Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Lava Jato chega ao Itaquerão


A presidente Dilma visita o estádio, ciceroneada por Andres Sanchez. Marcelo Odebrecht, de terno preto, comandava a distribuição das propinas.


Em entrevista para a revista Época, Andres Sanchez diz que a Odebrech recebereria menos do que o custo total das obras.

Como muitos já previram neste blog, ao investigar as corrupções da Odebrecht a Operação Lava Jato chegou aos estádios construídos para a Copa e, entre eles, ao Itaquerão. Muitas evidências já apontavam por irregularidades na obra, que usou dinheiro público, custou bem mais do que o orçamento original e teve participação direta da Odebrecht, do ex-presidente Lula e do dirigente esportivo Andrés Sanchez.

Como meus companheiros jornalistas não se interessaram por esta interessante matéria investigativa, agora os agentes da Polícia Federal poderão nos responder por que o Governo Brasileiro fez questão de fazer muito mais estádios do que os previstos pela Fifa, muitos deles elefantes alvíssimos; por que Andres Sanchez disse, na entrevista para a Época, que a obra ficaria bem mais cara do que o orçamento original da Odebrecht; por que o mesmo Andres disse também que se a história vazasse, isso complicaria seu compadre Lula…

Enfim, mesmo vivendo em uma democracia, algo que muitos jornalistas parecem não valorizar suficientemente, a imprensa brasileira se tornou seletiva em suas pautas, provavelmente movida por ideologias e clubismos particulares. A questão não é de quem é o estádio, mas o fato de ele ter se tornado, desde seu nascedouro, mais um monumento da corrupção no Brasil.

Garanto que estaria indignado da mesma forma se o Santos e o amor de milhões de santistas tivessem sido usados para favorecer aos poucos que se envolveram em mais essa trapaça com o dinheiro público. Sim, porque fica evidente que a Odebrech aceitou ganhar menos pelo Itaquerão porque teria uma contrapartida compensadora, muito provavelmente vinda do decantado propinoduto da Petrobras.

A corrupção, meus amigos, é indefensável, vinda de partidos da direita, da esquerda, do centro, de onde vier. A corrupção é uma mistura de desonestidade aguda e dinheirismo latente, é a prática de levar vantagem colocada acima de todos os valores morais e cívicos de um povo. Nenhum cidadão de bem deveria aprovar um governo corrupto, mesmo que o presidente fosse o seu pai.

Clique aqui para ler mais sobre a chegada da Lava Jato aos estádios da Copa.

Números absurdos da corrupção

Pesquiso e constato que um estudo realizado pelo Decomtec, o Departamento de Competitividade e Tecnologia da Fiesp, a Federação das Indústrias de São Paulo, revelou que os prejuízos econômicos e sociais causados pela corrupção no País chega a R$ 69 bilhões de reais por ano.

Para se ter uma vaga ideia do que se poderia fazer com esse dinheiro, lembro que um hospital de médio porte, com toda a tecnologia a que tem direito, com a mão de obra concursada e terceirizada, incluindo médicos, enfermeiros, anestesistas, seguranças, recepcionistas etc, com capacidade para atender 600 pacientes por dia, custa R$ 62 milhões. Ou seja, só com o que se gastou para erguer o Itaquerão seria possível construir mais de 30 hospitais. Imagine com uma verba 69 vezes maior…

Se levarmos o budget anual da corrupção para a construção de moradias, teremos mais dois milhões e 150 mil casas populares, ou seja, praticamente metade do déficit habitacional do Brasil. O mesmo resultado assombroso se dá quando calculamos o que esse dinheiro reverteria em escolas, bibliotecas, transporte, novos empregos…

Um dia perguntei a um ministro da República o que ele faria se tivesse como orçamento o total desviado pela corrupção em apenas um ano, e ele me respondeu que solucionaria não só os problemas de sua área, como a verba seria capaz de resolver boa parte das dificuldades sociais do Brasil.

Então, a corrupção precisa ser banida definitivamente da vida pública – e privada – do brasileiro. Perto dela, as preferências políticas ou futebolísticas são perfumaria, o chamado pêlo em ovo. Vigiemos contra a corrupção, não só no quintal dos outros, mas também no nosso, e o Brasil andará bem melhor em busca de seu merecido futuro.

E você, o que acha disso?


E eles ganharam uma…

Pênalti contra no finzinho do jogo e jogador santista expulso; pressão da arbitragem, enchendo os jogadores santistas de ameaças e cartões; torcida contrária até do narrador e do comentarista da tevê – tudo isso fez o torcedor do Santos se lembrar de outras partidas, nas mesmas circunstâncias, diante do alvinegro paulistano. Porém, nesse domingo, em que pese esses favorecimentos, o oponente buscou mais o gol e, no todo, jogou melhor.

