Blog do Odir Cunha

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Tag: Hamburgo

A versão de Luiz Taveira

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O empresário Luiz Taveira com Zé Love, um jogador que ele trouxe para o Santos, vendeu para o Genoa e não lhe rendeu um tostão.

Gosto das coisas claras, de pessoas que abrem o jogo e dão a cara para bater. Por isso, fiquei surpreso e agradecido ao receber o telefonema do empresário Luiz Taveira. Ele ligou para explicar o caso Cleber e não fugiu de nenhuma pergunta:

“Tenho a informação de que o Santos fez todos os exames médicos com o Cleber, incluindo ressonância magnética. Só depois ele assinou um pré-contrato, que é um compromisso de contratação.”

O empresário me explicou que não soube das notícias na imprensa alemã de que o zagueiro do Hamburgo teria problemas recorrentes no joelho direito, mas adiantou que a responsabilidade pelos exames médicos é do clube contratante e, no caso, os exames foram feitos.

Disse ainda que ficou cinco dias em Hamburgo concentrado apenas em convencer Cleber a escolher o Santos em vez do Atlético Mineiro, que oferecia um valor maior. Garantiu-me que o argumento principal foi pedir para o jogador imaginar quanto não valeria entrar no mesmo vestiário em que estão os armários de Pelé, Zito, Clodoaldo, Carlos Alberto e tantos outros jogadores imortais do futebol.

Taveira me contou que mesmo sendo da cidade e torcedor fanático do Santos, sempre tinha evitado fazer negócios com o clube porque achava “complicado”. Lembrou que montou o time da Portuguesa Santista terceiro colocado no Campeonato Paulista de 2003, mas não levou jogadores da Briosa para o Santos; que trouxe Zé Love para o Santos e depois participou da venda de seu passe para o Genoa sem ganhar um tostão e contou-me ainda do esforço que fez para, em parceria com o ex-lateral Marco Aurélio, trazer Ricardo Oliveira ao Alvinegro Praiano e depois impedir que ele fosse embora para o Grêmio, seduzido por uma proposta financeira bem melhor. Por fim, lembrou Jonathan Copete, também negócio feito por ele.

Senti sinceridade em Taveira quando ele me explicou como é o trabalho dos empresários no futebol. Disse que se o clube enviar seus dirigentes para negociar jogadores, como eu sugeri, o valor final sempre será mais caro. Com o empresário é diferente e é por isso que o Palmeiras, mesmo tendo o diretor Alexandre Mattos, trabalha com três empresários.

“São os empresários que fazem o contato e fecham os valores para o Palmeiras”, garantiu.

Em determinado momento ele usou a expressão “se um dia você for presidente do Santos, Odir”, então eu aproveitei a deixa para lhe dizer que reconheço no trabalho do empresário uma atividade honesta e profissional como outra qualquer, protegida pela Lei Pelé, mas que trabalharia para modificar a Lei Pelé e estabeleceria que toda negociação de jogadores, no Santos, seria cem por cento transparente. Não haveria comissão para ninguém do clube e o empresário receberia apenas a estipulada por lei. Os negócios têm de ser limpos a ponto de serem expostos no Conselho Deliberativo sem se esconder nada.

Ele respondeu que essa transparência nas negociações de jogadores já existe no Santos, ao menos nos negócios de que ele participa. Eu lhe disse que entendo que ele seja partidário do presidente atual, mas que se ocorrer de eu ser mesmo eleito presidente, não serei revanchista, conversarei com todas as pessoas que têm trabalhado pelo Santos e analisarei caso a caso. Quem está servindo ao clube e não servindo-se dele, não precisa ter medo de uma gestão que se baseará na competência, na austeridade e na honestidade.

Confesso que tenho um certo preconceito contra empresários no futebol e o próprio nome Taveira, que me lembra Caveira, não me soava bem. Porém, a Lei Pelé institucionalizou a figura do empresário e mesmo entre eles há os bons e os maus. Um dirigente de clube terá de saber trabalhar com eles, ou sempre será passado para trás nas transações. Gostei de conversar com o senhor Taveira. Acho que pintaram o diabo mais feio do que ele é.

E você, o que acha dos empresários no futebol?

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Cleber está bem?

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A foto acima é do jornal Bild, um dos mais bem informados sobre futebol na Alemanha. Ela foi feita no dia 24 de novembro, portanto há cerca de um mês. Ela diz que o ideal no caso do joelho de Cleber seria uma cirurgia, mas esta não seria realizada este ano, pois o médico do clube, o senhor Götz Welsch, decidiu optar por um tratamento conservador. Será que os dirigentes do Santos contrataram Cleber sabendo que ele precisará de uma cirurgia no joelho se o tratamento conservador não der certo?

