Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Mesmo que seja campeão brasileiro, Martelotte não será o técnico do Santos na Libertadores

“Valeu companheiro. Obrigado por guardar meu lugar!”

A decisão já está tomada, de comum acordo, entre o técnico e a diretoria do Santos. O interino Marcelo Martelotte sabe que mesmo que o Santos venha a ser campeão brasileiro, ele não dirigirá o time na Copa Libertadores de 2011.

Martelotte reconhece que teve uma grande oportunidade de assumir um time de ponta do futebol brasileiro e está procurando fazer o melhor possível no cargo, mas tem consciência de que não tem experiência para comandar o Santos durante a Libertadores da América.

O exemplo do Flamengo no ano passado é lembrado pela direção do Santos como um argumento irrefutável de que ganhar o Brasileiro é uma coisa, mas orientar a equipe em um torneio internacional difícil e eliminatório, como a Libertadores, é outra. Andrade, o técnico flamenguista, passou da condição de herói a vilão depois que o time foi eliminado na competição sul-americana.

Mas as informações dão conta de que Martelotte não se sentirá frustrado se for campeão brasileiro e tiver de ceder o cargo. Ele sabe que este título viria dar um tremendo impulso à sua carreira e não faltariam clubes interessados em contratá-lo.

Abel Braga deve ser mesmo o comandante
As conversações com Abel Braga andam avançadas. O Santos está disposto a pagar ao treinador do Al Jazira, dos Emirados Árabes, um salário digno de um técnico de ponta no país, o que vem a ser um valor superior ao teto salarial dos jogadores, estipulado em R$ 160 mil mensais.

Mesmo que isso não possa ser confirmado oficialmente, os nomes dos jogadores Alex, ex-Internacional, e Williams, ex-Corinthians, são citados como reforços pedidos pelo técnico de 2011.

Você acha que, se for campeão brasileiro, o técnico Marcelo Martelotte deveria continuar comandando o Santos? Ou a Libertadores pede um técnico mais experiente?


Hoje é dia do Jogo dos Campeões Santos e Inter

Duelo esperado: o valente Guinãzu contra o verdadeiro monstro da Vila: Arouca

O jogão de hoje, às 22 horas, na Vila Belmiro, reunirá os times mais vitoriosos do Brasil em 2010. O Inter conquistou a Copa Libertadores, mas perdeu o campeonato gaúcho para o Grêmio, enquanto Santos foi campeão da Copa do Brasil e do Campeonato Paulista e é o único do país que pode sonhar com a tríplice coroa.

Ambos estão muito desfalcados, mas o fato de ter Neymar, adotar um esquema de jogo mais ofensivo e de jogar em casa dá ao Santos o favoritismo da partida. Uma vitória hoje e o Alvinegro Praiano roubará a quarta posição do Internacional, ficando a apenas seis pontos do líder Cruzeiro.

Santos mais ofensivo

O técnico Marcelo Martelotte só fará uma alteração no time que venceu Fluminense (3 a 0) e Atlético Paranaense (2 a 0): o zagueiro Edu Dracena, recuperado de um derrame no joelho, voltará ao time, no lugar de Vinícius Simon, que estava muito bem. O Santos entrará em campo com Rafael; Pará, Edu Dracena, Durval e Léo; Arouca, Roberto Brum, Danilo e Alan Patrick; Neymar e Zé Eduardo.

No Inter, mesmo podendo contar com o retorno de Andrezinho, que cumpriu suspensão, o precavido técnico Celso Roth manterá um esquema mais defensivo, com três volantes. Assim, Marquinhos continua no meio-campo. Com a contusão de Sorondo, Índio volta à zaga. O time jogará Renan; Nei, Bolívar, Índio e Kleber; Glaydson, Guiñazu, Derley e Marquinhos; Edu e Ilan.

