Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

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Santistas protestam contra a manutenção dos jogadores de defesa

O santista Vinicius Andrade e outros participantes do Fórum Santista, um site de discussões dedicado ao Santos, me fizeram prometer que publicaria neste blog o protesto do site deles contra a manutenção dos jogadores de defesa do Santos. Em suma, acham que o setor defensivo do time deveria ter sido reformulado em 2011 e ficaram revoltados com a decisão da diretoria de manter os jogadores que têm atuado, sob a alegação de que o Alvinegro Praiano está “bem servido” para este setor.

Como este blog se propõe ser democrático e como a manifestação é educada e legítima, o protesto segue publicado abaixo. Antes, porém, gostaria de fazer algumas considerações, a favor e contra os argumentos dos protestantes.

A favor, concordo que o momento é propício para uma mudança em um setor que desde o final do ano passado é o mais frágil do time. Lembro-me que no Campeonato Brasileiro de 2010, o lateral Léo, mais de uma vez, insinuou que não conseguia jogar o tempo todo e que logo seria substituído pelo jovem Alex Sandro. Hoje, Alex Sandro se foi, Léo vem sendo substituído pelo improvisado zagueiro Durval e o problema da lateral-esquerda continua.

Também concordo que a dupla Edu Dracena e Durval não inspira grandes confianças. No primeiro semestre de 2010 o Santos foi campeão do Campeonato Paulista tomando três gols do Santo André no jogo decisivo, e por muito pouco não perde o título mesmo jogando em casa, pelo empate e contra um time menor. Na Copa do Brasil, novamente perdeu o jogo e sofreu dois gols do Vitória.

Em 2011 o rendimento melhorou, com as entradas de Jonathan e/ou Danilo na lateral direita e o Santos foi campeão do Paulista e da Libertadores com vitórias nos jogos finais, mas sempre levando um gol e passando por momentos de apreensão. Agora, porém, sem Jonathan, o time ficará também sem Danilo, vendido ao Porto. A lateral direita volta a ficar carente.

Por outro lado, é preciso confiar em quem comanda o time. Se Muricy Ramalho acha melhor manter os defensores que tem, deve ter boas razões para isso. Na verdade, ao olharmos o mercado, não vemos outros zagueiros tão melhores do que os que servem ao Santos. Tanto é assim que o São Paulo acaba de reformular toda a sua defesa, e mesmo times campeões não têm jogadores de defesa que se destacam, a não ser Dedé, do Vasco. E se trocar e piorar? Esse é um risco que Muricy não quer correr.

Bem, isso posto, segue o protesto de Vinicius Andrade e seus colegas do Fórum Santista:

Protesto contra a nossa linha de zaga

De Vinicius Andrade e participantes do Fórum Santista

Visamos, com este manifesto, divulgar a insatisfação da torcida do SANTOS Futebol Clube com a nossa atual linha de zaga e com as recentes declarações de dirigentes do clube (entre eles, o presidente Luis Alvaro de Oliveira Ribeiro) de que contratações não serão feitas, que estamos “bem servidos” para esse setor. Os redatores deste manifesto são membros do Fórum Santista, um site dedicado a discutir tão-somente o SANTOS. Muitos dos integrantes do fórum são sócios do clube e acompanham de perto o cotidiano da nossa grande paixão.

Além disso, insistimos no caráter pacífico de nosso protesto. Não temos como meta ofender ou agredir ninguém, pois, à diferença de outras torcidas de clubes paulistas, não acreditamos que intimidação é o melhor caminho. Acreditamos no incentivo aos jogadores durante os noventa minutos de cada jogo e acreditamos em diálogo maduro e construtivo com a diretoria do SANTOS Futebol Clube.

É do nosso entender que é preciso que se realizem, sim, novas contratações para esse setor, pois nós, torcedores do SANTOS, nos sentimos receosos e temerosos, sabemos que entraremos pelo terceiro ano consecutivo com uma zaga que sempre nos proporcionou momentos de tensão em toda sorte de jogadas, sejam elas pelo alto, por baixo, tentativas frustradas de linhas de impedimento, escanteios e assim por diante.