Depois de ter enfrentado o rival por quatro vezes este ano e sair invicto, com três vitórias e um empate, era de se esperar que o Santos passasse por muitas dificuldades nesse domingo. Seria humilhante para o rival sair novamente de campo com um resultado negativo contra o Alvinegro Praiano. Ainda mais diante dos mais de 41 mil pagantes que lotaram o Itaquerão.

Motivado, o alvinegro de Itaquera marcou o campo todo e dominou o primeiro tempo. Mesmo assim, o Santos melhorou na segunda etapa e equilibrava o jogo quando, a sete minutos para o final, o árbitro caseiro Flávio Rodrigues Guerra não viu o lance, mas seguiu o bandeirinha e marcou pênalti de Zeca sobre Wagner Love, em jogada na qual o atacante corintiano levou a bola com a mão. Em seguida, Guerra ainda se equivocou e expulsou David Braz, que nem participou da jogada. Isso não seria um erro de direito? Para completar, instantes depois, Thiago Maia escorregou no gramado-armadilha do Itaquerão e a bola sobrou, livre, para o adversário ampliar.

O goleiro Vanderlei merece destaque por algumas grandes defesas. Lucas Lima, Ricardo Oliveira e Gabriel foram marcados em cima e desta vez não puderam decidir a partida. Marquinhos Gabriel sofreu um rodízio de faltas e ainda levou amarelo por reclamação. O técnico Dorival Junior armou o time como tem feito, mas mexeu mal na equipe ao tirar Gabriel e colocar Neto Berola, que recebeu cartão amarelo sob alegação de ter cavado um pênalti. De qualquer forma, ainda há muito campeonato pela frente. Vida que segue.

Corinthians 2 x 0 Santos
20/09/2015, 11 horas, Itaquerão
Público pagante: 41.748 pessoas. Renda: R$ 2.649.100,00.
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Yago; Ralf; Jadson, Elias (Cristian), Renato Augusto e Malcom (Lucca); Vagner Love (Danilo). Técnico: Tite.
Santos: Vanderlei; Victor Ferraz, Gustavo Henrique, David Braz e Zeca; Thiago Maia, Renato, Lucas Lima e Marquinhos Gabriel (Leandro); Gabriel (Neto Berolo) e Ricardo Oliveira (Paulo Ricardo). Técnico: Dorival Júnior.
Gols: Jadson, aos 40 e aos 43 minutos do segundo tempo.
Arbitragem: Flávio Rodrigues Guerra, auxiliado por Rodrigo Pablo Zanardo e Alex Ang Ribeiro.
Cartões amarelos: Ricardo Oliveira, Marquinhos Gabriel, Neto Berola e Werley (Santos) Elias e Felipe (Corinthians).
Cartões vermelhos: Werley e David Braz (Santos).

E você, o que achou do Santos no clássico alvinegro?


Segredo é jogar sem medo


O último jogo entre os dois, no Itaquerão, foi assim.


Ricardo Oliveira: “Vamos para fazer um grande jogo e vencer”.

Hoje é dia de jogo decisivo contra o maior rival e no campo deste. Natural que muitos santistas fiquem nervosos. Mas os jogadores têm de estar apenas motivados, sem qualquer temor. O medo prende as pernas, os músculos, e diminui o rendimento. Um atleta precisa gostar desses momentos definitivos, que definem o grande jogador.

Nos dois anos em que convivi com o preparador físico Nuno Cobra, como ghost writer do livro “Semente da Vitória”, que se tornaria o maior best seller na história dos livros sobre esporte no Brasil, ouvi dele muitos conceitos interessantes. Sobre o medo antes de uma competição, Nuno dizia: “O atleta só deve ter medo de sentir medo”.

Sim, porque, como eu disse, o medo trava, ele impede que você desenvolva todo o seu potencial. A melhor atitude é a da alegria e da motivação por estar vivendo momento tão especial. Nesse particular, o tenista Jimmy Connors era um exemplo. Ele adorava ganhar, mas também adorava competir. É este o sentimento que o jogador do Santos deve levar a campo esta noite, no estádio do Corinthians.

Lembro-me até hoje quando, finalmente, depois de uma viagem exaustiva e cheia de escalas, pousei minha mala no quarto do hotel Hollyday Inn de San Juan de Porto Rico e me deparei, além da enorme janela, com um pedaço de mar em que lanchas desfilavam e esquiadores compunham com o céu azul do fim de tarde. Uma visão linda e acolhedora. Estar ali era o momento mais importante daquele meu início de profissão, e me dediquei com tanto afinco à cobertura dos Jogos Pan-americanos que, ao lado do amigo Castilho de Andrade, conquistamos o Prêmio Esso de 1979 com aquele trabalho. Espero que os santistas tenham a mesma sensação, hoje, quando pisarem na moderna arena do adversário. A sensação de estarem participando de algo importante, que vai lhes exigir o máximo do físico e da mente.

