque a Doyen foi solicitada pela CLÁUSULA 7.8 a prospectar “desde já” (portanto desde 25 de novembro de 2015) propostas de transferência do jogador, incluindo a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes aos Santos, a partir do dia 1° de janeiro de 2015. Se a partir deste dia o Santos se recusasse a vender a fatia dos direitos econômicos que ainda lhe pertencem, a Doyen poderia fazer uso da CLÁUSULA 7.4 e forçar o Santos recomprar a fatia “vendida” em 25 de novembro de 2014, o Santos sendo obrigado a ceder por falta de caixa. Portanto concedendo esta configuração de cláusulas, a gestão Odílio deu poderes a um terceiro a encaminhara a venda dos direitos econômicos ainda pertencentes ao Santos “desde já”, o que equivale à uma permissão para transferência do direito federativo, ferindo o-pé-da-letra do Artigo 91 do Estatuto, porque dar permissão a alguém vender, equivale a vender.

Sendo “ineficaz o ato em contrário” como diz o Artigo 91 do Estatuto, os três contratos de venda de fatias do Geuvânio, do Gabriel e do Daniel Guedes não têm validade jurídica pelo Estatuto.

6 – MEDIDAS A SEREM TOMADAS PELO SANTOS

Imagino que o contrato do Geuvânio seria considerado inválido pela justiça em vários países, porque transgride os mais elementares princípios que regem contratos em geral e transações patrimoniais em particular. Seja pelo fato da verdadeira substância do contrato ser definida apenas retroativamente na dependência de um resultado futuro, sempre para direcionar o lucro à Doyen e prejuízo ao Santos, o que é ilícito, seja com a violação do princípio de que lucros ou perdas na revenda de patrimônio, só podem ser atribuídos aos proprietários do patrimônio, e não como decorre pelas cláusulas 10.1-b e 14 a supostos “ex-proprietários”, ou no caso do Damião ao suposto “cedente de empréstimo financeiro”, seja por falsidades ideológicas na terminologia do contrato e por fixação de valores fantasiosos.

Os termos agiotas e ilícitos do contrato da Doyen não podem ser, como pretendido pelos seus autores, escondidos e desativados pela CLÁUSULA 22 de confidencialidade, dissimulados através da troca dos conceitos de “cessão” e “financiamento por empréstimo”, tampouco serem neutralizados por terminologias ou textos dissimulatórios, como a denominação eufemística de “RAZOÁVEL” da relação entre a “Taxa de concessão” e o valor da CLÁUSULA 6.3, na realidade extorsiva e fantasiosa, ou por alegações falsas nas CONSIDERAÇÕES (2) e (3) que o Santos“ estudou diversas alternativas“ considerando a transação como “a alternativa mais vantajosa do mercado”, pontos que NÃO DISSIMULARÃO a agiotagem perante os tribunais.

Também a intenção dissimulatória das CLÁUSULA 16.2 com a declaração do Santos que o Estatuto não foi ferido, primeiro, não oculta o ferimento do mesmo pelo próprio contrato e segundo não provaria qualquer alegação da Doyen de desconhecimento do Estatuto do Santos, que é do domínio público, obtenível no site do clube, nas federações e qualquer advogado zeloso e digno desse nome como também os advogados da Doyen devem tê-lo no dossiê do “empréstimo” milionário feito ao Santos para financiar a compra do Damião. Finalmente A CLÁUSULA 17 estipulando que a Doyen não tem direito de exercer influência na administração do Santos, visando blindagem do regulamento da FIFA, não dissimula a interferência da Doyen no Santos pelo próprio contrato. Enfim o ”contrato” da Doyen parece um verdadeiro pasquim de compilação de arbitrariedades ilícitas e de cláusulas cosméticas que tentam dissimulá-las.

Inevitável que a bomba dos “contratos” da Doyen em si desequilibrados pelo favorecimento ilícito do fundo, detonaria no dia em que um jogador não desse certo. Foi o caso do Damião. Espera-se que a Justiça limpe o futebol e proteja os clubes brasileiros da agiotagem de investidores nacionais e internacionais, bem como de “empresários” que manipulam causas trabalhistas de jogadores de salários milionários, apenas para pilhar direitos econômicos.

7 – O OBJETIVO DO SANTOS NO CASO GEUVÂNIO

Fato é que o Comitê de Gestão do Odílio pressionado pelo peso das obrigações financeiras geradas pelo Damião, que no ponto 8 que se segue, consideramos falsas, acabou “cedendo“ as fatias dos três jogadores. O Odílo nega que tinha avalizado pessoalmente dívidas com a Doyen, não podendo então ser este o motivo da venda das três fatias. Se confessasse o que o motivou na calada da noite a vendê-las, prestaria um enorme serviço ao Santos na sua ação contra a Doyen.