É do nosso entender que Léo, Durval e Dracena já não podem mais ser, simultaneamente, titulares do SANTOS. Eis os nossos argumentos:

Quanto ao nosso Guerreiro da Vila, pensamos que a idade dele já se lhe tornou um obstáculo intransponível: suas arrancadas ofensivas ainda são, por vezes, frutíferas, mas já não têm mais o índice de aproveitamento de outrora. Além disso, quando é necessário voltar à defesa (a chamada “recuperação”), já não o faz com a mesma rapidez. Em jogadas defensivas, vem se caracterizando por marcar à distância, sem “diminuir”, permitindo que o jogador adversário tenha segundos preciosos para começar uma tabela ou efetuar um cruzamento mais preciso. Para um dentre muitos exemplos dessa maneira de jogar, convidamos o leitor a assistir novamente aos gols do Flamengo no jogo SANTOS 4 x 5 Flamengo, pelo Campeonato Brasileiro de 2011, em especial o primeiro gol adversário.

O passado glorioso, o respeito que adquiriu pela torcida e pela diretoria não podem ser as razões pelas quais o Léo ainda é escalado como titular. Para que ele não macule mais a sua história dentro do clube que ama, é preciso que ele seja reserva de um novo lateral esquerdo a ser contratado.

– Quanto a Durval e Dracena, trata-se de dois zagueiros com características semelhantes, portanto a crítica pode ser unificada: ambos são lentos, de pouca qualidade técnica quando exigidos, não vão bem no jogo aéreo defensivo (quanto a Edu Dracena, anotou gols marcantes, e é preciso que essa ressalva seja feita. Contudo, jamais um zagueiro poderá ser titular apenas em razão disso, afinal, antes de fazer gol, sua função primordial é defender, e isso, nós assim entendemos, ele não faz bem). As recentes performances dos dois zagueiros na final do Mundial contra o Barcelona são exemplos cabais do seu despreparo técnico.

Ainda sobre Edu Dracena, é preciso destacar que ele se caracteriza por ser um dos líderes do time, dentro e fora de campo, inclusive portando a tarja de capitão em todas as partidas. Nós, torcedores, entendemos que, assim como o passado não é argumento (no caso do Léo), a liderança também não pode sê-lo, pois a discussão mais importante que se deve fazer é de caráter técnico e, insistimos, no que se refere ao aspecto técnico, Edu Dracena não é um jogador do nível que o SANTOS precisa se almeja a maiores conquistas no futebol. Além disso, nada impede que um jogador exerça sua liderança do banco de reservas, na concentração, no ônibus, isto é, em todos os outros espaços de convívio dos atletas.

Sabemos também que a decisão a respeito de quem será o capitão de um time é feita baseada mais em características pessoais, de comportamento, do que técnicas. Sendo assim, é oportuno que, aqui, lembremos a infelicíssima declaração do nosso capitão, Edu Dracena, ao afirmar que a derrota vergonhosa para o Barcelona era o “máximo” que o time poderia ter feito. Para nós, torcedores, essa declaração é sintoma de falta de motivação e falta de respeito à instituição que ele representa e defende. De um capitão espera-se justamente o contrário: que honre o time pelo qual joga, que motive os demais companheiros, que represente a torcida que sempre anseia por vontade de vencer, por gana, por inconformismo em caso de derrotas vexatórias. Em razão dessa declaração (e não só por conta dela), não pensamos ser adequada a permanência de Edu Dracena como capitão do SANTOS e tampouco nos sentimos representados por ele.

A dupla de zaga é lenta: frequentemente perde jogadas de um contra um ou não consegue acompanhar o ritmo dos atacantes adversários. A dupla é de pouca qualidade técnica: tem dificuldades para jogar futebol, são especialistas apenas no desarme mais rude, faltoso. A dupla não vai bem no jogo aéreo defensivo: vários são os gols de bola aérea que tomamos desde 2010 por conta da nossa dupla de zaga mal posicionada ou que pouco sobe para cortar cruzamentos. Acreditamos que ambos não podem ser titulares, jogarem juntos. Poderiam, contudo, render mais se tivessem ao seu lado um zagueiro mais rápido, com mais vigor e melhor saída de bola.