O resultado obtido na Vila Belmiro dá muitas opções ao Santos hoje. Pode até perder por um gol de diferença, resultado que seria normal em outra circunstância. Porém, será um jogo atípico, em que o adversário terá de ter energia para abrir e manter uma boa vantagem, mas, ao mesmo tempo, o confronto poderá ser definido com um ou mais gols santistas. Enfim, será um duelo daqueles que deixarão minha mão gelada. Nessas horas eu entendo perfeitamente quando um jogador diz que é bem melhor jogar do que ficar torcendo do lado de fora.

Técnica, garra e tranqüilidade

Hoje, como sempre, é importante evitar os erros bobos, as falhas que dão vantagens gratuitas ao adversário. Também é essencial lutar pela posse da bola, ocupar cada espaço do gramado, dificultar a armação de jogadas do oponente. Porém, é preciso se empenhar fisicamente sem perder a serenidade psicológica. Hoje o santista não pode importunar o árbitro e nem revidar as possíveis entradas desleais do adversário. Pior do que sofrer um gol é ter um jogador expulso, pois isso desequilibraria as forças.

É preciso, também, ter humildade para marcar bem os principais jogadores do alvinegro paulistano. Elias, Renato Augusto e Vagner Love precisam de atenção redobrada. Por outro lado, quando tiver a bola, o Santos deve ser o que tem sido: um time com volúpia de gol, motivado para penetrar na meta adversária. Com espaço para os contra-ataques, Gabriel, Geuvânio e Ricardo Oliveira, apoiados por Lucas Lima, devem ter mais de uma oportunidade. Basta caprichar na hora da conclusão.

Caso se mantenha determinado, porém tranqüilo, o Santos poderá se aproveitar das muitas circunstâncias que lhes serão oferecidas. O adversário, por sua vez, passará o tempo todo sobressaltado com a possibilidade de sofrer um gol, o que tornaria sua missão ainda mais difícil. Assim, é um jogo para a experiência de Ricardo Oliveira, para a criatividade de Geuvânio e a fome de gol de Gabriel. É também um jogo para a versatilidade de Lucas Lima, para as avançadas de Victor Ferraz e, quem sabe, para mais um gol surpreendente do garoto Thiago Maia, ou mesmo do veterano Renato. Ou ainda, em uma bola parada, do zagueiro David Braz.

Não acredito que a arbitragem entrará com a intenção de ajudar o time da casa e também não creio que a grama da defesa do Santos será mais molhada do que a do resto do campo. Porém, estamos no Brasil, terra da corrupção. Não custa nada ficar esperto.

A história é cíclica

Em 17 de novembro se comemorará 80 anos do primeiro título paulista do Santos. Naquele dia, em 1935, o Alvinegro Praiano fez um jogo decisivo no Parque São Jorge e, contra os prognósticos da crônica esportiva paulistana, saiu com a vitória por 2 a 0, gols de Raul no primeiro tempo e Araken no segundo. Uma vitória épica, contra um adversário poderoso e no campo deste. As duas equipes podiam ser campeãs. As circunstâncias favoreciam o rival, que jogava em casa, mas o Santos queria muito aquele título e não teve medo de conquistá-lo.

Um dos motivos que me faz gostar da história, é que ela se repete. Conhecer o passado é, em parte, adivinhar o futuro. Penso no jogo de hoje como os santistas devem ter pensado no enorme desafio de quase 80 anos atrás. Com a diferença de que hoje sabemos que para o Santos façanhas assim não são nenhuma novidade. O time acabou escrevendo uma história de coragem, determinação e sucesso, independentemente do estádio em que atue.

Coloque o nome do seu santista mais querido na história do Santos

Seu pai? Seu filho? Sua mulher? Seu melhor amigo? Quem é o grande santista da sua vida, o seu companheiro nas vitórias e nas derrotas, nas horas boas e más de torcedor? Pois saiba que você pode dar a ele um presente inesquecível, incluindo o seu nome na história do Santos. Com apenas 70 reais você terá direito a um exemplar do livro Time dos Sonhos e ainda ganhará o nome completo – de quem você quiser – no último capítulo do livro.

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E você, o que espera de Corinthians e Santos no Itaquerão?