Mesmo que o Santos tenha sido prejudicado essencialmente pelo subfaturamento na cessão do Geuvânio, que em magnitude absoluta superou todos os demais dispositivos agiotas do contrato, o objetivo de uma ação judicial seria invalidar e “desempacotar” o contrato, que encerra elementos de transações distintas e validar apenas a transação que se aproxima mais da substância real, considerando os preceitos de consistência econômica, obedecendo aos princípios elementares de “arms’ length” e excluindo os elementos extorsivos e agiotas.

Pelas razões citadas, a substância mais realista é que a transação do Geuvânio corresponde a um mero empréstimo financeiro da Doyen concedido ao Santos em euros e a juros de 10% ao ano, permitindo à Doyen obter um futuro benefício pelo clube europeu que comprasse o jogador.

Um elemento suplementar de grande relevância para se concluir de que a suposta “venda” não passa de mero empréstimo financeiro, é o fato do Santos ter arcado durante anos com os custos de formação do jogador, pago o seus salários, sustentado os custos de suas prolongadas contusões e ter faturado em janeiro de 2016 por sua fatia de 35% apenas 3,6 milhões de euros, enquanto que a Doyen nada mais fez que investir 750.000 euros e pretende faturar igualmente 3,6 milhões de euros, quase o quíntuplo do investimento feito 14 meses antes. Tampouco a Doyen investiu na venda do jogador, que foi inteiramente da inciativa do treinador Vanderlei Luxemburgo, que já em janeiro de 2015 pretendia a sua contratação pelo Flamengo, time que então treinava.

Finalizando, o Santos no caso do Geuvânio deve à Doyen apenas o repagamento do empréstimo financeiro de 750.000 euros acrescido de juros e nada mais, sendo esta interpretação realista da substância da transação compatível com o Estatuto do Santos. Também as fatias do Gabriel e do Daniel Guedes jamais foram vendidas à Doyen, como pretendem os respectivos contratos ilícitos.

8 – OBJETIVO DO SANTOS NO CASO DAMIÃO

Se o valor de 18 milhões de euros pelo qual a Doyen estaria processando o Santos, corresponder a um valor definido por “RAZOÁVEL”, como na Cláusula 6.3 do contrato do Geuvânio, deve ser considerado fantasioso. O único valor real da transação são os 12 milhões de euros transferidos.

Já havia opinado em comentário no post do Odir de 27/01/2016 “Somos todos Grande Rio!” que os direitos do Damião jamais pertenceram ao Santos, que serviu apenas de laranja. Sempre com a ressalva de não conhecer o “contrato de empréstimo”, apenas informações derivadas, acho que o objetivo no caso Damião é idêntico ao do caso Geuvânio, “desempacotar” o contrato ilícito que encerra uma confusão de elementos de operações diversas e validar apenas aqueles que correspondem à substância mais realista dos fatos.

O apetite da Doyen em canalizar 12 milhões de Euros através do Santos, sabidamente um dos clubes mais endividados do Brasil, e a exigência contratual do auferimento de 100%, no mínimo 80% dos lucros na “revenda“ do jogador a benefício Doyen e não ao Santos, falsamente considerado“ proprietário” dos direitos, revela de forma incontestável a substância real da transação, de que o Santos serviu apenas de “laranja” para uma fatia de direitos econômicos pertencentes de fato ao fundo maltês. A Doyen teve dúvidas quanto à capacidade do jogador e estacionou os seus direitos no Santos, dissimulando a transação em “contrato de empréstimo financeiro” para o que na verdade é um contrato de empréstimo de direitos econômicos, visando deixá-los definitivamente nas mãos do Santos, caso o jogador não justificasse o valor (o que de fato ocorreu).

O objetivo é uma sentença determinando que no mínimo 80% dos direitos do jogador sejam considerados pertencentes à Doyen a partir de Janeiro de 2014. E que consequentemente os juros eventualmente pagos sobre o falso ”empréstimo”, sejam devolvidos ao Santos, que em contrapartida deverá transferir os direitos econômicos que detém ainda gratuitamente à Doyen.

O risco tomado pela Doyen ao consignar 80% dos direitos econômicos ao Santos deveria ser desmembrado em duas categorias, primeiro o da evolução do valor de mercado dos direitos e segundo, o da perda da fatia de 80% dos direitos em nome do Santos.

O RISCO DE PERDA DE VALOR DE MERCADO afetando no mínimo 80% dos direitos do Damião foi tomado claramente pela Doyen como detentora real destes e o prejuízo de sua desvalorização não pode ser de forma nenhuma atribuído ao Santos, que deu todas as chances imagináveis ao jogador, prejudicando até a classificação nos campeonatos, devido às suas pífias atuações. O mesmo sucedendo no Cruzeiro.