Embora a nossa dupla de zaga não seja a única responsável por gols sofridos, atingimos alguns resultados lastimáveis que precisam ser trazidos à baila. Por exemplo, tivemos uma média de 1,45 gol tomado por jogo no Campeonato Brasileiro e, no ano de 2011, chegamos a 94 gols em 77 jogos (fonte: site do SANTOS). Além disso, fomos a oitava pior defesa no Brasileiro de 2010 e a quinta pior defesa no de 2011. Esses últimos dois dados são os mais importantes, uma vez que são comparativos, e mostram, inegavelmente, que, embora sejamos um dos melhores times do Brasil, estamos, sim, entre os piores quando o quesito é se defender. De maneira a fundamentar ainda mais nossa argumentação, lembramos que, nos Campeonatos Brasileiros de 2010 e 2011, as duas melhores defesas foram dos dois primeiros colocados, isto é, não basta que tenhamos apenas os melhores meias e atacantes. O segredo de um grande time está no conjunto: se a zaga não inspira confiança, os jogadores de meio campo se veêm compelidos a procurar protegê-los mais, prejudicando nosso poderio ofensivo neste setor, isso acarreta nas ligações diretas (“chutões”) em direção ao Neymar, o que nem sempre dá certo e minimiza nossa posse de bola, além de sobrecarregar nossa principal estrela.

É do nosso entender que há motivos para que nos preocupemos, e muito, para a Libertadores de 2012. Não seremos mais surpresa para nenhum adversário. Atualmente, é possível que qualquer técnico, numa breve pesquisa pela internet, repare que muitíssimos gols que tomamos ocorrem por conta da lentidão ou da baixa qualidade técnica de nossos defensores. Não nos surpreendeu que o Barcelona tenha concentrado seus ataques no lado esquerdo de nossa defesa, pois sabia que lá estava nosso ponto fraco: na lentidão e falta de fôlego de Léo e no baixo nível técnico de nossos zagueiros.

Por fim, sabemos que a história do SANTOS de 2010 para cá está marcada por títulos, porém, esse desempenho recente não só não esgota nossa sede por maiores conquistas como não pode, de maneira alguma, servir para encobrir erros ou falhas presentes no time e no clube, de maneira que invocar as conquistas desse elenco não é argumento suficiente para desacreditar este protesto.

E você, concorda com o protesto contra os titulares da defesa do Santos?


Perdas e ganhos, Neymar, Real Madrid… E outras notícias do sábado…

Lá se vão Jonathan, Alan Patrick, Alex Sandro e, provavelmente, Danilo. Ao mesmo tempo chegam Ibson, Henrique, Alan Kardec e Leandro Silva. O que o Santos ganha e perde com essas mudanças?

Bem, é evidente que perde na lateral-direita. Jonathan passa mais tempo na enfermaria do que no campo, mas, quando joga, é um lateral excelente. Creio que tenha sido o melhor que passou pelo Santos na última década, melhor mesmo do que Maurinho, o campeão brasileiro de 2002.

Pena, porém, que Jonathan tenha tantos e seguidos problemas físicos. Creio que Leandro Silva, o jovem que chega do Atlético de Sorocaba, será mais consistente. Confesso que nunca o vi jogar, mas me causou boa impressão na entrevista. Creio que será o titular, pois se marcar e apoiar mais ou menos já será melhor do que o eternamente problemático Pará.

A saída de Alex Sandro terá de ser reposta, pois Léo não consegue jogar partidas seguidas e precisa de um bom substituto. Mas não creio que o Santos perderá muito com a ausência de Alex, que deu a impressão de que poderia ganhar a posição de Léo – principalmente depois daquele gol de cobertura contra o Cruzeiro, no Brasileiro do ano passado –, mas nunca se firmou.