Cléber está bem?

Como se sabe, o Santos assinou com o zagueiro Cleber um contrato de quatro anos. Nascido em São Francisco do Conde, Bahia, em 5 de dezembro de 1990, Cleber Janderson Pereira Reis Cabral acabou de completar 26 anos e é um jogador experiente, que se destacou na Ponte Preta, passou pelo alvinegro de Itaquera e foi contratado pelo Hamburgo por quatro milhões de euros. Pesquisei na imprensa alemã sobre a situação de Cleber no Hamburgo e fiquei com uma pulga atrás da orelha: alguns veículos dizem que ele tem “um persistente problema no joelho”.

Em abril de 2015 ele sofreu uma ruptura capsular do joelho direito, durante o chamado derby do Norte, contra o Werder Bremen, e desde então ficou um bom tempo fora do time e atualmente estava na reserva. Seu último jogo ocorreu em novembro, em Dortmund e há semanas ele sofre de problemas no joelho.

Recebi uma denúncia, vinda de Santos, de que o clube contratou Cleber por quatro anos sem fazer um exame médico no rapaz, o que, no caso, seria temerário. Um site diz que Cleber teria apresentado um exame médico feito pela CBF tempos atrás. Enfim, fica essa dúvida e este espaço está à disposição da direção do clube para o devido esclarecimento.

Quanto ao preço pago pelo passe, as informações são contraditórias. Uns dizem que o Hamburgo pediu quatro milhões de euros, mas o Santos pagou três. Outras fontes afirmam que o valor ficou em dois e meio. Como o jogador tem contrato com o Hamburgo até 30 de julho de 2018, caso seja negociado nesse período, o clube alemão ficará com 60% do valor.

O torcedor santista se preocupa com o estado clínico de Cleber porque o clube já passou por algo assim antes. Em 2009, por indicação do técnico Vanderley Luxemburgo, o Santos contratou Émerson, ex-volante do Real Madrid e da Seleção Brasileira. Mas o jogador veio machucado, não conseguiu jogar e em 2010 entrou com uma ação trabalhista contra o clube.

Ainda segundo a imprensa alemã, Cleber tem afirmado que está bem e poderia ser escalado, mas o técnico está preferindo outros jogadores. Disse ainda que a mudança para Santos será ótima para sua família. “Santos é um lugar onde minha família se sentirá bem”, afirmou.

Tarimbado, com porte atlético de 1,83m, Cleber pode ajudar muito o Santos na Copa Libertadores, mas isso, é claro, desde que esteja cem por cento física e clinicamente. Com seus dois melhores zagueiros em recuperação – Gustavo Henrique e Luiz Felipe –, o Alvinegro Praiano não pode se dar ao luxo de contratar mais um jogador de defesa com problemas.

E você, o que acha disso?

Enquete para presidente do Santos continua
O ex-presidente Marcelo Teixeira é o segundo colocado e vem tirando a diferença para Odir Cunha na enquete para presidente do Santos, à direita da home deste blog. Marcelo tem 543 votos, enquanto Odir está próximo de alcançar a marca de 1.000 preferências. Modesto Roma Júnior, o atual presidente, tem apenas 100 votos e é o quinto na enquete, superado ainda por José Carlos Peres, com 335 votos, e Andres Rueda Garcia, com 346 (texto escrito às 12h20min de 29/12/2016).

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A difícil volta de Zé Roberto ao Santos


Zé Roberto, perto da aposentaria, mas ainda com uma forma invejável.

Ainda ontem ouvi de um repórter de rádio que Zé Roberto deve voltar ao Santos. Ele deu esta notícia porque conversou com Luis Álvaro e o presidente santista lhe assegurou que o clube tentará trazer o craque que está saindo do Hamburgo e jogou na Vila com muito sucesso em 2007. Pois eu, que detesto ser sensacionalista e procuro checar as informações, digo que ainda é muito difícil que o jogador atue no Alvinegro Praiano em 2011.

Não que eu não queira. Seria maravilhoso ver um meio-campo com Arouca, Zé Roberto, Elano e Paulo Henrique Ganso. Mas o alto salário de Zé Roberto, que ainda tem mercado no futebol internacional; a impossibilidade de se conseguir parceiros para pagá-lo, além da resistência de sua mulher, que queria criar os três filhos do casal na Alemanha, tornam muito difícil sua contratação.

