Blog do Odir Cunha

O ombudsman do Santos FC

film izle

Tag: José Carlos Peres (page 1 of 13)

Que tal 10 mil na Vila?

Depois de uma ótima vitória fora de casa, o Santos estreia na Vila Belmiro neste Campeonato Paulista como líder do Grupo D e com uma das prováveis revelações da competição – o jovem Arthur Gomes, que marcou dois gols contra o Linense – e é justo esperar um público de cerca de 10 mil pessoas na noite dessa segunda-feira.

Feliz do time que tem mais de uma casa e se sente à vontade sempre que pode contar com o apoio e o carinho de sua torcida, como é o caso do nosso Santos. Algo me diz que nessa segunda, a partir das 20 horas, assistiremos a mais uma exibição de técnica, disciplina, garra e ousadia dos nossos rapazes.

O adversário é o Bragantino, orientado pelo técnico Marcelo Veiga. Uma das poucas equipes do Interior a ser campeã paulista, este ano o Braga estreou com uma vitória, em casa, sobre o Botafogo.
Não me parece, entretanto, que possa surpreender o Santos na Vila.

Sem Lucas Veríssimo e Bruno Henrique, vetados pelo departamento médico, o técnico Jair Ventura deverá escalar o Santos com Vanderlei, Victor Ferraz, Luiz Felipe, David Braz e Romário; Alison, Renato e Vecchio; Copete, Rodrigão (“que tiro é esse?!”) e Arthur Gomes.

É um jogo para se assistir com a família, um evento que marca o reencontro do Glorioso Alvinegro Praiano com o velho e querido Urbano Caldeira. Não basta ser torcedor platônico. É preciso participar.

A Globo e o Santos, tudo a ver

Time brasileiro mais conhecido no exterior, um dos poucos a ter uma quantidade significativa de torcedores em todas as cinco regiões do Brasil, o Santos é imprescindível para o espetáculo futebol que tem sido transmitido pela Rede Globo.

Torcedor é uma coisa, dirigente é outra. A gestão presidida por José Carlos Peres não baterá a porta na cara da maior rede de televisão do país. Ao contrário. O objetivo é criar alianças duradouras que fortaleçam o futebol brasileiro, aumentem a audiência do esporte na tevê e tornem as competições nacionais, hoje menosprezadas, novamente valorizadas no mercado estrangeiro.

O alto comando da Globo conhece a força da marca Santos, a mais poderosa do futebol brasileiro, tem grande simpatia pelo time que revela craques e tem uma fome insaciável de gols, e está disposta a mudar sua atitude com relação
ao Glorioso Alvinegro Praiano. Ótimo. Só esperamos que, para o bem do nosso futebol, a meritocracia prevaleça.

Para entender a relação Santos e Globo

Como o texto anterior causou alguma polêmica, tentarei ser mais claro sobre o relacionamento entre TV Globo e Santos Futebol Clube.

Todas as críticas que fiz alertavam para o caminho perigoso da Espanholização. Fiz sempre com o interesse de que a situação mudasse e não querendo um rompimento definitivo com a Globo, o que seria uma irresponsabilidade colossal por parte do Santos.

O maior dinheiro que um clube brasileiro recebe vem da televisão. E sem ela perde-se visibilidade, o que influi no aumento da torcida, no valor do patrocínio e na atração a novos sócios.

Fiquei sabendo que o conflito entre a última diretoria do clube e a Globo tinha tirado o Santos da grade de transmissões da tevê aberto. A emissora tinha negociado com todos os outros 19 clubes da Série A do Brasileiro, menos com o Santos, que não teria valor algum para receber.

A falta de receita da tevê seria e é fatal para um clube que quer se manter grande. Como saldar suas dívidas e reforçar o time sem dinheiro?

Por outro lado, há uma nova disposição da Globo no relacionamento com os grandes clubes brasileiros. Acreditamos que o nosso Santos será tratado de outra forma, e prova disso são as transmissões já programadas pelo Campeonato Paulista.

Não retiro uma vírgula do meu inconformismo e das minhas críticas anteriores à forma como a Globo tratava o Santos. Mas sinto uma nova disposição da emissora e do profissional escolhido para se relacionar com os clubes.

Minha responsabilidade, assim como do presidente José Carlos Peres, do vice Orlando Rollo e de todos que assumem o comando do clube agora é o de zelar, com responsabilidade, humildade e inteligência, pelos interesses do Santos e do futebol brasileiro.