Jogo se decide no campo


Vanderlei está pronto para o duelo (Ivan Storti/ Santos FC)

Comunicado da Diretoria

Venda de ingressos para torcedores do Peixe para o jogo contra o Corinthians começa nesta terça-feira (25) na Vila Belmiro

A venda de ingressos para o jogo Corinthians e Santos FC, pela Copa do Brasil, que será realizado nesta 4ª feira (26), às 22h00, na Arena Corinthians, começa nesta terça-feira (25), das 12 às 18 horas, para torcedores do Peixe, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Como o mando do jogo é do Corinthians, os 1.700 ingressos disponibilizados já virão confeccionados, com a grande maioria (80 %) dos ingressos no valor de inteira, motivo pelo qual o sócio do Peixe, conselheiro, proprietários de cadeiras cativas, especiais e camarotes não usufruirão do direito da meia entrada.

Se ainda restarem ingressos, as entradas seguirão à venda na 4ª feira (26), dia do jogo, das 10 às 13 horas, somente na bilheteria principal da Vila Belmiro (próxima ao Portão 6).

Jogo se decide no campo

Um jogo de futebol se decide no campo, não nas arquibancadas. Isso não quer dizer que a torcida não tenha nenhuma participação. Sim, ela influi. Geralmente para o bem, mas às vezes para o mal. Quando torna o time de casa ansioso, com pressa de marcar gols, às vezes provoca falhas que podem ser exploradas pelo adversário, como as equipes argentinas já mostraram várias vezes em jogos no Brasil. Nesta quarta-feira, no Itaquerão, o Santos deve ser um time cerebral e guerreira, como uma equipe argentina, mas sem esquecer sua alma brasileira, com faro de gol.

Hoje, muitos santistas, influenciados por depoimentos de técnico e jogadores, vivem com a estranha e perigosa sensação de que o Alvinegro Praiano só consegue jogar bem na Vila Belmiro. Isso não é verdade. Nunca foi. As melhores exibições da história do Santos ocorreram no campo do adversário, com torcida contra – torcida que era seduzida gradativamente e no final da partida estava a favor, batendo palmas, conquistada pela beleza e a eficiência do futebol santista.

Ganhar jogos seguidos na Vila Belmiro e afastar-se da zona de rebaixamento é espetacular, mas enquanto jogadores, técnico, diretoria e muitos torcedores não se conscientizarem de que o Santos precisa recuperar a coragem de jogar o mesmo futebol em qualquer estádio, o time poderá cair muito quando atua longe de sua casa e jamais será o gigante que poderia ser.

Como sabem, considero a casa do Santos qualquer estádio com uma grande maioria de santistas. Estive no Teixeirão na última rodada do Brasileiro de 2004 e posso afirmar que fizemos daquele estádio uma ardente casa santista. Nos tempos de Pelé, como adiantei, o time tinha a capacidade de transformar até o reduto inimigo em um doce e acolhedor lar.

O engraçado é que o adversário desta quarta-feira, mesmo sendo um time de ótimo aproveitamento em seu estádio, o Parque São Jorge, fundado em 1928, jamais relutou em mandar os seus jogos em outros palcos. Time que passou alguns anos sem perder na Fazendinha, e que chegou a conquistar o título paulista de 1936 com dez vitórias em dez jogos, o Corinthians se mudou para o Pacaembu quando percebeu que estaria perdendo dinheiro e visibilidade se continuasse jogando em seu velho alçapão, hoje com capacidade para apenas 15 mil pessoas.

Depois, também não houve nenhuma revolta dos torcedores mais tradicionais quando a equipe deixou de mandar seus jogos no Pacaembu, no coração de São Paulo, para jogar em sua atual arena, no distante bairro de Itaquera, a 24,7 quilômetros do Paulo Machado de Carvalho. É nesse moderno estádio, com capacidade para 47.605 espectadores, que veremos o grande e decisivo clássico alvinegro pela Copa do Brasil.

Não sei precisar em que momento os corintianos perceberam que o seu pequeno Alfredo Schuring não faria milagres, mas tenho uma boa pista: em 4 de novembro de 1962, acreditando que a magia do Parque São Jorge seria suficiente para acabar com o tabu que os atormentava, a diretoria corintiana marcou o clássico com o Santos, pelo Campeonato Paulista, para suas acamadas dependências. Nada menos do que 33 mil pessoas se apertaram para ver o milagre do estádio que ganharia o jogo. Cássio abriu o marcador para o time da casa; mas Coutinho empatou e Pelé virou para 2 a 1, provando, mais uma vez, que arquibancadas não entram em campo.

É por isso que eu acredito em um resultado feliz para o Santos nesta quarta-feira, assim como acredito que o Glorioso Alvinegro Praiano pode jogar bem e vencer partidas mesmo quando atua distante da umbilical Vila Belmiro. Pois assim como basta que algumas pessoas se reúnam e orem em nome de Deus para que Ele se faça presente, creio que, da mesma forma, quando santistas se juntam em um estádio para gritar pelo time, fazem dali uma casa santista.

