Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Gilson Kleina

Por que tanta gente ganha fortunas no Santos?

Se jogasse sempre assim, seria campeão brasileiro!

Sem mala branca, que a última impressão do ano seja boa

Se Edu Dracena não joga e se este último jogo – contra o Goiás, neste domingo, às 17 horas – não vale absolutamente nada, por que Claudinei Oliveira não escalou a zaga com a dupla de garotos Gustavo Henrique e Jubal? Não sei, não sabe ninguém, como diria Amália Rodrigues. Durval jogará no lugar de Dracena e o medo do torcedor do Santos aumenta. E se Durval joga mais ou menos e a diretoria resolve renovar com ele, como fez com o Léo? Não, não, nem quero pensar nisso.

O Santos tem de ter coragem de se renovar, se reciclar, rejuvenescer, criar uma nova filosofia, sacudir o marasmo, dar a volta por cima. Isso é o óbvio dos óbvios. A campanha vexatória de 2013 pede mudança, trabalho, imaginação. Talvez isso ocorra no Campeonato Paulista. Porém, neste domingo, não queira novidades. O time vai de Aranha, Cicinho, Gustavo Henrique, Durval e Eugenio Mena; Alison, Arouca, Cícero e Montillo; Geuvânio e Thiago Ribeiro.

Para o Santos não vale nada, mas para o Goiás é um duelo de vida ou morte. O clube até abaixou o preço dos ingressos e espera 37 mil torcedores no Serra Dourada. Uma vitória e o Goiás pode se garantir no G4 e se candidatar a uma vaga para a Libertadores de 2014. Para isso, o artilheiro Walter deve ser escalado, mesmo ainda não estando cem por cento de uma entorse no tornozelo.

O time será dirigido pelo auxiliar Luis Fernando Flores, já que o técnico Anderson Moreira se submetará a uma cirurgia cardíaca. E Flores escalará o Goiás com Renan, Vítor, Rodrigo, Ernando e William Matheus; Amaral, Dudu Cearense, Renan Oliveira, Hugo e Eduardo Sasha; Walter.

Meus amigos e amigas, a perspectiva para o Santos não é boa, visto que o adversário lutará renhidamente pela vitória e não deverá haver nenhuma mala branca de incentivo aos santistas. Terão de jogar mesmo pela honra, pela camisa, pela vergonha na cara. Será que esses motivos são suficientes para garantir um time correndo em campo o tempo todo?

Lanterna sai invicto contra o campeão do mundo

Com a vitória, neste sábado, sobre o Corinthians, por 1 a 0, em Recife, o Náutico, orientado pelo ex-santista Marcelo Martelotte, disse um honroso adeus à Série A do Campeonato Brasileiro. Mesmo lanterna da competição, o time não perdeu em nenhum dos dois turnos e nem sofreu gol do atual campeão do mundo. Veja o gol:

Por que tanta gente ganha fortunas no Santos?

Será que os dirigentes do Santos tentam negociar os contratos com os jogadores e técnicos que contratam, ou esvaziam os cofres do clube sem discutir? Se o dinheiro estivesse saindo do bolso deles, será que seriam tão perdulários?

Digo isso porque leio que o técnico Oswaldo de Oliveira receberá um salário de 400 mil reais; que o jogador Cícero, que recebe 350 mil, quer arredondar pra 400; que Montillo embolsa meio milhão a cada 30 dias; Arouca e Edu Dracena também ganham 350 mil cada um…

Agora fico sabendo que Léo, que está para se aposentar, terá seu contrato renovado para jogar o Campeonato Paulista. Detalhe: o Santos já tem os laterais-direitos Émerson e Mena e mais um monte de gente no meio-campo, posições nas quais Léo pode atuar.

