Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Hoje tem Neymar, Zé Eduardo (?), Maikon Leite… Ontem teve Tiago Luís

Este domingo é mais um dia cheio para o santista. Às 14h30m, em Monquegua, Peru, tem Brasil e Bolívia pelo Sul-americano sub-20. Além do show esperado de Neymar, os torcedores do Alvinegro poderão apreciar os laterais Alex Sandro e Danilo, além do meia Alan Patrick, que poderá substituir o fominha Lucas, machucado. Enfim, os Meninos da Vila têm tudo para levar o Brasil a uma vitória que garantirá a classificação no seu grupo. E tudo será mais fácil, claro, se passarem a bola para o craque do campeonato, o Menino de Ouro Neymar.

Às 17 horas, em Presidente Prudente, o Santos enfrenta o Grêmio Prudente para manter a liderença do Campeonato Paulista. Enquanto o Alvinegro venceu seus dois jogos, e de goleada, o Prudente perdeu os dois que disputou. Mas, apesar da expectativa de novo show santista, todo cuidado é pouco. Ontem, no Morumbi, o São Paulo, com duas vitórias, enfrentou a Ponte Preta, que também tinha perdido seus dois jogos, e acabou sendo derrotado por 1 a 0.

Se Zé Eduardo não for escalado hoje, é porque realmente já foi negociado com o Genoa. Sem ele no time, provavelmente o ataque não terá a mesma desenvoltura, já que Keirrison continua inoperante e Dimba, promovido dos juvenis, está no esporte errado. Maikon Leite poderá decidir tudo sozinho? Difícil.

Ontem, no Morumbi, o Menino da Vila Tiago Luís fez um dos gols mais importantes de sua carreira. Emprestado pelo Santos à Ponte Preta, entrou no jogo no segundo tempo, no lugar de Márcio Diogo, e pouco depois, aos 31 minutos, aproveitou um rebote de Rogério Ceni e marcou, de cabeça, o único gol do jogo. A derrota do tricolor ajuda o Santos, pois o time da capital também tinha duas vitórias e só perdia a liderança por saldo de gols.

O detalhe é que Ceni comemorou seu 38º aniversário ontem. Aliás, mesmo idade de Rivaldo, tirado da aposentadoria pelo clube do Morumbi. Com ambos, mais Alex Silva, Miranda, Rodrigo “Visibilidade” Souto e Cléber Santana, o São Paulo prepara um time imbatível para o Mundial. De Masters.

O que você espera dos jogos de hoje, do quarteto do Santos na Seleção e do Alvinegro Praiano contra o Grêmio Prudente?


Santos quer repetir no Beira-Rio o que o Prudente fez na Vila

Hoje é dia do Super Neymar enfrentar as forças do Exército Vermelho

Os dois precisam da vitória, mas no jogo dos campeões do ano, o Santos é a zebra. O Internacional jogará em casa e com todos os titulares que conquistaram a Libertadores. O Santos, mais uma vez, dependerá de Neymar, a maior preocupação de Celso Roth e dos jogadores do Inter. Mas Marcelo Martelotte, precavido, deverá escalar sua equipe no contra-ataque.

Os dois times têm 48 pontos e alguma chance de lutar pelo título, desde que vençam hoje, o que os deixaria a seis pontos do líder Fluminense.

Celso Roth colocará em campo o que tem de melhor. Mas Martelotte resolveu manter Danilo no time, e ainda no meio-campo, fora de sua posição original. O técnico não ouviu o pedido de Alan Patrick, que no meio da semana disse que gostaria de jogar ao lado de Marquinhos, outro meia como ele.

Como o técnico decidiu colocar Keirrison na reserva e voltar à fórmula dos dois atacantes, um meia como Marquinhos daria mais criatividade ao meio-campo e mais opções para Alan Patrick.

Danilo, um dos mais criticados pelos santistas depois do fiasco contra o Grêmio Prudente, continuará sendo prestigiado, apesar de mostrar dificuldades tanto na marcação, como no apoio ao ataque. É o tipo de jogador de quem se espera uma grande atuação a qualquer momento, mas ela nunca vem.

Na defesa, o Santos jogará com Rafael; Pará, Durval, Edu Dracena e Léo. Para a maioria dos torcedores, Dracena deveria ceder seu lugar a Vinicius Simon – ainda mais depois da baixaria de ontem, quando foi um dos mais agressivos contra o aniversariante Zé Eduardo –, e para boa parte dos santistas, Alex Sandro deveria entrar no lugar de Léo.

