Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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O Eterno e o Transitório

Já estou em Santos para a sessão de autógrafos dos livros Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros e Time dos Sonhos, ao lado de José Carlos Peres, a partir das 19 horas, no bar Maria Chuteira, e, de repente, quase sem explicação, me ocorreu que o sentimento mais eterno que existe é o amor.

O verdadeiro amor rompe o tempo e permanece eternamente jovem e instigante, e também sábio e plácido. Sei que escrevo para pessoas que valorizam o amor, pois nada mais explicaria nosso interesse por um time de futebol.

E quais seriam as características atávicas do amor?

Bem, respeito opiniões contrárias, mas para mim ele não pode ser possessivo, excludente. É obrigatório que seja abrangente e universal, pois ele existe para unir, jamais separar; ele não segrega, congrega. Falo agora do amor porque percebi que esse que é o mais puro e poderoso dos sentimentos tem tudo a ver com o que queremos para o nosso Santos.

Não há santista daqui ou santista dali, Somos todos Santos e esse nome não poderia ter sido mais feliz para definir a nossa chapa. Não nos proclamamos gigantes ou fantásticos. Somos apenas Santos, mas somos totalmente Santos, sem divisões, sem privilégios, queremos que o mais humilde dos santistas, do lugar mais distante, se sinta tão dono do clube como nós.

AMOR é uma palavra tão bonita… Lembra a imensidão do mar, a união e a renovação dos seres e da esperança. Esqueçamos aquilo que representa o contrário do AMOR. Esqueçamos a palavra e o sentimento de segregação que representam o contrário de A-M-O-R, letra por letra, pensemos apenas no AMOR fraterno que queremos para o nosso Santos.

O ETERNO E O TRANSITÓRIO

Livros são eternos porque a história é eterna. Quem torce para qualquer outro time talvez nem precise ler livros de futebol, mas o santista de verdade tem essa obrigação porque o Santos continua sendo um dos maiores mais por tudo o que já fez do que pelo que está fazendo. Outra necessidade eterna é a ética. Nada que é feito sem ela tem valor. Mas sobre isso falarei mais abaixo. Primeiro, concentromo-nos na imortalidade da história…

Em poucas palavras, a história fica. Quando, lá na frente, perguntarem a você quais suas lembranças deste longínquo Campeonato Brasileiro de 2017, o que dirá? Que o Santos foi campeão, vice, que conseguiu uma vaga para a Libertadores… Sim, parece que o que nos resta é essa última possibilidade. Por isso o jogo de logo mais, em Chapecó, é tão importante.

No ano passado o Santos foi o único time que ainda adiou a festa do eneacampeão Palmeiras. Agora é aquele que novamente pode retardar os fogos do alvinegro da capital. Para isso, porém, precisará vencer hoje, a partir das 20 horas, na Arena Condá, o que, sabemos, não é fácil. A Chapecoense ressurgiu dos céus para se tornar um adversário perigoso dentro ou fora de sua casa e hoje lutará muito pelos três pontos que significarão sua permanência na Série A.

O time de Santa Catarina tem o oportunista centroavante Wellington Paulista e o rápido lateral-direito Apodi, que já jogaram no Santos e por isso nos colocam em alerta com relação à “maldição do ex”. Que sejam bem marcados.

Sem David Braz e Bruno Henrique, o Santos deverá ser escalado por Elano com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, Luiz Felipe e Caju; Alison e Renato; Lucas Lima, Copete e Arthur Gomes; Ricardo Oliveira. No papel, pode ganhar os três pontos, mas o santista sabe que no quesito espírito de luta, que acaba decidindo um jogo desses, os adversários têm mostrado mais. Vamos ver até que ponto esses nossos jogadores estão comprometidos com a sagrada história do Santos…

Em uma eleição, a ética é sagrada

Em uma eleição, como a que teremos para a presidência do Santos, dia 9 de dezembro, as promessas e as mentiras passarão, mas ficarão a verdade e as obras efetivamente construídas. Enfim, a ética pairará sobre as aflições e ambições do momento. Pessoas sairão dela mais fortes e respeitadas, outras perderão a alma em busca de recompensas imediatas e transitoriamente materiais. Faço esse preâmbulo antes de tocar em um assunto bem relevante…

Recebi esses dias o e-mail de um eleitor preocupado com a lisura das eleições santistas. Ele escreveu:

Sobre o que aconteceu na eleição do Vasco, temo que possa acontecer o mesmo na eleição do SFC.
https://oglobo.globo.com/esportes/torcedor-revela-convite-de-funcionario-do-vasco-virar-socio-sem-pagar-so-para-votar-22058193

Senão vejamos. Consegui me cadastrar no sociorei em (setembro passado), com o número de matrícula 999.999 (não colocarei seu nome e nem seu número de matrícula para protegê-lo, mas ele se prontificou a depor em juízo caso seja necessário), estando apto a votar na eleição de 09.12.2017. Ao conferir a listagem de sócios, divulgada no portal do SFC, notei que o último dessa lista apto a votar nessa eleição tem o numero de matrícula 175.558 (Flavio H. Cuoghi). Tal como ocorreu na eleição do Vasco, como não suspeitar desse movimento atípico de associação, pois foram quase 3.100 novos sócios em pouco mais de 2 meses? No caso do Vasco, a oposição tomou algumas medidas para poder rastrear as possíveis irregularidades.
Grato

Bem, eu já tinha recebido denúncias dando conta de que no final do ano passado muitas pessoas, todas ou quase todas da Baixada Santista, foram agraciadas com carteirinhas quitadas de sócio do Santos. Não poderia divulgar isso sem provas ou evidências. Agora, diante desse e-mail tão preocupante, resolvi pesquisar alguns nomes dessas 3.100 pessoas que se tornaram sócias no final de 2016, a ponto de poderem votar agora.

Bem, todos os novos sócios que eu pesquisei realmente moram ou trabalham em cidades da Baixada Santista. Muitos, pelo que vi, não têm qualquer ligação com o Santos ou mesmo com o futebol. É estranho que tanta gente da mesma região, em tão pouco tempo, tenha se associado ao Santos? Sim, pois se essa média fosse normal o clube conquistaria 30.000 associados por ano e não os estaria perdendo em progressão geométrica, como ocorreu em todos os outros meses desta gestão. E por que quase todos são da Baixada Santista, que normalmente contribui com um número bem menor de associados do que a Capital? Bem, são coisas para se pensar…

Sei que muitos moradores de Santos já ouviram essa história e até dizem saber quem estaria por trás dessa suposta distribuição de carteirinhas. Mas aqui cabe uma pergunta: isso é ilegal? Que eu saiba, não. Se muitas pessoas quisessem votar em um candidato a presidente do Santos, mas não tivessem dinheiro para se associar, poderiam recorrer a alguém que lhes pagasse as carteirinhas? Sim.

Agora, algumas dúvidas ficariam no ar: Foram essas pessoas que as pediram, ou receberam as carteirinhas sem ao menos serem consultadas? De onde veio o dinheiro para pagar por essas associações? De um investidor, de um empresário, do…? A verba recorrente dessas milhares de associações está sendo computada no último balanço do clube? Se a anuidade do Santos é de 260 reais, 3.000 sócios representam 780 mil reais!

É bom que isso fique esclarecido porque a dúvida gera a desconfiança. Mesmo que seja legal, obviamente não é ético agir assim para se ganhar uma eleição, e a ética é uma obrigação em todas as relações humanas, principalmente naquelas que mexem com as vontades e os destinos de tantas pessoas, que é a eleição para o comando de um clube de futebol. Quem trapaceia no pleito, trapaceará muito mais quando tiver o poder nas mãos. Por isso, o próprio clube, para que não fique nenhuma dúvida no ar, deveria explicar o porquê desses milhares de sócios que desembarcaram no Alvinegro Praiano no finalzinho de 2016, em cima do prazo para garantir o direito de voto na eleição de 9 de dezembro de 2017.

Enfim, o essencial é a democracia, o respeito à vontade do eleitor, a obediência ao livre desenvolvimento dos fatos. Aqui neste blog todos sabem de minha preferência por José Carlos Peres e pela chapa Somos todos Santos, que me dará a oportunidade de atuar mais diretamente no clube durante três anos, trabalhando para realizar muitos dos planos e sonhos que desfilamos aqui, mas já li comentários neste blog falando de outras preferências, contrárias à minha indicação. Ótimo. Percebo que aqui há partidários de todos os candidatos. Tudo bem, desde que discutamos ideias. Se a escolha é consciente e leva em conta o que é melhor para o Santos, nada a objetar. Que vença quem realmente tiver mais capacidade de mudar o Santos, com competência, transparência e profissionismo. Mas sem esquecer a obrigatória ÉTICA, por favor.

