Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Faltam 6, ou 7, batalhas!

O primeiro Sansão decisivo é hoje!

Às 22 horas desta quarta-feira o Santos enfrenta o São Paulo, no Morumbi, pelo jogo de ida da semifinal da Copa do Brasil. Em que pese o ótimo retrospecto contra o tricolor em confrontos eliminatórios neste milênio, a partida deverá ser difícil e exigir total atenção dos santistas. Estou certo de que o Santos não será extremamente defensivo, pois não é o estilo do técnico Dorival Junior e porque é importante marcar gols fora de casa na Copa do Brasil. O elenco do São Paulo é mais caro, mas o Santos tem jogado melhor. Acredito em uma partida equilibrada, sem favoritos. Quem aproveitar melhor as oportunidades, vencerá.

Esplêndida a vitória sobre o Goiás, por 3 a 1, que manteve o Santos no G4. Time fez 3 a 0 logo no primeiro tempo, com dois gols de perna esquerda de Ricardo Oliveira, o segundo muito bonito, depois de passe de calcanhar de Marquinhos Gabriel. Werley inaugurou o marcador, de cabeça. Geuvânio voltou ao time no segundo tempo e Ledesma também estreou na segunda etapa, mas Marquinhos Gabriel e Lucas Lima não podem deixar de jogar juntos nessa reta final do Brasileiro, que prevê seis, ou sete, batalhas para o Alvinegro Praiano.

Digo seis, ou sete, porque o último jogo será em casa, dia 6 de dezembro, domingo, diante do Atlético Paranaense. Se não aspirar a mais nada, o rubro-negro do Paraná talvez represente o menos difícil dos compromissos que ainda faltam ao Santos no campeonato. Até lá, porém, a equipe enfrentará seis jogos decisivos.

Quatro deles serão fora de casa, contra equipes angustiadas pela possibilidade do rebaixamento: dias 24 de outubro, sábado, diante do Figueirense; 8 de novembro, domingo, contra o Joinville; 22 de novembro, domingo, contra o Coritiba, e 29 de novembro, domingo, diante do Vasco. Em todas essas partidas, o Santos, no aspecto técnico, deve ser considerado favorito. Mas sabemos que times motivados para se manter na Série A são capazes de jornadas heróicas.

Dois jogos, esses contra times que lutam por um lugar no G4, serão em casa: dias 1º de novembro, domingo, contra o Palmeiras, e 18 de novembro, quarta-feira, contra o Flamengo. Vitórias nesses clássicos nacionais significarão muito, pois os adversários são concorrentes diretos por vagas na Copa Libertadores do ano que vem.

Em campo, o Santos continua muito bem e tem a segunda melhor campanha do segundo turno do Brasileiro. Elenco se valorizou com isso. Além dos selecionados Ricardo Oliveira e Lucas Lima, Marquinhos Gabriel tem sido um dos destaques da equipe. O técnico Dorival Junior também tem feito grande trabalho. O problema tem sido as arrecadações fracas na Vila Belmiro – que só traiu seis mil pessoas na partida contra o Goiás – e a falta de ações de marketing para atrair mais associados e novos patrocinadores.

E para você, como o Santos se sairá nessas 6, ou 7, batalhas?


O jogo é domingo!

Seria ótimo se o Santos vencesse o Grêmio em Porto Alegre e se distanciasse no G4, mas desfalcado, fora de casa e diante de um forte adversário, a derrota – por 1 a 0, gol sofrido por meio da indefectível bola parada – era esperada. O jogo que o Alvinegro Praiano não pode perder é domingo, às 17 horas, na Vila Belmiro, diante do Goiás.

Alô, alô santistas de Santos e São Vicente: a bola, nessa reta final de Campeonato Brasileiro, está com vocês. Se 5 por cento dos torcedores do Alvinegro Praiano dessas duas cidades forem ao jogo, o Urbano Caldeira já receberá 15 mil pessoas. Está na hora de esquecer o boteco e o gatonet e apoiar o time ao vivo e em cores.

