Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Tag: Iturbe

O(s) desfalque(s) do Cerro e a insegurança do árbitro colombiano


Wilmar Román foi severo com os brasileiros na partida contra a Argentina pelo Sul-americano Sub-20

O técnico Leonardo Asdrada também tem problemas para escalar o Cerro Porteño. No Pacaembu o meio-campo argentino Javier Villarreal sofreu uma contusão no músculo da coxa direita e talvez não tenha condições de atuar amanhã. Seu substituto deverá ser Rodrigo Burgos.

Outros que estão em tratamento são Jonathan Fabbro (dores no joelho direito), Ivan Torres (coxa esquerda) e Juan Manuel Lucero (joelho esquerdo). Estes, porém, devem ser liberados para a partida.

A equipe provável do Cerro Porteño para o jogo será formada por Barreto, Piris, P. Benítez, Uglesich, C. Benítez, Cáceres, Burgos, Torres, Fabbro, Lucero y Bareiro.

A preocupação com Neymar e a nudez de Larissa Riquelme

Mesmo sonhando com a vitória e a classificação para a final da Libertadores, os torcedores do Cerro, a quem chamam de “Ciclón” (ciclone), demonstram muito respeito pelo Santos, principalmente por Neymar.

Nos comentários das matérias de jornais, alguns leitores chegam a sugerir que Piris não avance muito, pois poderá não ter fôlego para voltar e fazer a marcação do Menino de Ouro do futebol brasileiro.

Torcedora fanática do Cerro, a modelo Larissa Riquelme prometeu que posará nua se o time se classificar para a final da Libertadores.

O Alvinegro chega hoje a Assunção

O Santos é esperado hoje em Assunção, onde fará o reconhecimento do gramado no Estádio Olla Azulgrana, local da partida de amanhã, às 21h50m (horário de Brasília).

Apesar da rivalidade com o futebol brasileiro, os torcedores paraguaios respeitam o Alvinegro Praiano e, como tem acontecido em todo país em que o Santos joga, Neymar deverá ser bastante requisitado.

Todos os pacotes turísticos colocados à venda pela Santos FC Tour, a agência oficial de viagens do Santos, já estão vendidos. Os torcedores que forem a Assunção, além de torcer para o time amanhã, poderão assistir ao treino do Santos de reconhecimento do gramado e visitar o Museu da Conmebol, um dos mais completos museus de futebol da América Latina e que traz diversas referências ao Santos FC.

Árbitro colombiano tem problemas com a disciplina

O jovem árbitro colombiano Wilmar Roldán, de 31 anos, não tem sabido lidar com casos de indisciplina. Às vezes é brando demais, em outras oportunidades chega a ser radical. E já teve problemas com Neymar.

No dia 6 de fevereiro, em Arequipa, Peru, Roldán arbitrou o jogo entre Brasil e Argentina pelo Campeonato Sul-americano Sub-20 e permitiu que os argentinos usassem a violência para parar os brasileiros. O único cartão vermelho foi dado ao brasileiro Juan, além de amarelos para Alex Sandro, Danilo, Neymar e Romário. Dos argentinos, apenas Zuculini e Tagliafico receberam cartões amarelos.

Nas Eliminatórias para a Copa de 2010, Roldán foi admoestado pelo presidente da Comissão de Árbitros da Conmebol, Carlos Alarcón, por não ter controlado os jogadores da partida Equador 1, Paraguai 1, em Quito, e ter permitido faltas violentas e até agressões sem bola.

Mas Wilmar também tem qualidades, e a principal delas é o excelente preparo físico, que faz com que acompanhe as jogadas de perto.

Você acha que o Santos poderá ser prejudicado por esse árbitro em Assunção? Ou o melhor a fazer é esquecer a arbitragem e pensar só em jogar futebol?


Santos x Cerro Porteño, exclusivo para quem gosta de futebol


Neymar x Iturbe, o gande duelo da noite (mas só pra quem tem bom gosto)

O duelo entre os jovens craques Neymar e Iturbe, o argentino que é ídolo do Cerro Porteño, é o maior, mas não o único das atrações do jogão de hoje, às 21h50m, na Vila Belmiro, pela Copa Libertadores.

