Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Para votar, fique sócio


Santos vence, mas poderia ser melhor
A sorte parecia estar ao lado do Santos no início do segundo tempo. Copete e Rodrigão, os jogadores mais fracos do time na primeira etapa, marcaram gols da pequena área e o terceiro gol santista parecia a caminho. A classificação para a semifinal da Copa do Brasil parecia sacramentada. Mas o Inter, mesmo com reservas, começou a atacar um pouco mais e as falhas da defesa do Santos apareceram.
O time do Sul avançava pela extrema esquerda, forçando o jogo pra cima de Victor Ferraz, que perdia todas por ali. Finalmente, depois de levar mais um drible previsível, Ferraz fez falta desnecessária e o Inter cobrou para fazer um gol que novamente torna a partida de volta dramática, pois se perder por 1 a 0, resultado normal em jogos fora de casa, o Santos estará eliminado.
Na tentativa de tornar o time mais ofensivo, Dorival Junior substituiu Vecchio e por Paulinho; Rodrigão por Joel e Thiago Maia por Rafael Longuine, mas o Santos piorou ao perder o domínio do meio de campo. Agora, as atuações dos santistas:
Vanderlei – A bola que foi, entrou. 5.
Victor Ferraz – Se apresenta no ataque, mas é nulo na defesa. 3.
Luiz Felipe – Deu algumas bobeadas. 5.
David Braz – Titubeou, mas não comprometeu. 5,5.
Zeca – Atacou e apoiou satisfatoriamente. 6.
Thiago Maia – Está enfeitando as jogadas, coisa que não sabe. Perdeu bolas bobas. 4.
Renato – Discreto até demais. 4.
Vecchio – Tocou bem a bola. 5.
Lucas Lima – Individualista. Mesmo assim, é o que tem mais categoria no time. 6,5.
Copete – Lutou, trombou, errou chutes, mas fez seu golzinho. 6.
Rodrigão – Igual ao Copete. 5,5.
Dos que entraram, nenhum fez algo digno de registro.
Dorival Junior – Poderia ter substituído Victor Ferraz por Daniel Guedes quando o Santos fez 2 a 0 e o Inter passou a forçar daquele lado.
Arbitragem: Gilberto Rodrigues Castro Junior, de Pernambuco, não viu uma agressão sem bola em Lucas Lima e fez vistas grossas à cera e às faltas consecutivas do time gaúcho. Se o jogo tivesse sido arbitrado com o mesmo rigor que o último Santos e Inter, aquele raposado, o time do Sul teria terminado a partida sem, no mínimo, dois jogadores.
Público: Apenas 6.592 pessoas assistiram à partida, proporcionando renda de R$ 239.880,00, o que dá um ticket médio de 36 reais. Note-se que não era um jogo qualquer, mas uma partida pelas quartas de final da Copa do Brasil. Pois bem, se mesmo um jogo mais importante do que a maioria dos que são jogados pelo Santos na Vila Belmiro deu um público inferior a sete mil pessoas e um ticket médio de 36 reais, como acreditar que será viável conseguir, por 20 anos consecutivos, um público superior a 18 mil pessoas e um ticket médio de 82 reais?! Pois são essas condições que o Santos teria de aceitar para ficar com apenas 40% da pretensa arena. Outro detalhe: se esse jogo fosse na pretensa arena, o clube ficaria apenas com 12,5% do lucro líquido da partida, ou algo em torno de irrisórios 20 mil reais.

Hoje é dia de jogar 110%

Esqueça o Garfield. Hoje o Santos correrá mais. E será mesmo preciso, pois só uma boa vitória sobre o mistão do Internacional, às 19h30, na Vila Belmiro, deixará o torcedor santista tranquilo para o jogo de volta, no Beira-Rio, pelas quartas de final da Copa do Brasil.

Mesmo desfalcado de Gustavo Henrique, Vitor Bueno e Ricardo Oliveira, machucados, e sem poder contar com Jean Mota, que já atuou pelo Fortaleza nessa Copa do Brasil, o Santos é franco favorito contra o Internacional, apesar de o time gaúcho, que já venceu o Alvinegro Praiano duas vezes este ano, não vir com uma escalação tão fraca como parece. Do meio-campo para a frente o Inter vem com jogadores respeitados, como Fernando Bob, Seijas, Valdívia e Nico López.

