Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Gustavo Henrique (page 1 of 7)

Faltou fome de gol

Santos pega o Inter pelas quartas da Copa do Brasil
Em sorteio realizado nesta manhã, na CBF, ficou estabelecido que o Santos enfrentará o Internacional pelas quartas de final da Copa do Brasil. O primeiro jogo terá mando do Santos e será realizado na próxima quarta-feira, dia 28 de setembro.
Os outros jogos serão: Atlético Mineiro x Juventude; Grêmio x Palmeiras e Corinthians x Cruzeiro. Na semana seguinte os mandos de campo se inverterão. Continua a regra de gols fora de casa valerem mais em caso de empate no saldo de gols.
Como Santos e Corinthians farão seus primeiros jogos em casa, a única possibilidade de o Santos enfrentar o Inter no Pacaembu será passar um dos dois confrontos para a quinta-feira.

O texto sobre a reunião do Conselho Deliberativo de ontem à noite será postado mais tarde, lá pelas 16 horas. Abraços. Odir

Aviso ao amigo leitor de livros

eu-pele-e-as-criancas

Dos dias 10 a 31 de outubro a livraria deste blog não venderá nenhum exemplar. Estarei de férias.

Se quiser adquirir algum livro para dar de presente no período em questão, aconselho que o faça até o dia 10 de outubro.

Prossegue a promoção de adquirir um livro Time dos Sonhos e ganhar mais um exemplar igual, ou do Dossiê, e mais três livros eletrônicos. Aproveite e sugira aos amigos.

E em homenagem ao Rei Pelé, que faz aniversário em outubro, quem comprar o livro “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito”, não terá despesas de correio. Clique aqui para comprar “Segundo Tempo, de Ídolo a Mito” com frete grátis e economize quase 20 reais)..

Abraço!

Odir Cunha

FALTOU FOME DE GOL

Toma, faz o gol. Não, não, faz você. Não, faz você… O lance embaixo das traves do Vasco chegou a ser hilário. No final, para completar a tragicomédia, o segundo gol do Santos não saiu e a bola foi esticada para Nenê, que ganhou a dividida do dispersivo Victor Ferraz e cruzou para o gol de Ederson, aos 24 minutos do segundo tempo, após falha de Gustavo Henrique. Com o gol da virada, que se iniciou nas frescuras do ataque santista, o jogo mudou e por pouco o time carioca não chega ao terceiro, o que levaria a disputa da vaga para os pênaltis.

Na verdade, fosse mais objetivo e tivesse o chamado homem-gol, o Santos teria vencido o Vasco novamente, em São Januário, e até com facilidade. O time carioca pressionou muito desde o início, a fim de descontar a derrota por 3 a 1 na Vila Belmiro, mas se não faltava garra aos cruzmaltinos, não havia a técnica que o Santos tem, principalmente no meio de campo. De qualquer forma, o empate de 2 a 2 foi justo e o Alvinegro Praiano, mais maduro, segue para as quartas de final da Copa do Brasil.

Assim como no ano passado, a competição caminha bem para o Alvinegro Praiano. Se houvesse um óbvio sistema de cabeças de chave, Santos, Palmeiras e Atlético Mineiro não se encontrariam na próxima fase. Mas o sorteio da CBF para a Copa do Brasil é como bumbum de nenê: nunca se sabe o que vai sair dele. Agora, o jogo em tópicos:

Filosofia de jogo
Mais uma vez, fora de casa, o Santos abdicou de tentar marcar gols e preferiu tocar a bola, sem profundidade. Essa postura complicou um jogo que tinha tudo para ser fácil. O time e seu técnico ainda não estudaram o segundo capítulo do tik-taka.

Destaques
Os zagueiros Gustavo Henrique e Luiz Felipe seguraram as pontas. Gustavo ainda bobeou no segundo gol do Vasco, mas Luiz Felipe não teve falhas.

Menções honrosas
Thiago Maia, Renato, Copete, Vitor Bueno e Lucas Lima garantiram o predomínio santista no meio de campo no primeiro tempo. Mas o jovem Vitor Bueno alternou bons e maus momentos. Falta-lhe maturidade tática.