Errático na defesa e no ataque, sem muita personalidade, Alex Sandro não fará falta. O Menino da Vila Alan Patrick era um pouco melhor, mas só um pouco. Habilidade Alan tem e creio que ainda crescerá como jogador, mas sua morosidade e falta de ânimo em alguns jogos fizeram com que o torcedor perdesse o entusiasmo com ele.

Mesmo Danilo, autor de dois gols importantes na Libertadores, que atuou tanto na lateral, como no meio, não fará tanta falta. Sua disposição foi importante em alguns jogos, mas em outros se mostrou inseguro, principalmente quando lhe cabia fazer o chamado último passe.

Com as contratações de Ibson e Henrique o meio-campo estará mais bem servido e certamente ficará mais forte, desde que o clube consiga manter Adriano, Arouca, Paulo Henrique Ganso e Elano. A perda de Ganso, por exemplo, enfraqueceria bastante o setor.

Parece que Henrique já vem machucado e muitos santistas se arrepiaram com a notícia, pois logo se lembraram de Charles, o ex-cruzeirense que passou meses em tratamento e nunca mais ficou bom. Quanto a Ibson, joga bem, tem habilidade e algo me diz que poderá se encaixar bem no time.

Com relação a Alan Kardec, o único contratado para o ataque, confesso que nunca gostei de seu futebol. Considero-o atrapalhado, o tipo de “artilheiro” que mais perde gols do que faz. Porém, sou obrigado a admitir que ainda assim é melhor opção do que Keirrison, a pior contratação santista dos últimos anos.

Por enquanto, o que se pode dizer é que dessas perdas e ganhos o Santos voltou a ficar com um buraco na lateral-direita e um buraquinho na lateral-esquerda, melhorou no meio e está na mesma no ataque.

Com o Real Madrid em crise, Florentino Pérez colocará dinheiro do bolso

O engraçado desse encontro, em Paris, entre Florentino Pérez, presidente do Real Madrid, e Luis Álvaro Ribeiro, presidente do Santos, é que em que pese toda a fama de bem estruturado do clube espanhol, Pérez está agindo como Marcelo Teixeira agia no Santos, ou seja, colocando dinheiro do próprio bolso para reforçar o elenco, já que a dívida do clube é enorme.

Acho engraçado porque o modelo pessoal de administração de Marcelo Teixeira foi e é muito criticado por Luis Álvaro Ribeiro e hoje o presidente do Santos negocia com um dirigente que usa os mesmos métodos de Teixeira. Seria irônico se o personalista Pérez contratasse Neymar, a esperança santista de fazer o Alvinegro Praiano voltar a ser um dos melhores do mundo.

Engenheiro, empresário e bilionário, Florentino Pérez, de 64 anos, cuja fortuna está avaliada em um bilhão e 800 milhões de dólares, assumiu a presidência do Real Madrid com a determinação de novamente dar ao clube ao menos um grande jogador por ano.

Foi ele quem contratou Kaká, em 2009, por 65 milhões de euros. Mas Kaká, que sofre de um problema crônico nos quadris, não está correspondendo ao investimento. Pérez sabe que Neymar causaria um impacto maior no Real, mas não tem mais os 65 milhões de euros que deu por Kaká, por isso está oferecendo bem menos pelo craque santista e usando todas as formas de pressão para fechar o negócio.

A perspectiva para o futebol espanhol, para o Real Madrid e a Espanha não é nada animadora. Um dos países mais endividados da Europa, a Espanha pode mergulhar em uma crise econômica sem precedentes a qualquer momento. Se isso acontecer, contratos e pagamentos não serão cumpridos e muito jogador ficará sem receber salários em dia. Se receber…

A tentativa de Florentino Pérez de contratar Neymar – jogador que a imprensa mundial já dá como o único capaz de destronar Messi –, beira o desespero. Pérez sabe que o rival Barcelona alcançou um nível que dificilmente será igualado, a não ser que o Real se torne uma autêntica seleção do mundo e que tenha um ídolo capaz de rivalizar com Lionel Messi.