R$ 770 mil mensais é um salário proibitivo para ele no Brasil

Pelo contrato com o Hamburgo, que se encerra no final de junho, o volante, meia ou lateral-esquerdo José Roberto da Silva Júnior, o Zé Roberto, nascido em São Paulo em 6 de Julho de 1974, com 1,76m e 67 quilos, ganha quatro milhões de euros por ano, o que equivale a R$ 770 mil por mês.

Mesmo na Alemanha, onde jogou por 12 anos e é respeitado por sua técnica e regularidade, além da extrema habilidade com o pé esquerdo, Zé Roberto não tem mais mercado nos grandes clubes.

Prestes a completar 37 anos, ele pretende jogar até os 40 e queria renovar com o Hamburgo por mais dois anos, mas o clube só lhe ofereceu contrato para mais uma temporada. Quando o repórter do jornal Bild, de Hamburgo, quis saber porque ele fazia questão de renovar por mais dois anos, Zé Roberto respondeu:

“Porque eu quis oferecer estabilidade à minha família. Meus três filhos nasceram na Alemanha. Dois dos três vão para a escola aqui. Minha esposa se sente muito confortável. Agora estamos nos movendo. Todos estão tristes. Este é um momento difícil, mas a vida continua. Agora eu olho para um novo clube, em que eu possa assinar por dois anos”.

Para continuar mantendo o seu altíssimo padrão de vida, Zé Roberto estuda uma proposta do Qatar, mas prefere voltar ao Brasil, mesmo que tenha de ganahr menos. O problema é que, mesmo que aceite receber metade do salário atual, ainda assim estará muito acima dos padrões do mercado brasileiro.

Falta-lhe carisma e juventude para atrair parceiros-patrocinadores

Nenhum clube brasileiro pode pagar R$ 385 mil mensais (50% do que Zé Roberto ganha hoje) a um jogador de 37 anos, a não ser que seja um astro e atraia parceiros interessados em bancar seu salário.

Perceba que Ronaldo e Robinho foram experiências bem-sucedidas de repatriação de craques – pelo prestígio que ainda gozavam e por ainda serem decisivos em campo –, mas o mesmo já não se pode dizer de Ronaldinho Gaúcho, que já é contestado e está com os rendimentos bastante atrasados no Flamengo, e de Luís Fabiano, que até agora não jogou e tem sido esquecido pela mídia.

Não o tenho visto jogar, mas acredito que Zé Roberto, um profissional que se cuida, de hábitos caseiros, não tenha problemas de se manter bem até os 40 anos. Mas na hora de se conseguir parceiros-patrocinadores, o que mais importa, mais até do que o rendimento do jogador, é o seu carisma, sua capacidade de atrair mídia positiva, de dar retorno de imagem.

Renovação expulsa veteranos da Europa

Zé Roberto adora a Alemanha. Lá jogou quatro anos no Bayer Leverkusen, seis no Bayern de Munique e os últimos dois no Hamburgo. Nesse ínterim, só saiu em 2007, para atuar pelo Santos – ano em que foi campeão paulista, semifinalista da Libertadores e vice-campeão brasileiro, chegando a ser considerado o melhor jogador em atividade no país naquela temporada.

“Tenho uma longa história na Alemanha. Aqui aprendi a disciplina, acima de tudo. Eu gosto da ordem, dessa organização incrível. No futebol, tenho grandes recordações incríveis, como o 1 a 0 contra o Bayern nessa temporada, e a loucura dos hambúrgueres (torcedores do Hamburgo)”, diz ele.

O número oito do Hamburgo foi contratado para ajudar o clube a se classificar para a Liga dos Campeões. Como não foi possível, o técnico Michael Oenning pretende reconstruir a equipe utilizando jogadores jovens. Esta tendência de renovar os elencos – influenciada pelas revelações da última Copa do Mundo – se alastra pelos grandes clubes europeus e tem forçado a saída dos veteranos brasileiros.

Se retornar ao Brasil, o Santos tem a preferência

Realista, Zé Roberto sente que a hora de voltar para casa chegou. Não é o que gostaria, mas é o mais viável. Poderia ganhar muito mais em países árabes, mas a educação dos filhos e a felicidade da família são mais importantes para ele do que o dinheiro. Por isso é que o Santos tem chances.

