Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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É difícil ver a realidade

O empate de 1 a 1, no Mineirão, foi justo, mas com um pouco mais de precisão no ataque o Santos bem que poderia ter vencido o Cruzeiro. No clássico, o Palmeiras foi o menos ruim e superou o São Paulo, por 4 a 2. E no sábado o líder conseguiu sua maior façanha no campeonato: perder, em casa, para o praticamente rebaixado Atlético Goianiense, por 1 a 0. Em suma, o Campeonato Brasileiro continua medíocre e foi esse mesmo termo que usei na sexta-feira, no programa das 20 horas da Rádio Transamérica.

Os jovens comunicadores do programa me olharam entre surpresos e incomodados, mas o experiente Silvio Luiz não se abalou. É que falavam muito do Corinthians e eu tive de lembrá-los que o Campeonato Brasileiro está esvaziado, pois a competição mais importante do ano para os times brasileiros é a Copa Libertadores da América. Além disso, há os que estão priorizando a Copa do Brasil. Dos que colocaram o Brasileiro como meta principal, o Palmeiras é o único que poderia lutar pelo título, mas está 14 pontos atrás do primeiro colocado.

Usei “medíocre”, como sinônimo de mediano, para definir o Brasileiro e seu líder. Logo em seguida, para não parecer que estava puxando a sardinha para o meu lado, admiti que o Santos também é medíocre, assim como todos os grandes clubes brasileiros. E fiz a pergunta, que sempre fica sem resposta: “Qual é o craque em atividade no Brasil, hoje?”.

Até o ano retrasado talvez esse craque fosse Lucas Lima, mas agora perde a bola e fica assistindo a partida, leva cartões amarelos a todo momento, reclama mais do que joga. Em um clube europeu, mesmo de nível médio, teria vida curta, pois lá o jogador tem de ser participativo, não pode jogar só com a bola no pé. Vejam que até Neymar ajuda na marcação.

No dia seguinte ao programa na rádio, o Corinthians perdeu do lanterna em sua arena, e no domingo, em que prevaleceu a lógica absoluta, além do empate do Santos, o Palmeiras ganhou do São Paulo depois de sofrer um pouco. A única grande jogada foi o gol de Willian, o segundo do Palmeiras, batendo da direita, enviesado, no canto alto oposto do goleiro. Gol bonito, mas um tanto óbvio, na verdade, repetição de muitos outros nas mesmas circunstâncias.

A imprensa esportiva deveria evitar comentar em cima de resultados e da tabela de classificação, mas como esperar que jovens cronistas não elogiem o líder do Brasileiro, se ele tem uma vantagem tão grande de pontos e se a maior torcida também é dele? Torcida grande dá ibope e influencia nas análises, mas não deveria. É evidente que o líder tem um ótimo sistema defensivo, mas apresenta muitos problemas quando precisa atacar, pois não possui jogadores de grande habilidade.

Outra evidência desse Brasileiro, em que vemos tantos ex-santistas espalhados por aí – Robinho no Atlético Mineiro, Diego e Geuvânio no Flamengo, Marquinhos Gabriel no Corinthians… – é que não é em todo time que certos jogadores mostram o seu melhor futebol. O Santos tem um ambiente especial que favorece a atuação jovens, principalmente, mas também de veteranos identificados com o clube. Aliás, essa maior tolerância dos santistas com os garotos e velhinhos tem de ser aproveitada para montar grandes equipes sem se gastar muito dinheiro.

Bem, mas eu comentava a postura da imprensa esportiva diante dos times paulistas. Com a necessidade de se conseguir audiência, é compreensível que ela endeuse um time medíocre, apenas porque é o líder. Essa falta de visão, porém, influi na meritocracia e acaba provocando aberrações, como a convocação para a Seleção Brasileira de jogadores de esquema tático, mas que individualmente deixam muito a desejar, como o grandalhão e pouco ágil goleiro Cássio. Depois, a Seleção toma uma traulitada e fica todo mundo de boca aberta, sem saber por quê.

