Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

Tag: João Paulo (page 1 of 2)

É justo o Santos ser campeão

Coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos será dia 19, um sábado, às 15 horas, no Museu Pelé

Desculpem a demora. Queríamos muito conseguir uma data no Museu Pelé para o relançamento do livro Time dos Sonhos, a Bíblia do Santista. Finalmente, conseguimos. Espero que todos os inscritos para o coquetel possam ir.

O evento ocorrerá dia 19 de dezembro, sábado, a partir das 15 horas. O Museu Pelé fica na Rua São Bento, esquina com a Rua do Comércio, no prédio da antiga prefeitura, em frente à antiga Estação da Estrada de Ferro Santos-Jundiaí, hoje um restaurante-escola, ao lado da Igreja Santo Antonio do Valongo. Pouco antes da rodoviária de Santos há uma placa indicando o caminho para o Museu, à esquerda. O telefone é (13) 97406-5593.

Abriremos para todos os convidados do coquetel a possibilidade de assistir às palestras dos historiadores do Santos. Os que pagaram pela palestra serão reembolsados pelo valor que deram a mais, ou poderão retirar a diferença em livros ou produtos da loja do Museu Pelé.

Confira se o seu nome está na lista dos convidados para o coquetel de relançamento do livro Time dos Sonhos:

Ademir Joaquim Teles
Anderson Guedes
Celso Luiz Colombini
Claudio Haruo Okuyama
Edilson Aparecido Oliveira
Edneide Aleixo Farias
Eugênio Nogueira
Eugenio Singer
Fábio Gaia
Fabricio Ribeiro dos Santos
Guilhermine Van Holthe Tanaka
Isabela Alves Jafet
Jandir Boeira
José Mauro Alvarez Martinez
Luiz Fernando de Palma
Luiz Louzada de Castro
Marcelo Covas
Marcelo Giacomo
Marcelo Guilhermino Petersen
Marco Aurélio Piovan
Marcos Queiroz
Neli Aparecida de Faria
Nelson Jafet
Nilton Ramalho
Oscar Cesar Leite Junior
Rodrigo Alves Jafet
Rogério de Moraes
Romualdo Henrique Soares
Rony Uemura
Vitor Pereira

Este ano o Santos foi melhor do que o Palmeiras no Campeonato Paulista, no Campeonato Brasileiro e, até agora, na Copa do Brasil. Praticou o futebol mais vistoso e revelou melhores jogadores. Portanto, se for campeão nesta quarta-feira, no estádio palmeirense, o resultado será plenamente justo.

O adversário é valoroso e merece todo o respeito, mas caso o Santos consiga vencer a partida, isso não deve ser considerado uma surpresa, pois, ao longo do tempo, o Santos já superou o tradicional alviverde diversas vezes no Pacaembu, Morumbi e no Parque Antarctica. Vejamos algumas delas:

Sem Pelé, pelo Rio-São Paulo de 1966, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1967, no Parque Antarctica:

Quadrangular final da Taça de Prata de 1968, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1968:

Quadrangular final do Campeonato Paulista de 1969, no Parque Antarctica:

Campeonato Brasileiro de 1974, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1982, no Pacaembu:

Campeonato Paulista de 1982, no Morumbi:

Campeonato Brasileiro de 1995, no Pacaembu:

Torneio Rio-São Paulo de 1997, no Parque Antarctica:
Semifinal do Paulista de 2000, no Morumbi:

Campeonato Brasileiro de 2004, no Pacaembu:

Semifinal do Paulista de 2009, no Parque Antarctica:

Brasileiro de 2012, no Pacaembu:

Campeonato Brasileiro de 2014, no Pacaembu:

E você, o que espera do “Clássico dos Clássicos” desta quarta?


Há 26 anos o Santos era campeão em cima do Corinthians e ainda impedia o tri do rival!


De canela é mais gostoso…

Passei o dia 2 de dezembro de 1982 fechado na técnica central da Rádio Globo de São Paulo. Como coordenador da jornada esportiva, distribuía a bola para repórteres, locutores, comentaristas e fazia o meio-campo dos homens da latinha com os operadores de mesa e técnicos de som. Só tínhamos uma tevê, sem som, para vislumbrar o jogo, quando dava. E meu coração, é claro, estava apertado.