Pela primeira vez Vecchio deverá iniciar uma partida pelo Santos, e finalmente teremos uma boa oportunidade de avaliar o nível técnico e físico do argentino. Dorival Junior preferiu manter Rodrigão no ataque, já que o time precisa de gols. Todos sabemos que se vencer por uma diferença inferior a três gols o Santos passará sufoco no Sul.

Uma outra alternativa, porém, seria colocar Yuri no meio campo, liberar mais Lucas Lima para o ataque e escalar Copete de centroavante, com liberdade para cair pelos flancos do campo. Mesmo sem ser nenhum primor, Copete é mais técnico do que Rodrigão. Veremos se o pedreiro artilheiro volta a marcar e até quando a torcida terá paciência com suas caneladas.

O Santos deverá entrar em campo com Vanderlei; Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz, Zeca; Renato, Thiago Maia, Lucas Lima, Vecchio, Copete; Rodrigão. O Internacional deverá ser escalado por Celso Roth com Danilo Fernandes; Rak, Eduardo, Ernando e Artur; Fernando Bob, Fabinho, Eduardo Henrique e Seijas; Valdívia e Nico López.

A arbitragem será de Gilberto Rodrigues Castro Junior (PE), auxiliado por Alessandro Rocha de Matos (BA) e Fabiano da Silva Ramires (ES). Só se espera que não inventem e não prejudiquem nenhuma das equipes. Todos sabemos como o senhor Rodrigo Batista Raposo raposou o Santos na última partida entre ambos, em Porto Alegre.

E você, o que espera do jogo de logo mais?

À procura de boas ideias, tenho ouvido santistas experientes, criativos, competentes, quase todos bastante preocupados com a sorte de nosso clube. Sugeriram-me Amir Somoggi, tomei um café com ele e, realmente, fiquei admirado com seu conhecimento e sua postura ética diante do futebol. Na semana passada Tana Blaze passou por São Paulo, a caminho de Mato Grosso, onde visitaria parentes, e não só tomei um café da amanhã com ele, como almoçamos, tanta coisa tínhamos para falar.

Natural de São Vicente, aos 33 anos foi trabalhar na Alemanha e hoje, 36 anos depois, vive em Munique com mulher e dois filhos que sequer falam o Português. Não voltará mais ao Brasil, mas continua amando o Santos como nos tempos em que frequentava a Vila Belmiro. Revelou-me seu nome verdadeiro, mas não me permitiu divulgá-lo. Tana prefere manter-se incógnito no mundo efervescente e às vezes perigoso do futebol. É compreensivo.

Outro santista amigo e com o qual aprendi e aprendo muito sobre o futebol é José Carlos Peres, meu parceiro no Dossiê, hoje responsável por contatos internacionais que poderão levar as escolinhas do Santos para recantos longínquos do planeta, trazendo importantes dividendos ao clube. Sonho um dia reunir os santistas de boas ideias e bom coração em uma mesma equipe, que trabalhe sem vaidades pessoais por um Santos melhor.

Sinto, não só aqui no blog, mas nas ruas, nas arquibancadas, no egrégio Conselho Deliberativo do nosso clube, um grande descontentamento com essa gestão atual, eleita com apenas um quarto dos votos, mas que age de maneira absoluta, sem dar satisfações de seus atos nem mesmo para o Conselho Fiscal. A propósito, Tana Blaze defende que o Conselho Deliberativo seja o órgão mais forte do clube e que as eleições presidenciais tenham segundo turno entre os dois candidatos mais votados, justamente para impedir que uma minoria assuma o comando do Santos e o trate como se fosse propriedade sua, tal qual vem ocorrendo.

Para todos os lados que olhamos, testemunhamos a incapacidade e a negligência dessa gestão, que aumenta desmesuradamente as despesas, fazendo ouvidos de mercador às recomendações dramáticas do Conselho Fiscal, ao mesmo tempo que não consegue incrementar as receitas, reduzindo-as até mesmo em quesitos básicos, como patrocínio de material, captação de sócios e bilheteria dos jogos.

Aos que me perguntam como mudar isso, só posso responder que o meio mais eficaz é votar nas próximas eleições, no final de 2017. E votar, obviamente, no candidato e na chapa que transmitirem mais credibilidade e apresentarem as melhores propostas para o clube.