E você, o que acha disso?

Mudança de domicílio eleitoral
Você que é sócio do Santos e quer votar em São Paulo no dia 9 de dezembro, deve enviar um e-mail para o endereço domicilioeleitoral@santostd.com.br avisando que pretende votar em São Paulo. O e-mail deve conter o seu nome completo, número do CPF e número de sua carteirinha de sócio do Santos. No dia da eleição, compareça à sede da Federação Paulista de Futebol, na rua de mesmo nome, Barra Funda, com sua carteirinha do Santos e um documento de identidade com foto.


Uma noite de desafios

Depois de perder para o Sport, na Vila, o Santos terá forças para obter ao menos o empate contra o Flamengo, a partir das 21h45 de hoje, no Ninho do Urubu, pelas quartas de final da Copa do Brasil? Bem, o favoritismo é do time carioca, mas o Santos terá suas alternativas.

Mesmo ainda sem estrear de verdade, Levir Culpi é técnico mais experiente do que Zé Ricardo e certamente armará e orientará o time de forma a fazer um jogo equilibrado e obter, ao menos, um empate. Ele sabe que o ataque do time carioca é bom, mas sua defesa é ruim e o goleiro não é confiável. Nesta noite Levir viverá o seu primeiro grande desafio no Santos. Não apenas ele, mas alguns jogadores que, pelas circunstâncias, estão se tornando titulares.

Mesmo sem Thiago Maia, Ricardo Oliveira e Zeca, o Santos ainda tem jogadores que, em uma noite inspirada, poderão contribuir para um bom resultado. Tenho esperanças no trio atacante formado por Bruno Henrique, Kayke e Copete, não pelo esmero técnico, mas pela força física, garra e velocidade.

Com exceção de Lucas Lima, pelo Santos, e Diego, pelo Flamengo, não haverá nenhum craque em campo, mas muitos jogadores estarão dispostos a, com muita vontade, suprir suas carências técnicas. Por isso, espero um jogo corrido, com mais oportunidades aos rubro-negros, mas com boas possibilidades aos santistas nos contra-ataques.

O Santos deverá jogar com Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo e Jean Mota; Renato, Leandro Donizete e Lucas Lima; Bruno Henrique, Kayke e Copete. Creio que Vitor Bueno é nome certo para entrar no transcorrer da partida.

O Flamengo, que ainda não poderá contar com os contratados Geuvânio, Everton Ribeiro e Rhodolfo, provavelmente será escalado com Thiago, Rodinei, Réver, Juan e Trauco; Cuéllar e Márcio Araújo; Berrio, Diego e Everton; Guerrero.

A arbitragem, detalhe que sempre causa calafrios nos times que visitam o Flamengo, será toda mineira: Ricardo Marques Ribeiro será auxiliado por Guilherme Dias Camilo e Fabrício Vilarinho da Silva. Esperamos que seja neutra, mas sabemos que, na dúvida, as marcações tenderão a favorecer o time da casa.

Por falar em casa, o jogo será no acanhado Ninho do Urubu, nome dado ao estádio da Portuguesa Carioca, na Ilha do Governador, que, devido aos problemas com o Maracanã, foi arrendado pelo Flamengo por três anos. Assim como a Vila Belmiro, no papel o estádio comporta 20 mil pessoas, mas na prática só cabe 16 mil e ainda não chegou a reunir mais de 14 mil pagantes.

A Teoria Tostines e o Yin e o Yang do Futebol

Sempre me pergunto se a imprensa fala mais de certos times porque eles têm mais torcida, ou se eles têm mais torcida porque a imprensa fala mais deles. Isso só seria respondido por uma pesquisa séria, que remontasse aos primórdios do futebol brasileiro, quando imperava a meritocracia e equipes como o América Carioca e a Portuguesa de Desportos às vezes tinham mais espaço nos jornais do que os hoje queridinhos da mídia. Preparo uma tese de mestrado sobre isso.

Sempre que o Santos enfrenta Flamengo ou Corinthians reflito sobre a importância desse contraste: entre o time que representa o máximo de técnica, beleza, eficiência e prestígio que o futebol brasileiro já alcançou, e os que, joguem como jogarem, são guindados ao estrelato pelo simples fato de terem mais torcedores. Creio que aí tenhamos o confronto entre o yin e o yang do futebol.

