Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Goleada

Santos joga pela vaga na final com o mesmo time que ganhou no Morumbi. Aposte no Bolão!

Quase metade (47%) dos leitores que responderam a enquete deste blog prefere que o técnico Dorival Junior mantenha o time que venceu o São Paulo por 3 a 2 no Morumbi. E é assim que será feito. Mesmo podendo se classificar com uma derrota por um gol de diferença, os Meninos vão pra cima do Tricolor.

Só por curiosidade, a maior goleada do Santos sobre o São Paulo é um 6 a 2. Se o futebol dos Meninos encaixar e se, a exemplo de domingo passado, o time terminar o primeiro tempo com uma boa vantagem, não sei não…

De qualquer forma, o São Paulo exige respeito. Passou a semana treinando e experimentando táticas para parar o Santos na Vila Belmiro. É uma missão inglória, mas, se conseguir, sem a ajuda da arbitragem, teremos de tirar o chapéu.

E você acha que vai dar o quê no jogão deste domingo? Vá aos comentários e dê seu palpite. Vale um exemplar do livro “O Grande Jogo”, que escrevi com o jornalista Celso Unzelte e conta a histórica da maior rivalidade alvinegra do mundo, entre Santos e Corinthians.

Ah, não se esqueça de dizer também quanto acha que terminará o primeiro tempo e quem fará os gols do santos. Boa sorte!


Este Santos precisa de desafios. Por que não golear?

 

Eu quero ver gol! Esta é a música que André, Robinho e Neymar devem dançar na Vila.

No último lance do primeiro tempo, quando Felipe lançou a bola para Wesley e este, desconcentrado, deixou-a passar embaixo de seu pé, percebi que havia alguma coisa errada com o Santos. Sim, porque este time, assim como a maioria de nós,é movido a desafios. Uma goleada histórica, uma vitória em clássico importante, um título… Estas são motivações que empurram essa meninada pra frente. Agora, do jeito que estava, a partida, aparentemente, não exigia mais grandes esforços.

Depois de entrar nas semifinais com a vantagem, o Santos chegava ao final da primeira etapa com a vitória parcial de 2 a 0 e ainda com um jogador a mais. Isso, diante de uma torcida adversária muda e resignada. O que esperar ainda da partida? Ora, no mínimo a manutenção do resultado – que já daria ao Santos a possibilidade de se classificar para a final com uma derrota, em casa, por dois gols de diferença, o que, convenhamos, não apresentaria nenhum obstáculo para um time que costuma ganhar seus jogos com certa facilidade.

Não que o Santos não tenha tentado aumentar o marcador na segunda etapa. Tentou e por pouco não chegou aos 3 a 0. O São Paulo parecia entregue e aí aconteceu o grande erro do Alvinegro, que foi menosprezar o adversário. Não por meio de pedaladas ou jogadas de efeito, mas por afrouxar a marcação. Com um jogador a mais, era inadmissível que o Santos permitisse espaços, principalmente aos dois principais jogadores são-paulinos, mas foi justamente isso que aconteceu.

Com a saída de Washington, qualquer criança sabe que os dois únicos jogadores do São Paulo que poderiam chegar ao gol do Santos seriam Hernanes e Dagoberto. Hernanes, na sua jogada característica, já tinha tentado o gol em vezes anteriores depois de driblar na entrada da área. É um bom jogador, sem dúvida, mas um tanto lento, e poderia ser bloqueado se houvesse mais atenção da defesa.

Quanto a Dagoberto, não deveria ter facilidade para receber a bola numa partida em que o adversário pode dispor de um jogador a mais na marcação, mas o que se viu foi o são-paulino aparecer totalmente livre para cabecear da pequena área, empatando a partida.

Ao despertar novamente, o Santos voltou a dominar o jogo e alcançou o desempate no finalzinho, graças à personalidade de Durval e ao ótimo cruzamento de Madson, que sempre entra com muita energia e consegue levantar o ânimo da equipe. 