Para a bola, ou para os adversários escorregarem?

itaquerao - molhando o gramado

Há tempos o Junior, leitor e comentarista deste blog, tem levantado a questão de que o gramado do Itaquerão é molhado, antes do segundo tempo, apenas no lado em que o Corinthians ataca. Isso teria causado problemas para as defesas de várias equipes adversárias. Alguns desses casos, como nos jogos contra Ponte Preta, Atlético Mineiro e Cruzeiro, foram retratados pela mídia. Na verdade, o time mandante tem o direito de molhar o gramado para tornar o jogo mais rápido. Porém, mesmo isso tem limites. O gramado tem de ser molhado igualmente, não apenas do lado em que o time da casa vai atacar, pois é evidente que o goleiro e os defensores têm mais dificuldade de atuar em um piso escorregadio. Enfim, não acredito em bruxas, mas que elas existem, existem. Não custa nada ficar de olho e ir para o jogo levando também chuteiras de trava alta. Sabemos que essas malandragens, infelizmente, são bem possíveis no nosso futebol.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

secretaria da presidência protocolando a entrega do documento
Soraia, secretária do presidente Modesto Roma, recebe o abaixo-assinado dos conselheiros do Santos reivindicando jogos em São Paulo.

Conselheiros reivindicam jogos em São Paulo

Bairrismo e política à parte, a verdade é que o Santos não pode deixar de jogar na cidade de São Paulo, onde tem mais torcedores do que na Baixada Santista e não só consegue arrecadações maiores, como pode viabilizar um projeto ambicioso para atrair milhares de novos associados e conseguir importantes patrocinadores. Pensando nisso, um grupo de 37 conselheiros eleitos e um conselheiro suplente entregaram ao presidente Modesto Roma e ao Comitê Gestor uma reivindicação para que o Santos faça jogos na Capital neste Campeonato Brasileiro. A ênfase é dada ao duelo marcado para 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, diante do Atlético Mineiro, jogo que certamente atrairá grande público caso seja realizado na capital. Segue a íntegra do documento entregue à presidência do clube:

Ilmo Sr. Modesto Roma Junior, presidente do Santos Futebol Clube
Ilmos Srs. Membros do Conselho Gestor do Santos Futebol Clube:

Gastone Righi
Paulo Roberto Dias
José Macedo Reis
Antônio Carlos Cintra
Andres Enrique Rueda Garcia
Luiz Antônio Ruas Capella
Carlos Manoel da Silva

Em primeiro lugar, reforçamos nossos votos de estima e consideração aos senhores que comandam os destinos do nosso tão amado Santos Futebol Clube. Que tenham forças e sejam abençoados para tomar as decisões corretas e recolocar nosso clube no caminho do sucesso e da grandeza do qual nunca deveria ser descarrilado.

Vimos, por meio deste, como conselheiros eleitos e também responsáveis por defender os interesses do clube, de seus associados e torcedores, fazer uma importante reivindicação aos senhores, com a expectativa de que esta seja bem recebida e prontamente atendida.

Considerando que:

1 – É vital para o Santos Futebol Clube aumentar consideravelmente o seu faturamento nesse momento de crise financeira que está atravessando;

2 – O Santos tem na Grande São Paulo um número superior a um milhão e meio de torcedores,muitos deles ansiosos por ver o clube mandar jogos na Capital durante este Campeonato Brasileiro, o que ainda não ocorreu uma única vez;

3 – A cidade de São Paulo possui estádios com capacidades para até 70 mil pessoas que já receberam contingentes recordes de santistas. O recorde de público do Pacaembu e os jogos de maior público no Morumbi, por exemplo, tiveram participação decisiva da torcida do Santos;

4 – Desde que divulgados com antecedência – usando-se para isso os recursos de comunicação do próprio clube, o trabalho de assessoria de imprensa, o espaço gratuito nos blogs e sites de santistas e a rede social – os eventos marcados para São Paulo certamente se tornarão sucessos de público, renda e marketing, dando ao Santos a possibilidade de negociar bons contratos pontuais de patrocínio;

5 – Ao atuar em um estádio maior, o Santos também poderá contemplar um número maior de sócios e, ao mesmo tempo, sinalizar positivamente aos que pensam em se associar ao clube, criando condições propícias para iniciar o tão esperado plano de associação em massa que estava previsto para começar neste segundo semestre – uma das alternativas mais eficientes para o clube arrecadar muito dinheiro em pouco tempo;

6 – A sucessão de jogos na Vila Belmiro gradativamente esgotará o poder de compra do santista da Baixada Santista. Mesmo muitos dos sócios do clube que vivem em Santos consideram mais saudável um rodízio de jogos entre Santos e São Paulo;

7 – A Polícia Militar de São Paulo, por motivo de segurança, não tem permitido que o Santos jogue na Capital no mesmo dia em que outro clube paulistano o faz;

8 – Há também uma determinação do Regulamento Geral das Competições 2015, da CBF, de que as mudanças na tabela devem ser pedidas com o mínimo de 10 dias de antecedência.