A estratégia de Pérez é negociar Kaká, talvez o devolvendo ao Milan pela metade do que pagou por ele, e com esse dinheiro contratar Neymar. Mas é pouco. Seria um crime abominável o Santos vender Neymar por 40 milhões de euros, dois terços do que o Real pagou pelo decadente Kaká.

Hoje tem garotada em campo

Hoje o Santos volta à sua casa e às 21 horas enfrenta o Atlético Mineiro na Vila famosa. Espero que os santistas de Santos estejam com saudades do time campeão da Libertadores e compareçam ao Urbano Caldeira para este importante compromisso. Mesmo no início da competição e apesar dos desfalques, a vitória é essencial.

Como, infelizmente, se esperava, o Alvinegro Praiano, que tem jogado sem seus titulares mais importantes, beira a zona de rebaixamento. Sua única vantagem são os dois jogos que tem a menos. Porém, se não vence-los, não adiantará nada. Hoje é dia de buscar os três pontos.

Mas não será fácil. O Atlético causou boa impressão na vitória sobre o América Mineiro e Muricy Ramalho talvez não posso escalar os melhores que sobraram. Léo está se tratando de um resfriado com sinusite; Edu Dracena e Borges também não estão cem por cento.

Mas, como crise é sinônimo de oportunidade, é hora de as individualidades sobressaírem. Eu continuo com o sonho de ver, um dia, Tiago Alves e Felipe Anderson arrebentarem. Um pela velocidade e outro pela categoria e visão de jogo. Algo me diz que esse Roger Gaúcho também desencantará, assim como o Richely. Sem contar o experiente Borges.

Sou um otimista, eu sei. Na verdade, todo santista é. Temos a esperança de que em um sábado pacato, em um jogo qualquer na Vila de tantas histórias, testemunhemos o surgimento de mais um craque, um ídolo, um jogador repentina e eternamente tomado pelos poderes dos deuses do futebol. Com este espírito é que verei o jogo de hoje.

O que você achou das trocas do Santos? Somando quem vai embora e quem chega, o time ganhou ou perdeu? E o que você espera do jogo de hoje?


0 a 0, do jeito que Muricy queria

Com quatro desfalques e no campo do adversário, o Santos até que conseguiu um bom resultado ao empatar sem gols com o Penãrol. Agora a decisão ficou para a próxima quarta-feira, no Pacaembu, e a verdade é que, apesar do discurso politicamente correto de Muricy Ramalho e dos jogadores, o Alvinegro Praiano passa a ser o favorito para conquistar sua terceira Copa Libertadores.

Sem Jonathan, Léo e Paulo Henrique Ganso, o Santos perde muito do seu toque de bola. Elano está se cansando fácil, Arouca parece não estar totalmente recuperado das últimas contusões, Adriano marca bem, mas não acerta um passe um pouco menos curto, e Danilo faz tudo mais ou menos.

Se acertasse algumas jogadas na entrada da área, o Santos voltaria com uma vitória de Montevidéu, mas não dá para pedir mais. Neymar era o único atacante que poderia fazer o gol. Zé Eduardo foi nulo até perder um gol e cabecear uma bola pra fora. Alex Sandro chegou bem á linha de fundo mas, invariavelmente, errou o cruzamento.

Alan Patrick não entrou bem. Molengão, perdeu todas as divididas. Bruno Aguiar, que substituiu Zé Eduardo, desta vez entrou mais firme e ajudou a segurar o empate nos últimos minutos.

Primeiro tempo limitado, como o segundo

A impressão deixada no primeiro tempo é que o Peñarol só faria um gol em uma falha santista, ou em um lance de grande fortuna de seus jogadores. O Santos poderia ter jogado bem melhor, mas não foi de todo ruim.