A preocupação com Neymar

Ao analisar um jogo com o Santos, nenhum técnico deixa de falar sobre Neymar, o Menino de Ouro da Vila Belmiro. Celso Roth não foi diferente. Mesmo repetindo que o Inter tem de se preocupar com todo o time e não só com Neymar, Toth admitiu: “Não podemos negar a qualidade do Neymar, tem potencial enorme”.

O zagueiro Índio, que voltará ao time com a contusão de Sorondo, não escondeu sua preocupação: “É um jogador muito perigoso. Não dá para descuidar um minuto dele. Vamos procurar se posicionar bem para se antecipar nas jogadas”, disse.

As (novas) armas do Santos

Nos últimos jogos, depois da confusão com Dorival Junior e devido aos desfalques, Neymar e o Santos aprenderam a jogar diferente. O garoto está atuando mais para o time, enquanto as entradas de Alan Patrick no lugar de Marquinhos e de Zé Eduardo no de Marcel tornaram a equipe mais rápida.

A dupla de volantes Roberto Brum e Edu Dracena também se encaixou bem e está dando uma boa proteção ao miolo da defesa. Léo voltou a se firmar na lateral-esquerda e, quando se cansa, geralmente na metade do segundo tempo, dá lugar a Alex Sandro, que está se revelando um ótimo ponta-esquerda, pois aproveita o cansaço dos adversários para chegar velozmente à linha de fundo ou bater a gol.

Apesar de ainda se mostrar irregular, Alan Patrick exige mais cuidados da defesa adversária do que Marquinhos, pois procura mais os dribles, as tabelas e o chute a gol, além de ser mais rápido do que o antigo titular.

Que falta faz a TV Santos…

Hoje é um dia em que uma tevê exclusiva do Santos venderia sua publicidade por um dinheirão. A tevê aberta transmitirá o jogo dos decadentes Vasco e Corinthians, enquanto o confronto dos dois times campeões do ano ficará restrito ao Premiere Esportes, para forçar o pagamento do pay per view.

Assim, dezenas de milhões de pessoas, que prefeririam ver o espetáculo dos times mais vitoriosos da temporada, serão obrigadas, se quiserem ver futebol na tevê não paga, a acompanhar a partida entre o time que só empata e o outro que só anda perdendo.

Jogos históricos

Na primeira vez que se encontraram pelas finais de uma competição nacional, o Torneio Roberto Gomes Pedrosa/ Taça de Prata de 1968, o Santos ganhou do Internacional por 2 a 1, no Beira-Rio. Depois, voltaram a se defrontar no quadrangular decisivo do Campeonato Nacional de 1974.

O jogo, disputado em 24 de julho de 1974, foi no Morumbi, com 30 mil pagantes. O Inter, treinado por Rubens Minelli, já tinha um timaço, com Manga, Figueroa, Falcão, Paulo César Carpeggiani, Lula, Valdomiro e Claudiomiro. Mas o Santos, orientado por Tim, ainda contava com Pelé, além de Cejas, Marinho Perez, Clodoaldo, Brecha e o então garoto Cláudio Adão, entre outros.

Reveja os melhores lances deste jogão agora, com narração de José Carlos Cicarelli, da TV Cultura (no comecinho a imagem está ruim, mas logo melhora)

E você, acha que o jogo desta noite, na Vila Belmiro, também entrará para a história?


Dia de decisão. Que imagem mental você está fazendo?

O torcedor é um ser múltiplo. Engana-se quem pensa que ele só grita por seu time e mantém um monótono comportamento binário: feliz nas vitórias, triste nas derrotas. Ele tam muitas propriedades e uma delas é antever, a seu modo, o que acontecerá na partida. Hoje, por exemplo, torcedores de Santos, Vitória, São Paulo e Internacional já acordaram imaginando coisas…

O santista, este eu conheço bem, não pensa em nada diferente do que uma goleada. Como? Com o Santos indo pra cima do tricampeão baiano, criando chances atrás de chances e marcando gols atrás de gols. Um jogo como aquele contra o Grêmio, na semifinal do Brasileiro de 2002, estaria ótimo. 3 a 0, com
Oportunidades para marcar mais três ou quatro vezes.