Levando-se em conta todas essas considerações expostas, pleiteamos, como lídimos conselheiros do Santos Futebol Clube, que o presidente Modesto Roma e os ilustres membros do Conselho Gestor intercedam, primeiramente, para que o Alvinegro Praiano possa se exibir em São Paulo nas duas datas em que a rodada não prevê nenhum jogo para a capital paulista, o que não provocaria o veto da PM. São elas:

– Dia 3 de setembro, quinta-feira, às 19h30, quando o Santos enfrentará a Chapecoense.
– Dia 16 de setembro, quarta-feira, às 22 horas, quando o adversário será o Atlético Mineiro, clube que disputa a liderança da competição.

Cremos que estes dois jogos, mais propriamente o duelo contra o alvinegro de Minas Gerais, devem proporcionar um grande público, desde que divulgados com bastante antecedência.

Outros jogos viáveis

Tomamos ainda a liberdade de sugerir que o Ilustríssimo presidente Modesto Roma e os respeitáveis membros do Conselho Gestor analisem com carinho a possibilidade de pedir a antecipação, para sábado, de três jogos marcados, em princípio, para domingo. São eles:

Santos x Internacional, pela tabela marcado para 27 de setembro, domingo. No sábado, dia 26, não há nenhum jogo programado para São Paulo. Como a rodada anterior e a rodada posterior a esta partida serão em domingos, os jogadores não teriam problemas para descansar.

Santos x Goiás, dia 18 de outubro. Mesmo caso do exemplo anterior.

Santos x Palmeiras, 1º de novembro. Também poderia ser antecipado para sábado, 31 de outubro.

Estas, senhores, são as opções de jogos do Santos na Capital neste Campeonato Brasileiro. Reiteramos, entretanto, que nosso pleito se refere, principalmente, ao jogo contra o Atlético Mineiro, dia 16 de setembro, às 22 horas. Sabemos que, por ser no meio da semana, entre dois dias úteis, e pelo adiantado da hora, muitos santistas da Grande São Paulo não poderão ir à Vila Belmiro caso a partida seja confirmada para o querido Urbano Caldeira.

Julgamos que por todos os motivos expostos anteriormente este jogo tem tudo para marcar uma importante presença da comunidade santista em São Paulo e contribuir substancialmente para amenizar a situação financeira do clube.

No aguardo de uma resposta positiva de parte dos senhores, despedimo-nos, atenciosamente. Endossam esse pedido os Conselheiros abaixo:

Nº sócio Nome Completo do Conselheiro
03.361 – Jayme Garcia dos Santos
04.171 – Adriano Riesemberg (Conselheiro Suplente)
09.138 – Oscar Cesar Leite Junior
16.065 – Jose Carlos Peres
19.417 – Neli de Faria
36.168 – Leonardo Dias de Carvalho Junior
36.271 – Edilson Ap Oliveira
37.139 – Eduardo A. A. Figueiredo
37.146 – Sergio Figueiredo
37.618 – Fabio Jose Cavanha Gaia
37.702 – Marcelo Covas Lisboa
37.848 – Vitor Luiz Paiva Pereira
37.926 – Nilton Ramalho Jr.
38.243 – Antonio Galli
38.619 – Carlos Eduardo Gonçalves da Cunha
38.622 – David Rego Jr
39.440 – Anilton Perão
39.872 – Daniel Bykoff
40.860 – Marcello Pagliuso
40.866 – Andre Luis Curvo
41.382 – Claudio Caldas
41.487 – Odir Cunha
41.710 – Esly Juliano Pedroso da Silva
41.745 – Maurício Barros
41.780 – Rachid Youssef Bourdoukan
41.873 – Sylvio Novelli
42.208 – Andre Ferreira de Abreu
42.753 – Alessandro Rodrigues Pinto
42.852 – Luiz Louzada de Castro
43.425 – Antonio Alfredo Glashan
43.433 – Alex Bessa
43.783 – Antonio Carlos Terci
43.941 – Urubatan Helou
44.674 – Paulo Cesar de Oliveira Coelho
44.732 – Guilherme Coelho de Souza Nascimento
44.747 – Eduardo Varjão
44.991 – Paulo Dias Gonçalves
45.585 – Gabriel Ribeiro dos Santos
46.279 – Nelson Jafet

Obs. A lista conta com 37 nomes de Conselheiros Eleitos e de um Conselheiro Suplente, o Sr. Adriano Riesemberg.