Consignando a sua fatia de direitos econômicos de 80% a um clube financeiramente frágil, a Doyen assumiu também em parte o RISCO DA PERDA DA FATIA PELO SANTOS, porque os direitos poderiam ser perdidos não apenas por negligência e má fé do Santos, como também por iniciativas de terceiros fora de controle do clube, como atos do próprio jogador e do seu ganancioso “empresário” e de sentenças da Justiça de Trabalho Brasileira, que podem ser falhas.

Mas na medida em que a Justiça julgue o Santos responsável pela perda de parte dos direitos (segundo post do Odir, apenas 45% estão registrados em seu nome), a indenização do Santos à Doyen se limitaria ao valor atual de 35% dos direitos que foram perdidos (80%-45%=35%), porque, como opinamos, 45% detidos pelos Santos deveriam ser transferidos gratuitamente para a Doyen.

O valor atual dos direitos do Leandro Damião deveria ser determinado por uma corte arbitral. Supondo como exemplo um valor de 4 milhões de euros, o Santos deveria indenizar a Doyen por 4 milhões x 35%= 1,4 milhão de euros.

E você, o que acha deste artigo de Tana Blaze?


Já são 150 milhões de preju!

Você pagou para participar do coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos, A Bíblia do Santista? Então seu nome estará na lista do evento deste sábado, 19 de dezembro, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

Atenção: você não receberá um convite formal, pelo correio. Como toda a divulgação da campanha foi feita por este blog, considere-se convidado. Qualquer dúvida, envie e-mail para odir.cunha@uol.com.br Abraço!

novo time dos sonhos

Recebi hoje a notícia de que o livro Time dos Sonhos, conhecido como A Bíblia do Santista, será impresso na terça-feira. A partir de quarta ele será enviado a todos que o compraram na campanha de crowdfunding da Kickante.

Aos que pagaram pelo coquetel e pelo bate-papo com os pesquisadores e historiadores do Santos, o evento será no próximo sábado, dia 19, a partir das 15 horas, no Museu Pelé.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

Já são 150 milhões de preju!

Leandro Damião, o maior bonde da história do Santos. Comprado fiado por Odílio Rodrigues e caloteado por Modesto Roma Junior, o jogador só deu despesas.

O caso Leandro Damião lembra o daquele sujeito remediado que compra uma Mercedes com prestações a perder de vista, mas, como seu dinheiro só dá para a entrada, não faz seguro. Então, o carro é roubado e ele fica a pé e com 200 prestações altíssimas para pagar. Segundo Rodrigo Capelo, da revista Época, o Santos, que perdeu os direitos sobre Leandro Damião, ainda terá 65 milhões de reais para pagar à Doyen, valor que é corrigido mensalmente, em euros. Com isso, este primeiro ano da gestão Modesto Roma Junior, sob o impagável slogan “o Santos é de Santos”, já alcançou 150 milhões de reais de prejuízo ao clube!

Clique aqui para ler a matéria da revista Época.

A compra de cem por cento dos direitos do atacante Leandro Damião, por R$ 42 milhões de reais!, foi um negócio extremamente temeroso praticado pelo presidente Odilio Rodrigues. As chances de dar algum retorno financeiro eram mínimas. Porém, o clube ainda poderia recuperar parte do capital investido se o atual presidente, Modesto Roma Junior, não tivesse deixado de pagar ao menos o maldito terceiro mês de atraso. Esse terceiro mês deu ao jogador o direito de entrar na Justiça Trabalhista pedindo o seu desligamento do clube, o que finalmente acabou conseguindo nesta semana.

Agora estou sabendo que a diretoria pensa em fazer aquele temido segundo amistoso contra o Barcelona a fim de usar o dinheiro para pagar o passe de Marquinhos Gabriel. Acho o rapaz um bom jogador, mas estranho essa disposição da presidência e da diretoria de pagar uma fortuna por ele. Caso o negócio seja concretizado, acho que todo sócio gostaria de ver o extrato real dessa negociação. Entretanto, quando se sabe que a atual gestão só apresentou o balancete do primeiro semestre, creio que o balancete do quarto semestre de 2015 só será entregue depois do mandato de Roma.

Enquanto isso, como o condenado à cadeira elétrica que goza sua última e lauta refeição, a direção do Santos continua fingindo que está tudo bem. Fala-se em construir um inútil estádio para 25 mil pessoas colado na Vila Belmiro – que, ampliada, caberia mais do que isso –, especula-se a compra do caríssimo e mediano Marquinhos Gabriel e já se admite a venda dos principais jogadores, como Lucas Lima, Gabriel e Geuvânio.