Sei que alguns poderão dizer que escrevo este post porque tenho interesse de ser presidente do Santos. Quem me conhece bem sabe que estou livre dessa vaidade, meu maior sonho é, um dia, escrever um romance decente. Com relação ao Santos, meu desejo é vê-lo próspero, bem sucedido, forte, nos enchendo de orgulho. Sinceramente, não me interessa quem será o novo presidente, contanto que seja honesto, competente e faça aquilo que tem de ser feito, sem inventar e sem se julgar melhor do que todos os outros santistas, como vem ocorrendo.

Posso votar e pedir votos para qualquer um que me convença, não só com palavras, mas com atitudes e folha de serviços prestados ao Santos, que pode ser o instrumento de uma mudança na política administrativo-financeira do nosso clube, colocando-o no caminho da sustentabilidade e do progresso. Sem messias, sem caudilhos, sem heróis, apenas boas ideias, trabalho, honestidade e competência podem salvar o Glorioso Alvinegro Praiano.

Se você quer influir diretamente na escolha dos destinos do Santos, votando para presidente do clube no final de 2017, o tempo é curto. Como é preciso ter um ano como associado para votar, calculo que só há mais um mês de prazo para os interessados se associarem. Não dá para perder mais tempo.

É mais fácil e rápido ficar sócio enviando um e-mail ou comparecendo pessoalmente à sub-sede do Santos em São Paulo, situada na Avenida Indianópolis, 1772 – Indianópolis, São Paulo – SP, 04063-003. Telefones: (11) 3181-5188 ramal 5000 ou (13) 3257-4000 ramal 5000. O e-mail é subsedesp@santosfc.com.br Horário: das 9 às 18 horas.

Uma coisa puxa a outra
Tenho lido muitas queixas dos santistas com relação ao pouco empenho do clube na contratação de Diego e Robinho, dois ex-Meninos da Vila que poderiam formar novamente uma dupla poderosa no Santos atual. Para um contrato de um ano provavelmente o clube teria de ter uns 21 milhões de reais para contar com os dois, e essa verba o Santos não tem.
Porém, imaginemos que o fornecimento de material esportivo fosse vendido a uma marca conhecida, em vez de o próprio clube ter cismado de produzi-lo e comercializá-lo. Só aí haveria um ganho, mínimo, de 6,3 milhões. Imaginemos, ainda, que os grandes jogos do Santos tivessem sido realizados no Pacaembu, com públicos médios de 18 mil pessoas. Somemos mais uma dezena de milhões que foram desperdiçados com a mania de jogar só na Vila. Há ainda o que poderia ter sido arrecadado com uma campanha nacional de associados. 50 mil associados a 300 reais de anuidade para cada um, dá 15 milhões brutos, uns 12,5 milhões líquidos. Somemos essas três iniciativas, óbvias, e teríamos, mesmo sem o patrocínio máster e sem a verba de tevê, 28,8 milhões de reais, mais do que o suficiente para ter Robinho e Diego lutando pelo título brasileiro, da Copa do Brasil e já garantidos para a Copa Libertadores do ano que vem. Fora a enorme visibilidade e atração que a dupla exerceria em novos, velhos e futuros santistas.

E você, o que acha disso?


Derrota anunciada


Amigos e amigas sofredores santistas, eu juro que queria muito queimar a língua. Já tinha até escolhido uma imagem para ilustrar o post sobre o jogo contra o Internacional. Seria esta:
Mas não teve jeito. Mesmo ganhando um gol de presente, em uma falha da defesa do Inter bem aproveitada por Ricardo Oliveira, o Santos sofreu a virada e reabilitou mais um time da zona de rebaixamento. Porém, é preciso ser justo: o árbitro Rodrigo Batista Raposo prejudicou tremendamente o Santos ao não dar faltas, inverter marcações e forçar os cartões amarelos em cima de Lucas Lima e Ricardo Oliveira sob a alegação de “retardar o jogo”, ainda no primeiro tempo. Lucas Lima foi reincidente e acabou expulso, e Oliveira também não jogará domingo, contra o alvinegro da capital. O status quo do futebol agradece a severidade do árbitro e a pouca inteligência de Lucas e Oliveira. E por falar em pouca inteligência, o turrão Dorival Junior só tirou Léo Cittadini quando a viola já estava em cacos, e mesmo com dez em campo o time melhorou. O jovem Walterson foi jogado às feras e, como era de se esperar, nada fez (por que não usar o mais experiente Joel?). Enfim, o jogo foi o que a gente previa, infelizmente, mas a arbitragem do péssimo Rodrigo Batista Raposo, de Brasília, também serviu para afundar o Santos. Agora não sabemos se devemos fazer contas para entrar no G4 ou para se afastar da zona de rebaixamento. Desculpe se não me estendo mais. É como falar de um filme que todo mundo já assistiu. Vou tomar um banho quente e ler um romance para ver se consigo dormir…