O Inter só tem um medo: Neymar

O Santos, hoje, pode ser um time limitado, mas tem um jogador excepcional, que causa muita preocupação ao adversário. O técnico Celso Roth não esconde que Neymar pode desequilibrar a partida:

“O Neymar terá uma atenção especial. É um jogador que tem vitória pessoal, que desmancha qualquer esquema tático”, disse Roth.

Ao contrário de outros técnicos e muitos jornalistas, Roth acha que o craque santista “vai se equilibrar” e se destacar no futebol. “É um grande jogador, tem um potencial enorme. Que seja craque dentro e fora do campo. Ele sabe disso. É um menino e certamente vai se equilibrar. Tem tudo para se consagrar. Torcemos por ele, nós, brasileiros”.

Os jogadores do Inter não escondem sua preocupação com oMenino de Ouro da Vila. Para o volante Wilson Matias, Neymar tem de ter “marcação em cima”, pois “é um jogador talentoso. Não podemos dar espaço, se não ele decide”.

De acordo com o lateral-direito Nei, toda linha defensiva do Inter terá atenção redobrada em cima do atacante. Inclusive, com um colorado na sobra.

– Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar – afirma Nei.

O lateral Nei, que deverá dar combate direto ao ídolo do Santos, disse que ficará mais preso à defesa para não dar espaço ao atacante. “O Neymar é um excelente jogador. Em termos de inteligência, drible, se não for o melhor, é um dos melhores do Brasil. Vou ficar mais preso por causa dele”, admitiu.

Mas Nei espera que seus outros companheiros de defesa o ajudem na marcação de Neymar. Diz o lateral: “Temos que ter um posicionamento muito bom em campo, não só de um jogador, mas sim da defesa toda. Estava conversando sobre isso com Bolívar, Wilson Matias, Kleber e Guiñazu. Como ele é rápido, vai sempre tentar driblar o primeiro. Se tiver outro encostado, fica mais fácil para roubar”, torce.

A preocupação com Neymar é tanta que antes do início da partida o capitão do Inter, o zagueiro Bolívar, do Internacional, pretende conversar com o árbitro Paulo Henrique Godói Bezerra para “preveni-lo sobre a mania de cai-cai do Neymar”. Bem, considero isso uma coação ao árbitro e acho que o capitão colorado já merecia um cartão amarelo logo de cara pela atitude.

Como deverá ser o jogo

O Santos deverá jogar no contra-ataque, explorando a mobilidade de Neymar, Zé Eduardo e Alan Patrick. Pará, pela direita, e Léo, pela esquerda, serão as outras opções ofensivas viáveis. A presença de Danilo, de surpresa, e dos zagueiros Edu Dracena e Durval, nas chamadas bolas paradas, também são tentativas válidas para se chegar ao gol do Inter.

O ideal para o time seria chegar à metade do segundo tempo com um placar que obrigasse o Inter a continuar atacando, pois aí Martelotte poderia tirar Léo e colocar o rápido Alex Sandro, que sempre joga bem e é decisivo quando entra nessas condições.

Mas o problema do Santos será garantir-se na defesa por tanto tempo, pois o Inter estuda fazer uma marcação-pressão no início do jogo, buscando a vantagem logo no começo da partida. Celso Roth treinou esta marcação durante a semana e sua única dúvida em empregá-la é que o avanço da defesa poderá abrir espaço para as arrancadas de Neymar.

A análise dos santistas

Como já conversamos em um post, logo após a derrota para o Grêmio Prudente, este blog fará, com a ajuda de seus leitores, uma análise dos jogadores do Santos nestes sete jogos restantes do Brasileiro.

Mesmo que o time perca todas as chances de brigar pelo título, as atuações dos jogadores nestas partidas serão decisivas para que, na nossa opinião, continuem ou saiam do Santos em 2011.

Times prováveis

Internacional: Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Guiñazu, Wilson Matias, Giuliano e D’Alessandro; Rafael Sobis e Alecsandro.

Santos: Rafael, Pará, Edu Dracena, Durval e Léo: Roberto Brum, Arouca, Danilo e Alan Patrick; Zé Eduardo e Neymar.

Os dois times têm 48 pontos ganhos e 14 vitórias, mas o Santos está uma posição à frente, em quarto lugar, porque tem um saldo de gols melhor (11 contra 4).

Reveja a última vitória do Santos sobre o Inter em Porto Alegre

E você, amigo e amiga, o que acha que acontecerá hoje? Martelotte agiu bem em colocar Danilo no meio, ao invés de Marquinhos? E o Inter, conseguirá marcar Neymar?