O desafio da Vila é se classificar com uma goleada

Fico aqui imaginando o que o técnico Dorival Junior deve passar a seus jogadores a fim de motivá-los para o jogo de domingo. Quase todos os comentaristas já estão dizendo que o Santos se classificará, como se fosse só uma questão de entrar em campo e jogar um feijão com arroz sem muito tempero. Mas não será assim.

O verdadeiro campeão encontra desafios a cada partida e joga, sempre, como se fosse uma decisão. Se fizer isso, se imprimir um ritmo forte, como costuma fazer quando atua diante de sua torcida, o Santos não só vencerá, como goleará o São Paulo.

Goleará não só porque seu ataque será ainda mais incisivo, como porque sua defesa estará mais atenta às jogadas ofensivas e aos melhores jogadores do adversário. Desde que Hernanes, Dagoberto e Washington sejam neutralizados, restará muito pouco poder ofensivo ao Tricolor.

Caso fosse diretor do Santos, eu não daria um prêmio apenas pela classificação, mas, secretamente, ofereceria também um belo bônus por gol marcado no jogo de volta na Vila Belmiro. O que move este time é a fome de gol. Se ela não existe, o futebol perde o sentido.

Assim, a tática certa para o Santos no próximo domingo é não dar bola para o suspeito favoritismo que andam divulgando por aí e jogar como se ele é que tivesse de ganhar a partida. E ganhar por uma grande diferença de gols. A motivação para o jogo pode ser definida por um verso cantado pelos torcedores nas arquibancadas: “Vai pra cima deles Santos! Vai com determinação!”.

E você, acha que estou sendo precipitado, que é melhor garantir a classificação mesmo com um 0 a 0? Ou também acredita que se perder o ânimo para marcar gols o Santos correrá mais riscos de ser eliminado?


Um jogo que marcou minha infância

Machado e Pelé, um duelo que o Rei ganhou.

Era um sábado. Eu me lembro bem, pois estava na primeira série do ginásio e à tarde tinha aula no Colégio Padre Francisco João de Azevedo, na Cidade Dutra. Santos e Botafogo de Ribeirão Preto jogavam na Vila Belmiro e eu ouvia a partida pelo rádio, com muito interesse.

No meio da semana o Santos tinha sido goleado pelo Guarani, em Campinas, por 5 a 1. O time chegou a Campinas exausto de jogos no exterior e em cima da hora para enfrentar o perigoso Guarani, cujo técnico, cujo nome não me recordo, afirmou antes da partida que estava otimista de que  venceria o Santos. E venceu mesmo!

O Santos tinha uma particularidade: quando estava “mordido”, entrava em campo para arrebentar. E a derrota vexatória no meio da semana deixou o time fulo da vida. Mesmo nos meus 12 anos, eu já pressentia que algo espetacular poderia acontecer naquele sábado.

O Botafogo não era um time ruim, longe disso, tanto que no primeiro turno vencera o Santos, em Ribeirão, por 2 a 0, mas seria difícil segurar Pelé & Cia loucos para apagar a má imagem da derrota em Campinas.

Está certo que no jogo do primeiro turno Pelé não jogou, substituído por Rossi. Mas a verdade é que o Botafogo era um dos melhores do Interior, dirigido pelo conceituado técnico Oswaldo Brandão e com um goleiro que impunha respeito, o Machado.

7 a 0 no primeiro tempo!

Bem, a história desta partida tão distante hoje é bem conhecida. Mas imagine, leitor e leitora, a alegria de um menino que ao final do primeiro tempo já ouvia o seu time ganhar por 7 a 0! E em 1964 eu já começava a ser um pouquinho mais fanático, a ponto de anotar em um caderno todos os jogos do Santos.

No intervalo fui ao colégio e lá não se falava em outra coisa. Os colegas que torciam para outros clubes (nunca entendi o masoquismo deles, mas gosto não se discute) apostavam que o Botafogo não voltaria para o segundo tempo. Seria uma vergonha tomar de dez, eles argumentavam, preocupados com a marca histórica que o Santos teria.

Mas o Botafogo, que por sinal não deu pontapés e jogou limpamente, não só voltou para a segunda etapa, como sofreu mais quatro gols e saiu da Vila Belmiro com a derrota inesquecível por 11 a 0.