Pontos fracos
Rodrigão e Victor Ferraz foram os piores do Santos. O primeiro mal conseguiu dominar a bola e Ferraz falhou na marcação dos dois gols, principalmente no segundo, quando chegou a ganhar a dividida de Nenê, mas depois permitiu a recuperação do vascaíno. Era lance para parar a jogada de qualquer jeito.

Meia mussarela, meia calabresa
Zeca, no todo, foi bem, mas levou um baile de Junior Dutra no primeiro gol do Vasco. Vanderlei também foi discreto. Os chutes que foram, entraram. Joel perdeu um gol feito, mas ao menos conseguiu trocar passes. Elano entrou para segurar a bola, e conseguiu.

Destaques vascaínos
Yago Pikachu, Andrezinho e Nenê foram a alma do Vasco, principalmente este último, o melhor jogador em campo. Pena não ter ido para o Santos. Além de jogar muito bem, tem o espírito que se espera de um vencedor.

Arbitragem
Dessa vez os santistas não têm motivos de reclamação. O árbitro Jean Pierre Gonçalves Lima não deu os 48 pênaltis pedidos pelos vascaínos (acho que pensam que ainda estão nos tempos do Almirante Heleno Nunes) e não marcou impedimento de Joel no gol de empate do Santos.

Público
Mesmo em seu jogo mais importante este ano, e com ingressos baratos, o Vasco só atraiu 17.393 pagantes, ou 7.193 pagantes a menos do que o Santos no domingo passado, contra o Santa Cruz, embaixo de chuva, no Pacaembu, pelo Campeonato Brasileiro. Acho que é mais uma evidência de que a torcida santista cresce, enquanto a do Vasco diminui.

Elenco
Se mesmo desfalcado de Ricardo Oliveira e Jean Mota, e com Vecchio e Yuri no banco, o Santos chegou a dominar o Vasco em São Januário, acho que o elenco santista permite, sim, que o torcedor cobre bons resultados no Campeonato Brasileiro, a começar por uma vitória sobre o Sport, sábado, em Recife. É outra partida em que ou vai, ou racha. Quem estiver cansado ou com dodói, peça para sair.

Modesto Roma
O presidente do Santos pegou 90 dias de suspensão e recebeu multa de 40 mil reais por insinuar que o árbitro de Internacional 2 x 1 Santos entrou em campo com a intenção de prejudicar o Alvinegro Praiano. Essa é o tipo da coisa que só se pode afirmar se tiver provas.

Narrador/ comentarista/ gaúcho/ carioca
O Sportv tem o dom de transformar jornalistas esportivos de todos os cantos do Brasil em amantes dos times cariocas, até mesmo improváveis gaúchos. Este parece ser o caso de Jader Rocha, que narrou “e comentou” Santos e Vasco. O rapaz viu tantas falhas do árbitro contra o time do Rio que esqueceu de comentar algumas agressões a santistas, como a de Diguinho em Lucas Lima. Pensei que essa bajulação aos times cariocas era coisa do passado. Até porque, nos mercados mais desenvolvidos do Brasil, o Santos tem mais torcedores do que o Vasco. Não fosse alguma serenidade do comentarista Ricardo Rocha e a transmissão teria sido ainda mais parcial.

Vasco 2 x 2 Santos
Oitavas de final da Copa do Brasil
São Januário, 21/09/2016, 21h45
Público: 17.393 pagantes. Renda: R$ 469.245,00.
Vasco: Martín Silva, Yago Pikachu, Luan, Rodrigo e Julio Cesar (Alan Cardoso); Diguinho (Madson), Douglas, Andrezinho e Nenê; Ederson e Junior Dutra (Thalles). Técnico: Jorginho.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz (Daniel Guedes), Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato, Vitor Bueno (Elano) e Lucas Lima; Copete e Rodrigão (Joel). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Copete aos 10 e Nenê aos 24 minutos do 1º tempo; Ederson aos 24 e Rodrigo (contra) aos 37 minutos do segundo.
Árbitro: Jean Pierre Gonçalves Lima (RS).
Cartões amarelos: Diguinho, Douglas, Rodrigão, Thiago Maia e Zeca.
Cartões vermelhos: Andrezinho e Rodrigo (este, após o final da partida).