Nas arquibancadas haverá outras disputas de peso. O Rei Pelé deve ser um dos torcedores a empurrar o Santos, enquanto pelo Cerro espera-se a presença voluptuosa de Larissa Riquelme, a estrela que o Paraguai revelou na Copa.

Como sempre, o Santos dependerá apenas de seu futebol para espantar a crise que paira sobre a Vila. Sem técnico, sem uma posição firme e corajosa na questão das cotas de tevê, sem resultados satisfatórios em campo e sem uma boa situação na Libertadores, o time pode mudar tudo isso com um triunfo esta noite, mesmo daqueles mais apertados e sofridos.

A nota oficial de que o Santos também abandonará o Clube dos 13 é uma demonstração de subserviência que o santista abomina. Vamos só ver como o clube será tratado nas negociações individuais. Se continuar da mesma forma, ou pior, este terá sido o pior erro desta diretoria. Se o clube sair valorizado deste episódio, o que parece difícil, aí aplaudiremos.

Por falar em sair, saiu Adilson Batista, voltou o interino Marcelo Martelotte e o inexplicável Danilo, o jogador que marca e passa mal, continua no meio-campo. Isso é preocupante. O técnico anuncia a equipe com três atacantes, mas um deles será Diogo, que não faz gols, ao invés do incisivo Maikon Leite. Enfim, não dá pra dizer, pela formação tática, que o Santos será muito mais ofensivo do que tem sido.

Outro detalhe inquietante é que, pela escalação, não percebo ninguém capaz de fazer uma marcação mais cuidadosa sobre o jovem Juan Manuel Iturbe, destaque da Argentina no Sul-americano Sub-20. Acho que Adriano, pela capacidade de se doar em prol do time, poderia fazer isso. Não imagino Danilo, que toma dribles fáceis, marcando um jogador tão rápido e habilidoso.

Marcar por zona é mais cômodo, mas dificilmente funciona diante de um adversário com um jogador desequilibrante. Se o Cerro jogar recuado e sem confiança, o tipo de marcação do Santos não deverá influir muito, mas se os paraguaios, que são franco-atiradores, vierem para cima a fim de mais três pontos, temo que o Santos sofrerá esta noite.

É claro que neste jogo mais valerá o espírito do que a tática. O Santos tem de vencer de qualquer jeito, ou sua situação ficará difícil no grupo. Ontem, provando que o Táchira é o time mais fraco dos quatro, o Colo Colo, mesmo no campo do adversário, goleou a equipe venezuelana por 4 a 2.

Enfim, hoje é o tipo de jogo em que, além de fazer melhor tudo o que já sabe fazer bem, o jogador santista terá de caprichar em fundamentos que não são o seu forte, como o passe, o chute, a marcação. Em outras palavras, ir pra cima do cerro e definir aparada o mais rápido possível.


Larissa, uma atração fora do campo (mas há quem prefira o Felipão)

Cerro também em crise

Assim como o Santos, o Cerro Porteño não vive uma fase muito tranqüila. A derrota, no clássico local, para o Olímpia, sábado, provocou a demissão do técnico Blas Cristaldo. O clube já contratou o argentino Leonardo Astrada, mas no jogo de hoje a equipe também será dirigida por um interino: Javier Torrente.

Goleada histórica

Nunca é demais lembrar que no dia 28 de fevereiro de 1962 o Santos aplicou, neste mesmo adversário, uma das maiores goleadas da história da Libertadores, massacrando o Cerro Porteño por 9 a 1. O curioso é que três dias antes, em Assunção, o jogo tinha sido equilibrado e terminou empatado em um gol.

Minha previsão

Assim como é preciso atacar, o Santos deve tomar cuidado com o Cerro nos minutos iniciais, pois foi logo no comecinho do jogo que os paraguaios mataram o jogo contra o Colo Colo, em Assunção. Iturbe, repito, faz a diferença e deve ser marcado em cima. Quando tem espaço para dominar a bola e partir com ela em velocidade, é um Deus nos acuda.

