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O ombudsman do Santos FC

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Globo transmitirá mais jogos do Santos do que do São Paulo. Mas…

Há santistas comemorando o fato de a Globo ter anunciado que o Santos terá 13 jogos transmitidos no Campeonato Brasileiro de 2011, dois a mais do que o São Paulo. Não vejo qualquer motivo para comemoração nisso, já que a divisão dos jogos foi feita por motivos políticos.

Se o critério de maior torcida já não é ético, usar a pressão política para aumentar ou diminuir a visibilidade dos clubes é abominável. A única forma legítima e moralmente aceita seria adotar o mérito, mas este está sendo solenemente ignorado.

Dá para se justificar o fato de o Palmeiras – que só ganhou um título paulista nos últimos dez anos e vê sua torcida estagnar – ter 12 jogos transmitidos pela tevê aberta, enquanto o São Paulo, time mais vitorioso da década, com uma torcida reconhecidamente maior do que o rival, ter apenas cinco?

É claro que este rebaixamento do São Paulo é uma retaliação da Globo, uma forma de pressionar o clube paulista para que deixe de lutar pela manutanção do Clube dos Treze e assine em separado com ela.

Por outro lado, credito às íntimas relações entre Ricardo Teixeira, Rede Globo e J. Hawilla, dono da Trafifc, esta vantagem desmesurada ao pouco atrativo Palmeiras, que terá dois jogos a mais na tevê do que o Flamengo, indiscutivelmente dono da maior torcida no País.

O torcedor santista poderá dizer: mas o que nós temos com São Paulo e Palmeiras? Eles que explodam. Porém, diz a sabedoria popular que o que não se quer para nós, não podemos desejar aos outros. A mesma sacanagem que estão fazendo com o São Paulo agora, certamente farão com o Santos se ele tiver uma posição contrária aos interesses de quem detém o poder do futebol brasileiro.

De time do povo, Corinthians virou o time do poder

Para confirmar que foi o critério político que definiu a grade de transmissão de jogos do Brasileiro deste ano, o clube mais assistido – adivinhe –, obviamente, será o Corinthians, o queridinho do poder, com 14 partidas pela tevê aberta e uma na fechada.

Com 13 jogos no total aparecem Palmeiras, Flamengo, Vasco e Santos. Só que pela tevê aberta, além do Palmeiras, que terá 12 transmissões, Flamengo e Vasco terão 10 e o Santos ficará com seis.

O São Paulo caiu para uma espécie de terceiro escalão, ao lado do Fluminense, com 11 jogos transmitidos. Só que o tricolor paulista terá cinco pela tevê aberta e seis pela fechada, enquanto o carioca terá quatro e sete, respectivamente.

Depois, com 10 jogos no total, surgem Internacional (quatro na aberta e seis na fechada), Botafogo (quatro e seis) e Atlético Mineiro (três e sete).

Por fim, com nove jogos – cinco deles na aberta e quatro na fechada – temos Cruzeiro e Grêmio.

O que você acha dessa grade de transmissões da Globo para o Brasileiro de 2011?


Quem gosta de futebol bonito tem de ler a FourFourTwo de abril, segunda-feira nas bancas

Se fosse um jogador, a FourFourTwo, grife mais conhecida de revistas de futebol no mundo, teria um estilo clássico, envolvente, como esses jogadores de futebol bonito mas também prático.

Saberia cadenciar o jogo no meio-campo, com categoria, mas estaria sempre à espreita para uma arrancada irresistível em busca do gol contrário.

E se, na final, valendo o título, tivesse de mergulhar de peixinho em uma bola centrada à meia altura, próxima da chuteira do becão, nem pensaria duas vezes.

Sim, porque a FourFourTwo pode não ser perfeita, coisa que nem Pelé foi, mas é heróica, como esses jogadores que dão a vida em um campo de futebol. Por tudo isso ela merece que você a leia.

Na edição de abril a FourFourTwo traz:


Linda matéria de capa com Cristiano Ronaldo, o patrício que pode fazer os brasileiros chorarem.


Um especial completíssimo que fala tudo sobre a espetacular Copa de 1982 e mostra por que o Brasil não foi campeão mesmo tendo um meio-campo com Falcão, Zico e Sócrates.


Matéria de capa sobre as chances reais que o Corinthians tem de ser campeão da Libertadores.


Entrevista com J. Hawilla, dono da Traffic, parceira do Palmeiras.

Julgamento do Robinho, em que 11 conceituados jornalistas esportivos analisam os erros e acertos da carreira do craque do Santos.


A história da dupla Romário e Stoichkov, que viveram um ano maravilhosa e perigosamente juntos no Barcelona.

Grafite, ídolo na Alemanha, pode ser a surpresa de Dunga na Copa, no lugar do problemático Adriano.

Análise dos favoritos e das zebras na Libertadores e na Copa do Brasil.


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