Depois de muitos anos no sistema eliminatório (mata-mata), a Federação Paulista de Futebol resolvera voltar o Campeonato Paulista à fórmula dos pontos corridos, e o Santos se mantivera à frente o tempo todo. Nas últimas rodadas, entretanto, o Corinthians se aproximara perigosamente. Se vencesse aquela última partida – coincidentemente contra o Santos, líder do campeonato – o alvinegro da capital seria tricampeão paulista, repetindo o feito do Santos em 1967/68/69.

Estavam construindo o metrô na Rua das Palmeiras e, naqueles tempos, o que não faltava na Rádio Globo eram baratas e corintianos. Eu estava cercado por elas e eles. Conversei com o Osmar Santos antes da transmissão. Geralmente ele me pedia alguma frase para dizer na hora do gol. Naquele dia, só me lembro de ter passado a ele que o gol, em uma final como aquela, seria o momento da verdade que se eterniza. Ele improvisava em cima das minhas sugestões e percebo, ouvindo agora, que deu uma acoxambrada no que eu lhe disse.

Feios, sujos e malvados

Esta é uma expressão que o escritor José Roberto Torero utilizou para definir o time do Santos campeão em 1984 e concordo com ela. Aqueles jogadores fugiam do padrão santista. Depois de ver seus Meninos da Vila caçados em campo e roubados pela arbitragem – revolta que chegou ao clímax em 1983, quando Arnaldo César Coelho garfou o Alvinegro na final do Brasileiro, no Maracanã –, o torcedor queria um time menos ingênuo, com jogadores mais durões, malandros e até violentos.

E aquele Santos, com jogadores da estirpe de Rodolfo Rodríguez, Márcio, Toninho Carlos, Dema, Humberto e Serginho não era mesmo de levar desaforos para casa. Podia até perder na bola, mas no pau, nunca…

Debate de “O Grande Jogo”

No livro que fiz com Celso Unzelte sobre aquela que chamamos a maior rivalidade alvinegra do futebol, Celso e eu falamos desta final de 1984, claro. Reproduzo aqui o que cada um disse sobre ela:

Celso Unzelte
1984 era para ser o ano do tri, e só não foi porque apareceu justamente o Santos, e Serginho Chulapa, no meio do caminho. Reforçado pelo dinheiro da venda de Sócrates para a Fiorentina, da Itália, o Corinthians montou um time quase todo novo, com o goleiro Carlos e o lateral-direito Édson, que eram da Ponte; o volante Dunga, jovem revelação do Inter; o meia Arturzinho, o centroavante Lima, o ponta-direita Paulo César (ex-São Paulo) e até um ex-santista histórico, o ponta-esquerda João Paulo. Mesmo atrapalhado pela Seleção Olímpica, que durante um bom tempo nos tirou o volante Dunga e o técnico Jair Picerni, o Timão reagiu espetacularmente naquele campeonato, ganhando 22 dos últimos 24 pontos disputados, em uma época em que vitória valia só dois pontos. Bastava, na última rodada, vencer o Santos, que só precisava do empate para ser campeão.

O Santos era um time baseado principalmente nas defesas de Rodolfo Rodríguez e nos gols de Serginho. Passou o ano inteiro jogando como se deve jogar em um campeonato de pontos corridos, como foi aquele: empatando fora e ganhando em casa. Confiantes como sempre, os corintianos foram ao estádio plageando um sucesso da época, cantado pelo grupo de garotas Sempre Livre: “Eu sou tri, sempre tri, eu sou tri demais…” Eu poderia aqui choramingar um pênalti claro sobre o Zenon não marcado pelo árbitro José de Assis Aragão quando estava 0 a 0, mas não vou fazer isso porque não gosto de desmerecer as conquistas dos outros. É a sua vez de detalhar um pouco mais aquela vitória do Santos.

Odir Cunha
Como você bem disse, Celso, o Corinthians vinha de grande reação e precisava da vitória para chegar ao tricampeonato, repetindo o feito do Santos em 1967/68/69. Mais de 100 mil pessoas (101.587) pagaram para ver o jogo e no final tiveram de aplaudir os campeões Rodolfo Rodríguez, Chiquinho, Márcio, Toninho Carlos e Toninho Oliveira; Dema, Lino, Paulo Isidoro e Humberto; Serginho e Zé Sérgio, comandados pelo técnico: Castilho.

Você disse que aquele Santos vivia das defesas do uruguaio Rodolfo Rodríguez, um dos melhores goleiros que já atuou no Brasil, e dos gols de Serginho. Realmente, eram excelentes em suas posições, tanto que Serginho foi o artilheiro daquele campeonato, com 16 gols, repetindo o feito do ano anterior, quando havia marcado 22. Mas o Santos tinha muito mais.