E note o leitor e a leitora que a imprensa pode não saber, ou fingir não saber, por ignorância ou conveniência, mas o torcedor sabe e sente a importância de um confronto assim. Tanto, que o recorde oficial de público de um jogo entre clubes no Brasil é o da final do Campeonato Brasileiro de 1983, no Maracanã, entre Glamengo e Santos, que recebeu 155.523 pessoas. Sem contar muitos outros duelos, como o do Torneio Rio-São Paulo de 1961, cujas imagens reproduzo no início deste post, que atraiu 90.218 pessoas ao mesmo Maracanã e terminou com a goleada santista por 7 a 1.

Quanto ao Corinthians, dizem que seus maiores rivais são os outros dois grandes da Capital, mas o clássico paulista que mais vezes ultrapassou a marca de 100 mil pessoas é o que reúne o alvinegro da capital e o Santos, em confrontos disputados na era pós-Pelé. Portanto…

Um olhar de amor ao futebol

O ibopismo, a ânsia por pontos de audiência em rádios e tevês e por uma maior frequência em sites e blogs tem nivelado o jornalismo esportivo por baixo. Nesse novo panorama, a polêmica, mesmo fútil, ganhou o espaço que antes era ocupado pela informação precisa e o texto elegante, ou que ao menos buscava ser elegante. Ao pensar em fazer alguma coisa para alterar essa triste tendência, criei o Curso de Especialização em Jornalismo Esportivo que ministrarei a partir da próxima terça-feira, 4 de julho, na sede da Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo.

Se você é estudante de jornalismo, já ingressou na profissão, ou está pensando em trabalhar na área, aconselho-o a se inscrever neste curso. Nele ensinarei o que de mais importante aprendi em 40 anos de profissão. Darei dicas preciosas, que o acompanharão para sempre. Caso tenha se interesse, leia as informações, abaixo, ou envie e-mail para blogdoodir@blogdoodir.com.br .

O valor da história

Acredito que a história, que os livros não permitem ser esquecida, modifica o presente. Com todo o respeito a tudo que aprendi com pai e mãe, costumo dizer que os livros me educaram, formaram minha concepção da vida e do mundo. E agora posso escrevê-los para eternizar fatos, pessoas e o nosso Santos, claro.

Valorizar a história não quer dizer desvalorizar o marketing, o planejamento, a boa gestão e tudo o que é necessário para tornar o nosso Santos moderno, próspero e autossustentável. Por isso escrevo livros sobre a história única do Glorioso Alvinegro Praiano e peço que vocês os comprem e os divulguem. Sem poder contar com a meritocracia que deveria imperar na imprensa esportiva, nosso Santos depende demais dessas obras que eternizam seus feitos.

Santos FC, o maior espetáculo da Terra

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou o livro que traz as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial.

Este livro de arte nenhum time tem e nunca terá. Chegou a esperada obra que conta as maravilhosas viagens do Santos pelo mundo. Um livro único, que vale por um título mundial e está sendo oferecido por um preço super acessível e ainda dá ao comprador a honra de ter o seu nome impresso em suas páginas. Não perca essa oportunidade de ter o seu nome em um dos livros mais importantes da literatura futebolística mundial!

Prossegue a campanha de financiamento coletivo para o lançamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, uma obra única, que nos encherá de orgulho e consolidará o Santos em outro nível na história do futebol mundial. Os autores são Marcelo Fernandes e eu. Prestigie. Garanto que não vai se arrepender. Há muitas recompensas para quem adquirir o livro nesta fase de pré-lançamento.

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Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, curador do Museu Pelé, coautor do Dossiê que unificou os títulos brasileiros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois Prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.

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Escolha das palavras
Uma ideia por parágrafo
Precisão. Sem ela não há credibilidade.
Isenção. A necessidade de ser neutro.
Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.
Criatividade. Os caminhos que levam a ela.
Reler é obrigatório
Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.
Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Como escrever para
Jornal diário
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Blogs e Sites

Funções Jornalísticas
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Fechamento de matérias
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Investimento: R$ 300, 00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de julho.
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Coloque seu filho para jogar tênis e o eduque melhor para a vida
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E para você, quais serão os grandes desafios do Santos diante do Flamengo?