Quanto ao jogo contra o Grêmio, nada a reclamar, além do previsto. O que mais incomodou foi ver Gabriel ser expulso por reclamação depois do final da partida. Um erro infantil e inadmissível. Agora ficará fora do time por dois jogos. Alguém precisa orientar esse garoto para deixar de mimimi e jogar futebol. Como Neymar e Ganso já mostraram, não adianta passar a mão na cabeça desses garotos. Acho que uma multa no salário cairia bem.

Outra coisa: para alguns jogadores a reserva faz bem, pois se dedicam mais aos treinos e voltam ao time mais motivados. Porém, alguns perdem a motivação. Talvez seja o caso de Chiquinho, um dos piores em campo em Porto Alegre. Werlei também voltou a falhar. Este tenta, mas não consegue jogar melhor.

Bem, mas a vida segue e domingo o jogo, contra o Goiás, é decisivo. Depois de cinco anos o Santos jogará no templo sagrado da Vila Belmiro como invejado integrante do G4. Não há desculpa para ficar em casa. Vamos torcer, santista!

E você, acha que dessa vez a Vila enche?


Falar o quê?


Qual deve ser o salário do jogador de futebol no Brasil?

Duas notícias, antagônicas, nos fazem pensar sobre a séria questão dos salários dos jogadores de futebol brasileiros. A primeira, de alguns dias, assinada por Samir Carvalho, do UOL, diz que Robinho usa o interesse do Flamengo para conseguir um salário de um milhão de reais por mês e um contrato até 2020 no Santos. A segunda, de Vladimir Bianchini, do ESPN.com.br, informa que no Goiás, líder momentâneo deste Brasileiro, o salário máximo é de 50 mil reais e a diretoria decidiu não negociar mais com empresários, só diretamente com os jogadores.

Leia a matéria de Samir Carvalho, do UOL

Leia a matéria de Vladimir Bianchini, da ESPN.com.br

Se já é muito difícil determinar o salário ideal para qualquer atividade, a coisa se complica ainda mais quando se trata de um jogador de futebol, pois aí entramos no mercado do entretenimento, do show business, em que o atleta não vale apenas por suas qualidades físicas e técnicas, mas pelo que representa, pelo que atrai de público e patrocinadores.

Lembro-me de um amigo que ironizava o fato de se pagar uma fortuna ao pugilista Mike Tyson para ele “trabalhar” apenas alguns segundos, já que nocauteava seus adversários pouco depois do início dos combates. Porém, eram segundos vistos, ao vivo, pelo mundo inteiro, fora toda a fase de preparação e as matérias posteriores à luta.

Por isso, eu diria que Robinho, como um dos poucos astros do futebol brasileiro, ou o único em atividade no Brasil, merece mesmo ganhar mais do que todos os outros. Mas quanto ele deve ganhar depende de mais fatores que precisam ser levados em conta, tais como: Quanto ele aumentou o faturamento do Santos, tanto em patrocínio, como em arrecadação nos jogos, ou em verba de pay per view? Esse valor tem compensado, com sobras, o investimento que o Santos fez nele?

Sim, ele foi essencial na conquista do título paulista, que deu ao Santos o prêmio de três milhões de reais, porém, é bom que se diga, não jogou sozinho. Lucas Limas, Ricardo Oliveira e Geuvânio também foram importantes ao longo da campanha.

Outro detalhe importante para se analisar o salário potencial de qualquer profissional, e aí tanto faz em que área ele atue, é a situação do mercado. E nesse quesito, é evidente que o futebol brasileiro, não só pelas baixas arrecadações, mas pelas péssimas administrações, que fazem a dinheirama sumir pelo ralo da incompetência e da corrupção, não pode pagar tal fortuna a nenhum jogador, pois esse investimento só milagrosamente se pagaria.