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E você, o que achou?


Mistão goleia o Galo

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MISTÃO GOLEIA O GALO

Quando faço textos para mexer com a autoestima dos jogadores do Santos, é porque confio que, se quiserem mesmo, podem ganhar de qualquer time desse Campeonato Brasileiro, com torcida a favor ou contra. Essa vitória que torna o Dia dos Pais mais alegre prova isso. Jogar com o time misto e enfiar um sonoro 3 a 0 no Atlético Mineiro, que alguns já diziam ser o melhor time do Brasil, prova que este Santos tem tudo para ser o campeão brasileiro deste ano. Eu acredito que espero que os jogadores e o técnico Dorival Junior não deixem de acreditar nunca.

Não farei análises individuais, pois em uma vitória assim, em que todos se dedicaram, poderia ser injusto criticar um ou outro. Porém, confio no poder de análise dos comentaristas desde blog. Só digo que gostei muito da entrega e da aplicação de Vladimir, Gustavo Henrique, Caju, Vitor Bueno e do artilheiro Ricardo Oliveira.

Linda vitória, conquistada com muita luta, talento e inteligência. Houve momentos em que o time todo teve de defender, e foi possível perceber que jogaram como homens, como bravos. O contra-ataque final foi escrito por um roteirista de Hollywood. Depois de segurar lá trás, Ricardo Oliveira selou a sorte da partida, aproveitando o ótimo passe de Vitor Bueno.

Porém, o campeonato ainda não terminou. O Santos não pode perder o foco depois dessa grande vitória. Todo jogo é importante. Como eu escrevi há seis rodadas, é essencial enfileirar uma sequência de bons resultados. E caso esqueçam as desculpas e joguem da mesma forma que fizeram contra o ótimo Atlético Mineiro, poderão, muito bem, vencer o Coritiba no próximo domingo, dia 21, às 18 horas, em Curitiba; e o Figueirense, dia 28, também domingo, às 11 horas, na Vila Belmiro.

Mais essas duas vitórias e o Santos deve abrir alguns pontos na liderança do Campeonato. São resultados plenamente possíveis com o elenco que que tem à disposição. Espero que Dorival Junior esqueça quem está fora do time e comece a falar em vitórias e título, porque é isso que o santista quer.

Santos 3 x 0 Atlético/MG
Campeonato Brasileiro
Vila Belmiro, 14/08/2016, 1ª rodada do segundo turno
Público: 10.250 pagantes. Renda: R$ 410.170,00.
Santos: Vladimir, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju; Renato (David Braz 37’2ºT), Léo Cittadini (Rafael Longuine 46’2ºT) e Jean Mota (Yuri 30’2ºT); Vitor Bueno, Copete e Ricardo Oliveira. Técnico: Dorival Júnior.
Atlético Mineiro: Victor; Carlos César, Erazo, Leonardo Silva e Fábio Santos; Rafael Carioca, Leonardo Donizete e Maicosuel (Carlos 30’2ºT); Lucas Pratto, Robinho (Clayton 40’2ºT) e Fred (Otero 18’2ºT). Técnico: Marcelo Oliveira.
Gols: Gustavo Henrique, aos 12 minutos do primeiro tempo; Ricardo Oliveria aos 23 e aos 48 do segundo.
Arbitragem: Wagner do Nascimento Magalhaes (RJ), auxiliado por Rodrigo Henrique Correa e Luiz Claudio Regazone (RJ).
Cartões amarelos: Luiz Felipe, Victor Ferraz, Gustavo Henrique e Yuri (Santos); Fred, Victor, Fábio Santos e Rafael Carioca (Atlético/MG).

E pra você, o que significou a vitória do Santos?


Mistão do Santos é líder!

Promoção Time dos Sonhos voltou até o Dia dos Pais!

Atendendo a insistentes pedidos, a promoção do livro Time dos Sonhos volta até o Dia dos Pais. Portanto a partir de agora até 14 de agosto, compre 1 e ganhe 2 exemplares do Time dos Sonhos, mais a versão eletrônica do Donos da Terra, com direito a pedir dedicatórias para os dois livros e sem despesa de correio. Tudo isso por apenas 68 reais. Clique aqui e compre apenas um exemplar de Time dos Sonhos. O outro eu mando de graça para você. Acho que seu pai vai gostar.
Pelé dormindo com os livros Time dos Sonhos

Aí do lado há uma enquete que pergunta: em quem você votaria hoje para presidente do Santos? O blog pinçou os nomes de outras enquetes de blogs de santistas. Fique à vontade para escolher quem lhe passa mais credibilidade.