Santos é o melhor parceiro para o Pacaembu

Por Luca Otero, cientista social

Dando vazão às promessas de campanha do prefeito, foi anunciado hoje um projeto de concessão por no mínimo 10 anos do complexo do Pacaembu, por 9 milhões anuais. Não é só o estádio que está em jogo: são quadras poliesportivas, piscinas, quadras de tênis. A meta desse texto é discutir o valor cultural do complexo, além de cifras financeiras e discussões partidárias.

Não é novidade para ninguém que o Pacaembu passa por uma crise. Sem os jogos que o Corinthians costumava mandar no local, os custos parecem proibitivos para a Prefeitura. Além disso, a maior ameaça é o esquecimento: com menos jogos no ano, o estádio vai perdendo seu significado histórico como lugar de confrontos esportivos.

Na área de patrimônio histórico, sabemos o que isso pode acarretar: menos gente se lembra de sua importância, menos verbas são destinadas para o local, num ciclo de degradação que pode destruir até os lugares que nos parecem mais intocáveis. Sem sensacionalismos, mas cabe colocar os pontos nos is.

É principalmente por isso que é interessante?—?para o Pacaembu!?—?que o Santos o assuma como sua segunda casa e mande regularmente jogos lá. É assim que se manterá sua importância, a mesma que justificou a proteção por órgãos de patrimônio como o CONPRESP e o CONDEPHAAT.

Pense em time com o histórico que o Santos possui, jogando em um lugar tão relevante quanto o Pacaembu. É uma conjunção de forças que as novas arenas, com seus mármores e alumínios, nunca alcançarão. Também seria impossível pensar que essa cena seria tão forte se fosse um time movido por investimento ou empresários de longínquos lugares.

Além de recolocar o Pacaembu no circuito esportivo da cidade, com a regularidade de jogos, o Santos também poderia trazer uma nova vitalidade para o uso do complexo esportivo. Já há programas interessantes acontecendo no local, mas que podem ser complementados por um fluxo maior de sócios do clube. Difícil imaginar que, com facilidades para sócios do Santos, o uso de um complexo tão completo e central não aumentaria. Poderia, até mesmo, ser um atrativo para mais santistas da capital se tornarem sócios, inclusive.

Também cabe falar das famosas dificuldades devido ao tombamento. Creio que a maior dificuldade é o costume de renegar a história das cidades brasileiras, devastando totalmente para depois criar planejamentos que parecem perfeitos.

Para quem costuma lidar com o campo do patrimônio, sabemos que a aparente dificuldade de manter o que já existe é, na verdade, um grande benefício. E, no caso do Pacaembu, as restrições de alteração física são poucas. No fundo, basta respeito à história construída no local para adequar as instalações às demandas atuais.

Caso seja concretizada a parceria entre o Pacaembu e o Santos, a oportunidade que se apresenta é única, pelo tamanho das duas instituições envolvidas. A história do futebol brasileiro, do estádio e do clube seria relembrada e continuada. Enfim, mais um capítulo marcante na história do Paulo Machado de Carvalho?—?o seu, o meu, o nosso Pacaembu.

E você, o que acha da opinião do Luca Otero?

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Que tal gastar só um pouquinho para conhecer um pouco mais a história do Santos, ou difundi-la entre os amigos santistas?


Como está o Santos?


Venceu, mas convenceu? Diga o que você achou.

Como está o Santos?
Depois de quase um mês sem jogar na Vila Belmiro, era normal se esperar um bom público para ver a vitória santista sobre o Paysandu pela Copa do Brasil. Até porque os sócios não pagaram nada para entrar. Porém, apenas 6.260 pessoas foram ver o jogo, em mais um público decepcionante no estádio santista. Diante de mais esse fato, juro que não entendo como ainda tem torcedor que defende a realização de todos os jogos com mando do Santos na Vila. Ou dizem isso por motivação política, ou… bem, não sei como explicar. Se você tem uma explicação, gostaria de conhecê-la.

Como estará o Santos

Sempre que fica um bom tempo sem jogar, o Santos volta pior. É que o intervalo entre os jogos não é usado para um treinamento intensivo e programado, mas apenas para “descansar”. Nesta quarta-feira o time estreia na Copa do Brasil, às 19h30, na Vila Belmiro, diante do Paysandu, e a expectativa normal do torcedor santista é de uma goleada de 3 ou 4 a 0. Mas isso era antes. Agora é sempre uma incógnita.

Como está há 27 dias sem fazer um jogo profissional na Vila Belmiro e como os jogadores preferem jogar no Urbano Caldeira, esta é uma noite para casa cheia. Porém, sabemos que nem sempre é assim. Creio que a melhor previsão é de um público de nove mil pessoas.