Inscrições abertas para o II Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Sou do tempo em que jornalistas precisavam ter o diploma universitário para exercer a profissão. Hoje parece que ele não é obrigatório. Porém, continua sendo obrigatório escrever bem, conhecer a técnica e a ética da profissão. Idealizei esse curso pensando em profissionais, estudantes e interessados. O primeiro, em julho, foi um sucesso. Estou esperando a turma de setembro. Lembro que as inscrições se encerrram dia 4, próxima segunda-feira. Abaixo, o programa e informações para as inscrições.

Temas do Curso

Pirâmide Invertida X Novo Jornalismo

As maneiras tradicional e criativa de se escrever uma reportagem

As regras para uma boa entrevista

Da preparação à técnica de colher informações e escrever

As dez qualidades do bom jornalista

Extraídas do livro “Lições de Jornalismo”.

Como escrever para

Jornal – Revista – Rádio – TV – Blog

Mídia Social e Assessoria de Imprensa

Escrever um livro

Como pesquisar, escrever e publicar

Os limites da polêmica

Como evitar os crimes de opinião:

Difamação, Injúria e Calúnia

Princípios do bom texto

Clareza

Objetividade e ordem direta

Escolha das palavras simples e concretas

Uma ideia por parágrafo

Precisão. Sem ela não há credibilidade.

Isenção. A necessidade de ser neutro.

Empatia. O melhor repórter se apaixona pela matéria.

A importância de reler o texto

Criatividade e os caminhos que levam a ela

Comportamento do repórter

Humildade e Respeito. Qualidades essenciais.

Ousadia e Iniciativa. Quando elas são obrigatórias.

Descrição das funções Jornalísticas

Repórter – Copidesque – Chefe de Reportagem

Revisor – Editor – Editor-chefe

Como fazer

Títulos – Subtítulos – Olhos – Intertítulos – Legendas

Lições na classe e em casa

Matérias sobre eventos escolhidos

Trabalho Final

Certificado de Conclusão com o número de horas/aula

Curso de Especialização Técnica e Ética do Novo Jornalismo Esportivo

Carga horária: 16 horas

Datas e horários: dias 5, 6, 12, 14, 19, 21, 26 e 28 de setembro, das 19h30 às 21h30.

Local: Associação dos Cronistas Esportivos do Estado de São Paulo (ACEESP).

Endereço: Av. Paulista, 807, 9º andar, conjunto 904, São Paulo. Fones: (11) 3251-2420 e 3289-8409.

Investimento: R$ 300,00 (trezentos reais – 50% na matricula, 50% até o dia 15 de setembro.)

Sócios da ACEESP em dia com a anuidade não pagam.

Informações e inscrição até 4 de setembro pelo e-mail blogdoodir@blogdoodir.com.br

Ministrado por Odir Cunha, jornalista profissional há 40 anos – Jornal da Tarde, O Globo, rádios Globo, Excelsior e Record, TV Record, editor de nove revistas esportivas, diretor de comunicação da Secretaria Municipal de Esportes de São Paulo, diretor da Ampla Comunicação, editor das editoras de livros Novo Conceito e Magma Cultural, dono do Blog do Odir, autor de 27 livros, biógrafo de Oscar Schmidt, Pelé e Gustavo Kuerten, ganhador de dois prêmios Esso e três prêmios da Associação Paulista dos Críticos de Arte.


Título estranho faz um século


Clube Atlético Paulistano, melhor time brasileiro da fase amadora do futebol, legítimo campeão paulista de 1916.

No nosso trabalho pela unificação dos títulos brasileiros tivemos o cuidado de analisar minuciosamente cada competição de futebol que exigia sua oficialização por parte da CBF. Por falta de referências e bibliografia a respeito, tivemos também de estabelecer critérios essenciais para que uma competição pudesse requerer sua oficialização. Uma dessas condições obrigatórias era de que ela tivesse sido jogada até o final – o que, felizmente, ocorre com todas as edições da Taça Brasil e do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1969 a 1970.

A princípio, um torneio, ou campeonato, interrompido indefinidamente bem antes do seu término, não deveria ser considerado oficial. Evidentemente, há os casos particulares, que merecem estudo mais aprofundado. Se um dos adversários se recusa a jogar uma final, por exemplo, seria injusto que seu oponente não fosse considerado campeão. Há, ainda, as chamadas questões de “força maior”, como desastres naturais, falta de datas para novas partidas decisivas etc.