Uma análise profunda do caso Edu Dracena x Vinicius Simon

O capitão Dracena não está indo demais ao ataque?

Conversei ontem com uma pessoa que acompanha diariamente os treinos do Santos. Falei-lhe da preferência do torcedor pelo Vinicius Simon, em detrimento do capitão Edu Dracena. Ele só me respondeu: “Mas esse Vinicius não é tudo isso, não. O Edu Dracena é muito mais jogador do que ele”.

Fiquei com isso na cabeça e agora trago o caso aqui para o blog, para discutir com vocês. O que eu entendi da opinião desta pessoa? Que o Edu Dracena tem mais habilidade, mais categoria, mais personalidade, e se impõe nos treinos. Até por isso foi escolhido como o capitão do time.

Mas, então, por que quando ele joga o Santos toma tantos gols, e quando ele é substituído pelo Vinicius, a defesa fica invicta? Bem, aí talvez seja por um fenômeno que também pode ser definido como a “síndrome do motociclista”. O que vem a ser isso? É a constatação de que o motociclista só começa a cair quando aprende a andar de moto.

Enquanto está começando, o motoqueiro faz tudo certinho, toma todos os cuidados, não exagera na velocidade, não faz ultrapassagens perigosas, não fala ao celular enquanto dirige… Depois, quando se sente o rei da cocada preta, começa a abusar e aí se estrepa.

Ora, se o Dracena tem mais categoria e mais experiência do que o Vinicius, por que com ele o Santos se torna bem mais vulnerável? Porque – e esta é apenas uma teoria, com a qual você pode concordar ou não – ele está abusando da sorte, como um motoc… digo, um zagueiro tarimbado.

Seus gols contra Atlético Mineiro e Vitória foram importantíssimos na Copa do Brasil. Mas a mania de ir para o ataque acaba desguarnecendo a defesa. E o pior é que o Durval também gostou da história. Depois de marcar contra São Paulo, Corinthians e Grêmio Prudente, nosso cangaceiro está se sentindo mais centroavante do que o Marcel.

Por outro lado, quando está no time, Vinicius fica na sua, lá atrás, bem atento aos atacantes contrários, que é a função principal de um zagueiro. Durval, por sua vez, sabe que não pode deixar o rapaz sozinho na cobertura e também se agüenta na defesa. E essa postura de ambos, concentrando-se mais em anular as investidas contrárias, obviamente é decisiva para acertar a marcação.

Defesa, defesa; ataque, ataque

Eu diria que, assim como Durval, os volantes Roberto Brum e Arouca se concentram mais na marcação quando os titulares Edu Dracena e Durval não estão no time, o que também contribui para fechar mais os espaços para os atacantes adversários.

Veja que o medo saudável de sofrer gols é que faz o Santos jogar melhor na defesa, assim como o fato de ficar com um jogador a menos tem transformado os adversários do Santos em perigosos franco-atiradores.

Assim, os sentimentos humanos do medo e da coragem explicam muito do que se vê em um campo de futebol, que os pragmáticos preferem definir como tática.

Não sou fã de Carlos Alberto Parreira como técnico, considero-o medíocre, mas em uma coisa temos de concordar: burro ele nunca foi. Procurava pautar-se pelo óbvio, calcava-se em um ou dois conceitos que acabavam fazendo milagres.

Ganhou a Copa de 1994 com uma única teoria: a de que os atacantes brasileiros tinham um nível tão excelente, que acabariam fazendo ao menos um gol por partida. Assim, o resto do time só precisava se preocupar em não tomar gols.

No Grande Santos dos anos 60, todo mundo marcava gols, mas os zagueiros passavam em branco. Você não veria Mauro ou Calvet na área adversária. Calvet me explicou: “Já tinha tanta gente boa lá na frente para marcar gol, o que a gente ia fazer lá?”.

Pois é. Essa humildade de se reconhecer as próprias limitações fez com que aquele Santos fosse um time de especialistas em cada função, que se uniam harmoniosamente para formar um conjunto poderoso.

Admito que em um escanteio ou em uma cobrança de falta, um dos zagueiros possa ir ao ataque, mas essa volúpia de gol não deveria afligir os defensores, já que esta é uma função precípua de atacantes ou jogadores de características mais ofensivas.