Derrota Anunciada

É muito difícil para um santista fervoroso escrever um post desses, admitindo que nesta noite o Santos deverá perder, mesmo enfrentando um time que não vence no Campeonato Brasileiro há 14 jogos. Eu poderia fazer um título e um texto mais animadores, porém este blog reflete o ânimo do torcedor santista, e ele, escaldado por seguidas decepções, pressente que hoje, em Porto Alegre, o Santos vai reabilitar mais um time da zona de rebaixamento.

Sei que muito santista nem assistirá ao jogo de hoje, para não se estressar. O torcedor está careca de saber como o Santos perde fora de casa. Para começar, joga em um ritmo bem mais lento do que costuma adotar quanto atua diante de sua torcida. Ataca pouco, fica mais atrás, chamando o adversário e sem muitas opções de contra-ataque.

Para complicar, agora, segundo a filosofia tecnológica de Dorival Junior, está “valorizando a posse de bola” além do suportável, indo e voltando com o balão sem sequer tentar jogá-lo nas redes adversárias. Sem arrematar a gol, obviamente todo o domínio será estéril, mas a essa aula o professor faltou.

O santista também sabe que os momentos em que o time está mais vulnerável, como se ainda não tivesse entrado no jogo, ocorrem logo no início da partida, no final do primeiro tempo, no começo da segunda etapa e, principalmente, no finzinho da partida. O Santos pode estar até vencendo e jogando bem, mas o adversário começa a pressionar e em poucos minutos o Alvinegro costuma entregar a rapadura.

Aquelas bolas cruzadas em desespero para a área, aquelas arrancadas de um jogador sozinho, aqueles chutes malucos de longa distância, tudo isso dá resultado contra a defesa do Santos quando o time joga fora de casa. É só o adversário cismar que quer fazer o gol e o nosso sistema defensivo, bonzinho como ele só, contribui de bom grado.

Para completar, perdemos todas, ou quase todas, as divididas e as chamadas segundas bolas. Renato não amassa seu terno, Léo Cittadini não amassa seu jeans e trota como uma barata tonta pelo campo, sem desarmar ninguém. No banco, Yuri assistirá à partida, ao lado dos eternos espectadores Elano e Rafael Longuine.

Sim, Dorival levará 23 jogadores para Porto Alegre, não me perguntem por quê. Só para a meia há três jogadores para cada uma das duas posições. E para volante, posição essencial para se enfrentar o Inter no Beira-Rio, só teremos o alfaiate Renato, o trotador Cittadini e o eterno reserva Yuri. Uma pergunta que não quer calar: cadê o colombiano Valencia, que teve o seu contrato renovado por mais um ano, e o jovem Fernando Medeiros, especialistas da posição?

Para o ataque, Dorival levará, ainda, o jovem Walterson, do Santos B. Eu pergunto: qual a possibilidade lógica de lançar um garoto inexperiente contra o Inter, fora de casa, se para a mesma posição terá Ricardo Oliveira, Copete, Joel e Rodrigão? Bem, mas não duvidemos das razões do professor. Afinal de contas, o Santos está nadando em dinheiro e pode aproveitar esses jogos para levar os atletas para passear um pouco.

Um perigo: o Inter não tem ninguém

Olho a escalação do Inter e só reconheço o Valdívia genérico. Se eu fosse técnico do Santos, antes de mais nada, diria: “Marquem esse cara!”. No mais, que me desculpem os colorados que porventura leiam esse texto, não me lembro de ninguém. Porém, como santista, sei que alguns crescerão contra o Santos e, quero queimar a língua, mas o tal Valdívia, o único que deve ser olhado com atenção, certamente terá liberdade para jogar e fará a festa em cima de nossa defesa.