Bem, estou confiante, pois chegou a hora de os santistas mostrarem do que são feitos. Uma derrota hoje e a temporada estará indo, prematuramente, para o brejo. Nestas horas, eu sei, jogadores como Léo, Elano e Edu Dracena costumam crescer. Espero que o mesmo ocorra com Neymar e Zé Eduardo, que precisam ser decisivos hoje. De Diogo, sinceramente, não espero nada. O que viver dele será lucro.

O que você espera do jogo de hoje? Gostou da escalação de Martelotte?


Martelotte deve ouvir Léo, Elano e Neymar antes de armar o Santos

O interino Marcelo Martelotte teve duas grandes vitórias dirigindo o Santos no Campeonato Brasileiro: 3 a 0 sobre o campeão Fluminense, no Engenhão, e 4 a 1 sobre o vice Cruzeiro, em Barueri. Mas dele também foi o pecado de inventar Danilo, Pará e Alex Sandro no meio. Agora que voltará a dirigir o time, espero que ouça os jogadores antes de armar a equipe.

Não é desdouro nenhum para um técnico ouvir os jogadores. Aliás, pode ser uma vantagem. O grande Lula, que tinha o raro dom de montar o time com os melhores jogadores, deixava a Zito a incumbência de comandar a equipe dentro de campo.

Sim, Zito era como um técnico do time em campo, com autoridade para dar as ordens aos jogadores e fazer mudanças táticas, principalmente do meio-campo para a frente. Na defesa, a liderança era do capitão Mauro Ramos de Oliveira.

Ou seja, aquele Santos, que representava um trabalho de equipe perfeito, não dependia de nenhum professor. Usava o que cada um tinha de melhor, se valia da autoridade natural de alguns jogadores e do sentimento de união e da amizade que os unia para enfrentar qualquer adversário, em qualquer lugar, e inevitavelmente sair vitorioso.

Lula, mais do que um chefe, era um mentor, um coordenador. Zito mantinha o time motivado em campo, Mauro orientava a marcação e no ataque cada um sabia exatamente o que fazer, ou seja, gols e mais gols.

Responsabilidade dividida

Neste momento, em que o técnico contratado para organizar a temporada falhou e o time ficou na mão, jogar toda a responsabilidade nas costas de um interino é uma velha receita de fracasso. Fica cômodo para os jogadores jogarem a culpa por uma derrota na falta de comando. Por isso, eles precisam fazer parte desse comando.

Por serem jogadores acima da média, ídolos da torcida e bastante identificados com a história do Santos, Léo, Elano e Neymar deveriam ser ouvidos pelo técnico antes de armar a equipe. Talvez o grupo possa ser ampliado com a presença do capitão Edu Dracena e o volante Arouca.

Mesmo Paulo Henrique Ganso, que ainda não está jogando, deveria ser ouvido, pois tem uma visão de jogo diferenciada e, acredito, possa contribuir com boas sugestões para um plano que leve a equipe à vitória contra o Cerro Porteño.

Não sei como os jogadores reagiriam diante de tanta responsabilidade, mas, acredito, os verdadeiramente focados na vitória se sairiam bem. Que discutam à vontade, mas que, após chegarem às conclusões aceitas pela maioria, se comprometam a cumprir em campo o que foi determinado.

É claro que outros jogadores, cuja titularidade é incerta, não poderiam participar do encontro. Martelotte funcionaria apenas como mais um participante, além de mediador. Da reunião sairia o time titular, o sistema tático e as prováveis mudanças durante o jogo, com previsão até das substituições.

Um time e uma tática contra o Cerro

Se fôssemos consultados para escalar o Santos contra o Cerro, que time colocaríamos em campo? Analisemos…

O jogo é na Vila e o Santos, com um ponto ganho, é o terceiro de um grupo de quatro equipes, no qual apenas duas se classificarão. Assim, é preciso jogar pela vitória, certo?