Para mim, além da incompetência administrativa assustadora dos últimos dirigentes do Santos, pesa o fato de virarem as costas para o mercado mais rico do Brasil, que é a cidade de São Paulo e o Interior do Estado. A visão bairrista e o imobilismo da administração Modesto Roma Junior está levando o Santos, aceleradamente, para o brejo. Se um dia a torcida santista ficar restrita apenas aos moradores da cidade de Santos e adjacências, teremos, no máximo, a sorte da Ponte Preta, que jamais ganhou um título em sua centenária existência.

Mas se é tão óbvio que, para crescer, faturar mais, ter mais visibilidade, manter-se rico e forte, o Santos precisa extrair o máximo de sua torcida no planalto, por que seus dirigentes não o fazem? Ora, porque não estão verdadeiramente preocupados com o futuro do Santos, mas sim com suas questões particulares. Em uma cidade com poucas grandes empresas, o Santos é um cabidão de empregos que não requer prática nem perfeição, apenas fazer campanha, repetir as palavras de ordem e ser amigo de alguém importante no clube. O Santos é um osso que os aproveitadores do Santos, aqueles que mais tiram do que dão ao clube, não querem largar. E usam o bairrismo para mantê-lo atrelado a práticas escusas e retrógradas, que o distanciarão cada vez mais dos melhores times do futebol.

Em 2015 o clube ainda foi bafejado pela sorte. Em 2016, pelo jeito, será preciso um milagre para mantê-lo entre os grandes do Brasil. Vamos pedir ao pastor Ricardo Oliveira e aos seus colegas religiosos que incluam o Santos em suas rezas. Se bem que, como diz minha sábia mãe, Deus faz a sua parte, mas desde que façamos a nossa.

E você, o que acha disso tudo?


Um bom ano, apesar de tudo


Vitor Bueno, autor do quarto gol do Santos, mais um Menino da Vila bom de bola (Foto: Ivan Storti/ Santos FC).

A goleada de 5 a 1 sobre o Atlético Paranaense, em que o Santos chegou a usar nove jogadores oriundos de sua base, amenizou a decepção do santista pela final da Copa do Brasil e mostrou que há motivos para acreditar em uma boa temporada em 2016.

Além dos garotos já conhecidos, contra o Atlético vimos o volante Fernando Medeiros e o atacante Vitor Bueno, dois jogadores que levam jeito. Bem orientados, poderão se firmar entre os profissionais. Como quase sempre em sua história, o Santos compensa suas administrações caóticas com o surgimento de jogadores promissores.

Quarto do ranking do blog

A perda do título da Copa do Brasil e de uma vaga para a Copa Libertadores de 2016 impediram que o Santos pudesse ser considerado, ao lado do Corinthians, o melhor time do País em 2015. Porém, o Alvinegro Praiano não fez uma má temporada e, na opinião deste blog, foi a quarta equipe brasileira mais bem sucedida no ano.

O campeão brasileiro fica com a primeira posição, o Palmeiras vem em seguida, com o vice paulista e o título da Copa do Brasil (que diferença faz um pênalti convertido a mais!), e o Atlético Mineiro fecha o pódio, com o título mineiro e o segundo lugar no Brasileiro.

Se o critério mais importante fosse a classificação para a Libertadores, a quarta posição deveria ficar com o Grêmio, vice-campeão gaúcho e terceiro colocado no Brasileiro, e o quinto lugar com o São Paulo, que não chegou a nenhuma final no ano e terminou em quarto lugar no Brasileiro, também se classificando para a competição sul-americana. Entretanto, coloco o Santos em quarto.

Campeão paulista, vice da Copa do Brasil na disputa de pênaltis – depois de vencer as duas partidas contra São Paulo e Corinthians –, o Santos foi um dos destaques do futebol nacional em 2015, com vitórias nos jogos de ida e volta da Copa do Brasil contra São Paulo e Corinthians, pelo sucesso de Lucas Lima e Ricardo Oliveira e por ter obtido o que está sendo chamado de tríplice coroa da artilharia.

Rejuvenescido, Ricardo Oliveira foi artilheiro tanto do Campeonato Paulista, com 11 gols, como do Brasileiro, com 20. E na Copa do Brasil a primazia coube a Gabriel. Isso confirma a vocação santista para revelar e consagrar artilheiros.

Goleada triste

Ganhar de goleada, como o Santos fez contra o Atlético Paranaense, é sempre bom. Ainda mais quando o destaque fica para garotos como Gabriel e Geuvânio, cada um autor de dois gols, e Vitor Bueno, que marcou o quarto gol em uma jogada de muita decisão e oportunismo. Sair perdendo e virar para 5 a 1 foi empolgante. Pena que o jogo valia muito pouco.

Com a vitória, o Santos terminou o Brasileiro em sétimo – o que não é ruim, para um time que chegou a beirar a zona de rebaixamento, mas é pouco para quem estava no G4 e resolveu poupar os titulares em jogos contra Coritiba e Vasco, dois dos times mais fracos da competição.

