Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: Gustavo Kosha

Olha o Torero aí gente! Vamos prestigiar!

O santista tem a fortuna de contar com a pena inspirada do jornalista e escritor José Roberto Torero para contar a história do time e defendê-lo das patranhas dos rivais. E o Torero está envolvido em dois eventos que tratam de nossa paixão comum: o primeiro, amanhã, um bate-papo sobre “futebolismo” com o publicitário Gustavo Kosha, que já enriqueceu este blog com seus artigos, e o segundo trata-se da tão esperada história do Santos em quadrinhos.

Amanhã, na rua Mourato Coelho, 25, Pinheiros, a partir das 20h30m, Torero e Kosha falarão, com inteligência e humor, claro, sobre o universo do futebol. As informações estão no cartaz abaixo:

A história do Santos em quadrinhos

A aguardada história do Santos em quadrinhos, produzida pela parceria Torero e André Bernardino, é uma adaptação do livro “Santos, um time dos céus”, do próprio Torero.

Sobre o assunto recebi um e-mail do André e repasso a vocês. Crowdfunding é um sistema de patrocínio aberto, no qual eu, você, qualquer um de nós podemos participar. Leia o que o André escreveu:

Eu, André Bernardino, juntamente com o iluste santista José Roberto Torero e a editora Realejo, criamos uma história em quadrinhos que é uma adaptação livre do livro Santos, Um Time dos Céus, de mesmo nome. Porém, para lançá-la precisamos da sua ajuda. Estamos fazendo um crowdfunding de modo a tornar esse sonho possível e nós gostaríamos de contar com você nessa empreitada, seja doando, seja divulgando nosso projeto.

Esse é o nosso site: http://catarse.me/pt/santos

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Agradeço desde já a sua atenção.

Um abraço, André Bernardino.

E então, vamos prestigiar os santistas Torero, Gustavo e André?


A ambulância na Vila Belmiro e o caso da saúde pública nacional

Por Gustavo Kosha

Ontem a Vila Belmiro foi palco de mais um bom jogo entre Santos x Atlético/MG. Foi palco de mais um show de Neymar. Mas infelizmente, devido aos acidentes acontecidos, principalmente com o atleta Rafael Marques do Atlético/MG, o foco da imprensa mudou do jogo para o atendimento médico ao atleta.

Ouvi e li na imprensa, jornalistas formadores de opinião execrarem o estádio Urbano Caldeira por conta da dificuldade que a ambulância teve para entrar em campo para o atendimento ao atleta.
Minha opinião sobre o caso:
O atleta Rafael Marques teve MUITA (sim, MUITA com letras maiúsculas) sorte de ter sofrido um acidente na Vila Belmiro.
Ao contrário do que relataram muitos jornais, principalmente um famoso no meio esportivo, o atleta do Atlético/MG não demorou 10 minutos para ser atendido. (Aliás, cabe aqui uma ação do departamento jurídico do Santos, exigindo provas de que o atleta tenha demorado tanto tempo para ser atendido). Muito pelo contrário. Ele foi atendido IMEDIATAMENTE após o acidente e por 2 (sim, DOIS) médicos (um do Atlético e um do Santos).
Além dos 2 médicos dos clubes, 2 bombeiros e mais 2 médicos entraram em campo para prestarem o pronto atendimento ao atleta. Todos nós que estávamos vendo o jogo somos testemunhas disso. A pergunta que faço é: em que outra situação, ou em que outro lugar, o atleta ou qualquer outra pessoa teria a sua disposição, imediatamente depois de um acidente, o acompanhamento de tantos profissionais?
A imprensa, e todos aqueles que criticaram e pediram o fim dos jogos no estádio da Vila Belmiro deveriam olhar um pouco mais para a saúde brasileira. Existem milhares de hospitais espalhados pelo país que não possuem condições básicas para atender quem quer que seja, quanto mais casos de urgência. Faltam médicos em todo o Brasil. Não é necessário procurar muito para achar casos de hospitais assim. Será que é a Vila Belmiro mesmo que oferece risco à atletas ou torcedores? Ou seria a saúde pública brasileira que está deteriorada de uma maneira geral? Ao me ver, cabe uma reflexão muito mais profunda nesse caso.
Quanto a ambulância, de fato houve uma falha na reforma da Vila Belmiro, impedindo a sua entrada. Isso deve sim ser avaliado pela diretoria santista. Mas daí a se proibir jogos no estádio, isso é uma besteira sem tamanho. Se fossemos ver por esse prisma os jogos deveriam também ser proibidos no Morumbi e no Pacaembú, principalmente os realizados às 19:30, já que a essa hora é praticamente impossível circular nos arredores nesse estádio, e caso algum atleta sofra algum acidente em um jogo hipotético realizado em algum desses estádios, a essa hora, com certeza a ambulância poderia até entrar no estádio, mas devido ao trânsito dos arredores não conseguiria sair.
A imprensa precisa ser mais responsável. As diretorias dos clubes também, mas acima de tudo, nossas autoridades precisam ser mais comprometidas com o povo. Não se pode exigir de um estádio o que não se oferece à população de um país inteiro.
Gustavo Kosha é publicitário, pai da Nina, sócio remido e tocedor do SANTOS FUTEBOL CLUBE.