Martelotte não pode permitir essa bagunça

Quem assistiu ao jogo de ontem, no Maracanã, constatou mais uma vez como Vanderlei Luxemburgo é implicante com os jogadores. E ai daquele que ao final da partida, ao responder sobre os motivos de uma derrota, diga “Vá perguntar ao técnico”. Iria para a geladeira no mesmo instante.

Dei este exemplo para lembrar que o Santos tem um técnico interino cujas determinações nem sempre são obedecidas pelos jogadores. Duvido que Marcelo Martelotte tenha dado ordem a Dracena ir ao ataque no lance que gerou o terceiro gol do Grêmio Prudente.

São incontáveis as partidas em que o Santos perdeu pontos assim, por negligência de seus defensores, principalmente dos zagueiros de área. Não fosse isso, tivesse jogado como um motociclista novato, com medo de cair, e seria o líder do Brasileiro, apesar das imperfeições da equipe.

Ao final da derrota desastrosa para o Grêmio Prudente, Edu Dracena não deveria ter prometido o título para o presidente. Se nem Pelé prometia isso, quem ele é para faze-lo? O que ele deveria ter prometido é ser eficiente como zagueiro, usar sua experiência e categoria para impedir os gols adversários. Quanto aos do Santos, que Neymar, Zé Eduardo e Alan Patrick os façam.

Você não acha que os zagueiros do Santos deveriam se concentrar mais em defender e deixar os gols para os atacantes?


Que bela lição de humildade!

Como santista, é claro que fiquei chateado. A vitória sobre o praticamente já rebaixado Grêmio Prudente deixaria o Santos a uma rodada do líder. E depois de terminar o primeiro tempo vencendo por 2 a 0, em uma Vila Belmiro com bom público, quem poderia pensar em outra coisa que não fosse a goleada?

Porém, como alguém que adora lições de superação no esporte, só posso bater palmas para esta virada espetacular do Grêmio Prudente, que mostrou uma garra e uma determinação que deveriam ser imitadas pelo Santos em seus últimos sete jogos neste Brasileiro.

Não vou dizer que é melhor esquecer e partir para outra. Se esquecer, a lição perde o seu efeito. Uma derrota como esta não é uma qualquer, é uma derrota espetacular, que fica para a história do futebol. É uma lição que nenhum jogador do Santos deve esquecer pelo resto de suas vidas.

Os santistas podem ter perdido em casa, para o lanterna, a chance de lutar pelo título mais importante do ano. Essa é a verdade. Hoje eles foram irreconhecíveis e decepcionaram sua torcida, em um dia de homenagem a Pelé. Como esquecer isso?

Não adianta dizer aos jogadores que está tudo bem, que isso passa. Esse tipo de derrota não passa. Fica impregnada no corpo, na mente e na alma de quem a sofre (lembro-me até hoje de um gol que perdi na primeira rodada da Olimpíada Infanto-Juvenil de São Paulo de 1967, que poderia ao menos ter levado o jogo do meu colégio para os pênaltis).

Derrotas que são rituais de passagem

Tenho uma tese de que o Brasil só começou a ser o melhor do mundo no futebol depois de perder a Copa de 50 para o Uruguai. Foi o maior sofrimento do futebol brasileiro, mas também foi um ritual de passagem entre a adolescência e a fase adulta do nosso futebol.

Uma derrota como a de hoje vale por um doutorado. Além de todas as circunstâncias favoráveis, o Santos ainda teve o pênalti perdido por Neymar e duas expulsões do adversário. E mesmo assim sequer empatou…

Desculpem-me os amigos santistas, mas no final eu nem torcia mais pelo empate. Não seria justo para o Grêmio Prudente e a lição de humildade não seria tão completa.

Se eu fosse um jogador do Santos e tivesse participado desta partida, não sairia para comer pizza com a família, não iria beber com os amigos e nem assistiria um vídeo em casa. Ficaria remoendo o jogo, pensando no que deu errado e tentando descobrir o que fazer para nunca mais sofrer tal decepção. A verdade é que se o Santos não descobrir onde errou, provavelmente errará de novo.

Obrigado Grêmio Prudente!

Juro que mesmo torcedor do Santos, não fiquei nem um pouco chateado com o Grêmio Prudente. Ao contrário. Fez o que pode e dentro de suas possibilidades e provou, mais uma vez, que qualquer time deste campeonato pode ganhar de qualquer outro em qualquer circunstância.

Mesmo último colocado e sem três titulares, o Grêmio provou que prestígio, campo e situação no campeonato não ganham jogo. E mostrou ao Santos como um time deve jogar todas as partidas quando tem um objetivo.