O técnico Celso Roth deverá escalar seu time com Danilo Fernandes, William, Paulão, Ernando e Geferson; Anselmo, Fabinho, Seijas e Valdívia; Nico López e Aylon. O Inter está desfalcado de nada menos do que sete jogadores: Rodrigo Dourado, Ariel, Leandro Almeida, Eduardo Sasha, Jair, Marquinhos e Jacsson.

Enquanto isso, depois de descansar tanto que poderia fazer uma intertemporada, o Santos deverá entrar em campo com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, Gustavo Henrique e Zeca; Léo Cittadini, Renato, Lucas Lima e Vitor Bueno; Copete e Ricardo Oliveira.

Perceba, caríssima leitora e caríssimo leitor e participante deste blog, que neste time há três jogadores que têm sido chamados pela Seleção Brasileira (Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Zeca), outros três que têm sido cogitados (Vanderlei, Victor Ferraz e Gustavo Henrique), um campeão da atual Copa Libertadores (Copete), um dos destaques entre as revelações do campeonato (Vitor Bueno) e um dos destaques entre os veteranos (Renato). Ou seja, no papel o Santos é um time bem melhor do que o adversário.

Porém, sabemos que no esporte a vitória não vem apenas para os que têm mais técnica. É preciso vontade, entrega, abnegação, espírito de sacrifício – qualidades que o Internacional, mesmo na zona de rebaixamento, tem de sobra, ao mesmo tempo que faltam aos santistas.

Um dia farei uma enquete perguntando, antes de um jogo do Santos fora de casa, qual será a desculpa do Dorival Junior para uma provável derrota. No jogo de hoje, como o time está parado há dez dias, acredito que o cansaço não virá à baila. Então, o que ele poderá alegar? Tentemos perscrutar a cabeça do mestre: 1 – A saída de Gabriel mexeu não só com a estrutura tática, mas com o psicológico do elenco. Até conseguir um substituto à altura, o time sentirá muito; 2 – A ausência de Thiago Maia, suspenso, fez o Santos perder a pegada na marcação do meio-campo (é claro que ele não explicará porque mantém os espectadores Renato e Cittadini nessa zona vital); 3 – O Inter teve azar em 14 jogos, mas agora voltou ao seu futebol, infelizmente justo contra o Santos; 4 – Muito tempo sem jogar tirou o ritmo de jogo da equipe; 5 – A diferença de clima entre Santos e Porto Alegre afetou o rendimento dos jogadores; 6 – A arbitragem; 7 – O impeachment de Dilma Rousseff; 9 – As manifestações contra Michel Temer; 10 – O excesso de açúcar no chá da tarde…

Um pacto furado pela negligência

Baseado nas constatações de que este ano não há nenhuma equipe de destaque no Campeonato Brasileiro, de que o campeão será o time menos medíocre e de que o Santos tem um dos melhores, ou menos piores, elencos da competição, criamos aqui no blog a meta de sete vitórias consecutivas, incluindo a partida contra o Figueirense como lambuja. Vencendo-as, hoje o Alvinegro seria o líder do Brasileiro e caminharia para um título que não conquista desde 2004.

Tudo estava indo bem, até que o jogo contra o Flamengo, com mando de campo do Santos, a ser realizado na Vila Belmiro ou no Pacaembu, foi vendido a um empresário que o levou para Cuiabá, região com maioria de torcedores adversários, o que significou inverter o mando. Como resultado, o Santos empatou o jogo, na bacia das almas, perdendo dois pontos.

Depois, mesmo com um time teoricamente bem superior, perdeu a chance de reassumir a liderança ao perder para o lanterninha América Mineiro por 1 a 0, em Belo Horizonte. Treinado por Enderson Moreira, com o veterano Leandro Guerreiro como seu único jogador conhecido, o América só venceu três partidas no campeonato e a última foi justamente essa contra o Santos, com gol aos 44 minutos do segundo tempo.

Essa decepção, porém, poderia ter sido parcialmente reparada se o time vencesse o instável Coritiba, em Coritiba. Entretanto, mesmo saindo na frente, o Santos foi completamente dominado pelo adversário, que lutava para fugir da zona de rebaixamento, e permitiu a virada, em uma partida sem ânimo e sem personalidade, uma de suas piores este ano.