Mistão do Santos é líder!

Apesar de jogar sem cinco titulares (Lucas Lima, Ricardo Oliveira, Gabriel, Zeca e Thiago Maia); apesar de jogar fora, com torcida contra, um jogo com o seu mando de campo, devido a um acordo mal explicado dessa gestão com um empresário; apesar de jogar com 10 jogadores e meio, pois Léo Cittadini não marca ninguém; apesar de Dorival Junior ter colocado o semi aposentado Elano para jogar, o que chamou o Flamengo para o campo do Santos; apesar de o mesmo Dorival Junior colocar Yuri a apenas meio minuto para terminar a partida; apesar da síndrome de permitir sempre uma chance clara ao adversário no finzinho do jogo, o Santos empatou em 0 a 0 com o Flamengo, na Arena Pantanal e passou a ser o líder do Campeonato Brasileiro. O que isso prova?

Que, como dissemos aqui, este Brasileiro será vencido pelo time menos medíocre. Portanto, dá para ser campeão com um elenco limitado. Basta lutar, como o time fez hoje. Parabéns aos heróis Vanderlei, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Caju. A eles o Santos deve esse pontinho, que muito provavelmente seriam três se o time jogasse na Vila ou no Pacaembu.

A série de vitórias consecutivas foi interrompida por uma pataquada do próprio clube, porém, continuo sugerindo que o Santos prossiga com a meta de vencer mais quatro jogos consecutivos. Isso é plenamente possível, pois o time jogará, pela ordem, com o América Mineiro, domingo, às 11 horas, em Belo Horizonte; com o Atlético Mineiro, domingo, dia 15, na Vila Belmiro; contra o Coritiba, segunda-feira, dia 22, em Curitiba, e contra o Figueirense, domingo, dia 28, na Vila Belmiro. Vamos lá. É mais do que possível. É só a diretoria e o técnico Dorival Junior não inventarem.

Querem vender? Vendam espaço na camisa para o patrocinador máster; vendam títulos de sócios; vendam mais ingressos para os jogos do Santos; MAS NÃO VENDAM O MANDO DE CAMPO!

Além dos já citados, destaques para Vitor Bueno, Copete, Victor Ferraz, Renato e Rodrigão. Jean Mota também lutou.

Quer ouvir um comentário imparcial sobre o jogo? Por incrível que pareça, não procure na grande mídia, mas ouça o que diz o flamenguista Gustavo Roman:

Livro Olímpico na Promoção de Agosto!

Sonhos mais que possiveis - capa

Neste mês de agosto todos que adquirirem um livro na Livraria do Blog do Odir receberão um exemplar de Sonhos mais que possíveis, com direito a dedicatória e sem nenhum custo adicional. Isso vale para a compra de Time dos Sonhos, Dossiê da Unificação dos títulos brasileiros, Segundo Tempo, de Ídolo a Mito, Almanaque do Santos e o próprio Sonhos mais que possíveis. Ou seja, quem comprar um exemplar de Sonhos mais que possíveis, receberá dois.

Em agosto todos os compradores também receberão, de brinde, uma versão eletrônica (PDF) do livro Donos da Terra, além do PDF do livro Pedrinho escolheu um time. Qualquer compra dará direito, neste mês, aos dois PDFs, que serão enviados por e-mail.

O único empecilho desta promoção é que não tenho muitos exemplares disponíveis de Sonhos mais que possíveis. Como se trata de um livro esgotado, sugiro que não espere muito para fazer sua compra.

Com o preço do correio incluído, você pagará R$ 22,10 e receberá dois exemplares de Sonhos mais que possíveis, com dedicatória(s) e os PDFs de Donos da Terra e Pedrinho escolheu um time.

Clique aqui para ouvir a entrevista que dei hoje sobre Olimpíada para a Rádio Trans Mundial.