Oração a Santa Luzia

Santa Luzia, padroeira da visão, agradeço por ter olhos perfeitos.

Olhos que me fizeram presenciar, mais uma vez, o Santos Futebol Clube fazer história.

E que história! Nenhuma é mais bela. Impossível alguma ser mais rica.

Obrigado por fazer com que os meus olhos vissem as goleadas, as jogadas maravilhosas, os gols e a campanha culminando com o merecido título. Mais um título.

Obrigado por fazer com que eu seja testemunha do maior celeiro de craques do futebol mundial.
Meus olhos não se cansam de ver nascerem talentos em nossos gramados.

Esses olhos que não dormiam de tensão antes de cada decisão, que arregalavam a cada bola na trave, que pareciam saltar de nervosos e que se entristeciam pelas derrotas. Ontem, mais uma vez, foram lavados e limpos pelo choro de emoção por mais um título.

Santa Luzia, é difícil ser modesto tendo olhos que presenciam tamanha grandeza e por isso lhe peço perdão. Deve ser difícil para os olhos adversários terem que nos assistir em todos os programas de televisão, esportivos ou não, por terem que nos ver em todas as mais variadas mídias, do Brasil e do mundo.

Por terem que torcer para que nossos jogadores sejam convocados para a Seleção e assim eles possam torcer, pelo menos uma vez, para o bom futebol que há tempos foi esquecido e colocado de lado por aqueles que insistem em “jogar” como brucutus. Os olhos dos brasileiros vão, enfim, saber como são abençoados os olhos dos santistas, com nossos meninos na Seleção.

Santa Luzia, rezo por um feliz 2011, pois de 2010 meus olhos já estão extasiados e satisfeitos.

Agora esses olhos irão descansar, dormir, e caso eu esteja sonhando, por favor, não me acordem.

Obrigado, Santa Luzia.

P.S.: Texto dedicado ao meu pai, que fez brotar em mim o amor ao Santos Futebol Clube e a todos que estiveram junto comigo na “odisséia do Barradão” ontem em Salvador, em especial ao Felipe, Godoy, Mauricio, Marcus e Silvinho.

Gustavo Kosha é publicictário, sócio e torcedor do Santos Futebol Clube.


Pretensioso, sem identidade e digno de pena. Assim pode ser descrito o Grêmio nos dias de hoje. – Texto de Gustavo Kosha

Pretensioso por se acharem muito mais do que realmente são. Após ganharem do Santos em seu estádio com uma virada em poucos minutos começaram a falar muita besteira. Esqueceram que não foram eles que venceram o jogo e sim o Santos que perdeu em algumas falhas e em momentos de desatenção. Deram sorte de vir à Vila com uma pequena vantagem.
Pretensioso também foi o seu técnico, Silas, que nunca ganhou nada no futebol a não ser campeonatos de pouca expressão como o catarinense e o gaúcho. A Comparação da Vila Belmiro com o Alfredo Jaconi, com todo respeito ao Juventude, só pode ser feita por alguém que realmente ainda tem muito o que aprender no futebol. Isso sem falar nas declarações do presidente gremista, uma figura caricata que está mais para humorista em final de carreira do Zorra Total do que para dirigente de futebol.

Sem identidade por ainda não terem se conscientizado que não são argentinos, são brasileiros, iguais a todos os outros times brasileiros. Sua torcida não é uma “hincha”, é simplesmente uma torcida, igual a todas as outras torcidas brasileiras. É difícil enfrentá-los, ainda mais no Olímpico, mas não é impossível eliminá-los, e isso não sou eu que estou falando, são os números. Em 57 jogos, temos 28 vitórias contra 17 deles e mais 12 empates. Contra fatos não há argumentos. Somos melhores em toda a história.

Assim sendo só posso chegar a conclusão que o time do Grêmio hoje é digno de pena por viver uma ilusão. Se auto denomina “o imortal” mas contraditoriamente tem como grande jogo um duelo contra o Naútico pela série B, depois de ter sucumbido a série A daquele ano. O imortal nasceu morto.

E para aqueles que ainda continuam falando, aprendam que na Vila os milagres acontecem. Ali os craques são revelados para o mundo, os placares são revertidos e os imortais são enterrados.

Gustavo Kosha, publicitário, sócio e torcedor do Santos Futebol Clube.


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