Por fim, a gota d’água: o fracasso inominável de perder para o limitado Figueirense, na Vila Belmiro, e se distanciar da briga pelo título.

Se a lógica prevalecesse nos jogos citados, hoje o Santos assumiria a ponta do Brasileiro com uma vitória sobre o Internacional. Porém, o time se mostrou frouxo, pouco comprometido com o ideal de todos os santistas. Como já escrevi, parece que esses jogadores têm outro pacto e este não inclui ser campeão brasileiro.

A arbitragem será de Rodrigo Batista Raposo, auxiliado por Daniel Henrique da Silva Andrade e Reinaldo Nascimento Junior, todos de Brasília. A transmissão pela tevê poderá ser assistida nos canais SporTV (menos para o Rio Grande do Sul) e Premiere. Se você não quiser sofrer e preferir ver atletas dando a vida por uma vitória, em batalhas que podem levar horas de exaustão física e mental, veja as semifinais do US Open, no mesmo Sportv, com transmissão dos ótimo Eusébio Resende e Dácio Campos.

A 10 pontos do líder Palmeiras, no momento o Santos briga com o Corinthians pela quarta posição no campeonato, o que o colocará no grupo dos que disputarão a Copa Libertadores no ano que vem. Não é pouco, pois desde 2012 o Alvinegro Praiano não disputa essa competição que já venceu três vezes. Porém, para o Inter o combate é de vida ou morte. Mesmo o empate não será um bom resultado, pois completará 15 jogos sem vitória e permanecerá na Zona do Rebaixamento.

Como o Santos é pé mole fora de casa e o time gaúcho necessita demais da vitória, creio que não há muito mais o que falar sobre a partida de hoje. A única esperança de evitar o fracasso é que os jogadores tenham algum brio.

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E você, o que acha disso?


Santos x Inter: falar o quê?

Em jogo de muita marcação e raríssimas jogadas bonitas, o Santos perdeu do Internacional por 1 a 0, gol de Aylon, de cabeça, aproveitando uma cobrança de escanteio a dez minutos para o final da partida. Assim, como já se desenhava nos últimos jogos, a longa invencibilidade na Vila Belmiro acabou. Agora, de candidato a líder, o time está apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.

Veja o teipe do gol do Inter e perceba que o garoto Matheus Nolasco, que tinha acabado de entrar, foi o escalado para marcar o autor do gol gaúcho. E toda a defesa ainda reclamou dele. Cadê os zagueiros santistas? Cadê Vanderlei, que ficou no meio do caminho?

Bem, mas não adianta achar culpados. Este Brasileiro é um campeonato de times medianos e, desfalcado dos seus melhores jogadores, o Santos é menos do que mediano. Sem os jogadores da Seleção e sem Ricardo Oliveira, o Santos no Brasileiro será isso aí mesmo: um time sem capacidade ofensiva e com muitos cochilos na defesa.

Entretanto, até que a equipe melhorou um pouco com as substituições no segundo tempo. As entradas de Ronaldo Mendes, Lucas Crispim e Matheus Nolasco nos lugares de Rafael Longuine, Paulinho e Joel tornou a equipe mais rápida e um pouquinho mais ofensiva. Porém, em uma bola parada, o pontinho de outro empate se foi.

Menos de 4.500 pessoas pagaram para assistir ao jogo. Um público de teatro municipal para um espetáculo equivalente a um pagode desafinado. No canal Premiere entrevistaram mais os jogadores do Internacional do que do Santos. Até na Vila a Globo trata o Santos como coadjuvante. E a verdade é que nesse domingo ele foi mesmo.


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E você, o que achou do Santos contra o Inter?


Hora da virada!

Visita dos Refugiados da Síria
Cem refugiados sírios assistiram à vitória do Santos sobre o Internacional, convidados pela diretoria do Alvinegro Praiano (Pedro E. G. Azevedo/Santos FC).

Com personalidade e sem afobação, o Santos de Dorival Júnior soube valorizar suas qualidades, camuflar seus problemas e obter uma vitória de virada sobre o Internacional que o coloca definitivamente na luta por uma vaga na Copa Libertadores de 2016.