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E você, acha que o Santos se manterá líder?


Análise do time do Santos


Victor Ferraz, uma das armas ofensivas do Santos contra o Santa Cruz. Só não pode esquecer as costas (Ivan Storti/ Santos FC).

Esse time do Santos, sem Lucas Lima, Gabriel, Ricardo Oliveira e David Braz, têm condição de vencer o surpreendente Santa Cruz, domingo, às 19 horas, no Estádio do Arruda? O que podemos falar de cada jogador santista, de suas qualidades, defeitos e, o mais importante: dos pontos que devem trabalhar para se tornarem profissionais mais competentes? Vamos fazer esse exercício juntos? Vem comigo…

Vanderlei
Um goleiro acima da média. Sério, seguro, não toma frangos. Não é perfeito, mas nenhum goleiro é. Nem mesmo o soviético Lev Yaschin, o Aranha Negra, foi infalível. Descobri isso da maneira mais insólita possível. O “Oswaldo Ponte Aérea”, que jogou no Flamengo e era meu colega de pelada no extinto Hobby Sports Club, disse que numa excursão do rubro-negro carioca fez um gol de 40 metros no Yaschin. Eu chequei e era verdade. Bem, se estou falando grego para você, segue um videozinho sobre o goleiro de 1,89m, numa época em que ter 1,75m era ser alto:

Portanto, Vanderlei, com seus 1,95m, fica, com louvor. É claro que ele já falhou e vai falhar de novo e é claro que será cornetado aqui neste blog. Mas cornetar não é querer a cabeça. Defeitos? Fazer um alongamento nos braços, que às vezes parecem encurtar. Porém, ao menos vai na bola, não ajoelha e fica olhando, como um outro.

Victor Ferraz
Muito bom lateral-direito. Tem habilidade e é inteligente. Precisa dar tanta atenção à marcação como dá às investidas ao ataque. Não pode ficar parado enquanto os adversários se movimentam às suas costas. Precisa treinar melhor esse bote. Não pode tomar dribles curtos, como toma. Mas, no todo, é muito bom. De qualquer forma, tem um bom reserva, que é o Daniel Guedes.

David Braz
É inseguro para sair com a bola dominada e tem dificuldade para fazer uma boa cobertura. Alegre, carismático, agregador, se mantém como titular por essas qualidades pessoais. Como líder, porém, deixa a desejar, pois exige dos outros algo que não consegue fazer. Se há uma boa proposta por ele, que vá e seja feliz.

Gustavo Henrique
Ótimo garoto, nosso gigante da zaga (1,95m) deve ser uma pessoa excepcional, mas ficou frustrado com a não convocação para a Olimpíada e permitiu que essa frustração atrapalhasse seu jogo. Grandão, 1,95m, é muito bom nas bolas altas, mas peca na marcação por terra. Lento, não tem recuperação e precisa de um trabalho específico de explosão muscular para melhorar sua performance. Seu problema é parecido com o do Alex, herói do título brasileiro de 2002. Suas fibras musculares são longas, têm uma dificuldade natural para ganhar velocidade em pouco tempo. Não são lentos porque querem, mas por uma causa fisiológica, não sei se tem jeito, mas o remédio é tentar (por falta de uma observação mais apurada, não analisarei os outros zagueiros do Santos).

Zeca
Ótimo lateral-esquerdo. Ainda tem falhas na marcação, mas são menores do que as de Victor Ferraz. Apoia bem e também pode bater a gol. Está crescendo como jogador e como pessoa. Ficou mais confiante, mais maduro. Não é à toa que o Atlético de Madrid e um clube italiano querem levá-lo. Acho que, pelo jeito, vai embora mesmo. Seu reserva, Caju, tem o defeito da lentidão, natural do seu biotipo. É bem alto para um lateral (1,85m) e também deve trabalhar mais os reflexos e a explosão muscular para se tornar um jogador mais eficiente.

Thiago Maia
Grande coração, digno dos melhores volantes do Santos. É o que melhor marca no time, incansável, corajoso. Ainda lhe falta precisão nos passes e nas jogadas de apoio ao ataque, mas é bem jovem e certamente vai evoluir muito ainda. Porém, precisa se preparar para esse novo estágio em suas carreira, ou ficará marcando passo apenas como um destruidor de jogadas alheias.