Por outro lado, o Palmeiras manteve o salário do Gilson Kleina em 300 mil reais e ofereceu um contrato de produtividade, e ele aceitou. O São Paulo ofereceu só 300 mil para o mesmo Muricy Ramalho que no Santos ganhava 750 mil para trabalhar muito pouco. Será que só o Santos não consegue reduzir o salário de alguém, e ainda dá aumento? Cadê o catso de gestão corporativa?

Um time que fatura menos e é boicotado pela tevê, como é o caso do Santos, tem de trabalhar mais, ser mais criativo e usar o dinheiro com uma precisão cirúrgica. Não pode continuar com essa farra do boi. Escrevi em 2011, quando era coordenador do Centenário do Santos (em troca de uma ajuda de custo), que a alta folha de pagamentos do clube era uma bomba relógio. Tentaram me convencer de que estava errado. Vejam no que deu…

Não sou contra uma remuneração condizente com a capacidade e responsabilidade do profissional. Acho, por exemplo, que um dirigente esportivo precisa receber mesmo um salário de mercado, mas em contrapartida tem de dar expediente e realmente trabalhar pelo clube. Esse negócio de não ganhar nada, mas se envolver em todo negócio milionário na compra e venda de jogadores, nunca deu e não pode dar certo. Um dirigente esportivo tem de abrir sua conta antes e depois de assumir função em um clube. Isso é transparência. Mas estou falando de jogadores e técnicos, não de dirigentes…

Já disse mais de uma vez que considero os 80 mil que Claudinei Oliveira recebe como o teto salarial condizente com o nível e o conhecimento dos técnicos brasileiros de futebol. Está bem que um ou outro mereça ganhar mais, porém essas coisas de 700, 800 mil são loucuras que cobram seu preço rapidamente.

Felipão ganhou 750 mil do Palmeiras para levar o time para a… Série B – mesmo lugar para o qual Muricy Ramalho levaria o Santos se não tivesse sido defenestrado antes. Vanderley Luxemburgo e Dorival Junior fizeram papeis ainda piores em 2013. Repare que os técnicos mais famosos fracassaram no Campeonato Brasileiro, e muitos dos menos badalados, de salários menores, renderam bem mais.

Está mais do que evidente que, em se tratando de técnicos brasileiros, pagar muito é bobagem. Prova disso é que Muricy aceitou rapidinho os 300 mil do São Paulo. Mais um pouco e ninguém iria se lembrar de que ele existia, como não lembramos hoje de Émerson Leão, Joel Santana, Geninho e tantos outros.

Teto salarial é uma necessidade do futebol brasileiro

No caso dos técnicos, os clubes não estabelecem um teto salarial porque não querem, ou porque o dinheiro não é de quem o administra. Tudo bem, abro mão dos 80 mil e aceito um teto de 150 mil reais. Não está ótimo? Beleza. Este deve ser o máximo que um clube brasileiro poderia pagar a um técnico.

Eles vão chiar? Vão trabalhar em outro país? Ótimo, façam isso. Sempre haverá outros para as vagas deixadas. E, quem sabe, jovens estudiosos, mais bem preparados e educados, ocupem os lugares dos mesmos de sempre.

Agora, não espere que nossos técnicos sigam para a Europa, a fim de aprender no continente que hoje pratica o melhor e mais profissional futebol do planeta. Vão é tirar dinheiro dos árabes, dos asiáticos, dos africanos, pois lá ainda é possível ganhar dinheiro com a fama e o blá-blá-blá.

Quanto a um teto salarial para os jogadores, sei que é mais difícil. Não é só a qualidade do jogador que conta, mas também seu apelo midiático. O chamado carisma também tem seu preço, pois atrai torcedores, visibilidade e patrocinadores. Tudo bem. O Santos não poderá competir com os clubes que hoje ganham mais dinheiro da tevê, e por isso mesmo não pode entrar na orgia financeira que eles praticam.