Precisamos da tevê, precisamos da Globo, assim como ela precisa do Santos. E é bem melhor caminhar juntos e em harmonia. Abraços!

E você, o que acha disso?


Últimas do Santos

William Machado – É gente boa, sóbrio, entende muito de futebol e formará um belo trio com Jair Ventura e Gustavo Vieira no comando do futebol profissional do Santos. Conversei com ele no CT, presenteei-o com um exemplar do Time dos Sonhos e creio que já recebeu um sinal do que é trabalhar com o futebol do Santos, um time bem maior do que parte da mídia faz crer.

O prefeito de Santos – Paulo Alexandre Barbosa, recebeu a mim e ao vice-presidente Orlando Rollo e prometeu estreitar os laços entre a prefeitura e o Santos Futebol Clube. Faremos ações conjuntas no projeto A Cidade do Futebol, teremos eventos na Semana Santos e, o que é mais urgente, a Prefeitura apoiará as obras de revitalização no entorno da Vila Belmiro. Creio que finalmente prefeitura e Santos andarão juntos.

Endomarketing – Segunda-feira, às 9h15, como parte do trabalho prometido de endomarketing, iniciaremos as visitas guiadas dos funcionários do Santos ao Memorial das Conquistas. O primeiro grupo será o dos funcionários da limpeza. Alguns deles jamais pisaram no Memorial e nesse dia poderão conhecer um pouco mais da história a das glórias do clube em que trabalham. As visitas se estenderão a todos os funcionários do Santos, incluindo jogadores profissionais e da base.

Onde nasceu o Santos – Uma placa será colocada no imóvel da Rua João Pessoa, número 10, onde ficava o Clube Concórdia, que sediou a assembleia de 39 jovens estudantes e comerciários que no dia 14 de abril de 1912 fundaram o Santos. Será o marco inicial de muitas ações que envolverão o turismo cultural em torno do Santos e de Pelé.

Semana Santos – De 9 a 15 de abril comemoraremos o 106º aniversário do nosso Santos Futebol Clube. Serão organizados eventos culturais e esportivos, envolvendo música, artes plásticas, poesia, literatura, fotografia, jogos e vídeos. Os interessados em criar e produzir um evento em homenagem ao Santos devem entrar em contato comigo. O calendário da Semana Santos será definido em meados de março.

Assophis – A Associação dos Pesquisadores e Historiadores do Santos, presidida por Wesley Miranda, trabalhará em sintonia com o Departamento de Memória e Estatística do Clube. Para começar, o Santos chancelará um trabalho produzido pelo assophista Léo Devezas, trabalho que será apresentado à Federação Paulista de Futebol e corrigirá algumas informações históricas sobre o Campeonato Paulista.

Quem comanda o Santos – Eu brinco que José Carlos Peres é o pai, Orlando Rollo o filho e eu o Espírito Santo. Enfim, nós três continuamos unidos e trabalhando para cumprir as metas da campanha. Há ainda os ótimos profissionais responsáveis pelas diversas áreas do clube, todos com autonomia para tomar decisões baseadas no profissionalismo, na ética e na democracia. Por mais que ex-presidentes sejam respeitados, hoje não exercem mais nenhuma autoridade na instituição e nem devem querer influenciar os rumos que o Santos tomará sob sua nova e oxigenada gestão.
A verdade é que a última diretoria, após uma gestão temerária, perdeu nas urnas e deve, assim como aos que a apoiaram, abster-se de palpitar sobre os destinos do Santos. Deveriam, aliás, nem dar entrevistas sobre isso. Essa atitude não é ética. Tiveram a sua chance de servir ao Santos e serviram-se dele, essa é a verdade.

Livraria Fechada – A Livraria deste Blog não venderá mais livros físicos. Percebo que não me sobra mais tempo para atender pessoalmente aos compradores. Enquanto eu estiver trabalhando no Santos a venda de livros físicos estará suspensa. Usarei os exemplares de Time dos Sonhos e do Dossiê para presentear os jogadores e componentes da comissão técnica contratados pelo clube, como parte do nosso trabalho de endomarketing.

Reforços – Romário, Sasha… Creio que devemos receber os novos contratados com alegria e confiança. Futebol depende muito de motivação, de um bom ambiente, e isso podemos oferecer a esses bravos rapazes que chegam para ajudar o clube a cumprir uma boa temporada em 2018. Um jogador com vontade e bem preparado fisicamente pode render até mais do que outro com melhor técnica, mas sem motivação para lutar pela vitória – como, aliás, cansamos de ver em 2017. Acreditemos, portanto!

