Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Hernanes

Só sei de uma coisa: hoje alguém vai chorar

Amigos, hoje a Colômbia pode aprontar um Fortalezazzo diante do Brasil. Tem time pra isso, e dois jogadores de encher os olhos – o versátil Cuadrado que, por supuesto, bate uma bola redondinha – e o artilheiro James Rodríguez. Sim, pode, tem tudo para dar o passo mais largo de sua história nas Copas. Mas o Brasil ainda tem os seus trunfos…

Acha que vou falar de Neymar porque este blog é de santistas? Sim. E não. É óbvio que hoje Neymar será muito marcado e, sozinho, creio que pouco ou nada fará. O tempo dos espaços já foi. Nesse futebol corrido e pegado, o craque ainda decide, mas suas oportunidades são menores e dependem da generosidade dos companheiros.

Se Hulk, e mesmo Oscar, cismarem de resolver as coisas sozinhos, muito provavelmente as chances de gol terminarão naquele tradicional “ahhh…” de decepção. O melhor finalizador é Neymar e, por isso, como um cestinha no basquete, deverá ser dele a oportunidade da conclusão. O garoto agora também está cabeceando muito!

Mas a recíproca é verdadeira. Cercado, bloqueado, fustigado, o Menino de Ouro da Vila em muitas jogadas terá de encarnar o Pelé da Copa de 70 e chamar a marcação sobre si, para então servir aos companheiros. Artilheria é boa, mas o título é melhor.

Aprovo a volta de Paulinho, mas espero que não tenha medo de aparecer na área adversária, como fazia antes de desaprender na Europa. Gostaria de ver Maicon no lugar de Daniel Alves e acho que, por mais que não seja nenhum Vavá, Fred ainda é menos deficiente do que Jô. No mais, por que não uma chance para o inteligente Hernanes no meio?

A torcida pode até influenciar a favor do Brasil, mas depois do que vi contra o Chile, em que os brasileiros pareciam mais pressionados do que os adversários, prefiro me abster deste quesito. O certo é que o jogo será equilibrado, mais para o empate. Apostei no Brasil – assim como na Costa Rica, Bélgica e França – apenas porque torcerei por eles.

E pra você, quem chorará nesta sexta-feira?

Amigos, em primeiro lugar, peço desculpas pelo espaçamento entre os posts. Os afazeres no Museu Pelé têm tomado todo o meu tempo e encurtado minhas horas de sono. Mas prometo que o blog aos poucos voltará ao normal. Abraços!


Este Santos precisa de desafios. Por que não golear?

 

Eu quero ver gol! Esta é a música que André, Robinho e Neymar devem dançar na Vila.

No último lance do primeiro tempo, quando Felipe lançou a bola para Wesley e este, desconcentrado, deixou-a passar embaixo de seu pé, percebi que havia alguma coisa errada com o Santos. Sim, porque este time, assim como a maioria de nós,é movido a desafios. Uma goleada histórica, uma vitória em clássico importante, um título… Estas são motivações que empurram essa meninada pra frente. Agora, do jeito que estava, a partida, aparentemente, não exigia mais grandes esforços.

Depois de entrar nas semifinais com a vantagem, o Santos chegava ao final da primeira etapa com a vitória parcial de 2 a 0 e ainda com um jogador a mais. Isso, diante de uma torcida adversária muda e resignada. O que esperar ainda da partida? Ora, no mínimo a manutenção do resultado – que já daria ao Santos a possibilidade de se classificar para a final com uma derrota, em casa, por dois gols de diferença, o que, convenhamos, não apresentaria nenhum obstáculo para um time que costuma ganhar seus jogos com certa facilidade.

Não que o Santos não tenha tentado aumentar o marcador na segunda etapa. Tentou e por pouco não chegou aos 3 a 0. O São Paulo parecia entregue e aí aconteceu o grande erro do Alvinegro, que foi menosprezar o adversário. Não por meio de pedaladas ou jogadas de efeito, mas por afrouxar a marcação. Com um jogador a mais, era inadmissível que o Santos permitisse espaços, principalmente aos dois principais jogadores são-paulinos, mas foi justamente isso que aconteceu.

Com a saída de Washington, qualquer criança sabe que os dois únicos jogadores do São Paulo que poderiam chegar ao gol do Santos seriam Hernanes e Dagoberto. Hernanes, na sua jogada característica, já tinha tentado o gol em vezes anteriores depois de driblar na entrada da área. É um bom jogador, sem dúvida, mas um tanto lento, e poderia ser bloqueado se houvesse mais atenção da defesa.

Quanto a Dagoberto, não deveria ter facilidade para receber a bola numa partida em que o adversário pode dispor de um jogador a mais na marcação, mas o que se viu foi o são-paulino aparecer totalmente livre para cabecear da pequena área, empatando a partida.

Ao despertar novamente, o Santos voltou a dominar o jogo e alcançou o desempate no finalzinho, graças à personalidade de Durval e ao ótimo cruzamento de Madson, que sempre entra com muita energia e consegue levantar o ânimo da equipe. 

O desafio da Vila é se classificar com uma goleada

Fico aqui imaginando o que o técnico Dorival Junior deve passar a seus jogadores a fim de motivá-los para o jogo de domingo. Quase todos os comentaristas já estão dizendo que o Santos se classificará, como se fosse só uma questão de entrar em campo e jogar um feijão com arroz sem muito tempero. Mas não será assim.

O verdadeiro campeão encontra desafios a cada partida e joga, sempre, como se fosse uma decisão. Se fizer isso, se imprimir um ritmo forte, como costuma fazer quando atua diante de sua torcida, o Santos não só vencerá, como goleará o São Paulo.

Goleará não só porque seu ataque será ainda mais incisivo, como porque sua defesa estará mais atenta às jogadas ofensivas e aos melhores jogadores do adversário. Desde que Hernanes, Dagoberto e Washington sejam neutralizados, restará muito pouco poder ofensivo ao Tricolor.

Caso fosse diretor do Santos, eu não daria um prêmio apenas pela classificação, mas, secretamente, ofereceria também um belo bônus por gol marcado no jogo de volta na Vila Belmiro. O que move este time é a fome de gol. Se ela não existe, o futebol perde o sentido.

Assim, a tática certa para o Santos no próximo domingo é não dar bola para o suspeito favoritismo que andam divulgando por aí e jogar como se ele é que tivesse de ganhar a partida. E ganhar por uma grande diferença de gols. A motivação para o jogo pode ser definida por um verso cantado pelos torcedores nas arquibancadas: “Vai pra cima deles Santos! Vai com determinação!”.

E você, acha que estou sendo precipitado, que é melhor garantir a classificação mesmo com um 0 a 0? Ou também acredita que se perder o ânimo para marcar gols o Santos correrá mais riscos de ser eliminado?


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