No começo do ano o ataque formado por Zé Eduardo, Keirrison e Maikon Leite estava arrasador. E de uma hora para outra nunca mais foi repetido pelo Professor Pard…, quer dizer, o técnico Adilson Batista. Óbvio, então, que ele seja escalado para esta quarta-feira, com uma única alteração, que é a saída de Keirrison para a entrada de Neymar.

Na defesa, setor para o qual não houve contratações, não há muito o que mexer: Rafael, Jonathan, Edu Dracena, Durval e Léo. Se Jonathan, machucado de novo, não puder jogar, entra Pará – que não deveria ser titular do Santos, mas Danilo também não. Ou seja, tirando Jonatham, que também não é nenhuma Brastemp, o Santos não tem um jogador à altura da camisa que já foi de Lima e Carlos Alberto Torres. Paciência. É preciso usar o que se tem.

No meio, se Arouca puder jogar, a solução é simples: ele, Rodrigo Possebon e Elano formam um bom meio-campo. Possebon também não é exatamente o jogador que o santista quer, mas, das opções para o setor, é o menos problemático. Porém, sem Arouca, a coisa se complicará.

O limitado Adriano é o único volante de ofício no banco de reservas. Sem ele, o jeito é improvisar Danilo no setor, uma opção que o torcedor abomina e que foi um dos motivos da queda de Adilson Batista. Escalar Pará e Alex Sandro por ali não tem sentido, mas dá medo de lembrar que este mesmo Marcelo Martelotte foi o autor dessas invencionices.

Enfim, temos um problema: sem Arouca, o ideal é formar um meio-campo com Adriano, Possebon e Elano, ou tirar Adriano e colocar um jogador com mais habilidade, com capacidade de sair para o jogo?

Aí está o pulo do galo e uma “invenção” que o torcedor apoiaria, pois tem a ver com a vocação do Santos: sem Arouca, seria possível recuar Elano para formar uma parelha de volantes ao lado de Possebon, colocando Diogo para jogar mais recuado, como um meia.

Eu quase escrevi Diogo ou Alan Patrick, mas tenho de admitir que o garoto, pelo que mostrou contra o São Bernardo, não anda muito bem. Do contrário, seria a melhor alternativa para o meio, desde que, repito, Arouca não possa jogar.

Na Vila, o Cerro é a caça

Não se pode esquecer que, apesar de ter estreado na Copa Libertadores com ótima vitória sobre o Colo Colo, em Assunção, por 5 a 2, o Cerro será bem mais precavido na Vila Belmiro.

Suas lembranças históricas na Vila famosa não são das melhores: hoje, 28 de fevereiro, faz 49 anos que o time paraguaio sofreu a maior goleada da competição, ao ser esmagado justamente pelo Alvinegro Praiano, no mesmo Urbano Caldeira onde jogará quarta, por 9 a 1.

É o tipo de jogo em que os paraguaios jogarão recuados, à procura das oportunidades de contra-ataque. Claro que merecem cuidados, principalmente o garoto Iturbe, que brilhou na vitória sobre o Colo Colo.

Não sei se é o caso de se colocar um jogador fazendo marcação individual sobre Iturbe, mas isso tem de ser levado em conta. A mania que o Santos tem de não se preocupar com os melhores jogadores adversários quase sempre acaba mal.

Para esta função específica, sei que Adriano se sai melhor do que a maioria. Lembro-me de um jogo contra o Palmeiras em que ele conseguiu anular Valdívia. Ele não jogou – o que, convenhamos, não fez muita falta ao Santos –, mas também não deixou o craque do outro time jogar. É uma alternativa que deve ser analisada com carinho por Martelotte e os jogadores do Santos, pois Iturbe surge como um grande talento do futebol paraguaio e é daqueles que podem desequilibrar uma partida.

Reveja a goleada do Cerro Porteño sobre o Colo Colo e repare na agilidade e na precisão do arremate de Iturbe. Será que ele merece marcação especial?

Você gosta da idéia de o técnico ouvir uma junta de jogadores para montar o time contra o Cerro? Se Arouca não puder jogar, como você armaria o meio-campo do Santos?


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