E você, o que acha disso?


Ousadia é a nossa marca

Ontem o Santos apresentou o lateral-esquerdo Romário, de 25 anos, vindo do Ceará, e hoje, ao meio-dia, na sala de imprensa da Vila Belmiro, apresenta o diretor executivo Gustavo Vieira e o técnico Jair Ventura. São contratações pensadas, discutidas, amadurecidas.

É sabido que a agilidade para negociar é uma qualidade importante no futebol, mas ela não pode ser confundida com precipitação. O Santos não pode mais se dar ao luxo de entrar em negócios relâmpagos, mal explicados, alguns bastante lesivos ao clube, como ocorreu nas últimas gestões que levaram o Alvinegro Praiano à beira do abismo.

Olhemos os outros clubes grandes do Brasil e perceberemos que mesmo os mais endinheirados estão tateando, analisando muito bem o negócio antes de investir em um jogador. E a situação do Santos é um pouco mais delicada, pois em vez do superávit tão propalado pela última gestão, o que se encontrou foi um rombo enorme, com 30 milhões de reais a serem conseguidos em três dias, sob o risco de novamente jogadores e funcionários recorrerem à justiça por falta de pagamento.

Passamos por uma gestão cujos líderes se serviram do Santos. Estamos iniciando outra na qual as pessoas querem servir ao clube e estão empenhadas em fazer o Alvinegro Praiano novamente impor respeito aos adversários, à opinião pública e aos seus próprios sócios e torcedores. Precisamos dessa confiança de todos para dar os passos que sonhamos.

Precisamos de mais santistas nos estádios, de muito mais sócios, de torcedores que exerçam sua paixão com a confiança de que, por mais que hajam pedras no caminho, no final tudo acabará bem. Confie e não se arrependerá.

Mas Ousadia não é temeridade

Se, em outro post, citei Técnica, Disciplina, Garra e Ousadia como os valores perenes do Santos, qual seria o valor desta gestão comandada por José Carlos Peres e Orlando Rollo? Não há dúvida de que será a Ousadia. A imagem de um Pacaembu lotado de santistas no jogo contra o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, será um exemplo dessa nova postura santista.

Porém, assim como agilidade não pode ser confundida com precipitação, Ousadia não é e jamais poderá ser confundida temeridade. Contratar Leandro Damião e colocar em campo um time improvisado para enfrentar o Barcelona, no Camp Nou, foram exemplos de aguda temeridade, ou mesmo de irresponsabilidade. Ousadia é romper os limites sem colocar em risco a imagem e a sustentabilidade financeira do clube.

Que aguardemos o anúncio dos novos contratados com a ansiedade natural do torcedor que somos, mas que confiemos nas pessoas que hoje representam ao Santos e em sua capacidade de montar o melhor time que a nossa capacidade de investimento pode proporcionar.

E você, o que acha disso?


Entrando nos trilhos

Sabe por que toda nova gestão de um clube de futebol diz, ao assumir, que encontrou “terra arrasada”? Porque é isso mesmo que acontece. O caráter dos dirigentes e a falta de fiscalização nos clubes faz com que os últimos meses de uma administração sejam catastróficos.

No Santos, como se previa, ao invés de um superávit milionário, encontrou-se a necessidade de se conseguir R$ 30 milhões da noite para o dia para pagar salários e o décimo terceiro de jogadores e funcionários. Mas, repito, isso já era esperado. Há muito as despesas superam as receitas no nosso clube.

Conselheiros que fomos, jamais encontramos nos balanços sinais de um crescimento das receitas, muito ao contrário. Assim, temos de ir atrás delas. Não apenas nesse começo de gestão, mas durante os três anos de mandato de José Carlos Peres e Orlando Rollo. Isso implica atuar em estádios maiores e iniciar, logo que possível, a campanha para chegarmos a 100 mil sócios em três anos, iniciativas que trarão muitas outras a reboque.

Se você era sócio do Santos e desistiu por mau atendimento ou por não acreditar nas intenções da gestão anterior, peço que fique agora. Seu voto de confiança será vital para reerguermos o clube. Com mais sócios, atuando mais em estádios maiores, atrairemos também maiores verbas de patrocínio e levaremos menos tempo para colocar o nosso Santos novamente nos trilhos da sustentabilidade financeira.

Sei, também, e como!, que a opção da enquete mais votada (16%) e a que mais preocupa o santista é a montagem de um time forte. De nada adianta fazer tudo certo se no campo o time não corresponder. O torcedor quer saber de nomes e se angustia com a falta de notícias sobre contratações espetaculares. Hoje percebo claramente como a ansiedade do torcedor, legítima por um lado, por outro pode levar um clube à bancarrota.