Mas o grande problema do Santos não é dentro do campo. Lá, parece que sempre se dá um jeito. O problemão é fora. Nesse domingo o time jogou para 3.836 pagantes, com renda de R$ 124.970,00. Um time grande não pode jogar para públicos assim.

Mas como atrair público depois de uma decepção como a do meio da semana, perguntarão alguns. Eu respondo que o óbvio dos óbvios, recurso usado pelos clubes europeus há décadas, é vender o carnê de ingressos para todos os jogos com mando do Santos logo no início do campeonato. Isso garantirá rendas melhores e bons públicos em todos os jogos.

Bem, fico por aqui. No próximo post vamos iniciar a enquete para saber quais os jogadores do elenco profissional do Santos, na opinião dos leitores deste blog, devem permanecer no clube, e quais devem partir. Mas não se adiante. Por enquanto comente os assuntos deste post.

Como o Vasco pode ganhar R$ 20 milhões a mais do que o Santos?

Apesar das promessas de seu boquirroto presidente, o Vasco foi rebaixado pela terceira vez desde 2008. Ou seja, em oito anos, três rebaixamentos no Campeonato Brasileiro. E no ano que vem a Globo já anunciou que pagará R$ 100 milhões por ano ao time carioca, R$ 20 milhões a mais do que ao Santos. Se o presidente do Santos aceitar isso, será o fim da picada.

Além dos rebaixamentos, pesquisas comprovam que a torcida do Vasco é a que mais tem diminuído dentre as dos times considerados grandes do Brasil. E como a pesquisa da Pluri Stochos de 2013 mostrou, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco nas regiões Sudeste e Sul, as de maior poder aquisitivo do Brasil. Agora, o presidente do Santos só precisa juntar todas essas evidências e ir lá brigar pelos direitos do clube. Um frequentador assíduo da Série B ganhar mais do que o Santos já é demais.

Você concorda que o Santos foi o quarto melhor time brasileiro de 2015?


Dia de luta, dia de glória

Momento de maior alegria dos palmeirenses em 2014

Dizem que os palmeirenses, o que inclui jogadores, torcedores, jornalistas e a direção do clube, estão aproveitando o título ganho nos pênaltis para tentar menosprezar o Santos e os santistas. Isso é feio. Parece a atitude daquele filho que, depois de sustentado e educado pelos pais, ao se formar, conseguir um bom emprego e mudar de vida, parece esquecer e desvalorizar o que os velhos fizeram por ele. Porém, isso não é coisa de gente do bem. Ao invés de querer apagar da memória, devem se lembrar, para todo o sempre, que o momento de maior alegria que viveram em 2014 foi proporcionado pelo Santos. Se não fosse pela dignidade do time de Vila Belmiro, teriam sido rebaixados justo no ano de seu centenário, em uma vergonha que jamais se apagaria de sua história. E parabéns por terem acertado um pênalti a mais.

O alto preço de uma escolha errada

Amigos, deixarei o título e o post anteriores. Chegar a uma final, ser o protagonista até o último pênalti, não é desdouro para nenhuma equipe. Não crucificarei jogador algum do Santos. Lutaram do começo ao fim – muito mais no primeiro tempo, quando havia mais fôlego, mas também no final, a ponto de buscar o gol que levou a decisão para os pênaltis.

Desculpem-me os mais otimistas, mas para mim ocorreu a lógica. Nas duas vezes anteriores em que havia enfrentado o Palmeiras, este ano, no Alianz Parque, o Santos perdeu. Por que deveríamos acreditar que o resultado seria diferente agora? Ou seja, era mais lógico ganhar a vaga para a Libertadores pelo G4 do que pelo título da Copa do Brasil.

O Palmeiras é bastante limitado, mas o Santos, fora de casa, tem perdido para times mais limitados ainda. Se tivesse usado seus titulares para garantir um lugar no G4, e se tivesse de jogar desfalcado a partida de hoje, ainda assim as chances santistas seriam praticamente as mesmas, já que o jogo foi fraco do ponto de vista técnico e o Santos só marcou seu gol, mesmo com três reservas em campo, quando mostrou um pouquinho mais de atitude.

O árbitro, Heber Roberto Lopes, é caseiro e prejudicou o Santos – não dando um pênalti em Ricardo Oliveira e marcando um impedimento do mesmo Oliveira no final da partida. Outra coisa: Dudu está à frente da linha da bola nos dois gols do Palmeiras. Porém, quem não imaginava que isso fosse ocorrer? Se foi o Santos que pediu esse árbitro, então não entendo mais nada.

Ao sair o sorteio da Copa do Brasil, com o segundo jogo fora de casa, a lógica indicava que o favoritismo passaria para o adversário. Portanto, como diz minha boa mãe, o Santos deveria se concentrar no certo – que era a vaga na Copa Libertadores pelo Campeonato Brasileiro – e não no duvidoso, que seria comemorar o título da Copa do Brasil na casa do Palmeiras.