Os zagueiros Márcio e Toninho Carlos chegaram a atuar pela Seleção Brasileira, assim como os meio-campistas Dema e Paulo Isidoro e o atacante Zé Sérgio. O time era melhor do que o Corinthians do técnico Jair Vicerni, ou melhor, Picerni.

As imagens do jogão

Trago três vídeos sobre a partida. No primeiro, logo abaixo, perceba que o Morumbi está dividido ao meio. Mesmo tendo o mando de jogo, o Santos jamais marcaria um clássico final do Campeonato Paulista para a Vila Belmiro, ou para o Pacaembu. Só o Morumbi comportava essa grande rivalidade. Portanto, trata-se de mais um título vencido longe da Vila. Note, ainda, que bandeiras e fogos eram permitidos.

Reveja agora os principais momentos do jogo. Costumo dizer que Serginho fez o gol de canela. Note bem que foi mesmo. Repare ainda que João Paulo, um dos Meninos da Vila de 1978, jogava pelo Corinthians e teve boa chance, defendida magistralmente por Rodolfo Rodríguez. Por fim, perceba que o gol do Santos começou com um passe errado de um corintiano, que cai no pé do santista Paulo Isidoro. Quem foi o corintiano? Ora, ninguém menos do que Dunga, este mesmo que não levou Ganso e Neymar pra Copa.

Por fim, termino com a narração do gol por Osmar Santos. Perceba como ele pega o lance em cima, narrando cada detalhe com precisão. Para mim, foi o grande nome da narração esportiva do Brasil. Claro que sou suspeito, pois além de ser seu redator por quatro anos, também fui e sou seu amigo.

E pra você, que recordações o título de 1984 traz?


QUESTÃO DE CULTURA: No Santos, técnico tem de colocar o time no ataque. No Corinthians, isso pode dar demissão.


Jogar pra frente só dá certo no Santos. Uma lição para Dorival Junior e Adilson Batista.

Cada time tem uma cultura. Enquanto os santistas não admitem que a equipe jogue recuada, com muitos volantes e poucos jogadores habilidosos; no Corinthians Adilson Batista continua sendo criticado por ter mudado o esquema defensivo de Mano Menezes e tornado a equipe mais ofensiva.

Integrantes da diretoria do alvinegro paulistano já culpam o ex-técnico pela provável perda do título brasileiro. Quando Adilson estreou no Corinthians, o time era líder do campeonato, com 24 pontos em 11 jogos. Nos 17 jogos seguintes, teve sete vitórias, quatro empates e seis derrotas, ficando as últimas cinco rodadas sem vencer e culminando a fase ruim com uma derrota para o Atlético Goianiense, em pleno Pacaembu, por 4 a 3.

No Santos aconteceu o inverso. Depois de um primeiro semestre em que manteve três atacantes e dois meias ofensivos, fazendo o time golear meio mundo e relembrar os tempos de Pelé & Cia, Dorival Junior ficou preocupado com as saídas de Robinho, André e Wesley, além da contusão de Paulo Henrique Ganso, e resolveu proteger mais o meio-campo. Foi o suficiente para cair em desgraça com a torcida.

A questão é que o Santos foge ao lugar-comum tático de que times com jogadores melhores devem atacar, e com jogadores medíocres devem se defender. Não importa a qualidade técnica de seus representantes em campo, o santista só aceita que seu time jogue no ataque.

“Quem joga na defesa é time pequeno” é uma das máximas que se ouve na Vila Belmiro, território que não tolera o defensivismo de alguns técnicos. Não é à toa que o Alvinegro Praiano é o time que fez mais gols na história do futebol. Tudo no clube leva ao ataque.

Qual o único zagueiro de Copa do Mundo revelado no Santos? Joel Camargo. Fácil. Agora, um doce para quem enumerar todos os meias e atacantes excepcionais que nasceram na Vila. Adolfo Millon, Arnaldo Silveira, Haroldo, Araken Patusca, Antoninho, Del Vecchio, Pepe, Pelé, Coutinho, Juary, João Paulo, Pita, Edu, Robinho, Diego, Neymar, Paulo Henrique Ganso… E por aí vai… (certamente esqueci muitos).