O curioso é que o goleiro Machado, apesar de sofrer 11 gols, foi considerado um dos melhores jogadores em campo. Outra curiosidade é que o técnico Oswaldo Brandão em seguida foi contratado pelo Corinthians e duas semanas depois voltou a enfrentar o Santos, no Pacaembu. Como o Santos goleou o Corinthians por 7 a 4, alguns jogadores santistas passaram a chamar Brandão de “Dezoito”.

Para completar a história, o Santos foi campeão paulista em 1964, assim como já tinha sido em 1960, 61 e 62 e assim como seria em 1965, 67, 68 e 69. Enfim, uma década totalmente santista, dominada pelo futebol artístico, ofensivo, repleto de jogadas bonitas e gols, muitos gols.

Santos 11, Botafogo 0

Primeiro tempo: Santos 7, Botafogo 0

Vila Belmiro, 21/11/1964, sábado à tarde

Santos: Gylmar; Carlos Alberto, Modesto, Haroldo, Geraldino; Lima e Mengálvio; Toninho Guerreiro, Coutinho, Pelé e Pepe. Técnico: Lula.

Botafogo/RP: Machado; Ditinho, Hélio Vieira, Tiri e Carlucci; Berguinho e Adalberto; Zuíno, Alex, Antoninho e Gaze. Técnico: Oswaldo Brandão.

Gols: Pelé (8), Pepe, Coutinho e Toninho Guerreiro.

O jogaço de hoje, às 11 horas, pelo Sportv

Novamente como um dos melhores times do Interior de São Paulo, e com chances reais de se classificar para as semifinais, o Botafogo recebe o Santos hoje às 21 horas em Ribeirão Preto (com transmissão do Sportv), no jogo que tem tudo para ser o mais interessante da rodada.

Ontem, Corinthians, São Paulo e Palmeiras fracassaram, mesmo enfrentando adversários que lutam contra o rebaixamento. Hoje o Santos ainda não terá Robinho, contundido, e Neymar, suspenso, mas poderá contar com o mesmo meio-campo e ataque que obteve a maior goleada do Campeonato Paulista nos últimos 46 anos ao bater o Ituano, domingo, por 9 a 1.

Dorival Junior deverá escalar o líder do campeonato com Felipe; George Lucas (ou Roberto Brum), Edu Dracena, Durval e Pará; Rodrigo Mancha, Arouca, Marquinhos e Paulo Henrique; Madson e André.

O técnico José Galli Neto provavelmente colocará o Botafogo em campo com Wéverton; Jonas, Cleiton, Leandro Amaro e Andrezinho; Augusto Recife, Rodrigo Pontes, Ademir Sopa e João Henrique; William e Adriano (ou Ricardinho).

Aposte no Bolão

Um exemplar do livro “O barqueiro de Paraty” será o prêmio do vencedor do Bolão de Botafogo e Santos. Vá à caixa de comentários e diga quanto acha que será o jogo, a parcial do primeiro tempo e os autores dos gols do Santos. Boa sorte!


Uma goleada histórica em 18 palavras

O Maestro e o Pequeno Madson: dois gols cada e atuações perfeitas

Tive a benção de estar lá, no Pacaembu, e tenho tanto para dizer sobre o jogo histórico de hoje, que resolvi fazê-lo em 18 palavras. Sim, dezoito, o número da maioridade para este time de garotos irresistíveis e geniais:

1 – Conquista. Há jogos que valem por um título. Até porque a emoção que provocam é a mesma da conquista de um título. Hoje, ao sair do Pacaembu e olhar no rosto das pessoas, você pensava: ali está indo pra casa mais um campeão, um ser humano feliz, que descobriu nesta noite de domingo o mais puro e belo significado do futebol.

2 – Harmonia. Esta é uma das palavras-chave que define este Santos. Quando ela existe, a falta de um ou outro jogador, mesmo quando são os maiores ídolos do time – no caso Neymar e Robinho –, o conjunto ainda flui com leveza e envolvimento. Chega um ponto em que a escalação parece apenas um detalhe, pois a impressão que se tem é que os jogadores, quaisquer que sejam, jogam juntos há décadas.

