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Tchau Itália! Copa se encaminha para a América

A eliminação de Itália e França não foram surpresas para mim. A coisa poderia ter sido pior para os europeus, pois Inglaterra e Alemanha também passaram sufoco para se classificar. A verdade é que, como se previa, um time das Américas deverá ser campeão na África do Sul.

O mais provável é que seja um sul-americano, claro, mas não se pode descartar totalmente o México e nem esquecer que os emergentes Estados Unidos terminaram em primeiro lugar num grupo que tinha Inglaterra e Eslovênia.

Dos seis grupos já definidos, quatro têm como líderes seleções americanas. E as única exceções, o D e o E, vencidos por Alemanha e Holanda, não tinham nenhum representante do novo continente.

Se Brasil e Chile confirmarem as lideranças nos Grupos G e H, teremos todos os representantes sul-americanos em primeiro lugar nos seus grupos: Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai e Chile. Isso, certamente, fará os críticos olharem com mais respeito para o futebol sul-americano e deixarem de babar ovo para o europeu.

Isto, sem contar que Honduras, único time da América Central, ainda nãoe sta matematicamente desclassificada. Se nesta sexta-feira vencer a Suíça e o Chile derrotar a Espanha, o saldo de gols ou o número de gols feitos é que decidirá a vaga entre hondurenhos e espanhóis.

Até agora, dos seis grupos encerrados, as Américas têm cinco das 12 equipes classificadas: duas da América do Norte (Estados Unidos e México) e três da América do Sul (Argentina, Uruguai e Paraguai). A Europa tem qautro (Inglaterra, Alemanha, Holanda e Eslováquia), a África um (Gana) e a Ásia dois (Japão e Coréia do Sul).

Dos grupos ainda abertos, o Brasil já está classificado e o Chile só não continua se perder da Espanha e a Suíça derrotar Honduras por dois gols de diferença. Um empate e os chilenos estarão também nas oitavas e em primeiro no seu grupo.

Fifa terá de mudar a distribuição de vagas

Somando-se os representantes de todas as três Américas, chega-se a oito equipes nesta Copa, contra 13 da Europa, quase 50% a mais. Pelo desempenho dos times neste Mundial, ficou evidente que a divisão acabou não sendo justa. Os resultados dos times americanos até aqui tem sido bem superiores aos de qualquer outro continente e isso certamente será usado pelas federações locais para conseguir mais vagas para a próxima Copa, disputada justamente no Brasil, coração da América.

É evidente que tudo ainda dependerá do desenrolar do Mundial. Porém, se os americanos fizerem a maioria dos quadrifinalistas e semifinalistas, o que é bem provável, e ainda saírem campeões, terão muita força para reivindicar uma representatividade maior em 2014.

E você, acha que as seleções européias são supervalorizadas pela mídia, ou são realmente, no conjunto, as melhores do mundo?


Hoje, além da emoção, pode ter também uma bela marmelada holandesa!

Os quatro times não só podem se classificar, como três deles podem terminar em primeiro no grupo. Este é o programa sensacional das 11 horas desta quinta-feira, quando jogam simultaneamente, Itália x Eslováquia e Paraguai x Nova Zelândia.

A situação mais complicada é da Eslováquia, que para se classificar precisa vencer a Itália e ainda torcer para que a Nova Zelândia não derrote o Paraguai. Para não depender do resultado do outro jogo, a Eslováquia teria de bater os campeões do mundo por três gols de diferença. Se conseguir esta proeza, estará classificada, independentemente do que der entre paraguaios e neo-zelandeses.

Só a Eslováquia não tem como terminar em primeiro no grupo. Para o Paraguai, líder do grupo, basta vencer a Nova Zelândia, mesmo por diferença mínima, e o primeiro lugar estará assegurado – com ele, o direito de, provavelmente, jogar contra o Japão (ou a Dinamarca) nas oitavas de final.

Mas, se o Paraguai empatar com a Nova Zelândia e a Itália vencer a Eslováquia por dois gols de diferença – desde que marque dois gols a mais do que o Paraguai – os italianos é que alcançarão o primeiro posto. Exemplo: Paraguai 0 x Nova Zelândia 0; Itália 2 x Eslováquia 0. Neste caso, Itália e Paraguai ficariam com cinco pontos, mas o time europeu ficaria na frente por ter marcado um gol a mais.

O curioso é que a maior zebra do grupo, a Nova Zelândia – animada com a primeira vitória de uma equipe da Oceania na Copa do Mundo, ontem, no triunfo da Austrália sobre a Sérvia – também pode chegar à liderança. Para isso, precisa vencer o Paraguai e torcer para a Itália empatar ou vencer a Eslováquia pela mesma diferença, mas marcando menos gols. Por exemplo: se der Nova Zelândia 2 x Paraguai 1; Itália 1 x Eslováquia 0, Itália e Nova Zelândia empatariam, com cinco pontos, mas os neo-zelandeses ficariam na frente por terem feito um gol a mais.