Mesmo sem os titulares Ricardo Oliveira e David Braz, e mesmo saindo atrás no marcador devido a um pênalti bobo praticado pelo reserva Paulo Ricardo, o time soube se recompor, manter a posse de bola, criar chances e empatar ainda no primeiro tempo, com belo chute cruzado de Marquinhos Gabriel, após receber ótimo passe de Nilson.

Na segunda etapa, cada vez mais dominante, o Santos virou o marcador com gol de pênalti em Lucas Lima, cobrado com força por Gabriel, e fechou a tampa do caixão aos 45 minutos, com chute seco e colocado de Leandro, que tinha entrado no lugar de Nilson.

Dessa vez, o público e a renda foram bons, para a Vila Belmiro. Pena que desses 452 mil reais de renda bruta, não deve sobrar nem metade como lucro líquido, devido às inexplicáveis “despesas diversas”, mas esse é um assunto para outra hora. O importante é que, mais do que fazer o chamado dever de casa, o Santos, mesmo desfalcado, ganhou bem de um dos times mais fortes do País e ainda de virada.

Agora, seria ideal que esse mesmo espírito do time para virar um jogo difícil seja incorporado pelo clube para inverter a complicada situação financeira e administrativa que vive. O fato de se ter um público de 11 mil pessoas nesse domingo, na Vila Belmiro, e de ter condições de aglutinar mais de 20 mil pessoas na próxima quinta-feira, no Pacaembu, mostra que o Santos é um time atrativo e de múltiplas possibilidades de faturamento.

Dos jogadores, destaco a atuação de dois que eu vinha criticando: Zeca, muito útil nas jogadas ofensivas, e Gabriel, que parece mais maduro a cada partida. Nilson pegou pouco na bola, mas deu um passe perfeito para o gol de empate de Marquinhos Gabriel. Este, não só pode jogar ao lado de Lucas Lima, como deu maiores opções ao time, que com eles toca melhor a bola.

Tenho uma ressalva, porém, ao garoto Paulo Ricardo. Tem um enorme potencial, mas precisa prestar atenção para evitar cometer pênaltis. Na última vez que tinha jogado como zagueiro, contra o Palmeiras, nas finais do Campeonato Paulista, já tinha feito um pênalti decisivo. Nesse domingo, fez outro muito bobo, pois o jogador do Inter se atirou sobre ele, que, ingenuamente, o abraçou. Duas oportunidades na zaga e dois pênaltis seguidos é um índice assustador. Se continuar assim, dificilmente será escalado novamente como zagueiro.

Mas veja só como Dorival Junior pensa pequeno
Depois dessa boa vitória na Vila Belmiro e antes de uma partida que o time fará no Pacaembu, se Dorival Junior fosse um técnico inteligente, o que diria? Que o Santos se sente em casa em qualquer estádio em que tenha uma boa torcida, certo? Até porque, para realmente conseguir uma vaga no G4, não bastará ganhar os jogos em casa. Mas não. Ao final da partida, ele creditou a vitória de virada sobre o Inter à mística da Vila Belmiro e disse que não deixaria de jogar lá, com um público de 10 mil ou de apenas uma pessoa. Ou seja: Dorival não se importa se o Santos falir, desde que jogue na Vila. Será que ele abre mão de seu salário para o Santos jogar só na Vila? Isso é muita falta de inteligência e falta de confiança na sua capacidade e no time. Se o Santos conseguir o milagre de ser eliminado pelo Figueirense, no Pacaembu, diante de mais de 20 mil santistas, a responsabilidade será, em grande parte, desse pensamento limitante do técnico santista – que está em grande fase, pode atingir um outro padrão profissional, mas ainda continua pensando como treineiro de time de várzea.
Clique aqui para ver como Dorival Jr. pensa pequeno