Poupar os titulares foi um erro tremendo. Com eles a vaga para a Copa Libertadores, a grande competição dos grandes times brasileiros, estaria garantida. Dá para imaginar um Barcelona ou um Real Madrid fora de uma edição da Champions League? Claro que não. Assim como é difícil aceitar que um time que ficou entre os melhores do Brasil em 2015 não participe da Libertadores em 2016.

Como muitos já disseram nos comentários, a responsabilidade maior por esse fracasso total de planejamento foi da presidência, da diretoria de futebol e, em menor escala, do técnico Dorival Junior e dos jogadores. É claro que se for dado aos jogadores o poder de decidir se querem ou não jogar em um campo enlameado, todos se recusarão. Mas é aí que entra o comando do clube e do elenco, mostrando a necessidade de lutar pelo objetivo maior, que era a vaga para a Libertadores.

Com essa preferência, mais vaidosa do que prática, pelo título da Copa do Brasil, o Santos não perdeu apenas a vaga para a Libertadores, mas perdeu visibilidade internacional e deixou de assinar um bom patrocínio que dependia exclusivamente dessa classificação.

Como prevenimos, o descanso pouco influiu no rendimento do time, que passou a maior parte do jogo de ontem na defesa e ainda teve três jogadores substituídos por contusão: David Braz, Gabriel e Thiago Maia, o que jamais havia ocorrido com o Santos neste ano.

Não saber jogar fora da Vila Belmiro acabou sendo fatal para o Santos, pois se apequenou mesmo contra os piores times do Brasileiro e chegou a fugir de confrontos fora de casa contra equipes sofríveis, como Coritiba e Vasco – e também falhou na decisão da Copa do Brasil. É evidente que se não se preparar para jogar tão bem fora de casa, como joga no familiar Urbano Caldeira, o Santos nunca superará o limiar que separa os times realmente grandes daqueles que só brilham quando atuam em seu estádio.

Porém, não peço a cabeça de ninguém. Já sabia das limitações de Dorival Junior como líder. Ele costuma se perder nos momentos cruciais das competições: já tinha sido assim mesmo no Paulista e na Copa do Brasil de 2010, nas quais foi campeão com derrotas no jogo final. Porém, soube armar o time, está um pouco melhor no aspecto técnico. Por mim, pode ficar.

Quanto aos jogadores, logo mais faremos a nossa enquete de final de ano para ver quem deve ficar e quem deve ir embora. Creio que não teremos muitas surpresas.

Dia de luta, dia de glória


A juventude, a experiência e o clima para a decisão (Ivan Storti/Santos FC).


Anda com fé, meu Santos, que a fé não costuma falhar. É justo que você seja campeão hoje, por todo o ano que você fez. Tenha fé em cada minuto, em cada segundo dessa partida que exigirá toda a sua dedicação e atenção. Assim, sua fé, seu talento e seu trabalho serão recompensados. Acreditamos em você!

Dia de final do Santos traz sempre uma nuvem de expectativa que nos acompanha o tempo todo. Há a angustiante espera pela vitória consagradora, mas há, também, o receio pela dor da derrota. São irmãos antagônicos que convivem com o torcedor enquanto houver vida e sonho.

Passamos o dia querendo ter a certeza de algo que não nos dá nenhuma garantia. O mundo do apaixonado por um time de futebol é dramaticamente incerto. De seguro só podemos ter a certeza de que nossos jogadores, aqueles que nos representam, usarão seu talento, sua força e sua alma para serem e nos fazerem felizes.

A única certeza que o santista tem nessas horas é a de que o Santos foi criado, há 103 anos, por um bando de garotos visionários para romper limites, ignorar os preceitos preestabelecidos, criar seu próprio caminho. E é isso o que tem feito.

Quando os adversários apostam que não se reerguerá mais, ele ressurge, tão forte, atrevido e imponente como nos seus melhores dias, seus melhores jogos, suas maiores conquistas. E por ser, mais do que todos, apenas futebol, sem o jogo ou a sujeira dos bastidores, o Santos é o lado bom e puro do esporte, o lado de quem acredita no mérito e nas vitórias apenas na bola.

Por isso, torcer para o Santos é uma boa causa. Sabemos que estamos do lado do time que não depende de conchavos políticos, verbas estatais, nem a bajulação da imprensa para continuar especial, predestinado. Sua força, repito, está apenas no futebol. No puro futebol, no futebol puro.

Sei que nesses dias de tensão, em que a angustia nos aperta o peito à espera do grande momento, é essencial conversar, falar e ouvir, colocar para fora nossos pensamentos e sentimentos sobre o jogo que decidirá o campeonato. Nessa hora, venha para cá e desabafe. Este blog existe pra isso. Não espere meu post sobre o jogo. Opine, analise, extravase suas emoções. Uma decisão de título jamais começa, e muito menos acaba, com o apito do árbitro.