Em um aspecto, porém, deve haver um consenso: assim como uma partida só pode ser disputada novamente se foi interrompida ainda no primeiro tempo, uma competição não pode ser validada se nem concluiu o seu primeiro turno. Não creio que haja legislação a respeito, porém acredito que o bom senso geral concorde com isso.

Pois bem. Nas minhas pesquisas encontrei uma competição que, a meu ver, não deveria ter sido validada. Já foi e é computada nos anais do futebol paulista e brasileiro, infelizmente. Refiro-me ao Campeonato Paulista de 1916, disputado pela Liga Paulista de Futebol.

Na época, o futebol paulista estava dividido em duas ligas e havia duas competições simultâneas: uma da Associação Paulista dos Esportes Atléticos, que reunia as equipes mais tradicionais e de nível técnico mais elevado, como Paulistano, Palestra Itália, Santos, Ypiranga, Mackenzie, Associação Atlética das Palmeiras e São Bento da capital, e outra que reunia equipes amadoras, os chamados times de várzea, que disputavam o campeonato da Liga Paulista de Futebol.

Os nomes das equipes inscritas na Liga Paulista certamente são desconhecidos mesmo para quem acompanha a história do futebol paulista. Estou falando de equipes como Maranhão, Alumni, Ruggerone, Campos Elísios, Ítalo, Vicentino, Lusitano, Paissandu, União Lapa… Entre eles estava o atual Corinthians.

Ao todo, a Liga Paulista de Futebol tinha 12 participantes, que deveriam jogar o campeonato em turno e returno. Ou seja, cada equipe precisaria fazer 11 jogos no primeiro turno e mais 11 no segundo, em um total de 22 partidas.

Pois bem. A Liga era tão desorganizada, que muitos jogos não foram realizados e a competição acabou interrompida quando tinham sido jogadas apenas um terço das partidas previstas. Após disputar sete dos 22 jogos que teria de fazer, o alvinegro de Itaquera era o líder, e isso bastou para que fosse considerado o campeão, título que é computado até hoje entre suas conquistas estaduais.

Veja como a boa ou a má vontade da imprensa esportiva pode influir na história do futebol brasileiro. A justíssima unificação dos títulos brasileiros, documentada em um livro que está à disposição de todos, volta e meia é contestada por quem não conhece, não estuda e muito menos se preocupa em pesquisar a história do nosso futebol. Por outro lado, um título paulista tão estranho foi e é engolido pela mídia sem nenhuma contestação.

Em tempo: pela Associação Paulista dos Esportes Atléticos, a liga mais forte do Estado, o campeão de 1916 foi o Clube Atlético Paulistano, melhor time do Brasil àquela época, após vencer o Santos, na penúltima rodada, no recém-inaugurado estádio da Vila Belmiro. O confronto em Santos foi o grande evento do futebol paulista naquele ano.

E você, o que acha disso?


A melhor entrevista de Muricy Ramalho

Antes de começar a entrevista coletiva de Muricy Ramalho em Recife há quem jure ter visto um rapaz com olhos penetrantes, cabelos negros e tez vermelhada colocar uma garrafa d’água de rótulo carmim bem ao lado do microfone, na frente do professor.

Cansado pela batalha que ele não lutou, Muricy ajeitou seu vasto abdômen e, suando, tratou de tomar uma belo gole daquela água tão convidativa. Dizem ter percebido um arrepio correr pelo corpo do treineiro antes de responder a primeira pergunta.

– Então, Muricy, a que você credita a derrota de hoje? – quis saber um repórter de Recife, com a voz meio desanimada de quem já adivinhava a resposta.

– Bem, como você acabou de ver, a derrota de hoje novamente se deve a mim…

– Co-co como? Engasgou o repórter, ao mesmo tempo em que os outros jornalistas e assemelhados se remexeram nas cadeiras.

– É o que eu falei, pô! Se o time tem onze jogadores, eu perco dois e não consigo armar uma equipe para ao menos empatar com o Sport, que briga para não ser rebaixado, a culpa maior é minha.

O silêncio avançou da sala de imprensa até as rádios e tevês. Por um momento pareceu que extraterrestres tinham sugado a energia da Terra. Mas um repórter, mais experiente, conseguiu se recompor e não perdeu o gancho…

– Em que aspectos você acha que errou, Muricy?