Caso Itália e Nova Zelândia vençam seus jogos pelo mesmo placar, então só mesmo um sorteio decidirá a primeira posição do grupo, pois até no confronto direto os times foram idênticos, ao empatarem em 1 a 1. Enfim, podemos esperar mais emoção nos jogos das 11 horas.

Às 15h30, em princípio, não deveremos ter tantas nuances, pois uma partida – Holanda e Camarões – reunirá, respectivamente, um time já classificado contra um eliminado. O outro, por sua vez, entre Japão e Dinamarca, será um verdadeiro mata-mata, pois decidirá uma vaga, com a vantagem do empate para o Japão.

Porém, nem tudo poderá ser tão tranquilo quanto parece. Se Camarões resolver se despedir dignamente da Copa e vencer a Holanda, então o primeiro lugar do grupo poderá ser perdido pelos holandeses. Por exemplo: se Camarões vencer a Itália por 1 a 0 e o Japão derrotar a Dinamarca por dois gols de diferença, marcando ao menos três gols na partida (3 a 1, 4 a 2, 5 a 3), então os japoneses serão os primeiros do grupo.

Atenção para a possibilidade de marmelada holandesa!

Fiquemos muito atentos ao jogo da Holanda com Camarões, pois se nos confrontos das 11 horas der a lógica – ou seja, o Paraguai e a Itália vencerem – então a Itália é que será a segunda colocada do grupo e, portanto, a adversária do primeira colocada do grupo E, da Holanda.

Desta forma, se houver um vencedor no jogo de Japão e Dinamarca, bastará que os holandeses percam para Camarões que a vaga será decidida no saldo de gols, ou no número de gols marcados. Por exemplo: se o Japão vencer a Dinamarca por 1 a 0 e a Holanda perder para Camarões por 3 a 0, os japoneses ficarão em primeiro no grupo e terão de enfrentar os campeões do mundo nas oitavas, enquanto a Holanda se baterá com o Paraguai.

Esse tipo de marmelada já aconteceu várias vezes em Copas do Mundo. Mas alguém dirá: ficará muito na vista se os holandeses fizerem isso e serão punidos pela Fifa. Ora, ora, ora, até parece que os cartolas não sabem fazer a coisa…

Por exemplo: a Holanda cisma de poupar seus titulares e coloca um time misto ou reserva em campo. Alguns jogadores entram pra quebrar e são expulsos. Com um ou dois jogadores a menos, a derrota será inevitável, mesmo que os remanescentes lutem até o fim. Com isso, ninguém poderá dizer nada e os holandeses se livrarão da Itália.


Quem se classifica? Faça as suas contas…

A MÃE DE TODAS AS ZEBRAS
Coréia do Norte 1, Itália (eliminada) 0 – Copa do Mundo de 1966, na Inglaterra

Quem não gosta de números deve estar sofrendo para fazer os cálculos antes desta última rodada da fase de grupos, pois a combinação de resultados pode gerar muitas dúvidas e surpresas quanto às possibilidades de classificação das equipes.

O fato de os jogos do mesmo grupo serem disputados no mesmo horário dará um toque a mais de emoção à última rodada desta fase de grupos. Todo cuidado será pouco e nem os maiores favoritos poderão jogar sossegados, pois um gol aqui ou ali poderá mudar tudo de um instante para o outro.

Estranhei quando ouvi em mais de uma emissora que após a derrota de hoje – 2 a 0 para a Espanha – a equipe de Honduras já estava desclassificada no Grupo H. Ora, matematicamente os hondurenhos ainda têm chances. Vejamos em que situações eles podem se classificar:

1 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e o Chile derrota a Espanha por dois gols de vantagem. Honduras, Espanha e Suíça empatariam com três pontos ganhos, mas os hondurenhos seriam os únicos a não ter saldo negativo.
2 – Honduras vence a Suíça por dois gols de diferença e o Chile passa pela Espanha com três gols de vantagem. Mesmo com um gol de saldo negativo, Honduras ficaria à frente de Espanha e Suíça, com déficit de dois gols.
3 – Honduras vence a Suíça por três gols de diferença e a Espanha também vence o Chile por três gols de vantagem. Neste caso quem ficaria fora seria o Chile.

Por outro lado, se a Suíça vencer Honduras, que é o resultado mais lógico, a Espanha precisará vencer o Chile, pois com o empate só chegaria a quatro pontos, dois a menos do que a Suíça e três a menos do que o Chile.