Renato
Se repararmos bem, Renato nunca jogou muito diferente do que o faz hoje. Nunca foi de dar trombadas e por isso mesmo passou o Brasileiro de 2002 inteirinho sem levar um cartão amarelo. Ele cerca e prefere ir na sobra, não é de dar o primeiro combate. Tem errado passes na saída de bola da defesa e mais de uma vez armou o contra-ataque adversário. Mas é calmo, experiente e essa confiança é importante para o time em momentos delicados da partida. Espero que possa se entender bem com Yuri, o volante fã que veio do Audax. Gostaria de ver um meio-campo com os volantes Thiago Maia e Yuri, e Renato mais à frente.

Léo Cittadini
Tem alguma habilidade e é inteligente. Com mais confiança e tranquilidade deverá jogar melhor, pois a emoção e o medo atrapalham o raciocínio, e jogadores jovens tendem a se intimidar. Engraçado que no Pacaembu ele jogou mais solto do que na Vila, onde a pegação no pé é maior. Tem muito a melhorar, mas creio que a partir do momento em que confiar mais nele e sentir mais o jogo, assumir o resultado como um compromisso dele, e não dos outros, subirá alguns degraus. Outro detalhe que separa os grandes jogadores dos fogos de palha é a gana de ter a bola e mantê-la sobre o seu poder. É desgastante, machuca, pois o adversário morde os tornozelos, dá trompaços, mas não há outra maneira de segurá-la. E Cittadini a perde com muita facilidade. Precisa trabalhar isso e deveria ficar treinando chutes a gol uma hora por dia. Um meia que não sabe chutar e não marca gols, não serve.

Vitor Bueno
É a pedra bruta do Santos que está sendo lapidada. Tem bom controle de bola, iniciativa, chuta razoavelmente bem e se movimenta melhor ainda. Não se inibe na frente do goleiro, o que é uma grande vantagem para o atacante. O que lhe falta, que é, principalmente, escolher a jogada certa para cada momento, deve vir com a experiência. Não é um craque, mas um bom jogador que ainda pode chegar lá.

Paulinho
Lembro-me dele como atacante, marcando gols importantes pelo Flamengo. Mas lá parece ter sido fogo de palha. No Santos, já fez algumas coisas boas, não é de todo nulo como querem alguns. Parece-me preso, preocupado em não transgredir as regras do bom comportamento. Pois acho que deve extrapolar um pouco, ousar, dar vazão ao seu instinto. Talvez seja o tipo de jogador que passará em branco pelo Santos e brilhará em outro time, como ocorreu com tantos outros, entre eles o selecionado Jonas. Enfim, acho que Paulinho tem qualidades para jogar bem, sabe driblar, tabelar, chutar, ajuda na marcação. Precisa de um componente que se tem, ou não se tem: Personalidade.

Joel
Ele precisa se ajudar um pouco mais, pois o santista gosta e torce muito por ele. Mas não pode ficar um jogo inteiro quase sem pegar na bola, como ocorreu domingo, contra o Botafogo. Precisa se mexer, se deslocar, gritar pela bola, correr atrás dela. Porém, é outro caso de fibras lentas, como deve ser a característica do povo camaronês. Faltam-lhe reflexos e explosão e isso é fatal quando se joga como atacante, com pouco espaço para dominar a bola e dar continuidade à jogada. Mas é inteligente, prova disso foi seu passe de calcanhar para Zeca que abriu o caminho para o segundo gol contra o Botafogo. Torcemos pelo Joel, mas ele precisa ser mais cruel.

Convido-o a fazer um pequeno investimento que valerá muito para preservar a história do Santos!

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Serginho, Ronaldo Mendes, Maxi Rolón e Lucas Crispim
Esses jogadores, que estão na reserva, são jovens e têm potencial. Precisam trabalhar alguns aspectos de seu jogo, mas não farão isso se não estiverem motivados. Por trás de seus aparentes defeitos técnicos há questões psicológicas que poderão ser sanadas com a ajuda de profissionais da área.