E se o jogador quiser ir embora? Ora, que vá. Que seu passe seja bem negociado e se transforme em dinheiro que possa ser utilizado para contratar outro mais afinado com a política salarial do clube. Sei que no Santos a competência para gerir essa operação não existe. Os últimos bons negócios que o clube fez foram a troca de Arouca por Rodrigo Souto e as contratações de Danilo e Alex Sandro, há quase três anos.

Como vocês sabem, defendo a vida simples e já escrevi alguns livros sobre isso. Estudos comprovam que 25 mil dólares por ano dão a um ser humano as condições suficientes para viver dignamente e feliz. Acha pouco? Está bem, multiplique por dois. Ainda é pouco? Está bem. Multiplique por dez! Teremos 250 mil dólares por ano. Isso dá cerca de 84 mil reais por mês. Vai dizer que isso é pouco para um jogador brasileiro?! E ainda um jogador que, ou é um refugo na Europa, ou está em fim ou começo de carreira…

Sei lá, meu amigo, mas gostaria de ver esses contratos, saber se realmente os valores informados vão direto para a conta do contratado, ou boa parte fica no caminho, nas mãos dos atravessadores. É uma curiosidade que, acho, todo mundo que acompanha o futebol e lé essas notícias tem. Como a propalada transparência prometida por essa diretoria ficou no papel e na garganta, espero que a próxima gestão tenha como ponto de honra informar aos sócios e torcedores os valores exatos dos negócios do clube.

Às vezes fico com a impressão de que os dirigentes do Santos não fazem a mínima questão de pechinchar, de conseguir um contrato menos dispendioso. Deveriam ter uma responsabilidade maior com um dinheiro que não é deles, dinheiro que só entra nos cofres do clube devido à história, ao prestígio, aos milhões de torcedores e à influência que o Santos ainda exerce no futebol.

Você também não acha que o Santos paga demais para jogadores e técnicos?


Enquete: que técnico deve dirigir o Santos em 2014?

Quem lê este blog já sabe que aqui se respeita a vontade da maioria. Em outras palavras, aqui se pratica a democracia. E assim como 79% dos santistas deixaram evidente, na enquete que está no ar, que o Santos deve jogar mais no Pacaembu do que na Vila Belmiro, a pergunta que não quer calar, no momento, se refere ao técnico do time para a próxima temporada.

Claudinei Oliveira deve continuar no cargo, o clube pecisa procurar técnicos que já tiveram algum sucesso na Vila Belmiro, ou um outro profissional deve ser convidado?

Aqui nos comentários do blog, além de revelar o(s) seu(s) favorito(s), você pode explicar os motivos que o levam a preferir um ou outro. Na enquete aí do lado direito, que logo estará no ar, você só pode escolher um nome e votar apenas uma vez. Analise com calma. A enquete ficará um mês no ar.

Os técnicos indicados são:

Abel Braga
Claudinei Oliveira
Dado Cavalcanti
Dorival Júnior
Enderson Moreira
Émerson Leão
Gilson Kleina
Guto Ferreira
Ney Franco
Ricardo Gareca
Serginho Chulapa
Tite
Vágner Mancini
Vanderlei Luxemburgo

Quem deve ser o técnico do Santos em 2014? Por quê?


É preciso atravessar essa Ponte… E o show de Neymar

Na partida de hoje, às 18h30m, contra a Ponte Preta, na Vila Belmiro, o Santos tem três possibilidades: uma vitória com goleada, uma vitória em jogo difícil, uma vitória injusta. De qualquer forma, é imprescindível que seja uma vitória. Qualquer outro resultado será ruim.

O técnico Muricy Ramalho, de contrato renovado com o clube, diz não se preocupar com as pressões contra alguns jogadores e manterá o mesmo time que tomou um vareio do Atlético Mineiro no meio da semana. A única mudança deverá ser o retorno de Durval no lugar de David Braz.

Assim, o Santos deverá atacar com os indefectíveis João Pedro e Bill e o meio-campo continuará com três volantes: Adriano, Arouca e Henrique. O único meia será o novato e instável Felipe Anderson.