Quando optou pelo Alvinegro Praiano, em 2007, Zé Roberto foi tirado de uma reunião com a diretoria do São Paulo pelo então superintendente do Santos em São Paulo, José Carlos Peres. E Peres o levou para conhecer o novo CT do Santos e a estrutura que estaria à sua disposição. O São Paulo oferecia mais dinheiro, mas, mesmo assim, Zé Roberto preferiu o Alvinegro.

Hoje, ele admite a possibilidade de voltar: “É bem possível que eu vá jogar no Brasil. Então, eu estaria, finalmente, ao lado de toda a minha família. Mas nada foi decidido. Estou analisando isso agora”.

Após a marca impressionante de 335 jogos pela Bundesliga, o rico campeonato da primeira divisão da Alemanha, o respeitado número oito do Hamburgo está de saída. O Santos tem a preferência. Mas o Alvinegro Praiano terá condições de fazer o negócio sem aumentar perigosamente suas dívidas, ou comprometer verbas futuras, como fez ao utilizar recursos do Campeonato Paulista até 2015 para trazer Robinho? Bem, aguardemos os próximos capítulos…

Reveja alguns lances de Zé Roberto na Alemanha:

http://youtu.be/bylSYyx8-8k

O que você acha da vinda de Zé Roberto ao Santos? O esforço valerá a pena?


Conforme-se. O Santos não tem dinheiro para grandes contratações

A leitora Madureira e outros amigos me avisam que Zé Roberto, que tão bem jogou no Santos em 2007, não renovou contrato com o Hamburgo. Não seria uma boa opção contrata-lo, perguntam. Aparentemente, sim, mas não podemos nos esquecer de que ele fará 37 anos em 6 de julho e mesmo assim deve pretender um bom salário. E a verdade é que o Santos está sem dinheiro.

Mas o clube não tem faturado mais com patrocínios, cotas de tevê, prêmios por títulos? Sim, mas as despesas tem sido ainda maiores e a duvida aumentou mais de R$ 30 milhões em 2010.

Questões políticas à arte, a verdade é que a questão financeira continua sendo um dilema para o Santos. A nova gestão, como a anterior, não encontrou um fórmula eficiente de equilibrar gastos e despesas, e o desarranjo é tal que não há como contratar ninguém.

Por outro lado, veja que o Flamengo de tantos astros – entre eles o galático Ronaldinho Gaúcho – foi batido ontem, em pleno Engenhão, pelo humílimo Ceará por 2 a 1. E o Palmeiras, de alguns salários astronômicos, tomou um pneu do inacreditável Coritiba e voltou para São Paulo com seis gols na sacola.

Então, deixemos claro que o Santos não tem dinheiro para contratar jogadores famosos e caros, a não ser que consiga uma parceria para lhes pagar o salário.

Por outro lado, como Ceará e Coritiba estão provando, não é preciso ter uma verdadeira constelação para montar um time vitorioso, que jogue com fluência e eficácia.

Assim, é evidente que o técnico Muricy Ramalho não poderá pedir jogadores como a esposa do milionário faz a lista de compras. Será preciso pesquisa, criatividade e trabalho, meu filho, para preencher alguns buracos neste elenco.

Vinícius Simon pode ser testado como volante

Dentre as opções que sugiro a Muricy é testar o zagueiro Vinícius Simon como volante. Não digo isso só porque o vi jogar e ele me pareceu ter as características essenciais para um bom cabeça de área. É que o rapaz jogava nesta faixa do campo quanto atuava na base do Santos, segundo me informou o grande Lima.

“Comigo ele jogava como volante, e era muito bom”, disse-me o curinga de ouro da Vila em uma das tardes em que o encontrei pelos corredores do clube.

Acho que Vinícius daria certo como volante – principalmente em um momento como este, em que é preciso poupar os titulares – porque sabe se colocar bem tanto para fechar o espaço dos adversários, como para sair pro jogo; rouba muitas bolas e, o que é importante, sem cometer faltas bobas; quase não erra passes; é bom nas bolas altas e tanto pode reforçar a defesa nos centros altos, como é uma arma nos cruzamentos sobre a área adversária.

Outro que merece ser utilizado como volante é Elivelton, que, segundo alguns que o acompanham desde a base, é melhor do que Rodrigo Possebon e até mesmo do que Adriano.

Enfim, que Muricy Ramalho, sem poder contar com um cheque branco para trazer quem quer, saiba extrair o máximo dos jogadores com os quais pode contar no Alvinegro Praiano.

Para você, além de testar Vinícius e Elivelton como volantes, que outras experiências interessantes Muricy pode fazer no Santos?


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