Assim, nos jogos que faltam até o final do Brasileiro, não quero que o Santos jogue como os líderes Fluminense e Cruzeiro. Quero apenas que jogue com a alma do humilde mas corajoso Grêmio Prudente.

E você, o que achou do jogo? Como os jogadores do Santos e o técnico Marcelo Martelotte devem encarar esta derrota espetacular?


Martelotte, é este o zagueirão que o santista quer

Como já foi dito e repetido neste blog, a torcida é sábia. E os torcedores do Santos pedem que o quarto-zagueiro Vinícius Simon volte a ser titular, no lugar de Edu Dracena.

Com ele, ao lado de Durval, o Santos venceu o Fluminense no Rio pro 3 a 0 e o Atlético-PR, na Vila Belmiro, por 2 a 0. Ou seja, depois de sofrer gols em vários jogos seguidos, pela primeira vez o time passou em branco em duas partidas consecutivas.

Nos três jogos anteriores o Santos vencera o Cruzeiro por 4 a 1, perdera do Vasco por 3 a 1 e empatara com o Palmeiras em 1 a 1. Quando Edu Dracena se machucou e Vinícius entrou em seu lugar, tudo mudou.

Parecia até que ele e Durval estavam jogando juntos há muito tempo, pois não permitiram nada aos atacantes adversários. Louve-se também a boa proteção da zaga exercida por Roberto Brum e Arouca.

Porém, o torcedor tinha medo de que quando Dracena se recuperasse da contusão, o técnico Marcelo Martelotte voltaria a escalá-lo, tirando do time justamente o jogador que parecia ter arrumado a defesa.

Bem, o temor se justificou e Dracena voltou ao time. Contra os reservas do Internacional, na Vila Belmiro, ainda deu para vencer por 1 a 0 (Vinícius entrou no final, no lugar de Danilo), mas contra o São Paulo foi aquilo que se viu: quatro gols sofridos, três deles em jogadas pelo miolo da defesa santista.

Agora, assim como pedia Zé Eduardo no lugar de Marcel e Alan Patrick no de Marquinhos – substituições forçadas por contusões, mas que acabaram tornando o Santos mais competitivo –, o torcedor santista quer Vinícius como titular da quarta-zaga.

E o desejo do torcedor é o mais puro e sincero possível. Ele não tem qualquer interesse na escalação de um ou outro jogador, a não ser o de ver o time do seu coração vencendo.

Conheça Vinícius Simon

Revelado nas categorias de base do Santos, Vinícius, 23 anos, estreou como profissional em uma vitória por 3 a 1 sobre o Coritiba, na Vila Belmiro, pelo Campeonato Brasileiro de 2008. No mesmo ano transferiu-se para o Boa Vista. Em 2009 defendeu o Santo André e este ano estava no Criciúma antes de vir para o Santos, com contrato de empréstimo que vence no dia 31 deste mês.

Nascido em Limeira, São Paulo, em 17 de novembro de 1986, Vinícius chegou no Santos em 1999, aos 13 anos. Nos times de base desenvolveu a técnica e foi ganhando corpo. Hoje tem 1,84m e 81 quilos e se tornou muito eficiente nas bolas altas.

No primeiro turno deste Brasileiro chegou a atuar na vitória de 2 a 1 sobre o Grêmio Prudente, quando Dorival Junior preferiu escalar um time de reservas. Mas pouco depois se machucou nos treinos e deixou de ser uma opção na zaga:

“Tive um estiramento, mas graças ao pessoal do CEPRAF, o Rafa, o Tiago e o Avelino, consegui voltar. É uma chance que apareceu e agarrei como única na vida. Fui bem, graças a Deus, ganhamos três pontos e estamos na briga pelo título”, comemorou, após a vitória sobre o Fluminense.

Humilde, Vinícius diz se espelhar nos titulares da zaga santista: “Gosto muito do Edu e do Durval. Para mim, eles jogam muito. O Edu na técnica e o Durval na vontade”.

Para o torcedor do Santos, porém, quem está jogando muito é ele, Vinícius, que além de tudo é pé quente, pois saiu vencedor em todas as partidas em que atuou neste campeonato.

Com tradição de revelar craques do meio-campo para frente, este ano o Santos está ampliando esta regra: o goleiro Rafael e o zagueiro Vinícius estão mostrando que a Vila também é uma fábrica de talentos da defesa.

E você, acha que Vinícius Simon deve assumir o posto de titular do Santos, ou a experiência de Edu Dracena é mais importante nesta reta final?


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