Preve-se um jogo nervoso, quase desesperado, em que o gol será bem-vindo de qualquer maneira (afinal, fazx quatro jogos que o santista não sabe o que é comemorar um). A estética ficará em segundo plano. Não espere um jogo bonito. Há grandes possibilidades de a partida, se não for outro 0 a 0, seja decidida nas chamadas bolas paradas, ou devido a falhas, ou em chutes de longa distância.

A Ponte também não está grandes coisas. Com duas derrotas e um empate nos últimos quatro jogos, o time de Gilson Kleina já começou o campeonato preocupado com o rebaixamento. Entretanto, está com um saldo interessante contra os grandes de São paulo, pois já venceu Corinthians e São Paulo, ambos por 1 a 0. Certamente será um adversário perigoso.

Retrospecto dos confrontos entre Santos e Ponte Preta

Por Wesley Miranda

Santos e Ponte já se enfrentaram 115 vezes ao longo da história, com 65 vitórias praianas, 27 campineiras e 23 empates. O Peixe marcou 227 gols e a Macaca 130.

Em Brasileiros, desde o primeiro encontro, no Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, são 18 jogos, com oito vitórias do Santos contra seis vitórias da Ponte Preta e quatro empates. O time das praias fez 34 gols e o do interior, 2.

O artilheiro santista no confronto
Na liderança da tábua de artilheiros santista está José Macia, o Pepe, com 15 gols, seguido por Pelé, com 12, Tite, com oito, e Coutinho, com sete. Dorval e Vasconcelos, ambos com seis, e Álvaro, com cinco, completam a lista de maiores goleadores do Peixe no confronto contra a Macaca. Segue o restante:

Os primeiros confrontos
O primeiro encontro dos alvinegros aconteceu no dia 04/04/1926, na Vila Belmiro. O time campineiro surpreendeu e ganhou por 4 a 3. Aníbal Torres, mais conhecido por Camarão, marcou dois gols do Santos e Requião completou.

O Santos descontou quatro anos depois, no segundo confronto, em 20/04/1930, na Vila Belmiro: 5 a 3, com gols de Feitiço (2), Franco II (2) e Paulino. Segundo o pesquisador Guilherme Nascimento, esse jogo foi pró asilo dos inválidos.

No ano seguinte, foi a vez do Santos jogar fora de seus domínios, no dia 18/01/1931, nova vitória santista por 3 a 1, com gols de Camarão, Mario Seixas e um gol contra – o primeiro dos nove gols contra da Ponte Preta na história do confronto.

As maiores goleadas da história do Santos
Quando pensamos em Santos e suas goleadas, lembramos especialmente do autor de 1.091 gols na história do time: Pelé. Mas, curiosamente, o Alvinegro Praiano tem no seu histórico duas goleadas por 12 a 1, uma frente ao Ypiranga, em 1927, com aquele famoso ataque do 100 gols, e a outra em cima da Ponte Preta, em 1959, e Pelé não esteve em nenhuma dessas duas maiores goleadas da história santista. Contra a Ponte Preta, no dia 19/11/1959, na Vila Belmiro, bastou Coutinho e Pepe estarem em campo.

O jogo
Dalmo, Pagão e Mourão não tiveram preocupação na parte defensiva, e até o defensor Formiga foi mais ao ataque. Zito e Jair, mesmo sem muitas condições físicas, fizeram valer a técnica que tinham. No ataque, Dorval destoou um pouco de seus companheiros e chegou a perder algumas chances. Mas Agnaldo, que teve a enorme responsabilidade de substituir Pelé, foi bem, marcando dois gols. Pepe anotou quatro e Coutinho cinco dos doze gols.

No ano de 1959, o Santos estabeleceu o ataque mais arrasador de sua história, com 342 gols nos 99 jogos realizados naquele ano!