– Eu não acho. Eu sei que errei, pô. Há mais de um ano a gente já sabia que o Santos ficaria sem Neymar e Ganso. Era preciso ter planejado um time sem eles. E eu tive tempo para isso. Mas hoje vi que errei. Não consegui montar uma equipe competitiva. Sem Neymar o Santos é um time comum, bem comum, aliás – prosseguiu o técnico, sorvendo outro gole d’água.

A inesperada sinceridade de Muricy começou a animar os representantes da imprensa. Como se o jornalismo esportivo tivesse voltado aos seus bons tempos, um repórter do Jornal da Tarde teve coragem para fazer uma pergunta mais ousada:

– Se você coloca o Victor Andrade no final de um jogo que o Santos está perdendo, é porque acha que ele pode ajudar o time a empatar a partida, certo?

– Certo. Isso!

– Mas se você confia que um garoto de 16 anos, em poucos minutos, pode salvar o time, por que ele não é escalado desde o começo?

– Ótima pergunta e muito bem colocada – cumprimentou Muricy. – Realmente, eu deveria escalar o Victor desde o início. Mas aí entram outros fatores do futebol profissional que vocês não sabem.

– Quais são eles? – insistiu o perspicaz repórter do JT.

– Se eu ponho o Victor desde o começo e ele arrebenta, crio problemas para o clube e para mim. Primeiro, o Miralles e o Bill, que custaram uma fortuna, vão me pressionar para jogar. Ninguém quer ser reserva de um garoto de 16 anos. E outra é que o clube não conseguirá um bom preço para vender os dois reservas e mais uma vez o Santos perderá dinheiro ao negociar jogadores.

– Você quer dizer que às vezes escala um jogador mesmo sabendo que ele é pior do que outro? – perguntou um rapaz de rádio.

– Claro, pô! Todo técnico faz isso. Jogar melhor é apenas um dos critérios. Um técnico de futebol de alto nível, como eu, tem de levar muitas coisas em conta antes de escolher os titulares.

Incomodado, um homem de cabelos brancos, mais de 40 anos de imprensa, resolveu aproveitar a inacreditável sinceridade do treineiro do Santos e fazer a pergunta decisiva:

– Muricy, o que distingue um técnico que ganha mais de 700 mil reais por mês de um outro que recebe dez vezes menos?

– A grande diferença é a capacidade de dar desculpas. Veja que as minhas desculpas são mais convincentes. O time só tinha dois meninos em campo e eu digo que “os meninos” sentiram a pressão e nenhum de vocês me questiona. Vocês engolem tudo o que um técnico como eu e o Felipão falamos. Se não der para reclamar da falta de experiência dos meus jogadores, critico a arbitragem, reclamo da CBF que não liberou o Neymar e o Ganso e, em última instância, digo que a diretoria não contratou os jogadores que eu pedi.

– E ainda dá para dizer que muitos jogadores se machucaram ao mesmo tempo ou que os adversários se fortaleceram… – ajudou um integrante da assessoria de imprensa do Santos.

– Isso, bom menino – exclamou o treineiro olhando com ternura para o solícito Luís.

– Mas por que é preciso dar tantas desculpas? – quis saber o repórter do Sportv.

– Ora, porque se não o público vai descobrir que sou tão técnico quanto qualquer um de vocês. Na verdade, eu entendo mais de pescaria do que de futebol. Mas se o Santos resolver que não precisa ter um técnico famoso dirigindo o time, como poderei ganhar essa fortuna?

– Você não acha que seu salário é muito alto pelo que você faz? – arriscou a estagiária de um site.

– Acho, claro, mas me pagam. Você quer que eu peça para não me pagarem mais? – concluiu Muricy, com um sorriso, tomando o último gole da garrafa misteriosa.

Logo que o professor saiu, um dirigente do Santos correu até a garrafa d’água e suas suspeitas se confirmaram. Em letras pequenas, vermelhas e brilhantes, lá estava escrito: Truth Serum.

E aí, vai um gole d’água?