O técnico Dorival Junior fará apenas uma alteração na equipe, colocando o lateral-direito Matheus Ribeiro na lateral esquerda, no lugar de Jean Mota. O técnico explicou que Mota não poderá jogar contra o Santa Fé, pela Copa Libertadores, e por isso já está treinando Matheus na posição.

Treinado pelo técnico Marcelo Chamusca, o Paysandu está embalado. A tradicional equipe azul e branca de Belém do Pará está classificada tanto para a final do Campeonato Paraense, na qual enfrentará o Remo, como para a decisão da Copa Verde, em que enfrentará o Luverdense.

A partida de hoje terá a arbitragem de Igor Junio Benevenuto, auxiliado por Celso Luiz da Silva e Felipe Alan Costa de Oliveira, todos de Minas Gerais. A seguir, as escalações prováveis dos dois times:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Lucas Veríssimo, David Braz e Matheus Ribeiro; Renato, Thiago Maia e Lucas Lima; Vitor Bueno, Bruno Henrique e Ricardo Oliveira.

Paysandu: Emerson, Ayrton, Gilvan, Perema e Hayner; Augusto Recife, Rodrigo Andrade e Diogo Oliveira; Leandro Carvalho, Bergson e Alfredo

A ameaça contra mim e contra a liberdade de expressão

Como muitos já devem saber, e como eu só soube pelo jornalista Eduardo Ohata, corre entre os conselheiros da situação do Santos uma lista de assinaturas com o intuito de me excluir como sócio do clube sob a alegação de eu ter ”propalado informações” que obtive por meio de minha condição de conselheiro “de forma deturpada e inverídica”.

Excluindo-me como sócio, esses conselheiros que organizam a lista, todos ligados à chapa de Modesto Roma, me impediriam de concorrer às próximas eleições. Bem, é evidente que sem candidatos contrários ficará menos difícil para o sr. Roma, e todos que são remunerados por essa gestão temerária, manterem-se sugando o precioso leite das tetas da baleia.

Já comentei sobre isso na mídia social e evitei tratar esse assunto no blog, mas tinha de dar uma explicação aos meus queridos leitores. Ocorre que se houvesse uma comissão de ética rigorosa no Santos, ela não permitiria que conselheiros santistas que moram em São Paulo fossem chamados de “merdas” por conselheiros da situação; que aqueles que usam o púlpito para se expressar não fossem chamados de “palhaços” e o próprio clube não fosse definido por um deles como “merda”. Porém, esses termos chulos foram usados por conselheiros amigos de Roma e a eles tudo é permitido. Eles patrulham e não são patrulhados. Sentem-se donos do clube.

Duvidar do superávit falacioso, da arena em Santos que não tem investidor conhecido e não se sabe a procedência do dinheiro, reclamar da folha de pagamentos inchada pelo cabidão de empregos em que se transformou o clube, do péssimo negócio com a Kappa para a fabricação do material esportivo, da relação promíscua com empresários, das contratações ruins e caras, da falta de jogos no Pacaembu e do pouco empenho para se aumentar o número de sócios são direitos de todo conselheiro e de todo santista, ainda mais de um que também é jornalista e tem a prerrogativa profissional de duvidar, investigar, criticar as mazelas administrativas dessa gestão que já teve um ano de contas reprovadas e ainda não as explicou, procurando apelar para a justiça comum para ir protelando o caso até as eleições.

A imagem da instituição Santos Futebol Clube eu defendo há décadas. Defendo e tenho divulgado, positivamente, com meus 10 livros sobre o Santos, sem contar o Dossiê, produzido com José Carlos Peres, que recuperou seis títulos brasileiros para o clube, a recente biografia sobre Pelé e a curadoria do Museu Pelé, que divulga não só a história do melhor jogador de todos os tempos, mas também a história do Santos para milhares de visitantes por ano, entre eles muitos estrangeiros. Fiz as contas e cheguei à conclusão de que uma boa porcentagem dos torcedores do Santos aumentaram seu conhecimento sobre a história do clube devido a esse meu trabalho. Conceitos como o DNA ofensivo do time, a vocação para revelar jogadores e a afinidade com o futebol-arte foram reforçados por mim nesse trabalho de anos que ainda prossegue. Incentivei amigos e companheiros a pesquisarem e escreverem livros sobre o Santos e sou um dos fundadores da Assophis, a Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos Futebol Clube.