3 – Gols. Após os dez anos que levei pesquisando, escrevendo e mergulhando na alma do Santos (sim, todo time tem uma alma) para fazer o livro “Time dos Sonhos”, cheguei à conclusão de que o Santos nasceu sob o signo do ataque e só consegue achar o seu equilíbrio com uma equipe capaz de marcar muitos gols. Portanto, o Santos só está seguindo o seu instinto natural, respeitando o seu DNA.

4 – Felicidade. É o que se percebe nesses garotos, e ela contagia os veteranos do time, a torcida, todo o estádio. O estilo do Santos é marcado pelo destemor próprio da juventude e a alegria por se fazer o que se gosta. Amanhã talvez esses garotos tenham de sair do país para ficarem multimilionários em algum clube europeu, mas garanto que nunca esquecerão de dias como este domingo e que nunca serão tão felizes como estão sendo no Santos.

5 – Penitência. Nos comentários que fiz do jogo contra o Palmeiras, disse que André não poderia ser centroavante do Santos, por cabecear mal e não chutar bem. Já tinha mudado minha opinião no meio da semana, mas hoje jogo uma pá de cal sobre meu infeliz comentário. No estádio é que se percebe como o garoto joga sem bola, como se movimenta, como faz a apara e abre espaço para os companheiros, como tem coragem de enfrentar os zagueiros botinudos e como tem errado cada vez menos nas tabelas. Além disso, só pra me calar a boca, fez um gol de cabeça e um chutando forte. É um ótimo centroavante, sim, e deve melhorar ainda mais.

6 – Maestro, mas pode chamar de Gênio. Da mesma forma que afirmei que Neymar era craque logo na primeira vez que o vi jogar, digo, repito e não canso – que o Ganso não é só craque, é um gênio do futebol. Hoje ele fez a melhor partida de sua vida. É um iluminado, um cara que se treinar melhor o chute, ficará bem próximo da perfeição. Mais ligado no jogo, ajudou na marcação, apresentou-se sempre para o passe, lançou, tabelou, driblou, fez dois gols. Nossa, nesta Seleção tem de ser Ganso e mais dez.

7 – Adversário. Alguns, ao invés de ver as qualidades do Santos, enxergam terríveis debilidades no adversário que é goleado pelos Meninos da Vila. Coitado do Naviraiense, do Remo… Porém, antes que digam que o Ituano é uma porcaria, lembro que este mesmo time empatou com o Palmeiras, no Parque Antártica, por 3 a 3, e que só está a uma vitória do mesmo Palmeiras na classificação do campeonato.

8 – Vingança. Saulo era o goleiro do Santos naquele jogo suspeito em que o time foi goleado pelo Corinthians por 7 a 1. O rapaz saiu do Santos falando mal do clube e o processou. Ontem, ficou tão desestabilizado com o sétimo gol que sofreu, que em seguida deixou passar uma bola fácil, num frangaço. Acabou expulso e saiu de campo humilhado. Tomos os mesmos 7 a 1 e mais dois de lambuja.

9 – Violência. Só depois de 14 faltas do time adversário, algumas delas por trás, é que o árbitro começou a dar cartão amarelo. O Ituano bateu o tempo todo e duas expulsões ficaram barato. Parece que esta será uma tendência, pois os adversários não estão conseguindo parar os Meninos na bola.

10 – Respeito. As críticas de que o Santos estava fazendo muitas firulas e não jogando objetivamente, acabaram se tornando extremamente úteis. Hoje o time jogou atacando o tempo todo. Dorival Junior fez substituições para tornar a equipe ainda mais ofensiva, o torcedor pediu mais e mais gols e os jogadores, vencendo por 9 a 1, ainda estavam marcando pressão na saída de bola do adversário. Se era esse tipo de respeito que pediam, ele está aí. Só acho que os próximos adversários, se pudessem escolher, prefeririam as firulas.