Neymar desequilibrou o futebol brasileiro

Luiz Tomaz, jurista

Conforme temos denunciado aqui, e considero fundamental que todos os Santistas do mundo tenham consciência disso, pra depois não colocar a “culpa” na Diretoria do Santos, principalmente no LAOR, como se nada tivessem a ver com isso, a CAMPANHA ORQUESTRADA PARA A SAÍDA DO NEYMAR, PARA O EXTERIOR, sob todos os argumentos conhecidos, seja para a Espanha, seja para onde for, é um ato de desespero apaixonado de pseudojornalistas e de veículos de comunicação de propriedade de torcedores fanáticos por outros times que não o nosso Santos Futebol Clube.

Disse, anteontem e repito:

Neymar, com seus pouco mais de 60 kilos desequilibrou e continua desequilibrando o “status quo” do futebol brasileiro de forma tal que, desde o Santos de Pelé não se via nada igual.

Entretanto, não me refiro somente ao futebol dentro de campo!

Neymar é sucesso absoluto de público, de mídia, de propaganda, de venda de qualquer produto, e, mais: de graça, já que não recebe pra isso, mas sim pra jogar futebol, é o maior garoto propaganda do Santos no quesito conquistar novos torcedores e atrair novos talentos para o elenco do Santos.

Veja que, não bastasse o Neymar desequilibrar os jogos com seu talento descomunal para jogar futebol, está desequilibrando, talvez com força maior ainda, o interesse das pessoas por um time de futebol… meninos e meninas, de outros times, vestidos com o uniforme desses times, dentro de campo, esperando a entrada de seu time e…. de olho em Neymar…na chance de vê-lo de perto, de tocá-lo, e com sorte, tirar uma foto com ele… apesar de estarem com o uniforme do adversário no corpo…

A orquestração para a saída do Neymar, o mais urgentemente possível, parte de quem tem no Santos e, principalmente, no Neymar, um adversário invencível pelas regras normais…

Sim, se Neymar ficar no Santos, com um pouco de ajuda que lhe dêem em campo, a média de conquista de títulos, pelo Santos, será a vista até agora…

O aumento da torcida do Santos, da arrecadação do Santos, da visibilidade do Santos, será exponencialmente ampliada, exatamente como tem sido até agora!

Neymar conseguiu colocar em segundo plano, sem ter havido um planejamento, nem a intenção direta, para o público brasileiro, times como Flamengo, Corintians, São Paulo… só se fala de Neymar…

No exterior então, nem se fala…

Agora, por exemplo, já perceberam o “perigo” que ele representa, e passaram a “boicotar” seus feitos, a exemplo de “O GLOBO” de ontem que não trouxe uma linha, uma foto, um único registro, sequer, do verdadeiro alvoroço que foi a passagem do Santos de Neymar pela mineira cidade de Uberlândia…

Ao contrário, hoje o mesmo jornal, traz, vejam vocês, uma declaração atribuída ao técnico do Santos, Sr. Muricy Ramalho, segundo a qual é “impossível o Santos segurar Neymar depois de 2.012?…. “já segurou até demais”…

Ora, se é que disse isso mesmo, seria mais uma das infelizes colocações do técnico do Santos, mas prefiro acreditar que não… até que se confirme.

Mas, a pergunta que se faz é:

Por que, em vez de procurar o presidente do Santos ou seu Diretor de futebol para dar a palavra oficial do clube, os abutres ameaçados e apavorados pinçam uma frase, talvez mal colocada, na base do “texto sem contexto” para falar, mais uma vez da vontade escancarada deles, “iminente, inevitável saída do Menino de Ouro da Vila?”

Por que NINGUÉM fala em mandar para a Europa, a fim de que, com essa balela de que cresçam culturalmente e adquiram experiência internacional, o tal de Lucas, Leandro Damião, Oscar, Casemiro e assemelhados, já que também integram a nova geração do futebol brasileiro e devem estar presentes na Copa de 2.014?

Sabem por quê? Porque NENHUM deles, digo mais, NEM TODOS ELES JUNTOS, representam a AMEAÇA, ou melhor a REALIDADE QUE JÁ SE MODIFICA, no cenário do futebol brasileiro, tanto dentro quanto fora de campo, por “CULPA” exclusiva desse moço que atende pelo nome de Neymar… e joga no Santos!!