Elano, Alison, Valencia e Rafael Longuine
Não vejo nesses reservas um bom futuro no Santos. Confesso que tive um entusiasmo inicial com Longuine, mas depois ele teve várias oportunidades e não as aproveitou. Creio que sejam jogadores com algum mercado no futebol brasileiro e mesmo no exterior. Pois que sigam o seu caminho. Hoje não acrescentam nada, ou quase nada, ao time.

Jean Mota assinou, por quatro anos, e já quer jogar.

A decisão com o Santa Cruz
Os exemplos estão aí. É possível, sim, ganhar fora de casa mesmo sem alguns titulares. Aliás, o Santos não deve pensar neles, pois talvez alguns jamais voltem. O Santa Cruz investiu muito para esse Brasileiro, a ponto de pagar 200 mil reais por mês para Grafite, um centroavante de 37 anos, e contratar Léo Moura, mas está longe de ser um time imbatível, mesmo no Arruda.

Uma boa notícia para o Santos é que os atacantes Grafite, com cansaço muscular, e Keno, com tendinite no joelho esquerdo, talvez não joguem, ou joguem meia boca. O técnico Milton Mendes foi a Lisboa renovar seu curso Uefa Pro e está de volta. O homem é bom, mais gabaritado que o nosso Dorival Junior, e tem feito o Santa jogar sem medo.

Esperemos que o Santos atue da mesma forma. Para mim, futebol é lá e cá. Esse negócio de um time ficar fechado lá atrás, como um pugilista que se escora nas cordas e agarra o adversário cada vez que é atacado, é um esporte que detesto. Deveria haver regras que obrigassem os times a ter uma quantidade mínima de jogadores no campo do adversário. Esse defensivismo, praticado preguiçosamente pelo Santos quando atua fora de casa, dá nos nervos.

O time provável do Santa Cruz para domingo é Tiago Cardoso, Léo Moura, Danny Morais, Neris e Tiago Costa; Alex Bolaño (ou Leandrinho), João Paulo e Lelê; Keno e Grafite. Esse Leandrinho do Santa não é o mesmo do Santos, claro. O garoto continua na Vila, mas é outro que não tem merecido continuar no elenco, assim como o indefectível Patito “Quem Contratou?” Rodríguez.

Quer saber como se ganha do Santa Cruz? Seguem algumas imagens de sua derrota para o Sport, no clássico local:

E você, o que acha dos jogadores do Santos?


Santos x Inter: falar o quê?

Em jogo de muita marcação e raríssimas jogadas bonitas, o Santos perdeu do Internacional por 1 a 0, gol de Aylon, de cabeça, aproveitando uma cobrança de escanteio a dez minutos para o final da partida. Assim, como já se desenhava nos últimos jogos, a longa invencibilidade na Vila Belmiro acabou. Agora, de candidato a líder, o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Veja o teipe do gol do Inter e perceba que o garoto Matheus Nolasco, que tinha acabado de entrar, foi o escalado para marcar o autor do gol gaúcho. E toda a defesa ainda reclamou dele. Cadê os zagueiros santistas? Cadê Vanderlei, que ficou no meio do caminho?

Bem, mas não adianta achar culpados. Este Brasileiro é um campeonato de times medianos e, desfalcado dos seus melhores jogadores, o Santos é menos do que mediano. Sem os jogadores da Seleção e sem Ricardo Oliveira, o Santos no Brasileiro será isso aí mesmo: um time sem capacidade ofensiva e com muitos cochilos na defesa.

Entretanto, até que a equipe melhorou um pouco com as substituições no segundo tempo. As entradas de Ronaldo Mendes, Lucas Crispim e Matheus Nolasco nos lugares de Rafael Longuine, Paulinho e Joel tornou a equipe mais rápida e um pouquinho mais ofensiva. Porém, em uma bola parada, o pontinho de outro empate se foi.

Menos de 4.500 pessoas pagaram para assistir ao jogo. Um público de teatro municipal para um espetáculo equivalente a um pagode desafinado. No canal Premiere entrevistaram mais os jogadores do Internacional do que do Santos. Até na Vila a Globo trata o Santos como coadjuvante. E a verdade é que nesse domingo ele foi mesmo.


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E você, o que achou do Santos contra o Inter?


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