11 – Inteligência. Jogar para fazer mais gols, mesmo quando já se está ganhando de goleada, é sinal de inteligência. O “olé” mexe com os brios e com os nervos do adversário, que reage agressivamente. Mas ir pra cima para aumentar a goleada deixa o inimigo em pânico, como se viu hoje. Mesmo goleado, o Ituano jogava atrás e fazia cera para não tomar mais gols. O que foi inútil.

12 – Méritos. Há jogadores que não aparecem tanto, mas são essenciais neste time, casos de Arouca e Marquinhos. Um que nem pode ser considerado reserva, pois sempre que entra se sai muito bem, é o pequeno Madson, que hoje viveu um de seus melhores momentos no Santos, marcando dois gols, movimentando-se o tempo todo e até participando de boas tabelas. Outro que voltou a jogar bem e saiu ovacionado – por incrível que pareça – é o discutido Pará. Menos errático, tem jogado bem as últimas partidas e está se firmando como lateral esquerdo.

13 – Dúvida – A primeira bola que foi ao gol, entrou. Mas depois Felipe se redimiu, praticando duas defesas seguidas muito difíceis. Entretanto, com a recuperação física do experiente Fábio Costa, a posição ficará indefinida. O que pesa a favor de Felipe é sua discrição e integração com o grupo, coisas difíceis de se esperar do problemático Fábio Costa.

14 – Ousadia. Dorival Junior é o técnico certo para o Santos. Mesmo quando o jogo já estava definido e um outro faria uma substituição para fechar o meio-campo, ele colocou mais gente no ataque. Tirou Arouca para colocar Maikon Leite; pôs o atacante Zé Eduardo no lugar de Pará e o meio-campo Roberto Brum no lugar do zagueiro Edu Dracena. Apesar de separados por cinco décadas, Dorival partilha da filosofia ofensiva do eterno Lula, o técnico do Time dos Sonhos.

15 – Título. Pode vir ou não vir. Mas como cada jogo do Santos neste Campeonato Paulista dá muita alegria aos seus torcedores, certamente ao se somar todas as horas e dias e semanas e meses de felicidade que este time tem proporcionado, esse contentamento já será bem maior do que a euforia proporcionada por mais um título paulista. Em outras palavras, não acho que um título apague tudo o que foi feito antes. Um time medíocre que é campeão jogando feio nunca será lembrado com o mesmo respeito e carinho do que um outro que tenha elevado o futebol aos limites da arte, como este Santos está fazendo.

16 – Talento. O Santos tem provado que nada é irreversível no futebol. Muitos duvidavam de que nestes tempos de ultracompetitividade uma equipe pudesse reproduzir as performances e os marcadores dos anos 60, a década de ouro do futebol brasileiro. Diziam: se Pelé jogasse hoje, não conseguiria dar um drible. Pois o mesmo Santos que já foi de Pelé e hoje é de Ganso, Neymar, Robinho & Cia, está provando que os grandes jogadores dão dribles e fazem gols em qualquer época.

17 – Competição. Há quem desqualifique o Campeonato Paulista, porque assim desqualificam também o sucesso de uma equipe na competição. Agora, aqui entre nós: esta decantada Copa Libertadores da América este ano tem um nível baixíssimo. Só há clubes fakes, que de time grande só tem o nome. Lemos “Racing” e pensamos no argentino, mas é uruguaio; “Independiente”, mas também não é o argentino, é equatoriano; e tem ainda o “Nacional” do Paraguai e o “Cerro” do Uruguai. E não há nenhum time que esteja jogando um futebol que encha os olhos.

18 – Futuro. Manter esses jogadores no Santos, manter esse time que tem revivido o melhor que o futebol brasileiro pode atingir, deixou de ser apenas um problema do Santos Futebol Clube. O mercado do futebol brasileiro ganha muito com o sucesso de um time brasileiro que revive a ginga e a arte dos bons tempos. É a hora de as empresas ligadas ao futebol mostrarem visão de mercado e agirem para manter esse time, com todos os seus garotos, jogando aqui para sempre.

E você, o que acha deste Santos? Já tinha visto um time brasileiro jogar de maneira tão ofensiva e envolvente? Acha que surgirão patrocinadores com visão e dinheiro capazes de manter todos os Meninos aqui?


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