Todos os “defeitos” que tentaram imputar ao Neymar, fosse no seu futebol maravilhoso, com a pecha de “cai-cai”, de “firulento”, fosse no seu caráter, especialmente no episódio com o projeto de técnico Dorival Junior, quando o menino revelou uma índole brasileiríssima, alegre, humilde e humana, se revelaram mentirosas, fazendo ir por água abaixo as tentativas pela decorrência do tempo… e, ao contrário de destruí-lo, serviram para torná-lo mais experiente, apesar dos 19 anos, mais maduro, mais consciente…

Nunca alguns times e instituições brasileiras do futebol tiveram postas em RISCO sua hegemonia de mídia, de proteção injustificada, de frases mentirosas que viram verdade pela reiterada e sistemática repetição, a exemplo do tamanho da torcida de times como Corinthians e Flamengo, de privilégio nas cotas dos espetáculos, de arbitragens favorecedoras, de viradas de mesa e mudança de regras no meio da competição, e o responsável direto por esse fenômeno se chama NEYMAR…

Para os que controlam o futebol brasileiro há décadas, que são 03 ou 04 times e algumas instituições, que partilham entre si os banquetes, oferecendo migalhas aos demais, nunca houve um fato tão ameaçador, repito, ao “status quo”, quanto a presença desse menino carismático e genial chamado Neymar..

Diz-se que LAOR leva debaixo do braço uma pesquisa segundo a qual, se Neymar ficar no Santos até 2.014, trará, entre outros benefícios, a terceira maior torcida para o Santos… eu acho pouco…

Dito isso, ouso dizer que Neymar é um divisor de águas na história do futebol brasileiro… e poderemos testemunhar acontecendo o fato que no futuro ficará conhecido como “Neymar: o menino franzino que com seu futebol parecido com o de Pelé, e o carisma de Mahtama Gandhi, mudou os rumos do futebol brasileiro”.

E a quem interessa essa modificação?

E a quem NÃO interessa essa mudança, ou mesmo, qualquer mudança na situação que contempla a uns poucos e submete a quase todos?

Basta olhar em volta e você verá um torcedor apaixonado, travestido de jornalista, alternando seus argumentos: uma hora dizendo que Neymar peca por isso ou por aquilo; outra hora dizendo e se valendo de “manipulados”, que Neymar deve ir para a Europa, para crescer como homem e adquirir cultura e experiência internacional.

Pelo modo como execraram, tripudiaram, inventaram, venderam e tudo o mais, nosso Menino de Ouro, pergunto:

Há, dentre esses abutres covardes, alguém minimamente preocupado com a cultura, experiência ou o bem-estar do Neymar?

Ou estariam eles preocupados com o que o Menino de Ouro significa CONTRA os interesses, dentro e fora do campo, dos times para os quais torcem, distorcendo a verdade?

Se nós, Santistas de coração, não queremos passar o RECIBO de IDIOTAS a essa corja, meus irmãos do Blog, temos que começar a fazer alguma coisa de concreto, AGORA…

Porque senão, depois que vencerem, conseguindo exportar o Neymar, virão as “Mães Dinás do passado”, dizendo que sabiam, que viam, que isso e que aquilo.

A hora é de mobilização, para DENUNCIAR, mas, sobretudo, para EVITAR que isso aconteça.

Alguém se lembra de campanha minimamente parecida com essa, para a exportação, por exemplo, de Ronaldo, Romário, Zico, ou até mesmo o Pelé, que somente foi jogar no Cosmos depois que encerrou sua carreira no Santos, e anos depois que deixou de jogar pela Seleção Brasileira? Por que, então, tanto interesse, tanta necessidade de ver Neymar na Europa ou no fim do mundo?

Obviamente que não é pensando nem no Neymar, nem na Seleção Brasileira.

Estão pensando em que, então?

Ninguém está preocupado com futebol brasileiro, com organização ou sucesso do futebol Brasil, mas sim, somente com seus times de coração e com a posição privilegiada de proteção que têm e que estão ameaçadíssimas por esse tal de Neymar. O resto é conversa pra boi dormir.

Contem comigo para o que for necessário, se o objetivo for DENUNCIAR A CAMPANHA “NEYMAR NO EXTERIOR, URGENTEMENTE”, ou para contribuir, seja como for, para a campanha “FICA NO SANTOS E NO BRASIL, NEYMAR”.

O que você pode acrescentar a este artigo contundente de Luiz Tomaz?


E agora, como fica a credibilidade da imprensa esportiva?


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