França ainda pode conseguir o milagre

Poucos países estão vivendo um inferno astral tão grande nesta Copa como a França, que empatou com o Uruguai (0 a 0) e perdeu do México (2 a 0) no Grupo A. Porém, se juntar os cacos e conseguir uma goleada histórica sobre a África do Sul, os franceses ainda poderão seguir em frente. Vejamos.

1 – Se a França vencer a África do Sul por cinco gols de diferença, o único resultado da partida entre México e Uruguai que a tiraria da Copa seria o empate. E não interessaria a México e Uruguai fazerem um jogo de compadres para empatar, pois o segundo colocado do grupo pegará provavelmente a Argentina (virtual líder do Grupo B) nas oitavas-de-final.
2 – Por outro lado, se for a África do Sul quem golear a França por no mínimo cinco gols de diferença, o time de Parreira se classificará desde que haja um vencedor entre México e Uruguai.

Como a Argentina seria desclassificada

1 – Mesmo com duas vitórias, a Argentina não pode jogar tão despreocupada contra a Grécia, em seu terceiro e último jogo no Grupo B. Se for derrotada por três gols ou mais de diferença, será desclassificada se na outra partida a Coreia do Sul vencer a Nigéria por quatro gols ou mais. Na verdade, os gregos terão mesmo de lutar pela vitória, pois se empatarem com a Argentina só conseguirão o segundo lugar do grupo se a Coreia do Sul perder para a Nigéria.

Eu já tinha escrito que a Nigéria estava desclassificada, quando o leitor Guilherme Costa me alertou que não está não. Ao contrário. Tem muita chance de se classificar. Para isso, precisa vencer a Coreia do Sul e torcer para a Argentina ganhar da Grécia. Interessante que mesmo um time com duas derrotas pode conseguir a vaga vencendo uma única vez, enquanto outros com duas vitórias ainda podem cair fora…

Costa do Marfim, missão quase impossível

Com a goleada de 7 a 0 sobre a Coreia do Norte, hoje, Portugal só não ficará com uma das vagas do Grupo G se perder para o Brasil, Costa do Marfim golear a Coréia do Norte e a soma dos dois jogos der uma diferença de dez gols. Por exemplo: o Brasil venceria Portugal por dois gols de vantagem e os marfinenses imporiam uma goleada de oito gols sobre os norte-coreanos. Isso daria um gol de saldo a mais para a Costa do Marfim (há também a possibilidade de que a soma das diferenças seja nove, mas desde que os perdedores façam gols. Neste caso, Portugal e Costa do marfim ficariam empatados no saldo, mas o número de gols marcados seria favorável aos africanos).

Itália: empate não basta

Já ouvi por aí que a Itália só precisa de mais um empate para se classificar no Grupo F (como em 1982). Mas não é bem assim. Caso empate com a Eslováquia, na última partida, e a Nova Zelândia ganhe do Paraguai, a Nova Zelândia seria a líder do grupo, com cinco pontos, e o Paraguai ficaria em segundo, com quatro.

Uma coisa muito curiosa neste grupo é que se Itália e Nova Zelândia vencerem seus jogos por placares idênticos, será preciso um sorteio para definir o primeiro e o segundo lugar do grupo, já que ficarão empatados em todos os critérios, até mesmo no confronto direto.

Por outro lado, se a Itália vencer a Eslováquia por dois gols de diferença e o Paraguai empatar com a Nova Zelândia, os italianos terminarão em primeiro do grupo desde que marquem dois gols a mais do que os paraguaios (Exemplo: Itália vence por 2 a 0 e Paraguai empata em 0 a 0. O saldo de ambos será de dois gols, mas a Itália terá marcado quatro vezes nos três jogos, uma vez mais que o Paraguai).

Empate pode eliminar Alemanha

A Alemanha, quem diria, que estreou tão bem, goleando a Austrália por 4 a 0, pode ficar de fora da Copa se ao menos empatar com Gana. O empate levaria os alemães a quatro pontos, um a menos do que a seleção africana. E se na outra partida a Sérvia bater a Austrália, então os sérvios iriam a seis pontos e liderariam o grupo.

O curioso é que a Austrália poderá se classificar com uma vitória mínima sobre a Sérvia, desde que na outra partida do Grupo D Gana vença a Alemanha. Mesmo com saldo negativo de três gols, os australianos teriam quatro pontos, um a mais do que alemães e sérvios.

No Grupo C, até a Argélia depende só dela

No Grupo C, como já expliquei em outro post, todos os times se classificam com vitórias. A única diferença é que a Argélia se garante com um triunfo de dois gols de diferença sobre os Estados Unidos. Se os argelinos venceram por apenas um gol, terão de torcer para a Inglaterra perder da Eslovênia.