Pará me surpreendeu positivamente, Alex Sandro foi o mesmo bipolar de sempre (bom no ataque, ruim na defesa), o meio mais marcou do que apoiou, Neymar levou umas pancadas e tomou um cartão amarelo por simulação depois de levar um muro no estômago.

Zé Eduardo, como sempre, mais atrapalhou do que ajudou. Bruno Rodrigo substituiu muito bem a Edu Dracena. Durval também esteve bem. Rafael foi ótimo. Ainda bem que ainda não inventaram de convocá-lo para a Seleção. Quando for, não sai mais.

Tirando o nervoso de uma final da Libertadores, acho que o Peñarol, tecnicamente, é um Oeste de Itápolis da vida, com todo respeito ao Oeste de Itápolis. Claro que se você colocar o Oeste em uma final de Libertadores, com a chance de ganhar uma boa grana e ainda lhe oferecer um estádio cheio de torcedores, ele vai jogar muito. É isso.

Esperei o segundo tempo torcendo para que o Peñarol saísse um pouco mais e desse oportunidades para o contra-ataque santista. Com um pouco de sorte o Santos sairia do Centenário com um gol. E as chances até que surgiram, mas, para ser justo, o Peñarol acabou tendo oportunidades melhores e também não marcou.

No Pacaembu, acho que o Santos tem de abafar logo de cara e terminar o primeiro tempo com uma vantagem de dois ou três gols. Fora de casa o Peñarol já perdeu nesta Libertadores de 5 a 0 e 3 a 0. E os adversários não tinham Ganso ou Neymar. Repito: tirando o nervosismo e a tensão da final, este adversário é para o Santos, se jogar sério e de forma objetiva, ganhar com uma boa diferença de gols.

E você, ficou satisfeito com o Santos e com o resultado?


Vai meu irmão… Garanta esse caneco!

O Santos chegou ao meio-dia em Montevidéu, onde amanhã, às 21h50m, enfrenta o Peñarol, no estádio Centenário, pelo primeiro jogo da decisão da Copa Libertadores de 2011.

Nunca, desde o título de 1963, o Alvinegro Praiano esteve tão próximo de tornar-se campeão sul-americano. Apesar dos desfalques de Léo, Jonathan, Paulo Henrique Ganso e Edu Dracena, os santistas acreditam em um bom resultado. Afinal de contas, Neymar e Elano estarão em campo, e a equipe não perdeu mais na Libertadores desde que o técnico Muricy Ramalho assumiu o comando da equipe.

Aos guerreiros que vão para a batalha, uma doce homenagem na voz de um admirador do futebol-arte, o mestre Chico Buarque de Holanda:

E se puderem, Pará, Alex Sandro & Cia, nos mandem uma notícia boa


Esta cinza pode ser coisa dos deuses…

Se o jogo contra o Peñarol for mesmo nesta quarta-feira, o Santos não terá os laterais Jonathan e Léo, além de Paulo Henrique Ganso, todos se recuperando de contusões. Porém, se a partida for adiada para sábado ou domingo, provavelmente Léo poderá jogar e até mesmo Jonathan e Ganso terão alguma chance.

Por isso, o presidente Luis Álvaro Ribeiro já avisou que se o time não puder viajar de avião, o jogo será adiado. Encarar uma cansativa viagem de ônibus até a capital do Uruguai não está em cogitação.

O Santos decidiu aumentar a cota dos ingressos para a torcida do Peñarol, que passaram de 1.800 para 2.400. Com isso, os torcedores do Santos também terão 2.400 ingressos para o jogo em Montevidéu.

O santista que ainda não comprou ingressos para o jogo do dia 22, no Pacaembu, terá sua última oportunidade amanhã, quando 4.800 ingressos serão vendidos a partir das 6 horas da manhã em cinco postos de venda. Outros 200 ingressos continuarão à disposição dos associados a partir da 0h desta terça-feira pelo site www.multiplicacaodospeixes.com.br

Você prefere que o Santos enfrente o Peñarol nesta quarta-feira, mesmo com mais desfalques, ou no fim de semana?


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