Nunca me esquecerei da frase do técnico Francisco Formiga, quando lhe perguntei se o santos jogaria recuado contra o Flamengo, no Maracanã, para assegurar o título brasileiro de 1983: “Esse time não sabe jogar na defesa”, foi sua resposta. E o que poderia parecer uma deficiência, soou, para mim, como um grande elogio.

Enquanto outros torcedores se orgulham de serem “sofredores”, ou de terem uma “defesa que ninguém passa”, o santista pede: “Vai para cima deles, Santos!”. E já tem um coro pronto para quando a festa está completa: “Caiu na rede é peixe, eh, eh, ah, o Santos vai golear!”.

Talvez haja um quê de temerário nessa postura, mas foi assim, com coragem para confiar no seu talento de fazer gols, que o Santos construiu um caminho onde não havia nada. E assim ele seguirá, deixando que os outros se preocupem com a defesa.

Reveja agora a grande goleada do Santos este ano:

Você acha que atacar sempre é a melhor defesa, ou às vezes o Santos exagera e acaba se dando mal?


Amar o Santos é…

Robinho, um amor correspondido, o bom filho que volta à casa

Ontem falamos dos sentimentos aparentemente volúveis de Paulo Henrique Ganso, que anda dizendo por aí que jogaria normalmente nos rivais Corinthians, São Paulo e Palmeiras. Não deve ter falado por mal. Afinal de contas, vários jogadores já jogaram em mais de um time grande de São Paulo. Mas se ele soubesse como o torcedor se ofende com tanta falta de correspondência, ele ficaria quieto.

Sim, o termo é correspondência mesmo. Lembra da expressão: amar e ser correspondido? Pois é. Houve tempo em que tudo que um homem – e uma mulher – queriam na vida era amar e ser amado. O torcedor não é diferente.

Ele ama o seu time e não admite que o jogador que veste a camisa sagrada, que beija o distintivo, que comemora os gols e reclama das derrotas, um dia vai bandear para o lado do inimigo, como se fosse apenas um ator desempenhando um papel.

Por que será, que na enquete deste blog, estou ganhando disparado como o técnico do Santos? Por que sou um grande especialista, por que conheço mais de tática e fundamentos do que os outros técnicos citados? Não, porque eu entendo mais a alma do Santos e do santista, porque sofrerei cada derrota e me alegrarei com cada vitória como se ainda fosse um torcedor.

E porque ouviria a voz do torcedor antes de montar um elenco ou escalar um time. O torcedor é sábio. E essencial. O futebol existe por causa dele. Tudo gira em torno de sua paixão e de seu conhecimento de futebol – que não é pequeno. Ignorá-lo é cometer o maior erro que um técnico pode fazer.

Casos de amor e dor

Alguns dos grandes ídolos do Santos já vestiram outras camisas. Araken Patusca, filho de Sizino, o primeiro presidente do Alvinegro Praiano, jogou também no São Paulo, e com sucesso. Mas voltou para o Santos para ser campeão paulista em 1935.

Dorval, Formiga e César Sampaio jogaram no Palmeiras; Tite, João Paulo e Edu atuaram no Corinthians; Pagão e Pita no São Paulo… Alguns se adaptaram tão bem no outro clube que esqueceram o caminho de volta, como César Sampaio. Outros, porém, sofreram…

Testemunhas dizem que Pagão chorou no vestiário após a vitória de 4 a 1 do São Paulo sobre o Santos, em 1963. Era uma sensação estranha para ele jogar contra o time da sua cidade, que ele ajudou a se tornar o melhor do mundo.

Eu estava lá, em um Morumbi com mais de 100 mil pessoas dividido ao meio pelas duas torcidas, quando Edu tentou jogar pelo Corinthians e se arrastou em campo. Ao ser substituído, levou a maior vaia de sua vida. Fiquei com dó dele, mas a história tratou de apagar sua passagem pelo alvinegro paulistano. Edu é Santos, eternamente Santos.

Alguns jogadores, santistas quando crianças, deixaram de ser quando se tornaram profissionais e fizeram a fama em outros clubes. Sócrates, Careca, Enéas e Serginho Chulapa estão neste caso. Não sei onde li que, na infância, Kaká também era santista.

Bem, não importa. O que interessa é que não confirmaram a escolha. Com exceção de Serginho Chulapa, que é o maior artilheiro do São Paulo, mas gosta mesmo é do Santos. Do tricolor também veio o grande Mauro Ramos de Oliveira, zagueiro que sentiu o gosto de ser campeão no Santos.