Santos, 20 de agosto de 2015

pedido dos conselheiros

Só mais 17 dias do livro Time dos Sonhos com preço de pré-venda!

time dos sonhos - autor autografa livro para Andre Luiz
Em 2004, o zagueiro André Luiz, uma das “torres gêmeas”, foi um dos presenteados com um exemplar de Time dos Sonhos.

Você tem mais 17 dias para adquirir o livro Time dos Sonhos com o preço promocional de pré-venda e ainda ter o seu nome, ou o nome de seu filho, seu pai, ou um amigo ou amiga santista no capítulo final do livro. Já pensou que presente?

Time dos Sonhos conta toda a história do Santos desde a fundação até o título brasileiro de 2002. Em suas mais de 330 páginas a obra tem tantas informações que é chamada de “A Bíblia do Santista”. Esgotada nas livrarias, ela está sendo relançada nessa campanha de financiamento coletivo.

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E você, acha que o Santos pode jogar tão bem fora como dentro de casa?


Mesmo contra 12, Santos foi melhor e merecia a vitória

A entortada de Robinho:

As defesas de Vladimir:

Melhores momentos do jogo:

Show de Fotos: Ricardo Oliveira deixou sua marca em outro clássico; Robinho foi para um lado, enquanto o marcador ia para o outro, e Vladimir cresceu na hora certa. Teve gente que lembrou de Rodolfo Rodrigues. Aprecie as fotos de Ricardo Saibun, do Santos FC:

Ricardo Oliveira

Robinho e Ricardo Oliveira

Ricardo Oliveira e Robinho

Robinho

Vladimir

No primeiro tempo, não fosse uma falha de Valencia na marcação de um escanteio, o jogo teria terminado 0 a 0. No segundo, porém, a vantagem do time de Itaquera foi pulverizada logo aos 12 minutos, em uma grande jogada do ataque do Santos, em que a bola correu de pé em pé e sobrou para Chiquinho cruzar na cabeça de Ricardo Oliveira. Golaço!

O Santos continuou melhor e teve chances para virar a partida. Ricardo Oliveira e David Braz por centímetros não fizeram o gol da virada. Mesmo contra o bom adversário, o técnico que alguns dizem ser o melhor do mundo, a torcida badalada (que ficou caladinha) e a arbitragem sempre pendente para o outro lado, o Santos provou mais uma vez que, não fossem os imbróglios fora de campo, não teria por que temer pelo seu futuro. Enquanto políticos, marqueteiros, lobistas e diretores de tevê não puderem entrar em campo, jamais o Glorioso Alvinegro Praiano morrerá na véspera.

No final, o árbitro inventou uma falta contra o Santos fora da área e fingiu não ver as agressões do temperamental Sheik, mas mesmo assim foi o Santos quem esteve mais perto do segundo gol. Como se esperava, Tite jogou para ganhar de 1 a 0. É muito pouco para um técnico que pretende assumir a Seleção Brasileira.

Marcelo Fernandes armou bem o Santos, com Chiquinho na lateral-esquerda e Elano no meio, e também substituiu Elano por Geuvânio na hora certa. Temi quando Chiquinho saiu, mas Cicinho não teve tempo de comprometer. No finalzinho Robinho saiu para a entrada de Gabriel.

O interessante é que o jogo terminou com Emerson Sheik pisando propositalmente na perna de Renato, em lance claro para cartão vermelho na hora. Pouco antes o mesmo Sheik tinha feito falta dura em Geuvânio e grudado seu rosto no rosto do jogador do Santos. Talvez quisesse dar um selinho, vai saber. Pois bem. O corintiano terminou a partida apenas com um amarelo, provocou um amarelo em Geuvânio, que ficará fora da próxima partida do Santos, e o repórter do Premiere que o entrevistou ainda lhe perguntou sobre a violência do Santos. A mesma pergunta foi feita a Elias. Ora, que parcialidade detestável… Onde o Premiere cata esses repórteres? Em Itaquera?

Mas, pensando bem, até dá para entender esse anti-jornalismo. E o medo de prejudicar a imagem do time do patrão? porque o certo ali, quando o Sheik falou que era muito ético, mas que também podia apelar quando apelavam contra ele, o certo era o repórter perguntar: “Foi por isso que você pisou na perna do Renato?”. É claro que o jogador não ia gostar e o repórter teria de segurar a bronca. Mas para ser um bom repórter é preciso ter culhão. Ou então vá cobrir desfile de moda.

Mas essa postura não nos estranha. O óbvio era passar este jogo para a capital paulista, mas a Globo preferiu transmitir o jogo do Botafogo de Ribeirão Preto contra o tricolor paulistano. Vai entender porque dar menos audiência é melhor do que dar mais. Na hora que se prevê uma grande exposição para o Santos, a emissora carioca apronta alguma. Por atitudes assim é que a liga nacional de clubes é cada vez mais urgente.