No último final de semana, enquanto Robinho era derrotado, com o Santos, na humilde Chapecó, tarde em que brilhou o rápido e quase folclórico Apodi, Guerrero perdeu gol feito no jogo sonolento do Maracanã, evento de nível tão pobre que fez o comentarista Casagrande lamentar que não tivesse ido ao teatro, ao cinema, ou a algum programa mais interessante. Para completar, no seu estádio, o Palmeiras, com o decantado ídolo Valdívia em campo, perdia para esse mesmo Goiás do teto salarial de 50 mil e do veto aos empresários.

Se levarmos essas considerações para o segmento dos técnicos de futebol, notaremos que aqueles que outro dia estavam no pedestal, com salários de 700, 600, 500 mil reais, hoje amarguram a rua da amargura, ou quase. Muricy foi descansar quando ninguém mais agüentava o muricybol; Felipão ganhou bilhete azul do Grêmio, o mesmo ocorrendo com Luxemburgo no Flamengo. Daqui a pouco Oswaldo de Oliveira seguirá o mesmo caminho. Isso está ocorrendo porque esses técnicos são ruins? Não, mas estão bem aquém da imagem que se construiu deles. No fundo, são farinha do mesmo saco.

Reduzir drasticamente o teto salarial de jogadores e, principalmente, de técnicos, é a única saída para o empobrecido e desorganizado futebol brasileiro. Com folhas salariais ajustadas à nossa realidade, os clubes atingirão o equilíbrio financeiro, terão de se valer mais de seus jogadores de base, o que contribuirá para revelar e arejar o nosso futebol, e os ingressos nos estádios poderão ter preços mais acessíveis, atraindo novamente os torcedores, que hoje estão procurando outras formas de lazer, que envolvam também a família, sejam mais baratas e mais seguras.

O futebol profissional brasileiro vive uma situação paradoxal: ele nunca foi tão mal jogado e, ao mesmo tempo, jogadores e técnicos nunca receberam salários tão elevados. É evidente que a conta jamais poderá fechar. Alguns clubes, como o Goiás e o Atlético Paranaense, perceberam isso e estão mostrando esse caminho para os dirigentes de boa vontade.

A questão dos empresários é outro absurdo que só sobrevive às custas de dirigentes e técnicos preguiçosos ou corruptos, ou as duas coisas. É óbvio que se os clubes profissionais se unirem em uma Liga, uma das primeiras providências será banir os empresários do futebol e estabelecer um teto salarial ao menos para os técnicos. O futebol não suporta mais essa farra do boi, ou da bola. É possível, sim, negociar direto com o jogador, mas tem muito dirigente que prefere acertar as coisas com o empresário, porque sabe que assim tem sempre algum por fora.

Bem, nem vou usar aquele surrado argumento de que para se ganhar 50 pilas por mês o brasileiro comum precisa ter graduação, pós-graduação, MBA, doutorado, falar duas ou três línguas, ser ultra-competente, espírito de liderança, bom senso, carisma, comprometimento e mais um montão de qualidades. E ainda ficar ligado na empresa dia e noite, em uma missão exaustiva e estressante, bem diferente de trabalhar brincando, dançando, tirando um sarro dos companheiros, com todas as despesas pelo empregador e ainda seguido adulado pelos fãs e pela mídia.

Isto tudo posto, minha conclusão é a de que, se não tem como pagar e não se tem um parceiro que possa pagar, o Santos não pode, em hipótese alguma renovar com Robinho por um milhão de reais por mês, ainda mais em um contrato até 2020. Se ele ainda tem mercado na China, na Índia, nos Estados Unidos ou na Gávea, que vá para onde quiser.

Um time não se faz só com um atacante e hoje Robinho, mesmo ainda jogando bem, decide muito pouco. Já não tem o mesmo fôlego, a mesma vitalidade, a mesma força e habilidade e continua com deficiência no chute. Eu diria finalmente que, levando tudo em consideração – o futebol dele, a situação do Santos e do futebol brasileiro – 200 mil seria um salário fenomenal para o nosso querido Robinho.

E você, o que acha dos salários dos jogadores brasileiros?