Vinte e dois gols em três jogos contra a Ponte Preta
Depois da goleada de 12 a 1, em 1959, os times voltaram a se enfrentar na Vila Belmiro na estreia do Campeonato Paulista de 1960, no dia 17/07. E o Santos goleou novamente, de uma forma mais “contida”: 6 a 3, com gols de Pepe (2), Pelé, Mengálvio, Dorval e Darci, que marcou contra a favor do Santos.

No dia 23/10/1960, Santos e Ponte se enfrentaram no Moisés Lucarelli pelo returno do Paulistão. O Peixe abriu o marcador no primeiro minuto de jogo com o fenomenal Pagão. Pelé ampliou aos 27 minutos, e estabeleceu a vitória parcial de 2 a 0. Logo no começo da segunda etapa, Armandinho devolveu o gol relâmpago e diminuiu antes do primeiro minuto. Mas Pepe, de pênalti, aos 14 minutos, e o gênio Coutinho, aos 42, decretaram a goleada por 4 a 1. Ninguém poderia imaginar que esse confronto ficaria tanto tempo sem acontecer depois dessa goleada.

Veja alguns segundos desse prélio e o gol de Pagão!

Pelé e o recorde de público
Com ausência de uma década de duelos, o primeiro confronto do Santos de Pelé depois do longo jejum no Moisés Lucarelli fez o estádio receber um público oficial de 33.500 torcedores. Porém, mais de 40 mil torcedores estavam presentes na vitória do Santos por 1 a 0, com gol de Douglas Franklin, em 16 de agosto de 1970. E esse é o recorde de público do Majestoso.

A despedida do Rei
Na partida do Paulistão do dia 02/10/1974, justamente contra a Ponte Preta, que Pelé decidiu até então encerrar a carreira. Estádio que foi palco de muitas alegrias, a Vila Belmiro lotou para ver pela última vez o Atleta do Século em ação com a camisa santista. O Rei, que jogou contundido, aguentou só até aos 23 minutos da primeira etapa. Pelé se ajoelhou no centro do gramado, abriu os braços em uma forma de agradecimento, se despediu emocionado e emocionando.

Pelé, que decidiu encerrar a carreira jovem, aos 34 anos, para parar no auge, poderia, sim, jogar no Santos no mínimo por mais quatro, cinco anos. Reveja esse jogo contra a Ponte Preta, no dia 20/05/1973, no último título Paulista do Rei e tire suas conclusões (o número 9 é Eusébio, que faleceu aos 58 anos, em 2010, em um acidente automobilístico).

Os Meninos da Vila X maior Ponte da história
A Ponte era um timaço em 1978, tinha Dicá e três jogadores que foram para a Copa de 78, na Argentina: o goleiro Carlos e os zagueiros Oscar e Polozzi. Um excelente time, um dos maiores do Brasil no fim dos anos 70. Esse time fez alguns grandes duelos decisivos com os meninos da Vila de Chico Formiga no longo Campeonato Paulista de 1978.

Semifinal do primeiro turno: com um golaço de falta de Ailton Lira, o Santos venceu por 1 a 0 e foi para a final do turno contra o Corinthians.

Semifinal do segundo turno: a Ponte venceu por 2 a 1, com gols de Lúcio e Jorge Campos. Claudinho fez o gol santista.

Na penúltima rodada do terceiro turno, o Santos bateu a Ponte por 2 a 0, com gols de Juary e, de novo, Ailton Lira, de falta, marcando outro golaço.

O Santos ainda contou com uma vitória da Ponte sobre o Juventus para se classificar para a semifinal como o segundo do grupo.

Além desses três confrontos, Santos e Ponte se enfrentaram no início do Paulista. No dia 03/09, no Moisés Lucarelli, mais de 33 mil pessoas viram o empate em 2 a 2. Os gols do Santos saíram já perto do fim do jogo, com João Paulo, aos 38 minutos, e Juary, aos 40.