Uma escolha para toda a vida

Hoje as pessoas amam menos, ou a obsessão pelas coisas práticas e materiais embotou a capacidade de amar? Talvez essa falta de amor à camisa que vemos nos jogadores de futebol reflita apenas o estado geral de falta de amor em que vivemos. Não tenho visto mais namorados apaixonados pelas esquinas, olhos brilhando de felicidade, rostos grudados, mãos juntas. O amor está em falta.

Um time faz milhões de pessoas se alegrarem e sofrerem unidas, mesmo que não se conheçam. Escolhemos um time para amar como escolhemos a pessoa com quem viveremos toda a nossa vida. Toda mesmo, porque nesta relação não há divórcio e só mesmo a morte – a nossa – poderá nos separar.

Porém, apesar da generosidade que transborda em seu coração, que perdoa as derrotas mais doídas e até mesmo o rebaixamento para a série B, o torcedor quer ser correspondido. Quer ver no seu ídolo alguém que chora e ri pelo time como ele, alguém com quem possa se identificar.

Isso é muito claro para mim. Se eu, que sou apenas um jornalista que escreve livros, já me sentiria estranho se fizesse algum trabalho para um clube rival, imagine o atleta do Santos, o herói que entra em campo para as batalhas de cada rodada… É duro para o torcedor ver, jogando contra, alguém que ele julgava para sempre do seu lado.

Amar o Santos, para mim, é ser fiel a este amor nas vitórias e nas derrotas, até que a morte. Também é ficar atento ao que pode ser feito para tornar o clube melhor e mais amado por mais pessoas.

E para você, amar o Santos é…?


Relembre o Futebol Discoteca dos Meninos da Vila campeões de 1978

Como vocês sabem, por problemas do provedor, este blog ficou fora do ar na maior parte desta terça-feira. Curta o post que já estava pronto para entrar ao meio-dia. Logo mais, antes da uma da manhã, outro artigo será postado. Grato pela participação.
Odir Cunha

De pé: Gilberto Sorriso, Victor, Joãozinho, Neto, Clodoaldo e Nelsinho Batista. Agachados: Nilton Batata, Ailton Lira, Juary, Pita e João Paulo. Técnico: Francisco Formiga.

Acabei de receber este vídeo produzido pelo Wesley Miranda, que iniciou o blog Santistas Loucos e escreve para uma grande comunidade de santistas no orkut. Este vídeo, que trata da conquista do título paulista de 1978, vai para a página de Artes deste Blog do Odir, mas antes ficará um pouco na home para quem quiser relembrar o time que originou a marca Meninos da Vila.

Na verdade, o Santos já foi fundado por uma geração de Meninos da Vila, mas este nome foi criado pelo técnico Francisco Formiga, que dirigiu o time – quase todo saído das divisões de base do Santos – no título paulista de 1978, jogado em meados de 1979.

O amigo Wesley Miranda fez um trabalho muito interessante, ligando o ritmo frenético do time, realmente muito rápido, com a moda musical da época. Juary, João Paulo, Rubens Feijão, alimentados pelos passes medidos de Pita e Ailton Lira formavam o ataque mais velos Brasil na época, o que batizou seu estilo de “futebol discoteca”.

Quando Clodoaldo se machucou, surgiu o garoto Zé Carlos. Outro volante acima da média era o então menino Toninho Vieira. Nas finais, mesmo sem cinco titulares e obrigado a entrar em campo com vários reservas, como o goleiro Flávio e os atacantes Célio e Claudinho, o Santos superou o São Paulo, campeão brasileiro de 1977, em três partidas, todas no Morumbi.

Além da garotada, havia a experiência e a categoria de um zagueiro como Joãozinho e um meia maravilhoso, que punha a bola onde queria, como Ailton Lira. Havia ainda o capitão Clodoaldo, os laterais Nelsinho Batista (esse mesmo que hoje é técnico) e Gilberto Sorriso.

Acabei de assistir novamente a cenas que tive a felicidade de ver pessoalmente, e hoje fica ainda mais claro que se tratava de um time excelente, que em 2010 não teria adversários no Brasil.

Sei que muitos santistas – como o cantor e compositor Zeca Baleiro, um dos expoentes da nova geração da música popular brasileira – ficaram santistas nessa época. Então, este vídeo é também uma homenagem a eles, que vibravam na conquista de um título estadual como se o Santos estivesse sendo campeão do mundo de novo.

Você conhece alguém que ficou santista no tempo do futebol discoteca dos Meninos da Vila?


Older posts

© 2017 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