Quanto aos Estados Unidos, talvez não baste empatar com a Argélia, pois se der este resultado o time será eliminado se a Inglaterra vencer a Eslovênia. Mas se vencer a Argélia pela mesma diferença que a Inglaterra bater a Eslovênia, os norte-americanos serão os primeiros do grupo (na verdade, com exceção da Argélia, as outras três equipes podem alcançar a liderança).

Para finalizar, o Grupo E é o menos complicado. Holanda, já classificada, enfrenta Camarões, eliminado. No outro jogo, Japão e Dinamarca decidem a outra vaga, com a vantagem do empate para os japoneses. A única surpresa que poderia acontecer é a Holanda ser derrotada por Camarões e acabar perdendo as liderança do grupo para Japão ou Dinamarca no saldo de gols.

E você, já fez as suas contas? Acha que teremos surpresas nessa reta final da fase de grupos?


Japão provou que esta vem sendo a Copa dos times, não das estrelas

Antes de Japão e Camarões o comentarista do Sportv, André Rizek, chamou-nos a atenção para Samuel Eto’o, que para o comentarista confirmaria sua condição de um dos melhores atacantes do mundo. Porém, quando a bola rolou, o que se viu foi um Japão mais aplicado e decidido, que chegou à vitória por 1 a 0, gol de Honda, ídolo do Japão bem menos badalado do que o craque camaronês – que, bem marcado, pouco fêz.

Por mais que o comentarista do Sportv tenha diminuído a atuação dos japoneses, depreciando a equipe e repetindo que ela veio a campo para praticar o “não-futebol”, a verdade é que em toda a partida o Japão foi um time melhor, ou menos ruim, do que o confuso Camarões.

Se colocar cinco jogadores no meio-campo é suficiente para tirar a superioridade técnica do adversário, então nenhum favorito conseguiria prevalecer. Mas não foi só isso que se viu. O Japão não só se defendeu melhor, como foi mais claro e objetivo no ataque.

Não podemos nos esquecer, ainda, de que esta foi a quarta partida entre estas equipes e até agora o Japão está invicto: ganhou três e empatou uma contra Camarões. Portanto, não dava mesmo para dizer que o time africano era favorito.

Confesso que imaginava a vitória de Camarões, menos pelos times e mais pelo clima desta Copa, a primeira disputada na África. Porém, o que tenho notado é que os técnicos europeus contratados para dirigir as seleções africanas não estão respeitando o instinto criativo e naturalmente ofensivo do futebol local.

É como colocar o sargentão Felipe Scolari para orientar o Santos. Ele já ia armar um time com 40 volantes, cismar com Neymar, André ou com o Ganso e até impedir as dancinhas depois dos gols. Quando as seleções africanas forem treinadas por africanos, certamente representarão de maneira mais fidedigna o espírito de seu povo.

Foi isso que o Japão fez: colocou um japonês, Takeshi Okada, para treinar sua equipe. E o homem ao menos sabe entender a alma do time e a personalidade de seus jogadores. Admitiu que marcaria Samuel Eto’o com dois ou três jogadores, se fosse preciso, e ao anular a principal arma de Camarões, equilibrou o jogo e ainda venceu. Palmas pro Okada, que entende até onde o jogador japonês pode chegar!

Não foi nenhum jogo maravilhoso, claro. Nenhum dos dois times apresentou um futebol digno da Série B do Campeonato Paulista. Depois de assistir a uma partida como esta é que constatamos o quanto o futebol estrangeiro é supervalorizado pelos jornalistas brasileiros – principalmente os mais jovens, que não tiveram contato com a fase áurea do futebol brasileiro.

Mas, como reconheceu Rizek, peladas como esta também fazem parte da Copa e servem até para valorizar as equipes mais técnicas e criativas. O que se pode constatar, mesmo assistindo a espetáculos sofríveis como este, é que no final acaba prevalecendo o jogo de conjunto, a melhor estrutura tática. Mesmo um grande jogador não conseguirá nada em uma equipe fraca e mal distribuída, que não consegue lhe proporcionar boas oportunidades.

Fiquei feliz com a vitória do Japão, pois, como quase todo paulistano, tenho amigos e companheiros na vibrante colônia nipônica de São Paulo. Agora espero o jogo da tarde com muita expectativa. Neste caso, mesmo tendo muito mais conhecidos de ascendência italiana, confesso que torcerei para nossos valentes irmãos paraguaios.

Espero que, mais do que defender-se bem, o que geralmente faz com eficiência, o Paraguai seja mais ousado contra os campeões do mundo. Não é impossível vencer a forte Itália, mas para isso é preciso que os paraguaios não duvidem um só minuto desta façanha. Mesmo sem craques famosos, como os rivais, os paraguaios têm um jogo solidário que pode fazer a diferença.

Será que estou delirando, ou é mesmo possível uma grande zebra logo mais?


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