Na rota do título

Na campanha do lendário título Paulista de 1984, o Santos somou 79 pontos em 114 disputados(69,29% e aproveitamento) e ficou com o título, o 15º estadual de sua história.

E contra a Ponte do goleiro Sérgio Guedes foram duas vitórias:

A primeira: 22/07, Brinco de ouro, 1 a 0 com gol do zagueiro Pedro Paulo

A segunda: 15/11, Vila Belmiro, 2 a 1 com gols do zagueiro Márcio e do suplente Ronaldo.

No mesmo 29 de julho, só que há 25 anos
Em jogo válido da 34ª rodada do Paulistão de 1987, o Santos goleou impiedosamente a Macaca por 6 a 1 na Vila Belmiro. O atacante Luis Carlos marcou quatro tentos nessa partida, e Mendonça os outros dois.

Kléber Pereira em dia de Pepe
Em 5 de abril de 2009, no Majestoso, o Santos precisava vencer a Ponte, vice do Paulista de 2008, para se classificar para as semifinais. Kléber Pereira marcou primeiro aos 38 minutos de jogo, colocando o Santos em vantagem no primeiro tempo. Na volta do intervalo, a Ponte Preta do goleiro Aranha fez mais que só cumprir tabela ao fazer dois gols relâmpagos e virar o jogo. O resultado eliminava o Santos e classificava a Portuguesa. Mas, aos 37 minutos do segundo tempo, Kléber Pereira iniciou a reação com o gol de empate e consolidou a classificação ao converter um pênalti aos 43 minutos! Um jogo histórico do time das viradas.

A última decisão
Apesar de estar dividindo a atenção com a Libertadores, o Santos era o grande favorito das quartas de final do Paulista de 2011. Mas a Ponte, invicta contra os grandes, vendeu caro a derrota, mesmo jogando na Vila Belmiro. O gol da classificação saiu aos 20 minutos, dos pés do iluminado Neymar.

O último confronto
Pela primeira fase do Campeonato Paulista 2012, Santos e Ponte se enfrentaram no dia 25/02, na Arena Barueri. O Peixe queria confirmar sua boa fase e conseguir a quinta vitória consecutiva. A Macaca lutava para se manter no G8.

Um dos maiores jogos do Santos no ano de 2012 só teve gol aos 27 minutos, com Neymar, e ampliado com Ganso, aos 34.

Na segunda etapa, Uendel, aos seis minutos, diminui para a Ponte, mas Ferron, aos 11, marcou contra o terceiro do Peixe! O zagueiro Edu Dracena ainda marcou dois gols e Neymar completou a goleada com mais um gol!

No fim, 6 a 1 para o Santos e a Ponte teve três jogadores expulsos: Cicinho, Guilherme e Renato Cajá.

Apesar da goleada, a Ponte Preta fez boa campanha, e só foi eliminada no derby campineiro nas semifinais.

O mundo já sabe quem é Neymar

Este post é sobre o jogo do Santos, mas não dá para ficar sem falar da memorável exibição de Neymar, hoje, contra a Bielorrúsia. Um golaço de falta, duas assistencias magistrais e inúmeras jogadas que encantaram o público britânico deram uma boa ideia, ao mundo, de quem é e do que ainda pode conseguir no futebol o Menino de Ouro da Vila Belmiro.

É particularmente difícil para nós, santistas, conviver com essa má vontade de muitos contra Neymar. Mas já estamos acostumados. Essa inveja explítica também perseguiu e ainda tenta incomodar Pelé, o Rei do Futebol. Mas Pelé driblou a sordidez alheia, assim como Neymar vem fazendo.

Enfim, é lindo perceber que no final a beleza, a arte e o bem sempre vencem. Mordam-se, invejosos. Neymar é um dos astros desta Olimpíada que é vista pos bilhões de pessoas. E é do Santos Futebol Clube

E pra você, como o Santos deve atravessar essa Ponte?


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