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será dia 19, um sábado, às 15 horas, no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilherme dos Santos Castilho Cunha
Guilherme Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

O que você tem a dizer sobre o Santos na decisão da Copa do Brasil?


Joguem por suas carreiras!


Se você fosse o técnico do Santos, o que faria para motivar o time de reservas que deve enfrentar o Vasco neste domingo, às 17 horas, em São Januário? Como nem os titulares ganham fora de casa, será que o jeito é escalar qualquer um, falar qualquer coisa e colocar em campo uma equipe preparada para perder? Não, obviamente. Um real competidor jamais entra em campo com a única opção da derrota. E esse jogo contra o Vasco oferece mais alternativas do que parece. Vejamos cinco pontos a serem considerados:

1 – Talvez seja preciso usar os titulares

Não podemos nos esquecer de que neste sábado o Internacional enfrenta o Fluminense, no Rio de Janeiro, e o São Paulo recebe o imprevisível Figueirense. Se nem Inter e nem São Paulo vencerem seus jogos, o Santos poderá voltar ao G4 com uma vitória sobre o Vasco, amanhã.

Portanto, o Santos jogará já sabendo dos resultados de seus concorrentes, o que será uma vantagem. E como o último jogo do Santos no Campeonato Brasileiro será contra o Atlético Paranaense, na Vila Belmiro, eu diria que caso volte ao G4 neste domingo, o Alvinegro Praiano terá totais possibilidades de terminar a competição entre os classificados para a Copa Libertadores, tornando a final da Copa do Brasil menos vital para sua temporada de 2016. Assim, caso a vitória retorne o Santos ao G4, Dorival terá de rever a decisão de usar um time de reservas contra o Vasco, pois a partida se tornará importantíssima, uma verdadeira final.

2 – O jogo é decisivo para muitos jogadores

Talvez a partida não seja decisiva para o Santos, mas, certamente, é essencial para a carreira de muitos jogadores reservas, que neste domingo deverão ter mais uma oportunidade de mostrar que merecem continuar no clube em 2016. Fosse eu o técnico, deixaria claro que o desempenho de cada um contra o Vasco seria analisado com atenção e poderia ser determinante para sua permanência no Santos. Em outras palavras, eu diria: “Além de jogar pelo Santos, joguem por suas carreiras!”.

3 – A definição da vaga pode ficar para última rodada

Caso o Santos – toc, toc, toc – perca a final da Copa do Brasil para o Palmeiras, no meio da semana, sua última esperança de conseguir uma vaga na Copa Libertadores pode vir da última rodada do Campeonato Brasileiro, desde que, é claro, ainda conserve ao menos as chamadas chances matemáticas.

Nessa última rodada, o São Paulo irá a Goiânia enfrentar um Goiás que poderá depender da vitória para não ser rebaixado. Para isso, neste domingo, o santista tem de torcer para o Goiás vencer o Chapecoense, em Chapecó, jogo marcado para as 18 horas. A missão é difícil, mas não impossível. Se ganhar os três pontos em Santa Catarina, o Goiás talvez se safe ganhando depois do tricolor paulista.

Em sua última partida o Internacional receberá o Cruzeiro, que tem jogado bem. Um empate não seria nenhuma grande surpresa. Portanto, caso ainda vá para a última rodada com chances, o Santos ainda poderá conseguir a vaga para a Libertadores. Para isso, porém, é aconselhável que ao menos empate o jogo de São Januário.

4 – Dá para escalar um time competitivo, mesmo com reservas

Todo técnico tem as suas preferências, mesmo quando a maior parte da torcida não concorda com elas. Marcelo Fernandes era apaixonado pelo Lucas Otávio, o Batatinha; Dorival Junior gosta do Nilson, o Batatão. Temos de aceitar, já que o técnico é que vê os treinos, acompanha o trabalho diário dos jogadores. Porém, se o professor me permite, creio que mesmo usando reservas, com exceção do goleiro e de um jogador de armação, é possível o Santos montar um time competitivo para enfrentar o Vasco.

No gol manteria o Vanderlei porque é uma posição de enorme responsabilidade e não vejo qualidade suficiente no Vladimir e nem experiência no Gabriel Gasparotto para entrarem em jogo tão importante.

Na zaga, não dá para inventar muito. Werley dá calafrios, mas já jogou várias vezes e até já fez boas partidas. Ao seu lado, o garoto Paulo Ricardo só precisa fazer menos faltas bobas e se colocar melhor para bloquear o atacante antes que ele domine a bola.