Filme mostra que Santos de Pelé revolucionou na Martinica

Futebol do domingo bateu recorde negativo na Globo. Ibope marcou apenas 14.9 pontos em São Paulo. Mesmo somado com os 4 pontos da Band, o total não chegou a 19 pontos. O jogo transmitido, de baixo nível técnico, mostrou o Atlético Paranaense vencendo o alvinegro de Itaquera por 1 a 0, com gol de pênalti. Clique aqui e leia:
O péssimo Ibope de Atlético Paranaense e alvinegro Itaquerense

Meus amigos, no meu primeiro dia de Brasil depois das férias de suas semanas na encantadora Santiago do Chile, uma cidade de primeiro mundo encravada na América Latina, cheguei com ganas de hablar sobre muchas cosas, pero ao rever os e-mails recebidos nesse período, dou de cara com um especial, do indefectível pesquisador Wesley Miranda, que me copia um breve documentário sobre Pelé e o Santos produzido na Martinica, possessão francesa no Caribe, de cerca de 400 mil habitantes.

Em 23 de janeiro de 1971 o Santos desembarcou na ilha para uma partida contra uma seleção dos melhores jogadores locais. O governo queria que o jogo fosse assistido apenas pela elite e elevou desmesuradamente o preço dos ingressos, o que provocou a reação de um grupo de esquerda, que criou o movimento “Vamos ver Pelé sem pagar”. Enfim, meus caros, trata-se de mais uma história maravilhosa do Santos pelos campos do mundo.

Veja o filme e entre no clima de mais um milagre de Pelé e do Santos. Um detalhe: a antiga capital da Martinica, Saint-Pierre, ficou mundialmente famosa após a grande erupção vulcânica de 1902. E sabe qual o nome do vulcão: Pelée… Bem, vamos ao filme, que contou com informações do pesquisador Guilherme Nascimento e foi postado por Wesley Miranda no Youtube:

Para não dizer que não falei da vitória sobre o Goiás

Eu sei, eu sei, que 11 mil pessoas são bem menos do que as 25 mil que eu pretendia ver no Pacaembu, domingo. Mas, diante das circunstâncias – chuva; horário; falta de vários titulares, entre eles Robinho, e pouco carisma do adversário – não foi tão ruim, sabendo que na Vila Belmiro daria a metade. Vamos continuar a fazer campanhas a cada jogo do Santos em casa. É a única forma de trazer de volta o santista para perto do time.

Do jogo, creio que no geral a equipe foi bem e mostrou que há jogadores jovens que podem render mais do que alguns titulares. O caminho é este mesmo. Agora, é preciso mexer os pauzinhos, fazer contatos, para vender bem Leandro Damião, Cicinho, Mena e Thiago Ribeiro. Isso melhorará as finanças e o rendimento do time.

Antero Greco, PVC e por que a imprensa fala pouco do Santos

Muitos santistas discutem por que a imprensa de São Paulo fala tão pouco do Santos, e eu já respondi que é porque há poucos santistas na imprensa. O domingo à noite na ESPN deixou isso bem claro. Antero Greco, que é um sujeito sério, gastou segundos para analisar Santos e Goiás, resumindo que são times “de altos e baixos”, falou um monte do gol erroneamente não marcado para o Goiás e ficou todo o tempo do mundo cornetando os jogadores do seu Palmeiras que sofreram três gols em poucos minutos e perderam para o Figueirense. O Antero só perde a fleugma quando fala de seu querido Palmeiras.

No programa anterior, Paulo Vinícius Coelho, que também é sério, escolheu o Palmeiras como o seu destaque. Veja bem, amigo leitor e amiga leitora, tratam-se, tanto de Antero, como de PVC, de bons jornalistas esportivos, mas na hora que o coração aperta, só pensam no amado Palestra Itália. É uma tendência do ser humano, não tem jeito de mudar. Assim, para que o Santos seja mais comentado na imprensa, além de ganhar títulos, revelar jogadores e essas coisas que já fez muito e certamente voltará a fazer, tem de contar na imprensa com jornalistas santistas.

E você, o que acha disso tudo?


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