O santista, nesse ponto igual a todo torcedor, quer o anúncio bombástico: “Fulano foi contratado”, “Sicrano já é do Santos”, “Agora é oficial: Beltrano é santista”. Sabemos que um negócio desses aumenta exponencialmente a popularidade de um dirigente e de uma gestão. Mas, convenhamos, é uma saída fácil e, em boa parte das vezes, irresponsável.

Quantos dirigentes demagogos não gastaram o que o clube tinha e, principalmente, o que não tinha, para encher seus times de jogadores famosos que, mais dia, menos dia, acabaram saindo pela porta dos fundos, com salários e direitos atrasados, agravando ainda mais a situação financeira da instituição?

Uma boa negociação não se faz na primeira sentada à mesa. É preciso analisar todas as circunstâncias. Não é só o Santos que precisa de jogadores. Eles também precisam jogar em um time da história, do peso, da marca e da popularidade do Santos, um time já garantido para a Copa Libertadores de 2018. Uma equipe, enfim, que é uma das mais importantes vitrines do futebol mundial.

Essa gestão só tomará posse dia 2 de janeiro, mas se resolvesse cruzar os braços e não assumir as responsabilidade pelo futuro do clube, provavelmente teríamos um quadro bem parecido com o do final da gestão de Odílio Rodrigues, em que muitos jogadores entraram na justiça trabalhista e conseguiram passe livre. Sabemos que a responsabilidade pelo futuro do Santos, até o final de 2020, será nossa e não fugiremos dela.

E você, o que acha disso?


Desafios do poder

A posse do presidente José Carlos Peres e do vice-presidente Orlando Rollo só se dará em 2 de janeiro, mas o trabalho já começou. Enquanto esqueletos não param de sair dos armários, uma nova campanha está em andamento, agora para a presidência e a mesa do Conselho Deliberativo, cuja eleição se dará na próxima segunda-feira. Apoiamos Otávio Adegas para presidente. Pela outra chapa concorrerá Marcelo Teixeira. Prevê-se disputa acirrada.

Ao mesmo tempo em que me dedico ao fechamento do livro “Santos FC, o maior espetáculo da Terra”, mantenho contatos que estejam ao meu alcance para mudar o Santos. Tudo está por fazer. Nesse cenário percebo que um dos maiores desafios de quem adquire algum poder – no nosso caso pelo exercício sagrado do voto – é administrar sua própria vaidade e se manter fiel aos princípios que o levaram à nova posição que ocupa.

Repito o tempo todo, para mim mesmo, que tudo isso passará e não podemos perder essa oportunidade de colocar o nosso Santos nos trilhos. Pelas conversas que tenho tido com o presidente Peres, sinto que o choque de gestão realmente virá. É preciso ter coragem e despreendimento para promovê-lo e Peres é o líder talhado para isso. Que os deuses do futebol lhe deem forças para seguir adiante. Precisamos ajudá-lo nessa tarefa.

Os 11 princípios de nossa chapa seguem mais vivos do que nunca. Não podemos esquecê-los nenhum segundo, ou cairemos na armadilha de quase todos que atingem o poder e logo negligenciam seus compromissos. Transparência, jogos meio a meio entre Santos e São Paulo, 100 mil sócios em três anos, ampliação da Vila, voto à distância… Fique tranquilo, amigo leitor e amiga leitora, pois já pensamos nisso todos os dias.

Já posso informar que o clássico com o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, será no Pacaembu. Ainda faltam mais de dois meses, mas vá se preparando. Vamos lotar o Paulo Machado de Carvalho de santistas. Quanto a novos contratados, não cito nomes antes que estejam confirmados, mas acredite que teremos um time forte, que seguirá os cinco valores históricos do nosso Santos, que são Disciplina, Técnica, Garra, Ousadia e Confiança.

Sinto que as providências caminham em quase todas as áreas. O santista logo perceberá, pelos atos, não pelas palavras, a grande mudança de filosofia da gestão atual para a anterior. Queremos a abertura, a democracia, o fortalecimento das instituições do clube. E para solidificar essas mudanças, é essencial que na noite de segunda-feira elejamos Otávio Adegas para presidente da mesa do Conselho Deliberativo.

E você, o que acha disso?


Older posts

© 2018 Blog do Odir Cunha

Theme by Anders NorenUp ↑