Mas, como é otimista demais – otimismo que costuma aumentar à medida que o momento do jogo se aproxima – não duvido que haja santistas lembrando que nesta mesma Copa do Brasil o time ganhou de 10 a 0 do Naviraiense e 8 a 1 do Guarani, ambos na Vila Belmiro. E se, após tomar os primeiros gols, o Vitória se descontrolar e sofrer uma estrondosa goleada? Para os analistas do futebol, isso parece impossível. Para os torcedores, não.

Mas é claro que há a contrapartida e neste momento os torcedores do Vitória também já estão jogando com a imagem mental que criaram para o confronto e ela deve mostrar o rubro-negro se aproveitando da insegurança que às vezes acomete a defesa santista para marcar gols que depois serão defendidos com unhas e dentes, orixás e todos os santos.

Enquanto o santista imagina uma torrente invadindo a área do Vitória durante os 90 minutos, o torcedor baiano deve esperar estocadas certeiras que ferirão o Santos em momentos oportunos.

No Beira-Rio, enredo parecido

Duvido que agora os torcedores do Internacional não estejam imaginando uma partida de muitos gols, todos do seu time. Com aproveitamento de 100% desde que voltou da Copa, o time do Sul é franco favorito contra o São Paulo, que ainda não venceu depois das férias forçadas.

Um gol, estádio enlouquecido, Rogério Ceni ajoelhado; outro gol, estádio mais enlouquecido, Rogério Ceni reclamando da defesa; mais um gol, estádio em festa, Rogério Ceni reclamando da arbitragem… Adivinho que este tipo de imagem é que está passando agora pela cabeça do torcedor colorado.

Um gol no contra-ataque, estádio quieto, adversário começando a se desequilibrar; mais um gol, talvez de Fernandão, estádio nervoso, começando a vaiar o próprio time… Estas as cenas que, certamente, estão povoando a imaginação dos são-paulinos.

Por isso, para o torcedor, mais do que uma decepção, a derrota é uma surpresa. Na sua cabeça o seu time já ganhou, e ganhou bem. Tudo o que a realidade mostrar de contrário o indignará. Mas, por outro lado, é esta confiança que atravessa o alambrado e entra em campo com os jogadores e que impulsiona as equipes para triunfos espetaculares.

Neste momento, todas as circunstâncias – a coragem, a determinação, a motivação para dar o máximo – são favoráveis àqueles que são movidos pelos gritos apaixonados de seus torcedores. Assim, por mais que os times se equivalham e por mais que tenham tradição, o fato de jogar em casa, cercado pelo carinho e pela fé dos que os amam, acaba sendo decisivo.

Nas minhas imagens mentais, vejo vitórias consagradoras de Santos e Internacional, imagino a Vila Belmiro e o Beira-Rio explodindo várias vezes. Claro que pode ser diferente. Mas qualquer outro enredo para estes dois espetáculos me pegará de surpresa.

Atenção para os times prováveis no jogão da Vila Belmiro

Santos
Rafael; Pará, Bruno Aguiar, Durval e Alex Sandro; Arouca, Wesley e Paulo Henrique Ganso; Neymar, Robinho e André (Marquinhos ou Marcel). Técnico: Dorival Júnior

Vitória
Lee; Rafael Cruz, Anderson Martins, Wallace e Egídio; Neto, Vânderson, Fernando e Ramon; Elkeson e Schwenck.
Técnico: Ricardo Silva

Arbitragem: Leonardo Gaciba da Silva (RS), auxiliado por Altemir Hausmann (RS) e Roberto Braatz (PR)

E na sua cabecinha, que imagens estão passando dos jogos de hoje? Como estão as partidas na Vila Belmiro e no Beira-Rio. Divida essas emoções com a gente…


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