Santos 3 x 1 Internacional
Vila Belmiro, 11 horas, 27/09/2015
Público: 11.043 pagantes. Renda: R$ 452.145,00.
Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Gustavo Henrique, Paulo Ricardo e Zeca; Renato, Thiago Maia (Léo Citadini) e Lucas Lima (Serginho); Gabriel, Marquinhos Gabriel e Nílson (Leandro). Técnico: Dorival Júnior.
Internacional: Alisson; Léo (Silva), Paulão, Juan e Ernando; Nilton, Willian, Wellington (Alex Santana) e Anderson (Taiberson); Valdívia e Vitinho. Técnico: Argel Fucks.
Gols: Valdívia (pênalti) aos 26 e Marquinhos Gabriel aos 36 minutos do primeiro tempo; Gabriel (pênalti) aos 15 e Leandro aos 45 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Heber Roberto Lopes (SC-FIFA), auxiliado por Fabricio Vilarinho da Silva (GO-FIFA) e Bruno Raphael Pires (GO-ASP-FIFA).
Cartões amarelos: Paulo Ricardo (Santos); Willian, Wellington, Juan e Silva (Inter).

Santos FC x Internacional
Gabriel, mais maduro, cobrou o pênalti com força para desempatar. Vitória justa do time que procurou mais o gol (Ricardo Saibun/ Santos FC).

E você, acha que o Santos vai virar o jogo?


Vai que é sua, Nilson!

Treino Santos FC

Algo me diz que Nilson, que na manhã deste domingo terá sua oportunidade de iniciar a partida contra o Internacional, não decepcionará. O rapaz, que nas poucas vezes em que entrou no lugar de Ricardo Oliveira mostrou que é inteligente e define bem, nem reclamou do horário das 11 horas. Bom sinal. Centroavante que se preze não pode ter mimimi.

Outro que terá nova oportunidade é Paulo Ricardo, dessa vez na zaga, no lugar de David Braz. Se fizer uma boa dupla com Gustavo Henrique, quem sabe PR não permaneça no time, já que o titular tem muitos altos e baixos.

O santista não deve se preocupar com as ausências de Ricardo Oliveira e David Braz, suspensos, porque o Internacional jogará bem mais desfalcado. O técnico Argel já não poderá escalar D’Alessandro, Lisandro López, Rafael Moura, Eduardo Sasha e Nico Freitas. Também Alex e Rodrigo Dourado deverão ficar fora da partida.

Assim, os times mais prováveis são:

Santos: Vanderlei, Victor Ferraz, Paulo Ricardo, Gustavo Henrique e Zeca; Thiago Maia, Renato e Lucas Lima; Gabriel, Nilson e Marquinhos Gabriel.
Internacional: Alisson, Leo, Paulão, Juan e Ernando; Nilton, William, Wellington e Anderson, Valdivia e Vitinho.

Como o time gaúcho está apenas um ponto na frente do Santos, é óbvio que a vitória é imprescindível para manter as esperanças do Alvinegro Praiano de se aproximar do G4.

Arrecadações: o exemplo do Avaí

Quinta-feira, às 21 horas, o Santos enfrenta o Figueirense, no Pacaembu, pelo jogo de volta que definirá uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. É aconselhável os santistas, além de comparecerem em massa, divulgarem o dia e o local exatos da partida, porque tem muito canal de tevê especializado em esporte que está anunciando o jogo para quarta-feira, na Vila Belmiro.

Recentemente o Palmeiras jogou no Pacaembu, contra o Grêmio, e gerou uma arrecadação bruta de 971 mil reais e um lucro líquido de 529 mil reais, com uma lista de “despesas diversas” de 137 mil reais. Vamos ver como o Santos se sairá na quinta-feira.

Uma curiosidade é que na partida do Santos contra o São Paulo, na Vila Belmiro – portanto, seu estádio, pelo qual não paga aluguel, ao contrário do Palmeiras quando atua no Pacaembu –, o Santos teve 115 mil de despesas diversas de uma renda bruta de 342 mil reais. Ou seja, teve apenas um terço da renda do Palmeiras, mas chegou a 80% das despesas diversas do alviverde. Como se explica isso?

Outra curiosidade é que o Avaí, quando também recebeu o São Paulo, no fim de semana passado, de uma renda bruta de apenas 214 mil reais, conseguiu extrair uma renda líquida de 163 mil reais; enquanto o Santos, também jogando em casa e contra o mesmo adversário, de uma renda bruta de 342 mil reais só obteve a renda líquida de 91 mil reais. O detalhe final é que no borderô do jogo de Florianópolis não há nenhuma “despesa diversa” – todas estão, transparentemente, discriminadas.

E pra você, como o Santos deve jogar para vencer o Inter?


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