Nas laterais, a lógica é Daniel Guedes na direita e Chiquinho ou Caju na esquerda. Não há como fugir disso. Do meio para a frente, não creio que o time de reservas tenha tão poucas alternativas como parece.

Se já está bem fisicamente, Alison tem de voltar. Espero também que o experiente Ledesma esteja melhor de fôlego, pois é outro que pode entrar numa boa. Se não der para o veterano, que volte o Batatinha. Ele é baixinho, tem problemas nas bolas altas, mas não é ruim tecnicamente e, desde que esteja bem motivado, certamente dará o sangue pelo time que aprendeu a amar desde criança.

Enfim, eu teria dois jogadores de marcação no meio-campo e dois que poderiam também ir mais à frente. Um deles seria o Leandro. O Dorival não pediu sua contratação? Então, meu caro, está na hora de o rapaz mostrar porque já foi tão valorizado no futebol brasileiro. Ao seu lado eu escalaria o segundo titular, ou meio titular, que é o Marquinhos Gabriel. Só com o Ledesma para armar, o time ficaria muito lento. O Marquinhos dá mais velocidade à saída de bola da defesa para o ataque.

Na frente, eu escalaria Geuvânio e Rafael Longuine. Ambos já atuaram por times pequenos, estão acostumados a se virar, quase sozinhos, contra um bando de defensores, sabem prender a bola e são atrevidos. Se o Longuine fez sete gols no último Campeonato Paulista jogando pelo Audax, pode muito bem fazer um golzinho em São Januário. O mesmo digo do Geuvânio, que tem repentes de gênio. Deixaria o Neto Berola no banco, como opção para o caso de o Vasco atacar com tudo e deixar muito espaço na defesa. Rapidinho, o Neto – bip, bip – Berola pode ser útil nessa situação.

Então, meu time para enfrentar o Vasco e manter as chances de o Santos conseguir uma vaga no G4 seria Vanderlei, Daniel Guedes, Werley, Paulo Ricardo e Chiquinho (ou Caju); Alison, Ledesma (ou Lucas Otávio), Leandro e Marquinhos Gabriel; Geuvânio (Neto Berola) e Rafael Longuine.

Pode não ser uma maravilha, mas o Vasco já perdeu, em casa, de times piores. Resta saber se Dorival treinou, preparou bem a equipe de reservas para o jogo deste domingo, ou se vai apresentar os jogadores pouco antes de entrarem em campo.

5 – Um “bicho” especial para motivar os reservas

Estamos carecas de saber que este, contra o Vasco, é o tipo de jogo em que o Santos entra desmotivado, se arrasta em campo e perde. Uma das maneiras de mexer com os jogadores, como eu disse, é destacar que o desempenho de cada um será analisado pela comissão técnica. Outra forma, talvez mais interessante, seja oferecer um “bicho” extra pela vitória.

Mesmo que ofereça, digamos, um prêmio de 10, 20 ou mesmo 30 mil reais para cada jogador que atue contra o Vasco, o Santos ficará no lucro caso eles consigam a vitória, pois a diferença de premiação do sexto lugar, posição que o Santos ocupa no momento, para o quinto ou quarto lugares, já valerá, com sobras, o investimento.

Se permanecer na sexta posição, o Santos receberá R$ 1,4 milhão. Se pular para quinto, R$ 800 mil a mais, ou R$ 2,2 milhões, e se terminar em quarto, R$ 1,8 milhão a mais, ou R$ 3,2 milhões. Portanto, vale muito a pena motivar de todas as formas os jogadores que enfrentarão o Vasco.

Times Sub-17 e Sub-20 são vencedores
Neste sábado, o Sub-17 e o Sub-20 do Santos foram vice-campeões paulistas, mas esses resultados não devem ser lamentados. Nessa idade, o que importa é revelar, preparar os jogadores para o profissional. O sub-17 empatou com o São Paulo em 1 a 1, sofrendo um gol no final, e o Sub-20 venceu o Corinthians por 3 a 2, ambos os jogos nos campos dos adversários. No Sub-20 estava difícil, pois o time teria de vencer por quatro gols de diferença para levar para os pênaltis. De qualquer forma, derrotar um adversário que estava invicto há 15 jogos e carimbar sua faixa, diante de 12 mil torcedores contrários, no Itaquerão, merece elogios. O jogo no Sub-17 foi no CT do São Paulo, sem a mínima segurança e com muita pressão sobre o árbitro, que acabou ajudando o time da casa. Como disse, nessa fase ser campeão ou vice dá na mesma e os dois times do Santos provaram que poderiam ficar com a taça. Destaco Rafael Oller, do Sub-20, que tem jeito para fazer gols. O detalhe é que o Santos chegou às finais das cinco categorias de base do Campeonato Paulista: Subs 11, 13, 15, 17 e 20. Isso é o que vale.

E pra você, como o Santos deve ser montado para jogar em São Januário?


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