Como jornalista, jamais escondi minha preferência pelo Alvinegro Praiano e sobre ele já produzi milhares de matérias para jornais, revistas e Internet, além de inúmeros comentários na tevê e no rádio. Defendo e sempre defenderei a instituição Santos Futebol Clube, fundada em 14 de abril de 1912, mas não tenho a menor obrigação de defender uma gestão incompetente e temerária, que mesmo sabendo que o Santos tem 450 milhões de reais em dívidas usa o precioso dinheiro do clube para festinhas eleitoreiras que visam apoiar a reeleição de Modesto Roma, o inimigo dos santistas de São Paulo, aquele que quer transformar o Santos em uma ação entre amigos.

Qualquer que seja o resultado dessa tentativa grosseira e desesperada de calar a minha boca e me alijar das eleições presidenciais do Santos, continuarei santista e torcedor desse time que já foi muito grande, já foi dirigido e representado por homens notáveis e, estou certo, voltará a sê-lo um dia.

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Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Time dos Sonhos
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Sonhos mais que possíveis
1 exemplar: 14 reais.

Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
1 exemplar: 23 reais.
2 exemplares: 35 reais.

A PROMOÇÃO VAI ATÉ 30 DE ABRIL OU ATÉ ACABAR O ESTOQUE

—— Para entrar na livraria e garantir os seus exemplares, tecle aqui ——

ou entre na sala Comprar Livros, anunciada no alto desta página.

A história do Santos em PDFs a preços simbólicos

DonosdaTerraNa Raça!Ser SantistaPedrinho escolheu um time

Diante de constantes pedidos de livros já esgotados em papel, como Donos da Terra, Na Raça, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time, o blog está oferecendo cópias em PDF dessas obras por apenas R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) e apenas R$ 2,50 para o livro Pedrinho escolheu um time. O PDF é enviado pelo e-mail que o comprador designar no endereço para a entrega.

Clique aqui para comprar o PDF do livro “Donos da Terra” por apenas R$ 4,50


Grandeza para ser gritada


Em 2006 foi assim. Eu, Suzana, Marcos e Daniel estávamos lá.

Não é surpresa nenhuma que os santistas lotem o Pacaembu na segunda-feira. Lotar estádios na Capital é o roteiro natural do Santos desde que a geração de Pelé deu ao clube a herança preciosa de uma das maiores torcidas do País. Só mesmo quem não quer admite a enorme popularidade e carisma do Alvinegro Praiano, ou trabalhe contra ela, se interessa por vê-lo se exibindo para uma média de sete mil torcedores.

O Santos é muito maior do que isso, muito maior do que a cidade de Santos e maior até do que a metrópole paulistana. Por tudo que é, foi e representa o Santos merece jogar, sempre, para grandes públicos. E merece ter sua história conhecida e reconhecida de geração a geração. Como, no meu papel de torcedor, só posso ser um, escrevo livros, mantenho um blog a fim de manter viva e eternizar a rica história do nosso clube, com a intenção de contribuir, dentro da minha área, para o aumento de nossa torcida.

Tenho a doce ilusão de que, mesmo após a minha morte, as nossas mortes, se um dia vencerem as forças que querem apequenar o Santos e mantê-lo ad eternum sob o seu jugo, quando a imprensa esquecer definitivamente do nosso time e ele chafurdar por divisões inferiores contanto apenas com torcedores da Vila Belmiro e adjacências, ainda assim, em algum lugar do Brasil, um adolescente pegará em uma prateleira qualquer um livro com a história do Alvinegro Praiano e se apaixonará por ele da mesma forma que nós nos apaixonamos, e a saga persistirá.

Por isso que, dos 27 livros que escrevi e foram publicados, 12 falam do Santos. Destes, os mais importantes foram Time dos Sonhos, que levou mais de dez anos para ser concluído e foi lançado em dezembro de 2003, com a história do clube desde sua fundação até o título brasileiro de 2002; e o Dossiê Unificação dos Títulos Brasileiros, que fiz em parceria com José Carlos Peres e que, para nossa extrema felicidade, conseguiu que os campeões brasileiros de 1959 a 1970 fossem reconhecidos oficialmente, o que recuperou seis títulos brasileiros para o Santos.