De pé em pé, um dos gols mais bonitos do ano
Neste filme da SantosTV dá para ver bem toda a jogada que resultou no golaço de Ricardo Oliveira. A bola vem da esquerda para a direita, de pé em pé, passa por Geuvânio, Vitor Ferraz, Lucas Lima, Robinho (que mesmo sem olhar dá um tempo para a chegada de Chiquinho), Chiquinho (que cruza de primeira) e Ricardo Oliveira, que cabeceia no contra-pé de Cássio. Imagine, agora, só por um momento, se fosse o contrário, e esse gol tivesse sido feito pelo adversário. Muitos “especialistas”, que não entendem patavina de futebol, estariam dizendo aos quatro ventos que o Brasil tinha um time semelhante ao Barcelona, e que Tite era um gênio. mas não dirão isso, claro, porque quem fez o gol foi o Santos e o seu técnico é o interino Marcelo Fernandes. Precisam ver o que é real e não criar fantasias. Veja:

Atuações dos Santistas
Vladimir – Não teve culpa no gol. A bola foi cruzada fora da área pequena. No mais, fez ótimas defesas. 8,5.
Victor Ferraz – Sempre participativo. É simples, mas eficiente. 6.
David Braz – Discreto, mas sério e regular. 7.
Wesley – O mesmo que David Braz – 7.
Chiquinho – Estava bem e deu belo passe para o gol de Ricardo Oliveira. 7.
Valencia – Marcou mais ou menos bem, mas falhou no gol do adversário. Era só dar um passo para trás e pular na bola. 5.
Renato – O veterano mostrou como se joga na marcação sem dar pontapé. 7.
Lucas Lima – No segundo tempo encontrou o seu espaço e armou as jogadas de ataque do Santos. 7.
Elano – Sua melhor partida desde que voltou ao Santos. 6.
Ricardo Oliveira – Marcou presença na área e fez um belo gol. 8.
Robinho – Mesmo muito marcado, ganhou várias jogadas e infernizou a defesa itaquerense. 8.

Marcelo Fernandes – Enfrentou o time completo daquele que chamam de melhor equipe de futebol do Brasil, contra um dos melhores técnicos do mundo, no campo do adversário, e só não saiu com a vitória por acaso. Não que Fernandes seja um gênio. A vrdade é que nenhum técnico brasileiro é tudo isso que dizem. 7.

Dos que entraram, Geuvânio teve mais tempo e foi bem pela direita. Teve calma e sangue frio para não dar um selinho em Sheik, que quase chegou a encostar os lábios nos seus. 7. Cicinho jogou pouco e ainda levou cartão amarelo. 3. Gabriel fica sem nota.

Renato sobrou no meio de campo. No final, caído, foi pisado por Sheik. O árbitro, ao lado da jogada, fingiu que não viu. Quando perceberam a viola em cacos, alguns defensores do alvinegro de Itaquera quiseram tumultuar. Esta foto de Ricardo Saibun mostra bem a categoria de Renato:
Renato

Mas Renato ainda teve sorte. Em 2011 o mesmo Sheik pisou com os dois pés no peito e no rosto de Daniel, jogador do Avaí. Veja:

Corinthians 1 x Santos 1
Itaquerão, 05/04/2015, 16 horas
Público pagante: 32.199 pessoas.
Renda: R$ 1.833.746,90.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).
Gols: Felipe, 39’/1ºT (1-0); Ricardo Oliveira, 14’/2ºT (1-1)
Corinthians: Cássio; Fagner, Felipe, Gil e Uendel; Ralf, Elias, Renato Augusto (Petros, 38’/2ºT), Jadson e Emerson Sheik; Guerrero (Vagner Love, 35’/2ºT). Técnico: Tite.
Santos: Vladimir; Victor Ferraz, Werley, David Braz e Chiquinho (Cicinho, 27’/2ºT); Valencia, Renato, Elano (Geuvânio, 11’/2ºT) e Lucas Lima; Robinho (Gabriel, 47’/2ºT) e Ricardo Oliveira. Técnico: Marcelo Fernandes.
Gols: Felipe, aos 39 minutos do primeiro tempo, e Ricardo Oliveira aos 14 do segundo.
Arbitragem: Vinicius Gonçalves Dias Araujo, auxiliado por Marcelo Carvalho van Gasse e Anderson J. de Moraes Coelho, todos de São Paulo.
Cartões Amarelos: Fagner e Sheik (COR); Valencia, Victor Ferraz, Geuvânio e Cicinho (SAN).

E você, o que achou do empate do Santos no Itaquerão?


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