Neste mês de abril, no dia 14, o Santos Futebol Clube completa 105 anos e por isso a livraria deste blog está oferecendo os livros Time dos Sonhos e Dossiê a valores inferiores ao preço de custo dessas obras. Tanto Time dos Sonhos, com 528 páginas, cerca de cem mil informações sobre a história do Santos e o perfil detalhado dos onze titulares do melhor time de futebol de todos os tempos, como o Dossiê, 323 páginas de papel couché, com toda a história dos campeonatos nacionais e os fatos e argumentos irrefutáveis que levaram ao reconhecimento dos títulos da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa estão sendo oferecidos por apenas 39 reais o exemplar, incluído nesse preço a despesa de correio, além de minha dedicatória. Na compra de dois exemplares, em vez de 78 reais, o leitor pagará apenas 59 reais.

Um detalhe: quem adquirir um exemplar de Time dos Sonhos ainda recebe, por e-mail, de brinde, os PDFs dos livros Donos da Terra, Ser Santista um orgulho que nem todos podem ter, e Pedrinho escolheu um time.

Se você já os tiver, por que não comprá-los para presentear uma pessoa sem recursos ou momentaneamente parte das estatísticas terríveis de desemprego no Brasil? Todos nós, engajados na luta pela grandeza do Santos, contrários ao processo de apequenamento movido pela atual direção do clube, temos de fazer a nossa parte. Ir ao Pacaembu e provar que o Santos é time para atrair multidões aos seus jogos, é uma das tarefas obrigatórias. A outra é conhecer e difundir a incomparável história do Glorioso Alvinegro Praiano.

Até a meia-noite do dia 30 de abril, um domingo, manterei esses valores para os livros Time dos Sonhos e Dossiê. Também estou oferecendo, a preços simbólicos, não superiores a quatro reais e cinquenta centavos, os PDFs dos livros Donos da Terra, Na Raça!, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time. Na compra deste último, oferecido por apenas dois reais e cinquenta centavos, autorizo o comprador reencaminhá-lo para uma criança santista ou indecisa com relação a que time escolher para torcer. Comprar um livro, conhecer e difundir a história clube pode parecer pouco, mas atitudes assim é que construirão um futuro melhor para o nosso Santos.

Liquidação Total dos livros até 30 de abril!

Na comemoração dos 105 anos do Santos, reduzi ao máximo os preços dos livros oferecidos na Livraria deste Blog e ainda mantive o frete grátis e a dedicatória. Promoção vai até o dia 30.

Confira os novos preços e entre na livraria para comprar para você e para os amigos. Conhecer e divulgar a história é uma forma de manter o carisma, a cultura e a visibilidade do Santos.

Veja só como os livros ficaram baratos (e todos com frete grátis)

Dossiê Unificação dos títulos brasileiros
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Time dos Sonhos
1 exemplar: 39 reais.
2 exemplares: 59 reais.

Sonhos mais que possíveis
1 exemplar: 14 reais.

Dinheiro, é possível ser feliz sem ele
1 exemplar: 23 reais.
2 exemplares: 35 reais.

A PROMOÇÃO VAI ATÉ 30 DE ABRIL OU ATÉ ACABAR O ESTOQUE

—— Para entrar na livraria e garantir os seus exemplares, tecle aqui ——

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A história do Santos em PDFs a preços simbólicos

DonosdaTerraNa Raça!Ser SantistaPedrinho escolheu um time

Diante de constantes pedidos de livros já esgotados em papel, como Donos da Terra, Na Raça, Ser Santista e Pedrinho escolheu um time, o blog está oferecendo cópias em PDF dessas obras por apenas R$ 4,50 (quatro reais e cinquenta centavos) e apenas R$ 2,50 para o livro Pedrinho escolheu um time. O PDF é enviado pelo e-mail que o comprador designar no endereço para a entrega.

Clique aqui para comprar o PDF do livro “Donos da Terra” por apenas R$ 4,50

Movimento por um Santos Melhor – Encontro em São Paulo

Dia 18, a partir das 18 horas, encontro no Murymarelo Bar

Venha conhecer nossas ideias e também dar as suas para um futuro melhor para o Santos Futebol Clube

Entrada gratuita. Você só paga o que consumir.

murymarelo

Na compra de um exemplar de Time dos Sonhos ou do Dossiê – por apenas 30 reais – ganhe um chope claro ou escuro.

Na compra de uma dose do uísque Chivas, ganhe mais uma de graça.

Confirme sua presença pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Clique aqui para entrar no site oficial do Murymarelo


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